Entre A Patricinha E A Funkeira
12 Namora comigo?
Notas iniciais
Como se tudo estivesse contra mim eu fiquei com uma coçeira terrível no meu seio esquerdo, no tanto que ele se machucou, depois eu não sei o que aconteceu, mais eu machuquei o meu braço esquerdo superficialmente. Eu coloquei um curativo nos dois até ai tudo bem... Uns dois dias depois eu fico resfriada e com o meu braço coçando, ontem eu tirei o band aid e o que aconteceu? Meu braço estava cheio de bolinhas é pessoas eu peguei alergia de band aid! Tem como ficar pior? Na realidade tem sim, eu não estou dormindo direito por que eu não consigo respirar, minha garganta doí de vez em quando, ficou rouca e quase com febre, então por favor pessoal tenha paciência comigo, e não isso não é uma desculpa realmente aconteceu.
Lia pov
Era umas três horas da tarde quando finalmente levantamos, o turno da Fatinha hoje era quatro horas.
Assim que tentei levantar senti braços me impedindo de o fazer, olhei para o lado e vi a Fatinha, talvez agora eu posso chama-la de minha.
É uma sensação muito boa quando você tem alguém que te ama, não pela aparência e sim pelo que você é. Eu amo a Fatinha assim, é algo que acontece quando menos podemos esperar.
Quando eu tinha uns 12 ou 13 anos eu ficava pensando se eu nunca teria alguém que me amasse, alguém que ficaria do meu lado nos melhores e nos piores momentos. Teve um tempo que eu perdi as esperanças
E aqui estou eu, antigamente eu era louca por meninos ou tentava ser. Quando eu tinha 12 anos, eu ficava imaginando como seria se eu fosse um homem e tivesse uma namorada. Naquela época eu já sabia muito bem o que acontecia entre um homem e uma mulher entre quatro paredes, mas ninguém sabia e eu não podia falar para a Ju, ela era tão inocente.
Se perguntando como eu sei isso? Isso eu soube faz muito tempo, a Tatá tinha um ano e meio, acho, eu estava inquieta e não conseguia dormir. Fui até o quarto do papai e a porta estava meio aberta.
Nesse momento eu vi o que não devia.
Nesse momento foi que tudo ficou mais claro para mim.
Eu tinha 9 a 10 anos, era uma criança! No dia seguinte não consegui nem olhar para a cara dos meus pais tamanha a vergonha.
E aqui estou eu fazendo a mesma coisa que eles fizeram, só que com uma menina.
Fatinha pov
A Lia é tão linda que chega a assustar, as vezes eu tenho medo de um menino — ou menina — a tirar de mim.
Mais ela continuava ali, ninguém apareceu para acabar com o meu sonho e tira-la de mim.
Ela se mexeu um pouco, mais eu a segurei. Tinha medo dela sair e nunca mais voltar.
- Lia? — a chamei mais ela continuava parada — Lia?
- Que? Onde?
- Você estava pensando no que?
- Coisas da minha infância e em você
- Hum bom saber, mais vamos comer alguma coisa? Eu tô faminta
- Eu também, toma banho primeiro
- Ok
Tomei o banho e sai algum tempo depois, encontrei a lia enrolada em uma toalha, logo ela foi pro banheiro.
Fera pov
Eu não acreditei quando eu ouvi aquilo dos meus pais. Digo, eles nem são os meus pais.
Como ela pode?
Por que ela fez isso?
São questões indecifráveis. Acho que agora eu entendi o porque da Lia sentir raiva da Raquel.
Ela a abandonou quando era apenas uma criança.
Ela me abandonou quando eu era um bebê.
Eu não posso simplesmente aceitar isso numa boa, afinal ela me afastou da minha família.
Ela me afastou das minha irmãs.
Quando soube eu saí andando e fui esfriar a cabeça na praia. O engraçado foi que eu nunca percebi que eu e a Lia temos o mesmo gosto por praias.
Orelha pov
Estranho nem a Lia, nem a Fatinha apareceram por aqui hoje. Eu preciso saber mais sobre isso e só tem um jeito de saber. Depois do colégio fui até o hostel e subi até o quarto da Fatinha — não foi difícil despistar o Michel — ouvi uns barulhos lá dentro, parecia... Gemidos e rosnados.
- VAI! MAIS, MAIS — os gemidos altos da Fatinha chamaram a minha atenção, colei mais a orelha na porta e ouvi o que suspeitei
- Só porque pediu assim — a Lia disse baixo
Há um tempo atrás teve um boato de que a Fatinha era virgem, será que a Lia tirou? Outra coisa para investigar.
- O que está fazendo aqui Orelha? — ouvi uma voz ao meu lado
- Querido massafera o que você faz aqui?
- Olha aqui Orelha eu pedi para você ficar longe dela e se eu te encontrar mais uma vez espionando a minha irmã eu acabo com você
Lia pov
Estávamos eu e a Fatinha comendo e conversando no misturama quando o Bruno aparece para tirar a nossa alegria.
- Você é rápida, Lia — disse com deboche e de cara percebi que ele estava bêbado
- Você não estava no meu lugar para saber como eu me senti
- Calma aí marrentinha — esse apelido não!
De repente o Br
uno agarra a Fatinha que tenta desesperadamente se soltar dele.
Virada no samurai dou um chute nas partes íntimas dele que cambaleia para trás
- Deixa ela em paz — digo colocando a Fatinha do meu lado, ela estava com uma cara de nojo
Fatinha pov
Na minha vida toda eu nunca pensei que recusaria um beijo do Bruno, mais o mundo realmente nos surpreende.
Nem tudo é o que parece ser.
Essa frase quase nunca fez sentido para mim, mais quando eu passei a amar a Lia essa frase finalmente fez sentido, pois eu nunca pensei que isso aconteceria.
Aqui estou eu hoje, "namorando" a Lia — ela ainda não me pediu em namoro — é até engraçado pois eu achava esse negócio de mulher com mulher super nojento. Cá estou eu pagando a minha língua.
Já eram onze e quarenta e cinco da noite quando de repente a Lia começa a me acariciar. Primeiro o cabelo e depois foi passando a mão pelo estante do meu corpo de maneira carinhosa e delicada, logo depois ela parou de passar a mão em mim e senti suas mãos me virando.
- Senta aqui — pediu batendo as mãos na perna
Obedeci. Ela aproximou o rosto do meu pescoço e deu uma cheirada seguida de uma chupada. Em seguida trilhou os beijos até minha boca e a beijou.
- Fatinha? — perguntou com o rosto no meu pescoço
- Hum — respondi meio que gemendo
- Posso te pedir uma coisa?
- Qualquer coisa, amor
- Namora comigo? — meu coração foi até a minha boca e voltou
- Repete?
- Namora comigo? — repetiu olhando nos meus olhos
- Claro que sim — quase gritei e ataquei a boca dela rapidamente.
Com certeza esse foi um dos meus melhores dias da minha vida, o primeiro foi quando a Lia me possuiu.
Não tenho dúvidas de que o que eu sinto por ela é verdadeiro e que por mais que nos separem, por mais que eu me machuque esse sentimento continuará parado no lugar, pois é assim que tem que ser. É assim que o destino quis. Espero que o destino não queira nos separar pois isso doí muito.
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