Entre Linhas...
1 Com amor, uma escritora da vida
Notas iniciais
Sempre fui uma criança introvertida e completamente conservadora.
Com o decorrer dos anos me transformei e já não me vejo como a mesma garotinha de antes... Talvez isso seja bom.
Minha vida está em constante mudança e me assusta a ideia de chegar ao ponto em que não me reconheça mais ao me olhar no espelho.
Em algum momento nesse caminho me deixei levar pela sociedade que a todo momento nos impõe a forma de como agir e pensar em relação a tudo e a todos. Me perdi.
Cheguei ao ponto de me sentir um manequim exposto sobre a vida, apenas observando os outros viverem enquanto me perdia tentando me encontrar. Seguindo os conceitos de que me submetia com o intuito de me moldar como a “garota e mulher perfeita” que sempre me impuseram ser, eu era tudo, exceto eu mesma.
Deixei os meus sonhos de lado, deixei que pisoteassem minhas esperanças de dias melhores, deixei de ser quem sou, sobretudo para me tornar o que achava ser o certo. Me equivoquei.
Acredito que para tudo existe um propósito... O acaso? Ah... O acaso é apenas o sobrenome que damos para em todos os efeitos, os feitos que estão acima do nosso imaginário.
E hoje estou aqui.
Com a mala cheia, e o coração vazio.
Carregando comigo cicatrizes de guerras e sonhos perdidos, lembranças e dores, amores e ilusões. Nada do que vivi até hoje foi em vão. Graças a tudo aquilo arrumei em mim a coragem que faltava para me impor sobre os meus pensamentos e minhas vontades e hoje sei, sei quem sou e o que quero ser, mas sobretudo sei o que não quero me tornar.
Hoje tento me descobrir novamente, juntando os destroços e partes de mim que ficaram pelo meio do caminho quero começar de onde parei a minha construção. Construção da minha essência, do meu ser, pensar e amar.
Durante essa fase turbulenta da minha vida, a mais intensa e marcante de todas as fases das nossas vidas; a adolescência, passei por problemas e situações que me inspiraram à fazer esses escritos, escritos os quais lhes deixo para terem força e lhe ajudarem a não desistirem por mais difícil que pareça ser.
Cada palavra deste livro carrega em si sentimentos que vivi com cada desamor, solidão, angústia, amor e paixões que me transformaram e me transformam em uma pessoa melhor a cada dia.
Queria antes de tudo lhes dizer que não somos muito diferentes. Talvez você já esteja cansado(a) de ouvir os velhos clichês de fim de ano “Somos todos iguais” e ao final das contas se sentir deslocado em meio a tantos aparentemente “melhores” que você. Por mais que achemos as vezes que nossos problemas são mais difíceis de serem resolvidos ou que somente nós passamos por dificuldades a verdade é que todos sofremos por amores impossíveis, por perdas, por desamores. Somos diferentes, e ainda assim iguais. Diferentes em nossas particularidades, mas compartilhamos dos mesmos sentimentos e experiências...
Cada um tem a sua missão aqui na terra, cada coração que bate, bate por uma razão.
A adolescência é justamente o momento de decidir com que peças jogar o seu jogo. A escolha está em suas mãos, de apenas aplaudir os que dançam e cantam no palco principal ou ser o protagonista do espetáculo da vida, da sua vida, que é só sua e ninguém pode tomar conta, ao final ninguém tem o poder de decidir por você sobre como deve ou não agir, como tem ou não que se portar.
Quando nos damos conta do que realmente somos capazes de fazer, é aí, neste exato momento que começamos a viver de verdade...
Com todo o meu amor,
Uma escritora da vida.
Fale com o autor