Entre Dois Mundos
2 I - Truques
Notas iniciais
~ Terra, 28 de setembro,
21:00, 13 anos depois ~
Meu nome é Adelle Moore.
Como toda e qualquer pessoa (Ok, nem todas) você pode achar que Humanos são a única espécie viva no Universo. Meu caro, como você esá enganado... As três maiores Raças são: Humanos, Harpaliquiens e Místicos.
Se eu sou Humana? Não. Se eu sou Harpaliquien? Deus me livre! É, pois é. Sou uma Mística. Para esclarecer mais sobre nós, Místicos:
Travamos uma guerra com os habitantes da Lua Harpalique, de Júpiter. Nós, Místicos, habitamos a Lua Titã, de Saturno. Somos a terceira raça mais evoluída do Universo, por isso somos constantemente invadidos pelos Guerreiros e Matadores de Harpalique. Vocês, Humanos, tem sorte. Harpalique é muito mas desenvolvida que sua preciosa Terra, mas eles não invadem a Terra porque esperam o momento certo.
Antes de Titã ser destruído, dez pessoas foram escolhidas: Cinco crianças e cinco adultos. As crianças são os membros do Novo Pacto, e os adultos, nossos Guardiões.
É, esqueci de dizer: Eu sou uma das cinco crianças. A mulher que dirige ao meu lado é Lucy, minha Guardiã.
E para esclarecer, acabamos de roubar uma Ferrari cinza gafite.
Hoje completo dezessete anos. segundo Lucy, agora começarei a ganhar poderes. Não tem nenhum nome especial para eles, como toda e qualquer coisa que já citei aqui. Apenas... Poderes.
Paramos em um Hotel para dormir, afinal, nós não somos de ferro apesar de virmos de outro planeta.
– Iremos para onde? — pergunto, me jogando na cama de baixo da beliche.
– Estava pensando de irmos à Ohio. — ela disse. — É tranquilo, quase ninguém conhece... É perfeito.
– Okay. — respondi.
Sabe... Depois de um tempo, nos acostumamos à toda essa coisa de ficar se mudando a cada duas semanas, ser de outro planeta (no sentido literal) e essas coisas. Mas... É sempre difícil para mim. Eu crio laços com o lugar, o que não é bom, e depois, quando chega a hora de sair mais uma vez, parece que estou deixando minha vida inteira ali. Mas acho que estou mudando agora. tudo isso de fazer dezessete anos, dobrar o treino, ganhar poderes...
Se você, Humano, acha tudo isso um máximo, troque de lugar comigo então. Vamos ver se continua achando isso depois de um Harpaliquien explodir seu braço. E se você só entrou aqui achando que é só mais uma história de Ficção Científica, eu invejo sua capaciade de achar isso. Mas se quiser continuar lendo, não diga que eu não avisei, Humano.
~ 29 de setembro, 07:00 ~
– Acorda, preguiçosa. — diz Lucy, batendo em mim com o traesseito.
– Ah não! — eu disse, ainda sonolenta. — O que foi?
– Temos que ir, dorminhoca!
– Porquê? — perguntei.
– Porquê vai ter milk shake do Mc Donald's como café da manhã hoje!
Me sentei na cama, vendo-a sorrir.
– Você tá brincando, né? Era só pra me acordar? — ela começa a rir de mim, e eu afundo o rosto no cobertor. Lucy é um pouco mais velha que eu, então nos damos muito bem. É como se fôssemos irmãs.
– Vamos, Elle.
Lucy é loira, os olhos são cinzas, embora às vezez, quando estamos sozinhas, eles assumam uma tonalidade rosa muito bonita. Ela usa um colar dourado, com um pingente em formato de chave. Sempre que pergunto, ela diz que esse colar a lembra de seu irmão, Lake, que morreu tentando salvar a nave que nos trouxe à Terra. Tanta gente inocente morreu naquele maldito dia... Ela siz que o irmão dela tinha a outra chave, e que isso simplozava a união deles.
Eu não lembro muita coisa de Titã, eu tinha quatro anos na época de ataques, mas sempre tenho vislumbres das estrelas e galáxias... O céu de lá era tão limpo que conseguíamos ver todo Universo. Não é como o céu da Terra, em que vimos uma ou duas estrelas de vez em quando por causa da sua poluição. Vocês estão assinando o óbito da Terra e nem sabem disso...
Entramos na Ferrari, e voltamos à estrada. Sem café da manhã. Mas não tem problema, eu sei que uma hora ou outra um Mc Donald's irá aparecer do nada para salvar o dia.
~ 29 de setembro, 19:00,
Columbus, Ohio ~
Já estávamos em Columbus há um tempinho, mas achar uma casa para alugar não é nada fácil.
Mas, achamos uma casinha (mentira, era uma casa enorme), e logo levamos nossas poucas coisas para lá. Lucy estacionou a Ferrari na garagem.
– Vou arrumar meu quarto! — eu gritei, pegando minhas malas e subindo as escadas.
– Okay! — ela gritou de volta, da garagem. Ela provavaelmente ia fazer uma placa nova para a Ferrari. E, quando formos embora daqui provavelmente roubaremos outro carro.
Coloquei alguns pôsteres nas paredes, que cobriam as rachaduras. A casa podia ser enorme, mas... Era antiga.
Lucy me chamou somente na hora do jantar.
Enquanto comíamos uma gororoba que lucy chamou de macarrão.
– Tenho uma novidade. — ela diz.
– Qual?
– Você vai pra escola. — largo o garfo na hora.
– O quê?
– Você. Vai. Para. A. Escola. — disse lentamente. Eu grito de felicidade!
– Eu te amo, Lucy! Amo, amo amo! — abraço-a antes de subir as escadas correndo. — Obrigada!
Ela ri.
Depois que arrumei a mochila, não tinha mais nada pra fazer, então desci para ficar um pouco com Lucy.
Depois que ligamos a TV e tentamos assistir um episódio de algumas séries, eu me manifestei:
– E se meus poderes...
– Aparecerem na escola? — afirmo com a cabeça.
– Diga que é... Apenas um truque.
– Mas...
– Apenas um dos vários truques que têm na "manga".
– Okay... — digo. Ficamos por mais algumas horas na sala, até que Lucy me obriga a ir dormir. Amanhã vai ser um dia cheio...
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