A Lamina Serafim de Jace lançava um brilho pálido na parede de tijolos do beco. Ele checou o sensor mais uma vez, tinha algo de muito estranho na presença demoníaca, não havia nenhuma evidencia da existência de algum demônio ali mas mesmo assim o sensor apitava. Alec e Isabelle seguiam atrás com armas em punho.

O barulho de passos apressados fez com que eles se escondessem atrás de um contêiner próximo. Os passos ficaram mais altos e das sombras surgiu um garoto. A camiseta laranja estava rasgada e manchada de sangue, seus cabelos claros refletiam a luz prateada da lua. Então um uivo selvagem se sobressai ao barulho do trafego e uma enorme forma negra avançou no garoto laçando-o no chão. Um cano de esgoto estourado rompeu do asfalto e acertou o monstro fazendo-o sair de cima do garoto, a forma se tornou mais visível, era um cachorro do tamanho de um carro, de pelagem negra e olhos vermelhos. O cão infernal franzia os lábios em um rosnado mostrando as presas afiadas:

– Temos que ajuda-lo– Isabelle mal tinha terminado de falar e o menino girou o anel que tinha no dedo e ele se expandiu em uma haste de bronze com três pontas: um tridente reluzia agora na mão do garoto:

– Acho que ele se vira sozinho– disse Jace curvando os lábios em um leve sorriso.

O garoto avançou em direção ao animal que tentou acerta-lo com as garras, mas o menino foi mais rápido, ele usou o cabo do tridente para dar impulso e saltou sobre o monstro aterrissando do outro lado. A criatura urrou de raiva e avançou mais uma vez, o menino atacou com o tridente, cravando a arma no flanco do animal fazendo-o cair no chão em agonia, o menino parou perto de onde o monstro agonizava e olhou para a criatura com seus olhos verdes escuros levantou o tridente e deu o golpe final, assim que as laminas cortaram a carne o animal se desfez em uma nuvem de pó negro que foi espalhado pelo vento:

– Nada mal– disse Jace saindo com naturalidade de traz do contêiner.

O tridente brilhou e se retraio de volta a forma de um anel:

– Obrigado– disse o menino arrumando a roupa– Mas o que você viu foi só um cachorro de rua que me atacou e eu me defendi com um graveto– disse o menino e estalou os dedos lançando uma leve rajada de vento no ambiente.

– Não somos burros– disse Alec irritado– nós vimos você lutando contra aquele cão infernal.

– O que são vocês?– ele perguntou o menino analisando os estranhos de cima a baixo.

– Nós fazemos as perguntas por aqui– disse Alec levando a mão arco nas suas costas.

– Vejo que você fez novos amigo irmãozinho– um gigante de pele vermelha tatuada com ondas do mar tinha surgido na entrada do beco – e parece que você não gostou do cachorrinho que minha mãe mandou pra você.

O garoto voltou a empunhar o tridente:

– Agora não estou entendendo mais nada– disse Isabelle desenrolando o chicote– Quem é você?

– Que falta de educação a minha– disse o gigante sorrindo exibindo seus dentes também tatuados com ondas– Meu nome é Anteu e eu vou matar todos vocês.

Alec disparou assim que o gigante terminou de falar. A flecha atingiu o braço do gigante que riu e a arrancou, areia começou a jorrar da feria que logo cicatrizou. Izabelle atacou com seu chicote logo em seguida fazendo um corte profundo na coxa do gigante que mais uma vez se curou:

– Como vamos derrotar esse cara?– perguntou Isabelle

– Ele é filho da Terra, vai continuar se curando se estiver em contato com ela– o garoto respondeu– temos que separa-lo dela.

– A Mãe Terra me trousse de volta a vida- rugiu o gigante– ela tem planos maiores para nosso querido irmão o que me proíbe de me vingar dele por ter me matado, mas ainda bem que encontrei outro para substitui-lo.

– Então garoto- disse Jace– algum plano?

– O distraia, eu vou dar um jeito de mantê-lo longe do chão, quando eu der o sinal mate-o – disse o garoto.

Jace assentiu e disparou para ajudar seus irmãos. Isabelle desferia golpes nas pernas do gigante, tendo o chicote em uma mão e uma adaga em outra, enquanto Alec mirava o rosto do gigante com o arco:

– Então qual é o plano?– Perguntou Alec se aproximando do parabatai.

– Distrai-lo – respondeu.

Jace olhou em volta procurando o garoto e o encontrou subindo a escada de incêndio do prédio ao lado que era mais alto que o gigante. Isabelle gritou, Anteu a tinha agarrado e a lançaram em direção aos dois derrubando-os no chão com Isabelle em cima deles:

– Anteu– Gritou o menino já no alto do edifício– Sua briga é comigo... irmão.

O Gigante urrou e começou a escalar o prédio atrás do irmão:

– Você não tem para onde correr irmãozinho.

Ai o encanamento do prédio brotou para fora da parede segurando o gigante como se estivessem vivos, foi ai que Jace percebeu que o garoto estava abaixado no alto do prédio com olhos fechados em concentração:

– Pelo Anjo- disse Isabelle– O que é esse menino?

Enquanto eles perceberam chocados que o garoto que estava provocando isso, seus olhos se abriram e ele gritou:

– Agora!!!!!

Então Jace pegou o arco da mão de Alec e usou sua lamina Serafim como flecha acertando a cabeça do gigante que urrou enquanto areia escorria de onde a lamina havia se alojado em seu crânio o menino pulou de onde estava, o tridente cortou a pele vermelha do gigante a medida que o menino caia. Então o Gigante explodiu em uma nuvem de areia.

O garoto veio correndo em direção aos Caçadores, o tridente voltando a forma de anel. Jace agora tinha tempo para analisa-lo, ele tinha cabelos claros e olhos verde- escuro como alga marinha, uma tira de couro com 3 contas estava sobre a camiseta laranja rasgada que possuía alguma coisa escrita em letras pretas “ A... me... gue” era o que sobrara da frase:

– é melhor sairmos daqui- disse ele ofegante ajuntando uma mochila azul que Jace não tinha percebido antes– Ele vai se reconstruir em pouco tempo.

– Espera – Disse Alec – Você não possui nenhuma Marca, e aparentemente você não é um membro do submundo, então o que você é ?

Antes que pudesse responder o menino desabou no chão.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.