Engarrafamento

1 Meu coração pertence a você.


Nós já fizemos seis meses juntos. Seis incríveis meses. Eu nunca achei que fôssemos nos gostar por tanto tempo assim, nunca me imaginei fazendo seis meses com a pessoa mais maravilhosa desse mundo. E nesse tempo todo eu errei muitas vezes. Muitas vezes. E pedi desculpas milhares de vezes, e errei novamente, e me desculpei de novo depois. Eu andei muito errado com você.

Eu andei na contra-mão, bati, capotei e por pouco saí com vida. Andei na via errada, não li as placas, mas sempre quis chegar a algum lugar. Optei pelo caminho errado, mas visando chegar até o seu coração. O meu destino sempre foi esse, a minha linha de chegada sempre foi você. O que me faz correr o tempo todo. Não importa onde esteja ou o que eu faça, eu corro de volta pra você. E quando eu erro, eu corro esperando que seus bracos me façam parar. E eles fazem. Toda vez eles me fazem parar. Você é o meu unico freio, é minha única maneira de sair do carro pra descansar.

E em seis meses eu nunca vi tantos pedágios, em lugares que eu nem sabia que eram permitidos, e cada vez o preço ficava mais caro. Tiveram horas que eu pensei não ter dinheiro na conta bancária pra pagar e continuar caminhando, mas no fim eu sempre achava algumas moedinhas no bolso de trás. E mesmo com pedágios insistentes, a nossa estrada nunca foi tão bela, nunca foi tão boa de se andar. Não sinto mais vontade de buzinar, de acelerar, de chegar depressa. Nesse sexto mês, estou com vontade de ir freiando bem devagar, pra apreciar a paisagem pela janela. Pra ver as árvores, os pássaros, as pessoas passando do lado de fora. Chega de ver borrões, manchas no asfalto, tinta do meio-fio. Eu quero ver você, lindo como sempre foi, sentado ao meu lado e dirigindo nosso conversível. E quem sabe, podemos até deixar a Gyumin e o Brad com a cabecinha pro lado de fora também. Afinal, ela também fazem parte desta jornada.

Eu te amo porque sem te amar, eu não existo. Te amo porque faz bem te amar. E é tanto... Mas tanto, que chega a doer.

Seu... Pra sempre seu,

Seung.

Ele terminou por colocar a carta num envelope e colocou ao lado do mais novo na cama — sobre a cabeceira. Assim, só então, pôde se arrumar para sair de casa. Podiam não passar aquela data tão especial juntos, como T.O.P queria, no entanto, não ia deixá-la em branco para nenhum dos dois.

Notas finais
Obrigado, Jiyong.
Sou louco por você. ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!