Entre Espadas e Sonhos

5 Os primeiros obstáculos - pt.1


Do outro lado do riacho onde estavam Davis, Lina, Théo e Zuli havia uma espécie de continuação da floresta que eles estavam, porém ela parecia muito mais densa do que o normal, havia muito mais árvores e com folhas maiores e mais escuras e mais pra dentro do restante da floresta havia uma espécie de templo já em ruínas, parecia vir de lá todo o barulho que podia ser ouvido na floresta inteira, após um tempo de muito barulho por causa do vento, um alto rugido podia ser ouvido em meio a forte chuva que começara a cair, o tremor que podia ser percebido pela água do riacho ao lado de onde eles estavam estava mais forte. Théo sente o chão começar a tremer e começa a despertar sem entender o que está acontecendo e diz:

― Pessoal... Sou eu fazendo a terra tremer ou algo está acontecendo lá fora?

Davis,Zuli e Lina permanecem dormindo sem nem terem ouvido a voz de Théo, o que era de se esperar estavam todos muito cansados, afinal nunca tinham viajado tanto, era sua primeira viagem. Théo então resolve sair do abrigo em que estavam com cautela, olha para os lados, porém não consegue ver muita coisa, pois está escuro, enxerga apenas quando os clarões deixados pelos raios surgem e mesmo assim não é possível visualizar muita coisa além de árvores e mais árvores, então ele volta até o abrigo, já um pouco molhado, pega sua espada juntamente de uma espécie de capa com capuz que era de seu Pai e vai até mais próximo do riacho. Chegando à beira do riacho Théo se abaixa para beber um pouco da água dali e percebe que algo esta errado, é possível ver as pedras do fundo do riacho tremerem e o rugido que antes mal podia ser ouvido de onde estavam estava mais nítido, já ali Théo sabia que era algo grande e que sem sombra de dúvidas estava furioso, então seguiu em direção ao abrigo e chegou gritando:

― Acordem!! Rápido!! Vocês não estão ouvindo isso?!

― Théo... Você é sonâmbulo é? Vai dormir cara... ― Disse Davis resmungando e se virando para o outro lado.

― Isso deve ser só a chuva e... Porque está molhado? Voltou a ser bebezinho? ― Respondeu Lina rindo de Théo que estava molhado da chuva.

― Há! Vocês são bem engraçados sabiam? Levantem ou vamos morrer tem algo lá fora e esse algo está bem bravo! ― Disse Théo meio bravo e já empurrando seus amigos e chutando Zuli que nem acordado tinha.

Enquanto Théo empurrava seus amigos, mais uma vez o rugido pode ser, só ai o resto do grupo se deu conta do que Théo estava falando, rapidamente todos levantaram e olharam uns para os outros com cara de susto enquanto Théo de satisfação já que haviam entendido o que ele queria dizer. Pegaram suas armas e suas bagagens e saíram do abrigo, não podiam ver muita coisa então resolveram ir até perto do riacho onde era mais limpo de vegetação e assim poderiam escolher para onde iriam ir já sabendo que não poderiam voltar por onde vieram já que estariam voltando para o castelo de Pêtros. E mais uma vez outro rugido desta vez o mais alto de todos, pássaros que estavam nas árvores levantaram um breve voo mesmo com a chuva e saíram de perto e então Lina apontou para dentro da floresta que havia do outro lado do riacho sinalizando para os rapazes de onde vinha esse rugido e no mesmo instante Zuli perguntou:

― Nós não vamos lá dar um oi pra essa coisa que parece ser bem pacífica, até porque está muito difícil de enxergar sem ser aqui perto do riacho, não é pessoal?

― Você tá brincando comigo não é Zuli? Vamos lá agora!! Minhas mãos estão coçando, com certeza deve ser algo bem diferente que está gritando – Respondeu Davis todo animado já andando para atravessar o riacho.

― Calma ai empolgadinho, a gente não sabe direito o que está lá, se formos temos que ir com cuidado e sem sermos visto. – Disse Lina segurando Davis pela parte de trás de seu cinto.

Então eles atravessaram o riacho e começaram a adentrar na floresta, o tremor no chão ficava mais intenso e o rugido mais alto, até que um clarão apareceu vindo de um raio que havia caído no meio da floresta e pode ser visto uma imensa silhueta, como a de um touro humanoide, um Tauren, e um grande machado em sua mão direita. Neste momento os quatro pararam e tentavam ver algo a mais que isso, dava para perceber que havia um certo receio da parte de todos, nunca haviam visto algo tão grande, a criatura parecia ter uns cinco metros de altura, era assustador, e junto com a chuva de raios que ali caia ficava tudo muito pior, era como se esse Tauren estivesse sendo atormentado pelos raios e por isso ficou furioso e fora de si, ele estava destruindo as ruínas que estavam a sua volta. E então o Tauren começou a correr, partia furioso para longe das ruínas que por algum motivo parecia estar atraindo os raios, ele ia derrubando as árvores que estava a sua frente e partia em direção onde Davis, Lina, Théo e Zuli estavam, quando os jovens se deram conta de que ele estava vindo à direção deles, pularam para o lado, Davis e Zuli para a esquerda, Lina e Théo para a direita. O Tauren então parou de pé dentro do riacho e deu um grande rugido, nessa hora Davis se levantou, sacou suas espadas e correu ficando de frente para o Tauren e gritou:

― Ei grandalhão! Você queria nos pegar é? Eu estou aqui, vem cá!!

― Que ótimo você tinha que chamar a atenção dele não é mesmo? – Retrucou Lina já indo para perto de onde Davis estava.

O Tauren se virou para Davis e Lina e desferiu um golpe com o seu machado um pouco a frente deles, ambos deram um pulo para trás, foi quando Théo correu em direção ao Tauren e acertou um golpe em sua perna esquerda e fez com que ele ficasse mais furioso ainda, Zuli já estava de prontidão perto de Théo para evitar que ele fosse atacado de surpresa. Davis percebeu que o Tauren havia se distraído com o Théo e rapidamente correu em direção a ele, deu um salto e rapidamente girou seu corpo para tentar acertar o Tauren no peito, porém foi inútil, o Tauren estava furioso e parecia muito ágil mesmo para o tamanho que tinha e acertou um tapa em Davis com a sua mão esquerda e o jogou para longe, Zuli quando percebeu que o Tauren havia acertado Davis, correu para acertar a perna direita do Tauren na intenção de fazer com que ele perdesse o equilíbrio, acertou o Tauren com sua égide porém ele mal se movimentou, o Tauren era grande e pesado, seria necessário muita força e habilidade para acertar um ponto vital do Tauren.