Entorpecida - Finalizada
26 Verdadeira face
Notas iniciais
Pov. Alice
Numa competição ninguém entra pra perder ou ficar em segundo lugar, todos querem ser o primeiro. Isso acontece comigo também. Pode parecer egoísmo meu, mas desde que meu irmão nasceu fiquei pra segundo plano. As atenções eram sempre pra ele, o carinho era sempre dele. Pra mim só restavam às sobras e isso pra mim não era digno da minha pessoa. Eu era uma Cullen e como tal deveria ser a melhor pra tudo e pra todos.
Esse meu tormento começou quando eu tinha quatro anos. Sempre fui mimada admito, mas quando minha mãe e meu pai falaram aquelas quatro palavrinhas foi o meu fim.
Flashback On
–Alice querida vem aqui! A mamãe e o papai tem uma surpresa pra você. – Eu estava no jardim de casa brincando com minhas bonecas quando me chamaram. Fui ate ele correndo na esperança de ser algum presente novo, talvez uma nova boneca pra minha coleção.
–Mamãe! Papai! – corri ao encontro dos dois e quando estava próximo me joguei nos braços de ambos.
–Meu amor temos ao muito bom pra te dizer. – disse papai após nos separa do abraço e alisar meu rosto. Sorri.
–Então diga. É algum presente pra mim? Uma boneca? Não, não, uma roupa nova pra mim é isso? – perguntei afoita. Eles se encararam e depois olharam pra mim. Então foi a vez de mamãe falar.
–Não filhinha, não é nada disso. Bem… vamos sentar ali na varanda com agente minha flor? – assenti e fomos ate o varandado de nossa casa, eles sentaram e eu me sentei no colo de papai.
–Filha o que você acharia ter alguém pra brincar contigo? – perguntou papai.
–Acho que seria legal… Por quê?
–Humm… e se esse alguém fosse um irmão? – falou mamãe.
–Humm… não sei… mas porque isso agora.
–Filha é que descobrimos que você ganhará um irmão.
Flashback Off
Irmão! Aquela palavra ficou rondando minha cabeça e já naquela época sentia que não ia prestar eu ter este irmão. Vocês devem esta se perguntando, como uma menina de quatro anos poderia pensar assim? Bem… desde aquela época me consideravam uma menina precoce, minha mentalidade estava sempre acima da minha real idade.
Quando Edward nasceu foi uma alegria pra todos. Claro menos pra mim, foi ai que começou minha ruína. Sempre Edward vinha em primeiro lugar. O príncipe da casa e com o passar dos anos eu fui guardando minha raiva e meu ódio.
Quando Edward tinha 18 anos ele entrou na faculdade de publicidade, eu já estava terminando a minha de moda, mas isso não interessava aos meus pais. Nessa época foi quando ele se apaixonou pela Tânia. Eu sabia muito bem que ela não prestava, mas depositei nela minhas chances de me vingar de Edward. Então incentivei o namoro. O tempo foi passando e meu irmão ficou conhecido – ainda que em segredo – como corno manso. Tânia o traia com todos da universidade e isso só me fazia vibrar de felicidade. Eu queria que ele explodisse, mas como isso não podia acontecer…
Quando ele estava com quatro anos de namoro com Tânia ele falou comigo sobre o pedido que ia fazer a Tânia, estávamos no meu quarto na casa dos nossos pais.
–Sabe mana! Eu queria pedir a Tânia em casamento. Você acha que eu to sendo precipitado. – perguntou com aquela carinha de chato de galocha que dava vontade de vomita.
–Humm… Não acho não. – Ew... Se eu pudesse o mandava ir à merda, mas como tinha que fazer o papel da irmã boazinha e meiga… — pensei que nunca iria pedir a mão dela… mano.
–Err… eu to com um pouco de medo, sabe…
–Vá La e faço o que seu coração mandar.
–Certo. Você é d+ mana. – me deu um beijo no rosto e saiu do meu quarto. Limpei aquela merda de beijo do meu rosto. QUERO MAS É QUE VOCÊ SE FODA. Tive vontade de gritar, mas não podia, tinha que preservar a imagem de boa irmã pro babaca em questão.
…
Eu estava maravilhada com a situação que se sucedeu o babaca pego a “namoradinha” traindo ele, isso foi como um deleite pra mim, o manjar dos deuses. Deu uma imensa vontade de rir da cara dele, de dizer que eu sabia que Tânia o traia com todos daquela universidade.
Essa era a minha chance de tomar o meu lugar de volta, fazer esse chato ir pro quinto dos inferno, que era aonde ele deveria estar.
–Calma meu filho, você tem que se manter calmo. – minha mãe tentava fazer o criancinha se acalmar, já estava ficando com nojo disso.
–Ed… você tem certeza que…
–Claro que tenho Alice, peguei ela e o James na cama. Como você tem coragem de me dizer se tenho ou não certeza? – perguntou bravo.
–Não é minha culpa isso, meu irmão, mas é difícil de acreditar que Tânia faria uma coisas dessas… ela é minha amiga e vejo que ela te ama muito.
–Ama coisa nenhuma eu quero distancia daquela mulher.
–Olha, eu sei que deveria ficar ao seu lado, sou sua irmão, mas não acredito nisso e tenho certeza que ela tem uma explicação a dá. Vou ate a casa de Tânia, ficar ao lado da minha amiga.
–Eu não acredito nisso… — Falou Edward passando a mão desgovernado em seus cabelos.
–Filha, se eu fosse você não faria… — não a deixei termina.
–Mãe, eu conheço o Edward muito bem, e conheço minha amiga. Se for pra acreditar em um dos dois acredito nela. E vou ficar ao lado dela.
Sai da casa dos meus pais sem esperar reação ou algo parecido de alguém. O meu plano estava quase se findando. Em breve eu me veria bem longe do mane e teria meus pais com total atenção só pra mim.
Cheguei ao apartamento de Tânia, ela abriu com um sorriso enorme, ao me ver sorriu mais ainda. Ela estava a par de tudo o que eu planejava e estava me ajudando. Eu sabia que ela não amava meu irmão, só queria o dinheiro e o prestigio social e mais nada. E como em comum acordo eu poderia dar isso a ela sem que ela precisasse ficar com o estorvo do meu irmão. Claro que ela aceitou de primeira. Estava igualmente enjoada da cara do meu irmão. Foi uma excelente aliada.
–Então como foi lá, o CM* ainda esta chorando? – sentado num dos sofás da sala Tânia me questionou a reação do Mané.
*CM: Sigla para Corno Manso [N/A: Eu que inventei essa sigla agora se já existia é outro caso]
–Nossa eu fiquei tão satisfeita, que deus vontade de gritar de alegria. O melhor momento foi quando eu disse que ia ficar ao seu lado, porque entre vocês dois eu acreditava mais em você do que nele. – gargalhamos.
–Será que seus pais vão ficar do lado dele?
–Acredito que sim, mas vou dar um jeito de reverter isso. Eu só preciso que você encene mais um pouco encarne nele sabe... Mas não parede com sua… diversões. – rimos mais um pouco.
–Isso nunca.
…
Dito e certo três meses depois do flagre do meu irmão ele foi embora para Londres. Por mim ele ia pra marte, contanto que ele estivesse longe de mim…
Durante este tempo fiz a cabeça dos meus pais para que duvidassem dele, e consegui com êxito. Comemorei horrores naquela noite, enfim tinha consegui do me livrar do meu irmão.
Mas o que eu imaginava ser uma mar de rosas virou o meu tormento. Mesmo de longe o meu irmão me atrapalhava e isso estava me irritando. Papai tudo bem esse consegui com 100% de chances de afastar dele, mas a mamãe estava ainda mais agarrada a ele, e isso não me agradava em nada.
Já tinha se passado oito meses que ele estava morando em outro pais. E minha vida que pensei que iria melhorar não andou nem desandou.
Estava mais uma vez em uma boate. Estava tentando mandar minhas frustrações pro ralo. Estava dançando na pista de dança com um copo na mão, quando alguém esbarra em mim me fazendo derramar a minha bebida toda no sujeito.
–Ei não olha pra onde anda não? – falei já estressada.
–Calma gatinha, sem estresse.
–Ta legal, desculpa ai, é que hoje to meia chateada com algumas coisa.
–Humm... Eu posso te ajudar. – o tal sujeito estava me paquerando? Era isso mesmo? Bem… como eu estava na total seca…
–Veremos, se você poderá ou não. – falei dando corda.
–Vamos nos sentar, gatinha. – sorri e fomos pra umas das mesas afastada da boate. – Então o que te deixou tão… irritada assim? Perguntou.
–Bem, eu poderia te dizer, mas eu mal te conheço.
–Wow‼Desculpe-me, me chamo Jacob Black e o seu querida?
–Alice Cullen. – estendi minha mão em sua direção ele pegou e deu um selinho na parte de cima dela. Sorri.
–Então minha cara Alice. O que tanto irritou uma bela moça que nem você?
Ponderei, será que poderia falar abertamente? O avaliei e na minha concepção achei que poderia dar confiança e alem do mais to com uma vontade de desabafar… então que seja com um desconhecido.
–Meu irmão.
–Hum, tá pegando no seu pé né… eu não sei como é pois não tenho nenhum mais deve ser horrível quando eles se intrometem. – ri da avaliação dele.
–Não é nada disso. Eu to chateada porque eu não queria que ele existisse. Desde que ele nasceu eu fiquei em segundo plano. E por esse motivo tenho um grande ódio dele, se eu pudesse matava o infeliz, mas não posso ou então minha vida que não esta um mar de rosas viraria o verdadeiro inferno.
–Entendi você queria ser filha única.
–Isso. Estava tudo bem, ate ele chegar. Eu ate tive o prazer de ter uma pequena vingança e consegui afasta-lo, mas mesmo de longe ele me incomoda.
–O que você fez pra ele? – perguntou curioso.
–Bem, armei para que ele ficasse conhecido como um grande corno na faculdade e perdesse a credibilidade com os nosso pais, mas parece que meu plano não foi 100% e to vendo que vou ter que pegar ainda mais pesado.
–Hum, adoro gatinhas bravinhas sabia… — disse chegando perto mais perto de mim.
–Ae é humm.
–E como você vai pegar pesado? – perguntou dando beijinhos no meu pescoço.
–Eu vou destruir a vida dele, deixa-lo na miséria, sem emprego, sem amor, sem amigos, sem nada. E o primeiro passo pra isso é indo ate ele, em Londres.
–Você disse Londres? – ele parou o carinho de súbito e me encarou.
–É. Porque o espanto?
–Também estou indo pra lá.
–Hum, a trabalho?
–Não. Eu vou meio que rever alguém lá que eu quero muito reencontrar.
–Como assim. – ele suspirou e se endireitou.
–Ah alguns anos atrás, no ensino meio, eu conheci uma garota, na verdade a conheci por causa de um plano da prima dela. Acabei destruindo ela de todas as formas possíveis, já havia feito isso muitas vezes, mas ela… me marcou e eu sinto que preciso dela de novo sabe... Uma necessidade e nem que eu passe pelo papo eu desisto dela. Porque já decide ela me pertence. Fiz algumas pesquisas e descobre onde ela esta, já descobri muita coisa dela. Sei que ela mora com uma colega em um apartamento, o nome dela é Rosálie, Rosálie Hale – fiquei o encarando.
–Você só pode ta brincando.
–Não, por quê? – me encarou confuso.
–Rosálie é minha prima.
–Mentira!?
–Verdade, e o melhor de tudo é que meu irmão foi morar com ela. E pelo que eu fiquei sabendo ele é apaixonado por essa amiga da minha prima.
–Nossa, que mundo pequeno não?
–Sim. Muito pequeno. – Ri maliciosa
Humm eu poderia utilizar essa possessividade dele ao meu favor.
–Você disse que faria qualquer coisa, pra ter essa garota né?
–Sim.
–Eu tenho uma proposta pra você.
–Que seria?
–Veja eu quero destruir meu irmão, e você quer essa garota de volta, meu irmão é apaixonado por ela, e pelo que eu soube ela também, mas não estão juntos… Compreende meu raciocínio?
–Acho que já entendi aonde você quer chegar. – sorriu presunçoso.
–Se você já entendeu então posso contar contigo para os meus planos.
–Se no final Isabella ser minha, estarei totalmente dentro da jogada.
Conhecer Jacob naquela boate foi um grande trunfo, já ate imaginava o que faria com ele. Uma semana antes da nossa viagem para Londres nos encontramos na mesma boate em que nos conhecemos, já tinha passado pra ele que Tânia a Ex do meu primo iria conosco.
Tínhamos que cercá-los por todos os lados. Tinha arranjado um emprego pra Jacob no mesmo lugar que os. Ta tudo dando certo, só tinha uma coisa que me preocupava. Rosálie. Minha prima nunca gostou de mim, ela sabe quem eu sou de verdade, mas nunca conseguiu provar pra ninguém. Tinha que fica de olho nela, ou então meus planos não teriam o êxito esperado.
Já em Londres, descobri que eles tinham viajado Jacob seria apresentado na empresa quando eles voltassem. Ficamos num hotel. O primeiro passo era Jacob encontrar a tal da Ex dele, o primeiro baque seria ali.
Na segunda à noite Jacob me ligou dizendo como foi o tal reencontro.
–Cara eu ainda tenho algum poder sobre ela, só pode. Ela desmaiou só em me ver e claro que meu ego agradeceu por isso. Só não gostei como o sei irmãozinho ficou a cercando, chamando de meu amor, todo preocupadinho. Deu vontade de partir a cara dele. – grunhiu com raiva
–Jacob foco ta legal, já vimos que nosso primeiro alvo já foi atingido agora é comigo, Tchau. – desliguei sem dar chance de ele responder nada.
Fui ate o quarto onde Tânia estava.
–Levanta daí, chegou a hora do segundo passo do plano. – sorri e ela sorriu de volta.
Meia hora depois estávamos na porta da casa do meu irmão com nossas malas.
– O que vocês estão fazendo aqui?
Ah maninho você não vai querer saber, sorri internamente
Continua…
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