Entorpecida - Finalizada
32 Tormento Prt. II
Notas iniciais
No Capitulo anterior…
–O senhor conhece uma moça chamada Tânia Denali? – perguntou o policial.
–Sim, ela foi minha ex-namorada. O que tem ela? – perguntou. Eu sentir que Edward ficou tenso atrás de mim.
–Ok. E o senhor conhece Jacob Black? – me assustei com a pergunta. Porque será que eles estavam fazendo estas perguntas?
–Sim, ele é o ex da minha namorada. Eu não to entendendo o porquê do senhor perguntar sobre estas pessoas. – Edward perguntou novamente nervoso.
–É que estas duas pessoas foram encontradas mortas hoje no final da manha num apartamento no Shoreditch. E o principal suspeito é você.
32. Tormento Part II
POV Da Bella
Áh momentos na vida que nos deparamos uma grande parede. Impedindo-nos de seguir em frente. Trazendo pras pessoas o que elas mais temem. Essas paredes trazem também gravas em si, os mais vans sentimentos, os piores deles. Medo é o principal, seguido de insegurança e descrença.
Ter que encarar tudo o que ocorreu, e ainda saber que um suposto grande alivio se tornou o maior pesadelo da pessoa amada, dói como se um ferro em brasa estivesse sendo enfiado em seu peito, causando uma morte súbita.
Pensado bem, eu nunca fui uma garota que fizesse as coisas erradas. Na minha vida todas eu acho que só cometi três erro graves. O primeiro foi confiar e me entregar a Jacob com a tamanha liberdade, como se ele fosse plumas de algodão que amorteceriam minha queda. O meu segundo erro foi me afundar em magoas e ir me destruindo aos poucos, mas este erro só foi mais uma consequência do primeiro. E a terceira coisa que tenho certeza que fiz errado na minha vida foi ter ignorado o que eu sentia por Edward desde o inicio.
–Você anda muito quieta pro meu gosto. – Edward perguntou acariciando meus cabelos. Estávamos ainda naquela sala onde descobrimos que os nossos problemas só estavam começando.
–Como você acha que eu vou ficar. – falei e olhei pra ele. – Edward nossa vida é uma tormenta sem fim. Você quase foi preso por minha causa e…
–Ei shi… o que é isso. Eu não iria ser preso por sua causa. Não quero que você pense assim.
–Mas é assim que eu me sinto. Edward, se Jacob passou por ela a culpa é minha.
–Não. A culpa não é sua. A culpa é dela. Se eu soubesse que ela era tal monstro…
–Ela ainda é sua irmã.
–Não! Ela não é mais a minha irmã. Uma irmã não faz o que ela fez a um irmão.
Alice burlou todas as nossas expectativas, quer dizer, pelo menos a minha e a de Edward. Lembrar de como ele descobriu a cobra que tinha como irmã era doloroso. Nunca vi alguém chorar tanto.
Flash Back ON
–É que estas duas pessoas foram encontradas mortas hoje no final da manha num apartamento no Shoreditch. E o principal suspeito é você.
–Como? – perguntei espantada assim que o policial terminou de falar.
–Bem, se podermos entrar explicaremos tudo, e podemos tirar algumas duvidas.
Olhei para Edward pra constatar que ele estava estarrecido, meu namorado tinha virado pedra com a noticia.
Abri mais um pouco a porta para que os três homens entrassem e indiquei com as mãos para que se sentassem no sofá. Segurei o braço de Edward tentando fazê-lo voltar de onde quer que esteja.
–Edward?
–Sim? – ele falou quase inaudível. Virei-me para ele e peguei seu rosto entre minhas mãos.
–Vamos, não adianta ficar aqui parado, temos que saber o porquê de você esta sendo acusado.
Ele suspirou e fomos para o sofá que ficava em frente ao que os policias estavam. Resolvi comandar as coisas, Edward estava muito aéreo pra isso.
–Então. Posso sabe o porquê dele esta sendo acusado e como foi que estes dois morreram? – perguntei segurando a mão de Edward que ficou calado deixando que eu seguisse com as perguntas.
–Bem… Senhorita…
–Swan. Isabella Swan.
–Ok. Srta.Swan. Hoje de manha, recebemos uma denuncia de que foram achados dois corpos em um apartamento no Shoreditch, como eu já tinha lhe informado. – assenti e ele continuou. – os corpos eram de uma mulher e um homem, ambos, com dois tiros, um na cabeça e outro no peito na região do coração.
–E este casal era Jacob e Tânia.
–Sim, conseguimos a identificação, vasculhando os pertences dos mesmos no apartamento.
–Certo. Mas o que tem haver isso para que suspeitem de Edward.
–Bem… — o policial que tinha como nome — segundo o seu crachá – Era Mark. — na cena do crime foi achado à arma do crime com registro em nome de Edward Cullen. Fizemos a perecia para saber se tinha digitais e acabamos encontrando as suas.
Choquei. A coisa tava mais grave do que eu pensei.
–ISSO É MENTIRA. – Edward explodiu depois da revelação do policial. – SÓ PODE SER MENTIRA, EM TODA A MINHA VIDA EU NUNCA PEGUEI EM UMA ARMA, MUITO MENOS TER UMA EM MEU NOME. — ele levantou e ficou andando de um lado para o outro na sala e passando as mãos violentamente entre seus cabelos, numa forma de tentar arranca-los.
–Acalme-se Sr.Cullen. Ou terei que detê-lo. — Advertiu o primeiro policial que falou com agente. O policial Paul.
–Com eu vou me acalmar, duas pessoas morreram e eu sou o principal suspeito de mata-las. Sendo que não consigo matar nenhuma mosca de propósito. Me disseram que tenho uma arma em meu nome e que tem minha digitas nela. Sendo que eu nunca peguei em uma. Me explica como eu posso esta calma.
–Eu entendo preocupação, mais é nosso trabalho averiguar todas as pistas. No momento todas elas levam a você.
–Eu serei preso? – Edward perguntou encarando policial Paul.
–Não. Pelo menos ainda não. Ate finalizarmos as investigações. – esclareceu o policial.
–Onde você estava durante o dia? – perguntou Mark agora com um caderno em suas mãos.
–Eu fui comprar algumas coisas que a minha irmã pediu no… — ele se interrompeu e arregalou os olhos.
–No? – perguntou Paul.
–Shoreditch.
Meu Deus. Isso só poderia ser praga, porque justamente Edward foi comprar as coisas da irmã, justo naquele bairro.
–Mas um item para as acusações a você meu jovem. – Mark falo.
–Eu não matei ninguém. – Edward falou e se jogou no sofá, cobrindo o rosto com as mãos.
–Vamos ver se você conseguiu provar isso.
O silencio voltou ate ser quebrado por Rosálie chegando em casa.
–Nossa, ta um frio de lascar La fora. – ela falou fechando a porta e quando se virou estancou. – quem são esses?
–Olá Rosie, esses são alguns policiais que vieram nos informar algumas coisas.
–Que coisas? – perguntou curiosa deixando sua bolsa em cima da mesa e se aproximando uma pouco mais de gente.
–É melhor você sentar porque a noticia é uma bomba. –falei e ela puxou uma cadeira de sentou entre nós.
–Desembucha!
–Bem, eles vieram nos informa que Jacob e Tânia morreram.
–Gloria ao pai celestial, já foram tarde, mas me digam como os trastes morram? – olhei de lado para os policiais para ver a reação que achava bem normal. Eles estavam chocados com o que a Rosie disse.
–Eles foram assassinados.
–Me informem o nome do assassino, preciso mandar um belo presente pra ele, por ter livro o mundo de duas espécies caninas que não são viáveis serem mencionadas.
–Rosie. – exclamei.
–O que? Vai negar que ficou feliz por terem dado capo desses dois?
–Não, vou negar nem confirmar. Você esta na presença de policiais. Tenha um filtro no que você falar mulher, por favor.
–Ta, tá. Agora me diz que foi o… — ela olhou pros policiais e depois voltou a olhar pra mim. – gênio que fez o favor a humanidade.
–Então eles têm um suspeito. – sentir Edward ficar tenso de novo do meu lado.
–E quem é o suspeito?
–Eu. – Edward se pronunciou antes que eu fale alguma coisa.
–O que? Acho que não ouvir direito. – falou e já demonstrando que estava perdendo a paciência. Rosie era muito pavio curto e se você quer irrita-la ou tira-la do serio então mecha com Edward e você alcançará seu propósito. Só não sei o porquê que ela não virou as coisas pra mim, quando eu fiz a grande besteira de não dar uma chance ao Edward.
–Você ouviu sim, eu sou o principal suspeito.
–Por quê? – perguntou confusa.
–Acharam uma arma que pelo registro pertenceria a mim e com as minhas digitais. – Rosie ficou pensativa por algum tempo ate que ela explodiu.
–VAGABUNDA. DESCARADA, FIA DO CÃO. EU VOU MATA-LA. OUÇAM O QUE EU DIGO SE EU PEGAR A CHAVERINHO DO DEMONIO EU MATO. – Rosie saltou da cadeira, fazendo-a cair pra traz. Ela gritava e andava de um lado para o outro proferindo nomes que ate o momento nunca tinha ouvido falar, nem teria coragem de pronunciar.
Tanto os policiais quanto a gente se assustou com os gritos de Rosie, que saiu quebrando tudo que via pela frente. Ali não era mais a minha amiga, era outra pessoa baixou um santo nela só pode.
Com medo os policias entraram em posição de defesa.
–Senhorita se acalma… — Policial Paul tentou acalma-la.
–CALMA O CACETE. AQUELE RODAPÉ DE PORTA TAVA TRAMANDO ALGUMA COISA EU JÁ TAVA VENDO NO QUE ISSO IA DAR, SÓ FALTAVA MAIS UMAS COISAS, MAS NUNCA ME PASSOU PELA CABEÇA DELA MATAR ALGUÉM PRA ENCRIMINAR O EDWARD. DEUS ESSA MULHER É UM MONSTRO. ELA PODIA FAZER TUDO O QUE FEZ, MAS ACUSAR O EDWARD NÃO, EU NÃO PERMITO ISSO. — Rosie ja estava chorando descontrolada.
Ela gritava e jogava os vasos e os portas-retratos pra todos os cantos. Um vaso tinha voado em direção aos policiais que se abaixaram para que não ser atingidos. O porta retrato com uma foto que eu e Edward tiramos no hotel fazenda. Passou raspando pelo meu rosto.
–Rosie calma, quebrar a casa não vai adiantar de nada. E ainda quero saber quem é que você ta acusando. – falei e acho que isso, a fez parar. Ela estava com jarro de planta na mão. – Rosie coloca esta jarro na mesa sem quebrar por favor se acalma e me explica, o que é tudo isso.
–Será que você não vê Bella. Foi ela, foi ela quem armou de novo pro Edward. Só que eu não vou deixar ele levar a culpa. Eu prometi que ela não ia conseguir destruir a vida dele.
Ela falou mais para si, do que pra mim.
–De quem você esta falando Rosie? –Edward perguntou tão confuso, como qualquer um que estava ali. Ela virou-se para Edward e falou.
–De quem mais eu falaria Edward. É claro que é a da Alice. Foi ela quem matou Jacob e Tânia. – chocamos com isso. Será que… não, por deus ela não teria coragem. Ou teria?
–A senhorita Rosálie. Você tem certeza do que esta falando, esta é uma acusação grave e que… — Mark não terminou de falar Rosie o cortou.
–É claro que eu tenho. Eu não falaria uma coisa que não teria absoluta certeza.
–E como você tem certeza disso…?
–Eu conheço a peça desde sempre senhor policial, ela sempre odiou o fato de Edward existir. Eu mais do que ninguém sei disso, eu é que o livrava das armadilhas que ela fazia pra deixar Edward mal.
–Isso não é motivo suficiente para acusa-la de assassinato. – Paul entrou na conversa.
–Eu sei que não é, mas o dossiê é motivo e prova do que eu estou falando.
–Que dossiê? – perguntou Edward se pronunciando depois de muito tempo só observando. Ela virou para Edward e disse.
–Desde que ela chegou a Londres trazendo a tira colo a Tânia, e no mesmo dia surgi o Jacob, eu fiquei muito encafifada com essas “Coincidências”. – ela fez aspas. — No dia em que sai depois que vocês brigaram por causa de Tânia esta hospedada na sua casa lembram? – assentimos. – naquele dia foi quando eu vi Alice e Jacob juntos em frente ao seu apartamento e eles me pareciam bem íntimos se vocês me entendem.
–Cadela. – falei sem pensar, mas a partir de agora não ia mais ter consideração com ninguém.
–Foi o que eu pensei quando eu vi, e claro tirei uma foto. Como meu amoré é um detetive. Acho que vocês podem conhecê-lo. – falou virando pros policiais. – Detetive McCart.
–Conhecemos sim. – pronunciou Paul.
–Então, com a ajuda dele, fizemos uma investigação particular e descobrimos coisas não muito boas sobre aqueles três. Eu poderia ter entregado eles há tempos, mas eu sentia que ela, a Alice tava tramando uma, e eu queria descobrir o que era. Pelo visto ela queria fazer Edward pagar por uma coisa que não fez.
–Você disse que tem provas. Onde elas estão? –perguntou Mark.
–Com o Emmett. Vou ligar pra ele e pedir pra trazer ate aqui.
–Traga-as pra mim. Nosso investigador aqui. — apontou para o terceiro policial, que ate então não tinha falado uma palavra. Ele era loiro, cabelos médios amarrados em um rabo de cavalo frouxo. olhos azuis acinzentados. Uma personalidade forte. Eu não tinha reparado muito nos policiais ate ele apontar pra quele rapaz. — Jásper vai verificar tudo e se você estiver certa. vamos atrás desta pessoa.
Flash Back OFF
O dossiê estava mais uma vez na mão de Edward. Eu podia ver que era doloroso saber que a irmã que ele sempre achou que o amava, na verdade o odiava.
–Eu não quero dar este desgosto a minha mãe, então prefiro que nem ela nem meu pai saibam o que Alice fez. – suspirou a abaixou a cabeça.
–Edward. Não é justo você deixa-los no escuro. – tentei argumentar.
–Eu não quero que eles saibam que tem uma filha, criminosa. Que era chefe de quadrinha, traficante de drogas, traficante de armas e assassina. Que teve coragem de furtar, roubar, assaltar um banco, traficar criança para prostituição, meu Deus era apenas crianças praticar Homicídio doloso, Calúnia, Latrocínio, Difamação, Extorsão, Estelionato, Lavagem de dinheiro e Fraude, e ainda por cima tentar me incriminar. Eu convivia com um mostro e não sabia Bella. Não quero ver a minha mãe chorar. Não por ela.
Eu sofria por dentro de ver ele daquele jeito. Deus isso foi muito pior do que aconteceu. Ter alguém assim, convivendo com você diariamente era muito doloroso. Se não fosse por Rosie, meu Edward poderia ate estar morto.
–Eu entendo o que você dizer. – ele me abraçou e então senti algo vibrando. Era o seu celular. Ele o pegou e atendeu.
–Alo? … Sim… Mas como… ta bem vou ficar aguardando retorno… obrigado. – ele desligou e suspirou pra então olhou pra mim.
–Quem era?
–Policial Paul.
–O que ele queria?
–Informa que Alice conseguiu fugir.
Ou merda isso não era bom. Nada bom.
Continua…
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