Ensaio sobre um coração partido
1 Monólogo
Notas iniciais
Ele cheirava a baunilha. Um sorriso tão sincero e meigo que fazia meu coração disparar a cada olhar. Como não me apaixonar perdidamente?
E então eu me perdi
Perdi-me no verde dos seus olhos e em cada centímetro de seu cabelo. O pior sentimento do mundo é quando percebemos que nos perdemos. Perdi-me tanto que no final não sobrou um pingo de minha essência. Eu estava sem graça, frio e vazio.
Eu imaginei tanto para nós dois. Cada sonho apaixonado... Só sonhos, não realidade.
Meu amor exagerado se transformou em obsessão; eu chorei, eu pedi perdão, eu aguentei besteiras e engoli o orgulho. Eu engoli o amor próprio. O que havia sobrado no final?
Sonhei com todos aqueles beijos e trocas de carinhos. Onde jazia o “eu te amo” agora?
Não precisei de nenhuma droga, o que eu amei me destruiu o suficiente.
A escolha sempre fora sua. Infelizmente me submeti a algo que nunca esperei que fosse me submeter. Ser o outro não era parte do meu plano.
No fim cheguei à conclusão de que o amor não machuca. O que machuca é a solidão, é a ausência de amor, são as mancadas.
O que tiver de ser, será
Eu fico me perguntando se você sente o que eu sinto; se você se sente vazio e sem ânimo. Como é beijar seu namorado depois de tudo?
Foram 11 kg, 17 dias e litros e mais litros de lágrimas. Sempre mandando luz e amor pra você. Tentando te esquecer.
Eu inspiro saudade e expiro fraqueza
Cada gota de mim foi extraída e agora luto para me encontrar. Luto para me encontrar nesse mundo perdido; encontrar-me em mim mesmo.
Após a solidão vem o amor próprio. Só espero que não demore.
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