Entorpecida - Finalizada
14 Perdição
Notas iniciais
POV Edward
Eu sempre me considerei um homem romântico, todas as mulheres passaram e estão na minha vida são vista por mim como um diamante raro e delicado. Não que considero que elas são frágeis, isso nunca, mas mesmo as mais fortes têm seus momentos de delicadezas.
A primeira mulher que me fez ficar encantado foi minha mãe. Esme tem em sua historia momentos de superação e coragem. Filha de pai desconhecido passou com sua mãe, minha avó momentos não memoráveis e que não são dignos de serem ditos. Na época que minha mãe era bem jovem sofreu muito preconceito por não ter pai. Mas ela superou isso, e encontrou em meu pai Carlisle seu porto seguro.
Ele era um medico muito conceituado e ainda é. Quando eles se conheceram por ser de uma família rica, meu pai e minha mãe tiveram que enfrentar muitos obstáculos para estarem juntos e felizes. A família do meu pai não aprovou o relacionamento dos dois. Mas mesmo assim, mesmo contra a sociedade, mesmo contra a própria família, meu pai não desistiu de minha mãe. Hoje eles têm dois filhos, eu e minha irmã alicia que é dois anos mais novos do que eu.
Ela é outra mulher que amo muito, apesar de pequena, Alice é um furacão, quando quer uma coisa ela consegue. Têm eu e meu pai aos seus pés. A “pequena fadinha” como eu a chamo carinhosamente, sempre foi o talismã de alegria da casa. Desde criança sempre se mostrou altiva e alegre. Aprendi com ela que sempre podemos achar uma solução paras as coisas mais difíceis.
Ela me mostrou que a vida sempre tem guardado pra gente uma surpresa, e que o amor esta no meio disso. Mas parece que a vida não me acha digno de ter um amor. Há cinco anos conheci a mulher que pra mim seria a mulher da minha vida, eu vi em Tânia o amor, ou pelo menos eu pensava que era amor. Eu a conheci quando tinha 18 anos, preste a completar 19, estava terminando o ensino médio e já estava pronto pra entrar na faculdade de publicidade coisa que sou apaixonado desde criança.
Logo no primeiro dia na faculdade fiz amizades e uma delas foi ela. Tânia era uma mulher atraente, loira de olhos azuis chamava atenção por onde quer que se passe.
–Olá eu sou Tânia. Qual o seu nome? — Ela sentou no meu lado, se apresentou.
–Oh sim! Meu nome é Edward. Edward Cullen ao seu dispor. – Me apresentei pegando sua mão de dando um beijo cálido no topo dela.
–Humm, nosso quando cavalheirismo. Estou muito honrada em te conhecer Edward. – Disse fixando suas ocres azuis em mim. Ela claramente estava flertando comigo. E eu como um homem não iria desperdiçar a oportunidade de ter algo com esta loira.
Logo depois disso, logo depois de nos conhecermos firmamos um compromisso, em menos de um mês já estávamos namorando. Eu estava encantado com ela. Ela me parecia à mulher ideal para mim. Uma mulher pra caçar.
Eu já tinha apresentado ela a minha família e já tinha conhecido a dela, éramos compatíveis ou pelo menos eu achava que era.
Os três primeiros anos do nosso relacionamento eram o mar de rosas, nunca brigávamos nunca nos desentendíamos, nunca tínhamos motivos pra isso. Eu era um cara fiel e acreditava que ela também era.
Mas depois disso, começaram as desconfianças e cenas de ciúmes sem motivo algum. Tudo para ela era motivos de ciúmes. Ate mesmo com relação a minha ame e irmã ela já havia discutido.
–Não Edward, eu não admito. — falou furiosa certa vez no carro onde estávamos logo após jantarmos, havia acabado de chegar a frente a sua casa.
–Tânia, será que você pode me explicar o que você não admite? – perguntei sem entender o motivo da sua explosão repentina.
–Não se faça de tonto Edward, você… você não esta ligando mais pra mim. Só vive na barra da saia de sua mãe e irmã. — falou com cara emburrada.
–Pelo amor de Deus Tânia, olha o que você esta falando. Elas são minha família. Olha eu admito você ter ciúmes na faculdade com nossas amigas, mas não vou admitir você dar este chilique só porque resolvi viajar com a minha família. — falei sisudo. Não era possível que ela ira começar de novo.
–Não importa, você podia pelo menos me convidar pra ir junto. Eu sou sua namorada Edward! – falou um pouco mais calma.
–Se eu pudesse te levar eu levaria você sabe muito bem disso, mas não posso poxa tenta entender são assuntos da família, eu não posso te levar. – Tentei explicar, já era a décima vez que explicava a ela o porquê de ela não ir pra fazendo comigo, mas parece que ela não entendi nunca.
–Não importa, poxa Edward você poderia convencer eles a me deixar ir, mas não você fica ai sem fazer nada, ate parece que quer se ver livre de mim. – falou e já via algumas lagrimas saírem dos seus olhos.
–Meu amor pelo amor de Deus, eu tentei juro que tentei. Mas realmente será impossível você ir. – falei tentando acalentar, mas hoje seria um dia difícil.
–Quer saber de uma coisa Edward. QUE SE DANE VOCÊ E SUA FAMÍLIA. — Saiu do carro batendo a porto do mesmo, e indo em disparada para casa.
Suspirei. Eu não poderia fazer nada com relação a isso. Estava de mãos atadas. Esta viagem era uma reunião familiar, sobre o que seria feito com as propriedades deixadas pelos meus avôs. Quando meus pais resolveu ficar com minha mãe ele na época abdicou da mordomia que tinha antigamente. e reconstruiu a vida ao lado da mamãe, mas agora que eles faleceram e o único herdeiro ela Carlisle teríamos que ver como ficaria.
Meu pai insistiu em dizer que não queria nada, mas como teria obrigação em ir decidiu fazer a reunião, não poderíamos levar ninguém alem da nossa família, isso incluía Tânia e Jasper atual namorado da fadinha. Não podia fazer nada então deixei passar pensando que não iríamos ter mais desentendimento. Puro engano meu, desde essa historia meu relacionamento com Tânia vinha de mal a pior. Vivíamos brigando e tudo por causa do ciúme obsessivo dela. Eu já não estava aguentando mais. Já eram 5 anos de namoro, eu teria que tomar uma atitude.
Já vinha dado varias chances para o nosso relacionamento dar certo, nem ligava mais para os surtos ciumentos dela, mais o que, pois fim a tudo que eu sentia por ela foi descobrir sua traição. Isso mesmo que vocês ouviram, ela me traia, o que mais me deixou chocado não foi ela ter me traído em si, mas a forma descarada em que ela se portava, não bastava ela me trair ainda vinha querer por a culpa em mim. Isso eu não admitiria nunca.
–Edward você tem que me escutar, o que você viu lá dentro não é nada do que você esta pensando. — Há eu não acredito que ela disse isso, acabei de chegar a sua casa, para fazer uma surpresa. E pego ela e James na cama, como não podia ser o que eu vi.
–Eu não sou otário Tânia, eu sei o que eu vi muito bem.
Depois de pegar ela com James sai da sua casa indo em direção ao meu carro revoltado. O amor que sentia por ela evaporou e no lugar só sentia nojo, não só dela mais de mim. Ela veio atrás de mim, com um Hobby preto tentando me convencer.
–Edward, eu… não queria eu… — tentou arranjar uma forma de me enganar, mas a mim ela não enganaria mais.
–Nem mais um pio Tânia. O pior de tudo é saber que você com a cara mais lavada do mundo, me traindo, ainda desconfiava de mim, eu que nunca te dei motivos. Eu nunca mais quero te ver na minha frente Tânia, nunca mais.
Entrei no carro e sai de lá, desejando nunca mais vê-la. Se meu desejo fosse poder acontecia o que eu queria, mas não a vagabunda ainda veio atrás de mim, se arrastar, me pedir perdão. Eu fingia que ela não existia. A essa altura todos já sabia o que ela fez e sobre o término de nós dois. Mas mesmo assim, mesmo todos sabendo o quão cachorra ela era, ela não me deixa em paz.
Não suportando mais, tomei uma decisão, precisava me mudar, foi quando me lembrei de que minha prima Rosálie morava em Londres, lá seria um bom lugar pra mi livrar dessa psicopata e ainda iria rever minha prima querida que a muito tempo não via nem falava, ela vai tomar um susto com minha ideia.
Como eu não sabia o numero dela, pedir a minha mãe que entrava em constante contato com ela. Com o numero na mão ligue pra ela.
–Alo – Falou ela ainda com a voz que eu lembrava que tinha, se a voz não mudou provavelmente ela não teria mudado muito.
–Olá pirralha quanto tempo! – Era assim que eu a chamava quando crianças. Éramos parceiros, não entendo porque perdermos contato desse jeito.
–Quem esta falando? – ela disse confusa.
–Ah, mas eu não acredito que se esqueceu da voz do seu parceiro de traquinagens. – falei bem humorado.
–Edward? Não é possível. — falou surpresa.
–O próprio, em carne, osso e gostosura.
–Ai. Meu. Deus. Primo quanto tempo, faz o que 7 anos que não nos falamos?– perguntou.
–É… acho que é mais ou menos isso ai.
–Nossa, que saudades de você. Nem reconheci a voz.
–É eu percebi, mas em compensação você continua a mesma.
–Eu. Você nem me viu pra saber se eu mudei ou não.– falou debochada, ela não tinha mudado mesmo.
–Assim como a senhorita falou que eu mudei só pela voz, eu digo que você não mudou, sua voz continua a mesma, muito irritante. – eu adorava provoca-la.
–Vai à merda Edward, mas me diga a que devo a honra da sua ligação?
–Bem… você ainda mora em Londres não é? — perguntei
–Sim, ainda moro, mas porque você quer saber?
–É que… bem aconteceram algumas coisas aqui, então queria me mudar, então lembrei que você morar em Londres. Ai pensei porque não Londres…, ai tava pensando em pedir a você que me ajudasse. Eu pretendo ir o mais rápido possível e queria saber se minha digníssima prima me ajudaria a achar um apartamento.
–Uou! O que foi que aconteceu pra você ta querendo sair o mais rápido possível de NY Ed? – Perguntou inteiriçada. Eu não podia falar esse assunto por telefone.
–Posso te explicar quando eu chegar ai?
–Humm… Pode. – Falou indecisa
–Então isso quer dizer que você vai me ajudar? – perguntei esperançoso
–Mais é claro que sim.
–Então esta bem em quanto tempo posso esta indo.
–Humm… acho que em uma semana tenho tudo pronto.
–Ok então em uma semana nos vermos pessoalmente prima.
–Até lá então, estou animadíssima com sua vinda. Ai que tudo.
–Menos Rosálie, menos. Agora vou desligar tenho que resolver algumas coisas. Tchau te amo.
–Também te amo primo.
Encerramos a ligação, agora já estaria tudo pronto em uma semana estaria longe de NY e longe principalmente da louca da Tânia. Eu teria que tomar cuidado extremo para que ela não soubesse que estaria partindo, muito menos pra onde iria.
{…}
Sexta feira. Uma semana havia se passado e neste momento estava no avião indo em direção a Londres, o tempo previsto da viagem era de 5 horas. Então neste tempo dormi e fiquei pensando na minha vida.
Assim que desembarquei, vi que Rosálie me esperava no saguão de desembarque. Falar que Roselie não mudou foi uma mentira, a visão que eu tinha da Rosie era de minha adolescente miudinha, mas que já demonstrava sua beleza de longe. Mas agora não, ela era uma mulher, ela nem parecia que era mais nova que eu. Eu tinha 24 anos e ela como era um anos mais nova que eu tinha seus 23.
–Quando você me falou que tinha mudado, eu não acreditei. Cadê aquela pirralha que eu vivia puxando as tranças em?
–A Pirralha cresceu primo, Virou mulher. – falou dando uma piscadela pra mim. — mas não fui só eu quem mudou não, nossa Edward você, muuuuuuuuuito gostoso.
Ri – fazer o que né prima, eu sempre sua gostoso desde bebe, a minha beleza só tendeu a crescer. — dei um sorriso torto.
–Você mudou, mas sua modéstia e cara de pau continuam as mesmas não é? – falou debochada.
–Ue e eu iria mudar a minha melhor parte nunca. – falei e rimos.
Já estávamos no apartamento em Rosie alugou pra mim, era sábado, ela havia passado a noite aqui comigo, acabei contando tudo o que se passou e ela ficou chocada. Não era pra tanto, eu também fiquei.
–Nossa, eu não acredito, Deus primo que mulher mais piranha. – falou ainda boquiaberta.
–O pior que eu amava ela, mas depois disso, o amor se foi sabe.
–Sei muito bem, mas agora mudando de assunto preciso te apresentar a alguém. – Rosie falou com alegria.
–Rosie, mal acabei de chegar e você já vem querer me arranjar alguém? – falei na brincadeira.
–Ai seu chato não é nada disso que você ta pensando não, quero te apresentar a Bella. – falou amistosa.
–Bella, que Bella? – falei sem entender.
–Bella, minha melhor amiga, ela mora comigo.
–Ah tá. Humm… que tal deixarmos pra amanha essa apresentação? Hoje vou curtir um pouco meu novo La, e mais tarde vou sair conhecer a cidade sabe. – disse e no final soltei meu sorriso malicioso.
–Ah Safadinho, já vai afogar o ganso né! – falou me cutucando na barriga.
–Fazer o que num é pirralha, sou homem, preciso… aliviar a tensão. – falei e fui pro meu quarto. Ouvindo a risada dela.
De noite, me arrumei com uma calça Jeans colado no corpo e pus uma camisa de botões na frente vermelha. Abri os dois botões de cima pra me deixa mais espojada e segui para algum lugar no centro de Londres. Meu carro já Havia chegado antes de mim, por isso não foi preciso me estressar. Por volta de uma 9h da noite entrei num Pub, era aconchegante e esta um pouco lotado. Sentei em uma mesa e pedi uma bebida. Comecei a olha a pista de dança. Foi quando eu a vi. Linda, vestida numa saia cintura alto bem curta com uma blusa soltinha.
Ela estava dançando tão sensualmente que estava chamando atenção. Mas isso não me intrigou o que prendeu minha atenção é que parecia que ela estava dançando pra mim. Levantei e dei a volta na pista, eu ira chegar nessa morena, e seria por trás.
Quando ia me aproximando ela parou de dançar olhando pro local onde eu estava. A olhei e percebi que ela se frustrou ao pro lugar onde eu estava e não me ver. Dei um sorriso e me aproximei mais ainda. Quando ela se virou na minha direção acabamos nos chocando e ela quase cai, se eu não tivesse segurado.
–Ops cuidado senhorita. Se machucou? – perguntei ainda segurando ela.
–N-na-não, não. Ta tudo bem, você me salvou.
–Humm… Ok…- ainda sem soltar-la – coisa que não fazia nenhuma questão – falou. – Eu reparei que você estava dançando sozinha.
–Sim.
–Veio sozinha?
–É. Minha melhor amiga, desapareceu desde ontem. Ela sempre vem comigo.
–Humm… então já que a senhorita esta sozinha, eu poderia fazer-lhe companhia então.
– Falei dando num final um sorriso torto, que era minha marca registrada.
–Sim, pode ser. – Respondeu encantada.
–Vamos sentar ali na mesa, pra conversarmos, tomarmos um drink… — falou oferecendo. Eu queria saber mais dessa morena.
–Hum, não estou afim de falar, quero dançar. Se você quiser me acompanhar… — Ah, assim você me mata morena. Neste momento começou a tocar uma musica sensual e ela começou a dançar na minha frente, a musica falava tudo o que eu queria fazer com ela. E ainda a malandrinha cantava a musica bem no meu ouvidinho. Porra que mulher é essa eu já estava totalmente duro.
Mas o estopim de tudo foi quando ela disse.
–Agora balance seu corpo, oh, Caramba, eu gosto do jeito que você se move. Então dê para mim, ooh oo. Porque eu já sei o que você quer fazer.
–Pode ter certeza que o que é isso mesmo que eu estou pensando em fazer. — falei no meu ouvido e mordi o modulo da orelha dela.
–Humm… então o que estamos perdendo? Vamos logo! – Direta ela não? Mas antes de irmos eu queria saber seu nome.
–Antes bem que você podia me dizer seu nome não é?
–Sem… nome gato, sem nomes… — falou gemendo e eu não resisti. Sai de lá a levando em direção ao meu carro. A danada, não esperou e tivemos uma torrente noite de puro sexo selvagem ali mesmo dentro do meu carro.
Na manha seguinte, quando acordei no bando traseiro do meu carro, ainda nu, mas sem nenhum vestígio dela. Ta morena doa olhos marcantes. Nossa essa minha vinda pra Londres começou bem em.
Me vesti e fui pra casa. Dormi a manha toda até que Rosálie me ligou pedindo que eu fosse até o apartamento dela que ficava a dois andares da onde era o meu. Ela disse que queria me apresentar a amiga dela.
Sem muitas delongas subi, fui recebido por minha prima.
–Pelo modo como você ta a noite foi boa né! – falou com ar de malicia.
–Humm… foi ótima. — falei demonstrando o quando foi ótima.
–Hummm… Vou querer saber depois viu, ate os detalhes mais sórdido. — falou maliciosa e me dando uma piscadela.
–Deixa de ser enxerida Rosie, e cadê sua amiga? Você não me chamou pra conhece-lá?
–Ta, ta ok vou lá chama-la, mas você não me escapa priminho.- disse saindo em direção ao corredor, mas não antes de apertar o meu nariz. Essa minha prima é uma grande figura.
Enquanto ela ia chamar à amiga, eu fiquei olhando o apartamento delas, era bem aconchegante. Parei em frente a estante e fiquei olhando uma fotos que ali tinha. Fui passando de foto em foto ate parar em uma. Que tinha uma mulher com cabelos castanhos e ar doce. Eu poderia ter passado esta foto, mas o motivo de eu ter parado nela foi o simples fato de que aquela mulher era a gata que passei uma das melhores noites da minha vinda. A minha tentadora. Fiquei ali olhando pra quela foto sem saber o que fazer como será que Roselie a conhecia. Eu precisava falar com Rosie, ela precisava me dizer quem ela.
Nem preciso perguntar pra Rosálie, porque logo em seguida ela entrou na sala falando, sobre a amiga dela, quando me virei vi ali a resposta para minhas dividas.
Parada ao lado da minha prima estava ela, a morena encantadora que eu não sabia o nome, mas agora eu sabia. E sabia um pouco mais alem do que isso. Bella seria minha perdição.
Continua…
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