Então, você é um ET?Quase isso.

3 Capítulo 3 - Um desafio e um admirador secreto


Notas iniciais
Algumas explicações e um pouquinho da visão da Jennifer nesse capítulo, e também um desafio maluco que me veio a cabeça e não resisti, eu começo a escrever e quando vejo sai uns negócios doidos desses.Boa leitura.

Rachel POV

PORQUE ELA NÂO SAI?Já faz 14 minutos que ela está lá e nada, eu já nadei até ela 4 vezes, a cutuquei, bati na cabeça, tentei puxar pelo cabelo, e tudo que ela fez em resposta foi um não balançando a cabeça e o dedo indicador de um lado pro outro, e um sinal de mais tempo com a mão.Ela vai morrer lá dentro e eu não sei o que fazer, eu não posso deixá-la morrer por que não acreditei nela, quero dizer é meio que óbvio,nem com uma vida inteira de treino alguém conseguiria ficar debaixo d'água por mais de 10 minutos e ela está lá embaixo a 15, peraí 16 agora, Jennifer é muita coisa, ela é gentil,minha melhor amiga, e uma teimosa incomparável, ela é debochada e desinteressada e as vezes ela sabe ser insuportavelmente irritante e olha que quem diz isso é Rachel Berry, mas ela definitivamente não é humana.O problema é, 30 minutos??Será que ela não precisa respirar?Que eu saiba nada que respira dá conta de ficar tanto tempo sem oxigênio, mas ela sabe o que faz, quando o celular apitar eu a chamo de novo.

OK, dessa vez ela subiu comigo, carregando os pesos sem esforço algum, e apesar de estar meia hora dentro d'água ela não estava nem ofegante, é claro que ela não precisa de ar. Saímos da água, e ela arrebentou os cadeados antes de colocar os pesos no metal novamente, com certo receio se virou pra mim.

– E aí, acredita em mim agora? — acenei positivamente com a cabeça.

– Acredito, tem como não acreditar? Você acabou de passar meia hora debaixo d'água. Você não respira? — ela riu e respondeu, torcendo a camiseta pra tirar o excesso de água.

– Respiro, mas eu treinei algumas vezes, agora eu consigo prender a respiração por muito mais tempo — mais tempo?

– Quanto tempo? — perguntei extremamente curiosa.

– Ah sei lá, da última vez eu fiquei por duas horas, mas eu acho que com um pouco mais de treino eu consigo mais — Deus, ela disse duas horas? Que espécie de alien é essa?

–Como você faz isso, é algum tipo de super poder ou... — ela me interrompe.

–Rach, tira um pouco de água da sua roupa, agente não pode sair daqui pingando, e depois eu vou te explicando tudo — fiz como ela falou e sentei no chão, esperando o começo da próxima aula para podermos levar os pesos — Não é bem um super poder é mais como... Parte de uma habilidade, ficar sem respirar não é um poder, mas é como uma parte dele, os poderes em si, são mal definidos por que agente é meio humano também — espera aí, para tudo um pouco.

– Agente?Quem mais é assim?A sua família, ela... São todos é... O que você é? Tipo uma semi alien, ou uma híbrida? — estou perdida nos meus devaneios e só acordo com a gargalhada dela — Hey — eu reclamo e faço bico — Para de rir da minha cara — aos poucos ela vai parando e depois se desculpa.

– Desculpa Ray, desculpa é só que, semi alien é muito esquisito, mas não, eu não sou uma híbrida, não é uma divisão muito boa, meu organismo é muito mais humano do que alien, acho que a melhor definição seria mutante eu acho, por que nascemos humanos e fizeram isso, como nos X-men, a única diferença é que quem fez isso comigo foram ETs e não pessoas — X-men ? O que é isso ? Será que ela ta falando daquele filme, ou é um desenho?

– Ok, você ta boiando, sempre esqueço que você é não é uma nerd, é aquele desenho que tem uma escola de mutantes, ah esquece eles não são bons exemplos — ela balança a cabeça desistindo de achar um bom exemplo — Esquece, depois eu arranjo uma explicação melhor, e agente, quer dizer eu e Chuck, Kath tem um pouco também, mas é em menores proporções — sabe quando você tá baixando música no seu computador e aparece lá memória cheia, eu to me sentindo assim agora como se minha cabeça tivesse coisa demais pra entrar qualquer informação nova.

– E Leena? Ela é normal? — ok essa frase não foi bem formulada.

– Aham — ela olha pra baixo e diz — Vamos, eu tenho que ir à loja de ferramentas ainda — enquanto levanta e me deixa sentada lá.

– Espera, foi sem querer eu não quis dizer isso — ela me olha.

– Ta tudo bem, não somos normais mesmo, agente conversa depois, tenho que resolver algumas coisas, ninguém pode saber ok? — e então ela vai embora.

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Jennifer P.O.V.

Ok, eu to muito, muito, ferrada, faz 3 dias que contei pra Rachel que eu sou....bem, não sou normal, e até provei pra ela, bem que eu sabia que treinar meu fôlego seria útil, claro não usei ele pra nada incrível, só foi útil, foi o jeito mais fácil de prová-la ainda estando na escola e tudo.

Incrivelmente, ela reagiu muito bem, não surtou nem nada, pelo menos não na minha frente, deu até um alivio quando ela falou que acreditava. Esse segredo já existe há muito tempo e tava me sufocando, contar pra alguém foi, digamos assim libertador, e eu fico feliz que tenha sido Rachel eu não confiaria isso a muitas pessoas, talvez Noah ou Quinn, mas de todas as opções Ray, com certeza era a melhor, nada contra meus outros amigos, mas eu conheço Rachel desde meus dois anos de idade e ela é ótima com segredos, e apesar de sempre ficar nervosa quando mente sobre alguma coisa que fez, ela não tem problema algum em mentir para os outros, acho que não dói à consciência se você sabe que não tem a opção de contar por que o segredo não é seu. Apesar de não me arrepender, doeu um pouco quando ela perguntou se Leena era normal, mas a culpa não é dela já que não somos normais mesmo, alias acho que foi por isso que doeu, ser o que sou já me atormentou muito, essa experiência de laboratório que foi projetada com o objetivo de matar seres humanos, sempre me senti como um monstrinho disfarçado e desde que Kath disse que tínhamos que treinar pra controlar nossas emoções, pois se nos deixássemos levar por elas poderíamos machucar alguém, tudo que eu penso é que independentemente de qualquer treino, em algum momento eu vou explodir e acabar matando alguém.

Paranóias e preocupações a parte, minha vida ta até boa, Ok eu admito isso é uma grande mentira, minha vida ta um completo sacrifício, essas estúpidas provas tão tomando todo meu tempo, não que eu precise estudar, mas como ninguém sabe disso eu venho sendo obrigada a passar horas fingindo estudar no maldito quarto da Quinn, que alias é insuportavelmente abafado, eu não to reclamando, Quinn é muito doce e eu a amo do fundo do meu coração, ela é uma das minhas melhores amigas, e depois da Rachel é a pessoa que mais confio, mas passar horas com a cara dentro daqueles livros velhos e poeirentos é entediante como o inferno.Não bastante o tempo que passo "estudando", ainda perco tempo fazendo as provas, tempo precioso onde eu deveria estar procurando meu alvo.Outra coisa irritante, meu 'GPS' não funciona com experiências, não corretamente pelo menos, acabei de descobrir isso, já que segundo ele, Jacob Ben Israel é uma experiência,o que eu tenho certeza é impossível, ele é fraco e esquisito demais, além de que não tem o cheiro certo, só pra ter certeza eu dei um soco nele quando o vi no corredor, e como esperado ele desmaiou, fraco demais, se fosse uma experiência, mesmo sem saber ou treinar no máximo sangraria,eu mal usei da força de um humano, foi meio cruel na verdade, mas não da pra ter dó já que quando eu cheguei perto pra falar com ele, ele tentou me cantar, foi bem merecido.Além disso, tem também a ditadora da Kath controlando cada mísero milésimo de segundo da minha vida, se dependesse dela eu passaria 15 horas treinando, 5 estudando e 4 fazendo coisas do tipo banho, vida social, alimentação, banheiro e dormir, parece que eu estou só sendo dramática, mas é serio ela realmente propôs que eu fizesse isso, claro que foi muito difícil resistir a tentação de mandá-la pros quintos dos infernos, mas eu to orgulhosa de mim, permaneci calma e murmurei um contido 'vai ver se eu to na esquina!'antes de pegar meu material e correr pra casa de Q. Falando na futura senhora Berry, olha lá a dita loira.

–hey Q, tudo em paz? — ela soltou uma risadinha, isso é meio que um desafio, semana passada Santana disse que Rachel era certinha de mais e não tinha originalidade ou personalidade alguma por que sempre que via alguém vinha com o rotineiro 'bom dia alguém, como vai você?'eu a acusei de falta do que fazer e disse que pra alguém que não se importava, Santana pegava demais no pé de Rachel, ela disse que eu só estava defendendo a anã por que era tão sem imaginação quanto, eu discordei e ela me desafiou, por três semanas eu não poderia usar a mesma saudação por mais de um dia. Depois da primeira semana e dos tradicionais 'como vai você’, 'tudo bem', 'como vai seu dia', 'oi’, 'olá’, 'bom dia' e até do ousado 'Buenas días S, como estas?'comecei a pesquisar cumprimentos na internet e abracadabra, tenho comprimentos suficientes pra um ano de desafio, mas eu não gosto de usá-los, me sinto meio que trapaceando, então assisto filmes de outras épocas ou realidades, e tenho minhas preciosas saudações.

–Ainda não desistiu dessa aposta?Você sabe que Santana não vai te deixar ganhar certo?Ela vai continuar nisso até você desistir — ela disse como se fosse um aviso realmente importante, mas eu sei que ela ta me zuando, me subestimando, e eu odeio isso. Eu sei que S vai dar trabalho daí vem à diversão, eu gosto de bons desafios e esse é um enorme, fazer Santana Lopez admitir a derrota vai ser extremamente prazeroso.

– Eu to na paz também Quinn, obrigada por perguntar — respondi ironicamente — Obrigada pela confiança em mim, também. Eu aprecio o seu apoio.

– Sem ofensas Jennifer mas você não tem chances, Santana é uma vadia extremamente criativa, você já ouviu as centenas de apelidos que ela dá pra todo mundo, você parece se manter no tradicional mesmo, não é espontânea o suficiente, é muito reservada -Quinn costuma ler as pessoas muito bem, ela me lê bem também, mas ela não tem as informações corretas, eu sou reservada por que preciso, devido a todos esses segredos se eu for extrovertida demais chamo muita atenção, mas ela deveria saber que eu posso ser espontânea o suficiente pra lidar com a mente colorida da Lopez.

– Ok, agora é questão de honra, no final disso, seja quando acabar, você vai morder essa sua língua, loira. — respondi meio irritada, mas confiante, eu vou ganhar isso nem que eu tenha que começar a citar Navi como o nerd do Evans.

– Você é loira também sabia?Até mais que eu — eu tive que rir, Quinn é assim, nunca aponta pro obvio.

– Uau, você ainda me choca com esse seu incrível poder de observação, acho que nunca vou me acostumar. — meu rosto transborda falsa admiração e Quinn revira os olhos com meu deboche.

– só to falando que... — não, eu não vou continuar essa discussão, de maneira alguma.

– Ok Q, você ta certa, eu também sou loira, feliz agora?De qualquer maneira você sabe que eu não vou parar de te chamar assim, por que ainda discute comigo? — ela da um suspirinho teatralmente cansado e responde.

– Nem eu sei... Qual sua primeira aula? — mudou de assunto, ótimo por que esse tipo de conversa tende a não terminar nunca quando se trata de nós duas.

– Biologia.Igual a sua, por isso to aqui te esperando a quase meia hora.Quantos livros você leva pra essa aula? — eu to um misto de irritação e confusão, desde que eu cheguei que ela ta mexendo nesse armário e até agora não parou.

– Só esses aqui, vamos!- sai andando e me deixa pra trás, ok eu vou ignorar o tempo absurdo que ela ficou fuçando naquele armário pra no fim me dizer que vai levar os dois livros que tava segurando nos braços o tempo todo.

– E então, como vai seu admirador secreto? — mudei o tom de voz pra um mais ameno, calmo e suave, do tipo que uso quando quero passar segurança, tenho essa intuição maluca de que Quinn ta com essas atitudes esquisitas por causa dos bilhetes que a Rach manda no anonimato.

– Não faço a menor idéia, já que ele não dá sinal de vida desde sexta — ela tem uma voz irônica e um pouco desapontada. Rachel não tem idéia do que ta fazendo com a Q. Claro, teoricamente Quinn deveria ser indiferente a essa história de bilhetinhos e admirador secreto e tal, por que bem ela é Quinn Fabray/Ice Queen/objeto de desejo de quase toda a escola, mas é incrível como diferentemente das outras vezes, ela se mostra cada vez mais e mais interessada. Eu não sei o que Rachel escreve, mas ela deve ser muito boa.

– Desde sexta?Tem alguma idéia do por quê? — aparentemente Rachel ficou mais abalada do que eu imaginava, obviamente que eu não podia pedi-la pra levar numa boa, é realmente muito informação e ela é Rachel Berry afinal, mas os bilhetinhos diários para Quinn Fabray são sagrados, e ela não deixou de entregá-los mesmo com toda confusão do Hudson e desse estúpido pedido de casamento, não é á toa todo o mau humor da Fabray.

– Não, por que eu não sei quem ele é, lembra? — mau-humor, irritação, graças a Deus que sou treinada pra ser um poço de paciência...

– Ok, esqueci que você só pensa em si mesma Fabray, às vezes você fez alguma coisa que o incomodou, sei lá, saiu com alguém, ou algo assim, você tem que sair da depressão de saber que foi abandonada e tentar pensar em por que ele abandonaria, se você fez algo que pode tê-lo feito desanimar, esquece o seu lado da história e tenta ver o dele um pouco, caramba....- fui direta e calma, tão calma que posso ter parecido um pouco fria, mas com Quinn tenho que ser assim, ou eu falo na lata ou ela não leva a sério, então em situações como essa eu simplesmente vomito todo o outro lado da história nela, pra ver se ela se toca um pouco e para de surtar.

– Calma aí garota, ok você tem razão eu sai com o Puck nesse final de semana, e agente meio que ficou, mas ninguém ta sabendo eu só contei pra Rach e agora pra você – Isso, joga na cara dela que você ta saindo com o Puckerman, DE NOVO, tudo bem que Q não sabe quem é o admirador, mas eu já até imagino o quanto isso machucou a pequena, DROGA Q, por que tem que ser tão cega.

– VOCÊ só contou pra mim e pra Rach, e Noah será que ele foi tão discreto assim?E deixa eu te lembrar que o admirador pode ser qualquer um, como você sabe que ele não ficou sabendo de alguma maneira? — Quinn às vezes é tão inocente, com certeza metade da escola deve saber desse encontro agora, considerando a originalidade do Noah eles foram ao Breadstix e qual a chance de qualquer outra pessoa da escola ter visto? Tipo de 98 por cento.

Quinn ficou quieta por um tempo antes de me responder.

– Você tem razão ele provavelmente deve estar magoado, mas não é como se ele tivesse o direito de estar, ele nunca nem se apresentou, não pode querer que eu fique sozinha por que estou recebendo bilhetinhos de um cara que eu nem sei quem é — ela está só se defendendo, mas não esta de todo errada.

– Ok, você tem um ponto, mas sabe que eu estou certa sobre magoá-lo certo? — ela assentiu disfarçadamente e ficou pensativa — Olha Quinnie, relaxe está bem? Tenho certeza que ainda hoje você vai achar mais um papelzinho no seu armário.

Ela pareceu relaxar um pouco e murmurou um baixo 'ok', antes de virarmos o corredor e encontrarmos Rachel, ela me viu primeiro, lançou um olhar assustador, quase maníaco e eu tive vontade de correr, já estava acostumada com toda a intensidade dela, mas não queria falar sobre nossa conversa de sexta-feira, já estava arquitetando todo um plano de fuga quando ela viu Quinn, o olhar maníaco se tornou dolorido antes de um sorriso do tamanho do sol tomar seus lábios, os olhos continuavam ligeiramente doloridos, mas tinha uma pontada de alegria genuína, Rach era uma boba apaixonada mesmo. Ouvi o coração de Quinn dar um pequeno salto antes de tranquilizar de novo, idiotas, duas bobonas apaixonadas e ficam aí de frescura.

– Bom dia Quinnie, bom dia Jenna. Como vão vocês? — Santana tem razão, o excesso de educação de Rachel pode ser extremamente irritante, principalmente quando toda essa calma e animação não são tão verdadeiros.

– Bom dia Rach, eu vou bem. E você, como vai? — Quinn sorria timidamente e quanto a Rachel, se eu tivesse o poder eu daria o Oscar de melhor atriz do século pra ela agora, eu já tava meio que ficando na dúvida se ela tava sofrendo mesmo ou se era só super-protetorismo da minha parte.

– Vou bem Q, obrigada por perguntar. Então qual aula agora, que vocês têm? – Ótimo, já ta invertendo a ordem das falas, ela ta nervosa mesmo.

Bem eu tava sendo totalmente ignorada ali, então fiquei só observando a interação das duas, vez ou outra Rachel fazia algo errado, não existia um padrão de erro, só estava errado, várias situações diferentes, ela já estava cansada de atuar e simplesmente não estava indo tão bem agora, saindo do personagem próprio, aquela não era Rachel Berry.

Chegamos a sala e eu avisei que ia matar aula, saindo em direção as arquibancadas, encontrei meu irmão e ele disse que já estava tudo certo com os orangotangos do time de futebol, todos devidamente subornados e chantageados, as vezes sinto muito orgulho de Chuck, ele sabe ser eficiente, isso até ele dar alguma tirada sem graça, aí passa, a velha vontade de arrancar aqueles cabelos loiros fio por fio volta, e as coisas retornam a sua ordem natural, um mundo onde Chuck é irritante, Leena perfeitinha demais, Kath uma exterminadora do futuro sem alma, e eu uma simplesmente incrível garota com genes de et. Ok, problemas de outro mundo resolvidos, está na hora da minha intervenção em Lucyland, Rachel está com problemas.

Notas finais
Hey pessoas, obrigada pela presença e queria pedir que comentassem, ninguem comentou nada depois do primeiro capítulo e eu fiquei meio na dúvida se tá ficando ruim, então qualquer sugestão ou crítica, ou até mesmo pra dizer se ta gostando ou não,eu agradeço desde já.