Engravatados

2 Capitulo 2


Notas iniciais
POV Violet Bloom

A semana tinha sido corrida, mas finalmente buscaria meu carro hoje. Liguei para minha chefe avisando que teria que me atrasar, Nara não recebeu a notícia feliz, mas não se

Devia tudo que tinha a Nara, ela me ajudou de tantas maneiras. No início pensei que fosse por eu ser casada com Harvey – o famoso advogado e herdeiro da Braswell Advogacy - , mas mesmo depois do meu divórcio ela ainda me tratava bem, quase como uma filha.

Eu estava esperando o mecânico aparecer com o meu carro, não via a hora de não ter mais que pegar os metrôs lotados de Nova York. E lá estava o meu Logan preto me esperando, sei que não era um carro de luxo, mas amava aquele carro e nunca conseguiria troca-lo.

Antes de voltar ao trabalho parei numa cafeteira para comprar um café, era o meu jeito de comemorar algo. Sempre com uma bela caneca de café.

Odiava pessoas que não sabiam o que queriam, o homem que estava sendo atendido passava os olhos pelo o cardápio, já era a quinta vez que ele fazia isso.

– Hoje vai ser um dia cheio Peter! — o homem de terno que estava na minha frente falou para o amigo.

– Nem me fale, Elizabeth e eu já discutimos hoje de manhã, meu carro quebrou, tenho um caso sem solução e agora estou atrasado para o trabalho por causa de um cara que não sabe o que quer! — o homem chamado Peter falou e logo depois xingou baixo, mas eu pude ouvir.

– Peter Burke xingando! Chamem o FBI!

– Nós somos o FBI, engraçadinho.

Peter olhou para trás, analisou o meu rosto e depois se virou cochichando no ouvido do colega.

O homem de terno se virou para trás com um belo sorriso.

Era o Neal.

– Violet! Nos esbarramos de novo, estou achando que está me seguindo.

– Talvez você quem esteja me seguindo! — falei rindo.

– Eu cheguei aqui primeiro, logo você está me seguindo.

– Eu cheguei no restaurante da semana passada antes de você e se eu tivesse te seguindo não esbarraria em você, que tipo de perseguidor revela sua localização?

– Um não muito bom. — Neal disse me lançando uma piscadinha.

A fila finalmente tinha andado. O resto dos clientes foram rápidos e logo tinha chegado a minha vez. Pedi o meu Moca e fui até o meu carro.

Neal estava parado encostado na porta e quando me viu sair me seguiu até o meu carro.

– Sairia comigo sábado à noite?

– Tenho escolha?

– Na verdade, não. — Neal falou rindo. — Te encontro as oito horas de sábado, nesse endereço.

Neal me entregou um papel com um endereço de um restaurante que eu costumava ir com Harvey quando ainda era casada. Rouge et Blanc. Peter gritou por Neal que saiu correndo até o amigo.

Entrei no meu carro e fui até o prédio da New York Notice. Mais uma dia de revisão de notícias.

Não era para isso que se tinha estagiários?

Sexta era o dia de escolher um — câncer — aprendiz. Todos os anos tínhamos que escolher um jovem de alguma grande universidade para ser nosso — câncer — aprendiz até dezembro. Hanna foi a minha aprendiz em seu primeiro ano de faculdade, mas por causa de problemas financeiros teve que largar a faculdade. A contratei como secretaria na mesma hora.

– Srta. Bloom! — Hanna falou vindo na minha direção na mesma hora que sai do elevador. — Harvey ligou e mandou você ir para o Central Park com uma equipe, parece que um dos clientes ricos dele vai fazer um anunciamento.

– Obrigada Hanna. — falei pegando o celular. — Monte uma van, vou ligar para o Harvey.

Hanna saiu em direção a sua mesa.

Peguei o telefone e disquei para o Harvey que atendeu na mesma hora.

– Harvey querido! O que está acontecendo?

– Samuel Geere, dono da Geere Enterprise disse que quer anunciar algo a mídia, nem eu sei o que é.

– Estarei aí em cinco minutos!

Desliguei o telefone e peguei o elevador. No hall do prédio dava para ver a van prata com a logo da NY Notice em vermelho.

Entrei na van – odiava ficar na van, era sempre tão quente e apertado. - e me reuni com os outros funcionários. O caminho até o Central Park foi usado para discutir como faríamos.

Na chegada do Central Park dava para ver as pessoas todas se espremendo para chegar mais perto do pódio onde Samuel Geere apareceria. Eu e Stan nos arrumamos na lateral direita do pódio, Samuel teria que passar ali para subir. Só tinha aquela escada lateral.

– Está pronta Violet? — Stan perguntou apontando a enorme câmera para mim.

Assenti com a cabeça.

– Entraremos no ar em três... Dois...

Mas Stan parou de contar quando Harvey chegou por trás e me agarrou.

– Está linda, desculpe atrapalhar. — Harvey depositou um beijo na minha bochecha e saiu.

– Três... Dois... — Stan voltou a contar, mas no um ele apenas fez o número com o dedo da mão livre.

– Olá New York Notice, aqui é Violet Bloom falando do Central Park onde o milionário e dono da Geere Enterprise, Samuel Geere, fará um anunciamento dentro de alguns instantes.

Na mesma hora Samuel Geere passou para subir pelo o pódio e foi até o microfone.

– Senhoras e senhores, venho anunciar que a Geere Enterprise irá se tornar totalmente responsável da Dent's Technology...

Samuel foi interrompido quando um homem gritou.

– Parado aí Samuel! FBI! — era Peter se aproximando.

Peter subiu até o pódio com o Neal que levava um sorriso vitorioso no rosto.

– Mas o que? — Samuel perguntou perplexo.

– Achamos provas que você está desviando dinheiro da sua empresa para contas fora do país. — foi a vez do Neal falar.

Peter passou a algema no pulso de Samuel Geere.

– Você está gravando Stan? — perguntei e na mesma hora Stan fez sinal positivo com o dedão da mão livre.

– Senhoras e senhores, desculpe o transtorno. — Neal falou para todos os presentes.

Seus olhos azuis analisavam cada rosto na multidão, mas pararam quando se encontraram nos meus cinzas.

Não consegui segurar o sorriso.

– Que sorriso é esse? – Harvey perguntou, me virei para ele e vi que falava com o Stan.

– É para aquele do chapéu. – Stan falou.

Harvey me fuzilou com o olhar.

– Do que estão falando? – perguntei.

– Estamos falando sobre esse seu sorrisinho bobo para Neal Caffrey. – Harvey falou com rispidez e saiu.

Fui atrás dele.

– Harv! Harvey! – ele se afastava cada vez mais. – Harvey Braswell!

Ele parou e se virou.

– O que foi?

– Você sabe o que foi. – andei até ele. – Harvey temos que superar, não pode ficar com ciúmes cada vez que eu sair com alguém!

Ele passou a mão pelo o cabelo, era sinal de que ele estava ficando nervoso.

– Não é questão de ciúmes... Pera... Você saiu com Neal Caffrey?

– Não sai com ele, ainda não.

– Violet! – ele começou a falar baixo, para que apenas eu ouvisse. – Ele é um ladrão de artes! Você sabe o que vai parecer se você sair com ele?

– Eu sei quem ele é Harvey, mas não ligo e também não ligo para o que os outros vão pensar.

Harvey ficou vermelho de raiva e saiu, me deixando sozinha.

Eu sabia que sair com Neal Caffrey era problema, mas não ligava.