Entre Anjos & Demônios
1 Colisão - 1° Capítulo
Minhas pegadas estavam marcando a neve enquanto eu me afastava da loja de doces voltando para o orfanato. Estava vestindo uma camisa de manga longa apertada, Um moletom preto doado pelo orfanato — como sempre eles doam -, Uma calça larga jeans e um sapato simples quase rasgado. A neve estava caindo calmamente do céu, seus flocos estavam se prendendo ao meu cabelo enrolado com pequenos cachinhos. Havia chegado ao orfanato onde na entrada estava o porteiro de pé todo agasalhado em suas roupas, mas o que tinha de estranho nele era que nunca usava uma arma como a maioria dos porteiros usam, ele sempre usava uma espécie de graveto preto. . . Vai saber.
– Oi Senhor Brody. — acenei enquanto entrava no orfanato.Eis eu aqui novamente pensei como eu queria me ver livre desse lugar! Qualquer oportunidade. . . Mas nenhuma parece. Sou inútil.As outras crianças e adolescentes estavam conversando entre si, uma coisa que chamamos de "Grupos sociais" ou, melhor "Panelinhas", Eu preferia ficar sozinho ao conhecer alguém, Acreditar naquela pessoa, e ela me decepcionar como sempre."Todos do orfanato vão até a cantina." a voz saiu dos altos falantes que eram presos na parede por entre os corredores, quartos, etc.
Caminhando pelo corredor vendo todas as crianças correrem que nem desesperadas em direção à cantina acho que elas pensam que vão dar algum prêmio para pobres crianças esquecidas como nós. Todos estavam lá, Eu estava atrás de um pilar preto da janela que nunca se abrirá desde que cheguei aqui, quando todos estavam calmos de frente para um pequeno palco onde era anunciado pequenos avisos entrou um homem vestido com roupas de esporte-fino misturado com roupas sociais, porém a única coisa que não mudava em sua roupa era a cor, Era toda branca.
– Olá crianças órfãs, Sou o Sacerdote Edgar vindo do vaticano. Como todos sabem, na ultima semana teve um caso que foi a boca do povo: O Caso da família Possessiva. Esse assunto era pra ficar apenas entre o vaticano, mas infelizmente foi afora. Devido a esses ocorridos estamos tendo alguns problema- ele se interrompeu rapidamente e seus olhos se arregalaram como se fosse contar um segredo que ninguém poderia ouvir, e caso ouvisse teria que morrer. — Bom, vamos direto ao assunto: O vaticano está recrutando jovens aprendizes que depois de muito treinamento se tornarammestres de alguma perícia. Estas perícias são variadas então não foi citar todas! Então, quem se oferece? — as palavras dele se pararam no ar e se seguiu um silêncio, até que na minha cabeça veio várias duvidas, resolvi bota-las para fora. Sai de trás do pilar e andei entre as crianças sentadas e em pé em direção ao sacerdote, todos os olhares estavam voltados para mim, pude ouvir a cantina se encher de vozes em sussurros altos.
– Me diga, porque sacerdotes experientes querem recrutar justamente crianças de 15 anos, 12, 11? — as vozes se fecharam na cantina e a atenção foi voltada, e o silêncio, absoluto.
– Pois sabemos que jovens são mais inteligentes, resistentes. Principalmente vocês, órfãos, que tem ódio dentro de si por terem sido abandonados pelos seus pais. Podemos transformar esse ódio em alguma coisa pra que lutar. Mais alguma pergunta meu caro? — Parece que ele conseguiu cutucar a minha ferida.
– Sim! — minha voz saiu em tom alto e bravo — Tenho certeza que não é só por causa da morte daquela família que foi possuída que vocês estão recrutando-nos! Fale o verdadeiro motivo pisca-pisca de uma cor só! — gritei com a testa franzida de raiva.
– Se quer descobrir, Venha conosco. — ele estendeu a mão para me puxar para o palco, Meu rosto voltou ao normal, Meu corpo se mexeu sozinho quando eu vi já estava em cima do palco atrás do sacerdote de cabeça baixa, Eu iria descobrir o que fosse preciso, Mas parte de mim é só porque eu queria ir embora desse lugar, Desse inferno interno.
Apenas eu tinha ido como voluntário daquele orfanato, Eu me vi em um carro de luxo com outras três crianças que tinha quase com certeza minha idade. Uma menina de cabelo colorido que tinha as pontas roxas, a metade lilás claro e na cabeça um roxo escuro, ela era morena, não muito alta — mas não dava pra ver direito, pois estavam todos sentados -, suas roupas eram simples iguais as minhas. A outra era outra menina que tinha cabelos curtos, eram da coloração marrom e pontas loiras claro, era parda, meio gordinha — mas aquelas gordinhas bonitas -, Estava vestindo roupas melhores: Casaco de couro preto, uma camisa de dentro escrito "Blood" em letra vermelha com uma fonte de sangue, Calça colada e um sapato bonito. O outro era um menino de cabelos rebelde, tinha um rosto vermelho, mas era branco. Dava pra ver que tinha um corpo em forma, pois músculos estavam visíveis em seu braço, Notava-se que era alto, seus olhos eram castanhos escuros.
– Melhor vocês se conhecerem, Vão passar bastante tempo junto. — falou Edgar.
– Sou Barry, Tenho 15 anos. Pronto estou apresentado. — falei enquanto abaixei a cabeça olhando para as minhas mãos que estavam começando a suar.
– Meu nome e Megan, Tenho 16 anos. Prazer Barry! — a menina de cabelo colorido se manifestou, fiquei aliviado por não ficar no vácuo. Olhei pra ela e sorri fazendo ela sorri de volta.
– Sou Clary, Tenho 15 anos também. Prazer em conhecê-los Megan e Barry. — falou a menina de cabelo curto, agora só faltava o menino de rosto vermelho, mas pelo silêncio que se fez pelos três minutos seguinte deduzi que ele não queria falar, Mas vou fazer um tentativa.
– Ei! Você! Cara do rosto vermelho! Se apresente por educação. — todos olharam pra ele.
– Eu não quero ser educado. — ele falou, mas não eram as palavras que esperava.
– Idiota. — megan sussurrou revirando o olho.
– Falou a garota desmiolada. — comentou o garoto com um sorriso sarcástico seguido de uma risada.
– E-Ei! Quem você pen- o carro parou violentamente jogando todos do meu lado do banco pra cima do lado do banco em que estavam as pessoas que eu acabará de conhecer, Pro meu azar eu cai em cima do carinha irritante. Meu rosto se encosto com o rosto vermelho dele, senti a pele dele...Era quente.
– De-desculpa. — quando voltei ao meu lugar senti que estava mais vermelho que ele.
– Na-Nada. — ele abaixou a cabeça, percebi que ele estava mais vermelho que o normal.
– Chegamos galerinha, Vocês ficaram nesse colégio que é basicamente um internato até se formarem em alguma perícia. Bom tenham boas aulas crianças. — Ele mordeu o dedo e puxou de volta, havia sangue ali. Começou a deslizar na porta do carro formando um símbolo anormal e de repente este brilhou, o vidro do carro se iluminou como se um trem estivesse vindo em direção da gente, mas ela se apagou. Ao abrir a porta estávamos de frente a uma entrada de um "colégio interno", era enorme. Todos saíram do carro com suas coisas.
– Hoje, nossas vidas mudam... — falei
– ... Pra sempre. — completou o menino.
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