Entorpecida - Finalizada
17 Caindo a ficha
Notas iniciais
–Mais... Rápido... Humm – Em uma velocidade que parecia anormal o corpo dele ia de encontro ao meu, nossos corpos nus se chocavam me deixando ainda mais quente por ele.
–Você quer mais? Então diga… a quem você pertence? — ele perguntou aumentando a velocidade. Eu estava delirante.
–Vo-você. – falei num fio de voz, o meu clímax estava perto, muito perto.
–Não entendi! Você quem? – Ele era muito mandão, não bastava ouvir que eu era dele. – diga meu nome, grite meu nome. Quero que todos ouçam e vejam que você. É. Minha. – Eu não podia aguentar mais, se ele queria que dissesse seu nome eu diria.
–Eu sou sua… Totalmente sua… Edward. PI… PI… PI… PI… PI… PI… PI… PI… PI… PI… PI… PI.
Ah não. De novo não. Mais uma vez estou sonhando com ele. O gostoso, digo, o Edward. Tem sido assim desde aquela noite no pub. A noite que fugi dele. Desde aquele dia me afastei dele, pra tudo, ate no trabalho. Só falo o necessário. Eu tentava ser o menos afetiva com ele.
Ele tentou conversar comigo, mas eu não permiti. Faz um mês que estamos neste embate. A única coisa boa é que ele parou de tentar. Ele estava deixando rolar. Mas conviver com este pedaço de mal caminho o tempo todo não é fácil. Por ser primo da Rosie ele se acha no direito de viver mais lá do que na própria casa dele. E o pior nem é isso, é como ele fica. Ele só falta andar pelado pela casa, e isso claro que contribui pros sonhos cada vez mais calentes que eu tenho. O pior é que to na seca. Isso mesmo depois desse maldito entrar na minha vida, não consegui ir pra cama com mais ninguém. Em todos que eu conhecia me vinha na mente à imagem do Edward. Lembro perfeitamente do que aconteceu quando eu tive minha primeira miragem.
Foi uma semana depois da pub. Fui pra uma boate que sempre frequentava. Estava ocorrendo tudo bem, ate eu por em pratica meus estilos de caça. Já tinha escolhido quem seria o escolhido da noite. Ele era auto, moreno, cabelos médios, num liso de dar inveja. Ele já estava na minha eu já podia ver. Aproximei-me e entrei em ação.
–Sozinho gato? Posso lhe fazer companhia? — sedutoramente falei em seu ouvido. A musica estava muito alta não daria pra ele me escutar de longe, e alem do mais mesmo se desse pra escutar eu faria do mesmo modo.
–Claro gata, ao seu dispor, meu nome é… — o interrompi colocando meu dedo indicador no centro de seus lábios.
–Nada de nomes… não vamos precisar deles, pois não falaremos muito. Nossas bocas estarão muito o ocupadas. – mal dando tempo de ele falar algo ataquei sua boca. Logo de inicio achei esquisito este ato mais acabei esquecendo e tentando aproveitar o máximo.
Já estávamos a um bom tempo num tremendo amasso, o carinha tinha me levado pra um dos cantos da boate e estávamos lá, ate o momento em que mirei meu olhos nos dele. Eu geralmente não faço isso mais não sei por que fiz, e em vez de me depara com os olhos azuis, eu vi verdes intenso. Em vez dos cabelos sedosos, pretos e lisos tinha cabelos ralos irregulares e acobreados. Assim que reparei nisso me afastei. Quem estava na minha frente não era o gato moreno e sim meu tormento desde que chegou à cidade há duas semanas. Edward Cullen.
Olhei assustada e percebendo meu olhar perguntou.
–Algo errado delicia?
–N-Não. Não. O que… o que você esta fazendo aqui. – perguntei confusa.
–Você sabe o que estou fazendo, você mesmo que começou.
Incrédula.
Era como eu estava me sentindo. Eu só podia esta vendo coisas. Não podia ser ele ali na minha frente. Fechei meus olhos bem apertados, tentando recobrar a lucidez. Minha cabeça começou a doer e a girar. Na minha frente eu via ora o garoto com quem eu iria passar a noite, ora Edward.
Eu não estava me sentindo bem. Tateando encostada na parede procurei a saída. Eu precisava sair dali. Eu estava ficando louca.
Aquela noite eu tive o primeiro sonho. Sonho esse que me deixou na manhã seguinte ao acordar totalmente molhada. Eu havia tido um sonho erótico com Edward. Isso não podia estar acontecendo.
Sempre que eu tentava dormir com alguém acontecia isso. Eu já não sabia mais o que fazer. Estava subindo pelas paredes. Eu precisava estar na cama de um homem, mais acho que não poderia ser qualquer homem. Tinha que ser ele. Tinha que ser o Edward, mas isso estava fora de cogitação. Não iria me entregar. Não mesmo.
Hoje, mais uma vez tive o bendito sonho. Eu precisava resolver isso logo. Não aguentaria mais viver desse jeito, mas também não aguentaria derrubar essa barreira. Não estava pronta e acho que nunca estarei pronta pra me curar. Eu precisava falar com alguém. Alguém que sabia sobre o que me aconteceu, e que me entendia.
–Tia, eu não sei o que fazer. Isso já esta me deixando louca. – finalizei assim que contei a minha tia o que estava acontecendo. Tive que contar, o que fazia com os homens pra ela, coisa que não a deixou contente.
–Eu sinceramente não sei Bella. Só posso te dizer que você esta numa sinuca de bico. – falou levantando do sofá e ficando de pé no meio da sala.
–Seria tão bom, se ele não tivesse vindo morar em Londres. – falei descontente.
–Querida. – minha tinha se aproximou de mim e colocou uma de suas mãos no meu rosto. – talvez o seu problema seja este.
–Que problema tia?
–Você foge dos sentimentos. Você não deixa que eles cheguem ate você. Você tem medo filha. Medo de que tudo se repita.
–Não é isso tia, é que…
–É isso sim Bella. – afastou-se. – você se fechou logo após aquele cachorro e aquela cadela terem feito o que fez com você. Só me diga uma coisa, você se sente bem? Você não se sente angustiada por ter se prendido em mágoas? – falou me encarando seria.
–Eu não me fechei tia nem me sinto angustiada ou magoada como você disse. Eu só queria mudar fazer algo que me faça esquecer o que me aconteceu.
– E deixar bilhetes nada gentis para desconhecidos é uma maneira de esquecer? É uma maneira de você ser uma nova pessoa? Será que você não vê que você esta se machucando ainda mais fazendo isso.
Comecei a chorar e ela me abraçou. Ela tinha razão. Eu precisava tirar isso de mim. Eu realmente não esqueci. E nem minha feridas cicatrizaram. Eu machuco os outros pensando esta me curando, mas estou cada vez mais abrindo minhas feridas.
Naquele dia, dormi na casa da minha tia. Eu precisava pensar e tomar uma decisão eu precisava me livrar desse carma que carrego na vida. Ainda não estava pronta pra mudar radicalmente. Mais eu iria mudar as poucos. Assim como me tornei quem sou agora, posso me tornar numa outra pessoa. Alguém que — como disse minha tia — não carregue magoas nem cicatrizes. Se eu iria me envolver serio com alguém ou pelo menos tentar, eu iria ser outra pessoa uma pessoa melhor do que sou.
…
Durante este tempo vinha me preparando pra este dia, o dia em que eu me abriria para a pessoa que eu considerava minha amiga, minha irmã. Rosie entrou na minha vida no momento em que minha vida estava de cabeça pra baixo. Eu estava despedaçada, destruída. Ela e minha tia me ajudaram a me reerguer – não totalmente – mas ainda sim mudou uma parte na minha vida.
Os seis meses que se passaram desde minha conversa com minha tia, me serviram para abrir minha mente pras coisas erradas que eu fazia, e aos poucos fui eliminando cada coisa que fazia de errado. Uma a uma fui tirando a Bella amargurada e dando lugar a um pedaço da Bella antiga. Aquela que acreditava em tudo e todos, mas não a mesma. Esta era uma nova versão mais madura e mais inteirada da realidade que estava em minha volta.
Uma das decisões mais drásticas que eu fiz foi parar de me relacionar com desconhecidos e muito menos deixar bilhetinho, mas esta decisão foi tomada não só pelo fator que abri minha mente, pois mesmo se eu ainda pensasse como antigamente eu não iria consegui.
Eu estava me encantando com Edward o jeito dele me acalmava e me atiçava ao mesmo tempo. Eu parei de ser fria com ele, voltamos a nos falar normalmente, eramos bons amigos, mas… ele estava diferente, digo, não diferente no modo de agir comigo, ele estava me tratando como uma amiga, uma irmã, e não como quando ele falou que iria me conquistar. Admito que fiquei um pouco desapontada, mas deixei passar.
Eu iria pensar mais em relação ao assunto "Edward e eu" quando tivesse livre de tudo o que escondo. Tinha marcado com Rosie um cineminha em casa e pedi que chamasse Edward também. Estava decidida a contar os dois de uma só vez.
Já era de noite. Eu estava na cozinha preparando alguns quitutes pra comermos. Minhas mãos treminhão. Sei que não devia ficar daquele jeito, mas eu não podia relembrar aquele dia me dava calafrios. Mesmo assim, mesmo tendo medo eu iria seguir, eu iria virar de vez aquela pagina e iria me dar uma chance.
–O Edward ainda não chegou? – perguntei a Rosie assim que cheguei na sala e ela esta sentada no sofá passando os canais da TV.
–Ainda não… daqui a pouco ele chega. – falou sem tirar os olhos da TV.
–Humm… Ok! Eu vou terminar de fazer os sanduíches e ai podemos assistir o filme, alias que filme você escolheu?
–Ainda não escolhi. Não tem nada que preste nesses canais. – falou chateada.
–Rosie, aluga logo um filme e para de charme. – dei um cascudo na cabeça dela. – Ah‼ não alugue filme de terror sei que é o seu preferido, mas você sabe que morro de medo. – falei indo pra cozinha e ouvindo a risada da minha melhor amiga.
15 minutos depois ouço a campainha tocar. Devia ser o Edward chegando. Peguei bandeja com os sanduíches prontos e fui em direção à sala. Quando cheguei lá, paralisei e acabei deixando cair à bandeja de sanduíches da minha mão.
Ao lado de Edward estava Raquel, uma das nossas colegas de trabalho, quer dizer, a mais atirada daquela empresa, mas o que ela estava fazendo aqui?
–Algum problema Bella? – Edward perguntou com preocupação nos olhos e vindo em minha direção, acompanhado de Rosie pra ajudar a com a bandeja.
–Não foi nada não, eu que sou estabanada mesmo, mas o que ela esta fazendo aqui? – perguntei. Rosie já tinha pegado a bandeja e já havia levado para cozinha.
–Ah‼ ela veio comigo, estamos saindo sabe. Se conhecendo, então resolvi trazê-la comigo, conhecer melhor minha prima, essa coisas sabe.
–Ahh‼ — falei desanimada coisa que não passou despercebido por ele.
–O que foi? Parece triste.
–Já falei, não foi nada. – chateada fui para a cozinha, deixando um Edward confuso e esbarrando em Rosie no caminho.
– O que foi isso Bella? Você não vai assistir ao filme? – perguntou segurando meu braço.
–Perdi a vontade de assistir filme, mas não estrague as coisas por minha causa. To com dor de cabeça estou indo me deitar.
Puxei meu braço e fui pro meu quarto.
Assim que deitei na cama, lagrimas de ódio banharam meu rosto, mas não era ódio dele, era ódio de mim. Do que eu estava sentindo. Coisa que sabia muito bem o que era. O ciúme estava correndo livre pelo meu sangue um ciúmes que não era pra eu esta sentindo. Muito menos agora que ele..., que ele esta com esse assanhada agrrr. Por conta dessa situação eu acabei não contando a nenhum dos dois o que me aconteceu no passado. E enquanto essa minha raiva não passasse eu não contaria. E alguma coisa me diz que esta raiva só vai passar quando eu tiver certeza que essa piranha não estiver mais com ele.
Continua…
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