Entre Linhas...
12 Precisava partir...
Notas iniciais
Depois da última gota de suor ter sido derramada, depois de não sobrar mais vestígios de força, depois de ter pedido completamente as esperanças de dias melhores. Depois de ouvir de você, ainda que sem sair uma palavra se quer da sua boca, que meu lugar não era mais aqui. Eu sabia, lá no fundo, que já havia passado da hora de arrumar minhas coisas.
Depois de me deixar de lado, de me esquecer, me perder — sim, infelizmente me dei conta tarde demais -. Depois de seus sorrisos perderem o efeito sobre mim, sobretudo depois de perceber que está ali ou não, para você não fazia diferença alguma... Depois de cometer tantos tropeços, e continuar insistindo nos mesmos erros.
Depois da ficha cair, de entender que mereço bem mais do que você me fazia acreditar... Depois de derramar tantas lágrimas e depois de tantas madrugadas perdidas... Depois de aprender o verdadeiro significado de “amor próprio” e provar da pior forma o gosto amargo do “inerecíproco”...
Depois de tudo entendi que precisava partir. Até então, partir nunca havia sido uma opção a ser considerada. Não pense que foi fácil chegar a essa decisão, porque não foi. Quando resolvi abrir a porta do meu coração, arrancar as tábuas das janelas e me entregar novamente a um novo amor, juro que eu cheguei a pensar que dessa vez seria diferente, mas não foi... Talvez por isso demorei tanto para entender que mais uma vez teria que ajeitar as bagagens no peito, as lembranças na mala e partir.
Partir para novos “olá”, novos amores, novas lágrimas, novos sorrisos, novas conversas, novas madrugadas, novos olhares. Partir, apenas ir. Sem olhar para trás. Apenas ir sem medo de arrependimentos, de recaídas, ou de não encontrar felicidade em outros braços. Precisava partir, e hoje sei. Quando ver que não recebo com a mesma intensidade e entrega o que dou, partir sempre será a melhor opção.
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