Endless Love

53 2ª Temporada Capítulo 27 - E a Espera Termina


Notas iniciais
Boa noite a todas, talvez vocês nem se lembrem mais da existência dessa fanfic ou dessa autora, mas aqui estamos. Eu sou a Kah Nanda e essa é Endless Love... Quem é viva sempre aparece, não é mesmo? E como graças a Deus continuo vivíssima, finalmente voltei. Na postagem desse capítulo publiquei no meu perfil um texto explicativo sobre o tempo de hiato e a volta, para desse modo não tomar muito tempo aqui, porém no dia (17/07/22) o retirei, assim quem quiser lê-lo, basta pedir por MP ou acessar no meu twitter. Acredito que um título de capítulo nunca fez tanto sentido com um contexto como esse, mas quero que saibam que esse é o título original desde o princípio, acho que apenas casou de voltar justamente com ele... Apreciem Sem Moderação. Capítulo Postado Em: 01/07/22 – O comeback oficial de Endless Love...

... Nessa hora Jas saiu da sala, suado, com expressão de choro, mas também muito feliz.

— Nasceu, é uma menina.

Imediatamente choveram parabéns e abraços para ele e entre nós também em comemoração a notícia.

— Mas nos diga filho, como foi tudo? Alice está bem? E a neném? Quando poderemos vê-las? – Elisa o encheu de perguntas.

— Foi tudo incrível. – Afirmou. – Não tenho palavras para explicar direito. É uma sensação única. Tudo ocorreu bem, graças a Deus. Alice foi incrível. Eu não tinha ideia do quão forte ela poderia ser, digo isso não só sobre o parto em si, mas também no tanto que ela apertou minha mão. – Sorrimos com a situação. – Mas no fim tudo valeu a pena quando ouvimos o chorinho cheio de vida da nossa pequena.

— Eu sei como se sente filho, nada mais será como antes. A vida de vocês possui um novo sentido a partir de agora. – Pedro falou.

— Sim pai, tudo ganhou um novo significado. – Respondeu cheio de orgulho. – Eles já fizeram os primeiros exames e disseram que está tudo bem, a levaram para dar banho, porém logo ela irá para o quarto com Alice, que também está sendo cuidada. E informaram que assim que voltarem, serei avisado.

— Isso mesmo Jasper. Agora você também tem que tomar banho e se trocar para ficar pronto à espera das suas meninas. – Carlisle disse indicando onde deve ir fazer os procedimentos.

Esme juntou-se a Elisa e Pedro em uma confraternização de avós. Enquanto Rose e Emm se aproximaram de nós.

— Logo mais voltaremos para celebrar a chegada das menininhas de vocês.

— Sim Rose, falta tão pouco. Mal vejo a hora. – Respondi.

— E finalmente descobrimos que a bebê é menina. Imagino que junto à felicidade do nascimento, Alice deve ter comemorado saber que poderá comprar todas as coisas rosa existentes no mundo para a filha.

— Não tenho dúvidas disso Emm. – Edward confirmou. – Finalmente o mistério acabou. Mas será que eles já escolheram o nome?

— Boa pergunta. Talvez já tivessem escolhas prévias pensando em ambas as possibilidades. – Nessie comentou.

— Mas e vocês? – Rose indicou Edward e eu. – Já sabem os nomes que darão as gêmeas?

— Decidimos que cada um escolherá um nome, mas só definiremos ao certo quando elas nascerem e virmos seus rostinhos pela primeira vez. – Respondi.

— Vocês são espertos, assim não há discussão sobre quem escolherá e ambos estarão representados. – Emm falou e sorrimos em concordância.

— A senhora fez o mesmo comigo mamãe? – Meu pequeno questionou. – Esperou até meu nascimento para escolher meu nome?

— Não Miguel. A escolha do seu nome veio antes, em um momento muito especial.

— Agora fiquei curioso. E como foi isso? – Emm perguntou.

— Eu estava entre sete a oito meses de gestação e até então Miguel ainda não tinha mexido. Porém um dia comecei a cantarolar a canção que cantamos a ele na hora de dormir, porque estava envolvida em lembranças de Edward. – Sorri para o meu marido. – Foi ali que o senti mexer pela primeira vez. Nunca esqueci o momento ou a sensação. E imediatamente o nome Miguel me veio à mente, sempre achei um nome lindo e também o significado. E como escolhi o primeiro nome por conta de um momento em que me senti ligada ao Edward, decidi homenageá-lo colocando o segundo nome igual ao seu.

— Uma honra que nunca saberei como agradecer totalmente. – Edward falou dando um beijo em minha testa.

— Gostei como à senhora escolheu mamãe. Espero que tio Jasper e tia Alice escolham um nome bem legal também. – Miguel disse e assentimos.

Continuamos a conversar enquanto esperamos notícias e a oportunidade de entrar para ver Alice e a neném.

Um tempo depois Carlisle voltou informando que ambas já estão no quarto com Jasper e que logo seremos autorizados a entrar.

Os avós foram primeiro e sabendo que desfrutarão bem do momento decidimos ir até a lanchonete comer. Pois com uma grávida, uma criança e um Emmett, é sempre importante manter o fluxo de comida em dia.

Não demorou a Edward receber uma mensagem de Jasper dizendo que podemos ir. Seguimos até o quarto, Edward deu uma batida antes de abrir a porta recebendo uma afirmativa do novo papai, que se encontra em pé ao lado da cama enquanto admira Alice e o pequeno embrulho especial em seus braços.

— Hey pessoal entrem, vejam só. Eu tenho uma filha. – Alice falou com os olhos marejados.

— Não, não chore Alice.

— São lágrimas de alegria Rose. Mal posso acreditar que ela está mesmo aqui.

— Sei como é isso. – Afirmei. – Não paro de sentir essa emoção desde o dia em que o Miguel nasceu. – Dei um beijo no meu pequeno.

— Posso chegar mais perto tia Alice? Não consigo ver minha prima daqui.

— É claro meu bem. Todos vocês cheguem mais perto. Quero apresentá-los à Chloe Cullen Hale.

Quando vi o pequeno anjo que Jas e Alice acabaram de trazer ao mundo, meu coração se encheu ainda mais de amor.

— Ela é tão linda. Vocês acham que já conseguem notar características pessoais nela?

— Não sei ainda Nessie. Só consigo achá-la perfeita com todos seus pequenos membros e irradiando saúde. – Alice falou.

— Durante a mamada, comentei que achei seus olhos parecidos com os da Alice. Doces e ternos.— Jas disse e suspiramos diante das suas palavras.

— E eu respondi que acho que ela terá os cabelos do Jas. Olhem só como existe uma boa quantidade de fios loiros puxando o sangue dos Hale.

— Sim Alice, ela parece ser uma mistura perfeita dos Cullen e Hale. – Rose falou. – Quem diria irmãozinho? Você papai e me presenteando com uma linda sobrinha. Parabéns.

Rose abraçou o irmão ao mesmo tempo em que Edward deu um beijo na testa de Alice, sussurrando palavras de alegria para a irmã.

— Como vocês escolheram o nome? – Emm perguntou. – Conversávamos lá fora se vocês já pensaram antes em opções ou apenas deixaram ao destino. Assim como ela fez surpresa até o final.

— Sim Emm, pensamos em opções há um bom tempo. – Alice comentou. – Queríamos estar preparados de algum modo, já que nossa princesa quis se esconder até o último momento.

— É um nome lindo. – Elogiei. – Qual o significado?

— Significa folhagem nova, viçosa. – Jas explicou. – Assim como ela é para nós. Algo novo e que veio trazer muita prosperidade e alegria. – Concordamos.

— Alice, será que posso segurá-la um pouco?

— Claro Nessie. Achei que nenhum de vocês fosse pedir. – Respondeu gerando risos em nós. Enquanto Nessie se aproximou para pegar Chloe nos braços.

— Eu queria pegá-la, mas ela é tão pequenininha... – Miguel comentou.

— Hoje ainda não filho. – Edward pontuou. – Vamos aguardar um pouquinho, quem sabe quando sua tia for para casa. A partir dai você estará autorizado a pegar sua priminha.

— Mas olha aqui Miguel, você pode fazer carinho nela. – Nessie falou após ajeitar Chloe no colo.

Meu filho tocou delicadamente a mão da prima, enquanto Nessie cheira o cabelinho da neném suspirando.

— Isso me faz lembrar a primeira vez que o segurei assim. – Comentou com ele. – Você também tinha esse cheirinho especial que só os bebês possuem.

— Todos os bebês têm o mesmo cheiro? Sejam meninos ou meninas?

— Sim meu bem, porque é um cheiro especial. Pois ele provém do amor. – Respondeu. – Por mim ficaria com essa princesa nos braços para sempre, mas sei que não posso. Você quer segurá-la um pouco Rose? – Ofereceu. – Depois da Bella, você provavelmente será a próxima a trazer um bebezinho a nós.

Desse modo elas trocaram a bebê nos braços, então Rose respondeu.

— Deus abençoe que possa trazer um serzinho tão especial quanto esse um dia. Mas você também o fará Nessie, antes ou depois não importa.

— Você tem razão, mas é bom já ir treinando.

— Sim ursinha, vamos continuar a treinar. Hoje mesmo é um bom dia para prosseguirmos com o treinamento, em comemoração ao nascimento da nossa sobrinha.

— Emmett controle-se, têm crianças presente. – Rose o repreendeu.

— Pois eu apoio o Emm. – Alice falou nos surpreendendo. – Todos precisam viver as alegrias de ter um bebê e continuar praticando me parece uma ótima ideia para alcançar esse objetivo.

— Obrigado Alice. Só você me entende aqui. – Emm a abraçou. – E acho que também devo segurar um pouco minha sobrinha agora. – Disse estendendo os braços para receber Chloe. – Você é mesmo uma boneca. – Falou com a bebê. – Eu sou seu tio legal, pode contar comigo para tudo. E por sorte tem uma mamãe maneira também, que por ser minha defensora vai ganhar um presente bem especial.

— Não precisa de presente Emm... – Alice estava comentando, porém parou a frase no meio assumindo uma expressão chocada.

— Alice? Meu amor, você está bem? Está sentindo alguma coisa? – Jas a inquiriu preocupado.

Os presentes! Bella e nosso Chá?

— É mesmo. Não seria nesse sábado?

— Sim Nessie, seria, será. Já não sei mais. O que faremos agora? – Alice levantou a questão, deixando-nos sem ideia do que fazer.

— Alice tranquilize-se, primeiramente vocês terão que adiar o Chá. Pois por melhor que tenha sido seu parto e a presumida recuperação, você ainda não poderá fazer o tipo de esforço que uma festa dessas exige. – Edward pontuou. – Não sou obstetra, mas poderia recomendar que adiassem o Chá ao menos por uma semana. Você continuará tendo que fazer pouco esforço, mas até lá já estará apta a desfrutar mais do seu momento. – Explicou. – E se não estou enganado, daqui a uma semana já é o seu aniversário. Então você pode fazer o Chá no sábado e depois que as pessoas não tão próximas forem embora, cortamos um bolinho em família para celebrar.

— Edward deu uma ótima ideia meu amor. – Jasper falou. – Assim comemoramos seu aniversário e a chegada da nossa filha de uma vez só.

— Meu maior presente foi à chegada da nossa filha, mas de qualquer forma adorei a ideia. – Bateu palma já mais animada.

— Alice pensa só, você estava chateada por não ganhar presentes específicos, mas agora que a Chloe nasceu avisaremos a todas que o Chá será inteiramente para meninas.

— Bella você tem toda razão. Agora poderei ganhar todos os presentes de menina também. Esse dia só melhora.

— Alice, agora que você estará com uma recém-nascida em casa precisará de todo conforto e sossego possível. Então que tal mudarmos o local do Chá para o meu apartamento? – Rose sugeriu. – Assim Bella e você podem desfrutar da festa sem se preocupar com nada antes ou depois. Aceitam?

— Rose, tem certeza que não será problema para vocês? – Perguntei.

— Imagina Bella, será um prazer. Se vocês aceitarem, é claro.

— Por mim tudo bem, Alice?

— Essa ideia é perfeita Rose, muito obrigada. A todos vocês, pelas ideias e ajuda. Especialmente você irmãozinho.

— De nada, quero apenas o melhor para as mulheres da minha vida. – Piscou. – E Emm, será que agora o outro tio pode segurar um pouco a sobrinha? – Edward estendeu os braços para receber a bebê.

— Vai lá princesa. Esse é seu tio menos legal, mas as mulheres tendem a gostar dele, então provavelmente você também gostará.

— É claro que ela vai me amar, pois serei seu tio favorito. – Edward respondeu.

— Não creio que isso vá acontecer Edward. Chloe provavelmente não o terá como tio favorito.

— Como assim Jasper? – Edward questionou chocado. – Você vai dar apoio ao Emmett agora?

— O Jas tem razão Edward. Nesse caso Emm terá mais chances ao favoritismo como tio da Chloe. – Alice completou.

— E podemos saber por quê? – Perguntei.

— Você também Bella. Nem adianta querer o posto de tia favorita porque não o terá.

— Alice! – Exclamei. – Não que acredite nessa história de tios preferidos, mas vocês não deviam dizer essas coisas. – Pontuei. – Edward e eu somos tios como os outros e amaremos a Chloe igualmente.

— Jas é melhor falarmos logo. Antes que os façamos chorar. – Alice disse, enquanto Edward e eu nos olhamos.

— Tem razão meu bem. Vamos lá, Edward, Bella, estamos falando que vocês não serão os tios favoritos da Chloe, porque gostaríamos que fossem mais...

Irmãozinho. Cunhadinha. Queremos convidá-los para serem os padrinhos da Chloe. Vocês aceitam?

Olhei para Edward sem acreditar no que ouvimos.

Já emocionado, ele aproveitou para dar um beijo na testa da agora, afilhada.

— É claro que aceitamos. Isso é mais do que uma honra, não é Bella?

— Sim, imensamente. Vocês nos pegaram de surpresa, mas estamos muito felizes em aceitar o privilégio. – Trocamos abraços e agradecimentos com nossos novos compadres. Além de receber os parabéns da Nessie, Rose e Emm.

— Por favor, não se sintam excluídos. – Jas falou com nossos irmãos. – Mas sempre pensamos em chamar Bella e Edward para padrinhos do nosso primeiro filho ou filha.

— Sim, mas prometemos ter mais filhos para vocês apadrinharem. – Alice completou.

— Não se preocupem, entendemos completamente. Assim o posto de tio favorito é sem sombra de dúvidas meu, com Chloe e o Miguel. – Emm respondeu sorrindo.

— Sim Emm é... Espera aí. Como assim do Miguel? Eu também sou tio dele. – Jas contestou.

— Por isso mesmo afirmei que sou o tio favorito. Não é mesmo Miguel?

Eles entraram em um debate envolvendo meu filho, mas como sei que tudo não passa de brincadeira, não me atentei ao mesmo, ao invés disso aproveitei para ter meu tempo com minha afilhada.

A peguei dos braços de Edward, que foi mediar o assunto dos meninos, enquanto aprecio a princesinha.

— Alice obrigada. Prometo cuidar e amá-la assim como ao Miguel e as minhas meninas. – Prometi. – Até hoje só havia experimentado a sensação de ser mãe, mas agora que sou também uma madrinha, sinto algo tão esplendido quanto. Estou honrada de verdade.

— Eu sei Bella, não tem o que agradecer. E veja só, nossas meninas serão mais do que amigas e primas, mas agora também praticamente irmãs.

— Assim como nós duas, ou melhor, nós quatro. – Sorri para Rose e Nessie.

— Elas viverão tudo juntas. E se um dia tivermos nossas meninas também, elas irão guiá-las e protegê-las. – Rose falou.

— Exatamente. E um dia viverão momentos como esse que estamos compartilhando. – Nessie disse e concordamos.

Fiquei embalando Chloe até o momento que uma enfermeira entrou e disse que precisávamos ir.

Despedimo-nos a contra gosto, prometendo voltar em breve.

Ao sair do quarto soubemos que os avós já foram embora, portanto nos despedimos de Rose e Emm. Enquanto segui com Nessie até meu carro e Miguel acompanhou o pai.

Já em casa tivemos forças apenas para tomar banho e cada qual seguir para o seu quarto. Cansados, mas felizes diante da emoção do dia.

Dormi enroscada em Edward, da forma que ainda dá. Mas pensando que em breve passaremos pelos mesmos momentos sublimes que Jasper e Alice viveram hoje...

***

Alice e Chloe tiveram alta no sábado de manhã, mãe e filha passaram muito bem e precisaram ficar os três dias no hospital apenas por praxe e para que todos os exames iniciais fossem feitos, assim quando saíram já foi sem preocupações prévias, somente alegrias sem medida.

Durante os dias que passaram no hospital fizemos questão de visitá-las regularmente, não direi que tenho paparicado muito minha afilhada, mas também não negarei. E agora entendo Nessie e seu jeito ao mesmo tempo espontâneo e afetuoso com Miguel.

Depois de ser bem recebida e instalada em casa, Alice já colocou todos para trabalhar, assim passamos a semana finalizando as coisas do Chá. Quem mais ajudou foi Nessie, que resolveu adiar sua volta ao trabalho, assim tendo tempo disponível para auxiliá-la com os preparativos.

Alice também contou com o apoio de Esme e Elisa que estão mais do que satisfeitas em ajudar a cuidar da neta e auxiliar a jovem mamãe em tudo que precisar.

Um momento terno aconteceu quando Clare e Richard vieram conhecer a bisneta, assim que souberam do nascimento da mesma prontificaram-se a vir rapidamente.

A primeira visita ocorreu no dia seguinte ao parto e por sorte os encontrei quando estava fazendo a visita do dia. Ambos se emocionaram muito quando seguraram Chloe pela primeira vez nos braços. Agradeceram Alice por lhes proporcionar essa felicidade suprema e aproveitaram para enfatizar como continuam ansiosos para a chegada das minhas filhas.

Foi realmente um momento muito especial, nenhum dos dois queria ir embora, Clare afirmou que estaria de volta para o Chá e Richard disse que mesmo não sendo convidado para o evento faria questão de vir para curtir a bisneta e o bisneto que tanto ama.

Com tantas novidades e correrias a semana passou voando...

Por sorte conseguimos avisar todas as convidadas sobre a mudança do dia e também sobre a revelação da chegada da Chloe. Outra benção foi Rose ter cedido seu apartamento, pois de forma alguma Alice com uma recém-nascida poderia fazer uma recepção dessas em casa. E tão pouco eu com a correria do trabalho, já que estou adiantando o máximo possível de assuntos antes de tirar minha licença.

Além do que, precisávamos das casas livres para recepcionar nossas convidadas de fora da cidade. Angela e Siobhan, que chegaram ontem de Los Angeles. Mamãe e Charlotte, que chegaram essa manhã de Jacksonville.

E Alice também está recepcionando algumas convidadas, parentes do Jas. Ou seja, mesmo não tendo festas, ainda estamos com as casas cheias.

Enquanto termino de tomar um banho relaxante de banheira, Edward apareceu.

— Pena que só cheguei agora. – Falou me ajudando a sair e continuando o auxílio enquanto me seco.

— Não poderíamos aproveitar nada de qualquer forma. – Expliquei. – Pois não posso me atrasar para meu próprio Chá ou Alice me mata.

— Não creio que com a chegada da Chloe ela conseguirá se manter tão pilhada como antes.

— Estamos falando da Alice, lembra? Chloe nasceu em um dia que ela foi à boutique porque não conseguia ficar parada em casa.

— É verdade.

Ele sorriu e continuou me ajudando no processo de cremes e óleos próprios para a gestação.

Assim como na gravidez do Miguel tenho cuidado do meu corpo e pele com muito esmero. Minhas meninas crescem cada dia mais e como isso os cuidados não param. E uma das melhores partes é contar com a ajuda de Edward, pois suas mãos macias e firmes ao mesmo tempo, atribuem aos cuidados um prazer sem igual.

— Além do que. – Prossegui o assunto quando terminamos os afazeres do banheiro seguindo para o quarto. – Estamos com a casa cheia. Não creio que seria muito cordial da nossa parte nos perder nos prazeres da carne, enquanto nossas convidadas chupam dedo.

— Isso quer dizer que por elas não poderem estar com seus parceiros, também teremos que nos abster?

— Tipo isso. – Pisquei. – Mas prometo que assim que estivermos a sós, o compensarei de forma bem especial. – Toquei seu peito.

— Você sempre compensa. – Pegou minha mão dando um beijo na palma. – Isso que me motiva a levantar todos os dias.

— Só isso, não é? Nada de amor, filhos e família?— Retruquei.

— Não, apenas isso. Mas talvez também sua bunda gostosa nesse vestido.

O elogio veio quando acabei de me aprontar, escolhi um vestido leve e confortável, aproveitando os últimos dias antes de o frio predominar, o modelo realça minha barriga sem incomodá-la, mas pelo visto está realçando também outras partes...

Virei para encará-lo.

— Ah não, com certeza esses seios também são ótimos motivos para levantar. E como levantam!

— Edward, deixa de ser safado!

— Tudo bem Heart vou parar, por agora.

— Certo, já é melhor do que nada. Agora vou descer, pois as meninas já devem estar esperando. E você? Quando vai à casa dos seus pais?

— Daqui a pouco, vou passar no Jas para buscá-lo primeiro e ai seguimos.

— Muito bem. Tenham uma boa tarde.

— Você também. Ganhe muitos presentes para as nossas filhas.

— Vou tentar. – O beijei.

Em seguida sai do quarto e ao chegar à sala como previ Angela, Siobhan e Charlotte estão a minha espera.

— Desculpa a demora, já podemos ir.

— Não tem problema Bella, sabemos que tem que se arrumar por três agora. Realmente é um processo demorado. – Siobhan falou.

Sorri em agradecimento e saímos em direção ao carro.

Conversamos durante todo o caminho e já que nossa casa não fica longe do apartamento da Rose e Emm, em pouco tempo chegamos.

Nessie, que veio na frente junto com a mamãe, foi quem atendeu a porta.

— Vejam só meninas. A outra mamãe da tarde chegou!

Fui saudada por beijos e abraços das presentes, Esme, Elisa, Clare, Alice e Rose, além de três primas dos Hale, as quais conheci no casamento da Rose com meu irmão.

— Chegou a tempo de assumir o posto de anfitriã. – Rose disse quando me cumprimentou.

— Certeza que o lugar não é seu? O apartamento está lindo Rose, nem sei como agradecer.

— Não tem o que agradecer. O dia de hoje é de vocês.

— Obrigada. E cadê a pessoa mais importante desse lugar?

— Eu?

— Não querida. Tenho certeza que Bella refere-se à Chloe.

— Isso mesmo Esme. Onde está minha amada afilhada?

— Aqui no moisés que a tia Rose preparou especialmente para a sobrinha. – Rose respondeu indicando o local e fui logo ver minha afilhada.

— Agora é assim? Ninguém liga mais para mim?

— Acostume-se Alice. Hoje ainda serei paparicada porque as meninas não nasceram, mas depois? Adeus. – Brinquei.

— Pois então vamos trocar. Eu volto a ficar grávida e você ganha às nenéns. – Ela disse e rimos. – Mas não, não troco a sensação de ter minha filha nos braços por nada no mundo. Além do mais, tenho que dizer, faz só dez dias que ela nasceu, porém não sinto falta alguma da barriga.

— Eu que o diga. Dormir já não é fácil há um bom tempo.

— Nem imagino como você está aguentando Bella, ainda mais com uma gestação dupla.

— Não é fácil Ang, mas vou levando.

— O mais importante é conseguir continuar fazendo sexo. Depois que essa parte acaba aí sim fica difícil aguentar.

Vovó!

— Clare!

— Ora essa vamos. Não se façam de puritanas, todas sabemos que é verdade. É só olhar para Bella. Vocês acham que ela estaria com esse aspecto tão feliz se já tivesse em abstinência? Eu afirmo que não.

— Clare tem toda razão. Passei por três gestações e todas só começaram a incomodar quando tive que abrir mão do sexo. – Mamãe falou.

Assim as mães presentes na sala começaram a comentar o conceito.

— Então nos tire a dúvida Bella. A felicidade continua sim ou não?

— Tenho que confessar Rose, elas estão certas. Minha satisfação nesse âmbito continua mais que do bem.

— Ai parem com essas conversas. Lembrem-se que estou de resguardo.

— Concordo com a Alice. Estou quase na mesma situação e não está sendo fácil, então vamos mudar de assunto. – Nessie falou e rindo dispersamos para outras conversas.

As convidadas começaram a chegar, munidas de felicitações, presentes e a expectativa de conhecer Chloe.

Espero ter a mesma sorte que Alice, pois Chloe é uma bebê tão tranquila, passa de braço em braço sem estranhar nenhum. Apesar de que o Miguel também foi um bebê incrível, nunca tive do que reclamar. Com isso minha esperança aumenta para que as meninas sigam os passos do irmão e da prima.

Quando todas as convidadas chegaram iniciamos as brincadeiras e abertura dos presentes. Realmente nunca vi tantas coisas rosa e para meninas em um mesmo lugar. Ganhei coisas lindas de todas as convidadas, assim como Alice.

A tarde tem corrido divertida, muitos comes e bebes. Conversas e confraternização. Por isso fomos surpreendidas quando a campainha tocou.

— Quem pode ser essa hora? – Rose questionou.

— Não tenho ideia. Todas as convidadas já estão aqui. – Alice comentou.

— Quem sabe não é um presente especial para vocês. – Nessie falou caminhando para atender a porta.

E qual não foi sua surpresa e nossa, ao ver que o convidado misterioso é ninguém menos do que o Jake...

Os dois ficaram sem reação e até quem não sabe da situação percebeu o clima estranho.

— Oi.

— Oi Jake. – Me aproximei. – Que surpresa. Mas vamos, entre. – Falei tirando-os do transe.

— Senhoras desculpe a interrupção. Espero não estar atrapalhando.

— Imagina Jake, você é muito bem-vindo. Quer comer alguma coisa?

— Não Alice, obrigado. Realmente não vim atrapalhar, só passei para trazer os presentes das meninas. São meus e do papai. Como não conseguimos entregar antes fui incumbido de fazê-lo agora.

— Ah Jake, que lindo. Não acredito que vocês tiveram essa gentileza. – Comentei.

— Não podíamos deixar passar Bella. Apesar de não termos nenhuma mulher que nos represente, não queríamos ficar de fora.

— Você e Billy são incríveis. Isso é realmente muito gentil. – Esme falou.

— Obrigado tia.

— E como estamos sendo deselegantes. Para quem não conhece ou se lembra, esse é o Jake, meu primo querido. – Alice falou.

Por puro instinto ia completar dizendo que era também meu cunhado, mas no último minuto consegui me segurar e reverter à fala.

— E também padrinho do Miguel. Muitas devem conhecê-lo do meu casamento.

— Ou do meu. – Rose pontuou.

— E do meu. – Alice completou. – Acho que no fim todas devem conhecer o Jake.

Rimos da análise.

— Realmente não quero atrapalhar, aqui estão... – Ele tentou desconversar, mas Alice o interrompeu.

— Não Jake, você não pode ir embora agora. Ainda nem conheceu minha filha.

— Quero me desculpar por isso Alice, mas esses dias têm sido realmente puxados no trabalho.

— Tio Billy me contou, mas agora você não tem desculpa. Vamos, me acompanhe. Meninas, com licença. – Alice falou já puxando Jake em direção ao quarto da Rose e do Emm, onde Chloe dorme tranquila.

As conversas voltaram, Esme e Elisa tomaram a frente nas recepções, enquanto mamãe e eu puxamos Nessie para um canto reservado.

— Você está bem filha?

— Sim mamãe.

— Tem certeza Nessie? Você ficou tão calada.

— Acho que foi só a surpresa de vê-lo.

— Vocês não têm se falado filha?

— Não mãe. E se me dão licença vou ao banheiro. – Ela saiu sem nos dar chance de contestar.

Mamãe e eu nos olhamos e só balançamos a cabeça lamentando toda a situação.

— Vou ao quarto acompanhar Alice.

— Tudo bem querida, cuidamos de tudo por aqui. – Assenti.

Quando entrei no cômodo vi Jake com Chloe no colo parecendo abobalhado, enquanto Alice sentada na cama olha tudo também admirada.

— Hey, aproveitando minha afilhada? – Comentei me fazendo presente.

— Afilhada? – Contestou.

— Sim. Jasper e Alice deram a Edward e eu a honra de ser padrinhos da Chloe.

— É uma honra mesmo. Senti isso quando me convidou para ser padrinho do Miguel. Pena nunca ter podido segurá-lo em meus braços ainda nessa idade.

— Mas poderá segurar suas outras sobrinhas em breve. – Pontuei.

Sobrinhas? Suas filhas ainda serão minhas sobrinhas?

— Mas é claro Jake, que pergunta. Você é primo do Edward, um dos nossos melhores amigos, praticamente meu irmão, padrinho do meu filho. Quer mais o que?

— Olha só Jake, está bem na fita. Tem até mais títulos do que eu. – Alice brincou e completei.

— Somos uma família Jake. Isso não mudou.

— Obrigado às duas. Ouvir isso é realmente muito importante. – O abracei de lado e Alice apertou sua mão.

Nesse instante Chloe deu um suspiro mais profundo que estremeceu todo seu corpo.

— O que foi isso? Juro que não fiz nada.

— Não se preocupe Jake. Esse é apenas o indicativo de que ela despertará para mamar. – Alice explicou já pegando a filha nos braços.

— Opa, acho que essa é minha deixa.

— Vamos, vou com você. – Deixamos as duas no quarto, porém não consegui acompanhá-lo muito, pois logo fiquei com vontade de ir ao banheiro. – Jake, pode ir à frente, vou passar no banheiro, necessidades de grávida.

— Muito bem, realmente tem muitas mulheres aqui. Preciso fugir o quanto antes.

— Bobo. Só não vá embora sem se despedir. – Pedi e ele assentiu.

Entrei rapidamente no banheiro, fiz minhas necessidades, dei uma ajeitada no cabelo e sai.

Pretendia seguir de volta a sala, mas parei ao ouvir vozes vindo do escritório do Emm. Identifiquei logo como sendo Nessie e Jake, aparentemente exaltados.

— O que está acontecendo? – Rose surgiu ao meu lado.

— Creio que Jake e Nessie estão no escritório.

— Conversando?

— Acho que...

Jake me solta!— Fui interrompida pela voz da Nessie.

Imediatamente Rose e eu decidimos entrar.

— O que está acontecendo aqui? – Ela questionou interrompendo-os.

Diante da surpresa Nessie puxou o braço que estava entre a mão de Jake passando para perto da Rose.

— Nada, só estávamos conversando. – Ela respondeu.

— Tem certeza? Porque pelas vozes alteradas e a cena que presenciamos não estou tão certa disso. – Falei.

— É claro que sim Bella. Jamais faria algum mal a Nessie. Apenas estava pedindo que ela explicasse algo, mas não preciso ouvir novamente, pois já entendi muito bem.

— Jake, não foi desse jeito...

— Você está sabendo Bella? – Soltou a pergunta, mas prosseguiu antes que pudesse entender a que se refere. – Provavelmente sim.

— O que? Do que vocês estão falando? – Questionei.

— Sobre a Nessie ter se agarrado com aquele amigo de vocês, o tal Ponce. — Pronunciou com escárnio. – Bem que o Edward tinha razão em ficar com ciúmes. Ele não conseguiu nada com você, mas só esperou que estivesse fora da jogada para cair em cima da Nessie!

— Não foi assim. Já disse que fui eu quem o beijou. – Nessie contrapôs.

— Maravilha. Então devo concluir que você é a oferecida?

— Jake. É melhor medir suas palavras antes que se arrependa. – Intervi.

— Não acredito que estou tendo que ouvir isso. – Ela protestou. – Já não te devo satisfação, porém mesmo assim quis ser sincera e contar o que houve.

— E de que adiantou? Você queria me magoar? Porque se era isso saiba que conseguiu.

Nessie arfou e percebi que ela não esperava por essa, portanto a frase a impactou ainda mais.

— Muito bem. Porque não tentam acalmar os ânimos e conversar melhor depois? – Rose falou tentando apaziguar a situação.

— Não tem depois. – Jacob sentenciou. – Desculpe por presenciarem isso. Sei que estou na sua casa Rose e também atrapalhando seu chá Bella. Perdão novamente, mas meu tempo aqui já deu.

— Jake, não é assim. Vocês podem conversar a vontade, só tentem se acalmar.

— Não Rose, meu assunto com a Nessie já está encerrado. – Ele fez menção de sair, mas parou olhando para a minha irmã. – É mesmo o fim, não é? Não estamos apenas dando um tempo para pensar melhor nas coisas.

Nessie respirou fundo antes de responder.

— Não Jake, quando falei para terminarmos não era só por um tempo e sim em definitivo.

— E todos nossos anos juntos Nessie? Não significam nada? Não vamos mais voltar, é isso?

— Jake, se esses mesmos anos não foram suficientes para nos fazer continuar, porque seriam uma possível ponte para volta? – Vi no rosto dele o impacto das palavras.

Dói tanto o coração vê-los sofrer assim.

— Entendo. Vejo que estava interpretando a situação de modo errado, mas tudo bem. – Suspirou. – Estamos oficialmente livres para fazer o que quisermos e com quem nos der vontade. – Afirmou. – Desculpe pela reação de antes, você tem razão. Não somos mais nada um do outro e você é livre para fazer o que bem entender.— Ninguém ousou dizer nada e o silêncio se tornou opressor. – Bella, Rose, novamente peço desculpas por qualquer inconveniente que tenha causado hoje. Até depois, tchau.

Assim que ele saiu e fechou à porta, Nessie desabou na cadeira começando a chorar.

— Não Nessie, não chore.

— Não consigo Rose. Dói tanto vê-lo ir embora assim.

— Mas você vai ter que se acostumar querida. Se sua decisão é essa, precisa ser forte para mantê-la.

— Não sei se consigo. Eu o amo tanto. Como poderia não amá-lo? Estivemos juntos por tantos anos. Ele foi meu primeiro namorado, primeiro homem. Na verdade o único que tive em todos os sentidos. E agora simplesmente acabou...

— Ah meu bem. Se você se sente assim, então por quê...?

— Porque simplesmente não estava dando mais. Eu o amo e provavelmente amarei para sempre. Mas só isso não basta Rose, é preciso mais para um relacionamento existir.

— Sabemos disso Nessie e te apoiamos no que for, mas Rose tem razão. – Pontuei. – Vocês terão que aprender a conviver. Não digo que precisam ser amigos desde já, mas ao menos ter o mínimo de cordialidade quando se virem. – Enfatizei. – Vocês não podem esquecer que são padrinhos do Miguel, que pertencem a uma só família, portanto encontros assim não faltarão. – Alisei seu braço. – Sei que não é algo fácil, eu mesma já passei por isso quando voltei e ainda estava magoada com o Edward. E por saber como era horrível para todos a nossa volta conviver com o clima de hostilidade é que peço que tente dar o seu melhor.

— Sei que vocês tem razão. Foi minha culpa o que houve hoje, não deveria ter falado nada, ao menos não aqui.

— Isso já foi Nessie, não precisa se martirizar. Agora vamos voltar para sala e aproveitar a festa. – Rose falou e concordei.

— Vocês podem ir à frente. Quero ficar um tempo sozinha.

— Tem certeza? – Perguntei e ela afirmou. – Tudo bem, tome o tempo que precisar.

Desse modo Rose e eu saímos do escritório seguindo de volta à sala.

— É uma pena que eles estejam passando por isso. – Comentou.

— Sim. E o pior é que nenhum de nós pode fazer nada para ajudar.

— Realmente.

Chegamos à sala e tentei me entreter com o clima descontraído, consegui superficialmente, mesmo estando de corpo presente, meus pensamentos vagavam para outro lugar.

Ao fim de tudo o Chá ocorreu da forma que esperávamos e a noite os rapazes vieram nos encontrar para cortar o bolinho de parabéns da Alice.

Nesse momento me entretive mais, pois vi que minha irmã também se mostrou mais alegre. Porém sei que em seu interior as coisas demorarão a se alegrar completamente de novo...

A manhã de domingo passou de forma corrida, após o fim da festa todos seguiram para suas casas procurando descansar do dia cheio.

Em nossa casa levantamos consideravelmente cedo, pois precisamos levar Ang, Siobhan e Charlotte ao aeroporto, essa última não conseguiu um voo no mesmo horário dos meus pais, infelizmente tendo que ir cedo também.

Na volta seguimos direto para casa da Nessie, onde será o almoço, antes de papai e mamãe também irem embora.

A refeição em si foi agradável, Rose e Emm também vieram, o que só contribuiu para o clima leve.

No fim da tarde os homens reuniram-se na sala de TV para assistir a um jogo, mamãe e Rose envolveram-se em um assunto paralelo. Aproveitando tal ocasião, Nessie me chamou para conversar. Assim seguimos até seu quarto.

— Quero falar uma coisa com você. – Começou. – Algo que já tenho pensado há alguns dias, mas só firmei a decisão ontem.

— O que é? Está me deixando preocupada.

— É que decidi ir para Jacksonville.

— O que? Mas como? Você não pode ir assim Nessie, toda sua vida está aqui...

— Calma Bella, deixe-me explicar. – Pediu. – Não vou embora definitivamente, é só por um tempo, para ajeitar minha vida, me encontrar de novo.

— Mas Nessie. Por que dessa decisão? Por que voltar a Jacksonville?

— Porque preciso espairecer Bella. Vai ser bom deixar um pouco de lado toda a loucura de Nova York. – Deu de ombros. – Não pense que estou fugindo ou abandonando tudo por conta do que houve. A empresa oferece uma licença mais longa, você sabe. – Assenti. – No início não quis aceitar, achei que seria uma boa voltar logo ao trabalho, mas muita coisa mudou e preciso me adaptar de novo. E não sinto que conseguirei se continuar aqui.

— O término com o Jake mexeu muito com você não foi?

— Não só isso Bella. Eu perdi um filho. – Ela estremeceu e a puxei para um abraço. – Isso não é algo fácil de esquecer. – A senti começar a chorar.

— Eu sei disso irmã e sinto muito. Queria poder fazer algo para tirar essa dor de você. – Comecei a compartilhar não só seu choro, mas a certo modo, também sua dor.

— Você já fez. – Se afastou para nos olharmos. – Dando-me forças durante todo esse tempo. Abrindo as portas da sua casa e cuidando de mim. Não teria passado por nada disso sem sua ajuda, mas agora chegou o momento de seguir sozinha, em outro lugar.

— Você até pode ir para Jacksonville em busca de novos caminhos, mas nunca estará sozinha, pois esteja onde estiver eu sempre permanecerei ao seu lado.

— Obrigada Bella. – Abriu um pequeno sorriso. – Precisava que você entendesse o porquê da minha decisão. Te amo muito, sabia?

— Sim. Só não mais do que eu. – A abracei forte. – Mas você tem ideia de quando vai e quanto tempo pretende ficar?

— Se pudesse iria hoje mesmo com nossos pais, mas tenho assuntos a resolver antes de ir. Porém quero ir embora ao mais tardar até o fim da semana. E não tenho ideia de quando voltarei. A empresa me cede um mês, talvez fique até o final ou volte antes, o tempo dirá a hora certa.

— E nossos pais já sabem da sua decisão?

— Sim, conversei com os dois hoje de manhã, está tudo acertado. – Assenti.

— Sentirei sua falta.

— Eu também, mas sei que esse afastamento me fará bem.

— Assim espero.

Permanecemos no quarto por mais um tempo, até nos recuperamos para descer.

Quando o fizemos Nessie aproveitou para contar sobre a decisão aos outros presentes, houve todo tipo de comentário e até protestos, mas sua decisão permaneceu de pé.

Só espero mesmo que esse tempo consiga lhe dar as respostas que procura...

***

Ela foi embora na quinta-feira, depois de deixar tudo arrumado sobre questões da casa e acertar os papéis da licença na empresa.

Assim se despediu e partiu, ela decidiu ir de carro, disse que seria bom o tempo na estrada, que já ajudaria no processo de espairecimento e liberdade. Além do mais, seria bom ter a autonomia do próprio carro para locomover-se por Jacksonville...

Após duas semanas da partida da Nessie, ainda não me acostumei com seu afastamento. Apesar de saber que é temporário, dói pensar no por que ela teve que partir. E depois de ficar tantos anos fora, não me agrada à ideia de ficar longe das pessoas que amo, mesmo em circunstâncias distintas.

Quem também sofreu com o fato quando soube foi o Jake...

Na nossa costumeira reunião de sexta-feira, que naquela semana foi realizada aqui em casa, Edward e eu fizemos questão de chamá-lo. Foi à primeira reunião após o nascimento da Chloe e apesar do término com a Nessie, não queríamos que as coisas mudassem.

Como não deixo de enfatizar, somos mais do que amigos, mas uma família.

Quando chegou percebi seu olhar a espera de a qualquer momento ver Nessie entrar, mas com o passar da noite sua ausência mostrou-se mais do que evidente. Então tomei como minha a responsabilidade de contar a verdade.

Ele não expressou reação alguma, por um bom tempo permaneceu em silêncio total, ao fim disse apenas que desejava que ela estivesse bem seja onde estiver.

Ao fim da noite quando comentei com Edward, ele falou que conseguia entender pelo que Jake está passando, pois já viveu algo parecido durante nosso afastamento. Disse que não é fácil estar ao redor de tantos casais felizes e apaixonados, sabendo que a mulher amada não está ali também.

Fiquei ainda mais triste pensando nos dois, recordando como foram difíceis os anos longe de Edward, porém sempre tive como respaldo a presença do Miguel, sem contar o fato de não precisar conviver com as presenças constantes do amor perdido.

Só espero que ambos realmente encontrem consolo em algo até as coisas voltarem ao normal...

Tirando esses fatos não tão agradáveis, os dias até que tem corrido bem. Falo com Nessie todos os dias, ela sempre me responde animada, não decidiu ainda quando volta, mas tem aproveitado os dias livres o máximo possível.

Ao entrarmos em novembro completei o sétimo mês de gestação, durante a primeira consulta do mês, Carmen falou do bom crescimento das meninas e nos contou que nessa fase elas já começam a abrir e fechar as pálpebras e também a chupar os dedinhos. Foi um momento de grande emoção quando vimos no ultrassom uma delas praticando o ato bem diante dos nossos olhos.

Carmen disse também que a partir de agora nos veremos a cada duas semanas, porque em uma gestação múltipla depois do 7º mês os bebês podem nascer a qualquer momento. Assim minha outra consulta ficou para o fim dessa semana, mas graças a Deus minhas meninas se mantém bem comportadas e seguras aguardando a hora certa de chegar.

O que chegou também entre esses dias foi à comemoração do primeiro mês de Chloe. Que continua crescendo linda e saudável. Minha afilhada é realmente um doce, nunca vi bebê tão boazinha. Todos dizem que ela puxou a personalidade do Jas, e tenho que concordar, mas também faço parte do time que aguarda o momento em que ela começará a desenvolver um pouco do gênio de Alice.

Em contra partida a tranquilidade instalada na casa do jovem casal Hale, a minha vive dias de muita agitação e correria por parte de todos. Miguel está passando por mais uma fase de encerramento na escola, o que o deixa cheio de trabalhos e provas. Edward e eu fazemos o possível para ajudá-lo, mas não está sendo fácil já que também estamos atribulados com nossos trabalhos.

O hospital tem estado uma loucura ultimamente, Edward tem feito plantões mais longos e seguidos, tendo que sair vários dias mais cedo de casa e retornando mais tarde. Enquanto isso na empresa corro contra o tempo para deixar tudo organizado antes de sair de licença.

Conversei com meu chefe esses tempos e entramos no consenso de que será enviada uma pessoa para me substituir, ela chegará antes da minha saída para que a conheça e ensine os macetes do trabalho, desse modo estou aguardando sua chegada programada para hoje.

Enquanto termino de revisar uns papéis, sou tirada da função pelo toque do telefone.

— Nina.

Sra. Cullen, a senhorita que a senhora estava esperando chegou. – Ela só se refere formalmente quando o assunto é sério.

— Pode mandá-la entrar, obrigada.

Pois não.

Desliguei já levantando, ajeitei o vestido ficando a espera da moça.

— Com licença senhora Cullen, aqui está à senhorita Carter. – Nina entrou acompanhada da moça.

— Lilian Carter, muito prazer. – Ela disse estendendo a mão em cumprimento.

— Isabella Cullen e o prazer é meu. – Pontuei. – Nina obrigada, se precisa de algo lhe chamo.

— Tudo bem, com licença.

Ela saiu fechando a porta enquanto indiquei para a senhorita Carter sentar.

— Aceita alguma coisa? Água, chá, café?

— Estou bem assim, obrigada. – Sentei também.

— Tenho que confessar que estava ansiosa para conhecê-la. A filial de Nova York vai muito bem e isso é total mérito seu. – Corei com o elogio.

— Agradeço as palavras, mas existem muitos fatores que nos levam a essa posição. Durante meus anos em Los Angeles aprendi muito e ao vir para cá pude contar com o apoio de uma excelente equipe. Por isso tudo tem corrido tão bem.

— Concordo e isso me entusiasma e assusta ao mesmo tempo. Sei que poderei contar com grande suporte dos funcionários, mas também não será fácil substituí-la, ainda que por apenas alguns meses senhora Cullen.

— Primeiramente acho que não precisamos manter a formalidade, pode me tratar apenas por Bella.

— Está certo Bella. E você pode me chamar de Lily.

— Pois bem, quanto as suas preocupações, posso garantir que tudo dará certo. Nesses primeiros dias a acompanharei auxiliando em todo o necessário e depois quando tiver que me ausentar presencialmente ainda estarei disponível para tirar qualquer dúvida ou resolver uma questão de maior urgência. Somos uma equipe agora.

— Muito obrigada Bella, fico mais tranquila em contar com seu apoio. E você tem ideia de quando vai parar?

— Ainda não, estou com trinta semanas, mas como ainda me sinto bem e disposta não pretendo parar cedo, só caso algo mude de repente e minhas meninas precisem de mim.

— São gêmeas? – Assenti. – Que lindo. Parabéns pela gestação. São suas primeiras filhas?

— Não, já tenho um menino de sete anos. – Peguei uma foto sobre a mesa, com Edward, Miguel e eu, no aniversario do meu pequeno do ano passado. E lhe entreguei. – Esse é meu filho Miguel e meu marido Edward.

— Vocês realmente formam uma linda família. E se me permite dizer, seu filho é a cara do pai.

— É o que todos dizem. – Sorri. – Por isso torço para que alguma dessas duas nasça parecendo ao menos um pouco comigo. – Acariciei minha barriga. – Mas e você? É casada? Tem filhos?

— Não, para as duas perguntas. Sai de Los Angeles sem deixar nada para trás, meus pais moram em Connecticut e sendo filha única, eles ficaram até mais felizes com minha vinda. Por isso espero de coração que as coisas deem certo.

— Pode confiar que darão. Também não nasci aqui, mas desde que vim para essa cidade pela primeira vez minha vida só teve progressos. Apesar de ter passado bons anos em Los Angeles, Nova York sempre foi meu verdadeiro lar, espero que também encontre tudo o que procura.

— Obrigada Bella, que assim seja.

— Pronta para começar?

— Por favor, estou aqui para aprender.

Mudamos o foco da conversa direcionando-a aos tramites empresariais...

O restante do dia transcorreu de forma tranquila, Lily é muito dinâmica e trabalhar com ela parece ser bem confortável.

Na hora do almoço a convidei para se juntar a Nina e eu. Aproveitei para apresentá-las mais informalmente, criando uma convivência já que quando me ausentar elas lidarão diretamente uma com a outra.

Durante o almoço entre vários assuntos Lily perguntou sobre meus desejos de grávida, respondi sinceramente que não tive nenhum, particularmente estava até ansiosa por tê-los, mas no geral minha gravidez tem sido tão tranquila que nem por isso passei.

Depois desse instante continuamos a conversar tanto no almoço, como pela tarde, mas um fato não saiu da minha cabeça.

Fui sincera ao dizer da ausência de desejos alimentícios, mas há dias suspeito estar sofrendo da falta de outra coisa...

Com a correria em que nossas vidas se encontram, sem tempo livre nem aos fins de semana, Edward e eu estamos passando por uma abstinência sexual forçada e não planejada!

No dia do Chá comentamos sobre a satisfação de ainda ter sexo durante a gravidez, mas agora estou sendo forçada a abrir mão mais cedo do que o esperado.

Houveram vezes durante esses dias que acordei bastante excitada e necessitada, geralmente após sonhar com algo muito quente acontecendo entre Edward e eu, mas ao acordar, literalmente cheia de amor para dar, encontro meu marido dormindo tão profundamente, derivado do seu cansaço, que meu obrigo a acalmar os ânimos e deixá-lo usufruir as poucas horas de sono que está tendo.

Em outras vezes ao despertar encontro à cama já vazia, indicando quão cedo Edward teve que sair, mas devo confessar que nessas ocasiões foi inevitável não buscar alívio sozinha, geralmente lembrando o sonho e pensando em como seria bom realizá-lo ao vivo e a cores.

Mesmo assim ao fim de tudo continuo frustrada, lembrando a época em que vivia em Los Angeles e tive que aprender a me cuidar sozinha antes de entrar em combustão espontânea!

A satisfação vem, mas nada se compara a sensação sublime de compartilhar o prazer com o parceiro.

Foi então que percebi que além de sentir falta de Edward, tenho desejado sexo muito mais.

Será que meu único desejo de grávida é uma noite de sexo ardente com meu marido? E será que logo esse não conseguirei saciar?

Inacreditável!

Quando cheguei encontrei Sue e Miguel. Nesses dias em que Nessie está em Jacksonville, Sue tem vindo todos os dias, o que se mostrou mais do que perfeito. Já que ela tem nos ajudando não só com as coisas da casa, mas também com Miguel, buscando-o na escola e também nas atividades extracurriculares que participa.

A noite prosseguiu como outras, após Sue ir embora ajudei Miguel com suas lições e jantamos sem a presença de Edward, que novamente ainda está no hospital.

Ele chegou quando estava colocando o Miguel na cama, nos cumprimentou e percebi mais uma vez o semblante cansado. Deixei meus meninos sozinhos enquanto fui tomar banho.

Ao sair Edward informou que nosso pequeno já ressoa tranquilo. Então me ofereci para lhe fazer companhia enquanto come, para ao menos passarmos um tempo juntos.

Conversamos amenidades, inteirando-nos das vidas atribuladas do outro. Contei sobre Lily e nossa rápida interação. E quando chegou sua vez de tomar banho fiquei na cama esperando-o voltar, mas quando o fez não demoramos nada a pegar no sono...

Abri os olhos de forma letárgica, sentindo meu corpo ainda meio pesado da sonolência, mas aquecido pelo sonho recente...

Mais uma vez despertei depois de um sonho erótico com Edward, frustrada e não satisfeita!

Olhei para o lado encontrando meu pobre marido dormindo tranquilamente sem fazer ideia das situações pelas quais tenho passado.

Minha vontade de acordá-lo para colocar em prática o que acabei de sonhar é grande, mas sei o quanto o prejudicarei se o fizer perder essas horas sagradas de sono.

Chateada e sem mais vontade de dormir resolvi sair da cama e procurar algo para me entreter, vesti um robe de seda antes de sair, pois nos últimos dias tenho dormido apenas de lingerie, já que minhas camisolas e outros pijamas não cabem mais.

Apesar do tempo frio nosso quarto é bem aquecido proporcionando-me essa regalia, onde posso desfrutar de boas noites de sono, sem a preocupação de nada me incomodar.

Já fora do quarto caminhei para ver o Miguel e encontrei meu pequeno ressonando tão tranquilamente quanto o pai. Ao vê-lo é inegável notar como a cada dia fica ainda mais parecido com Edward. Sorrindo o cobri e sai do quarto resolvendo descer para a cozinha.

Comer será uma boa forma de tentar aliviar o tesão que ainda habita meu corpo.

Ao chegar mexi entre os armários e a geladeira procurando algo que salte aos olhos, no fim acabei ficando com fome, então preparei um lanche leve com fatias de pão integral e queijo branco, acompanhados de suco de caju.

Comi sem pressa focada apenas na missão de saborear meu lanche. Ao terminar lavei os utensílios que sujei, mas ainda não completamente satisfeita peguei o pote de sorvete e uma caixinha de leite condensado juntando ambos para comer, sentando de volta no banco do balcão da cozinha.

— Perdão minhas filhas, mas a mamãe realmente precisa disso agora. – Comecei a conversar com as minhas meninas. – Tenho me comportado tão bem durante toda a gestação pensando na saúde de vocês, mas nesse momento mamãe precisa do alívio que esses doces me darão. – Coloquei uma colherada na boca esperando receber uma resposta, algum sinal de que elas me ouviam, mas não houve nada. – Vocês devem estar dormindo bem confortáveis agora, não é? Talvez não tão mais confortáveis, já que o espaço tem reduzido gradativamente, porém sei que estão protegidas e é o que importa. – Pontuei. – Continuem assim até o momento certo de nascerem que depois continuarei cuidando e amando-as, só que aqui do lado de fora. – Voltei a comer enquanto continuo a conversa. – Isso é realmente bom, não é? Vale a pena quebrar as regras um pouco por algo delicioso assim. – Sorvi um pouco mais do sorvete. – Sabem quem também é delicioso? O pai de vocês. Ah, ele é muito delicioso, mas já faz algum tempo que não desfruto de toda aquela delícia. Estou realmente sentindo falta... – De repente ciente da situação comecei a chorar. – Perdão minhas filhas, que espécie de mãe eu sou? Falando das minhas frustrações sexuais com vocês. Espero mesmo que estejam dormindo e não ouçam essas besteiras. Minha necessidade é real, mas vocês não precisam saber disso. – Funguei colocando mais uma colherada na boca. – Não consigo entender porque estou assim, na gravidez do seu irmão passei os nove meses sem nada e fiquei muito bem. Porque agora tem que ser diferente? – Funguei de novo.

— Bella? – Virei o corpo vendo Edward, apenas de short, parado no vão da cozinha me olhando com uma expressão preocupada. – O que houve Heart? Você está chorando? Aconteceu algo com as meninas?

Ele se aproximou passando a mão na minha barriga e novamente não houve nenhum sinal.

Se elas não corresponderam ao toque de Edward, é porque com certeza estão dormindo, ainda bem.

— Não. Está tudo bem com elas. Tenho certeza de que estão dormindo. – Afirmei.

— Tudo bem. Então porque do choro? É algum outro desconforto?

— Não se preocupe estamos bem. Quer sorvete? – Ofereci enquanto saboreio mais um pouco.

— Não, obrigado. Porque está acordada há essa hora?

— Perdi o sono e não quis ficar na cama para não arriscar te acordar. Depois resolvi descer, ai fiz um lanche e agora estou aproveitando a sobremesa. – Informei. – O que não adiantou muito no fim, pois aqui está você. Desculpe ter te acordado. – Derramei mais um pouco de leite condensado no sorvete apreciando a mistura. – Nossa isso aqui é muito bom. – Praticamente gemi. – Tem certeza que não quer?

— Obrigado Heart. E não se preocupe sua movimentação não foi o que me acordou, mas sim sua ausência na cama.

— Desculpe. É que realmente precisava matar uma vontade...

— Entendo. Mas você ainda não me disse por que estava chorando quando cheguei. Era só felicidade por comer o sorvete ou tem outra coisa acontecendo que não me contou?

— O choro foi bobeira. Estava tentando conversar com as meninas, mas elas não me deram muita bola e ao perceber sobre o que falava comecei a chorar, nada demais.

— E qual era o assunto que te fez chorar? – Perguntou ao finalmente aceitar uma colherada do doce que levei até a sua boca.

— Você não vai querer saber...

— Com certeza quero. Tudo que está relacionado a você me interessa e se as meninas não te deram atenção. Quem sabe eu possa solucionar seu problema.

Ele realmente não faz ideia de como é o único que poderia me ajudar.

Dream não sei se...

— Vamos Bella. Não existem segredos entre nós, certo? – Assenti. – Vai, fala.

Respirei fundo e resolvi abrir o jogo.

De que adianta ficar escondendo a situação por mais tempo?

Além do que, se ele está disposto a ouvir, estou mais do que precisando falar.

— Ah, eu sou uma boba Edward. Você não vai acreditar, mas estava falando com as nossas filhas sobre nossa vida sexual. – Ou a falta dela no caso... – E quando percebi a situação comecei a chorar. Que espécie de mãe conversa sobre isso com as filhas ainda dentro da barriga? Sou uma tola mesmo.

— Bella, você não é nenhuma boba, tenho certeza que nossas filhas não se importariam em ajudá-la se pudessem. Mas diga-me, porque teve que vir a cozinha para conversar com elas? Quando poderia ter ficado lá na cama e falado comigo? Quem sabe talvez até praticássemos alguma coisa depois de conversar... – Beijou meu pescoço, mas o afastei delicadamente para que nos olhemos.

— Mas Edward, essa é a questão. Não podia falar disso com você, ou melhor, não podemos fazer.

— O que? Que história é essa que não podemos fazer? Você já tem se sentindo desconfortável, é isso? Porque se não for, não vejo motivos para negativa.

— Muito pelo contrário. Eu estou praticamente enlouquecendo. Há dias que não sonho literalmente, com outra coisa. Sinto sua falta Dream. Mas por conta dos seus plantões desenfreados e das atribulações da empresa não temos tido tempo para nós.

— Espera um pouco. – Assumiu uma expressão realmente confusa. – Acho que não estou entendendo o que está acontecendo aqui.

— O que está acontecendo é que tenho te desejado ardentemente Edward. Acho que esse é o meu desejo de grávida, o único que tive. Meu desejo é fazer amor com você. Mas parece também que será o único impossível de realizar.

— Bella desde quando você tem se sentido assim?

— Pouco mais de uma semana...

— Bella! Não posso acreditar nisso! – Se distanciou andando sem rumo pela cozinha enquanto mexe no cabelo. – Sei que nos últimos dias as coisas têm sido bem corridas e sinto muito por ter te negligenciado. Mas eu pensei que você precisava descansar, com tudo que tem acontecido, o fim da gravidez, a viagem da Nessie e nossos empregos.

— Edward foi exatamente o que pensei. – Apontei. – Você tem trabalhado tanto que não seria justo tirar horas preciosas do seu sono para matar minha vontade. Mas tem sido cada vez mais difícil segurar Dream...

— Heart, você acha que também não estou morrendo de saudades? Praticamente subindo pelas paredes? Nem vou contar quantas vezes tive que me aliviar antes ou depois do trabalho pensando em estar contigo de novo.

— Não acredito nisso. – Exclamei. – Edward, eu também tive que cuidar de mim mesma nesses dias após acordar de algum sonho quente e você não estar na cama para me saciar.

— Quão bobos somos? Um achando que estava fazendo bem ao outro, quando no fim estávamos só nos frustrando igualmente. Desculpe-me Bella.

— Também peço desculpas. – Permanecemos em silêncio por um instante. – E o que faremos agora? – Falei descruzando as pernas e tomando mais uma colherada do sorvete. Edward se aproximou até parar entre elas.

— Vamos ver. Estamos acordados, não só acordados, mas muito dispostos. Passamos por um grande martírio de insatisfação nesses dias. E posso ter ouvido algo sobre desejos de grávida... Segundo a história, o marido é o responsável por sanar todo e qualquer desejo que a esposa tenha durante a gravidez. Estou certo?

— Certíssimo em tudo. – Respondi sentindo meu corpo estremecer diante da expectativa.

— Pois muito bem. Acho que hoje finalmente vamos testar essa teoria. Topa?

— Só se for agora!

Sem esperar mais Edward me beijou e foi como ser resgatada de um afogamento. Não que tenhamos ficado em abstinência até de beijos, mas agora tudo é diferente. Estamos nos beijando com vontade, matando toda a saudade dos dias sem estar verdadeiramente juntos.

Entrelacei minhas mãos em seu cabelo e nuca, o puxei com as pernas contra meu corpo, o máximo que dá por conta da barriga, corpo que já arde em chamas na expectativa do que está por vir.

Ele começou a abrir meu robe infiltrando as mãos por meu corpo até chegar a minha bunda e apertá-la contra si.

— Ah Heart, que saudade. Como pudemos ser tão burros de nos privar disso?

— Não sei, só quero esquecer que esses malditos dias existiram e me concentrar em aproveitar você todinho.

Falei puxando o short e a boxer para fora do seu corpo libertando seu amigo que tanto senti falta. Voltamos a nos beijar enquanto começo a masturbar seu membro já bem disposto.

Edward retirou meu robe e aproveitou para tirar também meu sutiã, meus seios estão maiores, aposto que daqui a alguns dias já começarão a produzir leite, mas por enquanto continuam apenas servindo para meu prazer e de Edward.

Ele começou a massageá-los afetando meu baixo ventre diretamente, fazendo-me contrair em expectativa de mais. Passamos os beijos para nossos pescoços, até Edward chegar aos meus seios e começar a tratá-los com a boca.

— Papai estava com saudade de vocês, estava sim. E vocês também sentiram minha falta, não é?

— Pode ter certeza que sim, meus carinhos não são nada comparados aos que você me proporciona.

— Então me deixe cuidar deles direitinho.

E como ele cuidou...

Edward chupou meus mamilos prendendo-os entre os dentes, depois amaciou as carícias com a língua, praticamente mamando como um bebê esfomeado e não posso desejar mais.

Seu membro cresce sem parar na minha mão e apesar de já estar quase indo à loucura com o que ele está fazendo comigo, quero desfrutar de outras coisas que também senti falta.

Assim o afastei mesmo sobre protesto e com cuidado me ajoelhei olhando em seus olhos enquanto levo seu membro à boca.

— Ah Heart, porra! Isso. Que boquinha gostosa, assim...

— Sentiu falta disso como eu senti?

— Muita. Bati uma hoje de manhã pensando que você estava ali me chupando.

— É mesmo? – O acariciei. – E como eu fiz na sua imaginação?

— Desse jeitinho mesmo. – Falou enquanto passo a língua por toda a extensão lubrificando-o para facilitar meu acesso. – Depois você chupou, começando devagar, pela cabecinha e foi engolindo. – Pratiquei exatamente como falou, gostando da ideia de estar seguindo suas orientações. – Isso, isso, ai!

— E o que mais?

Você foi engolindo, o máximo que conseguia, subindo e descendo, apertando minhas bolas. Isso, porra!

Ai caramba como isso é excitante!

Minha calcinha encontra-se em estado lastimável no momento, enquanto Edward cresce cada vez mais em minha boca. Ele colocou uma mão na minha cabeça e com a outra se apoiou no balcão. E eu? Continuo a satisfazê-lo sabendo que logo seu clímax chegará.

Ergui os olhos para me deliciar com sua visão extasiada de prazer quando uma coisa me chamou atenção dando-me uma nova ideia.

Ergui uma das mãos pegando a caixa de leite condensado esquecida até agora. Tirei a boca do seu pau e Edward me olhou procurando entender o porquê da parada.

— Já ouviu falar que tudo com leite condensado fica mais gostoso?

— Bella, o que você?... Heart. Você não vai?...

Derramei umas gotas do líquido em seu pau, vendo-o escorrer pelo cumprimento, em seguida voltei a chupá-lo.

Edward sempre teve um gosto delicioso, um prazer de saborear, mas com essa mistura está ainda mais doce, não sei como conseguirei resistir.

Repeti o processo mais algumas vezes vendo-o quase se descontrolar. Ao perceber que seu orgasmo se aproxima larguei a caixa de leite condensado voltando a me dedicar inteiramente a ele.

— Eu vou... Meu Deus do céu! Heart. Caramba! Porra! Agora! Ah...

Edward gozou forte e intensamente, estremecendo todo o corpo. Engoli seu néctar com prazer em júbilo.

Depois de se acalmar, me ajudou a levantar aproveitando para sentar-me no balcão, nos beijamos carinhosamente.

Bella, Bella. Um dia juro que você ainda me mata.

Não diga isso nem de brincadeira.— Afirmei. – Não ficou comprovado que não podemos viver sem o outro? Eu morreria logo em seguida de combustão espontânea. – Brinquei e sorrimos cúmplices.

— Está certo, mas posso saber de onde tirou essa ideia do leite condensado?

— Por quê? Você não gostou?

— Bella. Se quase morri de tanto prazer, ainda tem dúvida do quanto amei? – Sorri. – Agora responde.

— Não sei direito, a ideia veio na hora, envolta pelo tesão. E assim, só talvez possa ter sonhado com algo do tipo esses dias...

— Esses sonhos parecem ter sido bons, hein?

— Eram ótimos, mas o triste era acordar e não poder realizá-los verdadeiramente.

— Pois não pretendo deixar que isso aconteça nunca mais.

Voltamos a nos beijar e Edward gentilmente começou a me deitar sobre o balcão. Ele voltou a cuidar dos meus seios, mas não ficou muito tempo dessa vez, logo descendo os beijos até chegar à parte em que mais preciso. Minha calcinha foi retirada e logo seus dedos ágeis e habilidosos começaram a me tocar.

— Tão molhadinha e excitada, posso sentir o cheiro da sua excitação daqui.

— Então faça algo Dream, pois eu preciso de você.

— Não se preocupe. Sei muito bem o que fazer contigo. – O perdi de vista quando se abaixou, então senti uma chupada profunda.

— Ah Edward assim não aguento...

— Mais ainda nem comecei.

— Mesmo assim eu...

Interrompi minhas palavras com um gemido profundo ao sentir sua língua circulando meu clitóris depois explorando a região tão sedenta do seu toque.

Ele está me lambendo devagar, soltando pequenos sopros fazendo meu corpo contorcer e ao fazê-lo volta a chupar de forma desenfreada e quente. Ao ficar prestes a não aguentar mais, ele repete o processo do início acalmando-me até elevar mais uma vez.

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Comecei a sentir os primeiros sinais do meu orgasmo quando percebi uma movimentação diferente, antes que pudesse perguntar o que acontece, senti algo gelado tocar minha intimidade.

— Oh Deus, isso é gelado.

— Gostou Heart?

— Edward, o que você?...

— Resolvi ser criativo também e saborear uma mistura de Bella com sorvete de morango, seu sabor preferido, mas depois dessa noite acho que também se tornará o meu. – O senti passar mais um pouquinho do doce.

— É geladinho...

— Sim, mas você está tão quente que o derrete assim que te toca. – Afirmou. – Agora vamos ver como ficou o sabor.

Ele começou a lamber o doce em mim e agora sem dúvidas posso entender o que ele quis dizer com a sensação de quase morte.

Isso é bom demais!

O contraste do frio com quente, a delicadeza do doce com sua língua ávida por me provar.

Realmente essa noite ficará na história...

Comecei a contrair e balançar todo o corpo indicando a chegada do orgasmo.

— Pode vir Heart, quero sentir seu mel misturando-se ao sorvete na minha boca.

Não tive forças para expressar meu prazer em palavras apenas deixei a sensação plena me dominar...

Quando senti as coisas voltarem ao curso normal foi com Edward ao meu lado beijando minha testa enquanto acaricia meu cabelo.

— Você também sabe como acabar comigo. – Foi à primeira coisa que falei.

— É minha missão mais prazerosa.

— Mas ainda não acabamos não é?

— Tem certeza que aguenta mais Bella?

— Alguém prometeu saciar meu desejo por completo e não acho que ele já foi finalizado.

— Como queira, senhora Cullen. – Provocador infeliz.

Ele sabe o quanto derreto ao ouvi-lo me tratar desse modo e com essa possessão.

Não sei como faremos para continuar a partir de agora, mas Edward parece ter pensado em tudo, pois me colocou na ponta do balcão, sentando atrás de mim. Seu membro já aponta animado de novo e minha excitação causada pelo recente orgasmo mostra o quanto quero continuar.

Ele beijou minhas costas, subindo aos ombros até chegar a minha nuca, deitei a cabeça sobre seu corpo apreciando as carícias, uma de suas mãos desceram até meu clitóris, para logo constatar que não preciso de mais estímulos.

— Tão pronta Heart?

— Para você? Sempre.

Com essa afirmativa, me ergueu colocando sentada sobre seu membro já ereto. Inclinei o corpo para frente enquanto ele moveu o seu para trás. Nessa posição tocamos pontos indistintos do corpo um do outro.

— Você é sempre incrível Bella, rebola comigo.

— Isso Edward, assim, com mais força.

Ele apoiou uma das mãos nas minhas costas ajudando no equilíbrio enquanto nossos corpos matam a fome um do outro.

Rebolo conforme sua orientação enquanto ele mete do jeitinho que gosto. O suor começou a escorrer entre nossos corpos enchendo a cozinha de um cheiro maravilhoso e muito característico de sexo, de sexo só não, mas de amor...

Edward deitou completamente, enquanto inclinei as costas um pouco mais, dessa vez em sua direção, ele me ajuda nos movimentos apertando minha bunda e bombeando firmemente.

— Caramba Heart, vai, me aperta, sim, sim.

— Dream, não para, ai, vai, vai, vai.

— Vem Bella, vira o corpo. Quero olhar nos seus olhos quando gozarmos. – Fazendo uma arte das grandes, virei. Contei com sua ajuda e assim consegui sentar de frente. – Isso, cavalga gostoso meu amor.

Não esperei duas vezes para prosseguir com o movimento, cavalgando com vontade.

Agora além de alisar meu bumbum, Edward estimula também meus seios, enquanto me apoio em seu peito forte, quente e suado do nosso prazer.

Ele ergueu um pouco o tronco para levar meus seios à boca e foi nessa hora que entendi que não aguentarei muito mais.

— Edward, Heart, vamos...

— Vamos sim, vem comigo Bella. Agora!

Ele deitou novamente e apoiei os braços ao redor da sua cabeça enquanto nossos corpos curvavam-se ao êxtase da relação. O apertei enquanto sou inundada por seu clímax, minha respiração ficou fraca e quase pensei que fosse cair. Mas ele me segurou grudando nossos corpos cansados, mas muito felizes.

Eu te amo.— Foi à primeira coisa que ouvi após alguns segundos de letargia.

— Como eu, amo você. Obrigada.

— Eu que agradeço. – Sorrimos e em seguida nos beijamos. – Temos que limpar essa bagunça antes de subir.

— Não, por quê? Deixa ai.

— Você tem certeza? Quer que Sue chegue, veja o estado da cozinha e descubra o que acabamos de fazer?

Olhei ao redor e vi que realmente o local não está dos mais apresentáveis.

Sorvete e leite condensado encontram-se espalhados pelo chão e o balcão, além do mesmo estar em um estado lastimável, com nossas roupas também espalhadas por ai.

— Certo. Temos que limpar, mas vamos deixar para mais tarde? – Propus. – Ao menos eu não temos forças para mais nada agora.

— Tudo bem, antes que ela chegue levantarei para organizar tudo.

— Você é o melhor. – Gracejei.

— Agora vamos, temos que tomar banho antes de deitar. – Ele desceu do balcão me ajudando em seguida, pegamos só nossas roupas e subimos para o quarto. – E agora a senhora já se sente saciada?

— Bom, estou bem satisfeita, mas se precisar de algo mais podemos providenciar pelo banheiro. – Toquei seu peito descendo a mão.

— Você está impossível mesmo senhora Cullen.

— Mas você me ama mesmo assim.

Com todo meu coração. — Nos beijamos.

Pode ser que acordemos mortos mais tarde, que não dê tempo de limpar a cozinha antes de Sue chegar, que nem ao menos tenhamos forças para ir trabalhar.

Mas de uma coisa tenho certeza, Edward e eu estamos mais felizes do que nunca e isso basta para enfrentar qualquer pequena adversidade que possa surgir...

***

— Está confortável? – Edward perguntou enquanto endireitamos os assentos do avião para a aterrissagem.

— Sim. Graças a Deus meus pés não incharam muito. – Respondi.

— Quando chegarmos à casa dos seus pais vou preparar um banho especial e depois você passará o dia todo com os pés para cima descansando até a noite.

— Tudo bem Dr. Cullen, seguirei suas recomendações sem contestar. – Ele assentiu e me deu um beijo na testa. – Ainda bem que Carmen liberou a viagem, me sentiria muito mal se não pudesse vir.

— Tivemos sorte de você ter tido uma gravidez saudável e tranquila, caso contrário teríamos mesmo ficado em casa. – Concordei voltando a me concentrar na finalização do voo...

Estamos indo a Jacksonville, Nessie decidiu ficar até o fim do mês e já que o mesmo coincidi com seu aniversário, resolvemos ir buscá-la e aproveitar para fazer uma recepçãozinha, nada demais, só um jantar íntimo entre os amigos e familiares mais próximos.

Como seu aniversário é amanhã decidimos vir hoje para que na virada da meia-noite estejamos juntos comemorando a nova idade e sua volta para casa.

No voo além de Edward, Miguel e eu, também estão Emm e Rose, Carlisle e Esme, além de claro Jas, Alice e Chloe.

Eles assim como nós deram sorte de receber a permissão de viajar, com um mês e meio minha afilhada cresce a cada dia mais forte, linda e saudável, tendo tomado as vacinas necessárias e com os demais cuidados em dia a viagem pôde ocorrer sem problema algum.

E essa não é apenas sua primeira viagem de avião, como da vida. Alice está mais do que empolgada com o feito.

Além dos fatores óbvios, essa viagem é importante por ser à última que farei antes das meninas nascerem. Quando voltarmos entro em processo de desacelerar, ainda pretendo trabalhar por mais duas semanas e depois parar para aguardar apenas o nascimento das meninas.

As coisas com a Lily já estão bem encaminhadas, ela é muito eficaz e proativa, acompanha as instruções facilmente e quando assumir tudo confio que se sairá muito bem.

Tirando o dia seguinte a sua chegada, em que não fui trabalhar, estivemos juntas todo o tempo. Mas naquela ocasião realmente ficou meio difícil contar comigo para algo.

Ao amanhecer da nossa madrugada quente na cozinha, Edward, tirando forças não sei de onde, levantou cedo e arrumou tudo antes que Sue chegasse. Levou o Miguel a escola, ligou para Nina informando que não iria trabalhar, mas que se surgisse algo muito urgente ela podia telefonar e fez o mesmo no hospital, cobrando uns favores e solicitando a folga, mas também deixando em aberto que se houvesse algo muito grave poderiam ligar. Para nossa sorte não houve nada em parte alguma, então conseguimos aproveitar nosso dia de folga perfeitamente.

Quando acordei e vi tudo que Edward tinha feito não pensei em outra forma de agradecer, se não cansando-nos mais um pouco no decorrer do dia. Também conversamos nos desculpando por nossa negligencia inocente, mas significativa, prometendo não deixar mais algo assim acontecer, não só a parte da abstinência forçada, mas, sobretudo, nossa falta de diálogo.

Desde aquele dia ficamos bem, fui a minha consulta de rotina, confirmando que tudo continua perfeito e por conta da viagem voltei ontem para as últimas prescrições e com o aval da Carmen aqui estamos.

Ao fim do voo fizemos todos os procedimentos necessários de desembarque e ao sair avistamos papai, mamãe e Nessie. E após os cumprimentos iniciais nos distribuímos entre os carros.

Mamãe emprestou o seu para Emm dirigir, com ele foram Rose, Jas, Alice e Chloe. Enquanto papai voltou com Carlisle, Esme e mamãe. Por fim Edward, Miguel e eu viemos com Nessie em seu carro.

— Meu Deus Bella, você está tão linda e as meninas cresceram tanto, sua barriga está enorme. Quando viajei você mal parecia grávida e agora parece prestes a dar a luz.

— Não exagere Nessie, concordo que nos últimos dias elas realmente deram uma boa esticada. Tem faltado espaço aqui, mas também não é para tanto.

— É pode ser. É que nesses dias aqui senti que tantas coisas mudaram que devo estar reparando mais nas mudanças externas também. – Apertei sua mão confortando-a.

— Você já está melhor mesmo? Pronta para voltar? – Perguntei.

— Estou. Esses dias me fizeram muito bem, mas agora já é hora de voltar para casa, além do que, sinto falta de tudo e todos. Principalmente do meu afilhado maravilhoso.

— Sentiu mesmo minha falta madrinha?

— É claro. De você mais do que qualquer outro. – Afirmou. – E você sentiu a minha?

— Sim, muita. Não via a hora de virmos para ver a senhora de novo.

— Ah meu lindo. Escute, se só você tivesse vindo me buscar já seria perfeito.

— Está ouvindo isso Bella? Fazemos um sacrifício enorme para vir e ela nos diz isso.

— Estou sim Edward. É o que as irmãs mais velhas ganham por dedicar todo amor que há em nossos corações.

— Não sejam dramáticos. – Nessie riu. – Mas não posso negar que o Miguel é quem mais amo, o homem mais importante da minha vida.

— Até mais do que meu padrinho? – Miguel soltou.

— O que disse Miguel? – Nessie questionou perplexa.

— Meu padrinho, a senhora ama ele, não é? – Ela se concentrou na estrada sem responder nada por um bom tempo, pensei até em dizer algo, mas por fim ela respondeu. – É claro que sim Miguel. Eu amo o seu padrinho, só te amo um pouco mais.

— Também amo muito a senhora. E sabe o que pensei agora?

— O que querido?

— Que posso voltar com a senhora de carro. Não seria um máximo?

— Ah claro, seria praticamente uma aventura. – Nessie respondeu.

— Vemos isso depois, sim? – Edward falou dando o assunto por encerrado ao menos por hora.

Seguimos mais um pouco quando Nessie cochichou para que apenas eu ouça.

Ele não quis vir? Digo Billy e ele? Quer dizer você os chamou?

— Sim Nessie, tio Billy tinha questões de trabalho para resolver, mandou beijos e disse que vai visitá-la com seu presente quando voltar. – Ela assentiu e prossegui. – E o Jake, bem ele também agradeceu, mas disse que não podia. Ele também tem coisas do serviço. – Justifiquei. – Jake tem trabalhado muito ultimamente.

— Mas, por quê?

— Não sabemos. Edward e eu só supomos que essa tem sido sua maneira de lidar com tudo.

— Entendo.

A tarde transcorreu de forma tranquila, ao chegarmos almoçamos e após a refeição todos saíram para passear, eu preferi ficar em casa descansando, mas não permiti que ninguém ficasse comigo, apenas mamãe e Esme permaneceram, pois estavam cuidando das coisas do jantar.

Quando todos voltaram se dividiram entre tirar um cochilo guardando energia para a noite ou preencher o tempo conversando. Fui uma das que optou pelo cochilo, do qual fui desperta por Edward apenas na hora de começar a me arrumar. Ele me ajudou a levantar e tomar banho, aproveitando para compartilhá-lo comigo.

— Temos que nos apressar, ainda preciso arrumar o Miguel. – Comentei enquanto terminamos de nos arrumar.

— Não se preocupe com isso Heart. Nessie já se encarregou da função, acho que ela realmente estava sentindo falta dele, pois não desgrudou o dia inteiro e agora fez questão de arrumá-lo.

— Acredito que sim, ela realmente o ama muito, como uma segunda mãe.

— Aquele instante no carro ela perguntou pelo Jake, não foi?

— Sim. Edward estou preocupada, eles passaram esse tempo longe, mas não parecem ter superado um ao outro. Nossas filhas estão para nascer, às festas de fim de ano estão chegando, não quero ver nossa família dividida ou em um clima estranho.

— Infelizmente Bella não há nada que possamos fazer, além de torcer para que tudo se ajeite.

Edward tem razão, mas será que isso não pode acontecer o quanto antes, ao invés de depois...?

O jantar foi mais do que agradável, todos comeram, riram e brincaram sem restrições, ao menos nesses instantes Nessie parece verdadeiramente feliz.

Após a refeição seguimos para a sala e agora estamos descansando a espera de dar meia-noite para cortar o bolo e felicitar a Nessie.

No meio dos assuntos Emm resolveu provocar nossa irmã.

— É maninha pronta para chegar aos 25? A partir de agora as coisas tendem a decair sabe? O relógio não corre mais crescente e sim em uma contagem regressiva aos 50.

— Não sei, porque não fala como é? Já que está tão perto. Faltam quantos anos? Três?

— Ai essa doeu! – Sorrimos das brincadeiras.

— Mas verdadeiramente não sei o que esperar. O ano que passou, essa idade foi muito significativa, aconteceram tantas coisas boas, outras nem tanto e algumas realmente difíceis de superar. Mas aqui estou viva, firme, de pé, a expectativa de apreciar tudo que a vida ainda tiver a oferecer. – Nesse instante a campainha soou.

— Hora perfeita, hein Nessie? Será que já é um presente da vida?

— Não sei Alice, alguém preparou algo que não estou sabendo? – Nos entreolhamos negando. – Então o que pode ser a essa hora? – A campainha soou de novo.

— De uma coisa eu sei. Não saberemos do que se trata enquanto não abrir a porta, vou até lá. – Papai falou já caminhando.

— Deve ser realmente um presente.

— Mas de quem mãe? – Nessie questionou.

— Ou pode ser o Papai Noel.

— Papai Noel Emmett? Ficou louco? – Rose rebateu.

— Tio, não pode ser o Papai Noel. Ainda estamos em novembro e o Papai Noel só vem em dezembro.

— E como sempre o Miguel está coberto de razão. – Jas disse e sorrimos.

— Então quem pode ser a essa hora? – Emm retrucou.

Então logo Miguel quebrou o mistério.

— Alguém melhor do que o Papai Noel. Meu padrinho!

Nos viramos encontrando Jacob na entrada da sala seguido pelo tio Billy e papai. Miguel correu a seu encontro o abraçando.

Jake...— Nessie sussurrou.

— Oi campeão, bom te ver.

— O senhor realmente chegou na hora certa. Provavelmente é o presente da madrinha. Sabia que o senhor não faltaria.

— Miguel, deixe seu padrinho entrar e vamos dar oi ao tio Billy também. – Falei já levantando para cumprimentar os recém-chegados.

Os outros me seguiram. E após as saudações tio Billy falou.

— Desculpem-nos pela hora, esperamos não atrapalhar.

— Imagina Billy, vocês são mais que bem-vindos. Gostariam de jantar?

— Agradecemos senhora Swan, mas realmente gostaria de conversar umas coisas com a Nessie primeiro. – Jake respondeu já caminhando para perto da minha irmã.

— Comigo?

— Sim Nessie, com você. Posso?

— É claro.

— Vamos dar licença aos dois... – Rose sugeriu.

— Não, gostaria que ficassem. Será muito importante ter a presença de todos nesse momento. – Ninguém ousou contestar, desse modo ele prosseguiu. – Nessie, primeiramente gostaria de lhe pedir desculpas. – Ela fez menção de interrompê-lo, mas ele a impediu. – Não, deixe que fale tudo primeiro, não foi fácil reunir a coragem necessária para vir aqui falar. Você sabe bem como sou difícil com essas coisas e esse é um dos motivos pelos quais preciso me desculpar. – Ela assentiu. – Nessie, nos conhecemos aos 16 anos e posso dizer sou apaixonado por você desde então. Tudo pareceu sempre tão certo, fácil, cômodo até. O que é um conceito péssimo a se pensar quando falamos sobre relações e sentimentos. Mas era assim que me sentia. – Ele abaixou o rosto, mas logo voltou a falar. – Te amei desde o início, essa foi à única parte que não tive dúvida em momento algum da vida. Mas infelizmente não posso dizer o mesmo em relação às outras coisas. Tive dúvidas de você, de nós, mas especialmente de mim. Vou falar algo que provavelmente você descobriu ao longo dos anos. Mas sempre levei nosso relacionamento preocupando-me apenas com o hoje, o momento, não conseguindo olhar para algo mais. Lembra quando te pedi em namoro e lhe dei apenas o colar como símbolo da nossa união? – Ela balançou a cabeça em concordância. – E só depois de um tempo foi que conclui que já podíamos usar alianças? Pode parecer algo pequeno, mas ali já demonstrei os sinais da minha insegurança. O tempo foi passando, crescemos e amadurecemos. Vimos nossos amigos morarem juntos, casar e ter filhos, enquanto permanecemos na mesma união estável desde o colégio. Eu sabia que você queria mais, sentia em cada pequeno instante ao olhar em seus olhos, sobretudo, você merecia mais, porém, eu não estava pronto para lhe dar. Então quando você engravidou, mais uma vez te decepcionei, não só por não mostrar o quanto aquilo também era importante para mim, como também a deixando desamparada quando mais precisou. – Minha irmã fungou. – Sei que nada teria mudado, mas era eu quem deveria ter estado ao seu lado naquele momento, para compartilharmos juntos a dor de perder nosso filho. – Ele segurou em sua mão. – Nunca te culpei pelo que houve e a mim também não, pois sei que as coisas tinham que ter acontecido desse modo, mas me ressenti por não ter sido a minha mão a segurar a sua naquele dia. – Agora ambos mostram sinais de choro.

E tão pouco está sendo fácil para nós presenciar tudo isso, tomando fôlego ele prosseguiu.

— Tudo que falei até agora você já sabe, mas o que nunca contei a ninguém é razão por trás desse meu jeito, das minhas inseguranças, do medo de me comprometer, do medo de perder. – Edward e eu trocamos olhares, mas também observei o tio Billy que parece tão consternado quanto nós. – Quando minha mãe faleceu eu era apenas um garoto, mas vi como meu pai ficou devastado com a perda da esposa, como tia Esme sofreu pela perda da irmã e eu que mal tinha começado a entender da vida, me vi de repente sem mãe e com uma dor inexplicável. Contei muito com o apoio da tia Esme e o tio Carlisle. Em Alice e Edward tive irmãos que não esperava, mas no fundo sabia que ao decorrer da vida seriamos apenas papai e eu. Não sei dizer quando, mas um dia conclui que não podia passar por uma perda daquelas de novo, não sem estar ao menos preparado. E assim me fechei um pouco. É claro que não deixei de viver e amar, mas nunca consegui me entregar 100%, entende? E me arrependo muito, porque isso me impediu de viver e amar tudo que poderia com você.

Ele se aproximou mais até parar a centímetros dela.

Eu te amo Nessie, amo de verdade, apesar de todos os meus erros. Mas só quando te perdi consegui notar tudo que estava fazendo de errado. – Pontuou. – A dor da ausência da minha mãe sempre existirá, mas não há nada que possa fazer para mudar o que houve. Mas com você ainda tenho uma chance, ainda tenho tempo de reparar as coisas, ao menos espero que sim. – Ele alisou seu rosto e percebi que ela estremeceu. – Sua falta me fez perceber o quanto estava sendo tolo e egoísta em não aproveitar o máximo à vida ao lado das pessoas que amo, da mulher que amo. Entendi até que minha mãe não estaria feliz por estar agindo daquele jeito. Então agora estou disposto a fazer tudo de forma diferente, vivendo sim o hoje, mas sem medo do amanhã e quero fazer contigo ao meu lado.

Ele parou de falar para mexer no bolso da calça tirando algo de dentro.

— Mas o que...?

— Não vou pedir apenas para que voltemos a namorar, pois merecemos mais do que isso. E apesar das últimas conversas que tivemos, considero nosso afastamento como um tempo essencial para pensarmos na vida, no futuro e especialmente em nós. – Ele se ajoelhou e vi minha irmã arfar quando entendeu o que está prestes a acontecer. – Renesmee Carlie Swan, eu te amo, mais do que já pensei ser possível amar alguém e será assim para o resto da minha vida. Se por acaso ainda sentir por mim, ao menos uma mínima parte do que sinto por você. Me daria à honra de se casar comigo?

Jacob Masen Black, eu te amo e vou te amar para sempre. É claro que aceito me casar com você. Sim!

Ela estendeu a mão, ele colocou o anel e beijou o local.

Então Nessie o puxou para um beijo.

Jake a tirou do chão girando-os pela sala em um abraço terno e cheio de sentimentos. Entre risos e lágrimas começamos a aplaudi-los. Ele a colocou no chão, mas não se soltaram.

— Jake, não posso acreditar. Isso é mesmo real ou mais um dos meus sonhos?

— Perdão minha linda. Perdão por tê-la feito esperar tanto, mas garanto que isso é muito real. A partir de agora você é oficialmente minha noiva.

— Meu Deus do céu! Estou noiva. Eu vou me casar!

— Minha filha caçula vai casar. – Mamãe comentou.

— Podemos cumprimentar os noivos? – Esme perguntou.

— Imagino que sim tia, nunca passei por isso antes, mas tenho certeza que será só essa vez, então... – Assim os cumprimentos começaram.

Esperei paciente pela minha vez até Jake vir me abraçar.

— Não ia me cumprimentar Bella?

— É claro que sim, mas não quis tomar a frente de ninguém, pois pretendo prendê-lo muito tempo nesse abraço. – Ele sorriu. – Jake, você sabe que sempre foi como irmão para mim, independente da sua relação com a Nessie. Mas isso aqui, tudo que disse, eu não poderia estar mais cheia de orgulho. Tanto que não consigo nem expressar, só posso desejar toda felicidade do mundo a vocês. Te amo, viu?

— Obrigado Bella, também te amo muito e seu apoio e carinho sempre foram muito importantes. Espero que Nessie e eu tenhamos ao menos um pouco do que você e Edward têm.

— Obrigada querido, mas nenhum relacionamento é fácil, o nosso não contraria a regra.

— Sei disso, mas vocês são companheiros acima de tudo e buscarei ter essa cumplicidade com a Nessie. Além do que, Edward tem você para colocá-lo na linha, então estou apostando que minha a Swan fará o mesmo comigo.

Sua Swan, mas por pouco tempo, porque logo me tornarei a Sra. Jacob Black. — Nessie disse aproximando-se de nós.

Soltei Jake que foi abraçado por Carlisle, enquanto abracei minha irmã.

— Está feliz? – Perguntei.

— Não sei se só a palavra felicidade descreve o que estou sentindo, mas sim.

— Sei o que quer dizer.

— Da para acreditar Bella? Em tudo que houve? No que Jake disse? No pedido?

— Vai demorar um pouco para cair sua ficha e vocês ainda conversarão bastante sobre tudo que ele contou. – Afirmei. – Mas sim minha irmã, é possível acreditar, vocês foram feitos um para o outro e se amam. O destino de vocês é estar juntos.

— Cheguei a duvidar que esse ainda fosse meu destino.

— Pois não pense mais nisso, concentre-se apenas no amor de vocês, no casamento e na vida que vão iniciar.

— Obrigada Bella, não sei o que seria de mim sem você.

— Nunca saberemos. – Pisquei a ela. – Amo você.

— Também te amo. – Permanecemos abraçadas até a voz de o papai nos despertar.

— Vamos abrir um champanhe para comemorar.

— E também comer seu bolo filha. Afinal, já é seu aniversário. – Mamãe completou.

— Meu Deus é meu aniversário e estou noiva. Poderia ser mais feliz? – Sorrimos compartilhando sua alegria.

E rapidamente providenciamos os arranjos para comemorar o aniversário da Nessie.

Arrumamos a mesa com o bolo e docinhos, papai estourou o champanhe servindo a todos, Miguel, Alice e eu ficamos no suco, e quando ficamos prestes cantar os parabéns, papai tomou a palavra.

— Primeiramente quero agradecer a presença de todos por virem comemorar o aniversário da minha menininha. Amo meus filhos por igual, cada um é guardado em uma parte do meu coração e a parte da Nessie, minha caçula, estava me deixando preocupado, pensando em quando presenciaria sua felicidade completa e hoje posso dizer que estou novamente tranquilo. – Informou. – Filha, que Deus continue te iluminando sempre, que essa nova idade seja a melhor da sua vida, até vir à próxima e assim sucessivamente. Saiba que te amo demais e por isso estou muito feliz pelo seu casamento. E Jacob, estou lhe entregando meu último tesouro, mas não o faria de coração aberto se não soubesse o quanto a ama e que a fará muito feliz. Por isso agora peço um brinde aos noivos. – Todos ergueram as taças.

— A Nessie e ao Jake.

Brindamos e em seguida cantamos os parabéns. E surpreendendo a todos ou não, Nessie deu o primeiro pedaço ao Miguel.

— Eu madrinha? Por quê?

— Porque falei sério quando disse que você é o homem mais importante da minha vida. Eu te amo como a um filho. – Ela beijou sua testa. – Além do mais, você mais do que todos parecia saber o que Jake e eu representeávamos na vida do outro.

— Você é o melhor afilhado que poderíamos ter. – Jake completou. – Mesmo quando no futuro tivermos nossos próprios filhos, você sempre será o primeiro em nossos corações.

— Obrigado madrinha e padrinho. Também amo muito vocês. – Miguel os abraçou fazendo com que as lágrimas de emoção não nos deixem.

Depois de mais esse momento emocional, comemos o bolo aproveitando o restante da confraternização.

Lá pelas tantas da madrugada fomos dormir e pela primeira vez papai e Emm não implicaram por Nessie e Jake dormirem juntos no quarto dela...

Domingo passou de forma completamente diferente ao dia antecessor, o clima foi totalmente outro. Não só Jake e Nessie exalando felicidade, mas todos ao seu redor.

Papai fez churrasco o que contribuiu para o dia alegre, descontraído e muito divertido. Ninguém ficou parado um instante só, sempre sorrindo, gritando, brincando, de alguma forma interagindo com nossa união familiar.

Na hora de voltar ninguém parecia muito disposto a partir, porém a realidade nos chamava e tivemos que fazê-lo.

Mais uma vez surpreendendo-nos, Nessie levou a sério a história de voltar com o Miguel, achamos que ela e Jake iam querer aproveitar o tempo juntos, mas ambos insistiram na ideia, então acabamos deixando.

Como ele não teria nenhuma prova ou entrega de trabalho no dia seguinte e as aulas estão prestes a entrar em recesso, permitimos a volta com os padrinhos e a permanência na casa da Nessie ao chegar, só seguindo para a nossa mais tarde.

O voo de retorno foi tão tranquilo quanto o de ida e ao nos acomodarmos em nosso lar. Edward e eu só visamos à expectativa do que o novo mês trará...

***

Dezembro não começou da forma que esperava. O fim da gestação já se mostra cada vez mais presente. Desde ontem as meninas tem se mantido agitadas, não me deixando mais dormir tranquilamente, dando pontadas furtivas em todos os cantos do meu corpo, minhas costas então, tornaram-se seu lugar preferido para chutar.

Nem mais as vozes de Edward e Miguel são capazes de acalmá-las. Minha bexiga já não é a mesma há muito tempo, então já nem me importo mais por não possuir controle algum sobre ela.

Hoje está sendo pior por isso não aguentarei trabalhar mais do que meio período. Saindo para almoçar avisei Nina e Lily que irei para casa e que qualquer assunto mais importante, resolverei de lá.

Nessie, que voltou a trabalhar ontem, quis me acompanhar, mas ela está cheia de trabalho para colocar em dia e realmente não quero incomodar ninguém. Já no elevador a caminho da garagem do prédio enviei uma mensagem a Edward.

De: Heart

Para: Dream

Edward estou indo para casa. Hoje as meninas estão exigindo um pouco mais de mim. Não precisa se preocupar, apenas quis te deixar avisado, até a noite. Te amo.

Beijos Heart.

Antes de ligar o carro para sair recebi sua resposta.

De: Dream

Para: Heart

Tudo bem amor, tentarei ficar tranquilo, mas a qualquer pequena mudança me avise imediatamente. Tentarei chegar o mais cedo possível para ficar com minhas garotas. Também te amo muito, descanse.

Beijos Dream.

Sorrindo segui para casa. Ao chegar encontrei Sue e gentil como sempre ela se ofereceu para fazer algo leve para comer. Aceitei e depois de almoçar, procurei tentar dormir um pouco para ver se o desconforto passa, não adiantou muito, mas passei o dia na cama de toda forma.

Quando Miguel chegou passou o resto da tarde comigo, não sei se preocupado em cuidar de mim ou vigiando a mando do pai. Seja como for, adorei ter a presença do meu pequeno pelo resto do dia.

Edward chegou ao início da noite e ficamos em uma tranquila bolha familiar. Eles jantaram, eu não consegui mais comer nada. Ainda bem que sexta-feira temos mais uma consulta com a Carmen. Com o oitavo mês completo, precisamos confirmar que tudo continua bem. E se os desconfortos continuarem, a comunicarei imediatamente.

Na hora de dormir apenas Edward foi colocar Miguel na cama, enquanto isso permaneci no quarto a sua espera.

Foi quando um súbito incomodo me assolou, resolvi ir ao banheiro encher a banheira e ver se com um banho relaxante consigo melhorar.

Enquanto espero a mesma encher comecei a adicionar os sais, de repente senti um estalo puxando todo meu corpo. Apoiei-me na parede respirando fundo.

Não, não posso acreditar que é o que estou imaginando...

— Bella. – Edward entrou no banheiro me encontrando na mesma posição, apoiada a parede. – O que houve? Porque não esperou que viesse preparar o banho?

— Edward acho que...

Não tive oportunidade de terminar a fala, pois nesse instante senti um líquido forte e transparente escorrer pelas minhas pernas.

— Bella!

Consegui olhar para Edward notando-o estático.

Que Deus me ajude e permita que meu marido não surte nesse instante.

— Edward, procure ficar calmo. – Pedi gentilmente. – Mas minha bolsa acabou de estourar. Isso quer dizer que estou entrando em trabalho de parto. Dream, nossas filhas vão nascer...

CONTINUA.

Notas finais
N/A: Então meninas estou perdoada pela demora secular ou o caminho ainda levará um pouco mais de tempo para ser percorrido? Haha. Como disse nas notas iniciais, um título de capítulo nunca foi tão propício, pois todas as esperas finalmente parecem ter chegado ao fim, não só pelo retorno da fanfic, mas especialmente pelo enredo mostrado agora. A filhinha de Alisper chegou, e nossa querida Chloe é também afilhada de Beward, ai meu coração com essa família. As meninas tiveram seu Chá, que deve ter sido muito mais divertido com a presença da neném. E o que falar de Beward e o desejo de grávida da Bella? Não queria revelar nada, mas não posso negar que realizar um momento desses na cozinha está no meu top da vida hahaha. Espero que tenham gostado. E tocando em um dos pontos principais, o enredo de Janess sempre foi esse, eles precisavam do afastamento, do reconhecimento, o Jake tinha que se libertar das amarras do passado, mas agora nossos lindos estão de volta e ainda por cima noivos! Poderia ter comeback melhor? E para encerrar plenamente o que também está terminando é a gestação da Bella. Palpites sobre as emoções destinadas ao próximo capítulo? O que posso garantir é que ele será envolto a uma surpresa muito especial... E por hoje é isso meninas. Eu não estou em mim de tanta emoção por finalmente estar de volta para brindá-las com as emoções finais de End. Espero muito ainda poder contar com o apoio de velhas e novas leitoras, mas de todo modo já estou muito feliz por iniciar o ciclo de encerramento. Muito ainda está por vir, mas prometo que tudo será envolto a muita alegria. E nosso próximo encontro já tem até data marcada, pois voltarei no dia 07/07. Até lá espero encontrá-las nas reviews comentando muito sobre esse momento histórico que é a volta de End. Desejo a todas uma excelente semana, não deixem de seguir-me no twitter: @KNRobsten, pois novidades e surtos vocês só encontram por lá. ~Kiss K Nanda.