Notas iniciais
Oi, gente! Primeiramente, desculpem pela demora. Troquei de celular, é horrível escrever por ele, dependo do notebook e não tava com muito tempo para sentar de frente pro bicho e escrever. Segundamente, quero agradecer muito a menina Luna pela recomendação linda, tocante e maravilhosa que deixou na fic. Amei, Luninha! Obrigada! Dedico este singelo capítulo para a senhorita. Terceiramente, como o título bem diz, isso aqui é um bônus, uma cena extra, algo que escrevi atendendo a pedidos, para mostrar mais um pouquinho de Sam, Dean, suas girls e os filhotes depois do capítulo anterior que não mostrou muita coisa. É curtinho mesmo ehehehe Boa leitura!

De todas as coisas que Sam e Dean esperavam encontrar no futuro, com certeza filhos não estavam entre elas. Apesar do assunto ter sido abordado algumas vezes, no fundo os caçadores não acreditavam que algo assim fosse realmente possível, em virtude do estilo de vida que levavam desde que se entendiam por gente.

Claire e Natalie compartilhavam o mesmo sentimento que eles. Quando imaginavam que suas relações com os Winchester pudessem dar frutos, isso acontecia em futuro distante, quase inalcançável e utópico. Era bom sonhar com o dia em que poderiam viver, construir algo, e não apenas sobreviver. Por outro lado, era assustador ver que esse dia realmente poderia chegar.

O agravante era que o futuro seguro com o qual sonhavam não passava de uma ilusão. A Legião de Lúcifer estava à solta e ninguém estava a salvo. Os caçadores do futuro apenas acreditaram que o mundo não fosse tão perigoso em relação ao sobrenatural, porém estavam terrivelmente enganados.

Por tudo isso, Claire e Natalie estavam paralisadas diante de Henry e Rachel. Por isso não esboçaram qualquer reação quando Jody e Bobby deixaram a sala depois de entregarem os bebês aos respectivos, e igualmente atônitos, pais.

Apesar das inúmeras vezes que segurou Sam quando ele era bebê, Dean sentia-se ridiculamente desajeitado ao fazer isso com Henry. O mesmo podia-se dizer de seu irmão, absorto por uma onda de nervosismo ao envolver a pequena Rachel nos braços de forma atrapalhada.

Apesar disso, havia certo fascínio na maneira como os dois encaravam os filhos. Havia o medo sim, a incredulidade, mas também havia esperança. Somado a ela, um propósito, um motivo, uma razão para continuar lutando contra o mal sempre à espreita.

Caçadores tendo filhos podia ser loucura, mas se era isso que o futuro lhes reservava, então que os monstros e demônios aprendessem a rezar e saíssem do caminho, porque nem Sam nem Dean deixariam que eles se aproximassem de seus filhos.

Claire e Natalie, apesar de assustadas, também compartilhavam deste sentimento. Por isso encheram-se de coragem e aproximaram-se dos maridos.

— Eu posso? — Natalie indagou, fazendo menção de segurar Henry.

— Oh... claro, Baby — O Winchester mais velho assentiu, passando o filho para ela. — Aparentemente, você o carregou por nove meses. Nada mais justo que possa segurá-lo um pouco agora.

— Um pouco? — ela repetiu, arqueando as sobrancelhas diante do jeito possessivo que Dean havia falado, como se no fundo não quisesse dividir o menino com a própria mãe.

Enquanto Natalie observava carinhosamente o seu filho com o caçador, e este se controlava para não tomá-lo de volta, Sam entregava a pequena Rachel para a mãe. Logo Claire sorriu para a filha e segurou sua mãozinha entre os dedos.

— Ela é tão linda — constatou por fim, fascinada.

— Nem me fala. Com certeza vai me dar trabalho com os garotos — Sam deixou escapar, receoso. — Talvez eu a coloque em um convento. O que você acha?

Claire teria rido do comentário, se o tivesse ouvido, porém sua atenção estava completamente voltada para a criança em seus braços.

— Ela tem os seus olhos — o Winchester mais novo tornou a se pronunciar.

— E o seu cabelo sedoso — replicou a esposa, divertida.

Cheio de si, Sam brincou:

— Garota sortuda.

Depois de dar uma boa avaliada em Henry, Natalie também expressou sua opinião sobre a aparência do menino:

— Olha só essas pernas tortinhas! — Aos risos, olhou para o marido de soslaio e provocou: — Sr. Awesome, acho que ele herdou esse defeito de você.

— Defeito? — Dean retrucou, incomodado. — Você devia estar feliz pelo moleque ser a minha cara. Eu sou lindo.

Incapaz de negar que o caçador tinha razão, Natalie tornou a observar a criança. Instantes depois, queixou-se:

— Não é justo que ele seja um mini Dean. Fui eu que o carreguei por nove meses. Ele tem que ter algo da mamãe.

Cheio de si, o Winchester mais velho aproximou-se para pegar o filho de volta, mas foi surpreendido quando seu rosto foi golpeado por uma pequena, e mesmo assim pesada, mãozinha.

Enquanto a esposa controlava o riso, Dean deduziu:

— Ele herdou o seu gênio, Natalie Jones.

— Esse é o meu garoto — ela disse, convencida e satisfeita pelo filho preferir continuar com ela e demonstrar tanta personalidade.

Dean estreitou o olhar e fez questão de frisar com firmeza:

— Nosso garoto, você quer dizer, certo?

Enquanto aproveitava o momento com o filho, Natalie deu de ombros e assentiu:

— Que seja.

Sam e Claire, que observavam a cena cômica entre os dois, entreolharam-se em seguida e depois voltaram a se concentrar na encantadora filha. A mãe sorriu para ela, enquanto o pai fez menção de pegá-la de volta enquanto pedia permissão:

— Eu posso?

Para surpresa de Sam, Claire envolveu a filha com mais posse, desviou dele e desconversou:

— Daqui a pouco.

Ansioso, o caçador fez a mesma pergunta nos minutos seguintes. E em algum momento, Claire lhe entregou a filha, mantendo-se próxima dos dois, é claro.

Ao contrário de Natalie, que simplesmente pegou Henry para si, para desespero de Dean. Ele teve que trapacear, distraindo-a com um beijo roubado, para conseguir reaver o filho.

Apesar do momento feliz e quase surreal que estavam vivendo, os casais sabiam que nada daquilo se tornaria realidade caso eles não encontrassem os anjos caídos o mais rápido possível e os mandassem de volta para o Inferno. Aquilo era um momento de paz, mas no meio de uma guerra e que não mudava o fato de que tinham trabalho a fazer. Não qualquer trabalho, mas o deles. O trabalho que ninguém em sã consciência queria e que poucos sabiam que existia.

Embora fosse tentador continuar ali com os filhos, o negócio da família os aguardava lá fora. A hora de salvar pessoas e caçar coisas estava cada vez mais próxima. Era inevitável e iminente.

Notas finais
E aí? Gostaram? Apesar de curtinho, gostei muito de escrever essa cena. Só que os papis são muito inocentes em pensarem que vão conseguir manter o sobrenatural longe da prole, né? Quem leu O caso do Slender Man sabe bem disso. Anyway, o que vale é a intenção. Sobre o próximo capítulo, ele já está prontinho, mas vou dar uma última revisada e esperar alguns dias para postar. Assim dá tempo de quem acompanha ler este aqui. Beijos de luz e não esqueçam... reviews? PS: Para quem sentiu falta de Miastiel neste capítulo, tenho um presentinho. Uma songfic (mais uma, né?) que escrevi sobre os dois porque sim: https://fanfiction.com.br/historia/709653/Eternal_Flame/