Entorpecida - Finalizada
36 Ponto Final Part I
Notas iniciais
No capitulo anterior…
–Isabella Marie Swan, você aceitaria casar com este pobre mortal que a ama mais do que tudo nessa vida? Aceitaria me fazer feliz, e por sorte ser uma mulher igualmente feliz ao meu lado? – perguntou pegando uma caixinha de veludo azul marinho e abrindo, revelando um anel oval, cheio de pedrinhas incrustadas. Elas me pareciam diamantes. Era linda como meu Edward, agora noivo. Ou sendo assim se eu não for uma burra e não falar logo.
–Sim. Sim Edward, é claro que aceito casar com você. E eu tenho certeza que serei muito feliz ao seu lado. – ele colocou o anel no meu dedo anelar, na mão direita. Não aguentei e me joguei em seus braços sendo recebi por ele sem hesitação.
Eu estava noiva. Noiva de Edward Cullen. Eu não poderia estar mais feliz?
Capitulo 36 – Ponto final Part. I
P.O.V. Bella
Os preparativos do meu casamento estavam em estagio avançadíssimo. E pensar que há dois meses foi feito o pedido. Edward me surpreendeu naquele jantar, claro que eu agradeci a altura do pedido né.
Já estávamos de volta a Londres, só que agora, Esme e carlisle junto com os meus pais vieram. Para alegria de todos.
– O que você que você acha desse vestido Bella? – Estávamos numa loja no shopping escolhendo os vestidos para o casamento.
Rosie tinha na mão um longo vestido prata com um decote generoso – Quem iria amar aquele decote era o Emm. – e um curto médio bege rodado. Ambos eram lindos.
–Não sei Rosie, é difícil de escolher. Qual você preferiu? – Na verdade a opinião dela era que bastava, não a minha.
–Ah Bella dá uma ajudinha ai, vai?! É seu casamento, e alem do mais sou sua madrinha você tem que da sua opinião. – exclamou bravamente.
–Tá… então escolhe o Bege. – falei aleatoriamente.
–Ok… Então eu vou levar o prata. – olhei-a como se tivesse nascido outra cabeça nela. Ela me olhou com um sorrisinho sacana. – Que? Você às vezes não tem uma boa escolha Bith, então se você escolheu um é porque o outro ficaria melhor em mim, é uma questão de lógica.
–Não sei por que ainda caiu na sua conversa. – falei. Rosie saiu de vista com os dois vestidos então voltei a me encarar no espelho, onde me via em um lindo vestido de noiva. Daqueles estilos princesa.
Sempre quis casar com um desses, era meu sonho desde criança. Um vestido de renda, bem rodado, Véu e grinalda como manda o figurino. E agora eu estava ali vendo meu sonho ter um pingo de realidade. Uma lagrima solitária caiu no meu rosto. Enxuguei a pequena lagrima com a minha mão que estava com uma luva de renda também muito linda e cheia de detalhes.

Ouvi alguém fungar atrás de mim e me virei pra ver quem era.
–Você ta linda filha. – minha mãe falou com a voz rouca. Ela era uma verdadeira manteiga derretida. Tenho quase certeza que meu lago chorona veio dela. – Depois do que aconteceu com você eu pensei que nunca iria te ver assim, de noiva e feliz.
–Eu também pensei mãe. É ainda difícil de acreditar que depois de tudo eu ainda consegui encontrar o amor. – suspirei só de lembrar o quando eu amo o Edward.
–Eu resei tanto filha, tanto que você ate perde a conta, pelo menos o meu pedido foi atendido. – falou parando do meu lado ajeitando algo na barra do vestido.
–Obrigada mãe. – falei sem ao menos pensar.
–Pelo que? – perguntou.
–Por tudo, por existir, por ser minha mãe, por nunca desistir de mim. – falei e ela olhou pra mim.
–Você é minha filha Bella, nunca desistiria de uma filha sendo sangue meu ou não. – abracei-a e ficamos alguns minutos assim abraçados, sentindo o carinho uma da outra.
–O momento é lindo, mais vamos começar a tirar o vestido dona Bella?? – Rosie estraga prazeres cortou o clima emocionante entre minha mãe e eu.
–Você não toma jeito não é loira azeda. – falei provocando-a.
–Loira azeda é sua… — olhou pra minha mãe que a encarava com uma cara feia. — … deixa quieto. Agora é serio temos que ainda ver os arranjos e verificar as flores, alem do mais tem as surpresinhas da lua de mel né.
Encarei-a.
–Que surpresinhas? – perguntei, não sabia de nenhuma surpresinha não.
–Quando formos ao Sex Shop você vera. – minha mãe riu da minha cara, então percebi que ela também estava nas armações de Rosálie. Eu mereço. Revirei os olhos e comecei a tirar meu vestido.
…
Todas essas coisas estavam me deixando louca, mas o que me intrigava era que o que mais me incomodava era essa sensação que eu estava tendo. Era algo como se fosse uma grande angustia, um medo. Deveria ser paranoia de noiva. É isso, paranoia de noiva.
–Vai me dizer o porquê de você esta assim tão pra baixo a exatos. – olhou para o relógio que dava meia noite. – cinco dias de nosso casamento mocinha?
Edward era um cara super perceptivo, quer dizer se referindo a mim ele era.
–Não é nada, não se preocupe é coisa de noiva. – falei tentando fazê-lo esquecer do assunto.
–Se não fosse nada você não estaria assim Bella. Vai me diz o que você tanto teme? – perguntou me virando de frente pra ele.
Estávamos em seu apartamento assistindo um filme qualquer. Desde que ele me pediu em casamento eu mais vivia aqui do que no meu próprio lar. Esme e Carlisle fizeram questão de se hospedarem em um hotel aqui perto, mesmo Edward tentando persuadi-los não teve jeito. Pelo menos não teria que ficar 24 horas corada na presença dos meus sogros.
Meus pais não seguiram o mesmo caminho dos pais do Edward, foram pra casa de tia Becca que quando soube da novidade só faltou soltar fogos na lua de tanta alegria.
Voltando ao presente momento…
–É tanta coisa ao mesmo tempo em que me deixa um pouco zonza, não fique preocupado. Eu… só to ansiosa que chegue logo o dia que eu seria sua te todas as maneiras humanamente possíveis. – dei um beijo na sua testa. – alem do mais… — dei outro beijo nas suas bochechas. – você pode fazer coisas que me distraia. – dei mais um beijo na pontinha do seu nariz.
Entrando no meu jogo ele falou.
–Humm… e que coisas são essas? Você sabe né, nem tudo eu posso adivinhar… — falou me empurrando de leve no sofá para que eu ficasse deitada de costas no mesmo, com ele em cima de mim.
–Você sabe sim. – coloquei meus braços em seu pescoço, enquanto os seus braços estavam um em cada lado do meu corpo sustentando o peso do seu próprio corpo.
Ele se abaixou um pouco, o necessário para que seu rosto se alojasse na curvatura de meu pescoço. Deu uma mordida de leve e sussurrou no meu ouvido.
–Será que essas coisas seriam. – deu uma mordida no meu ouvido me fazendo estremecer debaixo dele. – Um ensaio da nossa lua de mel?
–Humm… pode ser. – mais gemi do que falei. Quando ele se tornava este homem sedutor eu perdia o rumo dos meus pensamentos. Virava uma macinha de modelar em suas mãos, que me moldavam a seu mais bel prazer. E eu adorava isso.
P.O.V. Alice
Depois que aquele babaca do meu irmão junto com a vaca da minha prima conseguiu mais uma vez se desfazem dos meus planos teria que dar a cartada final. Pelo menos consegui fugir antes que a policia me pegasse isso graças a meu novo amante.
–Você tem certeza que vai fazer isso? – perguntou pra mim depois de uma das nossas noites de prazer, ele estava a par de todo o meu plano.
–Claro que sim Jasper, eu quero o meu irmão morto. Ate tentei não chegar nisso né, mas ele me forçou a fazer. – levantei na cama e fiquei admirando um belo homem que ali estava.
Nunca imaginei de ter ele como aliado nas minhas armações. Jasper era um grande detetive policial, e qual foi a minha sorte de meu caso cair justo nas mãos dele. Claro que ele me alertou disso, me dando a chance de fugir.
–E com você pretende matar o seu irmão? – se sentou na cama me olhando. Levantei-me da cama faceira, essa parte do plano não tinha contado pra ele. Posso acreditar nele, ate admitir que esteja apaixonada, mas dessa vez quem ira executar meus planos será eu mesma.
–Eu vou ter que te deixar na curiosidade, mas pode ficar tranquilo dessa semana ele não passa, pode escrever o que eu digo.
Eu enrolei muito, dando chance do desgraçado ficar vivo. Custava ele sumi da minha vida e da vida dos meus pais. Eu não queria cometer mais este crime, mas não tinha jeito. O Infeliz ira morrer nem que pra isso seja a ultima coisa que eu faça em vida.
P.O.V. Edward
Meu coração esta a ponto de explodir de alegria, tudo porque a mulher que eu amo, Sim! Pois eu amo e muito a Bella, aceitou se casar comigo. Se eu fosse um cara comum, estaria dizendo “Vou colocar a coleira no pescoço” Assim como Emmett vem me dizendo desde dia do pedido na casa dos meus pais em Nova York.
–Cara você tem certeza que quer mesmo isso? Olha eu gosto muito de você, você é como se fosse um irmão pra minha ursinha, mas daí a se enforcar com o casamento e ainda tão rápido… ela não ta grávida não né.
Mais uma vez Emmett me importunado com o lance do casamento apressado, claro que é esquisito não faz nem cinco meses que fiz o pedido, mas pra mim esse tempo já esta mais do que bom. Eu quero sentir o prazer de chamar… na verdade grita o nome dela Senhora Cullen… Só de pensar já me dá borbulhas no estomago de tanto prazer.
–Sou um cara das antigas Emm. E não, infelizmente Bella não esta grávida. – falei a ultima parte com desgosto, eu iria amar saber que tem um serzinho nosso dentro dela.
–Como você sabe que ela não ta grávida?? – falou debochado.
Parei de me encarar no espelho onde estava dando o nó na gravata. Hoje era o grande dia e eu, além de esta ansioso tinha um padrinho que não parava de me encher pra não me casar. Não sabendo ele que essa é a ultima coisa que faria.
–Emmett, meu bom amigo, eu sei disso por duas coisas. A primeira é que tivemos que fazer os exames pré-nupciais, e segundo é que desde que conheço a Bella eu sei que ela toma injeção para não precisar tomar as pílulas, ela é muito distraída pra se lembrar de tomar todo dia a pílula, então decidiu pela injeção. – expliquei o motivo de ter certeza que bella não estava grávida.
Eu já tinha tido esse conversa com ela, mas ela disse que agora não, que ta muito nova e quer curtir um pouco sem ter que se preocupar com filhos. Com isso não pude mais discutir, mas um dia eu iria fazê-la mudar de ideia.
– Ta se você diz. Esta é a sua ultima chance de não ir pra forca Edward. – falou voltando a tentar me fazer desistir, mas eu já tinha um jeito de fazê-lo parar.
–Minha prima sabe que você não é adepto a casamento Emmett? Saiba que ela desde criança sonha em ter um casamento igual a este, e tenho lá minhas duvidas de quando ela souber o que você vem tentando me convencer a cinco meses e sobre seus pensamentos sobre o matrimonio pode ter certeza que você será no mínimo um homem capado. – falei voltando a ajeitar a minha gravata, mas ainda pude ver Emmett empalidecer do meu lado. Depois de alguns minutos ele falou.
–É Serio isso? – na verdade sussurrou.
–Seriíssimo casamento e filhos Rosie é uma coisa seriíssima. Se bobear ela já esta planejando o casamento de vocês e seus ribambitos. – Coloquei um pouco mais de medo nele só assim ele parava de me importunar, claro que esta historia da Rosie não era 100% verdadeira, ela quer casar, mas não agora.
Emmett saiu do quarto que nem um foguete. Dei uma risada só de vê-lo tão desesperado.
–O que aconteceu pro grandão sair que nem um jato daqui? – perguntou meu pai entrando logo depois que Emmett saiu, eu já tinha terminado de me arrumar e agora era só esperar Bella no altar.
–Foi uma maneira de fazê-lo parar de me encher com sua maneira anti-matrimonio.
Meu pai riu, mas o riso foi se esvaindo e ele me encarou certo.
–Meu sonho era ver os dois se casando, mas a sua Irma preferiu se tornar um monstro… pelo menos eu e sua mãe teremos uma alegria antes de morrer. – falou meio triste, encarei meu pai.
Ele é e sempre foi um cara exemplar, um grande pai. Ouvi-lo falar assim de Alice doía muito, eu amava muito ela, mas esse rancor que não sei da onde veio atrapalhou a grande convivência que poderíamos ter.
–Eu sei pai, dói em mim também a falta dela, mas hoje é o dia do meu casamento, o dia mais feliz que já tive na minha vida, é dia de alegria e não vamos deixar que assuntos desagradantes manchassem este dia. – falei abraçando meu pai.
–Você tem razão. Vamos esperar sua mulher lá no altar? – assenti e então fomos em direção à igreja.
…
O casamento iria ser realizado na All Hallows By The Tower uma das igrejas mais antigas de Londres, foi um grande sacrifício conseguir um dia aqui, tanto que só conseguimos marca pra cinco meses depois, se não fosse isso eu e Bella já estaríamos casados, mas como foi questão absoluta das mulheres que a cerimônia fosse naquele local, não fiquei muito irritado, pelo menos não teríamos que esperar anos pra isso.
A igreja estava cheia. Alem do pessoal da empresa – que vieram em peso. – tinha alguns amigos da Bella da época da escola e faculdade. Tinha também alguns familiares por parte de meus pais e também dos pais de Bella.
A única coisa desagradante era saber que a prima de Bella a Tal da Jessica que quase acabou com a vida da minha noiva, pelo menos ela não estava por cima da carne seca, teve o que mereceu.
Segundo eu soube ela sofreu um acidente há alguns anos que a fez perder o movimento das pernas, o pai tirado a riquinho faliu e agora são os novos pobres de santa Monica. Quando Bella ficou sabendo quase morreu de tanto rir. Aquele ditado quem rir por ultimo rir melhor veio a calhar nessa situação.
–A Bella ta demorando não? – falei com meu pai já estávamos há meia hora ali no altar esperando.
–Calma Edward‼ Você esta ciente que as noivas demoram, é o charme de todo o casamento.
Eu tinha que me controlar, Bella nunca me abandonaria no altar… ou largaria.
–Rosie‼ — exclamei. Todos já haviam chegado ate o pai da Bella, disseram que ela já estava dando os últimos retoques e vinha logo em seguida.
–Já liguei La pra casa, Bella já esta no carro a caminho daqui. – Pelo menos uma noticia boa, ela já esta há poucos minutos daqui.
Nunca me vi tão ansioso na vida. Dez minutos se passaram e um menino de rua aparentando ter uns 10 anos de idade entrou correndo na igreja vindo na direção do altar. Parou e falou.
–Quem é… Edward? – ele perguntou. Toda a igreja ficou em silencio prestando atenção no que ocorria na frente do altar.
–Sou eu. Por quê? – me pronunciei desconfiado.
–Mandaram te entregar. – falou me dando o bilhete dobrado.
Peguei o papei rapidamente e li. O sangue gelou, e fiquei pálido com o que li ali.
–Garoto. Quem te deu isto? – perguntei rouco de raiva, mas ainda tentava segurar a minha ira, não era aquele garoto que merecia ela.
–Não sei, foi uma moça. – falou assustado.
–Você se lembra como era essa moça. – perguntei respirando fundo. – a aparecia dela.
–Edward… o que esta havendo. – perguntou meu pai.
–Espera um pouquinho pai, por favor.
–Não sei direito, ela estava com uma roupa preta, e de chapéu, mais eu lembro que era baixinha, pele branca e o cabelo preto repicado, só isso que eu lembro.
–Tudo bem, rapaz você já ajudou muito pode ir. – falei para o garoto que saiu da igreja em disparada, desci as escadas do altar na intenção de sair da igreja.
–Edward aonde você vai?? — dessa vez foi minha mãe quem perguntou. Parei no meio do corredor olhando pra meu pai e minha mãe que estavam espantados com a minha atitude.
–EU TO INDO MATA A FILHA DE VOCÊS‼ — gritei para o espanto de todos.
–O QUE?? – gritaram.
–AQUELA DESGRAÇADA RAPITO A BELLA, PRA FAZER MOEDA DE TROCA. ELA QUER TROCAR A BELLA POR MIM. E PODE TER CERTEZA EU ACEITAREI MINHAS CONTAS COM AQUELE MONSTRO HOJE.
–EDWAAAAAAAARD… — ainda ouvir alguém gritar, mas não importei eu já estava fora da igreja, os convidados estava entre chocados e espantados, mas não me importei. Se é um acerto de contas que aquela infeliz quer, é um acerto de contas que ela terá.

Continua...
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