Enfrentando a Realidade 2 temporada ~Voy por ti!
17 Ludmila?
Notas iniciais
POV LUDMILA
Eu estava já saindo do local do show, Violetta não parecia nada bem, mas participou de todos os números do show.
Chegamos no hotel e assim que eu e ela ficamos a sós perguntei o que havia acontecido.
Ela me contou que teve de ir ao médico e que estava muito fraca. Tive que convencê-la a jantar porque por ela nem teria comido nada.
Eu acordei cedo já que Frederico ia embora no inicio da tarde e eu iria seguir com a turnê para Portugal. Eu me arrumei e fiquei o esperando no saguão.
Me sentei em uma das poltronas e fiquei usando o celular.
– Ludmila?
Olhei para cima e vi o rosto de minha mãe. Eu engoli a seco sem saber muito bem o que fazer, afinal ela me abandonou na casa do Germán como se eu fosse um objeto qualquer.
– Podemos conversar? – perguntou ela.
Eu engoli a seco outra vez.
– Diga – respirei fundo e guardei o celular.
Ela sentou-se diante mim e me olhou quase chorando.
– Eu preciso muito te pedir algo.
Eu ri sem humor.
– Achei que havia sentido falta de mim e não que precisava de um favor.
– É...É que...Bom, você já sabia que eu estava quase falindo e...Aconteceu.
– Veio me pedir dinheiro??? – perguntei abismada.
– Bom, você não pode me negar isto, agora que faz turnê, agora que é uma artista reconhecida...Eu sei que você tem alguma coisa de dinheiro e não pode me negar, eu te criei... Você me deve isso – falou ela.
– Eu não pedi pra nascer! E eu sei que meu pai, meu pai que não era meu pai... Te dava alguma pensão.
– Não! – ela falou irritada – Por favor, filha.
– olhei para baixo – De quanto precisa?
– Bom, você podia começar com uns dez mil euros e depois...
– Espera, acha mesmo que tenho tudo isso para jogar assim? Eu também tenho uma vida!
– Ta, ta...Tudo bem, só me de alguma coisa para eu poder pagar as contas da casa.
Concordei com a cabeça.
– E o que fez com o dinheiro reserva que tínhamos no banco?
– Tive que usar...
– Analisei ela – Você esta quebrada de dinheiro e me vem com o sapato novo da sua grife favorita? – arqueei a sobrancelha.
– Ahh, eu ganhei isso , filha.
Era óbvio que estava mentindo.
Eu peguei minha bolsa.
– Vou sacar o dinheiro pra você – suspirei me levantando. Nós pegamos um táxi e fomos até um banco.
Eu entreguei o dinheiro a ela.
– Me procure quando sentir minha falta, não quando precisar de dinheiro – voltei para o hotel.
Frederico me esperava.
– Ei, ta tudo bem? Você sempre me avisa quando vai se atrasar.
– É uma longa história – eu sorri de canto e o abracei.
Algumas lagrimas ameaçaram cair, eu não conseguia aceitar o fato que minha mãe não sentiu nem um pouco minha falta.
– Frederico, eu sei que você vai embora ainda hoje...Eu vou para outro lugar hoje, mas não posso sair...Eu quero ficar um pouco sozinha. Você me desculpa?
– Tudo bem, mas quero saber o que aconteceu.
– E-eu... Não posso – subi as escadas e fui para meu quarto. Violetta não estava mais lá. Provavelmente foi tomar café da manhã com o pessoal, nosso voo era as duas da tarde.
Me sentei no chão, escorada na porta e desabei em lágrimas, uma vez me disseram que chorar diminui a intensidade da dor. Mas naquele momento, apenas piorou.
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