Entre Amor e Ódio
3 Capitulo 2-Tragédias e mais Tragédias
Naquele mesmo ano, Ricardo conseguiu pagar um metade das dividas das promissórias, mas ainda estava com problemas na empresa.
Faltava três meses para dezembro, e desde de agosto Ricardo havia notado vários furos na finança da empresa.
—Não sei o que está acontecendo alguém está desviando dinheiro da empresa. -Comentou ele com Garry.
—Você já tentou investigar?
—Sim mas não deu em nada, acho que tenho um traidor na minha empresa.
—Já pensou em questionar a senhorita Bennetti?
—Você acha que eu não pensei, em até coloca-la contra parede, se continuar assim terei que vender minhas ações.
A situação estava cada vez mais complicada.
Ainda estava em seu escritório, quando Srta.Bennetti entrou:
—Até tarde querido?
—Sim, mas estou de saída.
—Podemos tomar alguma coisa e conversar. -Ela foi se aproximando.
—Não você sabe que não posso.
—Ouvi por ai que alguém está desviando dinheiro da empresa?
—Sim eu não sei como, e pior que a situação está cada vez mais complicada.
—Você sabe que eu posso te ajudar com isso é só me dizer de quanto precisa, ou se preferir passar a presidência pra mim as coisas podem mudar.
—Preciso ir pra casa, está tarde já.- Ricardo pegou suas coisas e saiu da sala.
Dois Meses Depois...
Era 23 de dezembro, e nevava lá fora.
—Pai o que vou ganhar de natal esse ano?
—Vai ter que esperar mais um pouco.
—Vamos subir, está na hora de uma garotinha dormir.
—Ah mamãe só mais um pouquinho, está tão bom ficar aqui, ainda mais que minha cama deve estar gelada.
—Não mocinha, logo vai esquentar, vamos da boa noite ao seu pai.
—Boa noite papai.
—Boa noite minha boneca.
Bia adorava ficar sentada em frente a lareira com os pais ainda mais em época de natal.
Helena subiu com a filha e a colocou para deitar e esperou até ela dormir e desceu.
—Nossa menina já dormiu.
—Tenho que te contar uma coisa querida, mas não quero que você fique preocupada.
—Você já está me preocupando.
—Estou tendo alguns problemas na empresa, alguém está desviando dinheiro a meses.
—Mas já tentou descobrir quem esta desviando?
—Não já tentei mas não deu a lugar nenhum.
—Só não quero que a qualquer momento você fique sabendo por outras pessoas ou pela imprensa, mas eu prometo que logo tudo vai se resolver. -Ele segurou na mão de sua esposa e lhe deu um beijo na testa.
—Você sabe que se precisarmos meu pai prometeu ajudar.
—Sim querida, eu sei.
—Vamos nos deitar, esta tarde e amanhã vamos fazer compras com a Bia.
No dia seguinte logo depois do café da manhã, os três foram ao shopping fazer compras, depois voltaram para casa.
—Vamos passar o natal com meus avós?-Perguntou a sua mãe.
—Sim querida e amanhã saímos bem cedo para pegarmos a estrada.
—Eu fiz um pedido para o Papai Noel lá no shopping, mas é segredo, ele disse que talvez ele não vai poder me dar, mas eu disse que tudo bem.
—Tem certeza que não vai me contar o que é?
—Não mamãe é segredo meu e do papai noel.
—Mas se ele não atender ao seu pedido, quem sabe eu possa.
—Quero desenhar. -A garota pegou na gaveta da cômoda seu caderno e seus lápis.
Passaram o Natal, com os pais de Helena em uma cidade próxima e retornaram no dia anterior.
—Tenho uma coisinha pra te dar filha vem cá.
Helena entregou uma caixinha pequena a filha e la estava um colar com um pingente de coração.
—Porque não abre?-Disse Ricardo
Ao abrir viu que tinha uma foto dela com seus pais.
—É muito lindo.
—É pra você carregar com você e lembrar que sempre seremos sua família e que você sempre será nossa pequena Bia.
—Independente do que aconteça, saiba que sempre eu vou amar você e será sempre minha princesa, vocês duas são a coisa mais importante que eu tenho.
—Também amo muito vocês. -Disse Helena.
Era dia 30 de dezembro.
Era final de tarde Ricardo estava no seu escritório ainda, quando srta.Bennetti entrou:
—O que você quer aqui, eu não disse para não nos vermos mais.
—Preciso que você assine esse documento e já estou de saída.
—Sobre o que se trata esse documento?
—Só assina é sobre a compra de uns matérias para o escritório, nada demais.
Ricardo assinou e logo foi pra casa.
Passaram o ano novo em casa e logo no primeiro dia estavam na sala de Tv,conversando e brincando com Bia, quando a capainha tocou,a empregada atendeu:
—Bom dia, o que deseja senhora?
—Senhorita Bennetti, trabalho para o senhor Ricardo ele está?
—Sim entre vou chama-lo.
A empregada foi até onde o senhor estava:
—Tem uma moça na sala de entrada,ela disse que trabalha para o senhor.
—Obrigado eu já vou atende-lá.
—Quem é querido?
—Srta,Bennetti ela é a sócia da empresa, fica aqui com Bia eu já volto...
Ricardo fechou a porta da sala e foi até a entrada.
—O que faz aqui, eu não pedi pra não ser incomodado ?
—Ah me desculpe eu só vim pra trazer isso a você e já que é ano novo achei que poderia finalmente conhecer sua esposa e filha.-Ela lhe entregou uma garrafa de vinho.
—Melhor você ir embora, não tem nada a fazer aqui.
—Papai quem é essa moça?-Bia apareceu atras de seu pai.
—Bia eu disse que era pra ficar com sua mãe.
—Oi Bia que bom conhecer você, seu pai me conta muito sobre você.-A mulher se aproximou da garota.
—Bia,desculpa querido sabe como nossa pequena é curiosa.-Helena venho atras dela.-Olá senhorita como vai?
—Eu estou ótima e a senhora?
—Muito bem.
—Trouxe um presente, é só passei para desejar um feliz ano novo e conhecer a Bia de quem ouço falar tanto.-Disse ela com um sorriso sarcástico.
—Obrigada querida, muito gentil da sua parte.
—Já vou indo,até mais.
Ricardo acompanhou ela até a saída e fechou a porta:
—O que pensa que está fazendo, eu não disse pra nunca vir até minha casa.
—Sua esposa e filha são tão adoráveis,pena não saberem do verdadeiro homem que tem em casa.-disse ela sarcástica.
—Vai embora e não venha até minha casa nunca mais.-Ricardo estava bravo.
—Hoje passa Ricardo, mas ainda vai ter seu castigo, por me rejeitar.-Ela disse e foi embora.
Ricardo voltou para dentro ele estava um pouco encomodado mas tentou não demonstrar para esposa.
—Gostei dela, me pareceu uma boa pessoa.-Disse Helena.
Ela não era boa pessoa e Ricardo sabia disso.
Por quinze dias ele ficou ausente do escritório para ficar com Helena e Bia.
Na noite anterior antes de voltar no dia seguinte para o escritório ele estava em casa no seu escritório quando recebeu um telefonema de seu advogado;
Eles conversaram por um bom tempo, algo havia acontecido e dali em diante ele sabia que tudo tinha acontecido.
—Não entendo Garry como isso aconteceu, como vou contar a Helena sobre isso,e o que terá Bia para o futuro dela.
—Sinto muito meu amigo mas não tem nada que possamos fazer, amanhã depois do almoço eu vou até ai para conversarmos e rever a papelada.
Já era tarde da noite e Ricardo foi até o quarto da filha desejar boa noite e a esposa que já estava deitada, e voltou para o escritório, encheu o copo com um pouco de bebida com álcool sempre ajudava a esquecer os problemas.
Estava um tanto distraído que não viu a porta/janela abrir e aquela mulher entrou:
—O que esta fazendo aqui, não disse pra não retornar mais?
—Bebendo para esquecer os problemas querido,mas pelo visto você já sabe que perdeu tudo eu avisou não?-Ela se aproximou dele
—Você me enganou quando pediu para assinar aquele documento,porque fez isso eu iria quitar a divida com você e então nunca mais você iria pisar naquela empresa e na minha vida.
—Pra que o desespero você pode continuar a trabalhar na empresa ou se casar comigo não perderia nada.-Ela começou a acariciar ele.
—Você sabe que não eu amo minha mulher e minha filha jamais deixaria elas.
—Não vou desistir de você se não for meu não vai ser de ninguém.
—Pela ultima vez senão sair vou te tirar você a força daqui.
—Porque não experimentou o vinho que eu trouxe querido?-Ela foi até a prateleira onde ele guardava suas bebidas e o pegou e abriu.
—Poderia pegar um copo pra mim querido?
—Melhor você ir embora agora.-Ele foi até ela e a pegou pelo braço.
—Se me trazer um copo de água eu prometo ir embora.
—Não saia daqui eu já volto.
Quando Ricardo saiu, ela colocou a garrafa em cima da escrivaninha e pegou algo da sua bolsa e fez o que tinha que fazer antes que ele voltasse.
—Ah ricardo eu falava serio quando disse que se não fosse meu não seria de mais ninguém...-Disse a si mesma.
—Aqui está, beba e vá embora.-Ele lhe entregou o copo, ela bebeu a água e lhe entregou o copo mas antes de ir lhe roubou um beijo.
—Adeus querido!
Ricardo trancou a porta quando ela saiu e sentou na sua cadeira novamente olhou aquele vinho aberto em cima da mesa e pegou para bebe-lo,bebeu um gole depois outro, ele pegou um porta retrato com sua esposa e filha que estava na mesa,ele passou o indicador sobre o rosto delas,até começar a se sufocar não conseguia respirar sua cabeça começou a girar, ele levantou e tentou ir até a porta e gritar por socorro mas era tarde demais...
Na manhã seguinte...
Helena acordou cedo e olhou para o lado, mas o marido não estava e o seu lado estava do mesmo jeito ele não havia dormido no quarto, vestiu seu robe e desceu ate o andar debaixo:
—Querido onde está?
Foi até a sala e a cozinha ele não estava,devia estar no escritório foi até.
Mas ao abrir a porta deixou um grito sair:
—Ricardo, querido o que aconteceu.-Ela foi até o marido caído no chão.
Chamou pela empregada que venho rapidamente:
—O que foi senhora aconteceu alguma coisa?
—Ai meu deus senhor mas oque houve?-A empregada estava paralisada.
—Chama uma ambulância,rápido.
—Não tem nada a fazer senhora, ele está morto sinto muito.-Disse a empregada ao ver que o patrão estava gelado e estava com a algo que havia escorrido de sua boca, seu patrão havia sido envenenado.
—Não meu deus porque isso aconteceu, meu amor não me deixa.-Helena estava desesperada e balançava o corpo do marido.
A empregada chamou uma ambulância e também ligou para o advogado da família.
Pouco depois a ambulância e a policia chegaram a mansão.
Bia acordou com barulhos que vinham do andar debaixo,a garota desceu correndo e ao descer a escada começou a chamar pela mãe, mas não a encontrou, então desceu e foi até o escritório do pai onde tudo aconteceu:
—Papai,papai porque vocês estão levando meu pai.-Ela começou a chorar.
—Bia filha vem cá.-Helena estava sentada na cadeira atras da mesa.
—Mamãe o que aconteceu com papai porque eles estão colocando ele naquele negocio,mamãe não entendo.
—Filha seu pai ele,nos deixou.-Helena já havia chorado muito e não se conteve.
—Não eu quero meu pai,ele não pode me deixar ele prometeu nunca ir embora.-A garota gritou.
—Bia querida,sinto muito mas papai morreu.
—Não você esta mentindo ele não morreu.-Ela gritava e começou a dar tapas na mãe.
—Filha Bia eu também não queria mas não mentiria pra você sobre uma coisa verdadeira.
—Não eu quero meu pai ele não morreu...-A garota saiu correndo e foi até o portão onde a ambulância já dava partida para sair .
—Pai por favor não vai, não me deixe.-Ela soluçava.
—Bia sinto muito pelo seu pai, vamos entrar? -Garry parou ao lado da garota.
—Não, não eu quero meu pai.-Ela gritava
—Vem cá, vamos com sua mãe.-Ele a pegou no colo e a levou para dentro.
Helena estava sentada no sofá amparada pela empregada e quando viu a filha entrar foi até ela mas a garota não queria saber da mãe, estava chateada.
Ficou no colo de seu tio Garry por uns segundo ela chorava e chamava pelo pai.
—Helena temos que conversar ?
—Sim, Bia vai para seu quarto com a Lucia mamãe vai conversar e logo vai com você.
Foram até o escritório:
-Não é o momento mais apropriado para você ficar sabendo de algumas coisas, só você precisa ficar sabendo que algum tempo o Ricardo estava tento alguns problemas financeiros e principalmente com a empresa,ele havia emprestado um quantia em dinheiro e tinha algumas promissórias, mas ele havia conseguido quita-las, mas ainda sim a maior parte das ações dele passou para a socia dele.
—Ele havia comentado alguma coisa a uns dias atras mas disse que não era pra mim se preocupar.
—E todos os imoveis que ele ainda tinha inclusive a casa passaram para ela,sinto muito Helena te contar isso.
—Mas ainda sim não vejo motivo para meu marido morreu dessa maneira.
—Tudo indica que foi envenenamento e estava na bebida.
—Mas quem faria isso,eu jamais iria matar meu marido e quanto a empregada e o resto são da nossa confiança já trabalham a anos nessa casa.
—Eu sei que você não faria isso, vocês se amavam tanto e o resto também, mas...
—Você sabe de algo a mais que eu não sei Garry?
—Se eu te contar o que demais eu sei, não quero te deixar ainda mais pior do que esta.
—Alguns dias atras,esteve aqui uma mulher ela trabalha na empresa ela trouxe uma garrafa de vinho,achei ela muito simpática mas Ricardo estava estranho com a presença dela,será que ela tem alguma coisa com isso.
—Essa mulher é perigosa capaz de tudo por dinheiro e tem outra coisa que você tem que saber,Ricardo teve um caso com ela.
—Como isso?
—Foi uma coisa passageira,mas Ricardo amava muito você a ponto de rejeitar ela,mas ela vivia atras dele.
—Porque ele nunca me falou sobre isso,porque sempre contávamos tudo um ao outro independente do que fosse.
—Eu sei que é difícil para você saber de tudo isso, de uma vez só,mas eu vou fazer de tudo pra voce não ficar sem nada.
—Como o Ricardo foi perder tudo isso de repente?
—Ele assinou um documento sem ler,eu fiquei a par disso ontem,no momento não sei como resolver isso,mas eu prometo que você e a Bia não vão ficar desamparadas.
Na manhã seguinte foi o enterro de Ricardo, depois Helena voltou para casa com a filha e o advogado.
Bia estava calada que não havia falado nada desde o dia do acontecimento com a mãe e com ninguém.
—Como ela está?
—Não sei ela não fala comigo desde ontem,só chora.
Mais tarde helena estava na sala com a filha mas a garota estava deitada no sofá agarrada com a boneca que ganhara do pai de natal.
—Filha você precisa comer.
A garota não respondeu.
—Lucia você fica com ela um pouco,preciso tomar um banho e arrumar as malas,vou passar uns dias na casa dos meus pais.
—Claro senhora.
—Não deixa ninguém entrar,sem minha permissão em casa.
—Tudo bem senhora.
Bia estava ainda no sofá deitada,depois foi ate a sala tocar o piano.
Mas a garota estava errando as notas e chorava, ela debruçou sobre o piano e pós a chorar.
A campainha tocou e a empregada atendeu.
—Olá senhorita.
—Bia esta?
—A menina sim,mas não posso deixa-lá entrar tenho ordens.
—Ordens, em breve essa casa será minha e então a mim que você terá que obedecer.
—Como assim?
—Onde está Helena?
—A patroa esta lá em cima, ei senhorita não pode entrar.
—Poderia me trazer uma água por favor.-Disse ela indo até a sala de estar.
—Claro, mas antes devo chamar a patroa.
Lucia foi até a cima e chamou pela patroa que estava no quarto chorando.
—Desculpa senhora, mas tem uma mulher lá em baixo ela quer ver a senhora.
—Não disse que não era pra deixar ninguém entrar.
—Me desculpa, mas ela entrou sem eu deixar.
Helena desceu depressa as escadas e quando chegou até a sala e viu quem era.
—Sua vadia.-Ela deu uma bofetada na cara da mulher. -Como ouça vir na minha casa depois de tudo que você fez com minha família.
—Essa bofetada vai lhe custar muito ou melhor já está custando.-Bennetti passou a mão no rosto onde havia ganhado a bofetada.
—Vai embora da minha casa agora.-Ela pegou no braço da mulher e a levou até a porta.
—Eu vou mas antes vou te entregar uma ordem de despejo, você e sua filha tem três dias para desocupar a casa com suas tralhas para nova moradora.-Ela entregou um envelope com um documento e foi embora.
Helena ficou sem saber o que fazer,mas foi até a sala e sentou com o envelope na mão.
—Lucia cade a Bia?
—Estava tocando o piano até agora.
Ela foi até a filha e a encontrou debruçada sobre o piano.
—Bia você dormiu filha.-Ela pegou a menina que estava adormecida e a segurou nos braços.
—O que eu vou fazer agora?
Mais tarde...
—Aquela mulher esteve aqui e me trouxe uma ordem de despejo.-Helena entregou o envelope ao advogado.
—Eu também recebi um do advogado dela,sinto muito Helena não tem nada que eu possa fazer, o documento que o Ricardo assinou era totalmente legal.
—O que eu vou fazer pra sobreviver, não tenho tido tantas aulas particulares mais, mas vou ficar um tempo com meus pais até eu conseguir alguma coisa.
—Pode ficar um tempo lá em casa até voce conseguir alguma coisa, Mariah até pediu pra te dizer que o que precisar pode contar com ele e comigo.
—Agradeço, mas é melhor eu ir para casa dos meus pais,mas tenho que te pedir uma coisa sera que você poderia ficar com o piano na sua casa, por um tempo você sabe como ele é importante pra mim e pra Bia.
—Claro eu posso guardar pra você.
—Amanhã cedo eu chamo alguém pra leva-lo para sua casa.
—E a Bia?
—Esta dormindo acho que ela vai longe não te dormido direito nem eu, acho que ela nunca vai superar essa perda e pior que ela não fala nem comigo direito mais acho que é só um bloqueio por causa do que tem acontecido.
A noite Helena arrumava as coisas que levaria enquanto Bia dormia.
Dois dias depois...
Logo pela manhã a campainha tocou:
—A senhora Fernandez se encontra?-Perguntou o Policial.
—Sim eu vou chama-la.
—Não precisa já estou aqui.-Ela surgiu atras da empregada.
—Tenho uma ordem judicial para revistar sua casa, recebemos uma denuncia de algo que possa ter uma ligação com a morte do seu marido.
—Pode entrar eu não tenho nada a esconder.
Com o policial estavam mais três policiais.
Eles começaram a revistar a casa.
—Mãe!-Bia desceu as escadas correndo.
—Filha vem cá.
—Oque eles estão fazendo?
—Nada filha só vamos esperar eles irem embora.-As duas sentaram na sala, até que:
—Senhora encontramos isso nas suas coisas e temos que levar a senhora para delegacia.-Disse um dos policiais com um frasco na mão.
—Mas isso não é meu, eu não sei como isso apareceu eu jamais....ai meu deus aquela maluca deve ter colocado nas minhas coisas.-Helena estava apavorada.
—Sinto muito senhora mas é preciso, se a senhora provar sua inocência estará livre desse crime.
Um dos policias algemou Helena.
—Mãe, onde vão levar minha mãe.
—Mamãe já volta filha, Lucia liga para o Garry e diz a ele onde me encontrar.-Helena disse antes de ser levada.
Na delegacia as coisas não estavam muito fácil para Helena,já que o frasco do veneno foi encontrado nas coisas dela.
—Isso só pode ser armação daquela mulher.-Disse Helena ao seu advogado.-Ai meu Deus porque isso esta acontecendo tudo em uma vez só, coitada da Bia já esta sofrendo demais e agora se eu não provar minha inocência o que vai ser dela.
—Amanhã será seu julgamento se sua inocência foi provada estará livre, caso contrario terá que enfrentar e a Bia será mandada para um reformatório.
Dia seguinte, no julgamento Helena foi ouvida mas não tinha como provar sua inocência já que a prova do crime foi encontrada nas suas coisa e tinha seu DNA e tinha mais provas porque seu marido estava traindo ela e ela quis vingar-se e tinha testemunhas.
—Declaro a réu culpada do assassinato de seu falecido marido e cumprira a pena de 15 anos.
—Não, não,posso pelo menos me despedir da minha filha?
—A senhora tem alguns minutos.
Helena se aproximou da filha e abraçou tão apertado que quase a deixou sem ar.
—Minha menina,isso tudo vai ficar bem.
—Mãe porque vão levar você também,você matou mesmo o papai?
—Não claro que não,eu amava seu pai e jamais iria fazer isso, mas precisa confiar em mim você acredita que a mamãe não fez isso?
—Sim mamãe eu acredito, foi aquela moça né?-Ela cochichou no ouvido da mãe.
—Não sei filha não tem nada que possa provar,mas a mamãe tem que ir e me prometa que vai se comportar e vai ser uma boa menina,tio Garry vai te visitar e seus avós também,só vamos ficar separadas por um tempo mas a mamãe te ama muito ok?
—Também te amo mamãe.
—Bia mamãe promete que logo estaremos juntas.-Ela beijou a filha e lhe deu um ultimo abraço.
E foi levada pelos policiais.
Bia foi levada por uma assistente social para o internato onde ficaria.
***
(Sobre a mãe da Bia irei contar o que aconteceu mais pra frente)
Fale com o autor