Entre Livros

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Oii gente, queria agradecer as 5 pessoas que comentaram na minha história. Sério, isso me deixa MUITO feliz, e me ajuda na hora de escrever. Boa leitura meus amores!

Ficamos um bom tempo se beijando, até que Maxon disse:

—É melhor voltarmos- comentou, levantando com dificuldade- Camilla, teremos que ser totalmente discretos, se alguém descobrir o que aconteceu, estamos fritos.

—Inclusive eu, que coloquei sua vida em risco. Você é importante, sabia? Não só para o país, mas também pra mim- falei com sinceridade. Mesmo o conhecendo a pouco tempo, nutria algumas coisas por ele.

—Você também é importante pra mim querida. Eu não sei o que faria se eles tivessem te levado...- falou, aterrorizado com a ideia.

—Você não saberia o que fazer se fosse qualquer uma das outras selecionadas- indaguei.

—Verdade, mas com você seria pior.

—Por quê?- perguntei sorrindo.

—Por isso- depois disso, ele me puxou e deu outro beijo.

—Certo- disse, envergonhada- vou ver como está o ferimento de Maximus. Provavelmente terei que voltar até aqui escondida pra cuidar dele.

—Ok, enquanto isso, vou procurar meu cavalo.

Fui andando até Maximus, me abaixei e olhei melhor o ferimento na barriga dele. Grave. O cavalo respirava com dificuldade. Fechei os olhos, respirei fundo, coloquei minhas mãos nele e imaginei a barriga de Maximus curada. Quando abri os olhos, havia apenas uma cicatriz.

O cavalo levantou, me olhando agradecido.

—Garoto, tem como você ficar aqui mais um pouquinho? Depois eu venho te buscar, ok?- Maximus balançou a cabeça, mostrando ter entendido.

—Como ele está?- perguntou Maxon, quando me aproximei.

—Nada grave, ele vai ficar bom logo logo. Cobri o ferimento e coloquei umas ervas que achei por aqui para amenizar a dor- menti, mesmo sabendo que se eu não conseguisse controlar o livro, seria exatamente isso que faria.

—Sorte dele ter uma veterinária por aqui- falou Maxon, com admiração.

—Aprendiz- corrigi.

Maxon me ajudou a subir em seu cavalo para depois monta-lo. O príncipe cavalgava rápido, fazendo com que eu precisasse me segurar nele. Pouco tempo depois, estávamos de volta aos estábulos.

—Como a gente vai entrar sem que ninguém nos veja?-perguntei- Se eles te verem assim...

—Podemos entrar pelos corredores dos empregados. A gente usa aqueles uniformes — disse, apontando para um canto cheio de macacões cinza pendurados.

—Ok- falei, pegando o menor uniforme. Coloquei por cima da minha roupa, e mesmo assim havia ficado gigante. Prendi o cabelo em um coque, tentando esconder as pontas coloridas dele.

O príncipe colocava seu macacão com dificuldade, por causa do ferimento.

—Deixa que eu te ajudo- falei, colocando seus braços na roupa. Quando ele olhou para mim, começou a rir.

—Ta rindo do que? Não pense que você está melhor — falei sorrindo. Ele ficava parecendo aqueles caras gatinhos de escolas, só que cômico.

—Eu não estava rindo de você.

—Magina...

—Eu estava rindo da situação. Nunca imaginei que isso algum dia aconteceria. Se esse negócio de seleção não der certo, vou contrata-la para trabalhar no palácio.

—Vai sonhando- falei revirando os olhos- e também seria meio estranho se você ficasse imaginando coisas assim né.

—Talvez- disse, pegando um boné para cobrir seu cabelo loiro- vamos.

—Sim- falei, com a voz vacilando. Depois disso, Maxon e eu saímos dos estábulos, o príncipe parou em frente de uma das paredes e colocou sua mão. Então, uma porta camuflada se abriu, dando para um longo corredor pouco iluminado e estreito.

—Ah não-falei.

—Que foi?

—Claustrofobia. Esse corredor é sufocante só de olhar- disse, com pavor.

—Então teremos que ir pelos corredores principais do castelo.

—Mas assim a gente pode ser pego.

—Não ligo. Não forçarei a senhorita.

—Não não, eu consigo.

—Certeza?- perguntou preocupado.

Maxon foi na frente, tendo que abaixar um pouco a cabeça para passar. Tomando coragem, entrei, fechando a porta. Comecei a ter falta de ar.

—Ainda da tempo de voltarmos- falou Maxon, com preocupação.

—Continue andando. Quanto mais rápido chegarmos, melhor- falei, sentindo o desespero aumentar.

O corredor parecia não ter fim. A cada passo minha agonia crescia, e comecei a ter tontura. Maxon pegou minha mão, tentando me acalmar. Depois de um longo tempo, finalmente chegamos a cozinha. Minha boca estava seca e minha respiração acelerada.

—Vai ficar tudo bem, já passou- disse, me abraçando- vou pegar um pouco de água, ok?-falou, se afastando.

Acabei sentando em um banquinho que estava do meu lado. A cozinha estava cheia de pessoas andando de um lado pro outro, e o cheiro era tentador.

—Você esta legal?- perguntou uma das cozinheiras.

—To...-falei, com a garganta seca.

—Não parece. Quer que eu te leve para a ala hospitalar?

—Não precisa, estou ótima.

—Está aqui minha querida- disse o príncipe, dando um copo de água pra mim.

—Valeu- falei, tomando tudo em uma golada só.

—Você me lembra alguém... – comentou a moça pensativa, olhando para Maxon.

—Sério? Não acho- falou Maxon, nervoso- vamos Cami- disse, tentando sair da cozinha o mais rápido possível. Depois disso, acompanhei-o até um corredor.

—Essa foi por pouco- falei.

—Verdade- disse ofegante, com voz de quem estava sentindo muita dor.

—É o seu ombro, não é?- ele balançou a cabeça, afirmando- você não pode ir pra ala hospitalar.

—Eu sei. E nem você- falou com a respiração acelerada- como está o seu braço?

—Doendo, mas eu estava tão desesperada por causa da minha Claustrofobia que tinha esquecido um pouco da dor- comentei, sentindo meu braço voltar a doer.

—Eu tenho uns remédios que podem nos ajudar no meu quarto, só precisamos chegar até ele- falou Maxon.

—Porque você tem esses remédios?- perguntei curiosa.

—Precaução-disse, parecendo estar ocultando algo.

—Maxon, seu quarto é cheio de guardas por perto não é? É melhor irmos pro meu quarto.

—Sim eu sei, mas você tem remédios no seu?-depois que ele perguntou isso, acabei tendo uma ideia que provavelmente daria certo.

—Não, mas eu acabei de lembrar de uma receita muito boa para ferimentos. Os ingredientes são simples, eu posso muito bem ir na cozinha e pega-los-menti.

—Certeza?

—Absoluta.

Notas finais
Qual será a ideia da Cami.... kkkk Beijinhos!