Notas iniciais
Oiiii gente!!! Sim, e já voltei. Esse capítulo ficou pronto bem rápido, até eu fiquei surpresa comigo mesma hahaha. Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecê-los pelos lindos comentários. A fanfic está com 13 leitores e 6 comentários (bem mais do que eu esperava, para ser sincera), então eu não tenho palavras para agradecê-los por isso, vocês não fazem ideia do quão importante para mim é saber o que vocês acharam (: Em segundo lugar, dia 03 irei viajar e não sei se poderei atualizar antes do dia 18, então não estranhem caso eu não poste nada. Porém, tentarei deixar no mínimo um capítulo pronto na viagem para postar quando voltar *---* Novamente, se quiserem indicar fanfics e músicas, basta falar nos comentários. Eu não mordo gente. Uma leitora pediu algo em específico sobre a Felicity (ela vai saber o que é, espero '-'), flor, eu espero que eu consiga atender suas expectativas, okay? Se algo não lhe agradar, não tema em me avisar okay? *-* E novamente, perdão caso haja algum erro ortográfico, eu revisei mas às vezes a gente deixa alguma coisa passar, então se houver erros é só avisar que eu corrijo. Bem, é isso.

Yesterday I died, tomorrow's bleeding

Fall into your sunlight

The future's open wide beyond believing

To know why hope dies

Losing what was found, a world so hollow

Suspended in a compromise

The silence of this sound is soon to follow

Somehow sundown

Shattered — Trading Yesterday

***

Felicity sentou-se no sofá e suspirou, tomando o resto do seu frappuccino.

— Caitlin, cheguei! — Berrou, ligando a televisão. Instantes depois, sua melhor amiga saiu de seu quarto e jogou-se no sofá, tomando o copo da mão da loira e bebendo o resto do líquido sob o olhar homicida de Felicity.

— Ei! Era meu — falou, batendo de leve na perna na amiga, que apenas riu e colocou o café sobre a mesa de centro.

— Mais tarde vou pedir uma pizza, o que você acha? — Seus belos olhos castanhos brilhavam de animação.

— Eu acho uma boa! Como foi seu trabalho? — Perguntou deitando no sofá e jogando seus pés em cima do colo da amiga.

— Ah, o de sempre — murmurou, parecendo menos animada. — Barry levou Iris para lá — sua voz tornou-se um tom mais baixa e a loira levantou-se novamente, olhando para a melhor amiga.

— Ah Cai... Eu sinto muito — murmurou, apertando o ombro da amiga, que suspirou e disse, forçando um sorriso.

— Eu vou ficar bem... Acho — foi sincera. Sabia que não adiantaria esconder nada de Felicity. — Eu devia ter dito algo quando tive tempo — lamentou, ajeitando seus cabelos castanhos. — Mas não vou ficar me lamuriando por isso — falou, ajeitando a postura.

Caitlin Snow era uma das pessoas mais incríveis que Felicity conhecera. Ela era generosa por natureza, em seu coração sempre havia espaço para todos aqueles que precisassem de ajuda. Era uma jovem bonita, inteligente e com um futuro promissor, trabalhava com Harrison Wells há três anos e desde então fizera descobertas promissoras na área de Microbiologia. Barry Allen era um cientista brilhante, sua inteligência; contudo, parecia focar-se apenas na Biologia, pois no que dizia respeito à sentimentos, ele era uma completa tragédia.

— Como você soube que estava apaixonada por ele? — Perguntou a loira, subitamente.

Caitlin suspirou e disse:

— Todas as músicas me lembravam dele, quando ele estava por perto eu sentia borboletas no estômago... Aquele frisson e aquela vontade de estar perto jamais passavam... Pode parecer todo e completamente não científico, mas que sentia que o conhecia, sabe? Ficava tão confortável e tão feliz! — Disse, com um sorriso que denotava mais tristeza do que qualquer outra coisa.

— Gostaria de saber como é isso... Se apaixonar por alguém... De verdade, quero dizer — explicou-se. Ela havia tido namorados, mas todos eles foram completas decepções. Nunca conseguiu descobrir de verdade a profundidade daquilo que sua amiga acabara de descrever.

Durante a faculdade, apaixonou-se por Cooper, ele era tão brilhante quanto ela; contudo, enveredou pelo caminho errado. Depois de dois anos juntos, foi preso e mandado para longe, e todos os dias desde então Felicity agradecia por não ter ido tão fundo naquela paixão a ponto de perder a si mesma no processo. Agora, anos depois, agradecia por jamais tê-lo seguido em seus propósitos.

Aqueles foram tempos sombrios e ele foi o mais próximo que ela chegou de amar outro homem. Suas experiências com o amor eram as piores possíveis. Viu seu pai, o homem que idolatrava, abandonar sua mãe quando era pequena. Desde então, Donna Smoak tornou-se uma mulher mais fria, distante, mas que jamais deixou de dar o afeto necessário a filha. Mas, mesmo ciente de todo o sofrimento que o amor podia causar, Felicity jamais fecharia seu coração para aquilo. A vida é preciosa. Pensou. E vivê-la sem amor não valeria a pena.

— Lissy, você irá encontrar alguém! — Caitlin disse, arrancando-a de seus devaneios. — E quando encontrar, algo irá lhe dizer, acredite — murmurou, segurando a mão da amiga.

— Como assim?

— Vai ser diferente... Não sei ao certo explicar mas você saberá que encontrou exatamente aquilo que precisava. Comigo foi bem rápido, só que outras pessoas tendem a demorar mais para perceber.

— Tipo o idiota do Barry — falou, fazendo-a rir.

— Sim, exatamente como o idiota do Barry — ela mordeu o lábio e perguntou, mudando de assunto: — Mas e quanto a você, como foi seu trabalho?

Sentiu suas bochechas queimarem ao lembrar do mico que pagou hoje de manhã e falou:

— Como sempre, não consegui controlar minha boca grande e acabei falando besteiras pro meu chefe — bufou, irritada.

— Han? Que besteiras?

— Oliver desceu e eu o chamei de senhor Queen, então ele pediu para eu não fazê-lo pois senhor Queen era o pai dele — respirou. — Ai eu disse que o pai dele estava morto, e depois, que havia se afogado.

Caitlin tentou lutar contra a vontade de rir mas falhou miseravelmente, de repente Felicity pôde ouvir a risada escandalosa de sua melhor amiga.

— Eu... Não acredito que vo-cê — colocou a mão sobre a barriga e respirou fundo, secando seus olhos marejados. — Não acredito que você fez isso.

— Bela amiga você — estalou a língua olhando-a de forma nada amigável.

— Desculpa, mas dessa vez você se superou! — falou, respirando fundo. — E o que ele fez?

— Ele deu uma risadinha baixa, mas não soou mal educado — deu de ombros. — Só sei que eu nunca mais terei coragem de olhar na cara dele! Que bom que aquela empresa é grande, acho que assim não irei encontrá-lo tão cedo.

— Não sei não amiga, nunca sabemos o que a vida nos reserva — a morena disse com um olhar sério.

...

Oliver podia ouvir o som das sirenes ecoando ao redor. A ambulância movia-se em a uma velocidade assustadora e tudo ao seu redor parecia ter parado, tudo que lhe importava era ela.

Sara estava na cama, seu corpo machucado. Ele segurava sua mão pálida. Seu olhar encontrou-se com o dela e então ele forçou um sorriso, tentando assegurá-la de que tudo ficaria bem. De repente, contudo, o som das máquinas tornou-se um único bipe e ao olhar no monitor, uma linha reta mostrava-lhe que seu pior pesadelo tornara-se realidade.

Oliver acordou suando. Olhou em volta e percebeu que estava em seu quarto. Apoiou a cabeça nas mãos e contou até dez mentalmente. Ouviu o som da porta abrindo e deparou-se com sua irmã, que o olhava parecendo extremamente preocupada.

— Ollie, está tudo bem?

— Era só um pesadelo — ele murmurou, pedindo mentalmente para que ela não o pressionasse.

— Você já foi ao psicólogo? — Quis rir. Nenhum profissional, fosse quem fosse, poderia ajudá-lo. Ele era quebrado, machucado de mais para que qualquer um pudesse consertar.

— Não vai adiantar — respondeu apenas.

— Ollie...

— Thea, pare! — Berrou e arrependeu-se assim que a viu dar um pulinho. — Me desculpa — pediu. — Não precisa se preocupar comigo, okay?

— Você é meu irmão, Ollie— ela murmurou, o encarando. A luz era diminuta, mas ainda assim ele podia enxergá-la. — E eu não consigo não me preocupar com você... Você parece solitário — disse, aproximando-se e fazendo um carinho nele. Aquele tipo de contato apenas Thea podia ter. — E não tem problema você ter seus demônios, ou seus segredos... Eu só acho que você deveria compartilhá-los com alguém, antes que eles te consumam — pediu, e ele pode vê-la lutando contra as lágrimas. — Eu já perdi todo mundo Ollie, eu não vou te perder, então não me peça para não me preocupar — ela o deu um beijo e afastou-se. — Boa noite.

Oliver bufou e encarou o espaço no qual há poucos sua irmã estava. Respirou fundo algumas vezes e levantou-se. Vamos lá, Oliver Queen.

...

Felicity estava entretida cantarolando "Chasing Cars" quando ouviu o som de alguém pigarrando. Olhou para cima e arregalou os olhos.

— Boa música — Oliver disse com uma mistura de diversão e encantamento.

— Ah. meu. Deus — ela murmurou, sem o olhar. — O que o senhor deseja? — Perguntou mais alto, depois de se recompor. Ela forçou um sorriso e desejou ter um buraco no qual se esconder.

— Han... Vai soar idiota mas eu acho que eu fiz meu computador parar de funcionar de novo — ele coçou a cabeça de um jeito muito fofo para alguém daquele tamanho e deu um sorriso envergonhado.

— Passe para cá — pediu, lançando um olhar sobre a máquina. Ele a entregou o computador e ela o ligou. Pelo menos não sou só eu quem está pagando micos. Pensou consigo mesma. Quem ainda acessa esses e-mails? Perguntou a si mesma indignada ao perceber que os vírus no computador dele vieram de um e-mail que claramente era fraudulento.

— Senhor Queen — o olhou e logo se corrigiu ao perceber o olhar severo dele — Oliver... Você não pode ficar abrindo todos os e-mails que recebe — disse, como se estivesse lidando com uma criança. — Alguns deles contêm vírus e se eles roubassem informações da sua conta bancária não seria bonito — falou, mais baixo. Instalou um anti vírus de última geração e disse: — Esse antivírus é excelente, vai ser de grande utilidade... Pronto.

— Muito obrigado! — ele agradeceu, sorrindo. — Há algo que eu possa fazer para você como agradecimento?

— Um frappuccino seria ótimo! — Disse, sem rodeios. — Eu amo aquelas coisinhas... Fico elétrica depois mas nem ligo! — Tagarelou e mordeu a língua em seguida para manter-se quieta.

— Já volto com seu frappuccino... Você tem alguma preferência?

— Mas você está falando sério? — Perguntou com uma expressão desconfiada, olhando-o por sobre os óculos de grau.

— Claro, por que não estaria?

— Sei lá, você é meu chefe e tudo mais... Não sei se isso é profissional — disse.

— Você teve que aturar minha incompetência tecnológica dois dias seguidos, Felicity — falou, calmamente. — O mínimo que eu podia fazer é te dar um frappuccino.

— Sendo assim, eu aceito! — Disse, sorrindo. Iria se oferecer para acompanhá-lo, mas teve medo de ser muito invasiva. Oliver parecia ser um homem distante e a última coisa que queria era invadir o espaço dele.

— Vou lá... Já volto — sorriu e ela o lançou um sorriso.

Depois de cerca de vinte minutos, ele estava de volta com um frappuccino e um brownie de chocolate.

— Muito obrigada — ela agradeceu sorrindo.

— Eu que agradeço, você me salvou... De novo — pegou o computador e disse: — Se precisar de algo, basta me procurar — falou, suavemente. Ela assentiu e o fitou em silêncio.

— Tchau.

— Tchau, Oliver — Felicity murmurou e o observou enquanto ele se virava e afastava-se lentamente dela.

...

Laurel saiu de seu carro e adentrou no elevador, ajeitando o sobretudo que usava. Ao sair, cumprimentou Helena e seguiu para sala de Oliver, sem permitir que a anunciassem.

— Com licença, posso entrar? — Pediu; porém, já havia entrado na sala. Ele a olhou e respondeu:

— Já entrou... Está tudo bem?

Laurel suspirou e sentou-se na cadeira, olhando-o cuidadosamente.

— Não — foi sincera. — Thea foi me procurar, Ollie — murmurou. Ele a observou, esperando que a jovem prosseguisse: — Nós estamos preocupados com você.

— Não há com que se preocupar Laurel, eu estou bem — falou, trincando os dentes. Estava farto de todos o tratarem com pena, como se ele fosse um doente que precisasse de cuidados. Fisicamente, ao menos, ele não estava doente. Ele já não podia dizer o mesmo de seu psicológico.

— Isso não é verdade! Durante todo esse tempo você fugiu de mim, de Tommy e de Thea mas agora não dá mais! — Foi incisiva, e ele soube que realmente teria que ouvi-la. — Você está há anos assim e eu admito que no começo eu te odiei, eu quis que você tivesse morrido não ela!

— Então somos dois, Laurel — ele grunhiu. — Não há um dia em que eu não deseje ter sido eu a morrer, não ela.

— O verbo tá no passado, Ollie — disse, carinhosamente. — Eu passei tanto tempo mergulhada na minha própria dor que eu esqueci que você deveria estar vivendo o Inferno na Terra, eu esqueci do quão importante você é para mim — suspirou. — Do quanto a Sara te amava...

Ele fechou os olhos e respirou fundo.

— O que você quer, Laurel? De que eu diga que eu vou ficar bem? Eu estaria mentindo... Desde que ela se foi minha vida tem sido um tormento — foi sincero, sua voz tornou-se rouca, como se nada mais passasse. — Foram dois anos nos quais nada de bom aconteceu! — Falou mais alto. — Nada! Apenas vazio — sussurrou. — Eu sou danificado, Laurel... E não acho que haja nada nem ninguém que possa me consertar.

— Haverá, Ollie... Mas isso depende de você, cabe a você decidir se irá ou não deixar que te curem, mas acredite, há cura para você... Assim como houve para mim — disse, referindo-se a Tommy. — Apenas, não fuja dela como você parece fazer com todo o resto...

Notas finais
Gente, eu sei que o Oliver tá blaaaaaarg. Mas na série ele ficou assim mais tempo do que minha paciência curta conseguiu suportar hahaha, espero que vocês tenham paciência com ele aqui também >.< O que vocês acharam da personalidade da Felicity? Se algo não os agradar, avisem, okay? Bem, é isso, se puderem, comentem >.< Beiiijos :3