Seattle, Washington

Isabella Cullen.

“Trauma dois, vamos. Um ônibus saiu da rota, caiu em um penhasco, trinta e quatro pessoas feridas. Dezoito vitimas fatais. Dezesseis estão em estado grave. Precisamos de uma equipe aqui.”

“Trauma seis, rápido. Um caminhão colidiu em um carro. Duas pessoas mortas, três estão desacordados. Tem uma criança de aproximadamente três anos com hemorragia interna. Precisamos de uma sala de cirurgia urgente.”

“Aphil Marie, 15 anos, reagiu a um assalto, a bala está alojada no fígado. Atingiu a veia hepática. Precisa de cirurgia o mais rápido.”

“John Smith, 55 anos. Derrame pleural. Teve uma parada cardíaca, ausência do frêmito toracovocal. Tem um histórico de cirurgia de revascularização miocárdica.”

“Chamem o Masen agora! Charlie Mark 41 anos, não responde aos meus comandos, pálpebras caídas, pescoço rígido, convulsões intermediarias. Rompimento de um aneurisma cerebral. Alguém pode malditamente chamar o Masen.”

Médicos precisam ser rápidos, ágeis e inteligentes. Um segundo pensado e nós podemos perder alguém. Então não temos tempo em um caso grave de pensar e estudar antes de agir. É instinto. Não podíamos ficar parados e pensado em como prosseguir, apenas ir e fazer. Mas eu, bem, eu estava perdida. Vinte e quatro ambulâncias estavam estacionando brutalmente, paramédicos corriam com os feridos para dentro do hospital, sujos de sangue e pedindo por ajuda, isso nunca tinha acontecido antes comigo. Eram tantas macas, tantos feridos, muito paramédicos e um punhado de gente correndo. Meu corpo estava estático e eu não sabia pra onde ir, alguns dos internos estavam como eu, parados, lado á lado, sem saber por onde começar. Eu nunca tinha visto isso em toda á minha vida! Mas eu sabia que tínhamos que agir, ficar segundos parados, ali, pensando em como começar e em como agir, podia tirar a vida de alguém. Os paramédicos gritavam, os médicos davam ordens e os feridos morriam. Eu queria correr para alguma sala vazia e me trancar lá dentro. Porra, eu absolutamente não sabia o que fazer. Eu estava malditamente apavorada.

“Bipem o chefe da neurocirurgia agora!” Um paramédico gritou. Eu nunca tinha visto o Seattle Grace tão louco como hoje, absolutamente nunca, as três e quarenta e cinco da madrugada. Eu vi Edward passar pelas portas correndo, ele tinha acabado de sair de uma sala de cirurgia, pelas suas vestes, Edward ainda estava com sua touca cirúrgica na cabeça e o avental cobrindo boa parte da sua roupa. Eu não o via desde o nosso encontro na noite passada. Ele parou por alguns segundos e olhou ao redor. No meio da multidão seu olhar se encontrou com o meu, ele parecia desesperado, não muito diferente de mim, mas ele parecia muito mais cansado. Edward deu um pequeno sorriso pra mim e voltou a correr, aquilo me fez suspirar e voltar à vida real. Me fez voltar a olhar ao redor.

“Brandon e Newton trauma seis, se mexam. Cullen e McCarty trauma dois, andem. Não fiquem parados me olhando.” Ele gritou suas ordens em plenos pulmões e correu para o aneurisma, saindo com o paciente para o andar da cirurgia. Eu o e resto do pessoal corremos para onde ele ordenou. Uma grande circulação de médicos faziam um grande tumulto no acidente de ônibus. Emmett e eu nos misturamos naquela loucura.

“Uma barra de ferro está alojada na coluna lombar, hemorragia venosa. Ela precisa de uma tomografia, uma ressonância e um Raios-X, vamos.” Dr. Aro gritava nos deixando sozinhos com o paciente. Éramos uma equipe de três, um residente, uma enfermeira e eu. Saímos correndo com o paciente para a sala de exames.

“Ele está tendo uma parada, tragam o desfibrador.” Dr. James gritou. A enfermeira correu e trouxe o carrinho. “Carregue em 300.” Tudo aconteceu rápido. Enquanto James descarregou a carga no paciente, o pouco que seu corpo se móvel foi o suficiente para barra de ferro de um tamanho grande se mover milímetros e uma quantidade absurda de sangue vermelho claro espirrar. “Merda, hemorragia arterial. Dra. Cullen, tente encontrar o local da hemorragia e tente controla-la. Vamos lá!”

“Me traga gaze, mais, mais, merda, não para.” Todas as gaze que eu colocava no local do sangue em segundos se transformava em uma piscina de sangue. Eu estava tremendo um pouco, por toda a situação e meu coração batia malditamente de mais. Um espirro de sague forte jorrou, me sujando inteira. James tentou uma ultima vez soltar a descarga no peito do paciente, e nenhum batimento cardíaco apareceu.

“Três, dois, afastem-se.” James olhou o monitor que continuava parando. A hemorragia parou e James suspirou. “Hora do óbito?” Porra!

“Três e cinquenta e dois da madrugada.” Um estado de choque momentâneo tomou conta de mim. Eu estava banhada se sangue, James escrevia algo no prontuário e a enfermeira deu um suspiro saindo com o carrinho de parada dali. E o homem estava morto!

“Vá se lavar Cullen. Nós encontramos na emergência temos uma madrugada cheia hoje.” Ele fechou o prontuário e suspirou olhando para o paciente. “Vou tentar encontrar algum parente.” Assenti e James saiu da sala, me deixando sozinha com o homem, eu o analisei por alguns segundos e dei uma grande suspirada, enquanto segurava a grande onda de choro que me invadia, desde que entrei aqui, ninguém tinha morrido nas minhas mãos assim. Não literalmente nas minhas mãos. Eu estava aqui pra isso, era por isso que eu era uma interna, para aprender, eu tinha que me acostumar. Mas aquilo ainda era assustador. Pra mim, eu nunca, jamais me acostumaria com aquilo, ele era só um homem que estava dentro de um ônibus, um homem que tinha família, e que eu não tinha conseguido salvar. Merda, meu coração batia um pouco rápido de mais e eu queria chorar, eu sentia meus lábios tremendo. Antes de sair, fechei meus olhos um pouco, e rezei silenciosamente para que o homem estivesse bem, em um lugar bom.

Saí da sala correndo para tomar um banho rápido. A sala dos internos estava vazia, peguei uma muda limpa do meu uniforme que eu sempre carregava comigo e fui me lavar. Eu olhava o sangue do meu paciente escorrer pelo meu corpo indo para o ralo junto com a água, passei o sabonete rápido por todo o meu corpo, esfregando com força. Eu só conseguia pensar em como a família daquele homem ficaria com a noticia. Isso não era justo. Enquanto a água lavava o sangue do meu corpo, eu deixava escorrer junto algumas lagrimas. Seja forte Isabella. Seja forte! Meu pager bipava sem parar, a emergência estava uma loucura. Coloquei minha roupa limpa o mais rápido deixando o jaleco de lado, amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo e sai correndo dali para a emergência.

A madrugada passou rápida e uma loucura, sem trégua, sem pausa e sem muitas vidas salvas. Eu estava exausta e com sono, o café desceu queimando na minha garganta enquanto eu simplesmente o engolia para voltar para a emergência. Hoje, nós tínhamos perdido mais vidas do que salvado e isso mexia comigo. Mexia malditamente muito, cada morte estava gravada na minha cabeça, cada rosto daqueles pessoas, cada família sofrendo e cada choro, estavam no meu cérebro. Eu só queria ir pra casa e ter o meu filho aconchegado comigo sobre as cobertas. Às dez da manhã eu soube que o paciente de Edward tinha morrido. O dia parecia não estar nada bem para nenhum de nós. Era hora do almoço e eu sequer tinha fome, apenas sono.

“Eu quero ir pra casa!” Mike deitou a cabeça na mesa do refeitório e gemeu.

“Você quer ir pra casa? Não Newton, eu quero ir pra casa, eu estou nesse inferno a cinquenta horas seguidas, eu só quero ir embora, tomar um banho e dormir até não poder mais, então cale a boca.” Emmett esbravejou jogando a sua garrafa de água com força sobre a mesa. Era a primeira vez, desde que conheci Emmett que eu o via estressado e sem paciência, mas eu não o culpava, cinquenta horas sem dormir era um inferno. Seus olhos estavam cheio de olheiras e cansados, ele estava acabado e não era pra menos. Eu estava aqui a menos de doze horas e já estava exausta.

“Parece que a morte resolveu vir buscar todos nessa madrugada. Maldição, eu só queria minha cama.” Alice choramingou puxando os fios dos seus cabelos curtos e muito arrepiados.

“Você devia ir embora Emm, não é saudável pra você essa carga horaria, seu plantão já acabou, devia ir descansar.” Segurei sua mão sobre a mesa e ele me deu um sorriso cansado.

“E é o que eu mais queria, Dr. Volturi me chamou para a cirurgia da garota com a bala, era pior do que pensávamos, ela precisa de um fígado novo. A garota está na fila dos doadores, ela não tem muito tempo e Aro me pediu pra ficar na cola do banco de órgãos.” Ele revirou os olhos bufando em seguida. “Eu vou ver se tiro pelo menos dez minutos de cochilo.” Ele se levantou com uma lata de energético na mão e saiu, provavelmente para achar um lugar para cochilar. Eu estava prestes a fazer o mesmo. Comi meu sanduiche lentamente o saboreando.

“Bella, quando esse inferno passar, quero saber de tudo.” Alice levantou as sobrancelhas sugestivamente e me deu uma piscadela. Maldita baixinha, eu sabia que ela não ficaria calada por muito tempo, mas eu sorri, sorri ao me lembrar de Edward e do nosso encontro perfeito. Eu me sentia uma adolescente.

“Tudo bem, você vai saber, mas agora eu vou procurar um lugar para descansar um pouco antes de toda a loucura começar de novo.” Peguei minha garrafa de suco em cima da mesa e sai dali. O refeitório, que costumava ser lotado e cheio de azul e branco fofocando e rindo, estava vazio, apenas com poucas pessoas, o dia hoje estava muito mais que estranho nesse hospital. Pelos corredores os médicos andavam pra lá e pra cá, uma loucura sem fim. Fui até o vestiário e peguei meu celular na mochila para telefonar para o Noah um pouco. Eu falava com o meu pequeno travesso enquanto caminhava em direção aos quartos da soneca. Jane tinha acabado de pegar Noah na escola e eles estavam indo direto para o Shopping comer alguma coisa. Quando terminei a ligação e entrei no elevador, prestes a desligar o aparelho novamente, então ele tocou, olhei para o número desconhecido e dei de ombros. “Alô?” falei um pouco duvidosa ao atender o telefone, colei minhas costas nas paredes frias da caixa de metal e fechei os olhos.

“Bella, como vai?” no momento seguinte em que ouvi aquela voz meus olhos se abriram e me conectei ao mundo de novo. Maldição!

“Eu não sabia que o diabo agora usava telefone.” Zombei revirando meus olhos segurando aquela enorme vontade de desligar o aparelho. Ouvi sua gargalhada aguda do outro lado da linha e praguejei mentalmente.

“Eu prefiro ser chamado de soberano das trevas, sabe, é mais elegante, mas eu atendo por satanás também.” As portas do elevador se abriram e voltei a caminhar a procura de um quarto com cama vaga.

“O que você quer? Eu estou trabalhando Carlisle e não tem outro inferno de razão para você está me ligando, Noah não está comigo agora então se quiser conversar com ele ligue para o telefone de casa.”

“Eu falei com Noah hoje antes dele ir pra escola. Liguei pra falar com você. Eu vou ser rápido e claro.” Tinha que ser algo de real importância para o maldito satanás me ligar. E pelo seu tom, aparentemente ele achava que tinha o direito de mandar em alguma coisa, qualquer merda que fosse.

“Ótimo, o que você quer?”

“Quando eu falei com Noah hoje pela manhã. Ele comentou algo sobre você ter ido a um encontro, isso é verdade? Que tipo você é? A minha mulher não vai ter a porra de um encontro com um filho da puta. Escute bem uma coisa...”

“Escute uma coisa você, eu não entendo a maldita razão pra você me ligar e me fazer uma pergunta patética dessas Carlisle. Se a um encontro com alguém, o problema é meu, não seu então...”

“Você ainda está casada comigo Isabella, você ainda anda por aí com o meu sobrenome, nós temos um filho e ele mora com você. Eu não vou deixar Noah morar com uma mulher de dignidade duvidosa.” Eu gargalhei tão alto que algumas pessoas que passavam por mim me olhavam. Eu queria gritar com ele, queria explodir, mas se eu fizesse isso, o hospital todo, provavelmente iria ouvir. Se eu pudesse atravessar aquele telefone, naquele mesmo segundo, certamente eu estaria com as minhas mãos ao redor do pescoço daquele desgraçado.

“Bem, quem tem a dignidade duvidosa aqui não sou eu, querido. Você não tem que se preocupar com o seu maldito sobrenome, por mim eu já não o usava há muito tempo, mas você não assina os fodidos papeis, não se meta na minha vida Carlisle, você não tem esse direito.” Esbravejei apertando o telefone com força contra os meus ouvidos.

“Eu não vou assinar maldição alguma, você só está fazendo papel de difícil, nós já conversamos um bilhão de vezes, eu já pedi inúmeras desculpas, mas você simplesmente não entende que foi apenas um erro. Quem é ele? Um dos chefes dai? Por que sim, eu sei o quanto você gosta da superioridade não é mesmo?!” Fechei os olhos e travei a mandíbula com força, entrei em um dos quartos, o primeiro que vi e fechei a porta ficando de frente pra ela e apoiando meu braço e a minha testa ali.

“Vá à merda Carlisle, por que você não volta pro inferno de onde saiu? Eu vou procurar um advogado o mais rápido possível e se você não quer assinar a porcaria dos papeis por bem, vai assinar por mal. Se eu estou saindo com alguém o problema não é seu. Mas sim, eu estou seguindo a minha vida, e eu estou conhecendo um cara extraordinário. Então, a não ser que você tenha algum assusto para tratar comigo sobre Noah, não torne a me ligar novamente satanás dos infernos.” Eu ouvia a sua respiração pesada e brava do outro lado da linha.

“Eu vou descobrir quem ele é Isabella, nenhum merda vai chegar perto do meu filho, está me ouvindo? Enquanto você fode como uma vadia eu não vou deixar o meu filho...”

“Vai pro inferno!” Desliguei o telefone com uma força extraordinária e o apertei com força, tanta força que eu pensei que quebraria o aparelho. Dei um soco na porta e grunhi. Aquele maldito tinha saído das profundezas do inferno para vir me atordoar. O meu dia não podia estar melhor.

“Então eu sou extraordinário?” Assustei-me, me virando ficando de frente para a sala. Edward estava sentado em uma das camas com um sorriso bonito, mas cansado. Coloquei uma mão no coração e fechei os olhos, ele tinha me assustado. “Eu nunca ouvi tantas palavras sujas saindo da boca de uma mulher como você. Obrigado por aumentar o meu dicionário de palavrões.” Eu sorri e caminhei até ele, ficando de frente, Edward levantou a cabeça e me olhou ainda sorrindo.

“Você quase me matou de susto Edward, pelo amor de Deus.” Ele se afastou um pouco para o lado e bateu com a mão no seu lado da cama para que eu sentasse, sentei-me do seu lado na cama dura e encarei meus pés, hoje não era um bom dia. “Você ouviu?” olhei de lado pra ele que deu de ombros.

“Bem, você meio que gritava então eu venho ouvindo o que você fala desde que passou pelo corredor. Hoje não está sendo um bom dia, certo?” Edward sorriu completamente sem graça e puxou seus cabelos, como ele fazia sempre, suas madeixas hoje estavam uma coisa de louco, sexy e maravilhoso. Cabelo de sexo.

“Com certeza não, tudo parece que começou de cabeça pra baixo. Sinto muito pelo seu paciente.” Suspirei me deitando na cama olhando para o teto branco em cima de mim, o ventilador do teto rodava lentamente e aquilo me deixava bêbada.

“Tudo bem, sinto muito pelo seu paciente também. Hoje parece um dia de merda, eu estou exausto.” Ele deitou do meu lado, a cama era pequena, então estávamos bem próximos, seu quadril colado nos meus assim como nossos braços. Quando me virei para olha-lo, aqueles belos olhos caramelizados estavam fixos nos meus, um sorriso cansado, mas adorável se formou no canto dos seus lábios. “O que me conforta é lembrar de um belo jantar que tive, com uma adorável garota.” Meu rosto ficou quente e meu coração deu um leve disparada.

“Oh, então temos isso em comum, sai com um cara extraordinário que não paro de pensar.” Edward virou na cama, ficando de lado ele apoiou a sua cabeça com a mão esquerda e com a outra deslizou seus dedos para a minha bochecha, fazendo uma caricia doce e lenta. Seus olhos fixos nos meus e aquele sorriso torto voltou a aparecer me fazendo suspirar. “Desse jeito você vai me fazer dormir.” Coloquei a minha mão na sua e a levei até meus lábios dando um beijo na palma da sua mão.

“Bem, tudo o que eu menos quero agora é que você durma.” Edward sussurrou com uma voz inebriantemente rouca. Ele se inclinou, ficando com seu rosto a dois centímetros de distancia do meu, sua respiração pesada e o hálito de café tomou conta de mim, minha respiração ficou rápida e olhei para a sua bela boca. Edward umedeceu os lábios e beijou a minha bochecha, no mesmo lugar que sua mão tinha acariciados segundos atrás. Fechei meus olhos e mordi meu lábio apreciando aquele momento, depois ele beijou minha testa, desceu para a outra bochecha e foi zapeando até meu queixo onde ele finalizou dando um demorado beijo e uma leve mordida. Apertei mais meus lábios nos dentes em expectativa, continuando com os olhos fechados, alguns segundos se passaram, sua respiração continuava bem perto do meu rosto, mas ele não tinha se mexido mais. Abri meus olhos e tive que segurar um gemido seguido por um suspiro, Edward tinha seus olhos na minha boca, ele mordia seu próprio lábio, daquele jeitinho, aquele que me deixava alucinada. “Você não devia fazer isso.” Ele sussurrou, baixo e rouco, eu soltei um alto suspiro e ele sorriu. Edward rodeou com seu polegar minha boca traçando toda a minha carne, até parar no inferior, onde eu o prendia e o puxou lentamente para fora dos meus dentes, seus olhos continuavam ali e eu não sabia mais onde tinha ido parar a minha respiração. “Você me faz perder a sanidade, e isso não é bom. Você é tão linda.” Ele trouxe seus lábios até os meus, mas não se moveu, Edward ficou por um momento acariciando nossos lábios um no outro e eu queria agarra-lo pelos cabelos e fazer com que ele me beijasse pra valer. Inferno de homem gostoso! Edward puxou meu lábio inferior com seus lábios o chupando me fazendo suspirar.

“Merda Dr. Masen.” Sussurrei enfiando meus dedos nos seus cabelos de sexo o trazendo para mais perto.

“Porra!” Edward possessivamente segurou a minha cintura com firmeza me puxando para mais perto dele e me beijou, seus lábios era cuidados e gentis, fazendo movimentos lentos e deliciosos, nossas línguas acariciavam uma a outra lentamente apreciando o sabor um do outro, como o nosso ultimo beijo. Edward chupou a minha língua como se fodesse com ela, mas de uma maneira lenta e deliciosa. Puxei com mais força seu cabelo de sexo o trazendo para mais perto. Edward deixou o seu corpo em cima do meu, apoiando o seu peso com um dos cotovelos enquanto uma de suas mãos descia da minha cintura lentamente, fazendo um caminho de fogo até minha perna, chegando na coxa apertando com força erguendo a minha perna para que se enroscasse na sua cintura, eu gemi enquanto ele descia sua mão na minha perna, parando a coxa, perto do meu traseiro, e dava um firme e deliciosa apertada me puxando para mais perto dele.

Ele ficou por cima de mim, e eu prontamente o recebi ali. Edward enroscou meus cabelos na sua mão, como eu fazia com os dele, me puxando para mais perto – se possível – eu soltei um gemido quando ele friccionou nossos sexos um no outro. Santo inferno, ele estava duro, porra, ele parecia ser tão grosso e malditamente grande, eu fiquei completamente ensopada. Arqueei meu quadril querendo mais contato, ele passou o seu pau com um pouco mais de força sobre o meu sexo, exatamente no ponto certo me fazendo soltar um gemido. Edward segurou minha nuca com força enquanto chupava o meu lábio, desci uma de minhas mãos até suas costas as enfiando por dentro as sua camisa sentido os seus músculos se contraírem sob meus dedos enquanto eu apertava sua carne, puxando para mais perto, ele empurrou seu quadril no meu novamente e deu uma pequena rebolada fazendo uma ficção extraordinária no meu clitóris. Edward fez um trajeto com sua língua e boca até a minha orelha prendendo o lóbulo entre os dentes e seus lábios deliciosos, ele lambeu minha orelha e empurrou seu quadril no meu novamente, eu estava tão molhada e sensível. Eu não acreditava eu estávamos mesmo fazendo aquilo. Sexo seco.

“Oh Edward, assim...” ele desceu seus lábios para o meu pescoço passando a língua e dando leves cupões, ele voltou a rebolar e eu cravei minhas unhas no seu couro cabeludo e nas suas costas. “Maldição, você é tão...”.

“Você gosta? Sua provocadora.” Edward tirou sua mão do meu quadril e colocou dentro da minha blusa, todos os pelos do meu corpo de eriçarão quando sua mão quente entrou em contado com a minha barriga. Foi quando o maldito pager de alguém começou a bipar. Eu e Edward estávamos com a respiração pesada, ele fechou os olhos com força e saiu de cima de mim, aquilo foi frustrante. Eu continuei olhando para o ventilador em cima de mim, tentando normalizar a minha maldita respiração. Porra, onde estava o meu alto-controle, eu praticamente fodi com o meu superior. Passei minhas mãos no rosto tentado me controlar, eu estava tão excitada, aquilo era desconfortável, eu não me sentia assim, há anos. Fechei os olhos tentados fazer com que a minha respiração voltasse ao normal, mas o desconforto latejante ainda continuava. Senti a cama afundar do meu lado e o calor agora conhecido tomar de conta de mim, abri meus olhos e olhei para o lado, Edward também olhava para o ventilador e tentava respirar normalmente.

“Não era nenhuma emergência?” ele virou sua cabeça, olhando pra mim, seus olhos de fogo agora estavam tão escuros, seus lábios vermelhos e inchados e seu cabelo ainda mais sexy. Eu queria beija-lo.

“Não, apenas uma enfermeira querendo saber à dosagem de um medicamento para um dos meus pacientes do pós-cirúrgico.” Assenti voltando a olhar para o ventilador de teto.

“O telefonema te chateou?” Edward estava deitado de lado olhando pra mim.

“Carlisle? Não, ele é só um imbecil que acha que pode mandar na minha vida. Eu não tenho medo dele.” Dei de ombros, ele assentiu.

“Ele parece ter ciúmes.” Edward sussurrou e eu sorri.

“Ele não tem nada haver com a minha vida Edward, eu só quero que ele assine o divorcio e acabar logo com isso.” Ele concordou e lhe dei um pequeno sorriso. Nós dois voltamos a encarar o teto, eu ainda me sentia frustrada. Mas eu estava feliz ao estar com Edward do meu lado e aquilo era assustador.

“Na minha casa, eu mandei tirar todos os ventiladores de teto.” Ele sussurrou depois de um longo tempo, tão baixo que eu quase não ouvi. Virei-me para o lado, e apoiei minha cabeça com uma mão, mantendo o cotovelo no colchão, como ele fez mais cedo. Edward estava falado sobre ele e isso era fantástico pra mim.

“Por quê?” Ele tinha suas mãos debaixo da cabeça enquanto olhava pra cima, era bom que tivemos um dialogo, depois de eu me sentir frustrada e excitada.

“Porque elas me lembravam da hélice dos helicópteros, eu não gosto, me fazem lembrar da guerra.” Ele fez uma careta virando a cabeça e olhado pra mim, Edward agora, parecia apenas uma criança.

“Foi tão horrível assim?” ele deu um sorriso, que não alcançou os meus olhos.

“A Síria foi o pior lugar onde eu coloquei os meus pés, lá foi mais que horrível, foi assustador, não pretendo colocar os meus pés lá nunca mais. Eu fui achando que poderia fazer a diferença, que eu ia ser um herói e salvar todo mundo, mas não sou Deus e eu acho que me esqueci disso.” Edward virou, ficando de lado na cama, olhando diretamente nos meus olhos, bem perto. Eles brilhavam, aqueles incríveis olhos caramelizados tinham um brilho magnifico, Edward me olhava como se conseguisse ver aqui dentro. Aquilo me assustava. Coloquei a minha mão no seu cabelo, acariciando suas madeixas acobreadas descendo até sua bochecha fazendo uma leve caricia, Edward fechou seus olhos e suspirou, um sorriso pequeno se formou no canto dos seus lábios.

“Eu tenho certeza que você foi à diferença de muito lá Edward, para um monte de gente, você certamente foi o mundo deles, você salvou a vida de um punhado deles, e isso é mais do que metade de nós consegue.” Coloquei minha cabeça no travesseiro e fiquei deitada como ele, apenas olhando o seu lindo rosto e acariciando sua bochecha. Ele abriu seus olhos e voltou a me olhar, do mesmo jeito, como se pudesse me ler com apenas aquele olhar, e eu esqueci absolutamente tudo, esqueci o dia de merda, as mortes, o cansaço, o ex-marido enxerido, porque agora era apenas eu e ele, eu e o Dr. Ego grande, quer dizer, não tão grande assim.

Notas finais
Olá, como vão? Então, gostaram? Não? Por que? Bem, com Carlisle não precisam se preocupar, ele não trará nenhum dano ao nosso casal, ele é só um ex-marido pé no saco, claro, ele ira aparecer mais vezes por aqui, mais nada de mais, ele não será o que trará o drama a fic, então com ele podem ficar tranquilas, ele só servirá pra apimentar mais as coisas. Deixem sua autora feliz e inspirada, deixem uma recomendação e comentem. Beijos até logo.