Ensina-me a Amar
22 He´s Alive
Notas iniciais
'Cause I'm on top of the world, 'ay
I'm on top of the world, 'ay
Waiting on this for a while now
Paying my dues to the dirt
I've been waiting to smile, 'ay
Been holding it in for a while, 'ay
Take you with me if I can
Been dreaming with this since a child
I'm on top of the world
On Top Of The World — Imagine Dragons
***
Elena afundou seu corpo no sofá, olhando para o relógio pela vigésima vez. Mordeu o lábio inferior e voltou a prestar atenção a televisão. Ou pelo menos tentou. Sentia-se ansiosa, nervosa.
Olhou para as faturas e suspirou pesadamente. Aquele mês seria apertado.Odinheiro que ainda ganhava por cuidar de Damon e hospedá-lo em sua casa não iria bastar daquela vez.
Suspirou pesadamente e levantou-se. Ajeitou seus cabelos e olhou em volta. Tudo estava incrivelmente vazio. Caroline havia ido trabalhar, e Damon estava na casa de Klaus.
Pegou sua bolsa, as chaves de casa e decidiu ir até o banco. Teria que retirar algum dinheiro de sua conta se quisesse pagar a hipoteca da casa. Saiu do apartamento e desceu rapidamente. Atravessou o saguão do prédio a passos rápidos e, ao ir para a rua, varreu o ambiente com os olhos, procurando por um táxi.
Logo, ela estava em frente a seu banco. Entrou e pegou seu cartão, fazendo, em seguida, todo o processo necessário para ver quanto saldo ainda tinha em sua conta. Arregalou os olhos ao notar que seu saldo havia aumentado muito. Agora havia uma grande quantidade de zeros em sua conta.
Havia algo de errado naquilo. Olhou de novo para o valor na tela e foi então que sua ficha caiu. Afastou-se da máquina subitamente, sentindo um ódio quase inumano dominar-lhe a alma.
Grunhiu irritada e saiu da agência andando a passos pesados e fortes.
O que Damon estava pensando? Como ele pode ter feito isso sem seu consentimento? Será que acreditava que ela estaria interessada somente no dinheiro? Elena estava furiosa, lançando olhares fulminantes para todo e qualquer ser que cruzava seu caminho.
Sem se incomodar, simplesmente empurrou um homem que se preparava para entrar no taxi, e tomou o lugar dele dando o endereço de seu apartamento a ele. O homem apenas assistiu a cena incrédulo, nunca imaginaria que uma mulher tão delicada como aquela poderia lhe roubar um taxi. Ainda em pé na calçada e rindo consigo, fez sinal para outro táxi.
Logo ela já estava diante de seu prédio. Subiu nervosamente e, com afinco, tentou abrir a porta de seu apartamento. Estava furiosa, podia pular no pescoço de alguém a qualquer instante. Abriu a porta e entrou:
— Damon Salvatore! — Vociferou nervosamente. Sentia seu coração pulsar nervosamente contra seu peito, enquanto suas mãos tremiam. Quando ele surgiu, o fuzilou com os olhos ebradou:
— Eu não quero a merda do seu dinheiro! — Podia esganá-lo, mas algo a impediu de tal ato. Damon suspirou e disse, passando as mãos pelos cabelos:
— Eu sei disso Elena!
— Então porque você passou todo aquele dinheiro para a minha conta? — Questionou ainda nervosa. Ela não compreendia aquilo, para ela, não fazia muito sentindo. Jamais pensou no dinheiro dele, aquilo sequer fazia diferença e não influía no que ela sentia por ele.
— Porque eu confio em você — disse simplesmente. Era a mais pura verdade. Sabia que Elena era digna de toda confiança do mundo, colocava sua mão no fogo por ela.— Porque sei que você jamais encostaria em um centavo do meu dinheiro — disse suspirando.
Elena iria xingá-lo novamente quando deu-se conta do que ele dissera. Mordeu o lábio inferior, sentindo seu peito comprimir e assimilou as palavras. Ele confiava nela, e aquilo significava muito para morena.
Elena tentou, mas não conseguiu conter as lágrimas que caíram por seu belo rosto. Damon a olhou, confuso, e perguntou, verdadeiramente preocupado:
— O que houve, Lena? — Ela não respondeu, apenas deixou que as lágrimas caíssem por seu rosto, molhando seu pescoço. Ele a puxou para mais perto e a abraçou com carinho, deixando que ela chorasse. Elena sentia-se ridícula. Não sabia porque chorava, mas não conseguia mais parar. Soluçou e respondeu, fungando:
— Eu não sei — e depois, afundou sua cabeça no peitoral de Damon, que apenas permitiu que ela continuasse chorando. Ele não havia entendido muito bem aquilo, mas sabia que entender uma mulher não é um trabalho fácil, então resolveu desistir de tentar.
Ela fungou novamente e falou:
— Obrigada por confiar em mim, de verdade — seus olhos, vermelhos por causa do choro, se encontraram com os dele, nos quais havia um brilho diferente. Damon a avaliou, e disse, afagando o rosto dela com carinho:
— Não precisa me agradecer, você fez por merecer — disse verdadeiramente. Elena tinha uma índole imaculada, e ele sabia que ela jamais tocaria naquela quantia sem a permissão dele.
Elena sorriu, em meio as lágrimas que ainda caíam de seu rosto finalmente lembrou a razão de estar tão emotiva. Ela estava na TPM. Respirou fundo, e secou as lágrimas, olhando para Damon, que a avaliava com um sorriso de canto.
Ficou um pouco mais próxima dele e deu-lhe um pequeno selinho. Damon passou um dos braços pela cintura da morena e puxou-a para mais perto. Sentiu-se inebriado pelo odor dela, enquanto o beijo tornava-se cada vez mais urgente.
Damon segurou o rosto de Elena enquanto a beijava ferozmente. Elena apenas retribuía com a mesma intensidade. Bateram contra a parede derrubando um dos quadros. Não se importaram, de imediato. Depois arrumariam aquilo.
Elena concentrou-se em tirar a roupa de Damon. O moreno, por sua vez, passou a mordiscar o pescoço da mulher em sua frente. Elena arrancou a camisa de Damon e logo em seguida a sua própria.
Elena atacou o pescoço de Damon vorazmente. Passou as unhas pelo peitoral do moreno, arrancando um gemido fraco do mesmo. De repente, o sutiã de Elena parecia um empecilho incrivelmente incomodo para Damon.
Levou as mãos as alças de seu sutiã e as abaixou. Desabotoou o fecho traseiro da lingerie.
— Lena! Cheguei! Trouxe o remédio para a sua TPM! Muito chocolate e sorvete!—Caroline adentrou o apartamento gritando. Chutou a porta para fechá-la e colocou as sacolas no balcão de café da manhã.
Elena e Damon desesperaram-se. Não queriam ser pegos no flagra. Elena pegou sua blusa no chão e correu para seu quarto. Damon apenas pegou a camisa e caminhou para a sala como se a sessão de amassos não tivesse ocorrido. Mesmo que Carol tivesse deduzido isso pelos cabelos desgrenhados de Damon e, mais tarde, o brilho intenso no olhar de Elena e o rubor que lhe atingiu ao ver a loira.
— Oh, meu Deus! — A loira fez uma pausa, fingindo uma falsa surpresa. — Não me diga que estavam se atracando no corredor. — É claro que ela não tinha certeza de onde havia ocorrido. Mas ver Elena ficar vermelha e sem jeito era a coisa mais divertida que existia. Damon apenas sorriu e piscou para a loira, confirmando. — Seus safados!
Elena corou violentamente e quis esconder-se sob a terra. Mordeu o lábio e olhou para Damon, que estava com os cabelos desgrenhados. Ela sorriu e sentou-se, perguntando:
— Então quer dizer que você trouxe chocolate e sorvete? — Sorriu para Carol, que apenas assentiu e disse:
— Trouxe Toblerone e sorvete de morango! — Gritou levantando as sacolas. As duas comemoraram e Damon apenas revirou os olhos:
— Pelo visto vocês vão fazer um Clube da Luluzinha aqui, certo? — Questionou pegando a chave do carro de Carol, sem sequer pedir permissão. Preciso de um carro novo urgentemente, pensou com desgosto. As duas apenas assentiram, e ele disse:
— Pois então eu vou para a casa do Klaus, tchau — disse saindo. Elena sorriu e jogou-se no sofá, e Caroline fez o mesmo. As duas abriram o Toblerone e começaram a comê-lo, deliciando-se com o sabor:
— Então quer dizer que eu interrompi o momento de vocês dois? — Perguntou curiosa. A morena corou novamente e disse:
— Er... Sim — disse pegando mais um pedaço de chocolate. Aquilo era a melhor cura existente para a TPM! A loira riu, esganiçada, e falou:
— Desculpe por isso amiga — falou realmente arrependida. Não sabia que havia interrompido o momento dos dois pombinhos. Foi quando uma curiosidade quase avassaladora surgiu:
— Vocês já transaram? — Perguntou a olhando com uma expressão safada. Elena arregalou os olhos e disse, exaltada:
— Carol!
— O quê?! Ah, responde logo Lena — a loira disse colocando ambas as mãos na cintura. A morena corou e disse, sem olhar para a amiga:
— Sim.
— E ele é bom na cama? Qual é o tamanho do amigo dele? — Disparou as perguntas sem receio nenhum, deixando Elena ainda mais envergonhada. Ela não gostava muito de falar sobre aquelas coisas. Lembrou de quando contou para Carol que havia perdido a virgindade e tentou conter o riso.
— Ele é muito bom na cama — disse mordendo o lábio inferior e suspirando. Lembrou da noite anterior e sentiu o coração acelerar. Caroline riu de forma safada e falou:
— Se deu bem em amiga! Em pensar que você estava na seca há tanto tempo! — Disse cutucando Elena, que revirou os olhos e disse:
— Haha, muito engraçado dona Caroline! Mas foi tão bom... Foi diferente — disse divagando. Lembrou das poucas vezes que dormira com Kol e sentiu a bile subir por sua garganta. Respirou fundo e voltou a conversar com Caroline, mudando de assunto.
...
Damon estacionou em frente a grande mansão e saiu do carro rapidamente. Tocou a campainha e olhou em volta. Repassou mentalmente tudo o que teria que dizer a Klaus e tentou não pensar na reação do amigo.
Como iria dizer a ele que seu irmão não estava morto? Sabia que Klaus teria um ataque ao descobrir aquilo e pensava em uma maneira de dar aquela notícia de modo a não matar o amigo do coração.
Os grandes portões abriram-se e ele entrou rapidamente, atravessando o jardim. Entrou na sala e encontrou o melhor amigo jogado no sofá, assistindo televisão.
— Oi, Klaus — disse simplesmente. Sentou ao lado do loiro, que o olhou e perguntou:
— Diga, Damon — desligou a televisão e ajeitou-se no sofá, olhando melhor para o moreno, que apenas suspirou e falou, sério:
— Precisamos conversar — murmurou. Klaus franziu o cenho e percebeu que realmente era algo sério. Esperou que Damon prosseguisse:
— Eu descobri uma coisa há um tempo... E achei que esse era o melhor momento para lhe contar — suspirou. — Kol está vivo.
Klaus o olhou, confuso, e riu. Não acreditava no que acabara de ouvir! Damon definitivamente estava enlouquecendo. Olhou para o amigo e sua garganta fechar. Algo dentro dele se remexeu:
— Você está falando sério? — Murmurou. Suas mãos fecharam em punho quando seu amigo assentiu.
— Elena o viu em uma padaria no dia em que foi baleada. Ela o confrontou e ele disse que forjou a própria morte para fugir dela e poder realizar seu sonho... Mas eu mandei investigar e parece que Kol cometeu estupro, roubo, estelionato e outros crimes graves — o moreno disse olhando nos olhos de Klaus, que trincou os dentes e falou:
— Aquele filho da puta! — Não conseguia entender porque seu irmão havia feito aquilo. Jamais imaginou que Kol fosse capaz de um ato tão atroz! Sentia vontade de socar alguém, de preferência seu irmão. — Toda a família sofreu durante dois anos à toa! Por um cretino que fingiu a própria morte — vociferou. Quando o visse... Não sabia o que seria capaz de fazer se visse Kol.
Damon ficou em silêncio. Não sabia o que dizer para o amigo, sabia que nada seria o bastante para impedi-lo de sentir raiva. Suspirou enquanto Kol tentava entender tudo aquilo.
— Você disse que Kol cometeu crimes... Já pensou que isso pode ser um risco para a Elena? Quero dizer... Ela sabe que ele está vivo — disse ponderando. O moreno assentiu e disse:
— Eu já pensei nisso... Mas não sei o que fazer para deixá-la mais segura — falou suspirando. O loiro assentiu e tentou pensar em algo. De repente, uma ideia atravessou-lhe a mente, como um raio:
— E se você contratasse um segurança particular? — Damon recebia muito bem por ser Major do Exército, então ele teria dinheiro para bancar um segurança.
— Eu acho que é uma excelente ideia — ponderou o moreno. Aquela parecia ser a única opção viável. Apenas precisava mantê-la segura até que toda aquela loucura acabasse. Jamais pensou que se envolveria em tal situação, mas o destino parecia amar brincar com a vida de Damon.
Depois de contar tudo a Klaus — desde o que descobrira sobre Kol, até o fato de ele ser milionário agora — o moreno foi embora da casa do amigo. Quando chegou em casa, Elena estava dormindo no sofá, e a Barbie não se encontrava no local. Damon pegou a morena no colo e levou-a para seu quarto.
Entrou e colocou-a na cama com cuidado para não acordá-la. Suspirou pesadamente e deitou ao lado dela, tentando não pensar em tudo o que havia acontecido, mas era quase impossível.
Kol estar vivo significava um grande risco para ambos. Ele, porém, sabia se cuidar. Mas e quanto a Elena? Ela podia ser irritante; mandona, e ter uma ótima pontaria; mas nada daquilo serviria para mantê-la em segurança. Bufou irritado e revirou-se na cama. A primeira coisa que faria no dia seguinte era deixar sua Elena a par de tudo o que Kol fizera. Depois disso, chamaria um segurança para vigiá-la.
Foi pensando nisso que Damon adormeceu.
Elena acordou com o som do rádio tocando. Abriu os olhos e virou-se. Só então percebeu que Damon a observava, os belos olhos azuis a observando, enquanto um sorriso maroto surgia nos lábios do moreno. Ela também sorriu e murmurou:
— Bom dia.
— Bom dia — ele disse a encarando.
— Como vim parar aqui? — Perguntou ao notar que estava no quarto de seu namorado. Ele sorriu e falou:
— Te trouxe para cá ontem à noite — deu de ombros e sentou-se. Ela o olhou de soslaio e falou:
— Vou preparar o café, o que você irá querer? — Mas antes que ela levantasse, ele a segurou, delicadamente, pelo pulso, e disse:
— Precisamos conversar.
— O que houve? — Perguntou engolindo em seco. Damon segurou a mão da morena e afagou-a:
— Eu pedi para um amigo investigar o passado de Kol... Acontece que Kol foi acusado de estupro, mas a menina que deu a queixa sumiu um pouco antes do julgamento. Ele também estava sendo investigado pelo FBI por crimes relacionados a dinheiro, mas ele nunca foi acusado. Depois do ataque às Torres, ele passou a usar um codinome para traficar drogas para o exterior.
Elena arregalou os olhos e quase engasgou ao ouvir aquilo. Ele havia a enganado durante todo aquele tempo, tinha conseguido realmente iludi-la. Ela encolheu-se com o pensamento mas preferiu ignorar tal fato.
Foi só então que algo lhe ocorreu... Aquela ligação, na outra noite, não havia sido apenas um trote...
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