Entre Irmãos
27 Capítulo 27
Notas iniciais
#CAPÍTULO 27
(POV BELLA)
Eles eram a coisa mais linda do mundo, Nicholas e Derek eram praticamente idênticos, com cabelos castanhos claros e os olhos bem escuros, chegando próximo do preto. Já nossa Lílian tinha os cabelos castanhos e olho puxou de Klaus, verde-azulado. Foi uma divisão perfeita, tinha traço dos três nos bebês. Como isso aconteceu, não faço a mínima ideia, mas levando em conta que temos uma relação bem anormal, pode-se esperar de tudo.
_Acredita que a médica teve a cara de pau de oferecer um teste de paternidade? – Elijah falou inconformado.
_Quando foi isso? – perguntei.
_Quando fui te tirar de lá. Claro que não podia deixar barato o que ela fez com você, então ela apelou de todo o jeito.
Não se pode confiar em ninguém mesmo. Quem sabe eu mesma não me forme em medicina daqui a alguns anos. Advocacia não era má ideia também, temos muita tendência a entrarmos em encrenca que nem sempre hipnose pode resolver.
Nicholas era o mais temperamental, fechava a cara toda vez que não recebia aquilo que queria. Na hora de mamar então, era o primeiro a se esgoelar. Derek era o mais brincalhão, ele tinha um sorriso para tudo, até quando tentava sair da posição deitada e acabava não chegando nem perto de sentar. Lílian era uma preguiçosa, amava dormir, em um colo então, se esbalda, ela só acorda quando sente a fralda cheia ou quer leite.
Passamos o dia todo os mimando, a hora do banho era a mais complicada, já que eles eram tão molinhos e frágeis, mas com muita paciência e ajuda dos meus vampiros, conseguimos. Mesmo eu me tornando vampira, ainda tinha leite, então quando um de cada vez acordava querendo mamar era mais fácil. Em dias complicados, eu tirava meu leite com uma bombinha e meus vampiros que davam em uma mamadeira.
_Como estão meus netinhos mais lindos? – Charlie sentou na poltrona, nos vendo brincar com chocalhos.
_Animados que só. Acredita que está sendo difícil colocá-los pra tirar uma soneca?
_Eles querem ficar junto da mamãe né? – fez voz de criança.
Desde que meu pai se transformou, ele está muito melhor em demonstrar carinho e amor. Rebekah está fazendo muito bem para ele, trazendo sua juventude de volta. Juventude que minha mãe tirou dele ao abandoná-lo.
Depois de cansá-los bastante, finalmente pude tomar um banho relaxante de banheira com sais aromáticos.
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(Dois dias depois)
Minha rotina estava entrando nos eixos, o único problema é que não conseguia tempo para fazer amor com meus noivos. Era só nós começarmos a nos beijar que logo ouvíamos um choro ou estávamos cansados demais que desabávamos na cama. Depois de sentar e pensar um pouco, decidi que só nos tocaríamos de novo na lua de mel, seria bom termos esse momento de flerte e provocações, logo que nos conhecemos já partimos pra algo ais físico, se é que me entendem. Claro que eles aceitaram, mas já avisaram que se eu cedesse, eles não iriam me fazer parar.
Aproveitei que meus seios estavam doloridos e pesados de leite, reservei um pouco nas mamadeiras. Deixei na geladeira e procurei algo para comer, mas não era comida que queria.
Desci até o porão e peguei duas bolsas de sangue, antes de pudesse voltar para a cozinha, olhei para o portão que me levava até o calabouço.
_Por que não visitar nossos convidados de honra? – sorri sarcástica.
Todos ainda estavam dormindo, mas a babá eletrônica estava ligada na cabeceira da cama, então não me preocupei em andar rápido. Eles com certeza ouviam meus passos ecoando pelo ar.
Destranquei o cadeado e admirei os dois acorrentados com aparência doentia.
_Eu poderia até sentir pena de vocês, mas vocês não são merecedores de sentimento tão bom.
Eles levantaram a cabeça com dificuldade e me olharam com raiva.
_Você é a culpada pela morte do meu filho — Esme mal conseguia falar.
_Não querida, pelo que soube, foi o filho de vocês que quis dar uma de Dom Juan por aí enganando vampiras pelo caminho.
_Se você tivesse ficado com ele, nada disso teria acontecido. – Carlisle grunhiu.
_Ou ele teria me transformado, traído e eu o mataria com minhas próprias mãos. – fingi pensar – Não seria nada mal. Mas minha vida está perfeita agora.
_Você deveria ter morrido no parto, junto com aqueles fedelhos! – Esme tentou gritar.
_Ainda consigo me surpreender com vocês. – andei lentamente pela cela, analisando a sujeiras e a aparência de morte dos dois – Ou vocês eram ótimos atores ou realmente adquiriram problemas mentais.
_Estúpida! – Cuspiu Carlisle.
_Onde Alice e Jasper entram na história? Ou eles foram espertos e sumiram de perto de vocês? – Essa era a duvida do século.
_Aqueles dois ingratos! Receberam tudo de nós: casa, carros, joias, dinheiro e milhares de roupas, mas no minuto seguinte que viram problemas, fugiram! – fez cara de sofrimento. Mulher falsa
Me afastei algumas passos para perto da porta e me apoiei na parede.
_Mas não me interessa seu draminha familiar. Sabe o que me interessa agora? Não? – tirei do meu casaco as bolsas de sangue e mostrei para eles – Sangue. Esse líquido tão delicioso e revigorante... E pensar que quando era a humana patética que vocês conheciam, eu desmaiava só de ver.
_Nos dê logo esse sangue! – Carlisle parecia fora de si. Se debatendo nas corentes, mesmo com pouca força. A mordida de Klaus era perigosa mesmo.
_Será que vocês merecem esse sangue humano? Deixe-me ver se é de boa qualidade.
Rasguei a ponta da bolsa e a tomei em goles lentos. Não contente, joguei próximo aos pés dos dois.
_Desculpe, é bom demais para vocês. Apreciem o cheiro, pois é o mais próximo que chegarão de tomar sangue novamente.
Abri a outra bolsa, tomando até a metade, o resto, joguei no chão para que o cheiro os enlouquecesse.
_Adeus Cullen.
Despedi-me, os trancando, ouvindo os grunhidos sofridos que não chegaram nem perto de me comover.
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