Entre Dois Mundos
2 Capítulo 2 - Escolhas + Pokémons = Dor de Cabeça
Notas iniciais
- Como você é iniciante você tem três opções de Pokémons – Começou o professor Elm me mostrando três bolas do tamanho de bolas de tênis metade vermelha e outra metade branca separadas com um traço cinza.
- Que negócio é esse? – Perguntei pegando da mão dele uma bola
- São Pokébolas dentro delas ficam os Pokémons. Os humanos criaram essas Pokébolas para tentar... Vamos dizer... “Domesticar” Pokémons selvagens, mas acabaram servindo para todos os tipos de Pokémons. É um tipo de capsula para os Pokémons. – Fiquei olhando para a Pokébola por um tempo, como essas pessoas podiam ter tanta tecnologia assim?
No meio havia um botão redondo, sem pensar apertei ele e a Pokébola encolheu, a Pokébola ficou do tamanho de uma bola de ping-pong. Apertei o botão de novo e a Pokébola voltou ao tamanho normal.
- Então já se decidiu? – Perguntou Ethan entrando na sala. Ele carregava várias roupas e encima das roupas havia uma bolsa rosa bebê – A mãe de Lyra mandou essas roupas para você e disse que ficou bastante confusa com a história e lhe deseja conhecer.
Eu apenas sorrir. Fiquei feliz pela as pessoas dessa cidade serem bastante legais com estrangeiros.
- Hm... Brigada – Respondi sem graça. Ethan me entregou as roupas e a mochila. – Vocês se importam se eu trocar de roupa?
- Não, claro que não – Responderam os dois. Eu apenas os encarei e eles perceberam do que eu estava falando.
- Ah, foi mal... Tem um banheiro no final do corredor – Falou Professor Elm apontando para um corredor logo atrás de nós.
Fui caminhando cautelosamente até o final do corredor. Achei a ultima porta que dava para o banheiro. Entrei no minúsculo banheiro. No espelho da pia olhei o meu reflexo e percebi que estava horrível. Meu rosto estava cheio de terra e meu cabelo cheio de folhas e galhos.
No monte de roupas que Ethan havia me dado tinha uma toalha. A primeira coisa que fiz foi tentar trancar a porta. Para meu azar continuar me aterrorizando a porta não tinha tranca. Minha aparência estava horrível que nem liguei para esse detalhe.
Estava terminando de tomar banho quando ouvi passos vindo do corredor. Abri o Box do banheiro e a porta do banheiro foi aberta com um estrondo. A única coisa que consegui fazer naquela hora foi gritar, pois era um garoto que havia aberto a porta e eu estava pelada
- AAAAAAAAAHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!! – Gritei com todas as minhas forças – SEU TARADO!!!! – Todo o meu alvoroço havia chamado a atenção de Ethan e professor Elm que foram ver o que estava acontecendo.
Se eu pudesse descrever o pior momento de minha vida esse com certeza seria o pior, pois o garoto que havia aberto a porta, Ethan e professor Elm me encaravam de boca aberta. E eu fiquei apenas lá deixando eles me olharem pelada enquanto eu tentava entender o que havia acontecido.
Então a minha ficha tombou e peguei a toalha desesperadamente e empurrei os três para fora do banheiro. Assim que eles saíram bati a porta com força.
Ainda morrendo de vergonha peguei uma camiseta e um micro-short do monte de roupa que Ethan havia me dado. Dentro da bolsa havia um tênis e dois pares de meias. Com pura sorte os tênis deram em mim. Dentro da bolsa também tinha uma escova de dente novinha, um kit de primeiros socorros, uma lanterna, uma escova de cabelo e acessórios para cabelo.
Peguei um elástico e amarrei meus cabelos castanhos em um rabo-de-cavalo bastante firme e abri a porta para encarar os três homens tarados
\\t\\t\\t\\t ___**___**___**___**___**___
- Quem é você, explique-se e me dê cinco motivos para não te dar um soco na cara! – Falei encarando o garoto loiro, branco e com o cabelo parecido com o do professor Elm.
- Primeiro: Cara, você fica mais gostosa quando tá com raiva – Falou o garoto me olhando de cima a baixo e parando com o olhar em meus seios.
- Tá bom, você pediu... – Falei fechando a mão com força e indo bater na cara dele, mas o professor Elm pegou minha mão no ar.
- Hope, sinto muito, esse é meu sobrinho Railey e ele acabou de voltar de uma jornada nas ilhas Laranja. – Explicou-se professor Elm
Encarei Railey com um olhar ameaçador nos olhos.
- Bom... Então Hope como eu estava lhe explicando antes de Ethan chegar e ocorrer todo esse incidente com Railey – Falou professor Elm encarando Railey. – Você pode escolher entre três Pokémons... Um Chikorita, um Cyndaquil e um Totodile – Explicou professor Elm me mostrando em qual Pokébolas cada Pokémon estava.
- E... Como eles são...? Você sabe... Os Pokémons... – Falei sem graça enquanto Railey me olhava com cara de deboche.
- Tá brincando, né? – Perguntou Railey – Você não sabe o que é um Pokémon?
- Railey! Eu a achei perdida na floresta e ela não é dessa região, ela deve ser de outra, mas não se lembra. – Disse Ethan
- E ela não é de nenhum lugar que eu tenha visitado – Falou Railey. Olhei confusa para professor Elm e ele respondeu:
- Railey quer ser um explorador Pokémon...
- É isso ai, descobrir lugares onde nenhum ser humano conseguiu chegar, ir para lugares que ninguém conseguiu ir... Quando eu chagar lá te mando um cartão postal, gata – Disse Railey piscando para mim
- Muito obrigada, mas não me rebaixo ao seu nível – Respondi para ele me virando para professor Elm. Pude sentir seus olhos me fitando, mas não liguei.
- Então já se decidiu? – Perguntou professor Elm. Vendo minha expressão confusa continuou – Chikorita é um tipo planta, Cyndaquil tipo fogo e o Totodile tipo água.
- Quais são os tipos de Pokémons que existem? – Perguntei tentando ganhar tempo para decidir qual eu levava.
- Existem vários tipos de Pokémons... Além desses três existe o tipo elétrico, fantasma, normal, psíquico, voador, terra, dentre outros... Vou lhe mostrar como são os Pokémons.
No começo eu hesitei, mas depois concordei. Pesava desde o inicio que Pokémons fossem criaturas indomáveis e feias, mas assim que professor Elm liberou os três Pokémons das Pokébolas, percebi que estava redondamente enganada.
Chikorita era verde, não tinha menos de 60 cm de altura, o engraçado era que ela tinha tipo uma folha na cabeça e o caule da folha ficava no topo de sua cabeça fazendo com que o restante de folha ficasse como um guarda sol. Ah, e possuía olhos vermelhos bastante bonitos.
Cyndaquil era bastante fofo, por cima azul e por baixo bege, na sua costa possuía vários buracos vermelhos e assim que cheguei perto ele se assustou fazendo com que sua costa começasse a pegar fogo. Os olhos dele eram fechados em forma de U de cabeça para baixo e também era bastante calmo.
Totodile era o oposto de Cyndaquil. Parecia um crocodilo azul bebê, ele se apoiava nas duas pernas diferente de Cyndaquil e Chikorita que era quadrúpede. Totodile não parava quieto para eu poder analisado. Ele chegou perto de Railey e lhe cuspiu água. Comecei a rir.
- Então já se decidiu? – Perguntou professor Elm
- Já... – Respondi rindo de Railey – Eu vou ficar com o Totodile – Assim que Totodile ouviu seu nome veio correndo até mim e pulou em meus braços. Carregá-lo era como se eu carregasse um cachorrinho – Antes de tudo, os Pokémons têm que ter esses nomes ou o treinador pode mudar?
- Alguns treinadores vêm isso como uma tática para o adversário não saber qual Pokémon o treinador vai usar antes de jogá-lo.
- Legal então você vai se chamar Totó – Disse para o meu Totodile que parecia gostar do nome
- Totó? – Perguntou Railey em tom de deboche
- Era o nome do meu primeiro cachorro foi Totó e... – Minha cabeça começou a doer de novo, percebi que tinha me lembrado de muita coisa.
- Você está bem? – Perguntou professor Elm
- Estou só foi à dor de cabeça que voltou – Falei massageando minha testa. Professor Elm virou-se para Ethan
- E você Ethan?
- Com a Chikorita – Disse ele indo acariciar Chikorita
- Então eu vou ficar com o Cyndaquil – Disse Railey tento cuidado ao carregar Cyndaquil.
- Ótimo, se me dão licença vou sair daqui e... – Não completei a frase... NÃO SABIA PARA ONDE IR!
- Espere Hope. Como responsável por lhe entregar seu primeiro Pokémon devo lhe dar algumas coisas – Disse professor Elm vasculhando o armário e pegando cada coisa uma mais estranha que a outra – Isso é um Pokédex oficial, é nele que você identifica cada Pokémon que você ver por ai, hoje em dia existem 251 Pokémons existentes nas Regiões de Jotho e Kanto, o um dos seus objetivos é encontrá-las e registrá-las nesse Pokédex. – O professor Elm me entregou uma carteira rosa de metal. Eu a abri e apareceram duas telas pretas e um botão redondo no meio. Com curiosidade sempre foi meu forte eu o apertei.
“Hope Stevens, cidade inicial New Bark. Pokémon inicial: Totodile. Insígnias: 0. Não pode ainda participar do torneio Pokémon de Jotho.”. Disse a carteira de metal falante.
- Só tava faltando falar a cor da calçinha que eu to usando – Reclamei. Não pude de perceber Railey rindo.
- E eu adoraria saber – Intrometeu-se Railey
- E isso aqui é um Pokétransmisor, com ele você pode se comunicar comigo de onde você estiver e aparecerá a minha imagem aqui – O professor Elm me entregou algo parecido com um celular, mas sem números e apenas setas para os lados e dois botões. O professor Elm já havia posto seu numero no meu Pokécelular então não tinha com o que me preocupar.
- Ah, e por último... Tome – Ele pegou algo de dentro do guarda roupa e me entregou.
- Tá brincando, né? – Perguntei fazendo cara de nojo.
- Não, por que eu brincaria? – Perguntou ele confuso.
- Isso é ridículo, eu não vou usar isso. – Falei cruzando os braços
- Tá bom, mas se algum Pokémon lhe atacar e não der tempo de pegar uma Pokébola eu não vou me responsabilizar por isso. – Falou o professor fazendo menção de guardar. Eu não acreditava que estava fazendo aquilo.
- Tá bom... – Falei relutante – Eu uso a pochete... – Apesar de combinar com a minha roupa, a pochete era branca, no meu mundo, no mundo normal eu me lembrava que pochete era uma coisa bastante cafona e fora de moda, mas eu havia acabado de perceber que nesse lugar pochete era essencial. – Só isso?
- É por enquanto, sim... Ah, e tome cinco Pokébolas caso você queira capturar outro Pokémon alem do seu. Lembre-se primeira enfraqueça seu oponente para depois capturá-lo.
- Certo... E para onde eu tenho que ir? – Perguntei sem graça
- O ginásio mais próximo fica na Cidade Violet.
- Ótimo e algo me diz que lá posso saber mais sobre onde vim – Falei determinada, mas o meu estomago não concordou comigo e percebi que já eram mais de meio-dia
\\t\\t\\t\\t ___**___**___**___**___**___
- Obrigada pelo almoço professor Elm estava delicioso – Falei muito agradecida.
- Não foi nada, sempre fui um ótimo cozinheiro. Até mais Hope e Ethan assim que chegarem a seu destino não se esqueça de ligar – Falou professor Elm nos acompanhando até a porta.
- Me esqueci de lhe perguntar Ethan, para onde você vai?
- Vou também para a Cidade Violet procurar sobre espécies de Pokémons... Eu quero me tornar um dos melhores criadores Pokémon do mundo – Falou Ethan com um brilho nos olhos e eu apenas concordei rindo.
- Então vamos juntos para lá – Falei convidando o para seguir viajem comigo, não era bom sair em um mundo desconhecido sozinha.
- E você Railey – Perguntou professor Elm para o seu sobrinho ao seu lado
- Vou dar um tempinho na sua casa titio depois pretendo seguir viajem para a cidade de Cianwood procurar diferentes tipos de Pokémons – Respondeu Railey descontraído.
- Então até mais professor Elm – Falei chegando perto dele e lhe dando um abraço. No começo pude sentir que ele hesitou, mas logo após correspondeu ao abraço. Ele era o primeiro adulto que eu conheci nesse mundo estranho e já estava sentindo sua falta.
- E eu não vou ganhar um abraço? – Perguntou Railey.
No começo eu fiquei o encarando, mas depois percebi que ele era bonitinho, então o abracei. Quando tentei me soltar dele Railey me abraçou mais forte fazendo com que meus seios ficassem esmagados em seu peito, e se não bastasse ele desceu suas mãos, até chegarem em minha bunda e sussurrou em meu ouvido:
- Gostou? – Tentei me soltar, mas antes de Railey me soltar ele apertou minha bunda com mais força depois deu um sorriso maroto. A única coisa que fiz foi fitá-lo de boca aberta e lhe dar um tapa, com força, na cara.
Assim que Ethan despediu-se dos dois fomos embora, mas assim que dei as costas para eles ouvi Railey dizendo:
- Ela me ama
Assim que ouvi isso me virei e fiz um gesto bastante mal educado para Railey: levantei o dedo do meio para Railey e ele apenas sorriu. Tive a impressão que não seria a ultima vez que o veria.
Fale com o autor