Entorpecida - Finalizada
13 Inesperado
Notas iniciais
–Humm... – Acordei e minha cabeça parece que vai explodir. Abri meus olhos pra me deparar com um ambiente não conhecido. Com certeza este não é o meu quarto, estava num lugar com paredes claras com moveis escuros, totalmente diferentes do meu quarto onde as paredes eram de um marrom bem intenso.
Onde é que eu estou? – Pensei
Sentei na cama onde eu estava ao fazer isso esbarrei minha mão em algo que estava ao meu lado, verifiquei só pra constatar que era um homem.
–Já vi esta cena antes… — Só pra afirmar o que eu disse olhei debaixo dos lençóis e vi que estava nua. Ri sem humor. Mas uma caça da noite.
Depois daquela festa em que fui com Rosie há dois anos minha vida é esta. Antes eu tinha medo de me relacionar com homens dessa forma, mas agora, praticamente vivia na cama de um homem desconhecido.
Flash da noite passada veio como pancadas na minha cabeça, fazendo com que a dor aumentasse. Eu numa boate no centro de Londres, com Rosie, Mika e Luh. Eu bebendo todas. Eu dançando freneticamente. Eu com um homem na parede na boate. Eu e ele num carro no maior amasso. Nós dois num quarto…
–É a noite foi boa – dei um meio sorriso, e me levantei com o lençol cobrindo minha nudez. Fui ate o banheiro, tomei um banho relaxante e depois me arrumei, voltei pro quarto e o homem sem nome ainda dormia. Olhei pra ele avaliando-o, forte, mas não muito musculoso. Moreno e cabelo curto e preto. Não me importei muito, não sentia nada, meu coração esta fechado pro amor e assim ficará, mas isso não quer dizer que vou ficar na seca. Dei um sorriso sarcástico.
Fui em direção a minha bolsa que estava em cima da mesa de cabeceira e lá de dentro tirei o que precisava. Primeiro um remédio pra aplacar esta dor insuportável, não sei por que eu teimo em beber tanto, se sei que acaba ficando assim no dia seguinte. Voltei ao banheiro com um copo que achei em cima da mesa que tinha no quarto na mão. Bebi o bendito remédio e voltei de novo pro quarto deixando o copo novamente na mesa. Peguei o segundo item que retirei da bolsa. Meu bloco de anotações e caneta.
Ai vocês para pra pensar, porque eu levaria pra uma balada papel e caneta? Seria pra dar seu numero de telefone a algum gato, ou ate mesmo passar seu numero de telefone? Não, não seria nenhuma dessas opções. O real motivo pra levar estes itens para uma balada é porque faz parte do meu ritual. Ai vocês me perguntam de novo, que ritual é esse Bella? Simples, desde meu primeiro envolvimento com homens depois do que passei com “Aquele individuo”, eu meio que peguei uma mania de deixar bilhetes nada gentis para pessoas com quem passo a noite. Rosie que é a única que sabe desse meu ritual sempre diz que eu não deveria fazer isso. sabe o que aconteceu comigo no passado só minha tia e eu a proibi de fazer algum comentário. Rosálie é minha melhor amiga, não que eu esteja desconfiando dela, longe disso, mas ainda tenho um receio de me abrir com alguém, nem mesmo minha tia que me ajudou durante esses anos que morei com ela, eu sou tão aberta. Posso ser carinhosa e dedicada, mas quando é tocado no assunto do coração eu me esquivo, se tento falar o pouco possível.
Saindo dos meus devaneios, terminei de escrever o bilhete e coloquei no lugar onde estava minha bolsa. Dei mais uma olhada no homem deitado na cama, sem me importar e sai de lá sabendo que nunca mais iria velo novamente, assim como os outros.
{…}
Cheguei ao meu apartamento. Por volta das 9h da manha. Ainda com a cabeça estourando entrei, só pra percebi que jogada na sala, em cima do sofá estava Rosie. Fazia um ano e meio que eu e ela decidimos morar juntas. Já estamos na época acabando a faculdade e eu não me via mais morando com minha tia, não era por ela ser chata, pelo contrario ela era a melhor pessoa do mundo pra mim, mas eu sentia a necessidade de me individualizar, de ter algo só meu, que eu pudesse dizer que foi eu quem lutei pra ter, claro que não foi só eu, mas vocês entendem o que eu quero dizer.
Pelo visto, à noite pra ela também foi boa.
Cheguei perto dela e tirando suas pernas do sofá sentei ao seu lado. Ela resmungou, mas não fez nenhum esforço para se levantar.
–Acorda Rosie! – Dei uma tapa na sua bunda.
–Ai Bella deixa eu dormi minha cabeça ta estourando e não to muito boa não, então não enche. – falou virando pro canto do sofá. Revirei os olhos. Levantei e fui ate a cozinha buscar um copo de água pra ela. Voltei pra dar um dos meus remédios pra ela.
–Vem Rosie, acorda. Toma esse remédio que a dor passa.- Chamei e então ela levando e sentou no sofá para tomar o remédio.
–Humm… A noite foi boa pra você né. – Disse com uma voz rouca depois de tomar o remédio me encarando.
–É… foi o mesmo de sempre… — falei me levantando do sofá e pegando o copo da sua mão pra levar pra cozinha.
–Bella! – Ela me chamou antes de eu entrar na cozinha.
–Fala?!
–Me diz, porque você faz isso? Você pensa que não vejo que toda que você sai com um cara desconhecido e deixa esses bilhetinhos você fica cabisbaixa como esta agora.
Ri desconcertada
– É imaginação sua. – falei e voltei o meu caminho pra cozinha. Ela veio atrás de mim.
–Não é minha imaginação coisa nenhuma dona Isabella. Poxa eu sou sua melhor amiga, to aqui pra te ajudar em tudo. Divide comigo poxa.
–Rosie, por favor, não. — coloquei o copo na pia irritada e sai da cozinha rumo ao meu quarto. Estava afim de ficar sozinha e é o que eu iria fazer.
Rosálie tem toda razão de me perguntar, mas eu não quero falar. Não agora. Posso camuflar o pros outros, mas ainda tenho meu coração em ruínas por dentro. Ainda dói muito. Parando pra pensar, se eu faço o que faço, é uma forma de mostrar para mim que posso fazer o mesmo que ele fez comigo.
Entrei no meu quarto, deitei na minha cama e chorei. Chorei muito. Constatar que ainda estou ferida por causa daquele traste, me faz sentir que sou fraca. E eu não quero me sentir assim.
Não sei quanto tempo chorei ate pegar no sono, só sei que acordei sobressaltada com batidas na porta do meu quarto. Levantei, só podia ser a Rosie.
–Rosie eu não quero… — nem terminei de falar e ela me puxou pra sala. Na verdade ela me arrastou até lá.
–Você não sabe da maior. — falou dando pulinhos. E me ignorando.
–Eu pensei… ah deixa pra lá. O que eu não sei? — perguntei e sentei no sofá.
–Meu primo esta vindo pra Londres… Isso não é o Maximo. — falou quase gritando.
–Uou! Como assim, e que primo é esse? — falei confusa.
–Ae não tinha te dito, eu tenho um primo. Eu era muito apegada a ele quando criança, ele é filho da tia Esme, aquela tia que te falei.
Ahh… a tia Esme de quem tanto ela falava…
–Humm, não sabia que ela tinha um filho. Ta vendo ai mocinha, você também não me fala muitas coisas.
–Estamos quites. — Disse tocando a ponta do dedo no meu nariz. Revirei os olhos.
–Ta. E Quando esse primo chega?
–Segundo minha tia, ele ta vindo na próxima semana.
–Humm… E Rosie! — Ela parou de pular e me olhou. – Aonde ele vai ficar?
–Ah… ele pediu pra eu ver um alugueiro de um Apartamento pra ele por aqui.
– Ta bem, agora se divirta ai, pois vou fazer alguma coisa pra comermos, já ta anoitecendo. – levantei e olhei na janela. – Nem percebi que dormi tanto.
–Humm… Ok. Já tava morrendo de fome mesmo. – disse se jogando no sofá.
Rindo a minha amiga figura, fui pra cozinha preparar algo.
{…}
A Semana foi tranquila, depois daquele domingo onde Rosie me disse que o primo viria morar em Londres ela ficou que nem uma doida procurando um lugar pro dito cujo morar. Eu nem me intrometi. A semana foi muito agitada no trabalho. Tanto pra mim como pra Rosie. Trabalhamos em uma empresa de publicidade, uma das mais bem sucedidas de Londres. A empresa se chama D’Mark. Eu sou uma das Designers de lá, uma das melhores. Não é me gabando não, mas é o que dizem e eu só repito.
Hoje era Sábado, estava em casa me arrumando pra mais uma caçada. Rosie desde ontem estava no apartamento do primo ajeitando as coisas.
Coloquei uma roupa bem sexy. Saia cintura alta, e uma blusa soltinha. Um salto pra não perder a sensualidade e uma maquiagem bem marcante. Pronto, estava pronta pra caça de hoje.
Cheguei ao pub, um dos mais movimentados do centro londrino. Filmei todo o local procurando minha possível vitima da noite. Vi vários homens sozinhos. Dei um sorrisinho satisfeito pela minha escolha de local. Pelo menos de lá hoje eu não sairia sozinha. Fui em direção ao balcão, e pedi uma bebida.
–Uma Vodka. – Falei pro barmen com um sorriso nos lábios. Ele prontamente seguiu meu pedido e me entregou.
Passei mais ou menos 2 horas ali bebendo, ainda não tinha escolhido minha presa, mas não por falta de opção, mas porque queria uma coisa diferente. Foi quando vi entrar no local um homem. Quer dizer não era bem um homem, era um Deus Grego em forma humana. O Olhei de cima a baixo. E declarei que seria ele.
Com uma calça Jeans colada e uma camisa vermelha de botões com os primeiros três abertos mostrando seu peitoral viril e musculoso, me fazendo salivar com a visão dele. Olhos verdes e cabelos desgrenhados de um bronze espetacular de tirar o fôlego, e fazer qualquer mulher querer puxar eles enquanto cavalga em cima dele.
Humm… este pensamento me fez molhar a calcinha só de pensar. Eu tenho, não, eu preciso desse homem esta noite.
Deixei o meu copo de vodka no balcão e fui em direção à pista de dança. Ele havia se sentado em uma das mesas ao redor. Pediu uma bebida ao garçom. Assim que a bebida chegou ele olhou pra pista de dança. Essa era a minha hora de ataca. O mais sensual possível comecei a dançar em sua direção. Passava a mão no cabelo, no meu corpo, virava de costas, descia ate o chão de forma sensual sabia que estava atraindo muito olhares. Nestes dois anos aprendi muitas artimanhas pra se conquistar um homem.
Dei uma olhada em direção à mesa, só pra constar que ele não estava mais no mesmo lugar. Suspirei frustrada. Teria que procurar outra vitima. Quando virei em outra direção, esbarrei em alguém e quase cair, só não aconteceu porque braços me seguraram, quando olhei pra pessoa que me segurou, tomei um susto. Era ele, o Deus grego.
–Ops cuidado senhorita. – Ai caramba que voz é essa. – Se machucou?
–N-na-não, não. – pra quê que eu fui gaguejar uma hora dessas. — Ta tudo bem, você me salvou. – dei um sorriso.
–Humm… Ok…- ainda sem me soltar – coisa que não fazia nenhuma questão – ele falou. – Eu reparei que você estava dançando sozinha.
–Sim.
–Veio sozinha?
–É. Minha melhor amiga, desapareceu desde ontem. Ela sempre vem comigo.
–Humm… então já que a senhorita esta sozinha, eu poderia fazer-lhe companhia então. – Falou dando num final um sorriso torto que deixou a mamãe aqui com as pernas bambas.
Se controle Isabella, recomponhas-se.- Ralei comigo mesma em pensamento.
–Sim, pode ser.
–Vamos sentar ali na mesa, pra conversarmos, tomarmos um drink… — falou oferecendo.
–Hum, não estou afim de falar, quero dançar. Se você quiser me acompanhar… — deixar a finalização no ar e comecei a dançar na sua frente ao som de Enrique Iglesias.
Tonight (I'm Lovin' You) — Enrique Iglesias.
Assim que começou a musica colei nele e comecei a cantar no seu ouvido.
–Eu sei que você me quer, eu deixei óbvio que eu quero você também. Então, coloque em mim. Vamos remover o espaço entre mim e você — Quando terminei de recitar as primeiras três estrofes da musica ele me puxou e nos deixou a poucos centímetros de distancia. Homem de atitude gostou.
O perfume dele era inebriante, me deixando tonta. Continuei a cantar.
–Agora balance seu corpo, oh, Caramba, eu gosto do jeito que você se move. Então dê para mim, ooh oo. Porque eu já sei o que você quer fazer. — falei e na mesma hora ele me apalpou e sentir sua excitação no meu baixo ventre.
–Pode ter certeza que o que é isso mesmo que eu estou pensando em fazer. — falou no meu ouvido e mordeu o modulo da minha orelha.
–Humm… então o que estamos perdendo? Vamos logo!
–Antes bem que você podia me dizer seu nome não é? – perguntou ainda mordendo minha orelha.
–Sem… nome gato, sem nomes… — falei quase que gemendo. Ele pegou minha mão e me levou pra fora do Pub. Fomos em direção ao carro estacionamento e paramos em frente a um Volvo C360 prata. Mordi os lábios enquanto ele abria o carro.
Assim que estamos dentro, não aguentei esperar pra onde ele nos levaria. O ataquei ali mesmo. Subi no seu colo, colocando uma perna de cada lado dele e comecei a dar beijos e mordidas em seu pescoço, me deliciando com os gemidos que ele soltava no processo. Enquanto eu cuidava do seu pescoço ele passava a mão em todos os cantos do meu corpo. Apertando minhas nádegas e meus seios no processo. Ele também começou a atacar meu pescoço.
Neste turbilhão de ritmos começamos a tirar a roupa. Já estávamos só de roupas intimas, quando eu toquei seu membro por cima da Box banca, constatando o quão grande ele era. Enquanto eu o acariciava ele retirava meu sutiã.
–Você... Humm… Tem preservativo? — perguntei enquanto me deliciava com a boca dele em meu seio esquerdo.
– No… porta luvas – Disse sem largar de chupar o bico do meu seio, com um pouco de dificuldade consegui pegar o preservativo no porta luvas. Sem mais delongas abri e coloque nele retirando no processo as ultimas peças de roupa que nos faltávamos.
Encaixei-me nele e neste monto parecia que eu morreria em combustão. Mais uma vez tinha acertado na minha escolha. Ele era um puta de um gostoso. Deu pra ver que a noite foi quente.
Ficamos praticamente a noite toda dentro daquele carro. Em um momento em que estamos entregue ao cansaço, ele acabou dormindo. E eu aproveitei para ir embora. Vestir-me as presas e sair de lá, com a impressão que tinha esquecido algo.
Voltei pra casa era 4h da madrugada. Tomei um banho e fiquei pensando na noite com o Deus grego delicia. Foi neste momento que me lembrei do que tinha esquecido. O bilhete, eu na minha pressa acabei esquecendo-me de deixar o bilhete pra ele. Eu nunca desde que comecei a ter esses relacionamentos, esqueci de deixar o bendito bilhete. Teria que falar com a Rosie sobre isso, mas agora eu iria deixar e relaxar, e talvez sonhar com aquele homem que nunca mais iria ver de novo.
Acordei no domingo de novo com a louca da minha amiga batendo na porta do meu quarto.
–Bella, você ta ai? Abre a porta.
–Pera um minutinho, já estou indo abrir.
Levantei pequei meu Hobby e fui abrir a porta pra minha amiga.
–Fala vaca loura, quê que tu quer? – abre a porta e voltei pra sentar na cama, com ele no meu encalço.
–Humm, ontem foi mais um dia de caça né. – Perguntou me avaliando.
–É.
–Então… Como foi? — Perguntou.
–Foi legal, conheci um cara. Cara não um deus grego que me proporcionou uma noite e tanto. — falei relembrando da noite.
–Humm… e você acabou deixando mais um bilhete… olha Bella eu já te falei que… — a interrompi.
–Não deixei o bilhete.
–Tudo bem que… o que? O que você disse?
– Eu não deixei o bilhete.
–Nossa essa é a primeira vez que você não deixa um bilhete.
–É…
–E como você esta se sentindo?
–Não sei estranha, sei La, nunca esqueci e essa noite foi diferente. Eu… não sentir aquele vazio sabe que sentia quando deixava os outros, esse cara… foi diferente.
–Humm, mas agora você nunca mais vai vê-lo né.
–É, pois é… mas mudando de assunto, porque você quase pois minha porta abaixo? – indaguei.
–Ah eh… vim te chamar pra conhecer meu primo, o Edward chegou na Sexta feira.
–Humm… e cadê ele?
–Ta La na sala!
–Vamos lá conhecer este primo, tão falado…
–Para de vendagem e vamos.
Chegamos à sala, e tinha um homem de costas.
–Edward! Aqui esta, esta é a Bella e Bella este é meu primo Edward Cullen.
Assim que ela terminou de falar ele virou de frente pra mim, e quando eu vi quase cai pra traz. Não podia ser. Edward era o Deus grego com quem passei a noite. Ficamos sem reação perdidos no olhar do outro. Num momento inesperado.
Continua…
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