Enfrentando o destino

6 Pequenos Gestos


Notas iniciais
Com cada beijo, prometeremos isso: acharemos uma forma de iluminar a escuridão do que desejamos.

No momento em que uma amiga precisa de sua ajuda, você deve estar preparada para apoia lá.

– Sofis, podemos conversar aqui?

– Sim, sim. – Ela falou sorrindo. – Bem é que meu chalé vai preparar a festa amanhã e eu tenho que ajuda-las, mas amanhã eu tenho um encontro no bosque com meu namorado, e não vou poder comparecer, e gostaria de te pedir para ir no meu lugar. Por favor.

– Ah, sim eu posso ir. – De qualquer forma, eu aceitaria qualquer desculpa para não ter que treinar. – Claro que posso, mas eu não achava que você tinha namorado...

– Bem é que poucos sabem, mas eu e o Marti nós não assumimos nada ainda, pois estamos esperando para surpreender á todos.

– O Marti do chalé 11? – Eu realmente fiquei surpresa.

– Sim, ele mesmo. – Ela falou com tanto carinho que senti um pouco do amor deles no meu coração... Ah esqueça isso. – Nos marcamos de se encontrar faz um tempo já, mas toda vez surge um compromisso, isso é algo meio que deprimente, acho que você deve entender.

– Não se preocupe, eu vou ajudar sim, e espero que o encontro de vocês dois seja maravilhoso. – Falei num tom esperançoso.

E nos despedimos, pois estava cansada, e vi-a caminhando para o chalé 10 e aos poucos fui subindo em direção a porta do chalé 11, quando uma voz chamou meu nome, me virei e não vi ninguém, mas novamente a voz me chamou, deixei o chalé e fui seguir aquela voz, que parecia mais é com um sussurro em meu ouvido, fui guiada por ela até o bosque onde vi várias ninfas, elas estavam segurando um vestido rosa claro com flores negras bordadas nele, pequenos cristais decorando o vestido, ele era incrivelmente lindo, e havia uma caixa com uma máscara preta de brilhantes e um cartão escrito:


“Lore,
Minha querida, este é um presente
para que aproveite o baile, com a benção
de seu amigo, H.”

Sim isso foi algo confuso, não estava esperando receber um presente e nem sabia quem era H? Não me lembro de ter um amigo com a inicial H, apesar que meu único amigo é o Léo, mas eu não podia negar aquele presente era algo que eu realmente gostei, fiquei feliz por ter ganhado um presente tão lindo, mas também fiquei desconfiada de quem seria “H”, perguntei para uma das ninfas e elas disseram a mesma coisa “Só vimos o vestido e a caixa na pedra, não tinha ninguém presente aqui”, então eu voltei ao chalé com o presente que acabei de receber, coloquei em cima da minha cama. Pensei em quem seria esse tal amigo, e porque essa pessoa se preocupou em me dar esse presente? Fiquei andando de um lado para o outro, mas nada de encontrar respostas, então sai um pouco para respirar e tentar descobrir quem é a pessoa.

Enquanto estava á caminho do refeitório encontrei com Steph e outra garota do chalé de Hermes, o nome dela é Fernanda, mas todos chamam ela de Potato, porque ela foi encontrada roubando batatinhas do refeitório, e desde então esse foi seu apelido, e ela até que gosta, fui parada por elas e começaram a me perguntar:

Steph: — Lore, você já sabe com quem vai?

Potato: — Que roupa você vai ir?

Steph: — Você viu que elas mudaram para baile de máscaras?

E eu estava sendo questionada sem me dar conta e então falei:

– Não, sim, e talvez. – Era tantas perguntas que eu buguei literalmente. – Bem, eu estou um pouco confusa, mas vou ajudar amanhã nos preparativos.

Steph: — Você vai ajudar?

E eu disse: — Sim, digamos que é como uma troca de favores entre amigas. – E sorri para elas.

Steph: — Lore lembre-se do que eu te falei, não confie em todos, pois quando estiver correndo perigo, seus amigos podem se tornar seus inimigos.

Aquilo soou como um alerta, era como se isso tivesse acontecido com ela, não sei muito sobre o passado dela, mas ela possuía várias cicatrizes, deve ter sofrido muito antes, então nada mais justo do que eu guardar aquele conselho. Então falei:

– Tudo bem, não se preocupa, vou ficar bem. – E sai andando em direção ao chalé 10.

Pude ver a preocupação de todos com os preparativos, e pedi para chamarem a garota ruiva, a Mama que apareceu com uma escova de cabelo na mão e ela falou:

Mama: — Oi mocinha, em que posso ajudar?

Eu a olhei para o cabelo dela, era realmente um ruivo bonito, um pouco parecido com o meu, e me lembrei do motivo de estar ali e falei:

– Ah, eu vim para ajudar no lugar da Sofis, é que eu e ela trocamos a tarefa por um dia, e estou aqui no lugar dela.

Mama: — Está bem, mas já vou avisando que não vai ser fácil, mas enfim vamos ao trabalho. – E me puxou pelo braço e me levou até o salão de festa.

E eu falei:

– Mas não seria amanhã a festa?

E ela me olhou e falou:

Mama: — Sim, mas não podemos perder tempo, a festa deve já estar pronta para amanhã, pois ainda tenho que arrumar meu cabelo, pegar meu vestido com as ninfas, pedi pra minha mãe me abençoar muito mais, e que tudo saia perfeito. Entende?

Eu estava assustada com essa garota perfeccionista, mas respondi.

– Sim, entendi, por onde devo começar?

E ela falou:

Mama: — Você deve preparar a mesa de aperitivos, e verificar a ordem das músicas, os horários que vão ser tocadas, separar as mesas de acordo com os chalés, e a decoração deve estar perfeita.

– Certo, vou começar agora. – Estava com tanta coisa pra fazer, mas não poderia deixar de ajudar a Sofs, então comecei a fazer as tarefas.

Tinha mais semideuses ajudando, alguns de filhos de Apolo selecionaram as músicas, uns filhos de Hefesto preparam o salão, filhos de Deméter faziam buquês, os de Dionísio preparam um pouco de bebidas sem álcool, e os de Afrodite prepararam a decoração. Depois de um tempo estava tudo pronto e todos estavam exaustos, e felizes. A Mama parabenizou á todos pelo trabalho duro, e agradeceu. Logo após todos fomos para nosso devido chalé, e eu estava acabada quando cheguei ao chalé 11, guardei o vestido e a máscara em um guarda-roupa e me deitei, quando percebi já estava dormindo.

Notas finais
Sonhos se tornam realidade, se você desejar o bastante. Você pode ter qualquer coisa na vida se você sacrificaria tudo por ela.