Entre Dois Mundos

5 Capítulo 5 - Uma noite muito estranha


Notas iniciais
Desculpem por não ter postado... Motivos pessoais... Mas aqui está o proximo capítulo! Mandem reviews! ^^ bjbjbjbj

- Já chegamos? — Perguntei entediada após duas horas andando.

- Ainda não... — Railey reclamou grosseiramente — Já falei que quando chegarmos você vai saber.

- Mas eu tô cansada... — Reclamei sentando na pedra mais próxima

- Se você parar vamos demorar mais — Ethan parou ao meu lado e entregou-me uma garrafa de água. Tomei e devolvi a ele agradecendo

Então tudo aconteceu rápido de mais. Um trovão saiu de dentro de um arbusto perto de nós, cai de bunda no chão quando a pedra em que eu estava sentada quebrou.

- Mas que diabos foi isso? — Perguntou Railey chegando perto dos arbustos, mas um raio foi lançado em sua direção e ele desmoronou gemendo.

- Railey! — Gritei me aproximando dele. Um relâmpago amarelo foi solto em minha direção, antes que pudesse pensar Railey jogou-se contra mim, caímos juntos no chão e o relâmpago pegou no topo de tua mochila.

- Você está bem? — Perguntou Railey de modo gentil e delicado olhando em meus olhos. Antes de responder senti um volume se fazendo em sua calça, corei e Railey percebendo meu desconforto riu de mim.

- Railey... Você já pode sair... De cima de mim! — Falei tentando escapar de baixo de Railey, mas meus movimentos eram em vão, pois Railey era muito mais forte do que eu. Ele riu, pressionou seu volume na calça contra meu corpo, fazendo me ficar excitada, o que me deixou mais envergonhada. — Sai! — Me rebati e consegui tira-lo de cima de mim.

Quando saímos daquela posição Ethan já havia chegado perto dos arbustos e tirado o Pokémon elétrico de lá.

- Ele está ferido... Precisamos chegar rápido na cidade de Violet e leva-lo para o Centro Pokémon mais próximo...

- É melhor leva-lo em uma Pokébola, para evitar piores danos. — Complementou Railey. O Pokémon parecia assustado no colo de Ethan, ele estava sujo de terra, era acanhado e não falava nada além de: "méééé". Sua cara era de um tom de cinza e seu pelo era um amarelo ferrugem.

- Não vai dar certo isso, Railey, ele é um Pokémon selvagem... Não vai aceitar ficar dentro de uma Pokébola tão facilmente. — Explicou Ethan.

- Eu posso carrega-lo, não estamos tão longe da cidade mesmo... — Ofereceu-se Railey. Ethan concordou e entregou o Pokémon a Railey.

- Quanto ainda falta? — Perguntei ainda cansada. Railey me encarou com o olhar ameaçador, como quem quisesse dizer: "Não se atreva a perguntar isso novamente!”.

- Acho que umas três horas, mas falta apenas uma hora para escurecer e acho que o Pokémon não aguentará até amanhã. — Respondeu Ethan.

- Podemos usar um Pokémon voador para chegarmos até lá... — Sugeri. Eu vinha fazendo um ótimo trabalho com as aulas que Ethan estava me dando durante as longas e tediosas caminhadas de uma cidade à outra.

- É exatamente por isso que fomos feitos um para o outro, gata, pensamos exatamente igual. — Railey disse piscando para mim e dando um passo a frente. — Salamence saia!

Railey arremeçou sua Pokébola mais a frente e um jato de luz vermelha foi adquirindo uma forma maior cada vez mais. Até que o jato de luz vermelha tomou a forma concreta de um dragão azul, com asas e orelhas vermelhas, a barriga e a boca brancas.

- AHHHHH! — Gritei assustada quando vi o dragão.

- Calma Hope... Quero apresentar para vocês o meu melhor amigo, Salamence! — Railey disse aproximando-se de Salamence e acariciando o seu pescoço.

- Por que você não avisou antes que tinha um Pokémon voador? Poderíamos ter chegado à cidade de Violet mais rápido! — Gritei. Certo, eu não estava em um dos meus melhores dias. Estava suja, cansada e entediada. O que mais vocês podem querer de uma adolescente... Se for isso que eu sou, pois não me lembro de quantos anos tenho.

- Porque Salamence não é meu escravo! Eu não o uso fora de batalha. Só o uso quando ocorre uma emergência. — Retrucou Railey com raiva, mas ainda acariciando Salamence.

- Não precisa ficar com raiva... — Sussurrei.

- Diferente do que você sabe sobre os Pokémons eles não são meros objetos de batalha. São nossos amigos e merecem respeito. Não para aguentar seus caprichos. — Continuou Railey.

- Deixe de ser idiota! Não quis ter dito por mal... Desculpa. — Falei de cabeça baixa.

- Calma, gata, sei que você não disse por mal... Também estava só estressado com tudo. — Railey aproximou-se de mim e me deu um beijo na bochecha.

Esperei quinze segundos enquanto os garotos se arrumavam na costa de Salamence. Era a primeira vez desde que conheci Railey que ele não me dava uma cantada ou tentava alguma coisa imoral após ser legal comigo. Ainda há esperança em relação à Railey? E a resposta veio quando Ethan me ajudou a subir nas costas de Salamence.

Salamence levantou voo. Eu estava na frente agarrada ao pescoço de Salamence, Railey estava atrás de mim segurando em minha cintura e Ethan era o ultimo segurando o Pokémon selvagem.

Uma brisa forte balançou Salamence forçando-nos a ir para o lado. Gritei ao ver a floresta abaixo de nós.

- Hey, Hope. Não precisa ter medo, não vou deixar nada acontecer com você. Apenas relaxe a aproveite o voo. — Railey me puxou pela barriga forçando-me a deitar em seu peito.

Confesso que era bastante confortável e quente. Fechei os olhos por um tempo, me concentrei no vento que batia em meu rosto, nas assas de Salamence e na respiração de Railey.

Após um tempo Railey aproximou-se de meu ouvido e sussurrou:

- Desculpe por ter gritado com você mais cedo. Mas sabe qual é o ponto positivo da briga? Dizem que o sexo após ela é o melhor.

Abri meus olhos após essas palavras serem ditas. Tentei me levantar, mas as mãos de Railey não deixavam, uma estava em minha barriga e a outra em meu seio.

- Me solta Railey! — Ordenei, mas sabia que isso ia ser em vão.

- Relaxa e goza Hope... Juro que depois de mim, você não vai querer mais nenhum outro.

- Ha! Em seus sonhos! — Falei sarcasticamente. A mão de Railey que estava em minha barriga foi descendo aos poucos até chegar ao botão de minha calça — Railey! Para! Ethan! — Comecei a gritar

- Não adianta gritar. Desde que o conheço... Ethan dorme feito pedra... — Peguei a Pokébola mais próxima e quando estava prestes a abri-la Railey disse — Hope, acho que você já olhou para baixo e viu a que altura nós estamos.

Infelizmente Railey estava certo, eu estava completamente indefesa e não podia fazer nada.

Comecei a me remexer, mas era em vão porque Railey continuava me tendo em seus braços. Sua mão direita abriu o meu zíper da calça e sua outra mão molestava meu seio. Se eu não estivesse sendo forçada a sentir isso teria gostado da sensação.

A mão direita penetrava para dentro de minha calcinha. Então senti os seus dedos frios tocarem meu clótis, que estava ereto. Comecei a gemer e joguei minha cabeça para trás, pois aquela sensação era boa apesar de ser forçada. Railey beijou meu pescoço, de um modo bom que me fez gemer mais.

Railey riu. Tirou a mão esquerda de meu seio e puxou meu rosto para o seu. Nossos lábios se encontraram e senti seu hálito fresco. O beijo foi suave no começo, mas Railey atiçou meu clótis cada vez mais, fazendo com que o beijo se torna mais selvagem e intenso.

Sua mão tocou em meu ponto virgem. Hesitei e Railey ao encontrar o que queria hesitou também.

- Você ainda é virgem? — Seus olhos verdes e profundos encontraram com os meus. Por um momento não sabia o que dizer. — Não se preocupe com isso, gata, na próxima oportunidade, tiro esse peso de você.

Railey me beijou de um jeito confiante. Quando se afastou eu continuei querendo mais e mais. Aproximei-me de seus lábios e Railey riu. Ele fechou meu short e fez com que eu ficasse sentada direito novamente.

Fiquei confusa pelo resto da viajem. Não entendi porque ele não me beijou de novo? Será que era porque eu tinha sido fácil de mais? A raiva começou a me dominar, não queria que Railey parasse desse jeito. Infelizmente, eu queria mais, só que não era certo.

Salamence começou a aterrissar em uma lareira perto da cidade de Violet. Ethan acordou depois de um tempo. Ninguém disse nada até chegarmos à cidade. A cidade de Violet era uma típica cidade grande. As ruas eram iluminadas pelas luzes das lojas e dos postes. As pessoas andavam de bares em bares rindo alto e se embebedando atoa.

- É por isso que eu adoro Violet! As pessoas, o som dos carros, o cheiro de bebida. — Railey olhou pra nós com um sorriso maroto no rosto. — Vou apresentar a vocês a minha cidade preferida da região de Johto!

- Espera! Agora? — Perguntei.

- A pergunta seria: "Por que não agora?”.

- Temos que levar esse Pokémon para o Centro Pokémon imediatamente. — Disse Ethan

- Argh! Estraga prazeres... — Reclamou Railey, mas logo concordou.

Fomos para o Centro Pokémon e tentamos conseguir quartos, mas dessa vez como éramos três uma cama de solteiro não iria resolver o nosso problema.

- Voltem amanhã... Talvez tenhamos vagas. — Disse a Enfermeira Joy carinhosamente. Deixamos o Pokémon selvagem com ela que disse que ele estaria bem amanhã de manhã.

- Ótimo o que vamos fazer agora? — Perguntei assim que saímos do Centro Pokémon.

- Procurar um hotel — Disse Ethan.

- Errado. Vamos para um barzinho relaxar... — Falou Railey.

- Hm... Pode ser, mas precisamos trocar de roupa primeiro. — Como eu estava certa Railey resmungou mais uma vez e concordou em ir até um hotel.

Visemos as nossas reservas. Pretendemos passar no máximo cinco dias no hotel. Como o hotel também estava lotado alugamos um quarto triplo com uma cama de casal e outra de solteiro. Um por um usou o banheiro, que por sorte havia trinca, e como não era de se esperar ouvi a maçaneta sendo girada enquanto eu estava tomando banho.

Vesti um vestido que havia comprado em Cherrygrove. Era um vestido preto super colado, a vendedora disse que era um tubinho, com um decote em forma de V destacando os meus seios. Soltei meu cabelo liso e castanho, não gosto muito dele solto, pois ele é muito rebelde e sempre fica na minha cara.

Passei a maquiagem, perfume e calcei meu novo sapato preto de salto de 15 cm. Juntei minhas coisas e sai do banheiro. Era de se esperar que o quarto estivesse uma zona. As coisas dos meninos estavam espalhadas pelas camas e pelo chão. O odor de perfume masculino era muito forte.

Ethan vestia uma camisa branca social, com os dois primeiros botões abertos mostrando seu lindo peitoral, uma calça social preta e sapa tênis preto.

Railey vestia uma camisa social verde com listras retas, uma calça social preta e sapato social preto.

Quando eu sai do banheiro botei minhas coisas na mochila e senti que os dois me encaravam. Virei-me e olhei para eles insegura.

- O que foi? Esse vestido tá muito vulgar? Porque se estiver eu posso trocar e...

- Não! — Ethan e Railey gritaram ao mesmo tempo.

- Tá... — Começou Railey

-... Ótima! — Terminou Ethan.

Corei após isso. Saímos do hotel e Railey nos guiou até um bar movimentado perto do hotel. Sentamos em uma mesa redonda de poucos lugares. O garçom chegou e Railey disse os pedidos

- Três drinks com vodka.

- Vodka? — Perguntei, apesar de não me lembrar de muito bem o que era isso, sabia que era álcool — Eu não bebo.

- Eu também não — Disse Ethan

- Fala sério vocês dois... Então me veja um drink com vodka e duas ices. — Antes que Ethan e eu pudéssemos reclamar o garçom já tinha ido embora.

Após isso tudo passou como se fosse uma música. Flash passou em minha mente: Uma hora eu estava bebendo a minha quarta garrafa de ice, outra eu estava me jogando pra cima de Ethan e de Railey, outra fomos a um bar de strip, eu comecei a imitar aquelas mulheres, só que em uma área reservada só para Railey e Ethan, outra estava em outro bar rindo.

A parte da noite que eu melhor lembro foi de quando eu perguntei aonde era o banheiro. O garçom soube me informar, segui na direção apontada, mas ao perder o equilíbrio do salto trombei contra um estranho que passava e segurava uma tarça de vinho.

- Ai Meu Deus! Desculpe-me, sério... — Falei tentando limpar a camisa do sujeito, sem muito êxito.

- Calma sem problema. — Disse o homem rindo de mim. Esse sujeito possuía um sorriso simpático, o seu cabelo era um tom de preto puxado para o azul, curto com um topete bem sexy, era musculoso, vestia uma camisa branca, um blazer azul marinho e calça preta. De um jeito estranho de combinação, mas caiu direitinho nele.

- Eu não fiz por querer... Desculpe!

- Sério, sem problema.

- Algum problema aqui chefe? — Perguntou um homem de camisa branca e calça social preta atrás do homem em que eu derramei o vinho.

- Não, está tudo bem... Olha já está tarde, vocês já podem ir depois eu posso arrumar companhia para voltar para casa — O homem de camisa branca concordou e chamou os outros dois que estavam também de camisa branca para se retirarem.

- Então... Precisa de companhia para voltar pra casa? — Perguntei rindo.

- Parece que sim

- Ótimo, porque eu e meus... — Hesitei ao dizer — amigos... Já estamos voltando para o hotel e se quiser podemos te acompanhar — Falei gentilmente

- Parece ser uma grande ideia! — Respondeu sorrindo o sujeito — Meu nome é Falkner...

- Prazer, Hope. — Respondi sorrindo e o conduzindo até a mesa.

Sentamos e ficamos conversando durante uma hora, todos rindo, Falkner expressou sua admiração por Pokémons voadores durante toda a conversa. Ele e Railey pareciam estar se dando muito bem, porque durante um tempo ignoraram Ethan e eu.

Senti um arrepio, por o tempo estava bastante frio e eu estava apenas com um mini vestido. Ethan botou a mão na minha coxa e perguntou:

- Você já quer ir embora? — Apenas concordei com a cabeça. Ethan se dirigiu a Railey e Falkner dizendo que já tinha passado da hora e teríamos que voltar para o hotel.

- Mas já? — Perguntou Falkner decepcionado — Quero convidar vocês para passarem a noite em minha casa... Moro no penúltimo andar daquele prédio. — Falkner apontou para a janela, o prédio do qual ele falava era o mais alto de Violet. Railey sem perguntar a nossa opinião aceitou o convite.

Voltamos para o hotel e cancelamos a reserva. Arrumamos nossas coisas e saímos do hotel. O apartamento de Falkner era incrível! Apesar de ter apenas dois quartos, a sala de jantar era gigante com várias estátuas e um mini barzinho, a sala de estar possuía uma tv de tela plana, e a varanda era maior do que a sala de estar e de jantar juntas com uma jacuzzi.

- Então o quarto de hospedes é seguindo aquele corredor. Só que têm apenas uma cama de casal. E se quiserem tem o sofá e...

- Eu durmo no sofá sem problema — Me ofereci.

- Eu não quero dormi com um homem do meu lado — Reclamou Railey.

- Poxa que pena, mas eu não quero dormi com nenhum de vocês dois... — Falei. Acho que eles entenderam o porquê, pois não questionaram mais.

Fui para o banheiro e troquei de roupa. Quando sai todos já haviam ido dormi. Em cima do sofá havia um travesseiro e um cobertor. Cheirava a hortelã. Deitei no sofá e comecei a me remexer. Era a primeira noite desde que cheguei que dormia sozinha, e não gostei dessa experiência. Cochilei durante um tempo, mas não consegui dormi. Abri os olhos e fiquei encarando o teto.

Queria me lembrar de onde vim... Por que estou aqui, por que ninguém me conhece e eu não conheço ninguém... Tive sorte de me lembrar como se fala. A dor de cabeça voltou, virei pro lado e gemi. Queria que tudo isso parasse, queria me lembra... Porque eu ainda era virgem? Porque a única coisa que lembro é o meu nome, se é que eu não inventei isso... Meu silêncio foi quebrado quando ouvi a sua voz.

- Não consegue dormi? — Perguntou Falkner. Levantei e fiz que sim com a cabeça. — Quer ir dormi comigo?

Sabia que não devia aceitar. Falkner era um estranho, eu o não conhecia direito e não sabia do que era capaz. Bom, ele não devia ser pior do que os homens que eu conhecia, então concordei e o segui.