Endless Worlds

1 o senhor da magia


Notas iniciais
Escrevi este conto ouvindo o novo álbum do James Blake "Overgrown", acredito que essa foi a melhor de todas as inspirações que já tive, embora tenha levado mais tempo do que esperava, terminei este conto feliz em saber que estaria adicionando um novo cantor a minha play list, mas vamos ao conto...

Este conto foi betado pela Lui ID #305119

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No centro do multiverso havia uma roda feita de rocha pura que estava sustentada pelo nada e vagava no mesmo, ela nunca mudava de lugar, embora fosse um ótimo atalho que levava a qualquer reino, mundo ou dimensão paralela a realidade no qual os humanos estavam acostumados.

Havia muitos desenhos gravados nessa rocha, em runas, nomes muito antigos de deuses e demônios foram escritos, encantamentos tão velhos quanto a aurora do tempo também poderiam ser encontrados lá, mas ninguém conseguia explicar como aquela rocha surgiu ali, e como ela se tornara a conhecida Roda dos Planos, cujos portais que haviam em todos os lados na borda da rocha, levavam a qualquer ponto do multiverso, desde que você saiba para onde quer ir.

Apesar de ser a mais comum das passagens, a Roda dos Planos não é tão conhecida, muitos fazem uso de portais que magos cobram um altíssimo preço para criar, enquanto outros preferem ignorar que possa existir um outro plano para onde possam viajar, e nesse caso, ficam se perguntando porque aparecem tantas pessoas que se vestem de modo estranho, usam objetos estranhos, falam línguas estranhas, batendo em suas portas pedindo algum tipo de informação, e quando não recebem o que querem ficam bravas e gritam fazendo gestos com as mãos.

Mas neste conto não aparecerão pessoas que não acreditam em outros planos, este conto é sobre algo muito mais profundo que envolve e entrelaça a magia que mantém todo o multiverso, este conto é sobre um nome que está escrito na Roda dos Planos, ele foi entalhado lá em algum momento da história, mas por um motivo que ninguém nunca conseguiu descobrir, ele está na parte de baixo da rocha, bem no meio, perto da pontinha de uma estalactite que está se desfazendo com o tempo.

***

Só existe um lugar onde todas as pessoas podem estar sem perceber que deixaram seus respectivos planos, um lugar onde se pode encontrar de tudo, mesmo sem entender como uma ostra dos mares de Azahal, que fica do outro lado do multiverso, poderia ser vendida ali no meio do deserto de Zudan. Este lugar único é também a união de milhões, bilhões, trilhões se outros lugares, e nem mesmo quando o multiverso chegar ao fim, os mais sábios conseguirão entender como todas as feiras acabam ligadas ao Grande Mercado.

Bem no meio do mercado havia uma pequena e humilde barraca, seu dono era um homem gentil de idade avançada, outrora ele havia sido o mais sábio dos conselheiros de um reino já esquecido, mas agora ele dedicava seus últimos anos cuidando de duas das maiores paixões de sua vida seu sebo de livros antigos e o seu neto, Alain. Um menino de dez anos, dono de cabelos muitos negros e olhos verdes que mais pareciam duas esmeraldas.
O avô e neto viviam em uma cidade do Reino do Céu, chamada Vectora, que era governada por um mago extremamente poderoso. A cidade inteira estava sobre uma montanha, que o mago arrancou do chão e colocou no céu, com a ponta virada para a terra. A cidade era pacífica e a vida sempre foi fácil para o velho, embora ele tenha enfrentado muitos desgostos, Alain tornava tudo melhor.

O velho comercializava muitos livros antigos, vindos de qualquer região do tempo e do espaço, de modo que é possível encontrar manuscritos antiquíssimos em seu sebo, que nunca poderiam ser abertos por mãos leigas, e exemplares em idiomas que ele mesmo jamais pensaria em conhecer. O sebo do avô, que por fora não passava de uma barraquinha de dois metros quadrados por três de altura, recebia carregamentos de livros diariamente, e ele passava a manhã inteira catalogando e guardando as obras nas imensas prateleiras que havia em uma sala a esquerda do balcão.

Vez ou outra, seu neto o ajudava a guardar os livros, mas era apenas se os tomos não possuíssem feitiços ou maldições, quando eles não tentavam morder ou engolir a pessoa para dentro das histórias que neles continha. Alain se sentia muito frustrado por nunca ter tido a chance de tocar um livro de magia, mas ele nunca reclamava, pois adorava aquele lugar, e se sentia mais em casa ali do que na casa do seu avô.

Por ser um bom menino que ajudava no sebo e um bom aluno que se interessava pela leitura, Alain recebia uma moeda de ouro por semana e tinha permissão de comprar o que ele quisesse desde que ele não saísse do Grande Mercado, e assim, quando seu avô colocava em sua mão a moeda de ouro, ele disparava pelas barracas afora fazendo com que aquela moeda rendesse o máximo possível de objetos ou comida que ele pudesse ter acesso. Por prestar muita atenção em seu avô enquanto ele negociava os livros, o menino aprendera a barganhar como ninguém, e não havia vendedor que conseguisse passar-lhe a perna. Todos gostavam do menino, e ele gostava de todos, pois era uma criança de fácil convivência e nunca criava confusão.

Um dia seu avô o chamou em um canto e lhe deu uma moeda especial, que segundo ele, valia pelo menos trinta das moedas que o menino estava acostumado a ganhar, aproveitando-se dessa informação, Alain saiu pelo mercado admirando seu ganho e pensando no que poderia comprar com aquela peça tão valiosa. A moeda era um pouco maior que as normais, quase ocupando a palma de sua mão, ela também parecia pesada, mas era muito mais leve que uma pluma e parecia nunca querer cair de sua mão, pois em duas ocasiões diferentes ele quase a perdeu, mas ela não caiu e nem foi lançada longe.

Enquanto caminhava no meio das barracas, Alain sentiu sua atenção ser atraída para um caminho por onde ele ainda não havia passado, e sem se preocupar com nada, ele caminhou até um muro, cujos tijolos avermelhados foram se afastando quando ele chegou perto, revelando um lugar completamente novo e muito mais fantástico do que ele poderia ter imaginado, pessoas caminhavam para todas as direções usando vestes magníficas, ornamentadas com ouro e prata, muitos usavam anéis e colares com pedras preciosas, a maioria levava no topo da cabeça um chapéu pontudo, os mais jovens estavam alvoroçados olhando as vitrines enfeitadas com objetos que pareciam enfeitiçados, suas vestes eram casacos negros e haviam emblemas de animais bordados do lado esquerdo do casaco, bem acima do peito. Ao todo Alain avistou quatro animais, mas ele só se lembrava das combinações de cores, que mais chamara a sua atenção, que eram vermelho e dourado, verde e prata, azul e bronze, preto e amarelo.

Enquanto caminhava ele se deparou com uma construção irregular, e por algum motivo aquele lugar lhe passava a impressão de guardar inúmeras riquezas, mas segundo seus próprios pés, ele se dirigiu para outro lugar, e andou a esmo por muito tempo. As pessoas passavam por ele como se fosse invisível, ninguém o notava e por mais que fossem na direção dele, desviavam seu caminho quando chegava perto o suficiente. Entrando em uma travessa o menino se viu em uma versão mais obscura daquele outro caminho. Onde ele estava agora, as pessoas lhe causavam arrepios, todos se vestiam apenas de preto e suas feições eram más, mas o menino não parou.

Ele passou por um homem imensamente mais alto do que aqueles com os quais estava acostumado, pois ele era tão grande quanto um guarda-roupa, barbudo e os cabelos eram muito embaraçados, ao lado desse homem grande estava um menino bem magricela que usava óculos e parecia bem sujo de fuligem. Alain reparou que o menino parecia se sentir mais confiante e seguro ao lado do homem grande.

— Não deixe que te vejam aqui na Travessa do Tranco...

O menino ouviu o homem falar, mas quando se virou os dois já haviam desaparecido no meio da multidão que parecia aumentar gradativamente.

Quanto mais ele avançava, mais aquele lugar parecia escuro e velho, de modo que a noite parecia mais escura do que realmente era, ou então aquele deveria ser o céu de lá, a escuridão deveria ser parte do lugar. Virando em um último beco, o menino deu de cara com uma parede de tijolos cinzentos que revelaram uma porta enegrecida.

— Entre aqui menino...

A voz de uma mulher sussurrou dentro da mente de Alain, e ele apenas sentiu um impulso de obedecer a ordem, que o tomou por completo e subjugou sua força de vontade.

O lugar era inteiramente escuro, e por mais que ele tentasse enxergar o contorno do ambiente ao seu redor, ele percebeu que não havia nada ou então aquilo era mesmo a total escuridão, e enquanto caminhava, o chão parecia desaparecer sob os seus pés. Um frio percorreu sua espinha e ele entendeu que não estava mais em lugar nenhum, pois ali era nada mais nada menos que as trevas infinitas, e pelo que já havia lido em alguns livros que seu avô acreditava que deixava guardado à sete chaves, não havia uma forma exata de sair dali.

— Eu conheço o seu coração e sei o que há dentro dele, posso ver seu desejo mais forte clamar para ser realizado...! – a voz não era alta, mas fazia com que Alain pensasse estar ouvindo dúzias de trovões ao mesmo tempo. – você sabe qual é o preço, alain... Só precisa dizer se está disposto a pagar... Pois uma vez que se paga, nunca mais poderá reaver o que perdeu.

Antes que o garoto pudesse responder, o espaço ao seu redor se moveu para trás com tamanha velocidade, como se estivesse retrocedendo no tempo, até que se viu deitado em sua cama, era noite e ele estava enrolado nos lençóis pingando se suor.

***

Os dias que se seguiram foram cada vez mais estranhos, o menino havia percebido que sua moeda rara continuava em sua mão, e por mais que ele a deixasse em qualquer lugar que fosse ela sempre reaparecia na mão dele. Ele tentava fazer com que tudo corresse da maneira mais natural possível, mas sempre que era surpreendido por seu avô, ou então quando ouvia um barulho muito alto perto de si, ele dava pulos de assombro e olhava ao redor tentando descobrir quem estava por perto, mas nunca era ninguém.

Dois meses haviam se passado e Alain já não se lembrava mais do encontro que tivera dentro da escuridão, os negócios de seu avô pareciam ter melhorado e muitos livros eram negociados dentro do sebo.

Em uma noite ele acordou assustado, havia muitos gritos e luzes fortes do lado de fora da casa do seu avô, e de repente a porta do seu quarto se abriu, o velho entrou e puxou o neto pelo braço, os dois correram para a rua, onde o pânico atingira a todos, o menino podia ver que um incêndio consumia a Cidade Sobre a Montanha, e todas as casas queimavam como se fossem folhas secas, o calor era insuportável e os gritos eram ainda piores, com a confusão, Alain sentiu a mão do avô se soltar da sua, e ele se viu sozinho no meio daquele caos.

Valendo-se do conhecimento que tinha da cidade, o menino sabia exatamente para onde o avô estava indo, então resolveu tomar um caminho diferente, não era mais curto, mas era o único que podia levá-lo de volta ao avô. Enquanto corria e se desviava das pessoas, ele se deu conta do fato de que aquilo não era natural e passou a prestar mais atenção ao seu redor. Uma labareda surgia do chão se espalhava e depois desaparecia, e tornava a surgir em um ponto diferente, em outra direção as labaredas tomavam forma de pássaros de fogo, que consumiam tudo e convertiam a pedra e o ferro em cinzas. Ele não precisou de muito tempo para entender o que estava acontecendo ali, e isso o deixou ainda mais assustado, pois nunca havia visto Espíritos do Fogo antes. A única magia que testemunhara era durante os festivais de passagem de ano, mas aquilo era diferente... Era assombroso demais.

Em meio a confusão, Alain não soube dizer como e nem quando, mas algo explodiu próximo a ele, como se não pesasse nada, o seu corpo foi lançado contra uma parede e sem que se desse conta, o mundo apagou ao seu redor.

***

Havia um longo caminho pela frente, a escuridão tomava o lugar das paredes e o teto parecia não existir, somente a luz. E margeando o caminho havia tronos, muitos deles, uma fila à direita e outra fila a esquerda, os tronos eram grandes e muito altos, tão altos que seus donos precisavam abaixar a cabeça para encarar o menino que estava diante deles, a criança não via seus rostos, pois estavam ocultos pelas sombras, apenas os seus olhos, que eram muito vermelhos, podiam ser distinguidos em meio aquela escuridão.

— Aproxime-se filho do homem... – disse a mesma voz feminina com quem ele havia se encontrado antes, mas dessa vez a voz tinha uma origem.

A mulher era mais alta que as mulheres com quem ele já havia se encontrado, e sua pele era da cor da lua assim como os seus cabelos, seu vestido fora tecido da prata e ela irradiava uma luz que a deixava em destaque dentro daquele lugar. Enquanto ele caminhava na direção dela, os senhores dos tronos murmuravam nomes antigos e feitiços poderosos, e do que pareciam ser as suas bocas, escapavam símbolos mais antigos do que Alain poderia imaginar, e estes símbolos se dirigiram para o centro do salão, e ali formaram um círculo com desenhos intrincados formados por aquela linguagem que lhe era estranha.

— Está sozinho no mundo, filho do homem, e você já não pertence mais a sua espécie, é chegada a hora da escolha... e não deve evitá-la!

— Eu sei qual é o preço, senhora... – o menino murmurou um pouco tímido. – Mas não tenho certeza se devo pagá-lo... Meu avô...

“MOOOORTOOOO...” os senhores dos tronos rugiram ao mesmo tempo.

— Eu repito filho do homem, você já não pertence mais a sua espécie, está sozinho no mundo agora... – disse a Dama Alva.

No lugar onde o círculo se formou, apareciam imagens de como o Reino do Céu estava naquele momento, e por vezes Alain reconhecia o corpo de seu avô ensanguentado, o menino sentiu um aperto forte no coração, e ele apertou a camisa bem acima do peito, uma lágrima escorreu dos seus olhos.

— O que moveu todo esse caos? – ele perguntou engolindo sua dor.

— Uma rixa entre os magos... Briga por poder... – disse a Dama Alva.

O menino apertava tão forte a camisa que os nós dos seus dedos estavam ficando brancos. Tomado por uma grande amargura, ele disse em um tom de voz indiferente:

— Estou pronto para fazer o meu desejo...

“JOOOOGUE A MOEEEEEEEEEEEEDA NOOOOOOOO CÍRCULOOOOOOOOO”, disseram os senhores dos tronos, a Dama Alva conduziu o menino até a beirada do círculo e o menino obedeceu, quando o metal tocou o chão, um brilho dourado contornou o círculo e fortes estalos puderam ser ouvidos. O chão se abriu em um vórtice e sem que precisassem lhe dizer nada, ele soube o que deveria fazer, e deu um passo para dentro do vazio desaparecendo em seguida.


“Eu desejo ser a magia, o condutor, ser a porta de acesso

e de saída de todo o poder que existir no multiverso... Desejo

ser maior que os deuses e mais antigo que a luz e a sombra.

Eu desejo... ”


Quando ele abriu os olhos não estava mais inserido no escuro vazio, seu corpo lhe era estranho, pois o tempo que ficou nas trevas não era o mesmo tempo que os homens viam passar, nem mesmo os elfos poderiam ter vivido tanto tempo quanto ele viveu, mas sua aparência não era antiga, ele sabia que aparentava ter entre dezesseis e dezessete anos, e sabia também que nunca mais veria seu exterior mudar. Seus cabelos estavam maiores agora, passando alguns centímetros de sua cintura, os olhos antes verdes esmeraldas, agora estavam enegrecidos, e havia apenas um ponto de luz pequeno bem no centro dos seus olhos.

— Você não é mais quem era Alain... Seu desejo foi concedido, e o pagamento será realizado...

— O que pretende fazer, Dama Alva? – ele perguntou.

A mulher saiu de trás de uma pilastra, agora a fitando sem medo ele pode perceber o quanto ela era bonita, ela caminhou até estar bem diante do rapaz e pôs a mão sobre o peito dele, seus dedos congelados se fixaram ao corpo de Alain e uma corrente elétrica percorreu todo ele, até que uma dor lacerante rasgou seu peito e ele caiu de joelhos. A Dama Alva puxou para si o coração ainda pulsante de Alain e com a mão vazia, ela conjurou um baú de gelo e guardou o órgão lacrando para sempre o esquife. Alain a observava calado, e a Dama Alva segurou a caixa com as duas mãos, entregando-a em seguida ao rapaz.

— Guarde onde nenhum olho possa ver, e esqueça que um dia teve um coração...

— Por que esqueceria? – Alain perguntou se colocando de pé, o corpo em seu peito cicatrizava rapidamente e ele não sentia dor alguma. – Por que jamais lembrar que tive algo que me aproximou do ser humano?

— Porque é mais fácil ser como eu, se não tiver que se lembrar de nada daquilo que amou um dia – disse a mulher em um tom de voz etéreo, então ela fez uma reverência ao menino e aos poucos seu corpo foi se tornando translúcido e ela desapareceu diante de Alain.

Ele olhou ao redor e percebeu que sua cidade, continuava de pé, mas sua vida havia terminado, e para a sua surpresa, ele sentiu amargura, e ódio.

***

Do seu palácio, o mago governante de Vectora apenas viu um clarão tomar, de súbito, a sua cidade, e quando a luz se apagou, havia um rastro de destruição no raio de oito quilômetros, ele se transportou imediatamente pra o centro da explosão, e encontrou apenas um buraco no chão, o recorte de um círculo perfeito. Ele se levantou e olhou ao redor, havia muita magia ali, e não era da cidade, e essa magia deixava um rastro, um forte rastro que poderia ser seguido por qualquer um que soubesse como procurar, e para a sua sorte, ele sabia.

***

Alain estava no centro de onde todo o espaço e o tempo se convergia, aquele lugar era chamado por muitos nomes, mas o mais comum era Lugar Nenhum, e lá ele descobriu o que deveria fazer.

De pé sobre a roda de pedra, ele a esculpiu e modelou, cortando e furando, provocando sulcos na superfície da rocha circular, até dar a ela um formato quase cônico, porém um tanto quanto achatado, ele abriu a pedra no meio e tornou o seu centro oco, onde guardou a esquife e uniu a pedra novamente, escondendo ali seu tesouro mais precioso, na ponta da pedra ele escreveu o seu nome verdadeiro sem saber que estaria também selando o seu destino para sempre.

— Todas as portas se abrem quando o coração é puro, pois ele conduz a todos os caminhos... – ele murmurou, seus olhos se fecharam e ele começou a andar na beirada da rocha, fazendo o círculo perfeito enquanto fazia um poderoso encantamento tornando aquela rocha indestrutível por qualquer artifício, à exceção do tempo, que era capaz de acabar com tudo o que era natural e inalterado pela magia, e embora a pedra tivesse sofrido uma leve alteração, permanecia como sempre fora, mas agora seu nome era outro.

A Roda dos Planos.

Notas finais
... este é o primeiro de uma série de contos, e espero que tenha agradado, alguns dirão que está incompleto, mas quanto a isso peço um pouco de calma e logo entenderão o motivo para este conto "parecer" incompleto. Bem, agradeço as vcs, e peço que continuem lendo e se puderem, deixem seus comentários, mandem recomendações e convidem amigos para ler as fics que estarei publicando, sempre é um prazer atrair novos leitores! Um forte abraço a todos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.