Enigma of the Ex
4 Namorada I
Notas iniciais
– Não quero perder meu tempo com você. Fale de uma vez o que quer e vamos terminar com isso. — Mike falou sentando na cadeira e cruzando suas pernas. Suspirei. Mal sabe ele que se dependesse de mim o mandaria para o inferno, mas por conta da empresa e dos possíveis problemas que essa confusão causaria para os negócios eu estava aqui tentando dialogar com esse babaca.
– Eu entendo sua raiva, tudo isso esta na imprensa mas.. Não veja apenas o lado negativo de tudo isso. Veja a gama de benefícios que você teve com o fim de tudo isso. — Era provável que no final desta conversa Newton tentasse me bater ou chamasse um dos seus gorilas que ele chama de seguranças para fazer o trabalho brutal por ele ou coisa do tipo, mais não me vinha nada em mente que deixasse mais leve. Eu sabia que a tendência era piorar.
– Do que esta falando Cullen? Esta dizendo que a uma parte boa em tudo isso? — Mike deu uma risada irônica enquanto me olhava claramente se controlando para não optar pela agressão.
– Você saiu de um relacionamento onde estava sendo enganado, enganado por muito tempo. É algo de se agradecer. — Mike me olhava sério. Suspirei. — Não sei por qual motivo estou tentando contornar a situação. Não a necessidade para isto. — Mike pela primeira vez desde que chegou mudou sua expressão. Parecia agora atento no que dizia, esperando que soltasse algo que lhe desse motivos convincentes para talvez me bater. — Eu estava bêbado naquele dia, não sabia o que dizia, nem o que fazia. Eu realmente não me importo com o que Irina faz. Apenas desejei me vingar, e achei a oportunidade.
– Você ao menos sabe as consequências de tudo isso? Sabe como esta a minha imagem perante a imprensa?
– Sim sei. Como também sei que minha imagem esta tão poluída quando a sua. — Falei e o mesmo pareceu pensar. — Eu sai como amante barra traído. Não menos pior do que você. Irina foi como um furacão em nossas vidas. Por um momento tudo estava ótimo, prazeroso e calmo logo depois tudo caiu. Olhe pelo lado bom Newton. Você é um cara mais experiente do que eu, sabe que se relacionar com alguém como Irina seria atirar na própria cabeça. — Mike ainda me olhava para parecia pensar em outra coisa. Suspirei encostando minha costas na cadeira e o vendo suspirar se dando por derrotado.
– Você de certa forma tem razão. Mais não muda o impacto de tudo isso em minha vida pessoal.
– Imprensa é algo passageiro. Você agora é o mais falado amanhã ninguém se lembrará mais do que aconteceu. — Mike levantou arrumando seu paletó. Não fiz menção de levantar o acompanhando, ele sabia onde era a saída.
– Concordarei com tudo que disse porque temos um contrato de empresas. Se não fosse por isso acredite, eu mandaria alguém estragar essa sua cara de vitorioso. — Falou alto. — Espero não vê-lo por um bom tempo, apenas quando formos obrigados, fora isto, não quero ver sua cara em minha frente. — Falou. — Tenha uma ótima tarde Cullen. — Mike saiu da sala batendo a porta com força. Menos um problema para resolver.
Tinha uma pilha de papeis para assinar e ler, resolvi cortar meu horário de almoço ao menos hoje, queria evitar levar trabalhos para casa. Antes que começasse a assinar e a ler esculto meu celular tocar em cima da mesa. Suspirei vendo o número de Jasper.
– Aló — Falei sem vontade.
– Porque não saiu pra almoçar? Te casei na empresa inteira, pensei que Newton havia te matado ou coisa do tipo.
– Minha conversa com ele foi bem calma. — Menti. — Sabia que seria uma conversa calma.
– Você e sua modéstia. — Jasper falou bufando do outro lado da linha.
– O que quer Jasper? Tenho muita coisa pra fazer.
– Porque não veio almoçar?
– Porque tenho muita coisa para fazer. — Falei obviou.
– Então largue o que tem de tão importante e venha até a cafeteria da empresa. Tenho algo a tratar com você.
– Jasper, o que tenha para tratar, trate outra hora. Não tenho tempo agora.
– Tudo bem! Vou até o seu escritório.
Antes que falasse mais alguma coisa Jasper desligou o telefone. Ótimo, minha ideia de terminar todo o trabalho antes de ir para casa não daria certo mais uma vez graças a Jasper a sua inconveniência.
Em minutos esculto uma batida na porta falei um "entre" e logo a imagem de Jasper entra no meu campo de visão. Bufei largando meu corpo na cadeira. Tinha a certeza de que isso iria demorar.
– Alegre-se amigo, tenho algo que você irá gostar. — Falou sorridente sentando na cadeira de frente a mim. Jasper em um movimento rápido jogou uma pasta em cima de minha mesa, estava tão sem paciência com Jasper que não me preocupei em pegar a pastar e saber o que havia ali dentro.
– O que é isso? — Falei sem vontade.
– Uma pasta. — Falou obviou. — Bom, andei pesquisando por alguma horas. Na verdade não foi eu mais sim uma amiga. Bom, achei algumas coisas sobre a Namorada I. — Serrei os olhos. Do que diabos ele estava falando?
– Jasper seja mais especifico.
– Andei pesquisando sobre Angela Weber que eu resolvi chamar por Namorada I que será o código para ela a partir de agora.
– Como.. Como conseguiu isso? — Peguei a pasta com uma certa urgência. A anos não tinha uma noticia de Angela, não sabia se estava viva ou morta ou onde ela morava agora. Ela simplesmente conseguiu sumir do mapa.
– Não posso dá as fontes de onde veio tudo isto, mais posso dizer que tenho uma amiga muito eficiente. — Falou sorrindo. Abri a pasta encontrando algumas pesquisas como endereço, prováveis fotos da mesma nos dias de hoje e links de redes sociais que a pertence. Aquilo era assustador. — Angela mora no Alabama a dois anos em uma cidade que nunca fui chamada Tuscaloosa. Ela trabalha em um café e tem uma filha de sete anos. Eu sou demais não sou? — Falou com orgulho de si mesmo.
– Se ao menos tivesse sido você a pesquisar tudo isso eu pensaria em concordar com essa sua pergunta. — Falei e o mesmo revirou os olhos. — Calma.. O que isso quer dizer? — Não tinha a mínima ideia do que faria agora.
– Bom, com toda a certeza tem uma explicação ótima para o fim do seu primeiro relacionamento. Talvez ir até ela no Alabama..
– Esta sugerindo que eu aceite viajar até o Alabama?
– Porque não? Você é o chefe pode tirar uns dias de folga se quiser.
– Acha que vou entrar em um carro ir até o Alabama, bater na porta da Angela e perguntar porque ela me deu um fora a 13 anos atrás? — Era tão estupido essa possibilidade que só o fato de Jasper pensar nela o tornava um estupido master.
– Tenho um plano formado meu amigo, pensei muito nele e já sei como faremos sem que seja obviou que fomos até lá só para sonda-la sobre o passado de vocês. — Serrei os olhos.
– E desde quando você pensa em algo? — Jasper sorriu sem graça.
– Estou propondo uma forma de descobrir o que houve com o seu primeiro e avassalador relacionamento meu amigo, se não concorda com isto não a nada a ser feito, você é o chefe. — Falou dando de ombros. Era tão claro que Jasper implorava por dentro para que aceitasse sua ideia de ir até o Alabama que qualquer tentativa sua de fingir não ligar nunca daria certo. Olhei mais uma vez para a pasta azul jogada em minha mesa. Se falasse que não tinha curiosidade para ver Angela hoje estaria mentindo, isso me tornava tão estupido quando Jasper. Foi naquele momento que falei o que não deveria ter falado se parasse pra pensar mais um pouco.
– Tudo bem, vamos até o Alabama. — Jasper saiu da sua "pose" de não ligar para nada e sorriu. — Mas se seu plano não for realmente bom, eu irei jogar você da ponte do Brooklyn.
– Não se preocupe amigo. Eu pensei muito, acredite. — Jasper levantou da cadeira. — Vou deixar a pasta com você para que você olhe o que quiser olhar. Viajamos amanhã.
– Amanhã? — Falei alto. — Jasper não posso simplesmente largar a empresa sem mais nem menos.
– Amigo será uma viagem de três dias no máximo. Não se preocupe com isso. — Jasper caminhou até a porta abrindo a mesma e saindo.
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– Animado pra viagem? — Jasper falou sorridente.
– São seis da manhã, você acha realmente que eu estou animado para alguma coisa as seis da manhã? — Jasper revirou os olhos. — Porque diabos tão cedo? — Estava com os olhos fechados e no modo automático. Seis da manhã não era um bom horário para mim.
– Porque temos cinco horas de viagem fora a nossas paradas para necessidades e comer. — Falou.
– E porque só um carro?
– Porque vamos para o mesmo lugar, não precisa de dois carros. Nós revesamos na direção. — Falou ligando o carro. — Será divertido Cullen, você verá. — Bufei afundando meu corpo no banco do passageiro. Precisava dormir pelo menos uma hora.
Não sabia quantas horas havia dormido, mais tinha a certeza que havia sido muitas horas. Jasper parecia um robô na direção. Estava ereto, sua respiração era uma mistura de rápida e calma, seus olhos estavam vidrados na estrada com suas duas mãos agarrando o volante. Suspirei. Talvez devesse tomar conta do volante e deixá-lo dormir.
– Dormi quanto tempo? — Perguntei e o mesmo pareceu despertar do seu transe e voltar a sua postura corcunda.
– Quatro horas. — Falou dando um leve sorriso. Droga, havia deixado a viagem inteira nas costas de Jasper enquanto dormia por quatro horas. Me acomodei no banco fitado as arvores que passavam rapidamente pelo meu campo de visão. Não tinha a mínima ideia de onde estava.
– Aguenta mais uma hora ou...
– Aguento! — Falou alto. — Tomei um café, estou preparado para mais oito horas de viagem se for preciso. — Sorriu. Agora tudo fazia sentido. Sua pose robótica fitando a estrada.
– A volta eu dirijo. — Falei e o mesmo apenas concordou com a cabeça voltando sua atenção para a estrada.
– Você sabia que o sul do Alabama já foi de território francês? Foi então que ele foi colonizado pelo Reino Unido e pela Espanha. Já o centro-norte do Alabama foi primeiro colonizado pelos britânicos e no final se tornou norte-americado. Como sempre nosso país tomando o que se é dos outros. — Jasper falou ainda olhando para a estrada.
– Quantos copos de café tomou? — Perguntei e o mesmo deu uma risadinha falsa.
– Quer saber de uma história marcante para mim nesta viagem?
– Adoraria. — Falei com a esperança de que o mesmo não continuasse com aquela conversa. Me enganei. Deveria saber já que se tratava de Jasper.
– Parei em uma lanchonete de beira de estrada e pedi o meu café, na verdade, meus dois copos de café. Então a moça que me atendeu era simplesmente linda, loira, cabelos longos, pernas longas, e um sorriso ótimo. Conversamos sobre algumas coisas uma delas foi a curiosidades sobre o Alabama, ela era guia turística de lá. E o melhor de tudo foi que no final peguei o telefone dela. — Jasper falou orgulhoso do seu feito. Era impossível não rir da criatura de frente a mim. Completamente elétrico pelo provável pilha de copos de café que tomou apenas para manter a conversa com a moça, e da sua obrigação de tomar todos eles.
– Onde estamos? — Perguntei quebrando o silêncio que estava naquele carro desde a história de "Amor a primeira vista" de Jasper.
– Estamos a meia hora do Alabama, mais não me pergunte o nome desse lugar porque pelo meu conhecimento. — Bufei rindo. — Esse lugar pode não ser um lugar já que nem a placa de "Pare" existe aqui. — Falou olhando para os dois lado atrás de algo que comprovasse que aquele lugar era realmente um lugar e que estaria em um GPS.
– Não sei o que me deu na cabeça pra aceitar isso.
– Aceite os fatos meu amigo, você também queria isso. Queria descobrir porque terminou o seu relacionamento com a Namorada I.
– Já se passou anos Jasper, não somos mais as crianças de ontem que se envolveram por imaturidade de ambos. Tenho minha vida como ela tem a dela vendendo café no Alabama.
– Tem magoa por parte ambos. Em você por ser largado no auge da sua paixão, e por ela por ter largado no auge da sua paixão. A coisas a serem tratas meu amigo. E se você não tratar elas essa maldição de "Menos de um ano" se arrastará para o resto da sua vida. — Suspirei. — Chegamos ao Alabama. — Jasper falou animado enquanto tocou no volante do carro fazendo o mesmo buzinar fortemente. Ótimo, cinco horas de viagem só para ter o prazer de olhar na cara do meu passado. — Animado? — Jasper perguntou enquanto passava da placa enorme "Bem vindos (a) ao Alabama"
– Esta realmente perguntando se estou animado em ter viajado por cinco horas apenas para encontrar a minha ex namorada e sondá-la para saber o motivo do nosso termino a treze anos atrás? Lógico! — Falei irônico fazendo Jasper revirar os olhos e sorrir. — Estamos aceitando entrar em um enigma para descobrir algo que simplesmente não tem explicação. Simples o fato, sou largado todas as vezes. O que a de tão importante nisso que nos fez viajar por cinco horas?
– Claro! Enigma. — Serrei os olhos. — Tínhamos que ter um nome..
– Nome?
– Sim, nome para a nossa missão. — A coisa estupida agora tinha até nome? — Enigma das Ex. — Falou depressa. — O nome dessa nossa missão será enigma das ex.
– Jasper..
– Você é um cara inteligente, você sabe que isso é um enigma, elas te largarem, todas em menos de um ano. Esse enigma precisa ser decifrado pelo próprio criador. — Falou apontando para mim. — Você precisa de respostas como eu preciso de um proposito que não me faça arrepender por ter acabado com os pneus do meu carro vindo até o Alabama. — Falou. — Você me deve ao menos isso amigo. Um proposito. — Falou tranquilo enquanto andava pelas ruas de um pequeno município no começo de Alabama, haviam casas pequenas de cores chamativas e senhoras nas calçadas olhando o movimentos de carros atentas. Pelo o que conhecia de geografia aquele lugar estava longe do centro de Alabama ou da tal Tuscaloosa. Suspirei. Que comece o Enigma das Ex.
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