Entre Irmãos
25 Capítulo 25
Notas iniciais
#CAPÍTULO 25
1 mês depois
(POV KLAUS)
Estou muito próximo de entrar em desespero e tenho certeza que meus irmãos também. Estamos a dias tentando convencer Bella que o mais seguro seria fazer uma cesariana, mas essa menina teimosa quer teimar em tentar parto normal! Porra! São três bebês que ela tem que parir, não é uma, nem dois. SÃO TRÊS! Até a médica falou que é arriscado para a vida dela e para a dos nossos filhos.
_Por favor, Bella, seja sensata! Você quer por a vida de nossos filhos em risco? Você já está com sete meses, logo não aguentará mais. Não está conseguindo nem andar, sente dores o tempo todo, os enjoos estão voltando e quase mora no banheiro de tanto que os bebês pressionam sua bexiga...
Seus olhos lagrimejaram, sei que fui bruto no modo de falar, mas talvez assim ela compreenda.
_Eu sou mais do que capaz de dar a vida aos meus filhos! – exclamou raivosa. – E não me chame de Bella! Eu não sou mais sua doce menina?
_Claro que você é capaz. Mas e se tiver complicações e você morrer – me doeu demais pensar nisso, mas era um medo que tínhamos – Como você acha que vamos conseguir seguir em frente? Você é a nossa companheiro, tudo de mais precioso que temos... Não sei se a dor nos deixaria lúcidos para cuidar desses três milagres.
Ela abaixou os olhos e pareceu pensar. Chamei meus irmãos e eles se postaram do meu lado, nesse momento precisaria de todos aqui, era o nosso futuro que estava em jogo.
_Me desculpe. Eu não sei onde estava com a cabeça quando quis levar essa história de parto normal até o final. Até a médica me aconselhou, mas parecia que meus ouvidos estavam tampados para tudo isso. – ela nos deu um sorriso frágil – Marquem a cesárea.
Antes que pudéssemos pegar o telefone, minha menina gemeu de dor, segurando com força a barriga. Elijah e Kol a deitaram na cama e vimos a poça de liquido amniótico. A bolsa tinha estourado.
_Dói! Dói tanto! – gritou, agarrando as mãos dos meus irmãos.
_Desde quando está sentindo dor? – Elijah perguntou
_Desde a madrugada, mas achei que era alarme falso novamente – já tínhamos tido dois alarmes falsos, mas ela deveria ter nos avisado, merda!
_Kol, pegue o carro. Elijah pegue tudo o que iremos precisar na maternidade. – os dois correram porta a fora.
Bella estava só de lingerie, não poderia levá-la assim ao hospital. Coloquei um vestido nela e limpei suas pernas com uma toalha úmida.
_Por favor, Klaus. Não aguento de dor – seu rosto estava banhado em lágrimas.
_Estamos indo amor. Logo terá nossos filhos no braço.
A peguei no colo e a levei até o carro. Meus irmãos já estavam esperando nervosos.
_Vamos. As contrações estão vindo a cada 20 minutos. Temos tempo. – falei.
No caminho liguei para a médica, que já estava nos esperando com uma cadeira de rodas na entrada do hospital.
_A sala de cirurgia já está pronta. Infelizmente vocês não poderão acompanhar o parto, temos que ter o maior cuidado possível.
Podíamos ver o medo nos olhos da minha doce menina enquanto era levada para a cirurgia.
_Vai dar tudo certo, Anjo!
_Logo teremos nossos filhos, boneca. Não precisa ter medo.
_Você tem o nosso sangue. Jamais se esqueça disso.
Minha menina relaxou ao se lembrar de que tinha tomado uma dose de nosso sangue na noite anterior. Se o pior acontecesse, ela se salvaria. Agora era rezar para nossos filhos nascerem saudáveis.
_É melhor que tudo ocorra bem, Doutora. – olhou temerosa para mim ao ouvir meu tom – Pois no final a culpada será você.
Foram horas de tortura, que mais pareciam dias. Não conseguia ouvir nada da sala de espera.
Quanto mais nervoso eu ficava, mais sede de sangue eu sentia. Precisava ter notícias logo ou acabaria matando aqueles humanos idiotas que não paravam de perguntar se eu estava bem.
_Como está minha filha? – Charlie chegou correndo, com Rebekah atrás dele.
_Está na cirurgia. Ninguém nos dá informação nenhuma.
_Acalme-se irmão. São três crianças, deve demorar assim mesmo.
_Droga, justo hoje tive que sair. Nunca mais te escuto Rebekah!
Rebekah tinha convencido Charlie e sair para treinar sua hipnose, mesmo que ele não estivesse nem um pouco a vontade de mudar os pensamentos dos humanos. Mas ela mostrou a importância disso.
_Ora Chefe! Não é hora de discutirmos. Não está vendo que meus irmãos estão nervosos?
_Eu também estou! É minha filha que está naquela mesa dando a luz aos meus netos!
_Chega de briga. A última coisa que preciso é discussão nos meus ouvidos – Elijah fechou mais a cara ao falar com eles.
Meia hora de sofrimento depois, a medica sai por uma as portas, com uma expressão inexpressiva.
_Todos são parentes da paciente Isabella Swan?
_Fale logo Doutora! Como está minha mulher e nossos filhos? – Kol quase pulou sobre ela ao fazer a pergunta.
_Os bebês nasceram saudáveis, estão todos na incubadora por atendimento padrão, já que nasceram prematuros. Mas estão com saúde e peso ótimos, então logo estarão no berçário. Já a Isabella...
_Fale logo!- gritei.
_Ela teve três paradas cardíacas enquanto terminávamos de fechar os pontos. Conseguimos estabilizar a situação, mas seu coração está enfraquecido. No momento ela está em coma na UTI. Sinto muito.
Não! Droga! Por que isso tinha que acontecer. Não pode ser normal. Bella tinha uma saúde perfeita, cuidamos disso pessoalmente, trazendo-a ao médico quase semanalmente para fazer consultas e mais consultas.
_Olhe quem está ali. – Kol sussurrou no meu ouvido.
Olhei para trás e lá estava Carlisle Cullen, com jaleco e luvas ainda sujas de sangue, nos dando um sorriso vitorioso. Antes que pudesse pular sobre aquele futuro defunto, ele já tinha corrido para a saída.
_Vamos tirar nossos filhos e mulher daqui. – decretei.
_Faça isso irmão. Ligarei para Emmett para saber se ele sabe onde o Cullen se esconde. – Elijah se afastou com o telefone.
Assinamos milhares de papéis nos responsabilizando pelos cuidados dos bebes, quando eles finalmente nos permitiram tira-los de lá, os entreguei para Rebekah , Charlie e Bonnie – que acabara de chegar.
Eles eram perfeitos e extremamente parecidos com Bella, só faltava abrirem os olhinhos para termos a certeza. Dei um beijo em cada um e os mandei para casa em segurança.
Kol e eu esperamos Elijah na mansão, que voltou molhado com Emmett em sua cola.
_Ele está em um chalé no meio da floresta. Foi difícil achar seu rastro, já que começou a chover, mas conseguimos.
_Ele percebeu a presença de vocês? – perguntei.
_Não. E pelo visto estavam comemorando a morte de Isabella. Podíamos ouvir a risada de Esme e Carlisle à distância. – Emmett falou com repulsa. – E pensar que um dia os considerei minha família.
A pior traição vem daqueles que jamais esperamos algo de ruim. Esse não é o meu caso, sempre fui desconfiado de todos. Só atualmente que me permiti confiar naqueles que provaram seu valor.
_Elijah, ainda falta algumas horas para o anoitecer. Mas assim que escurecer, quero que tire nossa mulher daquele hospital e a traga para cá. A transformação dela tem que acontecer logo.
_Ok. O que faremos depois, Klaus? – perguntou.
_Vamos fazer esses dois sofrerem lentamente. Prepare uma cela no calabouço para nossos visitantes.
Estranhando o silêncio da casa, subimos para o quarto e nos deparamos com a cena de Charlie, Rebekah e Bonnie brincando com os bebês, que pareciam alertas demais para recém-nascidos.
_Oh! Meus afilhados fofos! O titio Emm chegou!
Emmett se juntou a sua companheira e ficaram fazendo caretas.
_Nunca imaginei me sentir tão feliz – Kol falou ao meu lado.
_Mas nossa felicidade só estará completa quando nossa mulher estiver aqui – Elijah completou.
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