Notas iniciais
Oi, gente. Desculpem pela demora, muito trabalho e nas horas vagas muito Doctor Who... Me viciei naquele lindo aliás ♥ Boa leitura!

Uma música romântica tocava repetidamente em uma espécie de salão iluminado por luzes psicodélicas. O local possuía uma atmosfera estranha, como se não ficasse em um lugar físico de verdade, mas sim em algum tipo de universo alternativo, sonho ou loop do tempo. Não parecia real, embora estivesse bem ali.

Ao som de Lady in Red, um jovem rapaz de cabelos loiros e corpo robusto dançava lentamente no centro da pista. Ele não estava sozinho. Criaturas irreais com aparência alienígena encontravam-se ao redor e acompanhavam tudo, enquanto o rapaz era conduzido pelo seu parceiro de dança: outro alienígena, bem mais baixo do que ele.

Os dois dançavam juntinhos, quase romanticamente, o que parecia deixar o rapaz muito constrangido e confuso. Principalmente quando o tal extraterrestre estreitou os finos braços em volta da cintura dele, o encarou de um jeito carinhoso e apoiou o rosto em sua barriga, quase suspirando de emoção e contentamento.

Confuso também estava Castiel, que havia se materializado ali há poucos segundos, e assistia a cena com o cenho ligeiramente franzido.

— O que é isso? — perguntou mais para si mesmo do que para o rapaz, que aliás parecia não vê-lo ou ouvi-lo, estava completamente alheio à sua presença.

De repente, a dança, a música e todo o resto pararam, como se um filme tivesse sido pausado, congelado abruptamente. Então, um ruído atrás de si fez Castiel se virar e reconhecer Gabriel.

O arcanjo estava sentado em uma espaçosa e confortável poltrona de couro marrom, com direito a apoio de pés. Segurando um enorme copo transparente, ele tomava um milkshake tranquilamente, fazendo um barulho contínuo ao sugar a bebida pelo canudo com afinco.

Duas mulheres exuberantes, e em trajes meio obscenos, encontravam-se empoleiradas em cada braço da poltrona. Elas debruçavam-se continuamente na direção de Gabriel, massageando seus ombros e acariciando seu cabelo, servindo-lhe de companhia.

— Olá, Cas. Já com saudade de mim? — o arcanjo finalmente se manifestou, rompendo o silêncio.

Castiel olhou dele para o sujeito imobilizado na pista de dança, até que se ouviu perguntando em tom crítico:

— Você está torturando aquele rapaz?

Gabriel deu um tapinha no ar e debochou:

— Não, eu fiz isso há muito tempo.

Diante da expressão recriminadora do outro anjo, Gabriel ergueu as mãos em sinal de rendição e explicou melhor:

— Não se preocupe, ele sobreviveu.

Após uma pausa e percebendo que Castiel ainda desaprovava aquilo, por mais que no fundo sentisse que a encenação fazia parte do passado, o arcanjo acrescentou:

— Isso não é real, Cas, só uma memória. Que logo vai acabar, porque dois caçadores enxeridos vão entrar na cidade, cruzar o meu caminho e atrapalhar minha diversão. — Pensativo, Gabriel colocou a mão no queixo e confabulou: — Hum... Por falar nisso, eu devia voltar mais no passado antes que essa parte aconteça.

Intrigado com a postura de Gabriel, Castiel deu um passo à frente e recomeçou:

— Você... — Porém, incomodado com as mulheres irreais que se atiravam o tempo todo sobre o arcanjo e riam, ele exigiu de um jeito sério: — Será que nós podemos conversar a sós? Por favor.

Gabriel revirou os olhos, achando a exigência desnecessária. Mesmo assim, acabou acatando. Estalando os dedos, ele disse:

— Desculpe, garotas. O papai volta logo.

Depois que as duas mulheres desapareçam no ar como fumaça, Gabriel se levantou e caminhou até Castiel, enquanto terminava o milkshake. Então, se apoiou em uma espécie de gradilho, que separava a área onde os dois estavam da pista de dança, e aguardou até Castiel tornar a se pronunciar:

— Você é maior do que isso, Gabriel. Maior do que essas memórias e fantasias. Você pode nos ajudar a deter a Legião. Fazer a diferença de novo.

Após uma longa pausa pensativo, o arcanjo redarguiu:

— Obrigado, mas eu dispenso. — Olhando-o de soslaio e percebendo que Castiel não estava satisfeito com a negativa, ele articulou: — Vamos dizer que a minha interferência mudaria o rumo das coisas, okay? E que eu não estou disposto a correr o risco de causar um efeito dominó que levaria ao fim do mundo. Resumo da ópera, mesmo que eu quisesse ajudar, eu não posso. Aparentemente, não é a minha missão.

Intrigado, Castiel semicerrou o olhar na direção do arcanjo e inquiriu:

— Como você sabe? — A ausência de resposta o deixou mais desconfiado. — Você está escondendo alguma coisa ou apenas criando desculpas para não se envolver? — pressionou na sequência.

Um pouco irritado — mais consigo mesmo, por não poder entrar em detalhes, do que com o anjo —, Gabriel voltou-se na direção dele e despejou firme:

— Eu não posso ir ao futuro com vocês. Eu apenas não posso. Então, se isso era tudo...

— Espere... — Castiel o interrompeu antes que o arcanjo estalasse os dedos e o mandasse de volta ao presente.

Após avaliá-lo por alguns instantes e se convencer de que não adiantaria persistir naquela ideia, Castiel decidiu manter o foco no que precisava descobrir e recomeçou pausadamente:

— Está certo. Eu não vou insistir, Gabriel. Eu prefiro acreditar que você tem um bom motivo para não se envolver. Mas nós ainda precisamos da sua ajuda, goste ou não. Você disse que nós temos que ir para o futuro, mas isso não é muito específico. A qual ano você se referia? Mês?

Gabriel riu. Simplesmente riu e em seguida deu alguns tapinhas no ombro do amigo, como se este tivesse lhe feito a pergunta mais óbvia ou mais desnecessária do mundo. E de certa forma, era isso.

Contudo, levando em consideração que Castiel não tinha conhecimento de toda a história no momento, Gabriel limitou-se a lhe dar uma dica:

— Oh, Cas... Você devia conversar mais com a sua coelha e parar de inventar desculpas para me ver. Eu sei que sou irresistível, engraçado e uma ótima companhia, mas você precisa desapegar um pouco, cara.

— O quê...? — Confuso, o outro franziu o cenho.

— A conversa acabou, você precisa voltar. — Gabriel ergueu a mão direita, pronto para enviar Castiel ao presente. — Agora, bata os calcanhares três vezes e repita comigo: não há lugar melhor do que o nosso lar — orientou em tom divertido.

Afoito e querendo a informação clara e direta mais do que tudo, Castiel tentou mais uma vez:

— Espere! Responda a minha pergunta antes!

Ao invés de obter a explicação que precisava, tudo o que ele ouviu do arcanjo brincalhão foi:

— Você terá todas as respostas que precisar. Converse com Mia Clarke. Vai por mim, meu amigo.

Então, sem mais delongas, Gabriel agitou as sobrancelhas divertidamente e estalou os dedos.

Castiel, por sua vez, ainda tentou se aproximar e impedi-lo, porém não houve tempo para isso.

***

Sentindo seu receptáculo se deslocar abruptamente no tempo e espaço, Castiel cambaleou e apoiou-se em uma cômoda assim que se materializou em um lugar bem familiar para ele: o quarto de Mia no bunker.

Mal havia se recuperado da viagem, o anjo ouviu uma voz igualmente familiar soar atrás de si:

— Ah... Mas olha só quem resolveu dar o ar da graça! O anjo sabonete!

Prontamente, Castiel se virou na direção da voz e encontrou o olhar de Mia. Ela estava em pé, próxima da cama, usava um roupão bege, tinha os longos cabelos molhados e o fitava de volta com uma mistura de surpresa e advertência. E claro, sob a superfície, havia um alívio e uma felicidade genuína também.

— Que conveniente. Bem na hora em que eu ia me vestir, hein? — A caçadora cruzou os braços contra o peito e arqueou as sobrancelhas.

Castiel entendeu que ela queria uma explicação. Com certeza, tinha ficado profundamente insatisfeita quando ele comunicou que iria atrás de Gabriel e desapareceu, sem lhe dar qualquer chance de fazer uma mísera pergunta a respeito.

Pior do que ter saído pela tangente, Castiel a deixou sozinha com a tarefa de contornar a situação envolvendo o flagrante constrangedor que Sam, Dean, Bobby, Natalie e Claire presenciaram na sala principal do bunker.

Apesar de ciente da culpa, o anjo não conseguiu evitar e reparou melhor em Mia, medindo-a da cabeça aos pés de um jeito discreto, mas que mostrava a satisfação por revê-la e ter chegado justo naquele momento. Mais do que isso, demonstrava uma vontade profunda em não permitir que Mia se vestisse tão cedo.

— Eu posso explicar. — Castiel afastou tal pensamento por ora e deu alguns passos na direção da caçadora, porém cambaleou novamente e se apoiou no guarda-roupa para não cair.

— Ei! — Mia chegou até ele rapidamente, segurou em seu braço, lhe servindo de apoio, e indagou preocupada: — O que houve? Você está bem? — Guiando-o à cama, orientou: — Senta aqui.

O anjo fez o que Mia pediu e, após alguns instantes, sentiu-se bem o suficiente para olhar para ela, já sentada ao seu lado e com a apreensão estampada no rosto, e para responder:

— Gabriel me enviou de volta de uma forma meio... abrupta, mas eu vou ficar bem, não se preocupe.

— Então você conseguiu mesmo encontrá-lo? — a caçadora perguntou retoricamente, querendo mais informações sobre como tinha sido o papo dos anjos.

— Sim — Castiel confirmou, antes de explicar melhor: — Ele estava bem escondido e foi difícil localizá-lo, mas eu finalmente achei um rastro e o encontrei no passado.

Tomada pela curiosidade, Mia aprofundou o assunto:

— E ele ajudou? Digo, Gabriel explicou para qual futuro exatamente nós temos que ir?

Ao se lembrar da postura do arcanjo, Castiel ficou pensativo por um longo momento. Logo em seguida e visivelmente intrigado, ele revelou:

— Na verdade, ele me disse para conversar com você.

Confusa, a caçadora riu levemente e redarguiu:

— Oi? Como assim? Por que ele diria uma coisa dessas?

Voltando-se mais em sua direção, o anjo semicerrou o olhar, fixando-o ao dela como se tentasse enxergar algum segredo escondido ali, e inquiriu:

— Mia, você tem algo a me dizer?

A caçadora mordeu o interior da bochecha enquanto se perguntava por que Gabriel tinha plantado aquilo na cabeça de Castiel. Ela não possuía nenhuma informação para compartilhar. Assim como os outros, não tinha a menor ideia de onde os anjos caídos estavam. Só sabia que eles tinham se transportado para o futuro, mas para qual momento exatamente? Isso era um grande mistério que ela não saberia solucionar.

Então, deixando-se levar por um assunto mais pessoal, íntimo e que lhe parecia mais pertinente, o que Mia acabou respondendo foi uma série de sugestões:

— Ãn... Eu te amo? E apesar de você ter saído de fininho ontem, eu estou... A fim? Tipo, muito a fim?

Em reação, Castiel fitou Mia com um olhar cheio de promessas e acariciou seu rosto sutilmente, causando um ligeiro arrepio na garota.

Por mais que quisesse apenas se render a ela, uma parte de si precisava entender o que Gabriel quis dizer com tudo aquilo. Sendo assim, o anjo fez um esforço e procurou manter o foco:

— Eu também te amo e definitivamente estou a fim, mas infelizmente, não era disso que eu estava falando. Gabriel deu a entender que você tem a resposta.

Mia franziu o cenho e argumentou:

— Desculpe, mas ele deve ter se enganado. Ou melhor, enganado você, o que é mais provável. Eu não sei de nada.

Ao perceber o que havia dito, ela arregalou os olhos por um momento. Em seguida, sorriu, aproximou-se mais do anjo e se acomodou em seu colo, apoiando os joelhos na cama e passando os braços em volta do pescoço dele. Então, fingindo certa surpresa, provocou de um jeito sugestivo:

— Oops... Você ouviu o que eu falei? Nada.

— Sim, eu ouvi. — Castiel sorriu inevitavelmente, envolveu a cintura de Mia com seus braços e deixou a parte que queria manter o foco ser, pouco a pouco, subjugada pelo desejo irresistível que ganhava força dentro de si.

Enquanto distribuía uma trilha de beijos pelo pescoço dele e arriscava alguns no canto de seus lábios, Mia perguntou com uma voz macia e cheia de segundas intenções:

— E o que você acha disso, anjo do Senhor?

— Eu acho...

Castiel não conseguiu prosseguir com o raciocínio e fechou os olhos, meio atordoado, enquanto segurava a cintura de Mia com mais força e carinho. Permaneceu de olhos fechados, enquanto ela tocava seus lábios com um beijo suave.

Assim que Mia afastou-se um pouco, o anjo envolveu seu rosto carinhosamente, semicerrou o olhar e respondeu com um sorriso torto:

— Eu acho que nós podemos deixar essa conversa sobre o futuro para depois, e nos concentrarmos no presente.

— Ótima escolha... — Mia arqueou uma sobrancelha maliciosamente, antes de beijá-lo novamente.

O beijo, que começou sútil como o anterior, logo tornou-se mais envolvente, profundo e apaixonado.

Em meio às incertezas do futuro, tudo o que importava naquele momento era o presente e o que Mia e Castiel sentiam. Amor, saudade, desejo, cumplicidade, urgência.

Guiados por esses sentimentos, eles se envolveram mais nos braços um do outro, renderam-se às carícias mútuas e desligaram-se do mundo exterior de uma vez.

Depois de arrancar o sobretudo do anjo de qualquer jeito, Mia o puxou para si pela gravata e se moveu um pouco, deitando na cama e levando Castiel a acompanhá-la. O corpo dele pesou sobre o seu pouco a pouco e a envolveu com o seu calor de um jeito irresistível.

Então Mia deslizou as mãos pela roupa do anjo até encontrar o cinto da calça e começou a abri-lo, ao mesmo tempo em que roçava seus pés nos dele a fim de lhe tirar os sapatos.

Enquanto isso, Castiel procurava a faixa do roupão da caçadora e empenhava-se em desatá-lo, logo encontrando sua pele macia e quente por baixo...

Suas bocas se separaram apenas nos poucos momentos em que a tarefa de se livrarem do restante das roupas exigiu isso. Ou quando Mia avisou que queria de novo. E depois, mais uma vez. Também quando Castiel perguntou se ela estava muito cansada para começar tudo novamente. E quando Mia, ofegante, afirmou que poderia fazer aquilo o dia inteiro.

Então, aproveitando que ninguém sabia que Castiel havia voltado e também que ninguém foi bater à porta do quarto para acordar Mia, o anjo e a caçadora passaram aquela longa manhã compensando o tempo que ficaram separados, matando a saudade um do outro e tentando não fazer muito barulho.

Mais tarde

Depois de sorrir levemente e olhar uma última vez para Mia — que acabou sendo vencida pela exaustão e adormeceu em meio aos lençóis desarrumados da cama —, Castiel deixou o quarto e surgiu no meio da sala do bunker.

Sam, Dean, Bobby, Claire e Natalie estavam lá. Espalhados entre a mesa, poltronas, sofá. Mergulhados na leitura de livros, manuscritos, arquivos. Empenhados em mais pesquisas sobre a Legião de Lúcifer e possíveis armas divinas para detê-los.

Se algum deles tinha percebido certa movimentação e ruídos no andar de cima, preferiram não comentar nada naquele momento.

Mesmo assim, Castiel notou a suspeita no olhar de cada um deles. Parecia que os caçadores desconfiavam de que ele esteve com Mia, embora não houvesse qualquer sinal disso em sua aparência. Castiel estava impecável e definitivamente vestido. Só a sua gravata estava um pouco desalinhada, mas isso já era uma marca sua.

— Ei, Cas. Bem vindo de volta — Sam finalmente se pronunciou, sentindo uma grande necessidade de romper o silêncio um tanto constrangedor que pairava no ar. — Nós temos novidades. Parece que existe uma arma capaz de mandar os anjos caídos de volta ao Inferno. Claro que nós vamos precisar da sua consultoria para descobrir qual é e onde encontrá-la — despejou, desviando o olhar em seguida.

Antes que o anjo assimilasse as palavras, Dean questionou:

— Como foi com Gabriel? Você o encontrou? Ele respondeu a pergunta de um milhão de dólares?

Dando alguns passos na direção deles, o anjo respondeu desanimado:

— Não, aparentemente Gabriel preferiu me enganar. Ele me aconselhou a falar com Mia, dando a entender que ela saberia para qual ano nós devemos ir. Mas Mia me garantiu que não sabe por que Gabriel insinuou uma coisa dessas.

Após uma breve pausa, Natalie, que estava acomodada no sofá com alguns livros no colo, estreitou o olhar na direção de Castiel e indagou:

— Então você falou com a Mia, hein? Tipo... Recentemente.

Um tanto constrangido com o tom de insinuação e por perceber que tinha falado demais, o anjo atrapalhou-se um pouco ao tentar explicar:

— Sim, eu... falei com ela... há pouco. Tipo, recentemente. E vim para cá agora, digo... logo depois. Mia está dormindo neste momento, mas antes de dormir, eu perguntei e ela garantiu que não sabe de nada. De nada mesmo. Na verdade, ela já estava dormindo quando eu cheguei. Eu a acordei apenas para fazer a pergunta, e então Mia voltou a dormir. Só isso. Foi assim que aconteceu.

Natalie arqueou as sobrancelhas, desconfiada de que aquela não era toda a história, mas preferiu não tocar mais no assunto. Limitou-se a disfarçar um riso, abaixando a cabeça e percorrendo uma página qualquer do livro com os olhos.

— Engraçado ela ter voltado a dormir assim. A Mia estava tão ansiosa para que você retornasse logo. Ela devia estar com muito... sono mesmo — Claire pensou alto e com certa ironia, deixando claro que, assim como Natalie, também tinha suas desconfianças.

Enquanto o anjo pensava no que dizer para encerrar aquele assunto, Bobby acabou tirando-o da situação embaraçosa ao retomar o foco:

— Por que Gabriel diria que a Mia tem a resposta?

Antes que Castiel dissesse qualquer coisa, uma voz foi ouvida perto da escada:

— Porque é verdade.

Surpresos e confusos, todos olharam para Mia, que havia vestido um pijama às pressas e saído do quarto, há apenas alguns segundos.

Então, depois de descer alguns degraus, ela revelou meio atordoada:

— Eu acabei de ter um sonho. Um pesadelo, melhor dizendo. E tenho certeza que não foi apenas isso. Foi uma visão do futuro. — Depois de engolir em seco, a caçadora emendou: — Eu sei para qual ano nós temos que ir, mas...

— Mas? — incentivou Dean, com toda a atenção focada na amiga.

Mia hesitou por alguns instantes, relembrando os flashes do pesadelo e sentindo um frio se propagar no seu estômago. Em seguida, ela respirou fundo, ergueu o olhar na direção de todos na sala e indagou receosa:

— O que diabos é... Croatoan?

Notas finais
E então, o que acharam? Gostaram de mais uma aparição divônica de Sir. Gabriel? E de Miastiel voltando definitivamente? E esse pesadelo da moçoila, hein? Croatoan is coming... Bjs, inté o próximo capítulo e não esqueçam dos reviews *-*