Ensina-me a amar.
39 Procurando respostas e cumprindo promessas.
Notas iniciais

Por um momento, eu achava que tinha seguido em frente. Passo por passo! Mas, em minhas mãos, estava a prova que eu quase matei o homem que eu amava. Meus dedos tremiam segurando aquele colar, enquanto o sentei em sua cadeira. O encarei, confusa e assustada. Ninguém havia me falado que Tony havia morrido.
— Amor, é melhor você explicar. Antes que, eu enlouqueça. Disse, o encarando. Ele suspirou, sabia que eu estava no limite. Estava andando na corda bamba á muito tempo. E implorava por um pouquinho de paz. Para ter meus filhos... Mas, a paz parecia um luxo que eu não tinha direito.
— Quando, acordei. O médico estava tão surpreso, tão assustado. E no mesmo instantes, meus olhos se focaram no colar em meu peito, a chama não estava mais lá. A primeira coisa que eu pensei foi que... Disse Tony, balançando a cabeça. Como se ele quisesse espantar uma memória ruim.
— Eu estava morta. Disse, baixinho. Me compadecendo pelo sofrimento e impotência que ele deve ter sentido.
— O médico disse que você estava viva, assim que implorei para vê-la. Percebi que minhas pernas não se mexiam. Mas, naquele momento, não me dei conta da gravidade da situação. Só queria checa-la, senti-la em meus braços. Ter certeza que você estava viva. Pelo menos, você. Disse, olhando para minha barriga e se sentindo culpado. Aquilo não precisou de tradução. Eu sabia que Tony amava nossos bebês, mas viver sem mim não era uma opção. E esse sentimento que sentíamos um pelo outro, mas uma vez se mostrava acima de tudo.
E se isso me assustava? Inferno! Sim, bastante. Porque, comigo era igual. Segurei sua mão, mostrando que eu estava aqui e que tínhamos superado. Ou pelos menos, tentando superar.
— E então? Questionei, o encarando.
— Eu vi que você estava viva e os bebês também. Foi o maior alivio que eu já senti em toda a minha vida! Mas, o médico disse que você estava em uma espécie de coma e fui jogado na merda novamente. Disse Tony, seus olhos brilhando em lágrimas não derramadas.
— Tony... Disse, acariciando seu rosto.
— Não! Balançou a cabeça, inconsolável. Se afastando de mim. – Vamos apenas jogar limpo? Eu voltei, porque por algum motivo, nós não conseguimos viver sem um ao outro. Mas, tudo tem um preço e não sabemos no que isso implica. Mas...
— Mas... O que Tony? Questionei, o olhando.
— Eu não devia ter voltado. Gritou, me olhando.
— Não fale essa porra para mim! Gritei, de volta. Me afastando dele, como se ele tivesse falado um blasfêmia e para mim, tinha.
— Eu errei em todos os momentos. Todos eles! Não devia ter criado Ultron, não devia ter apoiado o tratado e muito menos, o assinado. Devia ter sumido com você, ter ficado em alguma praia isolada observando sua barriga crescer. E toda uma vida não será suficiente para pedir perdão. Disse, olhando sua cadeira.
— Eu já te perdoei. Perdoei á muito tempo! Eu só quero você ao meu lado, é tudo que eu peço. Eu perdoei Ultron, perdoei o tratado, as brigas... Cada momento ruim que passamos, não se pode comparar ao bons e ao meu amor por você. Respondi, segurando em seu rosto. E me sentando em seu colo.
— Talvez, você tivesse que ter escolhido outro vingador. Como, Steve, por exemplo... Disse, em tom de brincadeira. Fiquei rígida em seu colo, lembrando do nosso beijo no galpão. Que Tony nunca descobrisse isso ou os sentimentos de Steve. Apesar, do beijo ter me deixado triste por Steve e confusa.
Não tinha significado nada para mim. Só que Tony mataria Steve se soubesse, podendo até me culpar.
— Duvido muito que você esteja falando sério. Disse, me escondendo em seu pescoço.
— Tem razão. Gargalhou, cínico. Me fazendo voltar a respirar... – Você é somente minha! Somos perfeitos juntos.
— Essa é a coisa mais correta que você falou em meses. Debochei, rindo. O que o fez dar um tapa em minha coxa, me fazendo dar um grito. Enquanto, ele me beijava carinhosamente. O assunto da morte temporária de Tony voltou em minha mente. Me alertando... Deveria ir atrás de mais informações.
E só havia um lugar que tinha a informação. O primeiro lugar que fomos atendidos foi na Alemanha. Ir a Alemanha, estava fora de cogitação. Ross estava no meu encalço, a única coisa que o impediu de colocar as mãos em mim. Foi a opinião pública e é claro, Tony. Ele sabia que arrumaria a maior confusão da vida dele se encostasse em mim. Não existiria nada que impedisse que Tony se virasse contra ele e com ele, todos os vingadores.
Aliás, imagine o que o povo dos Estados Unidos faria se eles prendessem uma super heroína gravida de gêmeos? Então, eles decidiram deixar as mãos e algemas longe de mim.
— Você precisa descansar. Afirmei, olhando Tony e voltando ao tempo presente. Ele assentiu, parecendo cansado.
— Vem comigo? Questionou, carente e implorativo. Sorri, encantada com aquilo.
— Em alguns minutos, irei. Prometo! Disse, me levantando. Ele acenou e sua cadeira altamente tecnológica deslizou pelo complexo. Mal podia esperar para vê-lo caminhando outra vez. Sei que a cada dia, comigo na piscina ou na fisioterapia estávamos mais perto do resultado. Eu tinha certeza que veria Tony andar, antes dos meus bebês nascerem.
Me direcionei, ao escritório de reuniões. Me sentando na imensa mesa, agora vazia. Tentei reprimir todas as lembranças, nesse momento, tristes. De todas as nossas reuniões aqui. Eu sentia falta de todos eles. Queria que todos estivessem aqui, compartilhando comigo. Os vingadores eram a única família que eu conhecia e tinha. Os amava!
Nós ver separados assim, é uma dor diária.
— Sexta-feira. Suspirei, quase não acreditando que faria aquilo. – Preciso que faça algo por mim.
— Á sua disposição, Sra. Stark. Respondeu, solicita como sempre. Sorri, com a forma que ela me chamou.
— Preciso do vídeo da morte de Tony. No hospital da Alemanha! Sei que deve ser confidencial e restrito, faça o que puder para tê-lo. Informei, atenta. Só de pensar que eu teria que ver Tony morrendo, algo amargo se remexia dentro de mim. – E me ligue com o professor Charles Xavier.
— Sim, senhora. Demorarão alguns minutos para hackear o vídeo do hospital.
Se alguém, poderia me explicar com mais certeza o que tinha acontecido com ele. Ou pelos menos, a explicação mais próxima a isso. Talvez, eu devesse procurar uma segunda opinião também. Duvido que eu tinha algo para me basear ou que algo, meramente parecido tivesse acontecido anteriormente.
— Scarlet... A voz tranquila soou.
— Olá, professor. Eu realmente preciso de sua ajuda, e de alguns favores. Pedi, tímida. Desconfortável para mim pedir isso. Sempre fui independente e resolvia os meus problemas, se algo me incomodava... Eu tirava do meu caminho.
— Diga, querida. Disse, em um tom fraternal.
— O primeiro é complicado de explicar, assim que obter o vídeo. Irei fazer uma visita no instituto, algo muito diferente aconteceu comigo e Tony. Só você, pode me fazer chegar perto de um explicação concreta. Suspirei, olhando para seu rosto pela chamada de vídeo que sexta-feira adaptou. Ele assentiu, de repente... Preocupado.
— Você sabe que suas habilidades sempre me fascinaram. Terei prazer em ajudar. E o segundo? Questionou, sorridente.
— Eu prometi a alguém que o ajudaria com sua mente. Ele tem vários problemas com suas memórias e sua mente, pelos anos que passou nas mãos da Hidra e você é a melhor pessoa que conheço para ajudá-lo. Creio que teremos que usar o cérebro para localiza-los, ninguém pode saber que faremos isso. Se você decidir me ajudar, é claro. Informei, um pouco nervosa. Eu fiz uma promessa e pretendia cumprir, eu ajudaria Bucky no que eu pudesse. E o professor é o cérebro mais poderoso da terra.
— Será um prazer ajuda-lo. Afinal, todos temos que ajudar a quem precisa. Afirmou, sorrindo.
— Acho que você já faz mais que sua parte, professor. Sorri, grata. – Muito obrigado.
— E quem procuraremos? Questionou.
— James Buchanan Barnes. Ou, Steve Rogers. Disse, sorrindo. Ele assentiu ao reconhecer os nomes, pela eficiência soberba do cérebro em minutos teríamos a localização. Eu só tinha que dar um jeito de fugir do complexo e esconder a localização dos garotos.
— Logan está no instituto. Tenho certeza que ele irá conosco. Sorri, tranquilo. – Em breve, entro em contrato.
— Um encontro que eu não perco. Não se preocupe, com por menores. Em algumas horas, eu estarei aí. E iremos, aonde quer que eles estejam. Pode ser? Questionei, vendo o professor assentir.
— Então, nos vemos. Disse, desligando a ligação. James estaria finalmente livre do controle da hidra, de uma vez por todas. Agora, é somente responder as dúvidas entre mim e Tony.
— Sra.? O vídeo já está pronto para exibição. Suspirei, desconfortável. Porra!
— Exiba-o para mim, sexta feira. E obrigado. Encostei na cadeira, tentando me acalmar. A gravidez mais agitada de todos os tempos. O que eu queria? Era uma vingadora, afinal.
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