Endless Love
2 Destino.
Era incrível o fato que a cada dia eu me sentisse mais longe da minha origem. Não que eu quisesse, por que mais afastada de tudo aquilo que me fez mal, mais feliz eu estou. Parece que minha vida está muito distante de mim. Não posso reclamar, eu tenho tudo que qualquer garota de 17 anos pudesse ter. Tenho um quarto enorme, muitas roupas e diversos sapatos –o fato do meu vicio incontrolável cada vez que vou a lojas de sapatos, de querer comprar todos- tenho minhas melhores amigas, minha irmã e uma mãe perfeita, mas não é o que todos pensam. Eu era total culpada por esse erro cometido. Mas eu queria voltar ao tempo para mudar tudo.
Era exatamente nove horas da manhã, e então o relógio despertou. Em uma leveza total, levantei meu corpo logo então me sentando na cama. Abri meus olhos, que então com a forte luz, pareceu-se inundar completamente, causando uma súbita dor de cabeça. Tomei meu banho lentamente, tentando fazer com que aquela dor insuportável desaparecesse. Sai do banheiro enrolada em uma toalha de veludo, e de pés descalços corri até o closet,, onde minhas obras primas ficavam. Abri o enorme e fabuloso armário de vestidos e peguei um da Dolce&Gabanna feito especialmente para mim. Vesti o mesmo e coloquei um salto fino cor de ouro. Quando estava quase pronta, fui até a penteadeira e joguei meu cabelo para o lado, logo destacando meus olhos com um lápis preto. Desci a escadaria rapidamente e me deparei com uma figura perfeita, minha mãe. Minha mãe adotiva, eu infelizmente não era filha de sangue dela e sim sobrinha. Fui criada por ela, tinha o mesmo sobrenome e nada iria mudar o fato, que eu sempre seria a princesa dela. Eu era a filha mais nova, minha irmã Sophie filha legítima dela, era oito anos mais velha que eu, trabalhava como editora da Vogue e sempre me mimava bastante. Minha origem era de Seattle, meus pais eram novos de mais e minha “mãe” havia contado que não pensou duas vezes para me adotar, para a minha sorte. E então fui criada na cidade perfeita, Nova York.
– Minha menina, minha joia rara, como dormiu? – Mamãe então me abraçou, ao meu lado seu coração batia em uma perfeita sintonia junto com o meu.
– Bom dia mamãe, eu dormi muito bem! – Falei para a mesma e então fui para a mesa tomar o café da manhã, acompanhada da minha irmã que estava de férias.
A manhã foi longa, como não havia ido para a escola pelo fato de também estar de férias, fui acompanhada da minha irmã Sophie e da minha melhor amiga Dakota para o shopping, aonde ali gastamos mais um pouco, comprando entre sapatos e joias.
Estacionei o carro na garagem e o mordomo, que era um velho amigo da minha mãe, tirou as sacolas do porta malas e quase em um sussurro adiantou.
– Vocês possuem visita. – E então eu e Sophie nos olhamos rapidamente e fomos para dentro da casa.
Murmúrios que vinham do escritório do meu falecido “pai” anunciavam o desespero da minha mãe.
– A garota cresceu você não tem o direito de esconder ela dos legítimos pais.
– LEGITIMOS PAIS? Fui eu que a criei, ela tem o MEU sobrenome e EU sou a mãe dela.
– É o que veremos.
Em uma escala de segundos, dois homens altos saíram de dentro do escritório e em prantos minha mãe me olhava. Atrás dos dois homens, um jovem de estatura alta e o corpo “em forma” me olhava com um sorriso, um sorriso lindo, parecia até que me conhecia de tempos.
– Mamãe! – E o sorriso do menino se desfez, o que antes era um sorriso de felicidade, agora era um de raiva e tristeza.
– Ai minha menina, nunca saia de perto de mim.
–Eu nunca irei sair mamãe. – E então, tentando acalmar minha mãe, a levei até o quarto.
Após acalmar um pouco mamãe junto com Sophie, ela me contou que meus pais queriam que eu fosse morar com eles e que os homens que haviam vindo eram amigos deles. Eu sabia que atrás de tudo aquilo havia segredos.
– EU NÃO VOU! –Gritei para Dakota que do jeito socialista de ser achou que aquilo era o certo, eu ir conhecer meus verdadeiros pais.
– Mas ela é do seu sangue, calma!
– Acha justo isso? Acha justo eles me abandonarem e agora quererem voltar ao tempo? – Me atirei na cama, orando para que tudo aquilo fosse apenas um pesadelo ruim.
Então a noite chegou os soluços que vinham do quarto da minha mãe, faziam com que eu não dormisse. Caminhei até o closet e lá me tranquei. As lágrimas que inundavam os meus olhos, faziam com que várias lembranças boas viessem à tona. Eu estava disposta a por um fim em tudo aquilo, e viver em paz com a minha mãe e minha irmã.
Na manhã seguinte, desci acompanhada de Dakota a mesma me ajudou a pensar em tudo. Quando cheguei à sala, minha mãe me olhava com um sorriso lindo, aquele sorriso que eu estava disposta para lutar, pra que ele jamais se desfizesse.
– Mamãe eu quero ficar ao seu lado, e para isso vou ter que ir para Seattle e por um fim em tudo isso. – Tentei segurar as lágrimas, mas nesse momento era impossível. – Eu jamais quero me separar de você.
–Filha não... –Seus olhos demonstravam o tamanho da sua dor, aquilo me deixava em pedacinhos.
– Confie em mim.
Após arrumar as malas, desci para a garagem o voo sairia daqui a poucos minutos. [...] Vestindo um vestido azul com alguns detalhes de renda branco e uma sapatilha prata entrei no avião, e então me sentei ao lado de Dakota e Sophie, e minha mãe se sentou atrás junto com o nosso mordomo. Coloquei os fones de ouvido e então adormeci.
– Allie acorda. – Senti alguém tirar um dos fones e me chamar, com um pouco de preguiça então abri os olhos e vi que o avião estava vazio oque significa que havíamos chegado. Com muito medo do que iria acontecer, levantei e abraçada em minha mãe fui para o carro que nos esperava.
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