Notas iniciais
Espero que aproveitem, pretendo escrever outros monólogos.

Ele cheirava a baunilha. Um sorriso tão sincero e meigo que fazia meu coração disparar a cada olhar. Como não me apaixonar perdidamente?

E então eu me perdi

Perdi-me no verde dos seus olhos e em cada centímetro de seu cabelo. O pior sentimento do mundo é quando percebemos que nos perdemos. Perdi-me tanto que no final não sobrou um pingo de minha essência. Eu estava sem graça, frio e vazio.

Eu imaginei tanto para nós dois. Cada sonho apaixonado... Só sonhos, não realidade.

Meu amor exagerado se transformou em obsessão; eu chorei, eu pedi perdão, eu aguentei besteiras e engoli o orgulho. Eu engoli o amor próprio. O que havia sobrado no final?

Sonhei com todos aqueles beijos e trocas de carinhos. Onde jazia o “eu te amo” agora?

Não precisei de nenhuma droga, o que eu amei me destruiu o suficiente.

A escolha sempre fora sua. Infelizmente me submeti a algo que nunca esperei que fosse me submeter. Ser o outro não era parte do meu plano.

No fim cheguei à conclusão de que o amor não machuca. O que machuca é a solidão, é a ausência de amor, são as mancadas.

O que tiver de ser, será

Eu fico me perguntando se você sente o que eu sinto; se você se sente vazio e sem ânimo. Como é beijar seu namorado depois de tudo?

Foram 11 kg, 17 dias e litros e mais litros de lágrimas. Sempre mandando luz e amor pra você. Tentando te esquecer.

Eu inspiro saudade e expiro fraqueza

Cada gota de mim foi extraída e agora luto para me encontrar. Luto para me encontrar nesse mundo perdido; encontrar-me em mim mesmo.

Após a solidão vem o amor próprio. Só espero que não demore.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!