Entre Canários e Corujas

16 Brilho estranho pt. 2


Quando nos aproximamos, o brilho dourado revelou-se não de ouro, mas de um campo coberto por líquens e flores que reluziam sob a lua. Koda, curioso, avançou e farejou algo entre as pedras: restos de acampamento, velhas tochas e ossos. O cheiro forte de gordura antiga pairava no ar, parecia redanho queimado, talvez usado em ritual. Nessa murmurou algo em élfico sobre caçadores antigos. Percebi que aquele lugar não era o dourado que procurava, mas aviso. As árvores rangiam, e o vento sussurrava. Pelo menos Koda brincou no campo. Seguimos em silêncio, certos de que a jornada apenas começava.