Notas iniciais
Se você tem algum problema com alguém falando mal da Hannah Montanna não leia este "bloco".

• REC [Bastidores]

Há um homem de estatura média, sentado em frente a câmera. Pele clara, quase pálida demais, seus olhos são acinzentados e os fios ruivos, dessarrumados de forma estratégica, se isso é possível. Ele veste roupas casuais, jeans preta e camiseta do mesmo tom de seu cabelo. Está com os cotovelos apoiados nos encostos laterais da cadeira, as mãos cruzadas e a postura torta.

— Para onde exatamente isso vai? — pergunta ele num nível baixo de voz ao homem sentado á sua frente, o qual da visão da câmera só aparece parte das costas e seu cabelo negro.

— Para um site, Nyah! Fanfiction. É o único lugar onde as pessoas irão me ouvir sem achar que estou loco. Mas se der certo, atingimos as telas. — aparentemente ele estava com o nível de voz empolgado até demais para o homem em sua frente que fechou a cara.

— Reze para não dar certo, ou antes de sofrer as consequências com meu \"chefe\", — ele parecia sarcástico demais ao dizer esta palavra — eu virei cuidar de você antes. Cuidados especiais.

Ele sorriu com maldade. O apresentador levantou uma das mãos para a câmera e fez um sinal de corta com uma tesoura imaginária.

• CUT [/Bastidores]

- Vinheta do Programa de Entrevistas -

TRAVIS SHOW

— Hoje temos um convidado muito especial, vindo de um lugar não definido. Não entenderam? Vamos entrevistá-lo então. — disse o apresentador virando de costas para a câmera, deixando que o ruivo tomasse conta da tela. Ele estava sorrindo de modo descontraído. — Diga, qual seu nome e idade.

— Hm... Sou Dylan Treith — começou ele com sua voz rouca — e tenho 23 anos á 104 anos e 6 meses. — sorri.

— Explique-se para o público, aposto que estão curiosos e sem entender nada! — O apresentador não conseguia conter sua excitação e falava com um sorriso quase perceptível mesmo estando de costas para a câmera.

— Eu sou um Ceifador, ou, para quem está mais acostumado com termos leigos, um \"Anjo da Morte\" — ele fez as aspas com os dedos no ar.

— Onde estão as asas, capa e foice, anjo da morte? — O apresentador deu um riso abafado.

— Isso é muito teatral e angelical. Nós, Anjos da Morte, não somos A Morte. Somos apenas interventores. Nós buscamos as almas, a levamos para o mal caminho, sabe como é. — ele riu.

— Então você tem um chefe?

— Supostamente sim, mas nunca ninguém o viu pessoalmente. Se viu não continua morto após a morte... Hãn... Entre nós.

— E como funciona seu trabalho?

— Nós recebemos ordens, listas de datas e nomes de pessoas que estão para morrer. Vamos lá e tentamos ás convencer de ceder suas almas a nós.

— E é tão fácil assim?

— Blérgh, antes fosse mas sempre tem os estraga prazeres, barra, anjos, se preferir.

— Anjos existem também?

— Queria que não existissem! Todo aquele negócio de \"eu irei levá-lo para a luz\" — ele esticou a mão, dramatizando — e, \"olhe minhas asas brancas, iluminadas, você não vê a paz de espirito?\". Eles são tão...

— Bonzinhos? — disse o apresentador o interrompendo.

— Eu ia dizer Gays, mas também serve. Enfim, nós não somos o anti-cristo ao contrário do que muitos pensam. É só que a morte tem dois lados.

— E você escolheu ser assim?

— \"Ser assim...\" — repetiu ele, fazendo uma careta. — Eu não sou o Frankstein ou, a Hannah Montanna, aliás, somos mais humanos que ela se duvidar. — ele riu. — Quando nós morremos de repente, e nenhum ceifador ou anjo vem para nos tocar ou negociar nossa alma nós ficamos livre para perambular por aí, como humanos normais. Isso até nos descobrirem, então temos duas opções: Morrer pela segunda vez ou tornar-se um Anjo da Morte. — sorri.

— E existe alguma espécie de treinamento?

— Não exatamente. Geralmente os Ceifadores andam em grupos, e vão repassando o que sabem para seus \"amigos\". O problema é que, quando você ainda não recebeu o veredicto, suas \"funções de morte\" estão á flor da pele, e um simples toque pode matar alguém ou influencia-lo ao suicídio. É geralmente aí que você é descoberto. — ele sorriu.

— E vocês não tentam procurar por suas famílias ou algo assim após, sabe... Acordarem na morte?

— Procuraríamos se lembrassemos de alguma coisa. Apenas memórias vagas. Eu, por exemplo, lembro de um cachorro chamado Flufy me lambendo o rosto. — ele levantou apenas uma sobrancelha. — Isso faz algum sentido para você?

— Sim se você tiver a mente aberta sobre sexo com animais. — disse o apresentador sério.

O convidado que estava sério, de repente começou a gargalhar.

— Cara! Você é bom! Até vou tentar conseguir mais um ano para você. — ele continuava a rir.

O apresentador virou-se de frente para a câmera outra vez com os olhos um tanto tensos.

— O...k? — olha para trás mais uma vez e vê o homem já quase caindo da cadeira. — Não deve haver muitas piadas do outro lado, não é? Meu nome é Jonie Travis, até o próximo bloco! — Ele esboçou um sorriso forçado no rosto.

- Vinheta do Programa de Entrevistas -

• REC [Bastidores]

O apresentador se levanta e vai em direção ao ruivo á sua frente, segurando seus ombros e balançando com cuidado. Dylan virou o rosto para ele ainda com um pequeno toque de humor no rosto.

— Um só?

• CUT [/Bastidores]

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.