Notas iniciais
Oieeeeeeeeee... bom dia!... o/ Agora sim, capítulo novinho em folha para àquelas que esperan desde ontem. Desculpem a demora, mas é que eu queria repor os capítulos que tirei do ar. Como o livro ainda demora um bocadinho, achei melhor deixar o padre à disposição daquelas que o quiserem conhecer melhor... Se posso pedir alguma coisa, sendo um pouquinho cara de pau. Vcs que já o conhecem bem e gostam dele, deixem uma indicação para animar as novas leitoras... Vamos tentar fazer nosso padre ser tão conhecido quando Grey, Gabriel e todos os Edwards adaptados que vieram de fora!... Desde já agradeço a ajuda!... Agora vamos ao baile... Capítulo de hoje está tenso... Segurem os cores! BOA LEITURA!...

Bella estava no seu limite no que se referia a Edward. Passado o surto birrento, novamente se encontrava afastada de todos. Rosalie fazia seu número apaixonado junto ao noivo esperando pelo sinal de Emmett, os amigos que dançavam com ela agora formavam pares ao som de uma música mais lenta fazendo com que ela e todos os outros solteiros e desacompanhados saíssem à caça de bebida ou do ar noturno. Ela ficara na turma da bebida, mas já havia terminado sua coca-cola e se mantinha a margem do salão olhando os casais e lamentando que nunca estivesse entre eles.

– Devo dizer que é estranho ver você sozinha. – Jacob falou as suas costas.

– Hoje tiraram o dia para me assustar é isso? – perguntou contendo um sorriso. – Por que vocês não vêm pela frente?

– E perder a oportunidade de surpreendê-la? – disse antes de beijar-lhe a bochecha rapidamente. – Nunca!

– Pare com isso Jake. – ela pediu afastando-o gentilmente, evitando olhar na direção do padre.

– Parei. – disse erguendo as mãos. – Não vim perturbá-la; vim somente para que cumprisse sua promessa. – então lhe estendeu a mão.

– Não sei Jacob... – ela murmurou receosa. – Não estou no clima.

– O que tem demais Bells... O grandalhão nem está aqui. Eu já verifiquei. – então olhando furtivamente em volta sugeriu. – Ou tem outra pessoa que não queira chatear?

– Deixe de bobagens Jacob. – Bella disse socando-o no ombro.

– Então venha!... Você sempre dançou ao menos uma música comigo e hoje estou aqui especialmente para isso, vem... – pediu com olhar implorativo. – Por favor... Eu me arrumei todinho só para você.

Bella o analisou e sorriu de leve ao constatar que o amigo sempre manteria o estilo descomprometido; estava com uma calça Jeans surrada, camiseta preta e um de seus conhecidos pares de tênis. Era um rapaz bonito e naquele instante, de todo o coração, ela desejou que um dia ele arranjasse alguém que o fizesse feliz; alguém que fosse o oposto dela.

Ao pensamento correu os olhos ao longo do galpão até que pousassem em Edward; ainda parado a alguns metros, sem nunca olhá-la. Compenetrado em uma nova conversa com os Clearwater. Com um suspiro resignado questionou o que fazia afinal. Qual o propósito de ficar parada, apática, quando tal atitude não mudaria em nada sua situação. O padre pediu discrição, mas um mísero aceno não o comprometeria.

– Escute. – Jacob pediu indicando o ambiente a sua volta quando uma balada country substituiu a música lenta que tocava anteriormente. – Estão tocando a nossa canção.

– Não temos uma canção Jacob. – ela retrucou. E sem pensar uma segunda vez, segurou a mão que o rapaz lhe estendeu depois de um trejeito teatral e engraçado. Com um sorriso morno, porém sincero, ela se deixou ser conduzida para o meio do salão. Quando se juntaram aos demais casais o garoto conduziu a dança, girando-a levemente algumas vezes, fazendo com que ela risse divertida de seus floreios. Aquele era o clima. Nunca fora derrotista ou dada a lamentos, então não era tempo de se entregar.

Quando estava completamente distraída com a dança e se sentindo leve em dias, Jacob a levou para mais perto depois de um último rodopio. Bella estava de tal forma descontraída que se deixou ser envolvida pela cintura para ser conduzida ao ritmo da música, agora abraçada. Contagiada pelo clima leve, passou os braços pelo pescoço do rapaz e o acompanhou; agora agradecida ao amigo por não permitir que ficasse sozinha.

– Vai me dizer o que há? – Jacob perguntou junto ao seu ouvido. – Tem a ver com seu sumiço ontem? Quando demorou a aparecer fui buscar informações na galeria e me disseram que passou mal. É verdade?

– É sim... – ineditamente se recriminou por não tê-lo avisado. – Poderia ter me ligado.

– Eu?! Ligar para você?... – Jacob a afastou o suficiente para olhá-la. – Tem certeza que está bem para estar aqui?

Bella nem poderia retrucar; seu comentário fora infundado uma vez que o proibira terminantemente de “importuná-la” com ligações de qualquer espécie.

– Esqueça o que eu disse. – pediu voltando a abraçá-lo. Ele era o único com quem poderia conversar uma vez que o irmão lhe pedira segredo. – Estou bem, Jake... Não tive nada grave... Apenas um mal-estar depois de descobrir que Jasper e James estiveram na The Isle nessa quinta feira.

– Bom... – ele começou sem se abalar. – Se eu disser que lhe avisei você ficaria com raiva?

– Nunca me alertou sobre isso. – retrucou.

– Fala sério Bells, essa possibilidade sempre existiu. Eu não precisava ficar enumerando todas as falhas dessa sua “brincadeira”. – como ela nada dissesse, ele perguntou. – Eles a viram?... Eu sei que não os vi, mas também não fico procurando por ninguém.

– Felizmente não. Eles se atrasaram.

– Então esqueça. – ele aconselhou. – Mas espero sinceramente que aquela apresentação tenha sido a última.

– No que depender de mim, com certeza foi. – ela afirmou.

– Então realmente esqueça. – pediu acariciando-lhe o cabelo.

O carinho não a exasperou; agora era o toque de um irmão. Apenas lhe preocupou como pareceria a quem os visse. Como se Edward fosse notar, pensou exalando um suspiro. Em todas as voltas que deu se permitiu olhar em sua direção. Em nenhuma das vezes lhe flagrou o olhar. Estava sendo uma estúpida em esperar, aquela que era a verdade.

– E agora... – Jacob perguntou sério. – por que tantos suspiros Bells?

– É complicado explicar.

– Tente... Não vai dizer que está triste porque vai deixar de ir àquele lugar!

– Não é nada disso. É que ultimamente... eu sinto uma saudade estranha. – disse com os olhos pousados em Edward até que ele novamente sumisse de seu campo de visão. – É uma saudade de alguém que está perto. Que posso ver; por vezes conversar... Mas que dói como se essa pessoa estivesse longe, entende?

– Eu sinto essa saudade todos os dias Bells. – Jacob assegurou seriamente. – Sinto agorinha mesmo.

Sim, ele sentia, Bella pensou culpada.

– Jacob me desculpe, eu... – agitou-se em seus braços para se afastar.

– Fique quietinha Bella. – ele pediu segurando-a firmemente. – Vai me deixar sozinho, no meio do salão, logo agora que posso matar um pouquinho dessa maldita saudade que também lhe aflige?

– Não. – ela voltou a abraçá-lo. – É que não é justo com você.

– Você é injusta comigo há anos, Bells... Não tem porque mudar agora.

Apesar de gracejadas, cada palavra continha a verdade perturbadora. E o rapaz tinha razão, era tarde para mudar. Como não havia mais nada a dizer, calou suas desculpas e se deixou ser conduzida em mais uma música.

– Ainda está caidinha pelo padre não é? – ele perguntou depois de alguns minutos.

– Estou. – não havia motivos para mentir.

– Eu disse, não foi?... Disse para sair fora. Sabe que isso não tem como acabar bem. – ao seu silêncio o rapaz perguntou. – Tem certeza que ama esse padre esquisito?

– Você sabe a resposta. – ela disse entristecida, tendo Edward novamente em seu campo de visão.

– É... – ele resmungou enraivecido. – A porra é que sei.

Nesse momento Bella percebeu sua irmã lhe acenando discretamente a margem dos casais que dançavam no centro do salão; era a hora.

– Jake... – Bella chamou se afastando. – Obrigada pela dança, mas agora preciso ir... Rosie está me chamando.

– Se importa de ir até ela sozinha? – ele perguntou sem soltar-lhe a mão. – Já tive o que vim buscar... Acho que vou embora.

– Não me importo, mas acho que deveria ficar... Dance mais um pouco... Com Jessica talvez... Sabe que ela gosta de você.

– Eu passo... – o rapaz torceu o nariz, então lhe piscou. – Vou embora levando uma boa lembrança.

– Então está bem... – ainda agradecida pela atenção e levemente culpada, ela se aproximou para beijar-lhe o rosto ternamente. – Boa noite Jake.

– Agora a noite está completa. – ele lhe sorriu enlevado. – Boa noite Bells.

Após as despedidas, abriu caminho por entre os casais e foi até sua irmã.

– Nossa! – Rosalie exclamou. – Pensei que iria embora com Jacob. Preciso correr, posso contar com você?

– Eu lhe devo duas, esqueceu? – brincou piscando-lhe. – Só não se esqueça “você” de voltar... Esperaram tanto por essa conversa que tenho medo de Emmett não a largar.

– Não se preocupe, volto logo.

Bella rogou que fosse daquela forma, pois entreter James não era animador. Automaticamente procurou pelo padre e pela primeira vez na noite seus olhos se encontraram. Á exemplo do tio, ele a cumprimentou com um leve inclinar de cabeça. Nem se permitiu animar ao gesto breve e frio. Com um suspiro resignado, Bella se obrigou a ignorar a fraqueza em suas pernas e manter o foco em sua missão. E antes que saísse à procura de James, ele a encontrou.

– Pensei que sairia com sua irmã.

– E deixá-lo sozinho? Rosie jamais permitiria. – decididamente nada animador e como não possuíam assuntos em comum, convidou. – Quer dançar?

Sem esperar resposta, puxou-o pela mão até o meio do salão. A música romântica ainda enchia o ambiente então se posicionou e o enlaçou pelo pescoço. Após um instante de hesitação, James a segurou pela cintura e a guiou no ritmo lento da balada.

– Pensei que não gostasse de mim. – ele comentou minutos depois, estreitando o abraço.

Na verdade, era-lhe indiferente, porém depois do aperto estranho e do comentário em tom capcioso, Bella cogitou confirmar a suspeita. Como não poderia, retrucou começando a se impacientar ao senti-lo iniciar o que parecia um carinho em sua nuca.

– Você é como Alice. Fará parte de nossa família, não tenho porque não gostar de um futuro irmão.

– Por isso ficou? – perguntou depois de se curvar para que não fosse preciso mais do que um sussurrar próximo ao seu ouvido. – Para dançar com seu futuro irmão?

Muito bem; Bella pensou completamente irritada. Sentindo a bili subir-lhe a garganta ante a recordação asquerosa de que ele poderia tê-la visto nua.

– Estava apenas fazendo um favor à minha irmã. – replicou duramente, engolindo em seco e interrompendo a dança. – Rosie não quis deixá-lo sozinho. Interessante é constatar que sabe se virar muito bem na ausência dela. Acho que devo informá-la para evitar cuidados futuros.

– Bella não... – ele engasgou. A expressão galante cedeu lugar ao temor. – Eu não... Se você...

– Tudo bem irmãozinho. – ela disse desprendendo-se do abraço. – Vamos considerar que o que aconteceu aqui foi somente um mal entendido de ambas as partes. Acho que Rosie já deve estar chegando, apenas a espere para não se desencontrarem... Agora, se me der licença, preciso de ar puro.

E sua provação não tinha fim, Edward pensou enraivecido. Ver Bella nos braços de Jacob não mudava sua decisão, mas considerava dispensável presenciar demonstrações públicas de carinho. Assim como era prescindível notar a rotatividade com ela passava de um para outro. Nem seria preciso salientar o quanto reprovava seu comportamento mesmo que suas ações lançassem sombra ao tipo estranho que relacionamento que teriam.

– Aceita outro refrigerante senhor Cullen? – alguém perguntou ao seu lado.

Grazie... – começou e ao se ouvir, corrigiu negando com um aceno de mão. – Obrigado!

Descobriu que o oferecimento viera de Leah Clearwater. Frequentadora assídua de seu confessionário ela recorreu aos seus fracos pecados como forma de manter uma conversa amigável. Edward lhe ouvia vagamente e retrucava quando necessário; completamente desinteressado do assunto. Preocupava-se mais em reparar na postura estranha entre Bella e o futuro cunhado, pois não conseguia decifrá-la. Agradeceu a ausência de Emmett, contudo no momento preferia que ele estivesse presente. Um namorado oficial, mesmo que apenas usado imporia certo respeito.

– O que o senhor acha?

A voz de Leah, um tom mais alto, lhe chamou a atenção. Olhando o rosto ansioso sem saber sobre o que deveria dar sua opinião, falou apertando uma das têmporas.

– Acho que devemos conversar sobre isso outra hora. Essa música alta agravou a dor que senti durante todo o dia.

– Não devia ter vindo. – ela disse solidária. – O senhor se esforçou muito hoje. Deve ser cansaço.

– Todos fizeram o mesmo esforço ou até mais, no entanto estão aqui... – retrucou sorrindo-lhe para que não se alarmasse. A desculpa era uma fuga a sua pergunta, contudo, ao ver Bella sair apressada depois de deixar James sozinho a olhá-la alarmado, complementou-a. – Mas tem razão, é melhor que eu vá embora.

– Vou chamar meus pais para se despedirem.

– Não é necessário. – falou segurando-a pelo braço. Logo a soltou e pediu. – Não os preocupe por minha causa. Prefiro sair sem alardes e de toda forma verei todos amanhã pela manhã.

– Então está certo! – aquiesceu entristecida. – Uma pena que não esteja bem e tenha que ir embora. O senhor nem dançou. – ao terminar tapou a boca como se tivesse proferido alguma obscenidade. – Desculpe, esqueci que padres não podem dançar em bailes.

– Não podemos muitas outras coisas – retrucou taciturno ao reconhecer que boa parcela do ciúme que sentia se dava ao fato de não poder ser um daqueles que dançavam com Bella. Ainda mais irritado, completou –, mas não espero que se lembre de tudo. Boa noite Srta. Clearwater.

Ouviu a reposta baixa quando já lhe dava as costas. Sua saída foi menos custosa do que sua entrada, pois não se deixou segurar por quem tentou barrar-lhe a passagem, despedindo-se seguramente e acenando para aqueles que percebiam sua partida. Por sorte não foram muitos. Chegou ao jardim em tempo de ver a moça entrar na casa de Sue. Olhando em seu entorno, percebeu estar praticamente sozinho. Apenas dois ou três casais namoravam recostados nos carros distantes, ocupados demais para reparar em alguém que caminhava pelo gramado.

Ao entrar na casa Bella seguiu direto para o banheiro. Depois de lavar o rosto, ficou alguns minutos a encarar sua imagem no espelho, incrédula. Sua vontade era voltar para o galpão e dizer umas boas verdades ao noivo metido a conquistador. Era inacreditável que em poucos minutos passasse a desprezar mais alguém que já não nutria bons sentimentos. James se revelara um convencido boçal; os chifres que estaria levando eram mais do que merecidos. Ainda assim seu sangue fervia.

Inquietante era saber que boa parte de sua raiva era dirigida para quem nem mesmo esteve entre eles. A cantada barata serviu apenas para inflamar a irritação por ser ignorada pelo padre. No final tudo sempre se resumiria a ele. James continuava a ser o ser insignificante que sempre foi e ela a eterna preterida; inferno. O que havia de errado com ela para se apaixonar justo pela porcaria de um comedor de hóstias?

– Que se dane a resposta! – exclamou contrafeita, molhando os pulsos. Estava descontrolada, aquela que era a verdade. Ninguém – nem mesmo James – tinha culpa do que lhe acontecia. Talvez, apaixonar-se por alguém inatingível fosse apenas castigo por todas as mentiras contadas; por sua vida dupla; por inicialmente brincar com servos de Deus por capricho; pela maldade gratificante que por anos dirigiu à Jacob que não fazia nada além de amá-la incondicionalmente.

Era aquilo que havia de errado com ela; não era digna de ter um amor tranquilo e prontamente correspondido por ser a maçã mais apodrecida entre todas as boas. O problema era que nunca soube ser diferente. E mesmo fora dos padrões queria seu milagre, pois jamais amaria a mais ninguém. Constatar a verdade acalmou-lhe o espírito e reconfortada pela resignação, Bella lavou o rosto mais uma vez. Depois de enxugá-lo conferiu seu cabelo, reacomodou algumas mechas que se desprenderam durante a dança e reforçou seu rabo de cavalo. Considerando-se arrumada o suficiente para voltar ao salão e decidida a se divertir com seus amigos, saiu do cômodo.

Mal havia dado dois passos pelo jardim depois de descer os poucos degraus da casa dos Clearwater, Bella foi contida por uma puxada vigorosa em seu rabo de cavalo. Teria caído após a brusca interrupção de seu caminhar acelerado caso um braço forte não a prendesse pelo dorso e a sustentasse. Desnorteada, muda perante a surpresa do ataque e sentindo a dor latejante em seu couro cabeludo, ela tentou se desvencilhar do aperto restritivo. A luta se tornou impossível quando foi erguida e carregada para a ala escura do jardim como se nada pesasse.

– Jacob, dessa vez eu mato você! – ela sibilou roucamente. Seria possível que ele nunca entendesse? – Me solta!

Ainda preso ao prazer sardônico por imaginar o quanto havia doído sua puxada daquele monte de cabelo indecente e tendo seu ciúme inflamado ao ser confundido com o pirralho, vociferou junto ao seu ouvido.

– Duvido que tenha coragem de matar seu amante.

Edward?! Então seu coração gelou. Ouvir a voz cantada junto ao seu ouvido, mesmo dura e rouca, agravou sua surpresa. Imediatamente parou de espernear, pois como sempre seus membros se tornaram inexistentes. Ao ser solta, suas pernas oscilaram entorpecidas. Contudo Bella sequer teve tempo para qualquer recuperação ao ser empurrada fortemente e prensada contra a parede pelo corpo do padre. Ainda tentava entender o que acontecia, quando o ouviu dizer.

– Não fará diferença, mas respeite ao menos algum mandamento.

– Senhor eu não...

Não pôde terminar a frase; e o desejo de entender a ação intempestiva se tornou ínfimo ao ter a boca tomada avidamente. Com um gemido profundo ele moveu a língua exigente sobre seus lábios, separando-os para capturar a dela. Passado o choque inicial, toda raiva se foi e a saudade veio depressa tirando Bella da inércia. Logo o prendia pelo pescoço para que não se afastasse e correspondia ao beijo invasivo. Não mais pensava apenas se deixava levar pelas sensações excitantes que Edward lhe provocava.

Ao ter seu quadril também prensado contra a parede e sentir o desejo evidente no monte túmido, a moça gemeu alto esquecida de onde estavam. Sem nem pensar, apenas ansiando ter mais daquela parte enrijecida que a reverenciava mais do que seu dono, precipitou-se para o colo do padre obrigando-o a sustentá-la. Como se entendesse sua real intenção ao enlaçá-lo pelo quadril, Edward se moveu perceptivelmente, friccionando sua masculinidade desperta a concavidade quente e úmida.

Enquanto Bella sentia seu sexo latejar ansioso por ser preenchido, ele deixou seus lábios para beijar a curva delicada de seu pescoço. Ainda desfalecia com o contato da barba rala em sua pele, quando sentiu mãos aflitas suspender sua blusa completamente para apertar-lhe os seios por sobre o sutiã. A força desmedida a machucava ao passo que a excitava mais. Logo sentiu dedos ágeis afastarem a renda que cobria um dos mamilos enrijecidos para livrá-lo facilitando o acesso à boca sedenta. Simplesmente queimava nos braços amados; como precisava daquele homem! Mesmo temendo o que viria, implorou quando Edward passou a provar-lhe o outro seio.

– Por favor, senhor... me faça sua.

Non! – ele exclamou roucamente, erguendo a cabeça. Descobriu que era daquela entrega que precisava para fechar os olhos à sua promiscuidade e se libertar de vez de um senso moral há muito extinto. Todavia, por mais que desejasse atendê-la, ainda possuía algum juízo mesmo quando o ciúme que o movia ameaçasse arruinar toda a discrição que sustentou por toda a noite. Os fundos da casa dos Clearwater não era o lugar ideal para fazer o que pretendia. Domando seu ímpeto apaixonado, desvencilhou-se dela.

De volta ao chão, Bella precisou se firmar para não cair tamanho era seu tremor. Sabia o que viria e custava a crer que Edward fosse capaz de refrear o desejo que sentiam. Não poderia deixá-lo se afastar então o abraçou ao que foi prontamente presa pelos ombros e recostada contra a parede. Decidida, sem se importar com a ousadia ou onde se encontrava, estendeu a mão e tentou puxar-lhe a camisa. Imediatamente o padre soltou-lhe um dos ombros para afastar sua mão com um tapa.

Ainda sem se importar Bella voltou a estendê-la para procura-lhe o cinto; prontamente foi afastada com um tabefe mais forte. Sem se dar por vencida, recorreu às duas mãos para novamente tentar erguer-lhe a camisa obrigando-o a prendê-la pelos pulsos e mantê-los acima da cabeça, contra a parede.

– Pare de tentar tirar minha roupa. – ciciou. – Tu sei pazza?

– Por quê? – a moça indagou arfante sem se importar com o que não entendia, o vento frio excitando-a ao tocar seu corpo ainda exposto. – Eu preciso do senhor...

Questo è sbagliato. – ele murmurou sem soltá-la. Logo se corrigiu. – É errado.

– Não, não... Não de novo!... – Bella choramingou, apavorada com a partida iminente. – Não é errado fazer o que temos vontade... Por favor, apenas me beije... Senti tanto sua falta.

– Não sentiu. – Edward sibilou novamente preso ao seu ciúme. – Não tem como sentir a falta de homem algum quando têm tantos.

– Não tenho ninguém... Só desejo o senhor... Meu senhor!

– Não me chame assim... – pediu em um fio de voz.

– Chamo porque assim o considero; porque assim me instruiu... Meu senhor...

Queria crer nas palavras que arrefecia o ressentimento desperto por vê-la junto ao amante renegado e depois ao futuro cunhado. Contudo não era ingênuo; ainda segurando-a, o padre se aproximou e disse junto ao seu rosto.

Basta!

Ao sentir a respiração se misturar a sua e o hálito morno soprar diretamente contra sua boca, a moça nem ao menos pensou, apenas moveu a cabeça para que os lábios se unissem; não tinha nada a perder então gemeu em contentamento quando o padre não só se deixou beijar como novamente prendeu-lhe a língua de forma faminta. Tão logo teve os pulsos libertos, Bella o abraçou, tomando o devido cuidado de não tocar em suas roupas para não espantá-lo. Receberia o que Edward lhe desse.

Enquanto o beijava percebeu que ele estava disposto a ceder quando sentiu uma das mãos masculinas correr por suas costas descobertas ao passo que a outra se deslizava em seu couro cabeludo. Os dedos longos de Edward se entranharam pela amarração do rabo de cavalo para desfazê-lo completamente e em seguida escovar os fios. Havia uma urgência naquelas mãos que a fez gemer baixinho e se moldar mais a ele. Imediatamente Edward quebrou o beijo, contudo manteve seu rosto cativo entre suas mãos.

Ciò che mi rende?... – o padre murmurou novamente junto ao rosto feminino, como um lamento que Bella não pôde entender. Antes que perguntasse, ele prosseguiu. – O que faz comigo?

– Não sei o que fiz agora, se é a isso que se refere. – ela murmurou enquanto procurava por ar e calma para seu corpo fortemente estimulado. – Continuo quieta no meu canto, como me pediu.

– Não há cantos para você Bella. – ele retrucou ainda com a testa contra a sua; ela desejava poder ver-lhe o rosto, os olhos que com certeza estavam escuros como a noite, contudo podia apenas imaginar e se permitir alegrar com suas palavras.

– Então não tente me colocar em um... Dê-me espaço, senhor... Faça amor comigo. Vamos ficar juntos como disse que queria.

Non... – Edward sibilou enfático. O pedido o recuperou de vez do torpor que era tocá-la; que fora desfazer aquele maldito rabo de cavalo que o instigava. Pouco importava seu costume em copular em locais inapropriados; não romperia seus votos de forma irreversível como um animal; de pé, nos fundos da casa de uma família decente.

– Por que me aborda e me beija se no final sempre me afasta? – ela perguntou conformando-se que naquela noite ele lhe escaparia por entre os dedos como das outras vezes. – Isso não é certo.

– O certo e o errado perdem um pouco do sentido quando a vejo. – ele murmurou com os lábios próximos aos seus. A moça acreditou que seria novamente beijada, contudo não aconteceu.

– Então o que quer de mim? – exalou, sentindo que desfaleceria com o desejo não satisfeito que era indiretamente renovado pela proximidade e a brisa em seu corpo semidespido.

Com a pergunta Edward se lembrou do que o levou a espreitá-la. Sem pressa de colocá-la a par, correu os olhos já adaptados à escuridão pela boca entreaberta e arfante, pelo pescoço e a camiseta que erguera ansiosamente. Tomando um seio em sua palma, acariciou-o de leve. Comprazendo-se com o gemido baixo, acreditou estar no caminho certo quanto ao que faria. Iria contra seus preceitos e toda a norma moral que pregava para estar com ela então se reservava o direito de ser atendido em algumas exigências.

– Por ora isso é irrelevante. – começou sem rispidez. Brincando com o mamilo intumescido e se divertindo com a agonia da moça. – Procurei-a para falar sobre o que “não” quero. Cansei de vê-la com outros homens. Pouco me importa o tipo de relacionamento que mantém com cada um. Se sente mesmo minha falta como diz e quer que eu faça amor com você e que fiquemos juntos, livre-se de todos eles.

Naquele momento ela seria capaz de abandonar até mesmo os de sua família caso ele assim lhe ordenasse, porém não teve a oportunidade de dizê-lo ao ouvir o som de um aplaudir pausado e baixo.

– Uma salva de palmas para o casal do ano! – Jacob exclamou se aproximando lentamente. Seu rosto jovem, escurecido pela noite e pela raiva represada.

– Que porcaria está fazendo aqui? – Bella indagou num sussurro alarmado, baixando a camiseta apressadamente para se colocar entre ele e Edward que, depois de sibilar o nome do rapaz, precipitou-se em sua direção.

– Não há nada aí que eu também não tenha visto ou tocado querida Bells. – disse sinalizando na direção de seu corpo antes de debochar. – E a pergunta certa é o que “um padre” faz aqui com você?

Era incalculável a intensidade do ódio que o rapaz despertava em Edward. Ouvir-lhe a voz confirmando o que Bella negava e vê-lo invadir sua privacidade fazia com que este chegasse às raias da fúria extrema, incitando o homem irritadiço à violência.

– É melhor ir embora rapaz. – vociferou, empurrando a moça de sua frente para dar um passo, cerrando os punhos mal contendo o desejo antigo de agredi-lo.

– Ou o quê? – Jacob desafiou com o queixo erguido. Com os dois se encarando frente a frente, Bella percebeu o quanto Edward era maior. E sem deixar se intimidar pela força com que tinha sido afastada, novamente tentou se colocar entre eles para separá-los, evitando assim a luta iminente que os denunciaria.

– Por favor, parem. Aqui não é o lugar...

– E existe esse lugar onde padres possam trepar? – debochou. – Refresque minha memória, a santa igreja já permite essa safadeza? É melhor eu me informar com algum bispo ou...

Jacob foi impedido de concluir sua ameaça ao receber um poderoso soco em seu maxilar. Cego, Edward nem mesmo se lembrava de como tirou a moça de sua frente, apenas se deixava envolver pelo prazer de finalmente calar o garoto insolente. Incapaz de parar avançou sobre ele mesmo que estivesse caído e lhe desferiu um novo golpe.

Recuperada do empurrão que a desequilibrou, derrubando-a ao solo arenoso, Bella se pôs de pé somente para ir até eles e se ajoelhar ao lado de Jacob. Ele era abusado e desrespeitoso, mas apanhar quando estava caído era covardia. Mesmo assustada com a violência demonstrada pelo padre, curvou-se sobre o amigo fiel – quase um irmão – para receber o terceiro soco em seu lugar. Não aconteceu, pois sua atitude protetora fez Edward estacar com o punho erguido.

– Vai defendê-lo? – perguntou incrédulo.

– Se insistir em espancá-lo, sim. – retrucou decidida antes de ser novamente empurrada, por Jacob daquela vez.

– Não preciso que ninguém me defenda. – falou alto demais, colocando-se de pé e conferindo o sangue que sentia escorrer de sua boca. – Pensando bem você merece esse padre esquisito!

A despeito de seu choque por ver a moça tomar partido do rapaz, Edward se preparou para se defender quando ele veio em sua direção, porém Jacob apenas passou ao lado; não sem esbarrar fortemente contra seu braço. Era melhor que fosse embora, pensou ainda sentindo a adrenalina atiçá-lo. Nesse mesmo instante flagrou o olhar acusador de Bella antes que seguisse os passos do amante. Ao vê-la passar por ele sem uma única palavra, segurou-lhe o braço.

– E agora vai atrás dele?

– Aqui com o senhor é que não posso ficar não é mesmo?

Ela não podia, pensou sombriamente. Quando Bella forçou sua liberdade, Edward a soltou. Sem olhá-lo uma segunda vez, correu até alcançar o rapaz que novamente a afastou. Não com firmeza que a fizesse desistir. Ao padre restou assisti-los ganhar distância. Sem que nada pudesse fazer, repentinamente livre da fúria – sentindo-se realizado –, analisou sua reação. Não fosse a diferença de idade o comentário de James não lhe pareceu absurdo. Toda aquela ira e luxúria que o alimentava eram condizentes a um bandido procurado, não a um padre; mesmo o mais esquisito.



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Notas finais
Bom... Agora o caldo entorna! Será?... O que acharam da atitude da Bella?... E a de Edward?... Me contem. Sei que vou ter que parar de postar por conta do livro, mas se vc ainda lê a fic vá me dizendo o que achou do capítulo... Muitas ainda comentam, mas algumas de vcs pararam de deixar reviews... eu queria aproveitar ao máximo da companhia de vcs, pois depois que parar sentirei uma falta enorme desse nosso breve contato... Bom, é isso... Espero que estejam gostando... Nessa semana teremos mais. Aguardem e confiem... Bjus lindas... Boa semana!