Notas iniciais
Divirtam-se!!!

DEZESSETE

Arms – Christina Perri

ADRIAN

Eu estava chegando perto do meu local de encontro onde havia marcado com Scott. Sorri. Nunca matara ninguém antes, mas pouco me importava, sempre haveria uma primeira vez, certo? Scott não me era mais útil e, sua covardia está me dando nos nervos. Então... Por que não eliminá-lo?

Em breve iria ver a minha Rose. Isso fez com que o meu sorriso aumentasse. Logo mais, iria tirá-la do cativeiro para fugirmos para um lugar distante, onde não nos achariam. Onde nossa família seria feliz e, aos poucos iriam aumentar. Quero encher nossa casa de filhos... Sempre fui filho único e, nunca soube como era ter um irmão... Alguém que me protegesse. Meus pais eram egoístas e fúteis, pensavam apenas em si próprios. Minhas únicas companheiras eram as babas que passaram por minha casa. Mas, com os meus filhos será diferente. Serei um ótimo pai para eles.

Cheguei ao local de encontro. Scott estava dentro do casebre abandonado, assim que eu entrei o vi. Ele estava sentado num cadeira imunda e olhando o lugar bem, não tinha como encontrar algo de bom por lá. Os humanos iam ali à noite para usar drogas.

- Você demorou. – disse ele afirmando. Idiota. Mal passa pela cabeça dele que foram os seus últimos minutos de vida!

- Quem manda aqui sou eu. Chego a hora em que eu achar necessário entendeu? – disse eu com a voz fria, estava sem paciência para o futuro falecido. Ele se encolheu no canto com medo.

- Foi mal... – disse ele.

- Foi péssimo! – disse eu o interrompendo. – Quero saber as últimas notícias da Corte, para ser mais específico do centro de comando onde estão esquematizando a busca de Rose. – disse eu direto.

- A Princesa Dragomir na última reunião nos olhava como se estivesse nos analisando. Ela certa hora, não parava de olhar para mim. – disse ele dando de ombros. – Agi normalmente.

Droga! Eles sacaram que alguém estava me ajudando. Agora mesmo é que eu tinha um bom motivo para apagar esse infeliz.

- O que mais? – fora aí que ele hesitou.

- Depois disso, ficaram muito cautelosos com que falavam dentro da sala e, desde então, a Princesa e guardiã Hathaway assumiram o controle. – disse ele. Isso não me era nada bom. Devem ter descoberto algo de extrema importância. – Guardião Belikov fora afastado da missão, porque explodiu na sala de comando, antes da Princesa e Hathaway assumirem.

- Hmmm... – passei a mão na cabeça nervoso. Tenho que apressar o mais rápido o possível o meu plano. – Algo mais? – perguntei e ele balançou a cabeça negativamente.

- Adrian... Lord Ivashkov, — disse se corrigindo. -, Agora posso fugir? Algo me diz que nada de bom vai acontecer daqui pra frente. Cadê o dinheiro que havia me prometido? – disse ele desconfortável. – Isso é... Se não precisar mais dos meus serviços. — disse ele encarando algo atrás de mim; a porta.

- Claro... – agora o futuro defunto estava tendo sexto sentido? Ri com escárnio. – Seus serviços não me são mais uteis. Aliás, você não ser para mais nada! – peguei a arma e apontei para ele. – Foi um prazer conhecê-lo. O vejo no inferno! – sorri ao ver a sua cara de desespero. Atirei na cabeça, como foi um ótimo capataz morreu de forma rápida e indolor. Satisfeito com o resultado, saí do local sem ao menos olhar para trás. Agora precisava chegar ao cativeiro primeiro que os outros e sumir com o meu amor.

Comecei a gargalhar. Bando de idiotas estava esse tempo todo na casa de meus pais e ninguém desconfiou que eles estivessem compelidos. Estava bem debaixo do nariz deles. Assim como minha fuga será ridiculamente fácil. Estava no carro e dei partida, correndo para chegar o mais rápido o possível.

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Cheguei o mais rápido que eu pude, mas o circo estava armando os meus capangas tanto humanos como damphyrs estava lutando com os guardiões. Rose! Eu tinha que ir pegá-la o mais rápido o possível. Saí do esconderijo onde estava o carro e saí para a batalha.

Peguei uns guardiões desprevenidos e quebrei-lhes o pescoço. Belikov estava lutando contra outro damphyr, era impressionante ver o quão rápido era, tinha que admitir no fim das contas, mas não facilitaria. Quando terminei de matar outro guardião, olhei para o local onde Belikov estava e não o encontrei. Olhei na direção da porta e vi que estava arrombado, o desgraçado estava com a minha pequena! Tudo bem, um drama era sempre bom, pois, eu sabia que no final quem triunfaria seria eu! Fui em direção quarto e os peguei num momento meloso.

Vadia! Foi à primeira coisa que eu pensei quando os vi. Fiz de tudo para tê-la e a vejo nos braços de outro?! O ódio era um liquido quente que desci garganta abaixo e se instalava em minhas entranhas. Dei-lhe todas as oportunidades possíveis para esquecê-los, porém ela me rejeitara sempre que possível e, jogava a todo o momento em minha cara que o amava. Pela primeira vez eu senti ódio dela! Pela dor que vinha causando a mim desde que meus olhos a encontrara pela primeira em Idaho.

Desejo à primeira vista! Queria apenas possuí-la de início e me divertir, entretanto, quando menos percebi estava amando-a com todas as minhas forças. Fiz de tudo para ficar perto dela, para respirar o ar em que ela respirara... Humilhei-me! E nada foi suficiente para ela.

Seus olhos e coração eram só para Belikov! Maldito! Sempre superior e certinho. Eu sou perfeito para ela! Eu! Voltei meus olhos para cena a minha frente e o nojo me dominava por completo.

- Comovente, não? – soltei escarnecendo. Em minha mão estava um revólver. – Pena que não haverá um Final Feliz! – sorri. Apontei a arma para a minha cabeça. – O que será que eu faço com vocês, huh? Como você pôde pequena damphyr? Eu a amo tanto... – a ira estava presente em cada célula de meu corpo. – Fiz tudo para ter você! – levantei as mãos para cima exasperado. – Fui seu amigo fiel e otário, tentei ser seu namorado, depois o amigo bonzinho e compreensivo e, mais uma vez... OTÁRIO! – disse gritei a última parte. – E sabe o que você fez? DESPEDAÇOU O MEU CORAÇÃO! – Apontei a arma para nós novamente.

- Adrian... – a interrompi.

- Cala a boca sua vadia! – disse irado com a arma em riste. – Não quero ouvir mais nada de você! Eu desisti de você, quero apenas o meu filho que você carrega no seu ventre! –Ela se encolheu nos braços daquele maldito Russo. – Eu vou matar seu amado Belikov e, mantê-la em cativeiro até a criança nascer. Depois irei matá-la. – falei totalmente frio.

Eu estava preste a atirar na cabeça do desgraçado quando a arma esquentou absurdamente rápido e queimou a minha mão. Fazendo com que eu largasse a arma. Algo atingiu minha cabeça e, então, desmaiei.

ROSE

Tudo ao meu redor eram gritos e barulho de murro e tiros.

Levantei-me sobressaltada, o que está acontecendo? Enfim vieram me resgatar? Sinto-me atordoada. Sim, vieram me buscar. Troquei de roupa e comecei a tentar quebrar a porta para fugir e gritava. Alguém logo mais iria abrir a maldita porta e me tirar daqui e, quanto mais o tempo passava mais ansiosa eu ficava, pela primeira nessas semanas em que eu fiquei presa estou me sinto claustrofóbica. As paredes parecem estar diminuindo ao meu redor e me comprimindo, e era só essa maldita porta me que separava da minha liberdade e das pessoas que eu amo.

- Rose! Rose! Se afaste da porta para que eu possa arrombá-la! – ouvi uma voz que me parecia familiar. Só então, percebi que estava gritando e batendo na porta desesperada, minhas mãos deram sinal de vida com uma dor excruciante. Obedeci ao comando.

- Abra! Abra a porta! Eu imploro. – disse eu desesperada e chorando. A tontura tomou-me e ia caindo quando braços ágeis me seguram e tiraram-me totalmente do chão. – Dimitri. – minha voz mal passava de um sussurro.

- Sou eu... – sua voz falhara miseravelmente. – Minha Roza, estou aqui buscá-la e levá-la ao único lugar de onde você nunca deveria ter saído. Do meu lado. – disse ele com a voz embargada.

- Comovente, não? – disse Adrian escarnecendo. Em sua mão havia um revólver. – Pena que não haverá um Final Feliz! – disse ele sorrindo. Seus olhos estavam vidrados, ele estava desvairado. Apontou a arma para a própria cabeça. – O que será que eu faço com vocês, huh? Como você pôde pequena damphyr? Eu a amo tanto... – a ira estampava sua face. – Fiz tudo para ter você! – levantou as mãos para cima exasperado. – Fui seu amigo fiel e otário, tentei ser seu namorado, depois o amigo bonzinho e compreensivo e, mais uma vez... OTÁRIO! – disse ele gritando a última parte. – E sabe o que você fez? DESPEDAÇOU O MEU CORAÇÃO! – Apontou a arma para nós novamente.

- Adrian... – ele me interrompeu.

- Cala a boca sua vadia! – disse ele irado com a arma em riste. – Não quero ouvir mais nada de você! Eu desisti de você, quero apenas o meu filho que você carrega no seu ventre! – disse ele. Eu me encolhi nos braços de Dimitri. Estávamos congelados em nossos lugares, qualquer movimento; mínimo que fosse poderia ser fatal para nós. – Eu vou matar seu amado Belikov e, mantê-la em cativeiro até a criança nascer. Depois irei matá-la.

Aconteceu muito rápido. Christian apareceu do nada e esquentou a arma que estava nas mãos de Adrian, só de olhar para a arma. Com o bastão que estava em sua mão bateu na cabeça de Adrian. Este, caiu flacidamente no chão. Dimitri fora o primeiro a quebrar o silêncio.

- Boa! É um ótimo batedor, homem chamas! – disse ele brincando, o que fez com que ele parecesse dez anos mais novo.

- As ordens Belikov! – disse ele batendo continência. – Eddie! – gritou ele. Eddie veio confuso ao nosso encontro.

- O que você está fazendo aqui Ozera? Puta merda! Nunca ouvi ninguém... – disse ele resmungando. Tirou a algema do bolso e prendeu os pulsos de Adrian. – Pronto. Agora ele está quietinho. – disse ele olhando Adrian com tristeza, assim como eu e Christian que saiu sem que percebêssemos e voltou com uma corda; que prontamente jogou para Eddie.

- É tão triste ver o quão baixo foi! – disse Christian. – Sempre impliquei com ele, mas o cara era bacana e legal. O espírito o deixou lunático... – ele perdeu a voz. Todos nós entendemos. De certo modo era como se ele houvesse morrido... A parte que nós amávamos morreu.

Christian estava perto de mim e me abraçou assim que Dimitri colocou-me no chão. Sentir o abraço de Christian fez com que eu desabasse. Fazia semanas que eu estava longe dele, de Lissa... Lembrar-se dela fez com que um soluço alto escapasse da minha garganta.

- Calma querida! – disse ele calmamente, como se estivesse falando com uma criança. – O pior já passou. Ok? – disse ele acariciando os meus cabelos.

- Vamos? Já embrulhei o futuro carma da Rainha. – disse Eddie.

Dimitri fora ajudá-lo a levar Adrian e, Christian pegou-me no colo. Agora eu estava choramingando. Talvez fosse estado de choque, emocionada por estar livre... Ouvira os meninos conversando, mas o que eu realmente sentia era alívio. O cansaço tomou conta de mim e adormeci nos braços de Dimitri.

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Meses Depois...

Estava mais uma das milhares de vezes olhando-me no espelho. Não me conformo em como a minha barriga cresceu! Passou tão rápido. Eu estou de oito meses! Hoje é o dia mais feliz da minha vida com certeza. Enfim chegou o dia do meu casamento...! Minhas mãos estão suando frio e tremendo levemente.

Meu vestido é esplêndido e simples (). Maquiagem básica e, sapatilhas. Meus pés estão inchados devido à gravidez. Lissa apareceu atrás de mim e sorriu. Virei para olhá-la e sorri, parecia um anjo com seu vestido lilás com apliques em pedrarias e florzinhas, os cabelos caiam abaixo dos ombros em ondas largas.

- Você está linda, Rose! – disse ela. – Dimitri ficará bobo quando a vir indo até ele.

- Você também está linda senhora, Ozera! – disse sorrindo. – Somos eu e o pequeno Vladimir aqui... Não é filhão? – perguntei toda boba para a minha barriga. Dimitri e eu escolhemos o nome de Vladimir, por nos conhecemos na St. Vladmir. O lugar do qual me lembrarei com carinho.

- Sendo assim... Muito obrigada aos dois. – disse ela sorrindo para minha e colocando a mão na minha barriga. – Você é a grávida mais linda que eu já vi!

- Obrigada. – disse eu simplesmente.

Minha mente voou para o dia em que me tiraram das garras do Adrian. Depois que eu cheguei a Corte eu acordei e Dimitri me carregou no colo para a nossa casa. Adrian acordou e gritou impropérios para todos e que iriam se vingar. Além disso, gritava que era o sobrinho-neto da e, por isso, não podiam fazer nada com ele. A cena entristeceu-me como pôde chegar a esse ponto? Como pôde deixar o espírito fazer isso com ele?

Desde então, Adrian foi para Tarasov, ficará na ala psiquiátrica especial para os Moroi que tem o espírito como seu elemento. Tenho conseguido algumas informações escondidas de Dimitri e, soube que passa boa parte de seu tempo me chamando e dizendo que vai se vingar. Bateu num dos internos que se aproximou dele e, teve um surto. Matando um dos enfermeiros e ferindo o outro. Agora está isolado. Descobriram que Daniela e Nathan Ivashkov, seus pais, foram compelidos. Durante todo o tempo em que eu estive presa Adrian estava lá! O que deixou a todos indignados, por terem sido feitos de idiotas.

Dimitri me arrastou para o nosso (seu) apartamento, onde moramos juntos. O meu antigo apartamento, fora alugado para Yasmin e seu irmão Nicolai. Sou mimada por todos! Abe e minha mãe enfim estão juntos e são hilários! Estão morando na Corte para acompanharem de perto a minha gravidez e, acho que muito em breve posso vir a ter um irmão se eles não sossegarem.

Voltando a Yasmin... Bem, nem tudo era o que parecia! Descobri que ela é gay! Fiquei tanto aliviada quanto com vergonha, quando me lembro de quando descobri dou risada.

FLASHBACK ON

Pelo menos uma vez por semana Dimitri tinha que almoçar com essa Yasmin? Poxa! Eu sou a mulher dele! Está certo que ele me chamou vez ou outra, mas para que eu iria? Pra ficar de fora das conversas e piadas secretas deles? Caramba! Ela é a ex-dele. Isso me mata de ciúmes. Quando não estávamos juntos ele deram um selinho! Como será que eu me sinto diante disso? Droga!

Cheguei à casa de Lissa resmungando, ela e Sophie estavam brincando na rede que tinha no jardim. Lissa assim que viu a minha cara começou a dar risada. Eu a olhei fulminando com o olhar e logo em seguida apareceu Christian com o café da manhã junto com Eddie.

- Chupou limão foi Rose? – perguntou Christian observando a minha face.

- Não, Dimitri assim que acabar o turno dele vai almoçar com Yasmin vaca Enko! Droga! – disse eu carrancuda.

- Rose... – disse liss entregando Sophie a Eddie e vindo em minha direção. – Dimitri não lhe disse que ela é amiga dele? Ele a ama! Você não imagina o quanto ele sofreu quando... bem, você sabe. – disse ela segurando as minhas mãos.

- Ela também é a ex-dele e, quando estávamos separados ele deram um selinho na minha frente! Merda! Depois querem que eu não sinta ciúmes?! Ainda por cima, ela é uma puta Russa bonita... Mas parece uma daquelas modelos da capa da Vogue! Enquanto isso, eu estou aqui gorda como uma vaca carregando o filho dele. – disse com amargura.

- Para de graça Rose! – disse Christian agora. – O cara só enxerga você! – eu o encarei, como assim ele está defendendo Dimitri? Aff!

- Rose? Lissa? Onde vocês estão? – ouço a voz de Dimitri vindo da sala. Peraí? O que ele está fazendo aqui mais cedo se estava tinha dobrado e sairia apenas na hora do almoço?

- Estamos no jardim Dimitri. – respondeu Eddie, enquanto se servi de uma xícara de café fumegante.

Logo Dimitri apareceu na soleira da porta. Meu sorri cresceu ele não irá almoçar com Yasmin! O sorriso morreu quando eu a vi sair de trás de Dimitri, junto com um outra mulher que por sinal era linda e loira! Dimitri veio até mim, ele me paga! Que história é essa de andar com mulheres? Pelo olhar que dirigi em sua direção ele percebeu o meu atual estado de espírito e, mesmo assim beijou a minha testa e deu-me um selinho.

- Como você está, minha Roza? – perguntou acariciando os meus cabelos. Se ele acha que vou aliviar pro lado dele...

- Ótima! – disse forçando um sorriso.

- Não vai nos apresentar a suam nova amiga? Olá Yasmin! – disse eu dirigindo o meu sorriso forçado em sua direção e da outra mulher.

- Olá Rose! Na verdade, essa é Katrina James, minha namorada. – disse ela sorrindo e segurando a mão da outra mulher.

Todos se segurando para não rir da minha cara. Dimitri ‘tossiu’ para disfarçar a risada. Eu estava vermelha com pimentão. Eu morri de vergonha, nesse momento Dimitri me abraçou a me apertou.

- Sou somente seu! – sussurro com a sua voz mais rouca que o normal, fazendo com que eu me arrepiasse toda. Eu fiquei calada.

FLASBACK OFF

Depois desse dia dei uma chance para Yasmin que é uma pessoa super bacana. Ela, liss e Sophie são as damas de honra. Eu estava perdida em pensamentos e nem percebi que o meu primo havia entrado no quarto. Ele é a pessoa mais hilária que eu conheço! Não tem como você ficar mal humorado perto dele, a não ser o Eddie.

- Prima! Para tudooo! Você está do babado! – disse ele me tirando da frente do espelho. E sentou-me em frente à penteadeira, deu o toque final ao meu penteado colocando uns enfeites em minha cabeça. – Agora você está Diva! Isso é genética, né meu amor... Outra coisa! – disse ele mandando beiujo para si mesmo no espelho.

Yasmin veio até mim depois de passar Sophie para o colo de Lissa. – Aqui está o seu buquê, Rose! – disse ela sorrindo gentilmente para mim. Não sei como pude ser tão injusta com ela. Até hoje não me desculpei por ter sido tão idiota com ela, por causa da vergonha. – Você é uma noiva linda! Dimitri vai ter um troço quando a vir indo em sua direção. – disse sorrindo.

- Yasmin... – mal passou de um sussurro. – Perdão. Sei que fui injusta com você, antes de saber que era gay a julguei e, não poderia subir naquela alta sem pedir perdão a você. Você é amiga de Dimitri e, assim como, ele tornou-se amigos dos meus amigos, o que hoje nos torna uma família, você também é minha amiga e fará parte de nossa família sem noção. – disse rindo e recebendo um olhar enfezado (falso) de liss.

Mais uma vez ela se aproximou de mim e, abraçou-me. – Claro que a perdoo! Aliás, mal posso esperar para fazer parte dessa família sem noção! – disse ela sorrindo. Lissa e Erick se aproximaram e nos abraçaram. Alguém bateu na porta e depois colocou a cabeça para dentro do quarto. Eddie.

- Vamos meninas? – perguntou ele.

- Nossa... Chuchu! Já falei o quanto você fica sexy nesse traje de gala? Venha... Venha ser o meu Edward! Me chama de Bella e diz que vai me morder! Repiei agora bi! Rárá... – meu primo saiu atrás de Eddie que correu dele. – Ain... Me espera! Sou gamada hein bofe difícil! – a risada escandalosa dele logo sumiu.

Eu olhei para as meninas e sorri. Peguei o buquê, que na verdade eram tulipas vermelhas e fui encontrar o meu pai que estava lá em baixo. Saí pela porta e sorri ouvindo o meu primo perturbando Eddie. Como a minha cerimônia é sempre escolhi o jardim da casa de Lissa que era grande e lindo.

Abe me esperava ao pé da escada deslumbrante. Sem as ostentações de sempre num belo paletó preto que era bem feito. Pela primeira vez, pude ver que meu pai era inteiro, tinha braços e pernas fortes que era valorizado pelo traje e barriga chapada. Acho que pela primeira vez, me pergunto quantos anos ele tem, nunca fiz questão de saber e, ele não parece ser nem novo nem velho.

- Você está linda, Kiz! – disse ela oferecendo o seu braço para enlaçá-lo com o meu.

- Você não está nada mal, Baba! Janine deixou você sair de casa assim? – perguntei zombeteira.

- Eu sei! Sou irresistível... Elas me amam! – disse ele sarcástico. – Vamos, antes que eu me arrependa de entregar o meu tesouro aquele russo sem vergonha! – disse ele me conduzindo ao jardin.

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Skinny Love — Birdy

Meu coração parou de bater, minhas pernas e mãos tremiam. Mas, quando meus olhos encontraram Dimitri naquele altar ornamental de tulipas vermelhas... Eu não enxerguei mais nada nem ninguém. Só existia ele e eu, minha vontade era de largar Abe e correr para os braços dele.

A música que tocava lembrava-me de todo o caminho que trilhamos para chegar aqui. O amor é frágil? Sim! Mas se ambos os lados trabalharem juntos, dá certo e ele se fortalece. Nunca desisti dele, assim como ele, não desistiu de mim como havia dito uma vez.

Por mais que tentássemos nos afastar sempre haveria uma força que nos juntaria. Simplesmente não podemos ficar separados. Ponto. O amor venceu, vence e vencerá, enquanto houver amantes sinceros e apaixonados no mundo, haverá amor. É um ciclo vicioso. Hoje em dia, banalizaram o ”eu te amo”, entretanto, não quer dizer que o amor não exista. Existem várias formas de amar uma pessoa.

Dimitri é meu amigo, confidente, amante, pai e irmão, assim como sei que ele me vê da mesma forma. Como na primeira vez que nos vimos em Portland. Parece que se passou um século desde que aquele dia aconteceu e mudou a minha vida, nossas vidas. Vê-lo com um sorriso genuíno e resplandecente fazia com que eu me sentisse feliz e realiza e; o mais importante que valeu a pena passar por cada obstáculo.

- Cuide de minha filha Belikov... Mal pode imaginar o que farei com você caso a faça sofrer, meu caro. – disse ele ameaçando Dimitri com um sorriso nos lábios.

- Amarei essa mulher durante todas as vidas que existirem depois desta! – disse ele. Dimitri olhou para mim e suspirou. Beijando a minha testa e, por último acariciando a minha barriga. – Você está linda, Roza! – Vladimir mexeu. – Calma meu pequeno... Deixe-me casar com a mulher da minha vida! – disse ele me encarando ao dizer a última parte.

A cerimônia normal como qualquer outra. Chorei muito quando chegou a ora dos votos qual começou foi Dimitri.

- Sempre segui os meus princípios e fui equilibrado, mas assim que coloquei meus olhos naquela adolescente encrenqueira e rebelde... Sabia que meu mundo não seria mais o mesmo. – disse ele o tempo todo olhando em meus olhos. – Uma aluna bagunceira e festeira, que aos poucos se tornou uma mulher forte, determinada e, ainda sim geniosa. Admirei-a desde o primeiro instante até as pequenas mudanças e amadurecimentos. Aprendemos juntos a não sermos só rebeldes e sérios demais, mas sim chegarmos ao equilíbrio. O jeito como você ama as pessoas é... Intenso. Você não desistiu delas, você não desistiu de mim. Por isso, eu te amo e, estamos aqui hoje. – disse ele com uma lágrima solitária correndo por seu rosto. Eu falei obrigada sem voz.

E então era a minha vez:

- Não preciso falar como eu era, porque, acredite eu sei como sou conhecida por aí. – risinhos e pausa da minha parte. – Dimitri me ensinou a ser responsável e, a me tornar tudo que eu sou hoje. – aos poucos minhas voz estava ficando embargada. – Eu te amo! Como você disse ao meu pai depois da ameaça dele... – pausa para recuperar o fôlego e risinhos. – Eu o amarei por todas as vidas que existirem depois dessa. Seremos amantes por toda a eternidade e, isso aqui é só o começo da nossa história e família. – coloquei a mão por cima da sua que estava em minha barriga.

Depois de mais algumas palavras do Juiz de paz, ele solta a frase mais famosa.

-... Agora o marido pode beijar sua esposa. – Então selamos nossos lábios. Enfim estamos casados.

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Nota Autora

Eu espero que vocês tenham gostado do capítulo!Demorei para postar devido a problemas familiares e, também, porque eu perdi o meu pen drive. O que me deixou muito frutada! Quem me adicionou no face teve que suportar a minha lamentção, desde peço desculpas por encher vocês lá!

Desde sábado estou trabalhando nesse capítulo que pode estar com erros de português, por isso, também peço que me desculpem. Espero pelo comentários e quem sabe alguem indicação. Estão a poucos capítulos do final de Enfim Felizes.

Kissus,

Lin Nasct.