Poxa meu!chora teu.Pego o maço da mochila,a mochila ta bem perto do violão.

Bem ao longe avisto um cara de carrão, que me faz um aceno como se me conhece-se,

Talvez sim, talvez não.Ele chega perto, a mochila ainda ta aberta, me oferece um chandon.

Senta ao meu lado, da um gole, diz que lamenta por ter sumido, mas que tinha certeza que ainda nesta vida, nos encontraríamos e sorriríamos ao lembrar dos velhos tempos.

Eu explico a ele que já sorri demais ao lembrar de nos dois, meu sorriso ta esgotado, ta cansado.

Ele diz que ta na hora de parar,que com essa minha marra não chego a nenhum lugar.

Digo a ele então; que não a melhor lugar aonde eu estou, pra me dar mais um tempo por favor.

Ele me pergunta se terminei o curso de teatro, eu lhe olho com cara de desdém, some daqui.

“Vá viver tua vida” eu lhe digo.

Ele sorri e diz que esta sentado bem ao lado dela.

Eu tiro do meu maço, um cigarro, sorriu.

Ele me olha, estranhando, acendo o cigarro e já lhe dou uma tragada.

“Acho que tua vida ta acabada” digo.

Ele diz que já devo estar estragada.

Assopro a fumaça no rosto dele e digo lhe então pra me dar mais um tempo.

Ele diz que só voltara então, quando eu lhe procurar, dou uma tragada profunda e digo a ele, pra esperar, só que sentado, porque não vou e isso vai cansar.

Ele digere com exito as minhas duras palavras, pergunta onde foi parar o meu amor.

Eu lhe digo, que ele estava ai, pelo mundão.

Me diz que ta cansado da minha insistência, me abraça forte.

Meu deus, cade seu maldito ibope?

Vá pro inferno, e vê se some.

Levanto, jogo a mochila nas costas, pego o violão e jogo o cigarro no chão.

Digo que quem partirá agora será eu e pra que agora, ele vá embora porque da minha vida cuido eu.