Ensina-me a amar.
4 Me segure em seus braços.
Notas iniciais

Ficamos conversando e comendo até amanhecer, naquele dia. Que foi o início para tantos outros, que me agradavam imensamente.
Nossa relação, somente melhorava e evoluía, até o tempo passar e completar o primeiro mês na torre Stark, vivendo com o Tony. E a cada minuto, eu ficava ainda mais encantada por ele. Não me julgue! Devia ser culpa dos olhos, sorriso, barba ou do constante bom humor e sarcasmo. Ele vivia fazendo insinuações que me deixavam perturbada... Piadinhas insinuantes de duplo sentido, olhares e sorrisos sempre direcionados a mim, mesmo na presença de Bruce. Nós estávamos cada dia mais cúmplices, sempre conversávamos sobre seus planos, projetos e suas armaduras. E eu, sobre minha vida e poderes. Sinceramente, por vezes eu duvidei que nossa relação pudesse crescer e criar a intensidade que havíamos criado. Mas, tudo perdia a importância perante os momentos que compartilhávamos juntos.
Ele, como um gênio e sendo naturalmente curioso... Sempre me perguntava sobre os meus poderes e sobre minha vida com eles, tanto ele quanto Bruce. Porém, Bruce parecia ter receio de estar invadindo minha privacidade. Postura que claramente Tony não compartilhava, já que ele – assim eu acreditava- não parecia ter receio de qualquer coisa.
— Bom dia, rapazes. Disse, enquanto entrava calmamente no laboratório/oficina. Tony havia adquirido o hábito de me observar, na cozinha, no quarto e em qualquer lugar que estávamos juntos. Seus olhos sempre estavam em mim ou me procurando. Bruce, as vezes... Parecia tentar avisa-lo para ser mais discreto. Algo que não funcionava, obviamente.
E eu gostava... Gostava bastante, aliás.
Nada se compara com que eu sentia quando os olhos dele estavam em mim. E com isso descobri, algo obvio que eu havia deixado passar. Eu quis Tony, assim que o vi pela primeira vez. Eu também o provocava. Confesso! O olhava com frequência e internamente, eu o desejava, algumas roupas bem ''especificas'' e sempre usando aquele perfume que ele adorava. E era difícil lidar com isso! Nós comportamos como amigos na maioria dos momentos, já em outros... Toda aquela atração entre nós parecia nos enlouquecer. E Bruce nos observava e parecia achar engraçado o quão perdidos ficávamos um com o outro.
— Finalmente! O humor do "Bonitão" estava péssimo. Quase pedi para Jarvis acordá-la e dar um jeito nele. Bruce afirmou, sorrindo. Não pude evitar de sorrir também, eu também sentia saudades dele quando ele estava ausente. E assim como ele, meu humor ficava péssimo. A diferença é que eu tentava disfarçar.
— Desculpe, verdão. Não tive uma boa noite de sono! Cheguei perto de Bruce e o abracei rapidamente. Tony me olhou com preocupação, me fazendo até ele e o abraçar lentamente, enquanto depositava um beijo carinhoso em seu rosto. Com o tempo, começamos a nos cumprimentar assim, não importava quem estivesse no lugar. Ele sempre repousava as mãos em minha cintura e olhava para mim com aqueles olhos castanhos brilhantes e poderosos.
— Bom dia, bonitão. Falei, um pouco atordoada. Toda aquela atração entre nós aparecendo rapidamente.
— Bom dia, Avatar. Dormiu bem? Perguntou baixinho, eu sabia o que por trás dessa pergunta. Preocupação pura! Nós tínhamos pesadelos sobre NY. Sobre os chitauris, sobre a batalha...Uns dos principais motivos da nossa ligação, como ele havia dito uma vez. Estamos conectados. Nunca imaginei que tomar a atitude de entrar naquele portal, iria nos aproximar tanto. Voltando aos pesadelos, quando dormimos juntos no sofá da torre. Eles não vinham. Como eu sabia disso? Dormimos juntos uma única vez, dormir do tipo sono — como eu disse, nossa principal relação era de amizade, uma amizade com muito potencial- acordamos às 11 horas da manhã com Bruce nos encarando sorridente, como se soubesse de algo que não sabíamos. Essa ínfima descoberta me deixou tão assustada que nos afastamos, eu me afastei. Mas, por pouco tempo... Eu não resisti. Quem resistiria a ele?
— E então, quais são as novidades do dia? Perguntei, me sentando em uma mesa ali ao lado. E lá estava ele com os olhos cravados em mim. Confesso que minha roupa não colaborava e exatamente, por isso que eu havia colocado ela. Sempre ficava olhando os dois trabalhando e eu era muito silenciosa quando eles estavam na oficina. Não queria atrapalhar e eles com o tempo, se acostumaram a minha companhia. E até, sentiam saudades quando eu não estava.
— Bom dia, Srtª. Scarlet. Ouvi a voz de JARVIS, que se dirigiu diretamente à mim. — Nick Fury, Capitão América e a Srtª. Romanoff estão na torre Stark e solicitam a sua presença. Terminou. Aquela visita era estranha e repentina, o que me fez levantar rapidamente.
— Já estou indo, Jarvis. Avise-os, por favor. Levantei para ir a sala, enquanto Tony e Bruce me seguiam e pareciam tão ansiosos quanto eu.
— Sim, Srtª. Disse JARVIS, apenas.
— Olá. Disse, sorrindo. — Fury, Nat. Como vai, Steve? Acenei, sorrindo simpática.
— O nome dele é Capitão. Stark surgiu atrás de mim, me olhando. Parecendo genuinamente incomodado com o modo que eu tratava Steve.
Really? Pensei, enquanto revirava meus olhos. Teríamos alguém ciumento aqui?
— Em que posso ajudar? Perguntei, direta e ansiosa.
— Queremos sua ajuda para destruímos uma base da hidra. Foi o que Steve disse, Nat confirmou com um aceno de cabeça.
— Não mesmo! Tony gritou. Tony gritou... TONY GRITOU para eles. Todos olhavam, surpresos pra ele. E isso, incluía a mim.
— Está tudo bem? Foi a frase que minha mente, consegui formar com o choque. Tony pareceu perceber o que disse, e continuou.
— É muito perigoso! Ele disse, na cabeça dele aquilo realmente parecia ter lógica. Estava difícil de entender!
— Acho que ela dá conta disso, Stark. Steve falou, afirmando o que todos pareciam perceber, menos ele.
— Fica na sua, picolé. Tony disse, agressivo. Ele não estava brincando.
— Acho melhor, voltarmos em outro momento. Entre em contato com a Shield quando decidir, Scarlet. Fury falou e saiu, levando Steve e Nat com ele.
— Acho que é o melhor deixar vocês à sós. Bruce disse e saiu.
— Tony, me desculpe... Comecei, genuinamente confusa e intrigada. — Mas, que porra foi essa? Disse, enquanto olhava indignada para ele.
— Me perdoa, Scarlet. Eu não pude evitar. Eu fiquei com medo de você ficar em perigo. Ele tentou se justificar.
— Tony, eu sou uma vingadora. Tenho poderes. Disse, tentando lembrá-lo do obvio. Que eu era uns dos seres mais poderosos da terra. Só que ele estava tão angustiado que... Parecia estar tendo um ataque de pânico. Enquanto, ele tentava encostando no sofá. E eu estava tão rápido ao seu lado, que ele pareceu se assustar. — Hey baby, olha pra mim. Falo, chamando sua atenção. — Eu estou aqui. Eu vou proteger você, Tony. Ninguém vai te machucar. O envolvi em meus braços. Tentando afastar o que o atormentava. — Sempre estarei com você. E ninguém irá nos machucar. Agora, respire fundo e se acalme. Continuei, enquanto o abraçava. E graças a Deus, ele se voltou a si.
— Obrigado! Agradeceu, enquanto se apoiava em mim.
— Que susto, você me deu. E eu não vou te soltar agora. Esclareci, enquanto o apertava ainda mais entre meus braços. Só assim percebi que chorava, vê-lo sofrer assim havia me afetado profundamente. Acariciei seu rosto, tentando senti-lo sob os meus dedos. Conferindo se ele estava bem, até ele fechar os olhos apreciando meus carinhos. Eu não conseguia nomear o que eu sentia, quando nós tínhamos esses momentos. Nossos momentos!
— Tony. O chamei, calmamente.
— Nós estamos em um momento tão lindo, minha Avatar. Disse, por fim.
— Quero te beijar. Falei, com a coragem que tinha. Tente me entender! Eu estava padecendo de vontade à 1 mês por esse homem. Eu precisava! Necessitava dele.
— Até que enfim, Scarlet. Vem cá, vem. Ele disse, enquanto se levantava e me erguia em seus braços. Enlaçando minhas pernas em sua cintura, enquanto suas mãos estavam me segurando.
E finalmente, seus lábios estavam nos meus.
Foi como se o fogo tivesse me consumindo. Nos consumido, já que ele estava necessitando daquilo tanto quanto eu. E meu coração batia tão rápido, como o dele. Outra, imensa avalanche de sentimentos e sensações... Que se tornavam muito comuns, quando eu estava com ele.
Deus! Porque eu demorei tanto para beijar esse homem? Devíamos ter feito isso há muito tempo. Seu beijo era poderoso e dominador, e ao mesmo tempo tão carinhoso. Sua boca explorava a minha, enquanto meu corpo queria apenas se render as sensações que Tony me proporcionava. Não consegui conter o gemido, enquanto suas mãos desciam lentas e eficientes pela minha bunda. Passei minhas mãos por debaixo da sua blusa, acariciando seu abdômen até suas costas e voltando a sentir o reator em seu peito. Eu adorava aquilo nele! Fazendo um bom e delicado uso de minhas unhas... E ao mesmo tempo, Tony depositou selinhos delicados em minha boca. Para depois explorar facilmente o meu pescoço, que ofereci de bom grado. Eu nunca havia me sentindo assim, até hoje.
— Porra! Falei, respirando fundo. Nós éramos química! Quando ele ergueu a mão para afastar a alça da minha blusa...
— Caramba! Aí meu Deus. Bruce apareceu, só para sair correndo e muito constrangido. Me fazendo, gargalhar. Tony não fez absoluta questão de me largar, suas mãos estavam segurando minha cintura.
— Não vai me soltar? Perguntei, maliciosamente sem conseguir conter um sorriso.
— Nunca. Falou solene, me dando um selinho, parecendo não falar apenas sobre nosso atual momento.
— Amanhã à noite, tem um evento. Vem comigo? Convidou, me dando outro selinho e mexendo em uma mecha do meu cabelo. E abraçado a mim. E o assunto SHIELD estava temporariamente arquivado para analise posterior.
— Será uma honra e prazer, Sr. Stark. Disse, me sentindo muito bem pelo primeira vez ao dia. Enquanto, acariciava o reator arc em seu peito. Já falei o quanto gosto daquela parte nele?
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