Notas iniciais
Olá amoras, quero dedicar essa capítulo a Bia Correia que deixou uma linda recomendação e a todas que comentaram. Espero que gostem.

Seattle, Washington.

Isabella Cullen.

Minhas pernas corriam o máximo que podiam pelos corredores do hospital, meu pager ficava em alerta regulamenta enquanto eu tentava chegar ao PS mais rápido do que minhas pobres pernas podiam acompanhar. Dr. Vladimir já tinha me bipado, bem, uma dezenas de vezes. Eu verdadeiramente não tinha culpa se aquele maldito hospital era grande como o inferno. Mas eu não podia reclamar realmente, tinha sido uma excelente sorte ter ficado com o médico mais gentil desse hospital, ou alguém perderia o fígado hoje, e com certeza não seria ninguém do banco de órgãos. Enquanto dava a minha corrida matinal pelo hospital eu empurrava uma pessoa ou duas, mas como aquilo era costume, eles não se importavam muito. Eu corria com o olho no pager, maldita hora em que decidi tomar um café, ainda podia sentir a bebida quente balançando no meu esôfago. Cheguei ao PS ofegante e cansada. Uma maca entrava pelas portas do hospital, três paramédicos a empurravam e uma mulher chorosa entrava correndo logo atrás. Corri para o lado do Dr. Vladimir que me deu um pequeno sorriso antes de ir para a maca. Era uma criança grande e aparentemente magra. “Mason Baker, desacordado, doze anos. Ingeriu acidentalmente um produto desentupidor há cerca de quinze minutos.” Um dos paramédicos dizia enquanto Vladimir checava os seus sinais vitais.

“Eu vou levá-lo para a sala de turma. Dra. Cullen, se informe com a responsável o que aconteceu.” Ele apenas me deu um olhar sutil enquanto levava o paciente para o trauma. A mulher que o acompanhava parecia meio desesperada enquanto chorava e passava as mãos no cabelo desesperadamente. Provavelmente era a mãe dele. Eu tentei pensar uma forma educada de aborda-la e não levar um tapa, isso não seria necessariamente bom. Mordi meu lábio dando um passo na sua frente fazendo com que ela parasse de andar.

“Você é a responsável por ele?” Perguntei calmamente tentando passar um pouco de tranquilidade pra ela. Ela assentiu positivamente enquanto ainda chorava. Suas roupas eram simples e desgastadas, seus cabelos negros estavam uma bagunça e tudo que ela conseguia fazer, era chorar, eu não a culpava. Ela estava nervosa, muito nervosa.

“Eu... eu sou a mãe dele, não era pra ter acontecido... não era. Eu enchi a garrafa de suco com o desentupidor de pias, deixei no canto da mesa e fui limpar a casa, quando eu desci ele... Porra!” Álcool. Ela cheira ao mais puro e profundo álcool. Ela estava bêbada e alterada. Porra, a mulher estava bêbada, eu fiquei um tempo tentando realmente ter certeza de que ela cheirava a álcool, mas era realmente impossível não sentir o cheiro forte que emanava do seu hálito e até da sua roupa. Eu tive que morder o meu lábio para não falar qualquer coisa que eu me arrependesse depois. “Ele vai sair dessa?” Ela sussurra enquanto passava as mãos sobre o rosto e cabelo, em gesto completamente desesperado e nervoso.

“Faremos o possível, senhora.” Ela assentiu e eu girei meus calcanhares. Fiquei por um momento parada, apenas de costas pra ela, eu adoraria falar algumas coisas, mas eu não podia, meu maldito filtro era solto o suficiente para me colocar em encrenca. Fui para o trauma com a cabeça um pouco cheia de mais. Acidentes acontecem, mas porra, quem ficava bêbada às oito horas da manhã? E aquilo certamente não era ressaca, oh não, com certeza não era. Quando cheguei ao trauma, o garoto já estava estabilizado. Jessica aplicava um medicamento no seu soro e Vladimir anotava algo no prontuário. “E então?” me aproximo o suficiente para poder ver o menino e faço uma leve careta, no exame físico, apenas de olhar pra ele, notei múltiplas queimaduras ao redor da sua boca e um pouco do produto ainda molhado caído sobre sua a camisa.

“Os sinais vitais estão estáveis no momento, sua pressão é de 110x70mmHg, pulso de 92 bpm e frequência cardíaca de 24 ciclos/min. Eu o estabilizei agora em oxigênio 60%. A sua saturação de oxigênio é de 94%. Eu fiz um exame físico rápido, ele tem extensas queimaduras químicas nos lábios, língua e mucosa oral. Ao menos a sua faringe não parece edemaciada. Ele não consegue respirar sem o oxigênio.” Eu me aproximo do garoto mais um pouco, apenas para lhe analisar mais de perto, ele parecia tão pequeno e magro para a sua idade. E eu não fui a única a reparar nisso pelos olhares do pediatra. “O que fazemos agora Dra. Cullen? Intubamos ou esperamos até que uma endoscopia seja realizada?” O garoto não poderia passar por uma endoscopia com as suas dificuldades respiratórias.

“A intubação seria mais apropriada nesse caso, Dr. Vladimir.” Ele me dá um sorriso pequeno e assente positivamente.

“Ótimo. Faça a intubação doutora, e vamos levá-lo para a endoscopia.” Solto uma bufada de ar acompanhada com um sorriso satisfeito. “E a responsável por ele? Deu alguma explicação cabível?” Vladimir sussurrou enquanto eu colocava as luvas e Jessica pegava os tubos. Ergo minhas sobrancelhas em desgosto e suspiro.

“Ela disse que colocou o produto químico em uma garrafa de suco e deixou na mesa enquanto ia limpar a casa, ela me parecia alcoolizada, seu hálito cheirava a tequila.” Vladimir revirou os olhos enquanto mandava alguma mensagem no seu pager, provavelmente para solicitar a endoscopia.

“Sinceramente eu não compreendo.” Vladimir era o melhor pediatra que eu sequer podia conhecer, era como se ele amasse todas as crianças do mundo, essa era a profissão perfeita pra ele. Realmente era. Intubei Mason com o auxilio de um laringoscópio flexível com fibra óptica, fiz o procedimento um tanto quanto devagar e com muita atenção, eu ainda tinha um pouco de medo, era algo simples, mas que não poderia ter erros, eu realmente não queria fazer absolutamente nada errado. A condição clínica de Mason começou a melhorar com a intubação, então cinco minutos depois estávamos saindo com ele para uma endoscopia. “Depois que tudo estiver bem com o garoto, e ele for para um quarto, quero que você fale com uma assistente social e mande chamar algum responsável sóbrio.” Ele sussurrou enquanto entrarmos no elevador com Mason sobre a maca desacordado. Jessica nos olhou sobre os cílios e pude vê-la revirar os olhos lentamente. Maldição, eu não estava pronta para lidar com a justiça e uma mãe bêbada. Mas aquela era a porra da política do hospital.

“Tudo bem doutor.” Vladimir me deu um sorriso pequeno voltando a sua atenção para o monitor cardíaco do garoto. Ao chegar na sala de exames, Vladimir, Jessica e eu entramos e mais dois enfermeiros vieram nos auxiliar. Vladimir começou com o exame enquanto cantarolava uma música qualquer, ele parecia tão animado, o fodido tempo todo, eu podia facilmente ver Jessica o secando o tempo todo, como se estivesse prestes a subir sobre ele a qualquer momento, pobre Mike, seu coração ficaria arrasado se ao menos soubesse o que sua paixão platônica anda fazendo por ai. “O que você vê Dra. Cullen?” Ele sussurra enquanto vaga com a câmera lentamente pegando um ângulo fazendo com que Vladimir fizesse uma pequena careta. Olho para a tela me aproximando um pouco.

“Lesão cáustica grau A2.” Sussurro olhando para as suas feridas, Vladimir assente vagando um pouco mais com a câmera.

“Isso significa?” Eu obviamente me sentia muito mais confiante com Vladimir e Jacob, eles sempre tinham um belo sorriso doce, nunca gritavam e certamente não era esnobes, trabalhar com eles era confortável e fácil.

“Úlceras superficiais, erosões e exautados.” Vladimir assente enquanto finaliza o exame. Depois de mais alguns minutos finalmente levamos Mason para um quarto, eu ainda teria que lidar com uma mãe bêbada e com assistentes sociais. Ótimo. aquilo certamente não era o meu significado de dia perfeito, mas podia ser pior. Acompanhamos Mason até o seu quarto e Vladimir escrevia seu diagnostico no prontuário em frente à cama.

“Mason tem uma lesão cáustica grau 2A, então uma cirurgia de emergência não é necessária no momento, sabe me dizer por que Dra. Cullen?” Por mais que eu amasse cirurgias e torcesse para pegar ao menos duas por dia, eu estava feliz que aquele garoto não tenha sofrido algo mais grave. Era só uma criança.

“A esofagectomia é indicada apenas em perfuração, provavelmente lesões do grau 4.” Vladimir assente voltando a atenção para o garoto desacordado.

“Exatamente. Vamos iniciar um tratamento com inibidores de bomba de prótons, antibiótico do amplo espectro e esteroides, pelo comprometimento das vias aéreas.” Vladimir anotava tudo no prontuário calmante, ele tinha uma calma impressionante, sempre, eu certamente tinha que ter uma ou duas aulas com ele. “Quero que você faça a primeira dosagem pra mim Jessica, e você Isabella, eu tenho uma cirurgia agora, adoraria que fosse comigo, mas quero que cuide do Mason e de toda a bagunça que é a mãe dele.” Maldição, eu queria grunhir como uma criança pequena. Uma cirurgia, eu perderia uma cirurgia por uma mãe bêbada. Maravilha. Apenas balanço a cabeça positivamente, para que nada impróprio saísse da minha boca grande. Saí do quarto com a cabeça cheia. Fui até a mãe do garoto que estava sentada em uma das cadeiras da recepção, ela tinha os olhos fundos e parecia elétrica de mais. Então em seguida, foi uma verdadeira luta para que eu conseguisse o número do telefone do pai do Mason, ela simplesmente pirou. Pedi para que a recepção cuidasse disso para que eu pudesse falar com a assistente social do hospital para ter uma pequena conversa com a Sra. Barker. Eu andava pelo hospital massageando as têmporas. Não era um bom dia, e certamente não era uma boa semana. A minha manhã toda foi regada a mãe irresponsável e uma assistente social entendida. O pai de Mason chegou uma hora depois. Joseph, disse que a sua ex-esposa estava lutando recentemente contra o alcoolismo e teve uma recaída semanas atrás. Então depois de um monte de papeladas assinadas, discussões vindas do casal e uma mãe bêbada me ameaçando, ficou decidido que o pai de Mason tomaria conta do garoto, pelo menos até que ele se recuperasse e o resto eles decidiam no tribunal. Eu me sentia uma maldita advogada. Eu detestava advogados.

Quando tudo finalmente se esclareceu e a Sra. Baker foi embora para ficar um pouco sóbria, era perto do meio dia. Eu estava faminta e com um fodida dor de cabeça. Minha vida já estava uma bagunça iminente essa semana, eu certamente não precisa de mais problemas. Noah estaria indo passar um mês inteiro com o pai no dia seguinte. Um mês sem o meu menino. Um maldito mês. Eu realmente queria prender o meu garoto em um potinho e nunca ter que me separar dele, mas eu sabia que seria egoísmo, inconsequentemente Noah amava Carlisle, e deixá-los um mês juntos era o mínimo que eu poderia fazer por separa-los o resto do ano. Não que pensar dessa forma doesse menos, porque doía como o inferno. Soltei um suspiro baixo enquanto caminhava para o refeitório, quando cheguei na porta, parei instantaneamente. Porra, aquilo estava lotado. Revirei meus olhos e soltei uma bufada de ar enquanto caminhava para a fila. Eu adoraria poder subornar uma pessoa ou duas daquela maldita fila. Passo meus olhos por todo o refeitório a procura de um rosto amigo. Como no inferno não tinha ninguém ali?! Mas então é quando meus olhos passar por uma mesa distante que vejo Edward sentado completamente solitário ali. Dou um pequeno sorriso, certas coisas nunca mudam. Dou mais uma olhada para o tamanho da fila e solto uma praga ao notar a quantidade de pessoas na minha frente. Ótimo, era tudo que eu precisava. Eu era apenas uma garota faminta. Eu não tirava os olhos de onde Edward estava enquanto a fila andava, ele parecia cabisbaixo. Edward olhava para o seu prato, vez ou outra ele puxava seus cabelos ou apenas passava os dedos sobre eles. Desde o dia em que o Sr. Cabelo esteve aqui há uma semana, Edward era um poço de nervosismo e segredos. Eu realmente estava com a cabeça cheia por Noah ter que ir viajar sem mim, então realmente eu não estava o pressionando. Mas eu queria, queria muito saber mais sobre tudo.

Quando a fila finalmente resolveu fluir agradeci aos céus mentalmente. Paguei o meu almoço e sai olhando ao redor, apenas para ter certeza que Edward ainda estava ali. Quando me aproximei da sua mesa, não pude deixar de notar que ele não tinha comido absolutamente nada, sua comida ainda estava totalmente sobre o prato e sua Coca-Colalacrada. Ele ainda não tinha me visto, seus olhos olhavam para um ponto qualquer no chão, Edward parecia perdido, fora de orbita, ele geralmente andava assim, mas hoje, hoje ele parecia pior. Estranho. “Hey.” Edward parecia ter sido despertado do seu mundo dos sonhos. Ele levantou seus olhos pra mim, e eles pareciam tão vazios. Edward estava sério e não deu um pequeno sorriso sequer. Coloco minha bandeja sobre a mesa e puxo uma cadeira sentando-me confortavelmente na sua frente, mesmo sem ser convidada. “Você está bem? Parece... Não sei, parece meio perdido. Aparentemente nem tocou na sua comida.” Ele deu um sorriso completamente sem humor algum e voltou seus olhos para a sua comida intocada. Ele parecia não querer conversar. Era como se ele não me quisesse ali. Solto um suspiro e coloco uma das minhas batas na boca. Apertei minhas mãos em punhos sobre a mesa. Minha maldita vontade era de chacoalhar Edward pelos ombros e obrigá-lo a me contar qual era o seu fodido problema.

“Eu estou bem, apenas sem fome, nada com que se preocupar.” Ele sussurrou dando de ombros, sem nunca me encarar diretamente nos olhos. Ótimo. Tudo que eu precisava agora era de um namorado estranho. Arqueei minhas sobrancelhas assentindo lentamente, talvez tentando convencer a mim mesma que ele estava bem, quando na verdade, absolutamente nada estava bem. Edward não era assim, o meu Edward não, o que diabos tinha acontecido com ele hoje?

“Hoje eu atendi um garoto que ingeriu um produto químico, a mãe dele estava tão bêbada que mal conseguia falar. Tive que envolver a assistência social, política do hospital, você sabe. Perdi uma cirurgia por isso, estou tão frustrada.” Gemo enquanto colocava uma garfada de bife na boca. Eu gostava de falar com ele sobre coisas assim, geralmente ele sabia o que falar para me acalmar.

“Medicina não é só cirurgia Isabella, acostume-se.” Parei de mastigar o meu bife no momento seguinte. Não pelo o que ele disse, mas por como ele disse. Edward falava no seu tom debochado e arrogante como ele costumava fazer quando se achava o dono do mundo. Solto os talheres sobre o prato fazendo um barulho consequentemente alto, Edward me encarou pela primeira vez desde que sentei na sua frente. Eu queria arrancar a sua cabeça fora.

“Qual é o seu maldito problema hoje Edward? Eu realmente não tenho culpa das suas paranoias.” Edward abaixa a cabeça como uma criança que faz uma má criação e solta um suspiro longo. Tudo o que eu queria era levantar daquela mesa e ficar temporariamente longe dele. Mas antes que eu pudesse sair, ele põe a sua mão sobre a minha fazendo aquele calor acolhedor inflar meu coração. E era isso. Era apenas Edward me tocar, olhar pra mim que eu me sentia sem eixo, parecia que naquele momento ele era o meu mundo, quando na verdade, eu sabia que ele não era nem metade disso.

“Desculpe, realmente me desculpe, eu não ando muito bem ultimamente e você tem razão. Isso tudo não é culpa sua. Eu só ando com a cabeça cheia, talvez eu ande trabalhando de mais.” Ele seu de ombros e abriu um sorriso torto, que na verdade, não alcançou meus olhos. Ele estava mentindo, aquilo era a mais pura e completa mentira, mas eu queria acreditar. Eu queria acreditar que nada disso tinha haver com o Sr. Cabelo, ou com alguma coisa que estava o deixando desse jeito. Distante.

“Tudo bem Edward, mas você sabe que pode falar comigo, não sabe?!” Ele assente enquanto sorri. Então Edward abre seu refrigerante e toma um gole enquanto eu volto a comer minhas batatas. Eu realmente não estava mais com fome, meu estomago era uma bagunça nesse momento, juntamente com o meu coração. Maldito nervosismo.

“Noah vai mesmo amanhã?” Ele pergunta em um sussurro, eu olho pra ele e Edward parecia desolado, muito mais do que já estava, solto um pequeno sorriso triste, eu não seria única que sentiria falta do meu garotinho travesso. Concordo balançando a cabeça positivamente enquanto faço uma careta. “Poderíamos ir jantar hoje à noite, e vocês podem dormir no meu apartamento, tenho certeza que ele vai adorar.” Arregalo meus olhos um pouco, ele há poucos segundos parecia não me querer por perto, e agora queria que dormíssemos juntos.

“Hum, tudo bem, eu vou falar com ele.” Edward sorri e coloca uma das suas batatinhas na boca, mastigando lentamente, como se ele estivesse odiando aquilo. Certo, Edward Mesen tinha um problema e não queria me falar qual era. Eu não tinha ideia se aguentaria todos esses seus segredos por um longo tempo, muito menos suas malditas mudanças de humor constantes. Nós passamos os próximos dez minutos em um silêncio nada agradável, enquanto eu saboreava a minha refeição lentamente, ele apenas mexia sua comida no prato furtivamente, e vez ou outra colocava uma garfada na boca, mas a sua mente estava longe, muito, muito longe. Então quando eu ia abrir a boca para falar qualquer merda, apenas para quebrar esse silêncio terrível, meu pager bipou, eu queria me ajoelhar no chão e agradecer por isso. Edward pareceu se assustar com o barulho, como se aquilo tivesse o acordado de algum transe, ele olha para os lados um pouco assustado. “Meu pager. É o Dr. Vladimir, tenho que ir.” Me coloco de pé tão rápido que quase caio para trás, Edward me olha com as sobrancelhas arqueadas.

“Oh, certo. Eu pego vocês as oito, tudo bem?” Concordo enquanto saio quase correndo dali. As coisas estavam estranhas e eu tinha medo daquilo, muito medo. O que seria tão terrível que Edward não queria me contar?! O que diabos tinha de errado com esse homem? Eu estava uma confusão iminente e isso não estava fazendo bem pra mim, muito menos pro meu coração, aquilo machucava como o caralho. Eu não devia ter me apegado, eu não devia ter me apaixonado, eu sequer deveria ter lhe dado uma chance, porque era como se eu soubesse desde o inicio que uma hora ou outra ele quebraria o eu coração e certamente, ele estava caminhando pra isso. Corri até o PS e Vladimir já estava lá com um novo caso. Foi o que bastou para que eu esquecesse parcialmente Edward. Trabalhar era a melhor coisa, principalmente quando era cirurgia. Vladimir e eu atendemos uma criança de um acidente, ficamos boas cinco horas em cirurgia, tentando conter uma hemorragia e tentando salvar o fígado de uma criança de três anos. Vladimir me deixou auxilia-lo na cirurgia, eu não fiz grandes coisas, mas pra mim, aquilo era o mundo. Enquanto todos estavam meio desesperados tentando conter a hemorragia, Vladimir mantinha a calma e cantarolava uma música infantil. Eu adoraria saber como inferno ele conseguia ficar assim. Ele passou todas às cinco horas fofocando como uma velha com as enfermeiras colocando toda a radio-corredor informada, ou ele apenas cantava e mexia o seu corpo quase que dançando enquanto tinha nas suas mãos, um fígado infantil. Quando finalmente a cirurgia acabou, a pequena Kelly foi para a UTI, ela estava estável, mas precisava de cuidados especiais nas próximas 48hs.

“Você foi muito bem hoje Dra. Cullen, espero trabalhar com você mais vezes.” Vladimir dizia sorrindo enquanto lavávamos as mãos no tanque. Ele ainda usava sua touca cirúrgica cheia de minions desenhados. Ele era todo infantil, se tinha uma pessoa que combinava totalmente com a sua profissão, essa pessoa era o Dr. Vladimir. Eu dei um sorriso satisfeito enquanto secava as minhas mãos.

“Obrigada doutor, espero trabalhar com você mais vezes também.” Vladimir me deu uma piscadela enquanto colocava sua touca no bolso da sua calça.

“Eu tenho que fazer uma vistoria em alguns dos meus pacientes antes de ir embora, você poderia checar Mason antes de ir?” Assenti dando um sorriso em seguida. Vladimir apenas sorriu de volta e saiu do lavatório. Olhei para o relógio ali na parede e falava pouco para as cinco. Tirei minha touca cirúrgica, também a colocando no bolso e saí dali. Eu caminhava pelos corredores devagar chegando meu pager, as enfermeiras mandavam mensagens vez ou outra falando dos pacientes e eu tinha que responder prontamente ou Edward me mataria. Os corredores não estavam lotados, então eu podia caminhar calmamente. A área da pediatria era triste, mas ao mesmo momento um tanto quanto alegre, vez ou outra passavam crianças correndo por ali, bebês gargalhado e pais muito, muito preocupados, eu não os culpava afinal de contas. Mas os pais eram certamente os mais chatos acompanhantes do mundo, isso eu não tinha dúvidas. A porta do quarto do Mason estava entre aberta, entrei furtivamente tentando não fazer muito barulho, Mason ainda dormia por conta dos medicamentos, seu pai estava sentado no sofá ao lado mexendo no celular.

“Boa tarde Sr. Baker, como anda o nosso garoto?” Joseph largou o celular de qualquer jeito sobre o sofá e ficou de pé caminhando para o lado da cama do filho. Ele era um homem moreno com um belo sorriso e olhos negros brilhantes.

“Oh, eu acho que bem, ele acordou um pouco atordoado mais cedo, mas voltou a dormir logo em seguida, as enfermeiras vem regulamente com alguma medicação.” Ele da de ombros colocando a sua mão sobre a pequena mão gélida do filho. Ele amava o garoto, era nítido nos olhos dele. Dou um sorriso checando Mason em seguida.

“Ele vai ficar bem, seus sinais vitais estão melhorando. A pressão arterial está boa e o fluxo de oxigênio melhorando, em poucos dias já podemos tirar o tubo.” Joseph solta o ar dos seus pulmões parecendo relativamente aliviado. “Eu vou indo agora, qualquer coisa, não exige em me chamar, antes do plantonista chegar eu darei uma passada por aqui.” Ele sorri e me agradece apertando a minha mão em seguida. Dei mais uma ronda pelo centro pediátrico que o Dr. Vladimir tinha me pedido para checar. Quando finalmente tudo acabou eu estava indo embora, eu me sentia um pouco cansada e eu queria mais que qualquer coisa manter Noah no meu colo pelo resto da noite. Noah sequer tinha ficado totalmente de férias ainda, faltava pouco mais de uma semana, mas Carlisle tinha pegado esses dias de folga, então ele queria curtir o filho, eu não negaria isso a eles, depois Carlisle voltaria a sua rotina maluca e Noah passaria suas férias vendo o pai apenas pela noite. Eu fodidamente tentaria não chorar a noite toda abraçada ao meu garoto, isso seria traumatizante para o menino.

Eu procurava o meu batom no meu armário jogando uma coisa ou duas no chão e ouvindo Alice idolatrar o seu quase namorado perfeito. Eu realmente torcia para que Alice estivesse certa e James estivesse apaixonado por ela, porque Deus, Alice certamente estava por ele. “Você tem que dar um jeito no seu maldito namorado Bella, vocês não andam trepando é isso?” Emmett entra no vestiário tirando a minha atenção pra ele que tira o jaleco o jogando em um dos bancos como se aquilo fosse uma bola de futebol americano, e se jogando lá em seguida, ele parecia malditamente exausto e frustrado. Alice da um sorriso debochado enquanto termina de colocar o seu salto gigante.

“De quem diabos você está falando Emmett?” Ele revira os olhos como se eu fosse demente e esmurra o bando abaixo dele. Alice e eu trocamos um singelo olhar assustado.

“O seu namorado idiota, ou você tem outro por ai? Hoje ele está o cão Bella, o próprio diabo, juro por Deus, ele gritou comigo tanto, que me sinto no maternal. Eu me senti um soldadinho de merda. Dê um jeito nele Bella, trepem por ai, eu não sei, mas o faça virar gente de novo.” Emmett grunhiu frustrado jogando as mãos no ar. Porra. O problema dele não era apenas comigo, o problema dele era com o mundo. Ele andava como o mesmo Edward de antes, esnobe, egocêntrico e rude. Eu continuei parada onde eu estava por alguns segundo, Alice parecia curiosa e assustada ao mesmo tempo. “Ele magoou você Bella? Vocês estão brigados ou alguma merda assim?” Emmett grunhiu me olhando com seus olhos azuis que agora estavam frios. O meu amigo de sorriso infantil parecia furioso.

“Hum, não... Quer dizer, nós não brigamos, por que você acha isso?” ele me analisa por alguns segundos com seus olhos semicerrados e solta um suspiro em seguida. Emmett fica de pé e tira a sua blusa fazendo Alice soltar um suspiro, tudo bem, ele era bonito.

“Porque então, eu teria que quebrar a cara dele. E o recado também está dado para o seu novo namoradinho Alice, se magoarem as minhas garotas, eles estão na merda.” Emm sussurrou enquanto pegava a sua mochila e sai a arrastando para se trocar, Alice e eu nos encaramos e soltamos uma pequena risada. Emm era fofo, era tudo o que eu conseguia ver nele.

“Ele é como o irmão mais velho que eu nunca quis ter.” Alice sussurra me fazendo soltar uma risada. Então eu finalmente desisto de encontrar o maldito batom e fecho o meu armário colocando a mochila nos ombros. “Vocês estão bem Bella, você parece meio... Triste e o seu Dr. Gostosão, parece perdido.” Desvio meus olhos dos de Alice e pego o meu celular fingindo checar alguma coisa inexistente. Ela era sorrateira.

“Está tudo bem, Noah vai viajar amanhã, então eu já sinto sua falta. Edward só anda com alguns... Problemas, nada de mais.” dou de ombros e Alice de olha por tempo de mais, como se realmente não estivesse acreditando muito. “E você? vai sair hoje com o seu homem dos sonhos?” era exatamente dessa maneira que Alice se referia a sua mais nova paixão. Ela pareceu se esquecer parcialmente do meu namoro e dá um sorriso satisfeito. Alice era a criaturinha mais linda e fofa quando estava animada.

“Oh sim, nós vamos jantar hoje, e quem sabe, finalmente teremos um bom sexo selvagem.” Ela me lança um olhar malicioso me fazendo sorrir. Alice era sempre tão Alice.

“Certo. Espero que tenha uma boa foda. Agora eu preciso ir. Vejo você amanhã.” Ela acena com o seu maior sorriso enquanto eu saio dali. Certamente nada melhor do que uma boa dose de amigos. Eu espero ver Edward enquanto eu caminho pela saída, apenas para confirmar sobre o jantar, mas eu não o encontrei. Quando chego no estacionamento olho para o carros ali, apenas para conferir se o carro dele ainda estava por lá, e estava, a dois carros de distancia do meu, o seu volvo ainda estava estacionado ali.

Quando estaciono em frente a minha casa dou o meu maior sorriso ao ver Noah e Jane correndo pela grama atrás do terrível McQueen. Era uma bonita visão. Noah gargalhava quando McQueen passava debaixo das pernas de Jane a deixando tonta. Ele era um pequeno cão travesso, mas ele fazia a alegria do meu pequeno, e talvez, apenas talvez, eu poderia estar gostando dele um pouco. Quando desço e fecho a porta do carro Noah percebe que eu estou ali e me encara com seu incrível sorriso, meu pobre coração de mãe ficou pequeno ao pensar que eu ficaria longe dele. Ele vem correndo pela grama até a cerca branca e quando o seu cachorro percebe que ele não estava mais brincando, corre atrás dele. “Mamãe!” ele sorri animado quando passo pela cerca e ele finalmente pode me abraçar. Aquele certamente era o melhor abraço do mundo. Fico de joelhos na grama prendendo o meu garoto nos meus braços o máximo que eu podia, tentei fodidamente não soltar uma lagrima quando eu ouvia a sua risada bonita. Porra eu já estava com saudades. Eu o abraçava tão forte sobre os meus braços que eu não sabia como ele podia estar respirando. Então sinto pequenas mordidas na minha bunda e unhas arranhando meu jeans. “McQueen, não pode morder a mamãe.” Noah repreende o seu cachorro quando ele dá finos e irritantes latidos tentando arrancar a minha calça. Solto uma risada pegando aquela pequena bola de pelos, ele se contorce sobre as minhas mãos como um contorcionista enquanto tenta morder as minhas mãos para que eu pudesse solta-lo. McQueen odiava ficar nos braços, tudo o que ele queria era sair correndo por ali, mordendo uma coisa ou duas e rasgar as minhas camisetas prediletas.

“Aposto que você sentiu a minha falta também McQueen.” Falo com a pequena bola de pelos que me olhava com a boca aberta e a língua de fora. Ele late e tenta novamente morder as minhas mãos. Ótimo, acho que ele não sentiu minha falta tanto assim.

“Mamãe?” Noah tira a minha atenção do seu cachorro. Ele me olhava com seus olhos pidões e mordia seu lábio inferior. Solto um longo e cansado suspiro colocando McQueen no chão que automaticamente sai correndo pela grama alcançado sua bolinha e pulando sobre ela como se fosse algum tipo de ameaça.

“Sim?” pergunto desconfiada quando ele rodeia seus braços ao redor do meu pescoço e beija a minha bochecha. Ele realmente tinha que dizer logo, minhas pernas estavam formigando.

“Jane me ajudou a arrumar as minhas malas e eu queria perguntar se eu podia levar o McQueen comigo. Por favor, por favor, por favor.” Ele junta suas mãos uma na outra claramente implorando enquanto dava alguns pulinhos inquieto. Ergo minhas sobrancelhas e bagunço os cabelos penteados dele ficando finalmente de pé sentido minhas pernas dormentes.

“Você não pode levar o McQueen Noah, seu pai é alérgico, a casa do papai é enorme e não tem cerca, ele pode fugir. Eu prometo que vou tomar conta dele direitinho e quando você voltar, ele vai está aqui morrendo de saudades assim como eu.” Noah solta um suspiro decepcionado e deixa seus ombros caírem.

“Eu vou sentir falta dele.” Ele geme desgostoso chutando uma pedrinha. Beijo o topo da sua cabeça e começo a caminhar até a varanda com ele do meu lado.

“E você vai sentir falta só dele?” Noah dá um pequeno sorriso e abraça uma de minhas pernas me fazendo parar de andar.

“Claro que não mamãe. Vou sentir sua falta também.” Dou um sorriso triste e tento não soltar uma lagrima. Eu era tão fodidamente fraca.

“Eu sei amor, mamãe também vai sentir muita saudade.” Beijo novamente o topo da sua cabeça. “Por que você não vai brincar um pouco com o McQueen? Eu vou tomar um banho. Edward nos convidou para jantar e dormir na casa dele. Tudo bem pra você?” Noah dá um pulo satisfeito e balança a cabeça positivamente varias vezes. “Ótimo, vá brincar um pouco, depois tome um banho, tudo bem?”

“Sim!” ele grita enquanto sai correndo tomando a bola do seu cachorro, eles eram tão bonitos juntos. Jane estava na varanda, apenas nos olhando, ela já tinha sua bolsa no ombro.

“Hey Bella, nosso moleque vai fazer falta.” Eu lhe dou um rápido abraço.

“Ele vai!” Solto um suspiro e ela coloca uma mão no meu ombro.

“Não se preocupe, eu tive uma conversa com o Noah. Combinamos dele deixar Carlisle louco a ponto dele vir devolver o nosso menino muito antes de um mês. Noah aceitou prontamente. Temos um plano baby.” Ela me da uma piscadela me fazendo soltar uma gargalhada.

“Jane!” ela beija a minha bochecha e enquanto sai correndo me lança outra piscadela. Vejo ela se despedir do Noah antes de entrar no seu carro e ir embora. Deixo a porta da sala aberta quando entro. Jogo a minha mochila no chão e me jogo no sofá com o meu celular a mãos. Eu tentava me convencer que um mês passaria rápido e que Noah logo estaria de volta. Eu não queria soar como uma mãe dramática, mas era tudo que eu era no momento. Vinte minutos depois Noah entra correndo em casa com McQueen ao seu encalce. Olho para a tela do celular apenas para ver as horas e faltava poucos minutos para as sete da noite. “Noah, vá tomar um banho e vista uma roupa bonita, tudo bem?”

“Tá bom.” Ele grita enquanto sobre as escadas correndo com McQueen logo atrás, ele realmente não sabia como subir escadas correndo, McQueen era pequeno e gordo então ele ia tropeçando pelos degraus e às vezes escorregava descendo com tudo. Era engraçado. Solto um suspiro e subo logo atrás de Noah. Ele estava no seu quarto conversando com o seu cachorro, como se realmente eu pudesse o entender. Quando chego no meu quarto, olho para a minha confortável cama e penso em me jogar ali e tirar um longo cochilo, mas isso era uma ideia muito terrível, certamente eu não acordaria antes do dia amanhecer. Jogo o meu celular sobre a cama e vou tomar um banho. Deixo a água mais quente possível tentando fazer com que meus músculos ficassem relaxados. Lavo os meus cabelos com meu delicioso shampoo de morangos. Quando saio do box me sentindo muito mais relaxada e limpa, me visto com um roupão e enrolo meus cabelos em uma toalha. Pego o meu celular em cima da cama para ver as horas e inconsequentemente dou um sorriso demente ao ver três mensagens.

Não esqueça, eu estarei na sua porta às oito.

Edward M.

07h05min PM

Me desculpe por hoje, eu fui um idiota, adoro você!

Edward M.

7h12min PM

Não fique brava comigo baby.

Edward M.

7h16min PM

Eu estava sorriso e mordendo meu lábio como uma idiota. Me joguei na cama como uma adolescente que estava recebendo atenção da sua paixão platônica, mas inferno, eu estava profundamente apaixonada e por mais que essas mensagens não tenham relativamente nada me mais, aquilo me deixava flutuando, como se Edward tivesse todo o meu coração sobre as suas mãos. Eu soava tão patética. Apertei o celular sobre o peito fechando os olhos e ainda sorrindo. Aquela simples mensagem tinha me feito uma garota feliz. Bem, talvez as coisas ficariam bem, como ele disse. Peguei o meu celular novamente apenas para ler a mensagem mais ume vez antes de responde-la. Eu disse. Patética.

Nós estaremos prontos. Você realmente foi um idiota e me magoou, você pode contar comigo sempre que quiser Edward. Mas está tudo bem agora, só não faça de novo sem antes termos uma conversa. Espero que você possa me recompensar hoje.

Isabella S.

Eu não esperei que ele respondesse, apenas sai da cama em um pulo e corri até o closet para escolher alguma roupa descente e bonita. Com Alice ali seria tão mais fácil. Depois do que parecia muito tempo eu escolhi um vestido vermelho, com alças finas, colado no corpo e um pouco acima dos meus joelhos. Ele não era muito decotado. Pego um lingerie nova, também vermelha, o sutiã era sem alça e eu realmente gostei do vermelho destacando com a minha pele pálida. Coloquei o vestido sobre a cama e corri para secar os meus cabelos. Eu estava realmente atrasada e Edward era muito pontual. Seco os meus cabelos os deixando soltos e com leves cachos nas pontas. Faço uma maquiagem simples e rápida, e coloco um batom de cor clara. Antes que eu pudesse colocar o vestido ouço a campainha. Droga. Corro ate o meu celular para ver ás horas, oito em ponto. Pontual. Tinha uma mensagem de Edward dizendo que estava na porta. Corro pelo quarto e pego os meus sapatos de salto alto pretos. “Mamãe, o Edward tá aqui.” Ouço Noah gritar do andar de baixo. Visto o meu vestido e o amaldiçoou quando o vejo o zíper na parte de trás. Diabos. Ótimo, eu estava pronta, faltava apenas fechar a porcaria do zíper. Coloco meu celular e a minha escova de dente dentro da pequena bolsa preta. Tento novamente fechar o zíper. Reviro os meus olhos e com uma mão segurando o maldito vestido na frente para que ele não caísse e com uma bolsa, e um sobretudo preto na outra mão, saio do quarto resmungando baixinho. Eu parecia tão ridícula desse jeito. Desço as escadas devagar para que eu não tropece sobre meus próprios pés. Quando chego lá embaixo, vejo Noah e Edward sentado no sofá, lado a lado, eles conversavam sobre alguma coisa aleatória. Noah foi o primeiro a me ver fazendo uma careta em seguida. “Mamãe, porque você esta segurando o vestido?” então Edward se vira na minha direção e arqueia a sobrancelha. Ele fica de pé e vem na minha direção com um enorme buque de flores, varias flores, todas diferentes uma da outra. Eu apenas soltei um sorriso, era certamente o buque mais colorido que já tinha visto.

“Eu não lembro de ter perguntado qual sua flor favorita, então pedi uma de cada flor que tinha na floricultura. Desculpe por hoje.” ele estendo o enorme buque na minha frente e penso em largar a bolsa ou deixar de segurar o vestido, então eu deixo a bolsa juntamente com o sobretudo no sofá e pego o gigante buque. Meu coração batia forte e meu sorriso era gigante. Porra, ele sabia como ser maravilhoso. Meu coração batia tão rápido e meu mundo ficou muito mais feliz.

“Obrigada Edward. Está desculpado.” Ele solta uma bufada de ar que eu nem sabia que ele estava segurando e me da um selinho. “Oh, você pode me ajudar aqui? Eu não consegui fechar essa porcaria.” Me viro de costas pra ele e solto um suspiro quando sinto o zíper de fechar. Edward deposita um beijo demorado no meu ombro nu me fazendo fechar os olhos um pouco.

“Você está linda.” Ele sussurra no meu ouvido fazendo os pelos do meu corpo ficarem eriçados. Ele se afasta de mim e solto um suspiro. “Vamos?” me viro na sua direção e seus olhos estavam fixos em mim.

“Claro, vamos lá.” Cheiro as inúmeras flores com um sorriso, caminho até a mesa e as deixo lá, depois eu providenciaria um vaso. É só quando fico longe de Edward o suficiente que vejo o quanto lindo ele está. Ele vestia uma calça caqui preta, sapatos casuais marrons, camisa de botões branca e um blazer também marrom completamente alinhado e feito para o seu tamanho. Seus cabelos estavam molhados, os deixando em um tom mais escuro, e como sempre, uma iminente bagunça. Lindo. “Você arrumou a sua mochila Noah?” ele acena erguendo a sua mochila dos carros no ar. O meu menino também está lindo, com uma calça jeans, sapatos casuais pretos e uma camisa de botões azul, que destacava seus olhos. Noah me faz checar McQueen duas vezes antes de sairmos, com comida, água e sua cama arrumada saímos de casa. Noah corre até o carro do Edward e passamos mais alguns minutos para colocar o acento do Noah ali. Quando Noah já estava no seu lugar, Edward abre a porta do carro pra mim com o seu sorriso torto, a fechando em seguida e correndo para o seu lugar. Eu não sabia onde ele nos levaria, mas era obviamente longe da minha casa. Noah e ele conversavam sobre as coisas incríveis que tinham em Forks, que na verdade, se resumia em nada. Mas Noah adorava aquele pedaço de lugar.

“Porque você não vai lá um dia Edward, seria legal, não é mamãe?” Noah indaga animadamente me fazendo morder o lábio e olhar de relance para Edward que tinha os olhos na estrada e um sorriso pequeno.

“Claro. Quem sabe um dia possamos ir por lá Noah, tenho que conhecer o Chefe Swan.” Edward olha pra mim rapidamente com um sorriso brincalhão no rosto. Me pego olhando pela janela e pensando no qual maravilhoso seria chegar com Edward por lá. Charlie iria adora-lo e as solteironas de Forks ficariam malucas. O resto do caminho Noah tagarelava sobre as pescarias que faria com o vovô Charlie e que iria rever seus amiguinhos. Edward apenas ria de casa coisa que ele falava e fazia algumas perguntas sobre a pacata cidade. Edward parou em frente a um restaurante bonito e grande alguns vários minutos depois. Edward desceu do carro e abriu a porta para que eu descesse indo ajudar Noah em seguida. O manobrista pegou a chave do carro e nos desejou boa noite. Edward e seus restaurantes chiques. “Reserva para a família Masen.” Edward disse na recepção. Família. Inconsequentemente abri um sorriso enorme com a possibilidade. Nós realmente parecíamos uma família. Noah segurando a mão dele firmemente e do seu outro lado, Edward segurava a minha mão.

“O maitre os levara até a sua mesa. Tenham um bom jantar senhor e senhora Masen.” Edward me olha e dá um sorrido enquanto eu mantenho minha sobrancelha arqueada. O maitre nos comprimente educadamente e nos leva até uma mesa mais afastada de quatro lugares. Eu não podia deixar de observar o lugar e ver o quanto ali era incrivelmente bonito. Edward puxa a cadeira pra mim como o grande cavalheiro que ele era. Edward senta na minha frente e Noah do meu lado. O jantar ocorreu calmo e confortável. A comida era deliciosa e Noah realmente aprovou a sobremesa ficando todo sujo de chocolate. Eu apenas não queria admitir, mas Noah estava animado para ir viajar, seria realmente egoísmo privar isso dele. Toda a conversa da noite foi sobre a sua esperava viajem de férias, Edward tentava mudar de assunto vez ou outra, mas ele sempre voltava para o mesmo ponto. Quando ele termina a sua sobremesa vai correndo para a parte de brinquedos do restaurante. Solto um suspiro ao vê-lo correndo e sinto Edward pegar a minha mão sobre a mesa.

“Não fique triste, você viu, ele está animado pra ir. Um mês passa rápido e ele logo estará de volta.” Um mês pra mim seria uma enorme eternidade. Olho para as nossas mãos unidas e brinco com os seus dedos.

“Eu vou sentir falta dele.” Dou de ombros um pouco chorosa e Edward dá uma risadinha.

“Eu sei que vai, você é mãe, é natural. Mas tente não ficar triste, e a proposito, eu estarei com você todos os dias lhe fazendo companhia.” Solto uma pequena risada, agora encarando seus olhos e seu sorriso brincalhão. Era impossível não ficar mais e mais apaixonada por ele.

“Promete?”

“Eu prometo!” ele pega a minha mão nas dele e leva para os seus lábios depositando um beijo demorado ali. Alguns minutos depois Edward paga a conta e vai chamar Noah para irmos embora. O garoto parecia elétrico, talvez por conta do açúcar. No caminho até a casa do Edward, Noah ia cantando algumas musicas infantis, fazendo Edward rir e às vezes acompanha-lo.

“Nós podíamos assistir um filme. Não é Edward?” Noah pergunta animadamente assim que descemos do carro. Edward sorri e bagunça os seus cabelos.

“Claro, eu adoraria.” Subimos até o apartamento do Edward e assim que ele abre a porta, o seu cachorro enorme e pesado pula sobre as suas penas, depois sobe nas do Noah quase o derrubando, e em seguida apenas me cheira, me ignorando em seguida. Ótimo. Noah corre com ele para o hall me fazendo revirar os olhos e dar uma rápida checada no seu apartamento, arrumado e cheiroso como da ultima vez. Edward aproveita a ausência do Noah para me puxar para o seus braços e me beijar lentamente. Ele tinha gosto de vinho. “Eu estou perdoado?” dou um pequeno sorriso lhe dando um selinho em seguida.

“Talvez... Você vai ter que me contar o que está acontecendo.” Ele se separa de mim um pouco e assente.

“Eu sei, tudo o que eu quero é falar logo e tirar esse peso de cima de mim, mas não agora com o Noah aqui. Tudo bem?” concordo lentamente pensando no quanto seria grave o que ele tinha pra me dizer. Edward me leva para a sala onde Noah já estava sentado no chão com Sony deitado nas suas pernas. Esse cachorro deveria ser gay, seria a explicação porque ele só gostava de garotos. “Vamos assistir o filme, Noah?”

“Porque não vai colocar logo o seu pijama Noah?” pergunto sentando-me no sofá confortável. Edward pega a mochila do Noah que ele tinha jogado no chão.

“Vamos lá Noah, eu vou trocar de roupa também.” Noah fica de pé em um pulo. “Você vai ficar ai?” afirmo com a cabeça e ele apenas sorri antes de sumir das minhas vistas com o Noah logo atrás dele. Solto um suspiro olhando ao redor. Tiro os meus saltos os jogando no chão e qualquer jeito sentindo liberdade nos meus pés. Edward desce as escadas com Noah ao seu encalce minutos depois. Eles estavam prontos para dormir. Edward vestia uma calça moletom cinzar, uma camisa branca, e Noah o seu pijama azul. Nos braços de Edward tinha algumas cobertas que ele joga em cima do sofá. Edward puxa o sofá o transformando em uma enorme cama. Noah sorri satisfeito e se joga lá pegando uma das cobertas se embolando nela. Edward pega o controle da TV e deita ao lado do Noah, eu me deito do outro lado deixando Noah no meio. “Então... Qual filme vamos ver?” Edward põe no Netflix e pouco tempo depois Noah escolhe Procurando Neno. Noah e ele se aconchegam no enorme sofá quando o filme começou. Noah e sua paixão por filmes repetitivos. Então eles começam a prestar atenção de mais no filme. Sony pula no sofá e sem ser convidado deita a cabeça nas minhas canelas. Olho um pouco para a tela da TV enquanto o filme vai passando. Depois de vários minutos de filme, decidi prestar atenção neles, ao invés do filme que eu já tinha visto inúmeras vezes.

Noah estava concentro de mais na TV e aparentemente Edward também. Eu queria poder soltar uma risada, mas eu não queria ser aquela que quebraria a bolha, mas era realmente bonito ver as expressões faciais que Edward fazia cada vez que o pequeno peixinho aparecia, ora surpreso, ora assustado e às vezes ele dava algumas risadas, mas era apenas quando a desastrada e maluca Dory aparecia que Edward Masen soltava algumas gargalhadas. Eu queria poder gravar aquilo, era fodidamente a coisa mais fofa que eu já tinha visto. Eles estavam agora mais perto um do outro, Noah estava quase com a cabeça sobre o seu ombro e Edward mexia nas mechas dos cabelos dele. Sony que estava com a cabeça sobre as minhas canelas, apenas levantou a sua cabeça preguiçosa um pouco, quando Noah e Edward soltaram uma risada, voltando a deita-se novamente como o grande preguiçoso que ele era. Eu não estava realmente prestando atenção no filme porque eu já tinha visto dezenas de vezes com o Noah. Mas eu estava tão feliz que eu apenas ria sozinha como a demente que eu era. Nós parecíamos uma família feliz e completa, quer dizer, não realmente completa, faltava McQueen pra coisa toda estar realmente, realmente completa. Eu poderia estar sonhando de mais e fantasiando coisas que provavelmente poderiam não acontecer, mas eu imaginava isso acontecendo todos os dias, Edward, Noah, nossos cães e eu, em uma sexta à noite assistindo a um filme infantil, juntos e felizes, e quem sabe, com mais um ou dois filhos. Jesus, Maria e José, desde quando eu tinha virado essa garotinha sonhadora e demente? Eu me sentia tão ridícula que soltei uma risada de mim mesma. "Deus, como esses peixes vão se soltar desses sacos?" Edward sussurrou angustiando mordendo uma de suas unhas, eu realmente não sabia que ele era tão intenso assistindo filmes. Noah deu uma risadinha fraca, porque ele já tinha visto aquela cena centenas de vezes e aparentemente, ele estava sonolento. Olhei para a TV apenas para ver que estava quase no final. Eu estava tão malditamente feliz que o sorriso não saia dos meus lábios, então apenas me arrumei no sofá, ficando mais confortável e mexi minhas pernas um pouco para o lado, Sony abriu os olhos e me olhou como se quisesse arrancar a minha pele fora, mas ele apenas veio um pouco mais à frente e voltou a deitar, dessa vez nos meus joelhos. Mexo meus pés um pouco por debaixo da coberta e eles tocavam uma coisa quente, que também se mexeu. Olhei para Edward que tinha seus olhos em mim e um sorriso pequeno enquanto mexia deus dedos dos pés sobre os meus. Aquilo parecia tão bom, enroscar meus pés com os dele. Porra, eu me sentia ridícula. "Espero que Nemo consiga voltar pra casa." Edward sussurrou novamente e eu tive que segurar uma risada.

"Não se preocupe Edward, ele vai ficar bem. Logo ele vai voltar com o papai dele." Noah disse como se aquilo fosse realmente sério e ele tivesse que acalmar o seu amigo, era uma cena bonita, mas fodidamente cômica. Pelos próximos minutos de filme eles ficaram calados e quietos, se não fosse pelos pés de Edward, que ora ou outra se embolava com os meus, eu diria que ele estava dormindo. Noah também estava quieto de mais e eu esperava que ele estivesse dormindo, já era tarde. Quando os créditos do filme começaram a subir olhei lentamente para Noah, apenas para conferir, mais os seus olhos azuis estavam tão abertos e atentos quanto nunca. "Vamos ver outro." Noah disse de arrumando só sofá e esticando seus braços.

"Noah já são mais de meia noite, você tem que dormir." Ele fez uma careta e olhou pra Edward que bagunçou os cabelos dele e pegou o controle da TV que estava do seu lado.

"Só mais um, vamos lá, eu meio que gostei desses filmes." Reviro os meus olhos quando Noah e eles batem os punhos em comemoração, Edward vasculha na TV algum outro filme. Então depois de mais alguns minutos discutido e decidindo qual filme assistir eles finalmente escolhem. Edward aperta o play para Tarzan, eles realmente gostavam de filmes antigos e repetidos, eu queria revirar os olhos. Olho para Noah que já tinha seus olhos fixos no filme, foi apenas uma coçada de olho que eu tivesse certeza que ele não passaria muito tempo acordado. Puxo a minha coberta até os ombros e me aproximo um pouco mais perto deles, deixando Noah bem próximo de nós dois, Edward sequer me olhava e Noah muito menos, então fechei meus olhos um pouco apenas até que Noah dormisse.

Eu não sabia por quanto tempo eu tinha dormido, era pra ser apenas um cochilo, mas aparentemente foi muito mais que isso. Abro os meus olhos um pouco vendo o rosto do Edward bem próximo ao meu, ele tinha o seu sorriso torto, ele passava seus dedos delicadamente pelo meu rosto tirando os fios de cabelo dos meus olhos. Tento olhar ao redor, um pouco sonolenta e eu ainda estava no sofá, a TV estava desligada e tinha apenas uma fraca luz que iluminava o rosto dele. "Eu dormi por muito tempo?" Minha voz saiu rouca e uma bagunça. Ótimo. Tento me sentar e focar meus olhos em alguma coisa.

"Um pouco mais de uma hora, eu estava assistindo o filme e quando acabou e eu olhei pra você e Noah, vocês tinham capotado." Ele sorriu continuando com o carinho e colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. Olho para o lado, vendo apenas Sony dormindo esparramado sobre o sofá e com algumas cobertas embaixo da sua cabeça.

"Onde está o Noah?" Pega de surpresa, solto um gritinho quando Edward me pega no colo, como se eu fosse um bebê. "Edward!" Ele sorri e começa a caminhar em direção às escadas, era como se eu pesasse o mesmo que uma boneca de pano.

"Eu já o coloquei pra dormir, não se preocupe ele está bem. Eu ia carregá-la dormindo até o quarto e me aproveitar de você, mas infelizmente você acordou." Ele move as sobrancelhas em sinal de brincadeira e me dá um sorriso torto. Reviro os meus olhos deitando a minha cabeça sobre o seu ombro e apertando com força os meus braços ao redor do seu pescoço quando ele começa a subir as escadas. Quando chegamos ao corredor olho de relance para o quarto em frente ao quarto dele, vendo a porta entreaberta e pela pouca claridade eu podia ver um pedaço de Noah dormindo embolado em uma coberta. Dou um pequeno sorriso e afundo a minha cabeça entre o pescoço do Edward, bem, eu podia me aproveitar um pouco. Ele tinha o seu cheiro natural, o melhor perfume que podia existir pra mim. "Aproveitadora." Ele sussurra empurrando a porta do quarto e a fechando com um chute não muito forte.

"Pelo menos eu não quero me aproveitar de pessoas adormecidas." Ele sorri e vai comigo até a cama, me deitando lá delicadamente beijando minha testa em seguida.

"Durma, você parece tão cansada." Ele sussurra sentando-se do meu lado e voltando a fazer o seu carinho de antes.

"Que horas são?" Edward olha para o seu relógio de pulso antes de me olhar sorrindo.

"Quase duas." Arregalo meus olhos um pouco, sento na cama ao lado dele e olho ao redor, estava tudo muito arrumado e limpo, como a última vez que eu estive aqui. Tudo muito elegante.

"Eu tenho que escovar os dentes e sem chance de eu dormir com esse vestido." Edward arqueia a sobrancelha ficando com o rosto muito próximo ao meu e me dá o seu sorriso cafajestagem.

"Eu não me importaria se você dormisse sem ele." Dou um sorriso e o empurro pelos ombros. Edward sorri e se afasta um pouco. "Quando eu trouxe o Noah, aproveitei e trouxe sua bolsa pra cá. Está ali." Ele aponta para um pufe negro no canto do quarto com a minha bolsa sobre ele.

"Obrigada." Fico de joelhos na cama apenas pra lhe dar um selinho rápido e correr até o pufe pegando a minha bolsa, paro na metade do quarto olhando pra Edward que me encarava de volta com uma sobrancelha arqueada. "Eu meio que não trouxe roupa de dormir, não coube na bolsa sabe..." Edward me olha com o seu olhar malicioso e aquele sorriso torto. Então ele morde o seu lábio inferior e cruza os braços. Porra, ele sabia ser sexy.

"Não precisa mentir, eu sei que isso tudo é uma desculpa para dormir sem roupa do meu lado, tudo bem, sujo, mas quente. Pode vir neném, eu não me importo." Ele me dá uma piscadela e eu reviro os meus olhos enquanto solto uma risada.

"Talvez essa seja a desculpa para que eu possa roubar uma camiseta sua." Ele então desmancha sua cara e fica visivelmente frustrado enquanto caminha até o closet com uma careta bonita. Ele vasculha algumas coisas até voltar com uma camisa branca de botões e joga pra mim, mas ele parecia feliz de novo, com um sorriso presunçoso.

"Sempre quis ver como você ficaria em uma das minhas camisas de botões. Aposto que fica sexy como o caralho." Ele estava um pouco longe, ainda de pé e com os braços cruzados, ele tinha o seu sorriso torto sacana e a sobrancelha arqueada.

"É para dormir Edward, não é pra ser uma fantasia sexual pra você." Mesmo que eu estivesse drasticamente errada sobre a parte de dormir, tentei soar o mais seria possível, Edward sorriu e me deu uma piscadela. Revirei meus olhos e entrei no banheiro. Ele era quase tão grande quanto o quarto, tinha detalhes negros, brancos e amadeirados. Coloquei a bolsa sobre a bancada da pia e me olhei no espelho. Eu estava terrivelmente terrível. Meus olhos inchados e os cabelos uma bagunça. Abro a bolsa e pego minha escova de dente, coloco o creme dental de Edward. Depois de dentes escovados lavo o meu rosto e olho para a camisa do Edward com um sorriso, ele era tão pervertido. Tento descer o zíper da parte de trás do vestido me contorcendo o máximo que eu podia. Maldição, aquilo era impossível. Solto uma bufada de ar pensando no que inferno eu faria. Olho pra mim mesma no espero e tento novamente abrir o zíper, falhando miseravelmente. Perfeito. Coloco a camisa do Edward sobre a bolsa e abro um pouco a porta do banheiro. Edward estava deitado na cama, recostado nos travesseiros e com os braços cruzados, ele ainda não tinha me visto. Mordo meu lábio e entro no quarto tirando a atenção dele pra mim, ele arqueia sua sobrancelha parecendo visivelmente frustrado e confuso. "Eu não consegui abrir o zíper, você poderia me ajudar?" Ele sorri e morde seu lábio ficando pé em um pulo. Solto uma risada e reviro meus olhos.

"Você sabe que não precisa de tantas desculpas pra eu te ver nua, não sabe?" Ele sussurra assim que chega perto de mim, Edward coloca suas mãos nos meus ombros e me vira de costas pra ele. Solto um suspiro quando sinto o seu corpo grande e quente ficar perto de mais do meu. Sua respiração lenta e pesada batendo no meu ombro nu enquanto seus dedos desciam do meu ombro até o zíper, Edward não estava apenas me fazendo um favor, ele certamente tinha outras intenções, ele descia o zíper lentamente até o final. Eu já sentia minha respiração pesada. Tentei segurar a parte da frente do vestido com os braços, os dedos dele passam como fogo pelas minhas costas nuas, sinto todos os pelos do meu corpo ficarem eriçados quando Edward espalma suas mãos ali, as infiltrando para a parte de dentro do vestido as repousando na minha cintura. Fecho meus olhos quando sinto seus lábios distribuído beijos pela minha nuca, descendo e descendo. Edward coloca o meu cabelo para o lado e cola seu corpo no meu, apenas para que eu pudesse sentir o quanto excitado ele estava. Sua ereção evidente pressionada contra a minha coluna me fez morder o lábio.

"Edward..." solto um gemido quando ele morde o meu pescoço.

"Eu quis tirar esse maldito vestido no minuto em que eu vi você com ele, e fechá-lo mais cedo foi à coisa mais difícil que eu tive que fazer." Edward sussurrou no meu ouvido me deixando completamente excitada. Ele tira suas mãos de dentro do vestido as subindo para o meu ombro, fazendo um caminho de fogo até os meus braços. Edward beijou o meu pescoço novamente passando sua barba por fazer ali, me fazendo fechar os olhos novamente. Ele gentilmente tira os meus braços que prendiam o vestido. Deixo meus braços caírem e juntamente com eles meu vestido desce até o chão. Ouço Edward soltar um grunhido. Ele descansa suas mãos agora na minha barriga nua fazendo movimentos lentos enquanto sua boca e barba fazendo um belo trabalho no meu pescoço. Então Edward da um passo para trás, solto um gemido em desgosto e me viro na sua direção, apenas para me deliciar com os seus olhos cheios de desejo, inspecionando o meu corpo de cima a baixo. Eu sentia meu peito subir e descer pela respiração ofegante. “Você é linda pra caralho Isabella.” Dou um pequeno sorriso quando o vejo apertando seu pau sobre a calça. Dou dois passos na sua direção, eu não preciso andar muito, porque Edward rodeia seu braço na minha cintura e me puxa com força me fazendo parar nos seus braços. Eu o olhei boquiaberta pela surpresa. Aquilo foi quente, mas eu não passo muito tempo o encarando, porque Edward me beija, firme e sexy. Solto um gemido sobre os seus lábios rodeando os meus braços ao redor do seu pescoço, ele parecia ter criando dezenas de mãos agora, elas passam do meu bumbum, subiam para a minha cintura e paravam nos meus seios ainda cobertos. A língua dele chupava a minha com força, seus dentes ora ou outra prendiam os meus lábios. Desço as minhas mãos para o seu peitoral firme, ainda coberto pela camisa, indo até o seu abdômen, bem perto o cós da sua calça. Então Edward começa a andar comigo e eu não fazia ideia para onde estávamos indo, sua boca ainda colada a minha me deixava tonta, suas mãos sobre o meu bumbum, apertando acariciando. Então sinto alguma coisa atrás das minhas pernas, me impedindo de continuar andando, Edward me ergue um pouco, e força meu copo para baixo, então sinto a cama macia abaixo de mim. Edward me põe no meio da cama e deita sobre mim. Eu queria prendê-lo ali e não soltar nunca. Suas mãos agora estavam na minha cintura apertando firmemente, e seu pau precisando contra a minha coxa, eu só queria arrancar logo as suas roupas. Edward termina o beijo com uma mordida forte no meu lábio inferior. Ele desce seus beijos para o pescoço e quando sua barba entra em contato com a minha pele, minha vontade era de subir sobre ele. Seus beijos descem para o meu colo me fazendo soltar um gemido quando ele morde a parte descoberta do meu seio. Forte. Porra eu estava excitada e molhada. Eu realmente não queria e não precisava de preliminares.

"Edward... a porta." Consigo sussurrar lembrando-me vagamente daquele detalhe, ele volta a beijar meus lábios e suas mãos apertam meus seios fazendo-me revirar os olhos.

"Eu já tranquei." Ele sussurra no meu ouvido prendendo o lóbulo da minha orelha entre seus dentes apenas para chupar em seguida me fazendo erguer os quadris a procura de alívio. Edward volta com seus beijos para o meu colo passando sua barba por ali me fazendo revirar os olhos, porra até a barba dele tinha efeitos sobre mim. Para a minha alegria e a de Edward, o feixe do sutiã era na pare da frente. Então com as mãos ágeis, ele abre o feixe tão rápido que eu sequer pude acompanhar. Com a minha pouca ajuda, Edward tira aquela peça a jogando em qualquer canto do canto. "Oh porra, você fica tão fodidamente sexy de vermelho, mas eu realmente senti falta das minhas meninas." Ele sussurra com sua voz rouca e arfante e tudo que eu fazer era arfar e suspirar. Suas mãos passam pelos meus seios nus e brinca com o meu mamilo. Prendo minhas mãos no seu cabelo, puxando os fios com os dedos, mordo o meu lábio com força para prender um gemido alto quando Edward passa sua língua em um dos meus mamilos. Aquilo foi como um choque direto na minha boceta.

"Edward... por favor eu... oh porra." Solto um gemido baixo e novamente fecho os olhos com quando ele chupa com força um dos meus mamilos, porra, aquilo era tão bom. Enquanto ele mamava e revezava passando sua língua sobre meu mamilo, ele dava atenção ao outro com seus dedos habilidosos. Edward reveza a atenção dos seus deliciosos lábios para o outro seio e eu aperto minhas mãos com mais força sobre os seus cabelos o prendendo ali, eu não queria que ele deixasse os meus seios nunca mais. Edward morde de leve o meu mamilo apenas para se despedir deles e desce sua boca para a minha barriga. Eu estava arfante. Realmente eu não me lembrava como era respirar com coerência. Ele desceu seus beijos e lambidas até o meu umbigo, mordendo bem abaixo do meu umbigo com um pouco de força, aquilo certamente ficaria marcado.

"Você tem cheiro e gosto de morangos. Inferno, eu amo morangos." Sua respiração quente bate diretamente na minha boceta ainda coberta. Olho para baixo apenas para vê-lo com seu rosto muito, muito próximo a minha menina, minhas mãos ainda prendiam seus cabelos. E eu queria por tudo algum alívio. E merda, aquela era boa cena, Edward Masen com a cabeça entre as minhas penas. Aquela era a porra de uma miragem.

"Oh porra." Solto um gemido alto de mais quando ele beija a minha boceta ainda sobre a calcinha. Ele sorri, provavelmente pela minha falta de controle e fica de joelhos na cama, ele tira a sua camisa rapidamente a jogando em um canto qualquer. Eu certamente nunca me cansaria de ver Edward sem camisa, era sempre perfeito de mais pra mim, eu amava a sua pele cremosa e quente. Ele abre as minhas pernas mais do que elas já estavam, e com as mãos em cada lado da minha calcinha ele a desce pelas minhas pernas, me deixando nua e completamente aberta pra ele, eu realmente não conseguia pensar em vergonha a essa altura. Tudo que eu queria eram seus dedos, boca e seu pau dentro de mim. "Anda logo, por favor." Consigo sussurrar ao meio a minha respiração nada coerente. Edward me olha sobre os cílios e sorri de lado quando deita sobre mim novamente, ele pega meus lábios nos seus, em um beijo rápido e duro que ele mesmo faz questão de quebrar segundos depois. Seus beijos descem novamente até o seu rosto ficar entre minhas pernas. Oh inferno.

"Não tenha pressa amor, você não pode me culpar, se sinto falta da sua bocetinha gostosa." Porra, eu gozaria apenas com a sua voz orgástica. Contorço todo o meu corpo sobre a cama e gemo o nome dele quando sinto sua língua indo da minha entrada até o clitóris, lentamente. Sua língua estava molhada e quente, ele certamente sabia o que estava fazendo ali em baixo. Edward pegou um dos meus grandes lábios e o chupou lenta e torturadamente como se fosse a minha boca, passando os seus dentes de leve no final. Mordi o meu lábio para não gemer alto de mais e acordar o meu filho que estava no quarto da frente. Sua língua habilidosa passou novamente para o meu clitóris o circulando lentamente me fazendo revirar os olhos e arquear a coluna pra frente. Sinto uma de suas mãos na minha barriga, me forçando a deitar a coluna na cama novamente.

"Isso Ed... assim. Bem assim. Porra." Consigo dizer ao meio da minha respiração cortante quando ele introduz dois dos seus dedos na minha entrada, entrando rápido e fundo, seus dedos eram muito, muito longos indo a lugares maravilhosos. Sua língua esfregava meu clitóris, agora rapidamente me fazendo revirar os olhos e puxar os seus cabelos entre os meus dedos. Edward tira os seus dedos de dentro de mim, e antes que eu pudesse protestar, ele os substitui pela sua língua habilidosa. Edward me fodia com a sua língua, eu tentava arquear a minha coluna, a procura de mais, e mais contato, mas as suas mãos, agora na minha cintura me impediam. “Deus.... Edward!” Eu estava quase, quase chegando quando Edward levanta a sua cabeça, eu realmente queria pegar a sua cabeça e enfia-la ali novamente, mas o meu corpo estava mole, e louco de desejo, querendo algum alívio. Olho pra ele que tinha um sorriso presunçoso. Edward deita sobre mim e me beija, dessa vez lento me fazendo sentir o meu sabor nos seus lábios macios e quentes. Não era o melhor gosto do mundo, mas Edward fazia ser sexy e quente. Sua língua passava sobre a minha lenta e torturante quando sinto seus dedos novamente na minha boceta, massageando meu clitóris lentamente. Solto um gemido que é levante abafado pelos seus lábios.

"Você vai ter que gemer mais baixo, baby." Ele separar nossos lábios sussurrando no meu ouvido. Eu apenas solto outro gemido baixo e prendo meus dedos no cós da sua calça a descendo o máximo que eu podia, eu tinha sorte por ser um moletom. Sinto Edward sorrir no meu pescoço e me ajuda a se livrar das suas calças e da sua cueca. Enquanto ele volta me beijar passo minhas unhas no seu abdômen indo em direção ao seu pau, tão duro e grosso ao redor da minha mão, ele geme nos meus lábios mechando seu quadril um pouco. Com minhas pernas ao redor do seu quadril e meus calcanhares na sua bunda, faço que seu corpo venha para mais perto, estávamos quase colados. Esfrego meu clitóris com a cabecinha do pau, e nós dois soltamos um gemido.

"Caralho Isabella." Edward sussurra com a sua boca colada ao meu pescoço. Fecho meus olhos aproveitando a sensação e lentamente encaminho seu pau até a minha entrada, nós dois gememos novamente enquanto ele estava dentro de mim, lentamente. Edward fica por um tempo parado, apenas tentando organizar sua respiração. Minhas mãos foram para o seu cabelo puxando seu rosto para o meu em um beijo lento enquanto eu movimentava meu quadril, aperto mais minhas pernas ao redor da sua cintura e ele começa com seus movimentos lentamente, entrando e saindo devagar. Edward vem com seus beijos para a minha bochecha, ele dá algumas chupadas no meu pescoço, e pegar um dos meus seios na boca novamente me fazendo quase tocar o céu. Ele ainda entrava lento e sua boca chupava o meu mamilo muito mais lento. Nós não falávamos nada, o quarto era apenas a mistura dos nossos gemidos e arfadas. "Você é tão perfeita Isabella, tão... tão linda. Você é minha! Pra sempre!" Edward sussurra quando ergue o rosto, ele posiciona a sua testa sobre a minha, eu podia sentir a sua respiração quente bater diretamente no meu rosto. Sua boca estava inchada e vermelha, e seus olhos... Eles brilhavam, tão lindos e iluminados, e eu tive vontade chorar, coloco minhas mãos uma de cada lado do seu rosto e beijo delicadamente seus lábios. Solto um gemido sobre eles quando Edward aumenta as suas investidas, indo agora muito mais fundo, em lugares que só ele era capaz de alcançar, lugares que eu jamais imaginava que pudessem existir, até ele aparecer. Edward apoia o peso do seu corpo com os braços enquanto ele ia muito mais rápido, minha respiração e gemidos eram desconexos. Os olhos dele estavam sempre fixos nos meus, mantendo contado, e aquilo era tão profundo, tão doce e cheio de carinho.

"Só sua!" Consigo sussurrar ao meio das arfadas. Edward me dá um sorriso torto como se estive completamente de acordo. Edward me dá um beijo rápido, apenas para voltar a manter o contado dos nossos olhos novamente. Era tão incrível, tão fodidamente magico, era como se eu pudesse ver através dos seus olhos, e ele parecia ver a mesma coisa. Puxo o sue rosto para o meu e o beijo, lentamente, aumentando a velocidade, penas quando os movimentos do seu quadril no meu também se intensificam. Uma de suas mãos vão para a minha cintura mantendo meu corpo parado enquanto seus movimento são cada vez mais fortes e profundos. Eu podia sentir a cabecinha do sue pau indo cada vez mais fundo, batendo em um lugar muito, muito magico, me fazendo gritar, mas o barulho foi abafado pela sua boca ainda colada a minha. Sinto minhas paredes apertando o redor do seu pau enquanto aquela sensação toma conta do meu corpo. "Eu estou quase..." sussurro sobre os seus lábios. Edward prende meu lábio superior entre os dentes e solta um grunhido.

"Isso, goza comigo amor." Então eu finalmente chego ao céu, sito meu corpo convulsionar na cama e minha mente ficar vazia, Edward chega logo em seguida soltando um urro e mordendo meu ombro. Nossas respirações ainda eram pesadas. Agarro Edward como se minha vida dependesse daquilo. Depois de alguns minutos, Edward beija minha testa com carinho e lentamente. Eu estava soada, arfante e completamente leve, leve como um monte pena. Solto um gemido em desgosto quando ele sai de cima de mim. Edward deita e me puxa para os seus braços, me aconchegando ali, onde eu sentia que era o meu lugar, deito a minha cabeça no seu peito que ainda estava arfante, subindo e descendo rapidamente, ele beija o topo da minha cabeça e eu solto um sorriso seguido por um suspiro. Nós passamos mais um tempo ali, apenas deitados, colados um no outro, ora ou outra Edward beijava o topo da minha cabeça me deixando maravilhada. Nós não falamos anda, apenas cada um preso no sue próprio silencio, eu queria dizer tantas coisas, mas nada parecia realmente certo, a única coisa que parecia totalmente certa, era o meu coração batendo acelerado apenas por ter Edward ali comigo, e a simples ideia de não tê-lo mais, me fazia querer entrar em pânico. Eu estava literalmente fodida.

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“Margaridas!” sussurrei baixinho depois de alguns longos minutos. Edward estava quieto e eu não fazia ideia se eu estava acordado ainda. Meus dedos travam os ralos pelos que tinham no seu peito, lentamente, enquanto seu braço estava ao redor da minha cintura e a minha cabeça sobre o seu peito, ouvindo o seu coração bater e a sua respiração tranquila.

“O que?” ele sussurra roucamente, me fazendo pensar que ele estava quase dormindo.

“Minha flor preferida. Margarida!” beijo o seu torso rapidamente e sinto os braços dele me prenderem com mais força sobre o seu corpo, quase me espremendo, suas pernas se entrelaçam entre as minhas e ele novamente beija o topo da minha cabeça, demoradamente.

“Vou anotar isso!”

[...]

Acordo com leves beijos espalhados pelo meu rosto. Dou um pequeno sorriso pela maravilhosa forma de despertar. Tento abrir meus olhos e a claridade do quarto me faz gemer. Sinto braços fortes me abraçando, solto um sorriso ao sentir o cheiro do Edward em baixo de mim. O travesseiro também era dos melhores, aquilo eu tinha que realmente ressaltar. Quando finalmente consigo abrir os olhos, passo minha mão pelo peito nu do Edward. Eu estava deitada com a cabeça no seu ombro, nossas pernas estavam entrelaçadas e ele fazia um carinho gostoso nos meus cabelos. “Bom dia, dorminhoca.” Edward sussurra com sua voz rouca e arrastada. Ergo minha cabeça um pouco e beijo o seu ombro em seguida. Ele era tão encantador quando acordava. Seus cabelos eram uma bagunça, seus olhos estavam mais claros, brilhosos e levemente inchados, ele certamente tinha acabado de acordar.

“Bom dia!” Edward sorri e tenta me beijar, eu afasto o seu rosto com as mãos o fazendo revirar os olhos. “Que horas são?”

“Já passou das nove.” Arregalo meus olhos, Carlisle devia estar ficando maluco batendo na porta da minha casa. Realmente Edward e eu tínhamos dormido tarde de mais e acordado no meio da madrugada para algumas atividades na cama.

“Onde está o Noah?” pergunto enquanto levanto da cama tentando encontrar o meu celular. Eu estava vestida com uma das suas camisetas e ele estava de cueca, tínhamos nos vestido, depois da nossa ultima atividade sexy, quase às seis horas da manhã, caso Noah resolvesse aparecer por aqui de manhã cedo.

“Ele esteve aqui agora a pouco, não queríamos acordar você, então ele disse que ia assistir TV. Eu vou tomar um banho, você me acompanha?” ele me da um sorriso malicioso enquanto eu reviro os olhos. O meu corpo estava levemente dolorido, mas muito relaxado, isso era totalmente culpa do meu namorado.

“Se nós dois formos banhar juntos, não vamos sair do banheiro tão cedo, e eu estou fodidamente atrasada.” Dessa vez é ele quem revira os olhos e levanta da cama. Edward me da um selinho rápido. Eu perco alguns minutos o secando apenas de cueca enquanto ele caminha em direção ao banheiro. Ele tinha um maldito par de bunda, durinha e do tamanho certo. Solto um suspiro jogando as cobertas para o lado a procura do celular. Eu precisava ver quantas vezes Carlisle já tinha me ligado ou mandado mensagens de texto nada educadas. Não estava nos meus planos ficar tão malditamente atrasada. "Edward, você viu o meu celular?" Jogo alguns dos travesseiros no chão e afasto as cobertas a procura do maldito aparelho.

"Já olhou na cama?" Ele berra de dentro do banheiro, eu podia ouvir a ducha ligada. Porra, por que a cama dele tinha que ser tão grande?

"Já! Que inferno!" solto um grunhido enquanto mexo furtivamente em seus objetos em cima do criado mudo. Eu queria chorar, não pelo objeto desaparecido em si, mas por toda a situação. Fodido dia de merda. Então bufando desgostosa me ajoelho no chão, me debruçando sobre ele em seguida. Estico meu braço debaixo da cama e tento mexe-lo de um lado para o outro no pequeno espaço, até sentir a minha mão tocar em alguma pequena coisa, não era um celular, fodidamente não. Parecia uma bola de papel. Estreito os meus olhos um pouco, estico mais o braço e pego a pequena bola feita do que me parecia, ser papel. Mas quando me sento no chão, frustrada e com a pequena bola na mão, percebo que aquilo não tinha textura de papel, parecia uma fotografia amassada. Olho para a porta do banheiro apenas para ter certeza que ele ainda estava lá dentro e desenrolo a pequena bola a desamassando em seguida. Apenas para ter certeza que era uma foto, e lá estava Edward abraçado a uma mulher completamente desconhecida por mim. Quem diabos era aquela loira bonita? Meu coração deu um leve aperto com aquela foto entre meus dedos. Seria uma ex-namorada ou merda assim? Mordo meu lábio em agonia analisando a incrível mulher na foto, o seu rosto estava amassado assim como o dele, mas eles estavam felizes ali, era nítido. Talvez fosse a irmã dele, Edward me disse que tinha uma irmã, mas porque a foto da irmã dele estava amassada e jogada debaixo da cama? Eles não se davam bem? Porra, tantas perguntas que eu poderia agora mesmo perguntar a ele quem era ela, mas eu não queria que ele pensasse que eu estava fuçando as coisas dele. Mas estava debaixo da cama, como lixo. Me assusto com o toque do meu celular. Olho para a foto e mordo meu lábio a colocando novamente debaixo da cama, mas sem amassa-la. Meu celular estava dentro da bolsa. Era Carlisle, ele disse que estava um pouco atrasado e que estaria estacionado na minha rua em poucos minutos. Eu estava um tanto quando perdida, eu não conseguia parar de pensar na foto e alguma coisa dentro de mim, no meu coração, me dizia que não era boa coisa. Edward sempre foi muito vago sobre o seu passado, então eu não sabia do seu histórico com mulheres. Edward sai do banheiro minutos depois, com uma toalha enrolada na cintura, eu nem conseguia olhar pra ele direito. Eu estava com raiva de uma mulher que eu sequer sabia quem era. E com ciúmes de uma coisa que provavelmente nem era relevante.

“Encontrou o celular?” ergui meu celular no ar para que ele visse e dei um pequeno sorriso forçado. Eu teria que conversar com ele sobre aquela foto ou eu não conseguiria pensar direito, mas agora não era boa hora, eu estava atrasada. Jogo o celular sobre a cama e vou para o banheiro. Minhas roupas estavam sobre a bancada da pia, muito bem organizadas. Tiro a camisa dele e coloco o meu vestido no automático, mesmo sendo um trabalho árduo e trabalhoso, tento colocar o vestido sem abrir o zíper, e depois de alguns minutos sofrendo eu finalmente consigo. Escovo os meus dentes e lavo o meu rosto, eu tomaria um banho em casa. E eu esperava que Edward ficasse comigo para que pudéssemos finalmente conversar. Quando saí do banheiro ele já não estava mais no quarto. Pego o meu celular e a bolsa saindo do quarto. Na cozinha, tinha uma senhora cozinhando, aparentemente ela tinha uns 55 anos. Bree era o nome dela, ela realmente pareceu surpresa comigo e Noah por lá. Mas ela era educada e muito simpática. Noah tinha aparentemente tomado um banho, pelos seus cabelos molhados, ele já vestia uma roupa que eu tinha trazido na sua mochila. Noah comia animadamente a refeição caprichosa que Bree tinha feito. Edward me olhava vez ou outra, parecendo notar que eu estava no mundo da lua. Não era um bom dia, realmente não era. Depois de termos tomado café da manhã, saímos do apartamento dele com um Noah muito animado. Aparentemente eu era a única que não estava. O caminho pra casa foi silencioso e estranho, até Noah estava calado. Eu via vez ou outra, Edward me olhar, mas eu mantinha meus olhos na paisagem. Quando estacionamos em frente a minha casa, Noah desceu do carro correndo até a porta.

“Você está bem?” Edward pergunta assim que saímos do carro.

“Acho que sim.” Eu estava sendo realmente boba, bem talvez. Eu nem sabia quem era a mulher na foto e já estava sendo idiota, mas também tinha Noah, em poucas horas seria apenas eu e Relâmpago McQueen. Edward me ajudou a pegar as malas do Noah que estavam no quarto. Malas. Cinco. Três delas eram de brinquedos. Ele realmente era um garoto preparado. Quando a campainha tocou eu fui atender. Noah estava abraçado ao seu cachorro. Carlisle estava parado na minha frente com um pequeno sorriso e mãos nos bolso da calça. “Bom dia.” Lhe dou um pequeno sorriso que é retribuído.

“Papai!” Noah diz alegremente soltando o cachorro e correndo para os braços do pai.

“Hey garotão, pronto para um mês cheio de aventuras?” Noah assentiu prontamente abraçando o seu pai. O meu coração estava nas mãos, e eu queria chorar, realmente queria. Sinto os olhos de Carlisle frios e o seu sorriso morrer quando ele olha para um ponto atrás de mim. Edward me abraça pela cintura e beija o topo da minha cabeça. “Está tudo pronto?”

“Você não quer tomar um café ou algo assim?” eu estava realmente querendo adiar a ida do meu garoto e pra isso, eu faria qualquer merda. Carlisle sorri e olha para Edward.

“Eu realmente adoraria Bella, mas o vovô Charlie está fazendo um almoço para nós dois.” Foi quando ele falou o nome do meu pai que eu dei um pequeno sorriso, ele não era mais tão fã do Carlisle, mas ele devia estar animado pela ida do neto. Noah foi novamente se despedir do seu cachorro enquanto Carlisle e Edward levavam as suas coisas para o carro. Eu realmente fiquei com medo deles se pegarem na grama e quebrarem a cara um do outro pelos olhares nada amigáveis que eles davam. Quando tudo já estava no carro fomos para a varanda e eu me peguei agarrando o meu filho nos meus braços como se a minha vida dependesse disso, e de certa forma, dependia. Eu lutei, mas uma lagrima teimosa desceu dos meus olhos. Porra, aquilo doía.

“Eu te amo Noah, amo muito. Vou sentir a sua falta pequeno homenzinho.” Então Noah também deixa uma lagrima descer e me abraça forte como se ele não quisesse mais ir.

“Eu amo você também mamãe, vou sentir muitas saudades também.” Ele sussurra rouco enquanto tenta não chorar. Nós ficamos um tempo abraçados até que McQueen pular sobre nós, e Noah dá um sorriso. “Cuida da mamãe McQueen, cuida dele também mamãe.” Eu assenti prontamente ficando de pé. Noah abraçou novamente o seu amigo e foi à vez dele abraçar Edward. Carlisle aparentemente não gostou daquilo. Sua mandíbula travou e ele apertou os punhos.

“Vamos logo Noah.” Carlisle sussurrou, Edward o olhou com seus olhos frios e duros, ele beijou o topo da cabeça do meu loirinho.

“Cuida da mamãe Edward.” Pude ouvir Noah sussurrar pra ele e eu era uma bagunça chorosa. “Não chore mamãe, vou me comportar direito e dizer ao vovô Charlie que você mandou um beijo.” O abraço novamente enchendo seu rosto de beijos e o celular de alguém toca. Olho para Edward e ele pede licença de afastando um pouco.

“Tudo bem, mamãe não vai mais chorar, não apronte. Cuida dele Carlisle.” Ele assentiu e Noah pegou a sua mão.

“Como a minha vida Bella.” Ele sussurra quando eles começam a caminhar para o carro. Antes de entrar, Noah acena animadamente pra mim e eu aceno de volta com os olhos repletos de lagrimas. E eu fico ali até o carro desaparecer das minhas vistas. Antes que eu pudesse entrar, Edward aparece na minha frente, tão pálido que eu me preocupei, talvez a sua pressão estivesse baixa. Ele parecia muito assustado, como se um fantasma tivesse ligado pra ele. Seus olhos estavam levemente arregalados.

“Tudo bem Edward?” ele parecia ter perdido a voz.

“Eu... Eu tenho que ir, eu... Porra, eu tenho que ir Isabella.” Edward não parecia nada coerente, e quando eu pensei que tudo ficaria bem e que poderíamos enfim conversar, ele me deixa ali, sozinha, perdida e confusa, enquanto sai correndo em direção ao seu carro.

Notas finais
Hey amoras, quero agradecer ao carinho e preocupação de vocês, estou melhorando aos pucos graças Deus, mas confesso que ficar deitada com o pé pra cima e engessado não é legal. Alguém ai arrisca dizer quem ligou? Quem vai sentir falta no nosso Noah? 0/ No próximo capítulo uma personagem nova e muito esperada vai surgir, ela é... Legal. Alguém arrisca dizer quem é? Um dica, é loirinha. Me desculpem os erros, eu realmente queria postar esse capítulo ainda hoje e por isso não deu tempo de revisar. Não esqueçam de cometar, e recomendar, me ajudem a sair desse tédio com os seus comentários, prometo responder todas dessa vez, deixem uma autora mais feliz. Beijos e até mais♥