Endless Love

55 2ª Temporada Capítulo 29 - Sentimento Inexplicável


Notas iniciais
Boa noite meninas. Prontas para curtir mais um pouquinho desse conto amado? Ele é muito amado por mim, espero que seja por vocês também. Novamente deixo o agradecimento a quem está comentando, mas também peço para quem voltou ou chegou agora e ainda não o fez, que preencham o meu sorriso com uma review. E hoje quero convidá-las a passar no meu perfil e conferirem tudo que produzi ao longo desses anos. End é minha primeira bebê, mas após ela desbravei muitos outros enredos e Beward’s, com ones, shorts e longs, por isso não deixem de conferir. Apreciem Sem Moderação. Capítulo Postado Em: 13/07/22

POV Bella

— Tia Bella. Posso colocar esse enfeite aqui?

Mia perguntou apontando para o espaço vazio na árvore de natal.

— Pode sim querida.

— Vou colocar meu enfeite do lado seu Mia.

— Isso Miguel, coloca bem aqui nessa parte.

Os dois se envolveram com a questão o enfeite, enquanto Edward e eu apenas trocamos olhares diante da ação dos pequenos.

— A árvore está ficando bem bonita, não acha? – Edward comentou pouco tempo depois.

— Está sim. – Concordei analisando o trabalho que estamos fazendo. – Esse será um natal muito especial.

— Com certeza. Com toda nossa família reunida, inclusive nossas princesinhas. – Olhamos para as duas que estão dormindo tranquilamente sem se importar com as luzes ou as conversas ao redor.

— E pensar que no natal do ano passado ganhei um dos melhores presentes da vida. – Relembrei.

— Eu ganhei o maior dos presentes quando você aceitou ser minha noiva. – Trocamos um rápido e singelo beijo. – A certo modo faremos um ano de noivado, acho que ainda podemos comemorar...

— Eu vou adorar comemorar a data com você. – E aproveitando a distração das crianças completei. – Como adoro comemorar todos os nossos marcos.

— Quando a pedi em namoro na minha festa de aniversário de 18 anos.

— Quando dissemos eu te amo pela primeira vez quando fomos a Jacksonville.

— Nossa primeira vez no seu aniversário.

— Nossa volta como casal após a festa de aniversário do Miguel.

— Nosso noivado no Natal.

— Por fim chegando ao dia do nosso casamento...

— Nossa vida é repleta de momentos felizes, não é?

— Repleta. – Afirmei. – Essa tarde mesmo enfeitando a árvore, com você e as crianças. É um momento especial também. Assim como todos que passamos juntos. – Declarei.

— Eu te amo muito senhora Cullen.

— Assim como eu amo você senhor Cullen.

Trocamos um novo beijo, mas esse foi captado pela atenção das crianças no momento em que Mia chamou nossa atenção.

— Tia Bella, tio Edward. Acho que as nenéns vão acordar.

Comentou com o jeito fofo ao observar o bercinho em que elas estão dormindo.

Aproximamo-nos notando Claire começar a se mexer, desse modo impulsionando Katherine também.

Gostamos de deixá-las dormir juntas no mesmo espaço, especialmente durante o dia, para que sempre sintam a presença da outra e encontrem conforto na companhia que por noves meses compartilharam sem medidas, ainda mais pela época do ano, achamos importante que continuem assim.

Por fim a primeira a abrir os olhinhos e fazer movimentos com a boca foi Katherine, apesar de Claire ser um pouco mais agitada, como irmã mais velha, nossa pequena Kath tem o costume de praticar as ações primeiro, mas não demorou a irmã segui-la brindando-nos com o olhar verde concentrado como o do pai e irmão.

— Estão com fome minhas lindas? Está na hora de mamar, não é? – Falei aproximando o rosto e aspirando o cheiro perfeito que só elas têm.

— Vamos lá mamãe. Está na hora do lanchinho da tarde das princesas.

Edward pegou Katherine nos braços, enquanto retirei Claire do bercinho a acomodando também.

Seguimos ao sofá, que já deixei preparado sabendo que as meninas despertariam enquanto ainda estivéssemos organizando as coisas, por isso teria que amamentá-las aqui e me acomodei.

Edward me ajudou a abrir os botões da blusa e também o sutiã de amamentação, então me passou Katherine que posicionei no ângulo certo ao lado da Claire e sem precisarmos guiá-las, ambas encontraram meus mamilos começando a sugar o leite.

Nas primeiras vezes tivemos que colocar o músculo em suas boquinhas e até massagear o seio para que o leite saísse e elas pudessem se alimentar, pois ainda não tinham forças para fazê-lo sozinhas, mas após os cinco primeiros dias já começaram a pegar o jeito e agora praticam a ação sem problema algum.

Eu não tenho dúvida que sou uma mãe muito privilegiada, pois Miguel mamou muito bem e eu também sempre produzi leite suficiente para amamentá-lo. Não deixei de ter receio de que algo pudesse dar errado, já que era mãe jovem, mas graças a Deus tudo deu certo. E parece que com as meninas a premissa continuará, pois não tenho sentido desconforto nenhum durante as mamadas e elas sempre parecem satisfeitas ao terminar de se alimentar.

É claro que existe o cansaço físico de sempre estar com as duas no braço ao mesmo tempo, pelas suas necessidades exigirem que esteja sempre pronta e desperta quando precisarem e pela ação em si de amamentar, mas sei que muitas mães passam por martírios inomináveis durante a amamentação.

Até Alice esses dias esteve reclamando um pouco, pois Chloe estava tendo dificuldades de mamar, com isso seus seios ficaram mais sensíveis, porém após uma consulta com a médica que lhe deu bons conselhos de como driblar a situação, ambas voltaram a ficar em sincronia sem mais preocupações.

Porém sei que isso não é nada diante do que poderia ou ainda pode acontecer por isso todos os dias agradeço pela saúde das minhas filhas e pela minha, para conseguir provê-las pelo tempo que for necessário. E na esperança de que tudo permaneça tão bem quanto agora.

Enquanto continuo amamentando, observo Edward e as crianças terminando de enfeitar nossa árvore de natal.

Pela data presente com certeza já deveríamos estar com tudo pronto, mas diante do nascimento das gêmeas é totalmente compreensivo que só agora tenhamos tido tempo para elaborar os pormenores, ainda que a reunião vá acontecer aqui em casa.

Nossos parentes tentaram nos dissuadir da ideia de fazer a recepção aqui, mas resolvemos mantê-la, justamente pela segurança e praticidade de estar em casa, avaliamos que será melhor para as meninas e também para nós.

Faremos como no natal do ano passado, todos os convidados trarão algo para o jantar, desse modo em suma estaremos apenas disponibilizando o espaço.

E não é como se não estivéssemos contando com toda ajuda possível, já que desde o nascimento das meninas mamãe está aqui em casa nos ajudando. Papai ficou apenas durante o primeiro fim de semana, mas ela só irá embora após as festas.

Agora mesmo, só não está aqui, pois saiu com a Nessie para fazer umas compras de natal. Não sei como elas tiveram coragem de sair faltando apenas quatro dias para a data, mas não quiseram abrir mão do passeio.

Quem também só conseguiu cuidar desses assuntos agora foram Kate e Garrett, por isso Mia veio passar à tarde aqui, para que os pais possam cuidar de tudo sem a preocupação com a filha. E é sempre maravilhoso ter a pequena conosco. Sua amizade com o Miguel é uma graça a parte e seu jeito com as meninas é tão terno quanto.

Por isso não me admirei quando ela deixou os meninos finalizando a árvore e se aproximou para admirar as bebês.

— Elas são tão quietinhas tia Bella.

— É que elas estão concentradas comendo.

— Mas têm bebês que ficam muito agitados. Eu já vi uma vez no shopping um neném que não ficava parado por nada.

— Ele devia estar com alguma dificuldade para mamar. Nem todos os bebês e mamães conseguem passar por esse momento de forma calma. – Expliquei.

— Que bom que a senhora e elas conseguem.

— Com certeza. – Sorri.

— Elas parecem duas bonecas.

Nesse instante Katherine abriu os olhos, enquanto Claire continua mamando tranquila sem se importar com mais nada.

— Na verdade elas são ainda mais bonitas que as minhas bonecas.

— Obrigada querida. – Beijei seu rosto. – Você também é tão linda quanto uma boneca ou como disse, bem mais. – Pisquei.

Ficamos mais um tempinho as olhando terminar de mamar, até Claire deixar meu seio mostrando que por hora está satisfeita.

E sendo o pai perfeito que é, estando sempre atento a tudo, Edward logo se postou a minha frente para receber a filha nos braços e colocá-la para arrotar. E parece que Katherine estava apenas esperando o braço folgar para também encerrar o lanche, assim tratei do seu momento pós-mamada.

Enquanto Edward e eu balançamos com as meninas pela sala, Miguel falou.

— Mamãe, papai. Terminei a árvore.

— Ficou linda filho. – Elogiei sinceramente.

— Parabéns campeão.

Senti Katherine finalizar o processo, então a deitei novamente no colo. Apesar de ter parado de mamar primeiro, Claire ainda levou mais um tempinho para terminar, mas não tenho dúvida que muito se deve por saber que está nos braços do pai.

— Tia Bella, eu posso segurar uma delas um pouquinho ou faz mal?

— Não querida, você pode.

— Eu também quero. – Miguel falou animado.

Não nos surpreendendo nenhum pouco, já que ele não perde a oportunidade de segurá-las.

A primeira vez foi ainda no hospital, não conseguimos contê-lo e tão pouco queríamos, ele merecia compartilhar do momento com as irmãs que tanto ama e aguardou pela chegada.

E aqui em casa sempre que pode gosta de estar com uma delas no colo.

— Tudo bem crianças. Vão ao banheiro lavar as mãos e o rosto. – Edward indicou.

— Vem Mia. – Miguel estendeu a mão e saiu da sala levando a amiga consigo.

Constantemente deixamos lenços umedecidos ou frasquinhos de álcool em gel próximo às meninas, para quando necessitarmos pegá-las, mas como as crianças já terminaram de mexer na árvore aproveitamos para indicar que lavem as mãos finalizando tudo antes de segurar as bebês.

Eles não demoraram a voltar à sala e sentar no sofá. Edward e eu posicionamos as almofadas perto dos dois e delicadamente colocamos as meninas em seus braços. Claire no colo do Miguel e Katherine no da Mia.

Assim que constatamos que os quatro estão bem e seguros nos afastamos admirando a cena e obviamente não resisti em tirar uma foto. Mais uma dentre as milhares que temos de momentos assim.

O quarto das meninas e do Miguel estão cheios de representações do tipo, assim como vários outros cômodos da casa.

Para nossa sorte as meninas resolveram ficar despertas um pouquinho mais de tempo, assim Mia e Miguel não param de falar com as duas contando com o máximo de atenção das bebês.

— Elas vão ter apelidos? – Mia questionou de repente.

— Não sei querida. – Respondi. – Acho que só saberemos depois.

— Papai e eu não temos. Só a senhora mamãe. – Miguel falou.

— O meu quem me deu foi a minha madrinha. – Mia comentou.

— Você sabe quem colocou seu apelido? – Edward me perguntou.

— Sinceramente não. E nem os dos meus irmãos. Simplesmente desde que me entendo por gente sei que somos Emm, Bella e Nessie. – Informei e Edward assentiu.

— Acho que Claire não é um nome que combine com apelidos. – Ponderou.

— Também acho papai. Acho que ela será como o senhor e eu. E isso é legal, já que somos os mais parecidos.

— Ah, então quer dizer que vocês três formam um time? E a Katherine e eu estamos de fora? – Brinquei.

— Não mamãe. É só que nós três temos os olhos da mesma cor. E nomes que não têm apelidos.

— Está tudo bem querido. – Beijei sua testa e a da irmã em seu colo. – Eu amo meus três amores de olhos verdes. Assim como amo minha menininha com os olhos iguais aos meus.

Beijei também a cabecinha de Katherine aproveitando para sentar ao lado da Mia. Assim Edward imitou o gesto sentando ao lado do Miguel.

— Mas acho que as crianças tem razão. Katherine é um nome que combina com apelido. – Comentou. – Mas qual pode ser o da nossa princesa?

— Não pode ser Kate. – Miguel pontuou. – Esse já é o apelido da sua mãe. – Indicou a Mia.

— Mas o nome dela é Katrina.

— Vamos pensar em outros. – Sugeri.

Ficamos em silêncio alguns segundos olhando as nenéns e pensando.

— Pode ser Kath. – Mia soltou de repente.

— Kath é legal. – Concordei.

— Também gostei. – Miguel afirmou.

— E a princesa, será que gosta? – Edward interagiu com nossa filha. – O que acha Kath?

Surpreendendo-nos a bebê moveu os olhos em busca do pai.

— Acho que ela gostou.

— Vamos testar mais uma vez. Talvez ela só tenha se derretido pela sua voz, como sempre. – Pontuei. – Hey Kath girl...

Mostrando que está atenta e parece ter realmente gostado do apelido, moveu os olhos em minha direção também.

— Mamãe, acho que ela gostou mesmo.

— Acho que sim. – Sorri. – Boa escolha Mia.

— Obrigada tia Bella. Agora nós três temos apelidos. – Falou entusiasmada e assentimos.

De repente Edward pegou o celular e digitou algo rápido voltando à atenção a nós.

— Mia, seus pais acabaram de chegar. – Informou.

— Que pena, não queria ir embora ainda.

— Vamos ver se eles não aceitam ficar para jantar. – Sugeriu. – Assim você aproveita mais um pouco.

— Tomara.

Não demorou ao casal entrar em casa, imagino que Edward tenha liberado o acesso da garagem para que não precisassem parar na rua e sair no frio que deve estar lá fora.

— Boa tarde. – Garrett cumprimentou.

— Ah, que cena linda. – Kate falou. – Preciso tirar uma foto.

— Tire uma para nós também, por favor. – Edward falou estendendo o aparelho a ela.

Desse modo possamos para alguns cliques em ambos os aparelhos.

— Vocês realmente sabem fazer bebês. Porque suas filhas cada dia que passa estão mais lindas.

— Obrigado Garrett. – Edward agradeceu.

— É só ver vocês que a vontade de ter outro bebê bate forte.

— Por favor, mamãe. – Mia pediu. – Eu quero muito uma irmãzinha.

— Não se preocupe querida, no que depender de nós em breve você terá seu próprio irmão ou irmã para mimar. – Kate respondeu a filha que sorriu docemente.

— Vocês estão cansados ou com pressa? – Questionei. – Do contrário gostaríamos que ficassem para o jantar.

— Olha, espero que não nos achem atrevidos, mas já nos adiantamos. – Garrett falou mostrando umas sacolas.

— Imaginamos que com a organização da árvore não teriam tempo de cozinhar. E já que fizeram a gentileza de ficar com a Mia. Nada mais justo do que ao menos trazermos o jantar.

— Realmente não precisava Kate. – Pontuei. – Mas agradecemos a gentileza.

— Vamos Garrett. – Edward levantou pegando algumas das sacolas. – Vamos organizar tudo na cozinha.

Assim eles deixaram a sala e percebi que as meninas já estão envoltas ao sono.

— Está na hora de colocá-las no berço. – Comuniquei as crianças.

— Deixa que eu te ajudo. – Kate se prontificou.

Ela limpou as mãos com os utensílios necessários, então pegou Claire nos braços, enquanto aconcheguei Katherine de volta aos meus.

— Vamos ajudar nossos pais na cozinha. – Miguel sugeriu a Mia e ela apenas o seguiu.

— Ela não deu trabalho, não é? – Kate questionou quando ficamos a sós.

— Imagina. Você sabe que a Mia é um amor. – Afirmei. – Ela foi de grande ajuda com os arranjos da árvore e com as meninas.

— Mas não é nem um pouco difícil ficar perto dessas preciosidades, não é lindinha?

Interagiu com a bebê, mas não teve muito retorno já que Claire está bem concentrada em seu sono. Desse modo com cuidado posicionamos as duas no berço.

O jantar com os Pace foi extremamente agradável, ao fim do mesmo a família partiu deixando certo o retorno para a noite de natal.

Sozinhos fomos cuidar dos afazeres rotineiros para podermos descansar. Edward e eu demos banho nas meninas, enquanto Miguel teve um tempo livre para si.

A hora do banho das gêmeas é sempre um capítulo a parte, pois elas ainda estranham quando as despimos, mas ao sentir a água se animam e parecem não querer deixar mais o ninho quentinho de água. E quase sempre só se acalmam ao ouvir a voz apaziguadora do pai.

De volta ao quarto às vestimos e sentei para dar de mamar mais uma vez, Edward aproveitou tal instante para ir auxiliar o Miguel em seu próprio banho e depois colocá-lo na cama.

Quando as meninas terminaram a refeição Edward voltou para me ajudar a colocá-las para arrotar e então ninar esperando que peguem um sono um pouco mais longo dessa vez, afinal de contas a esperança é a última que morre.

Como consegui fazer Claire pegar no sono primeiro, deixei Edward com Katherine e fui ao quarto do Miguel para dar boa noite e aproveitar alguns minutos a sós com meu primogênito.

Temos nos esforçado bastante para não deixa-lo de lado e sei que nunca deixaremos de fazê-lo. Porque não basta tê-lo próximo a nós enquanto cuidamos das meninas, nosso príncipe precisa e merece seu próprio tempo de atenção, carinho e amor. Por enquanto, estamos conseguindo nos dividir bem, espero somente continuarmos assim.

Quando ele dormiu finalmente segui para o meu quarto encontrando Edward começando a se despir.

— O Miguel dormiu? – Assenti.

— A Katherine? – Concordou também.

— Topa um banho?

— Com certeza.

Deixamos as roupas no cesto e seguimos para o chuveiro.

Eu não ganhei tanto peso durante a gravidez, por ser uma gestação gemelar até me surpreendi por ganhar apenas quatro quilos a mais do que na gestação do Miguel. E como da primeira vez, já perdi quase tudo nesses 17 dias desde o nascimento das meninas.

No entanto, quando tive o Miguel não precisei me preocupar com a opinião de ninguém sobre minhas mudanças, porém agora é inevitável não pensar no que Edward está achando dessa temporária Bella.

— Você está tensa. – Comentou massageando minhas costas. – O que foi?

— Nada.

— Heart...

Aproveitei que estou de costas para criar coragem e responder.

— Estava pensando sobre o meu corpo e o que pode estar achando dele...

Ele me virou e apesar de ceder permaneci de olhos fechados.

— Bella, olhe para mim.

Respirei fundo, mas o fiz.

Eu te amo.— Professou. – Amo seu corpo também, mas amo, sobretudo, seu coração. – Alisou meu rosto. – Eu conheço seu corpo de menina. Seu corpo de mulher e mãe. E agora conhecerei o novo corpo da mulher e mãe dos meus três filhos. – Senti meu coração aquecer. – Você não é a mesma garota que conheci aos 17 anos, como eu também não sou. E com o passar dos anos vamos continuar mudando. Mas eu vejo todas essas mudanças como algo bom, pois elas exemplificam nossa história, nosso crescimento e maturidade. – Suas mãos rodearam minha cintura grudando nossos corpos. – Se você achar que precisa fazer algo para manter certo padrão, tudo bem. Mas só faça alguma coisa se realmente quiser, se sentir que lhe fará bem. Porém comigo não precisa se preocupar, pois aos meus olhos nunca houve e nunca haverá mulher mais linda, desejável, gostosa, tentadora, incrível e amável do que você senhora Cullen.

— Edward Cullen! – Funguei. – Você não sabe que não deve falar esse tipo de coisa para uma mãe que acabou de ter bebê? Bebês? Não sabe que meus hormônios estão uma loucura total e agora quero chorar até amanhã, ao mesmo tempo em que quero te abraçar e não soltar mais, porém também desejo me jogar em você e pedir que me ame até que perca os sentidos? – Ele riu.

— Vamos lá. Não quero que chore, não há motivos. – Secou minhas lágrimas. – Não achei que algum dia diria isso, mas terei que recusar sua oferta tentadora de fazer amor até o amanhecer, ao menos por mais alguns dias. – Piscou. – Mas para nossa alegria podemos cumprir o segundo desejo e nos abraçar por toda a noite ou até quando as meninas acordarem.

— Eu te amo. Muito. Mais do que posso mensurar.

— Assim como eu te amo.

Trocamos um beijo terno e cheio de significados, após o mesmo encerramos o banho e sem mais qualquer preocupação tola, seguimos para nossa cama.

Como prometido deitamos e nos enroscamos no outro apreciando a companhia.

— Heart?

— Sim?

— Preciso falar uma coisa.

— O que foi? – Apoiei o queixo em seu peito para podermos nos olhar.

— Eu queria fazer surpresa como ano passado, mas percebi que dessa vez não será possível.

— Surpresa? Como assim?

— É que estou planejando nossa viagem de ano novo...

— Edward, não precisa.

— Precisa sim. – Enfatizou. – É uma tradição e não temos porque descumpri-la. Além do que, estou com tudo encaminhado. Pensei em um lugar onde poderemos levar as meninas tranquilamente e ainda aproveitar bastante.

— Tudo bem. – Sorri tocada. – E para onde vamos?

— Se você topar. Passaremos o ano novo em um chalé em Vermont.

— Edward! Mas isso é incrível. Vai ser tão romântico.

— Essa é a ideia. – Piscou. – Vamos confirmar com a Carmen e o Riley se você e as meninas estão bem para viajar e com o consentimento deles, partimos no dia 30.

— Será incrível. – Murmurei. – Você tirou o dia para me emocionar, né?

— Procuro fazer um pouco todos os dias.

— E consegue, sempre... – O beijei.

— Certo. – Lambeu o lábio inferior quando nos separamos. – Eu já tinha contado ao Miguel, pois precisaria de sua ajuda.

— Vocês como sempre cúmplices nessas coisas. – Brinquei.

— Ele é meu melhor amigo, com quem mais devo contar?

Se possível meu coração derreteu ainda mais ao ouvir a forma carinhosa e com tanta parceria que falou do nosso filho.

— Mas, enfim. – Voltou ao assunto. – Hoje ele pediu uma coisa referente à viagem, por isso resolvi revelar a você, pois precisamos decidir juntos o que fazer.

— Certo. E o que ele pediu?

— Ele perguntou se a Mia pode ir conosco. – Foi inevitável não sorrir.

— Eles são realmente muito apegados.

— São sim. Agora ele tem as irmãs e criará uma cumplicidade com elas. Mas acho legal que já tenha uma amiga tão próxima. Você e eu crescemos com irmãos em idades semelhantes e compartilhamos muitas coisas por conta dessa experiência. É bom ver que ele também tem esse tipo de elo com alguém.

Não falei nada, pois posso estar totalmente errada, mas em meu íntimo sinto que a relação do Miguel e Mia não será para sempre voltada ao elo fraternal...

Mas não querendo atropelar nada, guardei essas impressões e foquei no presente.

— É verdade. A amizade deles é muito especial.

— Pois é. Mas o que você acha? Por mim não vejo problema nenhum. Será bom para o Miguel ter uma companhia, ela adora as meninas. Ambos podem nos ajudar a cuidar delas e também a se divertir. Mas o grande ponto é...

— Se seus pais a deixarão viajar conosco. – Completei e ele assentiu. – Pois é. Esse é o ponto principal. – Afirmei. – Eu não sei se deixaria se fosse o contrário. – Ponderei. – E não digo isso por não confiar na Kate e o Garrett, mas justamente por termos nossas tradições e não querer ficar longe do Miguel nessa época.

— É verdade. Apesar de sentir falta dele, conseguimos aproveitar bem quando viajamos em lua de mel. Mas também não sei como me sentiria diante da possibilidade de passar o ano novo sem ele.

— Temos que conversar com o Miguel e explicar a situação. – Indiquei. – Vamos falar com Kate e Garrett durante o jantar de natal e aguardar sua decisão, mas o Miguel tem que estar ciente que eles podem não deixar que a Mia viaje conosco.

— De acordo. – Tocou a ponta do meu nariz. – Amanhã conversamos com ele. – Assenti. – Agora que tal dormirmos um pouco? Pois logo nossas filhas acordarão desejando um pouco mais da mamãe.

— E a mamãe vai precisar um pouco mais do papai.

— E o papai estará aqui para auxiliar a mamãe no que ela precisar. Sempre.

— Sempre...— Trocamos um selinho. – Eu te amo Dream.

— Eu te amo Heart.

Após as declarações provindas dos nossos corações, cedemos ao sono...

***

— Vocês devem ter uma fada madrinha. – Elisa comentou ao me cumprimentar. – Como podem estar com duas recém-nascidas em casa e ainda sim conseguirem produzir uma festa tão linda?

— Acho que temos várias fadas madrinhas que me ajudaram e ajudam bastante. – Sorri.

— E onde estão seus filhos? – Pedro perguntou.

— Miguel está por aí brincando. – Edward respondeu. – Mas podem imaginar nos braços de quem as meninas estão? – Indicou.

Assim os pais de Jasper e Rose olharam na direção encontrando as meninas nos braços do meu pai e Carlisle.

— Está acontecendo uma disputa de avós? – Elisa brincou.

— Por enquanto, eles estão se comportando. – Comentei.

— Porque meus avós não estão na disputa, pois aí ambos perderiam. – Edward falou e sorrimos.

— Mal vejo a hora da minha neta chegar também.

— Alice disse que já estão a caminho. – Informei. – Porém Rose e Emm já chegaram, na última vez que os vi estavam conversando com James e Victória.

— Vamos cumprimentar seus pais e em seguida os procuramos. – Elisa falou.

— Muito bem. Fiquem a vontade.

— Sim, mas não se esqueçam de escrever um cartão e colocar na árvore dos desejos. – Mostrei o local.

Eles assentiram pegando cada qual um papel para fazer as anotações.

Vi a ideia em um daqueles programas natalinos e simplesmente amei.

O conceito geral é deixar um mural exposto, que optamos por criar em formato de árvore de natal, para que as pessoas que coloquem votos, desejos, agradecimentos, algo que demonstre e compartilhe um pouco do espírito natalino.

E durante a noite todos podem desfrutar e apreciar os ensejos uns dos outros, enchendo seus corações.

Como prometido, Alice e Jasper não demoraram a chegar, trazendo nossa afilhada que está à coisa mais linda em um vestido de veludo na cor verde, que por acaso foi presente meu e de Edward.

E enquanto a mimo bastante, voltei a ser a anfitriã quando Mary, Eduardo e seu filho Henry, também chegaram.

Mary já conhece Chloe do dia do chá, mas se surpreendeu bastante ao ver o quanto ela já cresceu, então Eduardo e Henry foram apresentados à filha dos dois e imediatamente os quatro começaram a trocar confidências da paternidade seguindo para a recepção sala adentro.

— Ho, ho, ho, feliz natal. – Riley cantarolou ao chegar.

— Você não está nem um pouco parecido com o Papai Noel. – Edward implicou.

— Mas estou no espírito e é o que conta. – Rebateu. – E também não quero falar com você. – Deu um esbarrão de leve no ombro de Edward para vir me cumprimentar. – Como está a mãe preferida das minhas pacientes favoritas?

— Muito bem Riley, obrigada.

— Não tenho a menor dúvida. Você está realmente maravilhosa Bella. – Me abraçou. – Não direi algo de mau gosto como, nem parece que você acabou de ter filhos, pois o brilho em seus olhos não nega a maternidade recente, mas não posso deixar de enfatizar sua beleza sempre estonteante.

Biers, você esqueceu que ela é uma senhora casada? A minha senhora Cullen? – Edward falou me puxando para os seus braços. Riley e eu rimos.

— Quem manda casar com uma mulher linda dessas Cullen? Tem que estar acostumado. – Riley beijou minha bochecha.

— Biers...

— Meninos se comportem. – Pontuei ainda rindo.

— Com licença, não queremos atrapalhar.

Riley se afastou um pouco e atrás de si vi Ian, Nina e Lily.

— Pessoal, entrem. Que bom que vieram. – Abracei Nina e Ian em seguida.

— Perdão pela demora, mas tivemos que passar para buscar a Lily, pois do contrário, não pretendia vir. – Ian informou.

— Não acredito que faria uma desfeita dessas Lily. – Comentei ultrajada.

— Perdão Bella, mas achei que o convite tinha sido apenas de cortesia e que não deveria aceitar.

— É claro que não Lily. Ainda bem que eles foram te buscar do contrário ficaria muito chateada.

— Desculpe, mas estou feliz por ter vindo e obrigada mais uma vez. – Nos abraçamos.

Enquanto falei com a Lily, Edward e Riley cumprimentaram Ian e Nina, assim prossegui com as apresentações finais.

— Lily, você se lembra do meu marido?

— Sim, como vai senhor Cullen? – Ian e Riley riram.

Senhor Cullen? Não, você ainda conhecerá dois senhores Cullen hoje, mas eu não sou um deles. Só Edward, por favor.

— Tudo bem, Edward.

— Agora sim. – A cumprimentou. – Eu vou muito bem e você?

— Bem, não é fácil ocupar o lugar da Bella, mas procuro fazer o meu máximo.

— Não tenho dúvida que está se saindo muito bem. – Pontuei. – E já falei, se precisar de algo, pode falar comigo.

— Definitivamente não. – Nina interpôs. – Eu corto o telefone dela antes que pense em ligar para você. – Sorrimos. – Sua única preocupação agora é cuidar das suas lindas filhas que já estou morrendo de saudades de ver.

— Eu gosto de você. – Riley comentou.

— Que indelicado da nossa parte. – Comentei. – Lily, esse é Riley Biers, ele trabalha no hospital com Edward e é também um grande amigo. E Riley, essa é Lilian Carter, ela veio de Los Angeles para ficar no meu lugar na empresa durante a licença.

— Dr. Riley Biers, ao seu dispor. – Pegou a mão da Lily dando um beijo.

— É um prazer conhecê-lo Dr. Biers.

— Você pode me chamar só de Riley. – Piscou e vi Lily dar uma leve ofegada. – E eu posso te chamar de...?

— Lily.

— Hum, não queremos monopolizar os anfitriões... – Nina comentou.

— Fiquem a vontade e não se esqueçam de deixar uma nota na árvore. – Edward informou e eles seguiram.

Porém antes de se afastar completamente Riley se aproximou eufórico me dando um novo beijo na bochecha.

— Muito obrigado Bella. Você realmente cumpre suas promessas.

Com isso saiu parando ao lado da Lily e continuando a conversar com ela.

— O que ele quis dizer? – Edward questionou.

— Acho que está se referindo a um pedido que fez no aniversário do Miguel. – Edward franziu a testa. – Do ano passado. – Completei e ele riu. – Riley me fez prometer que em nossa próxima recepção teria alguém para apresentá-lo. – Sorri. – Acho que mesmo sem intenção, a vinda da Lily supriu a promessa.

— Então agora só nos resta acompanhar e torcer.

Respondeu me dando um beijo na bochecha e aconchegando-me em seus braços.

Pouco depois tive que me ausentar da sala, pois é a hora das meninas mamarem, pedi a Edward para continuar a recepcionar nossos convidados, enquanto segui até o quarto delas, sem contar que com a casa cheia não faltaram voluntários para me ajudar.

Quando acabamos, as madrinhas, que ganharam a disputa para me auxiliar, desceram com as afilhadas atraindo a atenção de todos assim que pisaram na sala.

Sabendo que nesse momento não sou mais interessante a ninguém, caminhei em direção a Edward que está conversando com os avós.

— Como você está minha querida? – Clare questionou ao me cumprimentar.

— Muito bem. Todos só querem saber das nossas filhas, mas eu não ligo. – Brinquei.

— Mas não se preocupe com isso meu bem. – Richard me envolveu em um abraço. – Pois no meu coração seu lugar como nora/neta favorita está intacto.

— Vovô, ela é sua única nora/neta.

— E isso só faz dela alguém ainda mais especial. – Piscou e não seguramos o riso.

Continuamos conversando, mas não deixei de observar os outros presentes.

Por conta da maioria das pessoas não ter o costume de celebrar o natal na véspera, não me ressenti em convidar o máximo de familiares e amigos possível, pois sei que se não viessem passar a noite conosco, provavelmente ficariam sozinhos, aguardando para encontrar seus próprios familiares apenas amanhã.

Como é o caso da Sue, que os filhos estão com os namorados hoje e somente amanhã se reunirão para almoçar. Ou a Lily, que só viajará para rever os pais amanhã, assim como o Riley. Garrett e a Kate, que apenas têm o compromisso de almoçar com os pais dele. Igualmente a Mary e Eduardo que encontraram os pais dela.

Assim nossa casa está cheia de pessoas queridas por Edward e eu. E todos em comunhão poderão desfrutar de uma excelente noite.

Após um bom tempo de conversas e confraternização, propus seguirmos a sala de jantar para desfrutar da ceia.

Conseguimos dispor a mesa para todos os convidados sem deixar ninguém de fora, tivemos que fazer alguns ajustes? Talvez. Mas o importante é que a reunião está completa.

Edward, como o anfitrião, está em uma das pontas, comigo a sua direita, o carrinho das gêmeas entre nós e Miguel a sua esquerda, com os pais de Edward ao seu lado.

Não houve disputa para saber quem ocuparia a outra ponta, mas o fato de Riley acabar ficando lá gerou provocações e risos por parte dos presentes.

O jantar teve início mantendo o clima descontraído e animado.

— Mãe, acho que a Kath vai acordar. – Miguel comentou atraindo nossa atenção.

Observei o carrinho notando que ela apenas mexeu o braço, mas continua a dormir.

— Provavelmente ela só se espreguiçou querido, mas continua dormindo. – Respondi.

— Kath? – Esme questionou.

— É o apelido que escolhemos para a Katherine. – Edward informou.

Imediatamente a mesa foi preenchida por comentários de exaltações.

— Eu que dei a ideia. – Mia falou animada.

— Mia, você não podia ter feito isso.

— Porque não mamãe?

— Porque algo assim deve ser decido pela família. – Kate explicou a filha, porém logo intervi.

— Mas estávamos em família. Como estamos agora. Nós consideramos todos vocês da nossa família. Existem laços sanguíneos, mas existem também os laços de amizade que para nós são tão importantes quanto.

— Faço minhas as palavras da Bella. – Edward falou pegando minha mão sobre a mesa. – Todos aqui de algum modo são importantes para nós, como um membro querido da família. – Compartilhamos um sorriso e depois o direcionamos aos nossos convidados. – E Kate, a conversa sobre apelidos surgiu e a sugestão da Mia foi simplesmente perfeita. Até a Kath gostou, por isso não hesitamos em eleger o apelido.

— Obrigada Edward, Bella. Sentimo-nos honrados pelo carinho. E gostaríamos que soubessem que é mútuo. – Kate afirmou e Garrett assentiu.

— Mia contou que seu apelido foi escolha da sua madrinha. – Comentei. – E no futuro quando contarmos a Kath quem ajudou a escolher o seu, não tenho dúvida que ela adorará saber que alguém especial fez parte da escolha.

— Obrigada tia Bella.

— De nada boneca. – Pisquei.

— Sim, vocês poderão falar que a cunhada participou da escolha do nome. – Emm soltou do nada, fazendo Garrett engasgar e todos caírem no riso.

— Como disse? – O pobre homem questionou após se recuperar.

— Que no futuro meu brilhante afilhado e sua adorável filha serão namorados. – Jake respondeu.

— Vocês têm que parar de dizer essas coisas ou terminarei viúva. – Kate prosseguiu com a brincadeira.

— Vocês têm que parar de falar isso no geral. – Garrett pediu. – A Mia não vai namorar.

— Meu caro. – Papai interviu. – Eu também dizia isso, mas veja só como são as coisas. Minha filha mais velha tem três filhos. Enquanto a mais nova está à beira do altar. Acostume-se, pois essa é a dura realidade.

— Papai. – Nessie e eu exclamamos em meio à continuação dos risos.

— Não, a Mia continuará sendo a minha menininha para sempre. – Garrett a envolveu em um abraço.

— Papai, está me apertando.

A pequena se manifestou então o pai a deixou voltar a jantar e a seguimos.

Para o alívio de Garrett, os assuntos seguiram para outros rumos e desfrutamos da ceia com plena satisfação.

De volta à sala, Edward tocou meu braço indicando para me aproximar e falar próximo ao meu ouvido.

— Quero ver o Garrett deixar a Mia viajar conosco depois do que falaram no jantar.

— Edward, para. – Sorri. – Eles ainda são crianças, nada vai acontecer.

— Agora pode ser que não. Mas no futuro...

— Você também...? – Deixei a questão no ar.

— Eu não sei, mas não me surpreenderei se essa amizade se tornar algo mais.

Olhei meu pequeno e a amiga só desejando que possam aproveitar bem esse tempo antes de crescerem e serem abatidos por sentimentos muito mais complicados que a amizade infantil que possuem hoje.

— Ou talvez eles acabem sendo como nós. – Disse recuperando minha atenção.

— Em que sentido?

— Não se apaixonando pelo melhor amigo, mas sim pela pessoa que mais o irritam. – Apertou minha cintura.

— Há! Você que adorava me provocar.

— Tanto quanto você adorava cair nos meus braços. – Me deu um selinho.

— Essa parte é verdade. – Confessei. – Eu realmente amava sentir seus braços ao meu redor, como amo até hoje.

— Eles são seus desde aquela época e continuarão sendo para sempre. – Nos abraçamos incapaz de aguentar qualquer distância.

E após a troca de carinho em uma comunicação muda caminhamos até Kate e Garrett para conversar sobre a permissão da viagem.

— Estão gostando? – Questionei ao nos aproximarmos.

— Sem dúvidas. – Kate respondeu.

— E vocês já têm planos para o ano novo? – Edward prosseguiu o assunto.

— Ainda não. Talvez vá visitar meus pais, mas não é nada certo ainda. E vocês? – Garrett devolveu.

— Nós vamos viajar. É uma tradição irmos a algum lugar novo no ano novo. – Dream brincou e rimos. – Ano passado fomos ao Canadá.

— E esse ano vamos a Vermont. – Completei.

— Uau. Duas belas escolhas. – Kate falou.

— Sim. Vocês podem vir conosco, se quiserem. – Soltei.

— Agradecemos, mas não vamos interferir na sua viagem romântica. – Justificou. – Em família, mas não temos dúvida que romântica também.

— Tudo bem. – Edward assentiu. – Mas queríamos perguntar outra coisa.

— Queremos saber se vocês permitem que a Mia viaje conosco. – Revelei. – O Miguel sugeriu, na verdade ele gostaria que ela pudesse viajar também.

— Por nós não há problema algum levá-la, mas a decisão obviamente é de vocês. – Edward completou.

— Mas não será muito trabalho viajar com quatro crianças?

— Achamos que será até mais divertido. – Pontuei. – O Miguel terá uma companhia da sua idade. Os dois amam as meninas e podem nos ajudar com questões básicas.

— Realmente por nós está tudo bem que a Mia vá. – Edward reiterou. – Falamos sério ao dizer que ela é parte da família.

— O que você acha? – Kate questionou ao marido.

— Que eles são loucos por pensar em viajar com quatro crianças. – Garrett disse, mas pelo tom descontraído constatamos que está brincando. – Mas se a Mia quiser ir, não vejo porque não deixar. E quem sabe nós possamos fazer uma viagem de adultos e continuar o empenho na produção de um novo bebê.

Piscou fazendo a esposa corar, enquanto Edward e eu seguramos o riso.

— Olha só, essa é a oportunidade perfeita para a Mia treinar bastante para cuidar do futuro irmãozinho ou irmãzinha. – Edward manteve a brincadeira.

O casal trocou um último olhar, então Kate respondeu.

— Está bem. Ela pode viajar com vocês. Confiamos plenamente que cuidarão bem dela.

— Como se fosse nossa filha. – Garanti.

Isso. Isso que eu gosto de ouvir. Que a Mia é como uma filha para vocês. Assim ela com certeza pode viajar.

— Gar, para com isso.

— Só estou garantindo meu bem, só garantindo.

— Muito bem. Podemos contar a novidade às crianças? – Edward sugeriu e assentimos.

Chamamos Miguel e Mia que não demoraram a se aproximar.

— O que foi papai?

— Miguel. Lembra aquilo que você me pediu no fim de semana?

— Sim papai.

— Pois o tio Garrett e a tia Kate deixaram.

— Eba.

— O que foi Miguel?

— Seus pais deixaram você viajar com a gente no ano novo. – Respondeu todo eufórico.

— Não Miguel. Você tem que perguntar se ela quer ir. – Expliquei.

— Desculpa Mia. Desculpa mamãe. – Virou novamente para a amiga. – Nós vamos viajar no ano novo. Você quer vir também? Vai ser muito legal, eu juro.

— Mamãe? Papai? Eu posso?

— Se você quiser querida. – Kate respondeu.

— Eu quero! – Respondeu também animada. – Obrigada tia Bella e tio Edward. Prometo que vou me comportar.

— Eu sei que sim minha linda. Nós vamos nos divertir muito. – Informei.

— Obrigada Miguel. Vai ser muito legal passar o ano novo com a sua família.

Ela o abraçou, obviamente um abraço inocente, mas ao mesmo tempo tão cheio de significados que foi impossível não nos sensibilizar com a união dos dois.

Logo eles se afastaram e eu também me ausentei para atender as necessidades das minhas filhas, dessa vez Edward foi comigo, pois tivemos que trocá-las e resolvemos que seria melhor tomarem banho para descansar.

Depois que cuidamos de sua higiene, sentei na cadeira de amamentação para que possam mamar.

— Com licença. – Alice apontou na porta do quarto com Chloe nos braços.

— Pode entrar Ali. – Indiquei.

— Aqui é a área oficial de amamentação? – Brincou.

— Fique a vontade.

Ela caminhou até o sofá que tem no quarto, Edward arrumou as almofadas para que ela fique confortável e logo ela também começou a amamentar seu bebê.

— Vocês duas vão ficar bem? – Perguntou.

— Vamos sim. Pode descer que daqui a pouco nós vamos.

— Está bem.

Ele deu um beijo na testa de Alice, fez um carinho na mão de Chloe. Depois repetiu o gesto comigo e nossas filhas e saiu.

— Nós somos mulheres de muita sorte, pois escolhemos dois maravilhosos homens como maridos e pais. – Alice comentou assim que ficamos a sós.

— Sem sombra de dúvidas.

— Sei que esse não é um assunto confortável e você pode não responder e me mandar cuidar da minha vida. – Começou e a olhei intrigada. – Mas não posso deixar de pensar em como as coisas estão sendo para você agora que o Edward está ao seu lado. Eu sinceramente não me vejo lidando com tudo em relação à Chloe sozinha. Mas você não teve escolha quando o Miguel nasceu.

Observei minhas filhas mamarem e tomei um tempo para responder.

— É realmente muito diferente. – Afirmei. – Desde o princípio, pois durante a gravidez do Miguel, além da falta física do Edward, também estive muito ressentida pensando que ele tinha nos abandonado, rejeitado nosso filho. – Ela assentiu. – Mas quando o Miguel nasceu procurei parar de pensar assim e aceitar que nossos caminhos simplesmente deveriam seguir daquele jeito, separados. E eu amei tanto o Miguel, desde que soube que estava grávida, e foi através desse sentimento que tive forças para lidar com tudo, mesmo conceitualmente sozinha. – Esclareci. – Mas é claro que essa gravidez foi totalmente diferente. Ter contado com a presença de Edward durante o parto foi uma emoção sem igual. Parece que eu nem senti todas as dores e aflições daquele momento. – Ela riu. – Pois é. Para você ver como a mente funciona. Mas foi como me senti, pareceu realmente que não estava sentindo tudo sozinha, que de algum modo dividi até esse aspecto com ele. E agora que as meninas estão aqui, não poderia desejar pai e companheiro melhor. Ele já era incrível com o Miguel desde o primeiro dia. E com as meninas parece ter atingido um novo patamar. – Senti uma lágrima solitária escorrer.

— Eu estou realmente muito feliz por vocês. Não conheço ninguém mais merecedor de viver essa plenitude.

— Obrigada.

— Desculpe trazer esse assunto a tona.

— Está tudo bem, não dói mais falar. Nós estamos juntos e é o que importa. O passado faz parte da nossa história, mas ele não nos define, apenas complementa nosso presente e futuro.

— Eu te amo Bella, por ser quem é e mais ainda por fazer meu irmão tão feliz.

— Assim começarei a chorar de verdade. – Brinquei.

— É natal, é normal que as pessoas chorem. – Rimos.

— Eu também te amo.

Ela esticou a mão livre e tocou no meu braço, já que por conta das bebês não posso me mexer.

Ficamos assim até as meninas terminaram de mamar, então Alice levantou rapidamente fazendo Chloe arrotar.

— Coloque a Chloe no berço da Claire. – Indiquei. – Eu vou deixar as meninas no berço da Kath.

— Tudo bem.

Ela colocou a filha no berço da prima e veio em minha direção pegando Claire nos braços, assim ajeitei Katherine também.

— Vamos lá lindinha da madrinha. – Gracejou com a bebê que logo se aquietou também.

— Você é boa nisso. – Pontuei surpresa.

Ela colocou a Claire no berço deixando o espaço para colocar a irmã.

— Pior que eu realmente sou. Parece que meu dom é fazer bebês arrotarem. – Rimos. – Quer que pegue a Katherine?

— Não precisa, ela já está terminando. – Dei mais algumas batidinhas em suas costas e ela encerrou.

A acomodei no berço. Confirmei que ambas estão bem agasalhadas, protegidas e dormindo o sono dos anjos.

— Pega aquela babá eletrônica. – Indiquei o objeto perto do berço da Claire. – Eu fico com essa. – Peguei a minha.

— Muito prevenidos.

— Duas filhas. Duas babás. – Pisquei. – E pela casa temos outras.

— Muito bem, podemos descer.

Trocamos breves comentários sobre a noite, mas ao chegarmos à sala, ela foi para perto do Jasper, enquanto caminhei até Edward que está conversando com meus amigos do trabalho e Riley.

Ao me aproximar entrelacei nossas mãos e beijei seu rosto.

— Oi.

— Oi.

— Porque disso?

— Porque eu te amo. – Ele sorriu.

— Eu também te amo. – Me deu um selinho.

— Hey, oh. O que é isso? – Riley contestou.

— Um casal trocando afeto. Nunca viu não? – Edward rebateu.

— Particularmente prefiro praticar a ver. – Piscou e vi Lily baixar o rosto, mas rir baixinho.

— Vamos trocar os presentes? – Questionei a Edward.

— Ótima ideia. – Pedimos licença ao pequeno grupo e nesse ensejo Edward comentou. – Henry e Kim não aguentaram, então falei para Victória e Mary os colocarem no quarto de hóspedes que está vazio. – Explicou.

A escolha foi certeira já que o outro está sendo ocupado pelos meus pais.

— Perfeito.

Paramos em meio à sala e Edward chamou a atenção dos convidados.

— Mais uma vez queremos agradecer a presença de todos. Esse foi um ano muito especial para nós e não poderíamos encerrá-lo de melhor forma.

Emm, Riley, Jake gritaram animados.

— Hey vocês. – Mamãe lhes chamou a atenção. – Têm bebês e crianças dormindo nessa casa.

— Foi mau mãe.

— Desculpa aí tia.

— Não vai se repetir sogrinha.

Ninguém aguentou a gargalhada.

— Ok. Têm sim bebês e crianças dormindo, mas isso não nos impedirá de nos divertir. – Comentei. – Mamães, apostas com suas babás eletrônicas? – Alice, Mary, Victória e eu erguemos as mãos mostrando o objeto.

— Nossa. Aqui está mais equipado que uma creche. – Tio Billy comentou e rimos.

— O senhor está certo tio. – Edward esclareceu. – E é por isso que poderemos nos divertir, de modo talvez um pouco mais contido, porém ainda sim bastante.

Os três de outrora ergueram os braços e soltaram expressões de entusiasmo em tom um pouco mais baixo.

— Então vamos aos presentes! – Celebrei.

Apesar de Edward e eu realmente nos sentirmos em família entre todos, sabemos que nem todas as pessoas têm tanta intimidade entre si para efetuar a troca de presentes como no ano passado, com um tradicional amigo secreto.

Por isso pesquisei um tipo de interação diferente e encontrei a ideia do presente oculto. Assim pedimos para cada convidado trazer um presente que possa servir a qualquer pessoa, ou seja, opções mais neutras, como livros, eletrônicos, viagens, etc.

Quando chegaram, deixaram os presentes em caixas que compramos para tal, todas têm o mesmo tamanho, independente do conteúdo, assim realmente ninguém saberá o que lhe aguarda.

Edward pediu ajuda a alguns dos rapazes e eles foram buscar as caixas que ficaram até agora na biblioteca, rapidamente trouxeram para a sala e deixaram em meio a todos.

— Todo mundo entregou o presente quando chegou? – Perguntei recebendo afirmações distintas. – Ótimo. Quando fizemos o convite explicamos como seria a dinâmica, agora vamos só reforçar.

— E vamos à aula dos professores Cullen. – Emm brincou.

— Oh não, não me atrevo a dizer que sou professora, ainda mais quando temos dois professores e um ex-inspetor presente.

— Vocês têm nossa aprovação para falar. – Mary respondeu.

— Ok, obrigada, mas a explicação será breve. – Informei. – Vamos numerar essas caixas de forma aleatória, mesmo não sabendo mais o que elas guardam. E depois faremos o sorteio para que cada um escolha um número.

— Depois do sorteio vem à parte interessante. – Edward prosseguiu. – Cada um terá o direito de trocar o número com outra pessoa até três vezes. Mas cada pessoa também tem o direito de recusar a troca, porém somente uma vez. E quando todo mundo terminar as trocas, abriremos as caixas para descobrir o que ganhamos. – Concluiu. – Alguma dúvida? – Ninguém se manifestou.

— E esses foram o professor e a professora Cullen na aula de hoje pessoal. – Eduardo falou e rimos.

— É claro que ninguém é obrigado a ficar com algo que realmente não poderá usufruir ou se acabar pegando o próprio presente. – Pontuei. – Se mesmo após revelar alguém quiser trocar...

— Mas será muito mais legal se todos ficarem com os presentes que a sorte lhes der. – Edward interpôs.

— É claro que sim. Se, por exemplo, o Jacob ganhar um conjunto de lingerie, ele deve aceitar, agradecer e usar. – Emm provocou.

— Esse é o espírito. – Tio Billy concordou e não tivemos outra reação a não ser dar risada.

— Certo, vamos começar? – Sugeri.

— E quem colocará os números nas caixas? – Rose questionou.

— Deixe as crianças colocarem. – Nessie respondeu imediatamente.

— Pode ser. Mia e Miguel venham aqui. – Edward pegou as etiquetas que preparamos entregando metade a cada um. – Coloquem nas caixas, mas façam de um jeito bem aleatório, está bem?

— Deixa com a gente pai.

— Vamos fazer certinho tio Edward.

Os dois começaram a colar os números, peguei uma touca vermelha onde os números do sorteio estão.

— Cada um pega um número e aguarda. Quando todos tiverem sorteado, começaremos a dinâmica. – Expliquei.

Edward ficou de olho nas crianças, enquanto passo a touca diante de cada um.

Ao todo, são trinta e dois números, condizentes aos convidados da noite.

Planejamos antecipadamente a contagem, sabendo que os pequenos Henry e Kim, não aguentariam esperar pelo fim da noite, mas também preparamos uma lembrancinha especial aos dois, assim como a Chloe e nossas meninas, porém também sabíamos que Miguel e Mia com certeza participariam então ambos trouxeram seus próprios presentes.

As crianças terminaram de colar os números nas caixas e eu de fazer a distribuição, agora nós quatro vamos sortear os restantes.

— Mia, pode pegar o seu e depois o Miguel. – Indiquei aos dois.

Ela pegou seu papel e foi para perto dos pais, depois Miguel também tirou o seu ficando a nossa espera.

— Agora somos você e eu Heart.

— Vamos colocar a mão juntos e tirar.

— Tudo bem.

Nossos dedos se encontraram dentro do saquinho, mas pegamos cada qual um papel.

— Agora que todo mundo sorteou um número vamos falar em voz alta para ter uma base. – Pedi. – Depois podem se aproximar da caixa para analisar se vão querer arriscar trocar o número ou não.

— Vamos falar em ordem crescente, então quem estiver como número um pode falar e seguimos a sequência. – Edward informou.

— 01 Renée.

— 02 Nina.

— 03 Clare.

— 04 Edward.

— 05 Pedro.

— 06 Bella.

— 07 Carlisle.

— 08 Jasper.

— 09 Garrett.

— 10 Victória.

— 11 Lily.

— 12 Carmen.

— 13 Ian.

— 14 Rose.

— 15 Elisa.

— 16 Mary.

— 17 Esme.

— 18 Charlie.

— 19 Nessie.

— 20 James

— 21 Sue.

— 22 Eduardo.

— 23 Eleazar.

— 24 Richard

— 25 Miguel.

— 26 Kate.

— 27 Alice.

— 28 Jake.

— 29 Emmett.

— 30 Riley.

— 31 Billy.

— 32 Mia.

— Você ficou em último querida. – Comentei com a Mia.

— Não tem problema tia Bella.

— Pense que os últimos serão os primeiros. – Richard falou fazendo a pequena sorrir.

— Uma sequência que temos que desfazer sem pensar é dos números 28, 29, 30. – Carlisle falou.

— Qual é tio? Nossos números estão ótimos. – Jake protestou.

— Eu sei que quero olhar minha caixa de perto. – Sue falou.

— Eu também. – Mamãe a seguiu.

Desse modo enquanto alguns se aproximaram das caixas. Outros ficaram confabulando já pensando quais números têm interesse em trocar.

Edward e eu nos aproximamos das nossas caixas, mas também observamos algumas outras.

— Você vai querer trocar? – Perguntou.

— Não sei ainda. E você?

— Talvez. Estou de olho em alguns números.

— Espertinho.

Voltamos ao círculo principal e aguardamos todos voltarem também.

— Quem tem certeza que vai trocar? – Eleazar perguntou e a maioria levantou o braço.

— Quem não gostaria de trocar? – Esme embalou e apenas seis ergueram, comigo inclusa.

— E quem não tem certeza de nada ainda? – Clare puxou o gancho fazendo com que o restante se manifeste causando risos.

— Lembrando que só podem trocar três vezes e recusar uma. – Edward reiterou. – Podem começar.

— Eu quero o número do Edward.

Várias vozes soaram juntas falando umas por cima das outras, mas em suma passando a mensagem.

— Gente, calma. Porque disso? – Carmen conseguiu falar.

— Porque com a sorte do Edward o número que tirou provavelmente terá um IPhone como presente. – Riley respondeu.

— Enquanto que com a minha devo ter ganhado um par de meias. – Ian interpôs.

— Ou um graveto achado no quintal para fingir que é a varinha do Harry Potter. – Emm completou.

— Meninos, fiquem tranquilos. Nenhum presente será ruim. – Alice informou.

— De todo modo, quero o número do Edward. – Riley falou vindo em nossa direção.

— Pois com você não troco.

— Vai mesmo usar sua única recusa comigo?

— Vou.

— Beleza.

— Pois, eu fico com o número do Edward. – Ian pegou o gancho.

Assim as vozes se envolveram em uma grande bagunça, quase impossível de identificar.

— Eu quero o da Esme.

— Sue troca comigo?

— Ursinha. Você vai recusar a minha troca?

— O Jake já trocou duas vezes. A próxima é a última.

— Eu vou querer o dessa mocinha aqui.

Vi Richard trocar o papel com a Mia que correu para pedir uma troca a Nessie.

— Elisa vou querer o seu.

— James você já recusou uma vez. Agora pode trocar.

— Posso trocar com você Lily?

Consegui observar outra cena engraçadíssima.

— Billy, eu deixei seu filho casar com a minha filha. Você não pode recusar a minha troca.

— Pois vou querer o da Renée.

— Charlie. Olha o que você fez. Eu estava contente com o meu número. E já tinha recusado uma vez.

— Desculpe querida.

Passando pelos meus pais vi Eduardo, Garrett e Edward conversando com o Miguel.

— Vamos lá Miguel. Se seu pai é tão sortudo você também deve ser. Troca comigo? – Eduardo pediu.

— Tudo bem tio.

— Obrigado.

— E agora Eduardo você troca comigo. — Garrett falou pegando o papel da mão do meu ex-professor.

— Você é ridículo.

— Eu sou esperto.

Edward e Miguel riram e eu também.

— Cunhadinha linda. – Alice se materializou em minha frente. – Troca comigo? – Fechei os olhos negando. – O que? Você vai recusar minha troca?

— Desculpa.

— Ok. – Ela se afastou, mas praticamente gritou. – A Bella usou a recusa dela comigo.

— Sua...

— Sinto muito querida. – Clare se aproximou trocando nossos papéis.

— Tudo bem, não me importo em trocar com a senhora.

— Eu ouvi isso. – Alice falou do outro lado da sala e apenas lhe mostrei a língua.

Como as trocas já estão acabando, logo tudo vai se acalmar.

— Você não queria trocar, não é? – Edward comentou ao se aproximar.

— Não.

— E já recusou uma vez?

— Uhum.

— Certo. – Olhamos o fim das trocas e quando todos se acalmaram, observei sua mão estendida. – Troca comigo Heart.

Quem está prestando atenção em nós não conteve o riso.

— Edward Cullen!

Passei o papel brava, mas quando olhei o número me surpreendi.

— Isabella Cullen. — Piscou. – Muito bem. – Falou chamando a atenção de todos. –Todo mundo fez as trocas que queria. Agora vamos falar os números novamente só para termos ideia de por onde as coisas andaram e depois podem pegar seus presentes.

— 01 Garrett.

— 02 Richard.

— 03 Renée.

— 04 Eduardo.

— 05 Carlisle.

— 06 Bella.

— 07 Ian.

— 08 Mary.

— 09 Victória.

— 10 Miguel.

— 11 Nina.

— 12 Pedro.

— 13 Carmen.

— 14 James.

— 15 Edward.

— 16 Lily.

— 17 Nessie.

— 18 Eleazar.

— 19 Clare.

— 20 Kate.

— 21 Billy.

— 22 Sue.

— 23 Alice.

— 24 Esme.

— 25 Jasper.

— 26 Mia.

— 27 Elisa.

— 28 Charlie.

— 29 Rose.

— 30 Emmett.

— 31 Riley.

— 32 Jake.

— Vocês armaram isso, não é possível? – Jas falou na direção dos meninos.

— Não armamos. – Emm respondeu. – Porém não temos culpa da sorte estar do nosso lado.

— E o Edward que devolveu o número original da Bella? – Alice refutou. – Ele teve coragem de trocar o número com a nossa avó.

— Para devolver a esposa. Isso é muito lindo. – Sue concluiu e sorri.

— Gente, não sei vocês, mas eu quero ver o que ganhei. – Rose falou.

Assim a atenção voltou para os presentes.

Abri minha caixa encontrando um envelope e descobrindo que meu presente são convites para um fim de semana em Long Beach.

Passei os olhos pela sala vendo todos abrindo os presentes, então caminhei até Victória quando a vi retirar uma coleção de livros da caixa.

— Vic, o seu presente fui eu quem comprei.

— Ah Bella, que maravilha. – Trocamos um abraço. – Eu adorei, obrigada.

Como o dono do meu presente ainda não se manifestou me aproximei do Miguel para verificar o que ele ganhou.

— Qual é seu presente querido?

— Ingressos para dois jogos de futebol da seleção. – Respondeu animado.

— Uau. E quem te deu esse presente certeiro?

— O vovô Charlie.

— Papai deu sorte em justamente você ser o ganhador.

— Eu adorei o presente mamãe.

— Sei que sim meu bem. – Beijei sua testa.

— O que vocês ganharam? – Edward comentou ao seu aproximar. Miguel e eu informamos.

— E você? – Devolvi.

— Esse par de óculos escuros. Foi presente do Eleazar. – Informou colocando os óculos.

— Uau. Você está muito gato. – Não me contive em elogiar e ele riu.

— Obrigado Heart.

— Vejam só. – Riley se aproximou. – Você fez tanta questão de deixar a Bella com o número seis. Parece até que sabia que o meu presente estava lá, não é Cullen?

— Os convites são seus? – Ele assentiu. – Obrigada. – O abracei. – Eu amei.

— Fico feliz de ter presentado você. E que bom que gostou.

— Ao menos você deu uma dentro Biers. – Edward provocou.

— E o seu presente? Qual foi?

— Um vale presente da Tiffany & Co. Alice ganhou. Ela disse que escolherá um par de brincos que estava namorando há semanas.

— Olha só. E ela ainda queria trocar comigo. – Comentei.

— Eu falei a ela sobe a ironia.

— Mia, seu presente é meu. – Viramos para o lado vendo o Miguel falar com a amiga.

— Obrigada Miguel. É muito linda, a mamãe me ajudou a colocar. – Mostrou a pulseira. – Ainda está um pouco folgada, mas ela disse que poderei usar com cuidado até ficar no tamanho certo.

— De nada. – Sorriu. – Gostei que você ganhou meu presente.

— Eu também.

Edward e eu trocamos olhares discretos diante da interação, mas nossas atenções se desviaram quando tio Billy falou.

— Pessoal, já passa da meia-noite. Já é natal.

Nossos convidados começaram a saudar uns aos outros, assim como Edward e eu imediatamente nos envolvemos em um abraço.

— Feliz Natal Heart.

— Feliz Natal Dream.

***

— Estou fazendo certo querida?

Perguntei a Mia enquanto prendo metade do seu cabelo.

— Está sim tia Bella.

— Ok, mas se fizer algo que não goste ou te machucar sem querer, pode me avisar, tá legal?

— Pode deixar. – Vi seu sorriso pelo espelho a nossa frente.

— Essa experiência também é nova pra mim. – Comentei. – Pois até hoje só cuidei de menino. Mas agora posso começar a treinar como fazer penteados, vestir.

— Ai quando as meninas crescerem a senhora já vai estar boa nisso também.

— É isso aí. – Pisquei.

Chegamos à pousada ontem à tarde, antevéspera ao ano novo.

Durante os dias após o natal organizamos todo o necessário, tanto as meninas quanto eu fomos a consultas e com o aval médico, seguimos com os planos da viagem sem receios.

Uma coisa que ficou na nossa cabeça até o último instante foi como vir. Em outras circunstâncias não hesitaríamos em vir de avião, já que o voo não leva mais do que trinta minutos, porém apesar de Riley confirmar que a viagem não seria problema, acabamos optando por nos resguardar um pouco mais e fazer o trajeto de carro.

Ainda bem que compramos um carro capaz de comportar a família com conforto e folga. Assim Miguel e Mia vieram nos assentos traseiros, enquanto fiquei entre as cadeirinhas das meninas monitorando-as por toda viagem, que graças a Deus e a boa condução de Edward, ocorreu muito bem.

Kate e Garrett também acabaram optando por viajar, mudando seus planos prévios de apenas ir visitar os pais dele. Eles deixaram Mia conosco ontem de manhã e após sairmos, seguiriam ao seu destino a caminho de uma viagem romântica.

Edward e eu falamos para aproveitarem bem o tempo a sós, que a filha será muito bem cuidada por nós e a volta das viagens todos terão apenas coisas boas a relatar.

E a primeira delas com certeza é a excelência do chalé que Edward alugou. Vermont é uma cidade linda que estamos apenas começando a explorar, mas se fosse apenas para ficarmos dentro do chalé ou da pousada, não teria problema algum, pois ambos são impressionantes.

O chalé realmente é completo. Possui dois quartos, sendo um deles suíte. Sala com lareira, cozinha, varanda. Um mimo só.

Quando chegamos já era meio da tarde e apesar de termos feito algumas paradas para esticar as pernas e comer, ainda sim estávamos um pouco cansados, por isso após todo mundo tomar banho, ninguém recusou a sugestão de finalizar à tarde com um cochilo.

E a noite acabamos ficando por aqui mesmo, cozinhei uma refeição leve e depois do jantar nos entretemos com jogos que preencheram a noite com bastante diversão.

Miguel e Mia acharam muito legal a ideia de compartilhar o quarto, enquanto isso optamos por deixar as meninas conosco.

Em casa não vemos problemas em deixá-las em seu próprio quarto, mas aqui receamos que estranhem o ambiente e também não queremos incomodar as crianças quando precisarmos cuidar delas de madrugada.

Assim, os bercinhos que trouxemos estão em nosso quarto, que também é fenomenal, a cama enorme e muito gostosa. Temos vista para o lago, que por conta da época, está congelado, mas ainda sim oferece uma visão belíssima.

Ontem não fizemos questão de sair do chalé, mas hoje após o café fomos conhecer um pouco da cidade e até almoçamos por lá. Na volta à pousada aproveitamos um pouco da piscina, já que o local oferece vários espaços com piscina coberta e aquecida. E para aguentar o pique da noite descansamos com mais uma soneca.

De comum acordo, Edward e eu combinamos que durante a viagem ele será o único responsável por supervisionar o banho do Miguel. E eu me encarregarei da função com a Mia.

Quando decidimos começar a nos arrumar, demos banho nas gêmeas, vestimos suas roupas especiais de ano novo e seguimos para cuidar das crianças.

Agora ele está no quarto delas arrumando o Miguel, enquanto permaneci no nosso com a Mia e as gêmeas, que após a mamada do início da noite dormem tranquilas.

Não posso dizer que não tivemos receio de trazer Mia conosco e ela acabar não se adaptando, sentir falta dos pais, não conseguir dormir e outras coisas comum às crianças em experiências assim, mas ao menos a primeira noite foi muito tranquila e espero que continue assim.

A orientamos a nos procurar a qualquer momento que precisar, tendo apenas o cuidado de sempre bater na porta e só entrar depois de ouvir a permissão.

Sorrindo contou que essa é também a regra em sua casa, que jamais deve entrar sem bater em um cômodo com a porta fechada.

Com isso, não imagino que teremos qualquer problema e a viagem será completamente aprazível a todos.

— Prontinho minha linda, terminei.

— Obrigada tia Bella.

— Olhe bem, veja se não está faltando nada. Pois se não tiver gostado de algo posso mudar.

— Não tia Bella, eu adorei.

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— Que bom. Acho que passei mais nesse teste. O que acha?

— Que sim. Eu vou passar o ano novo bem bonita.

— Com certeza. – Viramos em direção a Edward parado na porta. – Você está muito linda Mia, uma verdadeira boneca.

— Obrigada tio Edward.

— O Miguel também já está pronto. – Informou. – Ele está na sala te esperando.

— Eu já vou. – Mia disse saindo do quarto.

— Então Heart. – Se aproximou me dando um selinho. – Quem vai tomar banho primeiro. Você ou eu?

— Podemos levar as meninas à sala também. – Sugeri. – Assim tomamos banho juntos.

— Huuum, banho.

— Só banho. – Enfatizei.

— Só banho com você já é motivo mais do que suficiente para me animar. – Me beijou de novo.

— Bobo. – Retribui o carinho.

Pegamos as cadeirinhas levando nossas filhas para a sala.

— Você está tão lindo Miguel. – Não resisti em elogiar meu menino assim que o vi.

— Obrigado mamãe.

— Ouçam, vamos deixar as meninas um pouquinho com vocês enquanto nos arrumamos. Se elas acordarem chorando ou algo assim, nos avisem, está bem?

— Pode deixar papai.

Voltamos ao quarto seguindo rapidamente para o banheiro.

É claro que no fim o banho não foi somente um banho, voltado apenas para a higienização. Aproveitamos para namorar um pouco também, com beijos e leves carinhos manuais. Ao menos, por enquanto, estamos seguindo assim.

De volta ao quarto começamos a nos arrumar, como à tarde, após entrarmos do banho de piscina lavei o cabelo deixando-o secar naturalmente, agora apenas montarei o penteado.

Em total cumplicidade Edward e eu auxiliamos o outro a se vestir. Eu abotoei os botões da sua camisa e em retribuição ele subiu o zíper da saia e a blusa escolhidos para a noite, além de fazer a gentileza de abotoar minha sandália para que não me curve demais.

Finalizei a maquiagem enquanto Edward me observa já magnificamente pronto.

— Você está deslumbrante Heart, como sempre. – Envolveu os braços ao redor da minha cintura.

— Obrigada Dream. E você então? Poxa vida. – Suspirei e sorrimos.

— É porque as crianças estão nos esperando. Do contrário não a deixaria sair desse quarto. Ainda que fosse apenas para ficar admirando-a.

— Eu aceitaria com o maior prazer ser admirada e apreciada por você. – Afaguei seu rosto. – Mas realmente temos um compromisso e algumas crianças a nossa espera.

— Está certo. Vamos programar o momento de admiração para outra ocasião. – Assenti e entrelaçamos os braços. – Me dá a honra senhora Cullen?

— Com todo prazer senhor Cullen.

Caminhamos até a sala encontrando as crianças do jeito que deixamos. As gêmeas ainda dormindo, Miguel e Mia assistindo TV.

— Crianças, podemos ir. – Edward informou.

— A senhora está tão linda tia Bella.

— Obrigada Mia. Para acompanhar você e o Miguel tinha que me arrumar um pouquinho também. – Pisquei.

— O senhor também está muito bonito tio Edward.

— Obrigado Mia. Acredito que faremos bonito essa noite.

— Até a Kath e a Claire. – Miguel comentou.

— Com certeza. – Edward confirmou todo babão. – Elas serão as bebês mais bonitas daqui.

Apesar do salão para onde iremos ser perto, por conta de tudo que temos que levar e para que as crianças não tomem friagem, optamos por ir de carro, exemplificando outra vantagem em ter vindo de veículo e não de avião.

E tão rápido quanto organizamos tudo para deixar o chalé, chegamos ao salão onde acontecerá a festa de ano novo. O mesmo está muito bonito, enfeitado a primor mesclando uma decoração de ano novo, com acessórios que arremetem ao clima interiorano da pousada em si.

Fomos guiados a uma mesa bem localizada, onde pudemos deixar o carrinho das gêmeas próximo a nós e sem atrapalhar a passagem dos outros hóspedes, ao mesmo tempo com uma boa visão de tudo.

Garçons têm passado a mesa servindo canapés e bebidas antes do jantar formal ser liberado. Edward não recusou saborear alguns drinques, enquanto que por conta da amamentação ficarei apenas nas bebidas sem álcool acompanhando as crianças.

Ficamos conversando com as crianças, questionando sobre o que estão achando da viagem e o que esperam fazer nos próximos dias.

Nesse meio tempo os pais da Mia ligaram para conversar com ela e desejar os votos de feliz ano novo, pois informaram que onde estão o sinal de celular não é muito bom e não queriam arriscar prometer ligar mais tarde e não cumprir.

Edward e eu também conversamos em privado com os dois, informando que tudo continua bem e reiterando os votos para que aproveitem bastante à diversão sozinhos.

Garrett não poupou agradecimentos e afirmações de que está realmente desfrutando da liberdade, enquanto Kate prometeu que no futuro quando precisarmos, eles também ficarão com as crianças para nós.

Encerramos a ligação saudando a chegada do novo ano bem no instante em que o jantar ao estilo Buffet foi servido. Assim Edward e eu nos revezamos para acompanhar as crianças e não perder as gêmeas de vista.

Mia e eu fomos pegar o jantar primeiro e na volta foi à vez dos rapazes se servirem. E com tudo tão delicioso foi impossível não voltar para repetir e saborear tudo calmamente.

Após o término um responsável pela organização da festa passou em nossa mesa questionando se as crianças não gostariam de seguir para uma parte específica destinada aos pequenos onde atividades e brincadeiras estão ocorrendo.

Edward os acompanhou para se certificar de que é seguro e quando voltou foi bem no momento que as meninas despertaram para a mamada do meio da noite.

— As crianças adoraram o lugar. – Informou assim que sentou.

— Não tenho dúvidas. Quando terminar de amamentar vou até lá dar uma conferida também.

— Você quer se retirar? Ir para um lugar mais privado?

— Acho que não precisa. Nossa mesa tem a privacidade necessária e tão pouco tenho por que esconder a mim ou as meninas. – Justifiquei e Edward concordou.

Com cuidado abri os botões da minha camisa, ajeitei o sutiã de amamentação enquanto Edward me ajudou a acomodar as meninas para que possam mamar.

Prestes a completar um mês de vida elas já estão se habituando a ficar de olhos abertos enquanto mamam, desse modo Edward não se importou em interagir ao ver que ambas estão bem atentas às movimentações ao redor.

— Ah Lorenzo, olha que bebês mais lindas.

Uma senhora comentou ao passar pela mesa, atraindo nossa atenção.

— São sim querida, mas não vamos incomodá-los.

— Eu não vou incomodar. – Desdenhou. Discretamente Edward e eu sorrimos. – Quero apenas admirar as bebês mais de perto.

A senhora caminhou até parar a nossa frente, com o senhor, que suponho ser seu marido, logo atrás.

— Olá. – Cumprimentou.

— Oi. – Edward e eu respondemos.

— São suas filhas, não é? – Perguntou, mas antes de respondermos, completou. – Quer dizer, é óbvio que ela é a mãe. – Sorrimos. – Mas imagino que vocês sejam um casal e pais das bebês. – Continuou. – Porque estão de aliança e olhando de perto consigo perceber semelhanças delas com você. – Indicou ao Edward.

— A senhora acertou. Somos casados e os pais das bebês. – Edward informou. – Eu sou Edward e essa é minha esposa Bella.

— Muito prazer. Eu sou a Claire e esse é o meu marido Lorenzo.

Claire? Com i?— Questionei.

— Sim. Por quê?

— Que coincidência adorável. – Pontuei. – Pois essa pequena aqui também se chama Claire, com o nome escrito igual ao da senhora. – Indiquei a neném em questão.

— Olha só Lorenzo. Uma das bebês tem o meu nome.

— Eu ouvi querida. – Ele a confortou com um aperto no ombro. – E é um prazer conhecê-los. Espero que não estejamos incomodando.

— O prazer é nosso. – Edward afirmou. – E não, não é incomodo.

— E como é o nome da outra menina? – A senhora Claire perguntou.

— Katherine. – Informei.

— As duas têm nomes lindos e são tão adoráveis quanto os nomes. – Comentou.

— Estão lidando com as emoções da paternidade pela primeira vez? – Lorenzo questionou.

— Oh não. Já temos um filho de sete anos. Elas são nossas segunda e terceira filha, respectivamente. – Edward respondeu sorrindo.

— Não posso acreditar que são pais de uma criança de sete anos. Vocês parecem tão novinhos. – Ela comentou, aparentando real descrença.

— Não somos tão novos. – Brinquei. – Mas o Miguel veio ao fim da nossa adolescência.

— Outro nome abençoado. Não tenho dúvida que o menino deve ser tão lindo e adorável quanto às irmãs.

— Obrigada.

— Os senhores estão sozinhos? Não querem sentar um instante conosco? – Edward ofereceu.

— Agradecemos o convite, mas já estamos nos retirando, vamos voltar ao chalé e aguardar os fogos de lá. – Lorenzo falou.

— E somos somente nós dois. – Claire disse. – Sempre fomos...

A sentença me deixou intrigada, mas não quis ser indelicada e perguntar, porém ela não hesitou em esclarecer a questão.

— Lorenzo e eu não fomos agraciados com as alegrias da paternidade. Por isso não resisti quando os vi com as bebês. E tão pouco pude deixar de me emocionar ao saber que uma delas tem o nome igual ao meu.

— Sentimos muito. – Disse sinceramente.

— Realmente não era para ser. – Suspirou. – Mas meu Lorenzo e eu vivemos uma vida muito boa. – Ela sorriu para o marido que retribuiu afável. – E o mundo trata de acertar os ponteiros, nem sempre do modo que esperamos, mas ainda sim de um jeito especial. Pois vendo sua filha posso imaginar que não só ela, mas outras milhares de Claires espalhadas por ai tem um pouco de mim. Assim como vários Lorenzos. – Sorriu e foi impossível não acompanhá-la.

— É uma maneira bonita de pensar. – Pontuei. – Pois a certo aspecto nunca estamos completamente sós. Sempre compartilhamos com as pessoas semelhanças que podem ou não vir a ser especiais. Como nomes, datas de aniversários, locais de nascimento, etc.

— Exato. E foi realmente um prazer conhecê-los, desculpem o incomodo e as divagações de uma velha.

— Não tem pelo que se desculpar. – Edward afirmou.

— Desejamos que sua família tenha um excelente ano novo. – Claire falou e Lorenzo assentiu.

— Igualmente. – Falei. – E se nos reencontrarmos durante os dias em que permanecermos na pousada, não hesitem em falar conosco, adoraremos tê-los em nossa companhia.

— E apresentá-los ao nosso outro filho. – Edward completou.

— Será um prazer. – Lorenzo respondeu. – Boa noite e feliz ano novo.

— Feliz ano novo. – Respondemos enquanto eles se retiraram.

Não trocamos mais palavras até as meninas terminarem de mamar e nos revessarmos para colocá-las para arrotar.

— Você ficou mexida com a história deles, não é? – Edward comentou.

— Sim. Em qualquer outro momento já me afetaria. Mas nesse estágio, não tenho como ficar imune. – Afirmei. – É impossível imaginar a vida sem nossos filhos. Ainda que eles tenham vindo de surpresa. Eu sempre soube que queria ser mãe.

— Eu também. Como não sabemos toda a história, não podemos afirmar que eles não tentaram adotar, por exemplo. Mas ainda sim, por mais que te ame, sei que o sentimento aumenta por conta nos nossos filhos.

— É o que sinto também. Você não é apenas o homem da minha vida, mas também o pai dos meus filhos. O companheiro com quem vou criá-los.

— Eu te amo.

— Te amo.

Aproveitamos a proximidade das cadeiras para trocar um leve beijo e quando as meninas arrotaram decidimos ir olhar as crianças que sem surpresa alguma estão se divertindo bastante.

— Nós temos muito pelo que agradecer. – Edward sussurrou enquanto embala Katherine de volta ao sono. – Ao ano que passou e a expectativa do que está por vir.

— Temos sim.

Concordei aconchegando a cabeça em seu peito, ninando a Claire e observando o Miguel brincar...

Achamos que acabaríamos passando a virada no chalé, por conta das crianças cederem ao sono, mas pelo visto o cochilo da tarde ou a extrema energia os mantiveram acordados sem problema algum.

Perto da meia-noite fomos guiados para assistir a queima de fogos que ocorrerá na direção do lago.

Atentos, protegemos os olhos e ouvidos das meninas para que não se assustem com toda a agitação e também ficamos um pouco mais distantes, aproveitando realmente o momento em nossa bolha.

Na contagem final Miguel e Mia ficaram a nossa frente, com Kath nos meus braços e Claire no de Edward, que usou o livre para rodear meu corpo.

Fechei os olhos por um instante agradecendo as bênçãos e pedindo por novas e no momento que os fogos começaram senti os lábios de Edward nos meus.

— Feliz ano novo Heart.

— Feliz ano novo Dream.

A partir daí abraçamos nossas filhas, enquanto Miguel e Mia se abraçaram também. E depois abraçamos cada um deixando que a seu modo comemorem com as meninas.

Dessa forma o ano de 2015 começou com todas as expectativas de ser um excelente ano para todos nós...

O primeiro dia do ano amanheceu preguiçoso, mas como nos programamos para sair, acabamos vencendo a preguiça e após saborear um reforçado café da manhã seguimos para a cidade a fim de aproveitar as maravilhas do local.

Levamos as crianças para visitar a fazenda de Hildene Farm em Manchester, especializada na produção de queijo de cabras.

Confesso que fui a primeira a ficar com receio de experimentar a iguaria, mas no fim o alimento típico se mostrou muito gostoso. Além do fato de vermos vários outros animais e aprender sobre as peculiaridades que a região tem.

Almoçamos por lá mesmo e ao fim do passeio voltamos cheios de potes com doces e queijos para levar de presente aos nossos familiares e amigos.

Encerramos a tarde apreciando um passeio de trenó na Mountain Valley Farm. Agasalhei bastante não só as bebês e as crianças, como a Edward e eu também, pois queria aproveitar, sem correr o risco de qualquer um de nós adoecer depois.

O passeio foi maravilhoso, as paisagens pelas quais passamos simplesmente encantadoras, o tipo de coisa que só vemos na televisão e achamos que não é real. E mesmo enxergando pessoalmente, em alguns momentos ainda é possível duvidar de tamanha maravilha.

Ao fim do dia voltamos ao chalé e preparei um jantar reforçado. E como na primeira noite Edward e eu ficamos nos entretendo com as crianças até a hora de dormir...

O programa da sexta-feira teve um único destino, a estação de esqui Killington. Apesar de eu mesma não poder esquiar, foi divertido ver Edward e Miguel aproveitando o esporte novamente e ensinando a Mia, que nunca tinha esquiado, a apreciá-lo também.

Edward e eu até brincamos que esquiar parece estar virando parte da tradição da viagem de ano novo, já que ano passado quando fomos ao Canadá, esquiamos também.

Porém aproveitamos para comentar sobre a possibilidade de o próximo destino de viagem ser para algum país em que esteja calor no fim do ano, talvez algum lugar da América do Sul.

Temos o ano inteiro para nos planejar, mas é gostoso pensar que ao fim do mesmo partiremos mais uma vez para um destino novo prontos para aproveitar ao máximo tudo que tiver a oferecer.

Almoçamos na estação de esqui, já que a parte da manhã foi bastante voltada ao treino e na parte da tarde colocaram em prática tudo que aperfeiçoaram até então. E para não dizer que não fiz nada de diferente, quase ao fim do dia Edward ficou com as gêmeas para que fizesse o passeio de teleférico ao lado da Mia e o Miguel.

Quando retornamos a pousada optamos por saborear o jantar oferecido pela mesma, apesar de não ter me cansado como eles, Edward fez questão de apreciarmos a refeição vespertina daquele modo e não me opus.

Assim quando entramos no chalé foi somente a tempo de dar banho nas crianças e colocá-las para dormir, devido ao cansaço do dia agitado e divertido.

Nem Edward e eu demoramos muito a adormecer, enroscados um no outro apreciando ao máximo não só a companhia, mas principalmente a sensação sublime do momento...

— Elas não podem mesmo comer nadinha de bolo? – Miguel perguntou enquanto come mais um pedaço da sua própria fatia.

— Não meu bem. – Expliquei novamente.

— Miguel, se a tia Bella está comendo o bolo e depois a Kath e a Claire vão tomar o leite dela, é como se comessem também. – Mia falou dando sua interpretação do assunto.

— Acho que a Mia tem toda razão filho. Mas não se preocupe, ao seu modo, suas irmãs estão aproveitando tanto quanto nós.

— Espero que sim papai, porque esse bolo está realmente muito gostoso. – Afirmou.

— Obrigada meu lindo, fico feliz que gostou.

Como vamos embora amanhã, decidimos curtir o último dia de um jeito mais tranquilo, apenas aproveitando os lazeres da pousada e já que hoje oficialmente as meninas fazem um mês de vida, aproveitei para fazer um bolo e celebrarmos o marco.

Edward e eu não pretendemos fazer grandes estardalhaços ao longo dos meses, tanto que o bolo que fiz foi bem simples, mais para saborearmos como sobremesa, porém por conta de toda a especialidade do momento, acabamos optando por celebrar esse primeiro mês.

Depois que terminamos de comer o bolo nos reunimos na sala para assistir a um filme da escolha das crianças, mas é claro que Edward e eu acabamos curtindo tanto quanto elas.

E em meio à sessão não pude deixar de recordar da primeira vez que Edward e eu fomos ao cinema juntos, no dia do seu aniversário em 2006.

Aquele dia, como vários outros da nossa história, está marcado em minha mente de modo inesquecível, o que me fez pensar também nos planos que tenho para mais tarde e como espero que o momento entre para o ranking das boas memórias.

O dia correu tranquilo, coroando muito bem o fim da viagem.

À noite, Edward e eu demos banho nas meninas, depois em separado na Mia e o Miguel. Amamentei minhas pequenas ao mesmo tempo em que Edward coloca as crianças na cama, mas quando acabei o deixei incumbido de colocar as duas para arrotar enquanto segui ao outro quarto para dar boa noite ao meu filho e sua amiga.

Confirmando que ambos estão bem e agasalhos, beijei a testa do Miguel.

— Boa noite meu bem.

— Boa noite mamãe. – Respondeu já bem sonolento.

Sorrindo fui até a cama da Mia.

— Boa noite minha linda. – Beijei sua testa.

— Boa noite tia Bella. Obrigada por me deixar viajar também. Eu amei.

— Não tem de que querida. Nós também amamos que tenha vindo e saiba que sempre que possível a traremos conosco. – Afaguei seu cabelo, depois a deixei dormir.

De volta ao nosso quarto, encontrei Edward saindo do banho.

— A Mia agradeceu por ter viajado conosco. – Comentei.

— Ela também me agradeceu.

— Ela é tão linda. Se não soubesse que seus pais a amam, como amamos nossos filhos, ia querer pegá-la para nós. – Brinquei.

— Poderemos desfrutar da sua companhia sempre que quisermos Heart. Não se preocupe. – Assenti.

Passei por ele indo direção ao banheiro, mas quase desfaleci quando o vi tirar a toalha ficando nu.

— Edward?

— Sim.

— Você pode levar as meninas para dormir com as crianças, por favor?

— Posso, mas, por quê?

— Porque tenho algo em mente para nossa noite e será melhor que elas não estejam no quarto...

— Bella...

Não o deixei concluir, entrando no banheiro trancando a porta e seguindo com o plano.

Não temo deixar as meninas tirarem o primeiro sono no outro quarto, pois elas estão estabelecendo uma rotina segura. Então como acabaram de mamar, não despertarão até ao menos uma ou duas horas da manhã, dando-nos tempo mais do que suficiente.

Mais cedo deixei tudo que precisarei aqui, ou seja, quando abrir a porta para voltar ao quarto estarei pronta.

Tomei banho calmamente, após a ducha me hidratei e perfumei com esmero. Por fim me vesti com a peça comprada especialmente para essa ocasião.

Olhei-me no espelho e gostei do que vi.

Confiante dos meus planos abri a porta do banheiro enxergando Edward deitado na cama, porém ele imediatamente inclinou o corpo quando me viu.

Porra Heart. Isso é maldade.

— O que? – Questionei calmamente parando no vão da porta.

— Você. Você...

— Eu?

— Todos os dias você é praticamente impossível de resistir, mas desse jeito é covardia.

— Não entendo o motivo de precisar resistir...

— Bella. – Pronunciou meu nome como se estivesse falando com uma criança que precisa entender uma negativa. – Seu resguardo ainda não acabou. Hoje literalmente tem trinta dias que as meninas nasceram.

— Eu sei. Você tem razão, mas só até certo aspecto, pois não sabe de tudo.

— Tudo o que?

— Eu perguntei a Carmen o que constitui os dias de resguardo e ela me explicou. – Desencostei da porta caminhando até a cama. – Ela falou que é recomendável que o corpo não receba a penetração durante os primeiros quarenta dias após o parto, por conta dos esforços e também para que os órgãos possam se estabilizar novamente sem pressão.

— Sim...

— Ela falou também que o tempo é necessário para que a mulher recupere a libido, com isso algumas levam até mais do que os quarenta dias, mas outras a recuperam em menos tempo, ainda mais se tiverem, por exemplo, o apoio do parceiro...

Heart...

— Assim entendi que realmente é recomendável e seguro aguardar o mínimo de quarenta dias para fazer tudo, mas também não posso negar que minha libido já está de volta. – O vi engolir em seco. – Então pensei, será que não tem nada que possamos fazer por enquanto? Será que tudo é realmente proibido? Mas descobri que um ponto muito importante não tem problema algum em acontecer.

— E qual é?

Eu posso gozar Dream. Não posso transar, mas posso usufruir de inúmeros orgasmos...

Heart...

— E quando a Carmen esclareceu isso imediatamente lembrei o quão bons somos em fazer o outro gozar sem penetração.

— Com certeza somos.

— E me lembrei de quando éramos adolescentes nos descobrindo juntos, antes de perdermos a virgindade.

— Ah, eu recordo bem daqueles tempos.

— E eram tão bons, não é? Tudo que fazíamos a expectativa do que estava por vir. – Subi na cama engatinhando até ele. – E sabe uma coisa que nunca mais fizemos?

— O que?

Sexo nas coxas. — Praticamente ronronei. – Como daquela vez no banho na minha antiga casa. Quando você se masturbou entre as minhas pernas e gozou. – Passei por cima do seu corpo ficando montada em seu colo.

Caralho Bella.

— Então. – Lambi seus lábios. – Você topa relembrar os velhos tempos?

— Eu topo qualquer coisa que você quiser mulher. Eu te amo. – Sua mão agarrou meu cabelo do jeito que só ele tem permissão para fazer. – E vou amar encher seu corpo de orgasmos até que esqueça quem é.

Eu te amo Dream.

Minha declaração foi engolida por um beijo quente, saudoso e até mesmo um pouco desesperado.

A mão livre de Edward logo correu para a minha bunda apertando a carne e me fazendo gemer em seus lábios. Porém não deixei por menos infiltrando as minhas pela sua camiseta arranhando o peitoral.

Nossos lábios se separaram por um milésimo de segundo para a camiseta deixar seu corpo, mas rapidamente voltaram a se buscar de modo urgente.

Suguei sua língua e senti seu membro crescer animado. Ele mordeu meu lábio inferior e gemi entre o beijo notando minha calcinha molhar.

Apesar de não querer parar os beijos, por sabermos que hoje poderemos aproveitar mais além, acabamos desfrutando dos nossos lábios.

Ele levou os seus ao meu pescoço e se tivesse qualquer resistência à mesma cairia por terra agora, pois ele sabe o quanto amo isso e sabe mais ainda como me enlouquecer.

— Edward...

Seus dentes se juntaram a língua e rebolei em seu colo tamanha urgência.

— Dream.

— Que saudade estava dos seus gemidos.

— E esses são só os primeiros.

— Vou garantir que sejam.

Suas mãos ávidas puxaram o tecido da minha camisola e ergui os braços para ajudá-lo na tarefa. Olhando-me nos olhos tocou o sutiã.

— O que eu posso fazer?

— Eles não são área proibida. – Respondi sincera. – Mas acho que ainda não estou pronta para me desapegar totalmente.

— Entendi Heart. Pode confiar em mim.

— Com a minha vida.

Ele beijou cada seio por cima do tecido, depois baixou as alças com os dentes e passou a lamber ao redor do sutiã, por cima, por baixo, só então abriu o fecho retirando a peça por completo.

Voltou a beijar e lamber todo o seio, só não tocando nos mamilos, por fim me levando a loucura ao juntá-los para lamber o vão já não existente...

Dream. Isso. É muito bom. Eu...

Ah Heart, sabe do que estou lembrando agora?

— O que?

Do dia que fodi essas delícias. Você lembra? — Lambeu novamente a junção.

Porra sim!

— Em breve faremos isso de novo. – Prometeu. – Muito em breve.

Eu vou gozar...

Vou gozar como uma adolescente no início da juventude...

Meu corpo começou a dar os sinais, porém fiz meu cérebro assumir o controle, pois tenho outros planos antes de sucumbir ao precipício.

Puxei Edward para um novo beijo e esfreguei nossos corpos com vontade, o sentindo engolir um impulso entre meus lábios.

Ao nos separar foi minha vez de apreciá-lo. Beijei seu maxilar com o início de barba por fazer, desci a língua para o seu pescoço logo chegando ao seu peito.

Deixei um beijo carinhoso sobre o coração e pelo canto do olho o vi sorrir emocionado, mas não deixei a aura leve me dominar, prosseguindo com a missão de desnorteá-lo.

Quando alcancei o cós da calça não me fiz de rogada em tirá-la junto à cueca deixando-o nu em toda sua beleza.

Ah merda. – Falou quando segurei seu membro quente e duro.

Você é tão gostoso. É impossível resistir a você.

— Olha quem fala.

— Não, mas você é... – O lambi da base à cabeça.

Caralho Bella.

— Doce. — Lambi o pré-gozo.

— Quente. — Chupei a cabeça.

— Duro. — O masturbei.

— Grosso. — Apertei a base.

Heart, assim eu não aguento. Não depois de tanto tempo sem te sentir.

— Não aguente. Porque eu também não vou. – O chupei engolindo o máximo que consigo.

Bella, porra! Engole. Merda. Assim. Me engole com essa boquinha gostosa.

Não deixei de chupá-lo um instante, relaxei a garganta e continuei sugando até onde é possível, enrolando a língua e o levando ao delírio.

— Não para Heart, não para! Chupa meu pau. Desse jeito. Mete todinho. Ah merda! Delícia de boca gostosa do caralho!

— Boca que receberá toda sua porra. Assim que você gozar.

— Bella...

Sua mão direita agarrou meu cabelo e o deixei conduzir as coisas para que alcance seu prazer.

Ele gozou bem, senti todo seu corpo relaxar e como prometido engoli tudo sem deixar uma gota sequer escapar.

Quando terminei subi beijos pelo seu corpo e ao encontrar sua boca fui arrebatada por um beijo faminto e voraz, que foi quebrado somente para Edward sussurrar no meu ouvido.

— Agora você vai levantar. Tirar a calcinha. E sentar na minha cara.

— O que? – Gaguejei.

— Você ouviu Heart. — Pronunciou olhando nos meus olhos. – Tira a calcinha e senta em mim. Pois é assim que vou te fazer gozar.

Se já não tiver me desmanchado agora, mal posso esperar para usufruir da sua promessa quente...

Como uma menina obediente levantei com cuidado, ele segurou minhas pernas e tirei a calcinha jogando em sua direção, ele cheirou o tecido e apertou minhas panturrilhas me puxando para si, cai de joelhos, mas sem machucar-nos.

— Senta na minha cara Bella, agora!

Não hesitei em acatar seu pedido ou ordem, nesse momento pouco importa, o que interessa é que movi as pernas rodeando a cabeça de Edward e ele me puxou fazendo com que fique realmente sentada sobre o seu rosto.

Ah, quantas saudades senti dessa bocetinha fogosa.

Falou em frente a minha entrada arrepiando meu corpo.

Senti falta do seu cheiro. — Passou o nariz entre as minhas coxas.

Do seu gosto. — Moveu a língua pela entrada.

Da forma que fica molhada quando te toco. – Beijou meu clitóris.

Mas especialmente senti falta da sensação maravilhosa que é você gozando na minha boca.

Edward...

— Você vai Heart?

— Sim.

— Vai lambuzar todo meu rosto com seu mel?

— Oh, sim. Sim. Isso.

— Mal posso esperar.

Ele começou a me chupar e agarrei a cabeceira da cama com medo de cair, sei que é um medo infundado, mas diante das sensações do meu corpo, a proximidade ao precipício de emoções pode ser capaz de me levar além.

— Edward, ah meu Deus. Tão bom. Continua. Assim. Isso. Isso. Ah. Ah...

Sua boca está fazendo miséria comigo, chupando, lambendo, sugando, me tomando como verdadeiro dono, o que de fato ele é.

Sua língua passeia pelo meu clitóris, estimulando o músculo, mas logo volta a minha entrada simulando uma penetração que não deixa nada a desejar as sensações provocadas.

Suas mãos apertam minha bunda não deixando nenhum espaço entre nós.

Como se fosse querer me afastar dessa profusão de prazer...

— Dream. Você. Isso. Edward. Ah meu. Não. Não. Não. Não para!

Os dedos dos meus pés contraíram, minhas pernas intensificaram o aperto ao redor dos seus ombros e minhas mãos estão brancas de tão forte que estou pressionando a madeira da cama, mas já aguentei demais.

Edward quase me derrubou ao brincar com meus seios, depois quando me embalou com o seu prazer, e agora simplesmente não consigo mais conter o meu.

— Eu vou. Eu vou.

— Vem Heart, se joga. Eu estou aqui para te pegar.

Não precisei de outro estímulo para ceder às pressões do meu corpo e deixar o orgasmo me atingir de forma arrebatadora...

Pensei que fosse desmaiar e por alguns segundos acredito ter ficado um pouco inconsciente, já que quando dei por mim foi com Edward ajeitando meu corpo ao lado do seu, não mais sobre o seu rosto, mas deitado na cama.

— Você está bem? – Perguntou carinhoso alisando meu rosto.

— Melhor impossível.

— Eu também. – Sorriu. – Você é incrível Heart, eu te amo.

— Eu te amo Dream.

Nos beijamos calmamente saboreando o momento e ainda entre os seus lábios murmurei.

— Nós ainda temos um tempo antes das meninas acordarem. – Pisquei.

E não precisei dizer mais nada para instigá-lo há aproveitar um pouco mais...

Sorrindo entre seus lábios conclui que esse ano que acabou de começar tem tudo para ser recheado de momentos extraordinários e os aproveitaremos sem medidas...

CONTINUA.

Notas finais
N/A: Ai meninas, eu amei tanto escrever esse capítulo, por isso espero de coração que gostem também. Esse foi o primeiro que escrevi ao decidir a volta, como informei nas notas do anterior, os outros dois foram escritos em meio há esses anos espaçados, então somente voltei a me envolver com a estória e esses personagens a partir dessa narrativa e não poderia estar mais feliz. Novamente trouxe as comemorações de natal e ano novo, porque além de amar as datas, sinto que eles também se entregam demais as mesmas. Nossas nenéns estão crescendo a cada dia mais lindas para brindar a vida dos pais e irmão. E a relação da Mia e do Miguel? Quais as apostas de vocês? Eu simplesmente amo a amizade desses pequenos. Foi delicioso reencontrar vários personagens amados, recordar momentos da jornada de Beward, o arzinho de nostalgia está no ar, não concordam? Além de a noite em si ter sido bastante divertida, como só esses louquinhos são capazes de proporcionar, e os sorteios foram realmente legítimos, na época da escrita até tuitei comentando sobre haha. E para fechar daquele jeito, nossa família continuou a tradição de viajar no ano novo e também foi tudo, né? Quanto às questões que a Bella disse sobre o resguardo e as restrições, é tudo verdade. Assim nosso casal pôde iniciar o ano muito bem. Agora imaginem o que aprontarão quando voltarem a fazer realmente tudo? Haha. E por hoje é isso, capítulo e notas longas, mas é que realmente não resisto ao embalo que essa fanfic tem comigo. Espero que estejam curtindo a volta, sendo assim, não deixem de comentar, quero muito ler suas impressões. Sigam-me no twitter: @KNRobsten. E até o próximo capítulo que virá dia 20/07. ~Kiss K Nanda.