Endless Love
57 2ª Temporada Capítulo 31 - Batizado dos Anjos
Notas iniciais
— Bella. O que está fazendo aqui?
Nina comentou assim que me viu entrando no hall da recepção.
— Oi Nina.
Cumprimentamo-nos com um abraço.
— A que devemos a surpresa? Não me diga que já está pensando em voltar?
— Não, apesar de sentir falta da dinâmica do escritório, não retornarei um dia antes do necessário.
— Faz bem. Pois temos muita sorte em contar com um bom sistema de suporte quanto a questões de licença maternidade.
— Eu sei bem. Quando tive o Miguel ainda não trabalhava, com isso apenas tranquei o semestre da faculdade para poder me dedicar a ele 100% do tempo, mas não tenho dúvida de que em nenhum lugar teria os benefícios que possuo aqui. E o melhor é saber que todas as funcionárias contam com o mesmo privilégio, não só eu por conta do cargo.
— Exatamente. – Sorriu. – Mas então, qual o motivo da visita?
— É que hoje é a primeira vez que saio de casa sem as meninas...
— E não acredito que o primeiro lugar que pensou em vir foi aqui. – Brincou.
— Não exatamente. Eu sai para almoçar com a minha cunhada, que também está passando por esse processo de readaptação a vida pós-maternidade. E por fim resolvi que seria legal passar aqui e ver vocês.
— Tudo bem, mas não se atreva a se preocupar com nada referente ao trabalho. – Pontuou. – A Lily tem dado conta de tudo. Agora mesmo ela está em uma reunião.
— Eu sei. Nós temos conversado bastante. E realmente não vim para vigiar ninguém, apenas quis vê-los e matar um pouco da saudade.
— Maravilha. Também sentimos muito sua falta, mas aguentaremos esperar pelo seu tempo para que continue aproveitando suas filhas ao máximo.
— Pode confiar que tenho feito isso. – Sorri. – Hoje mesmo está sendo um teste para elas e eu, mas acho que por enquanto estou indo bem.
— Não tenho dúvida que sim. Agora, por favor, diz que tem fotos novas para me mostrar, pois já estou morrendo de saudade daquelas princesas.
— Você sabe que pode ir nos visitar quando quiser. – Informei. – Mas não me importo em compartilhar um pouco delas com você.
Peguei meu celular na bolsa e passei a mostrar fotos e vídeos que fizemos das meninas.
— Elas já estão tão crescidas, olha como estão espertas.
Comentou quando terminamos de ver um vídeo que Edward gravou no fim de semana quando elas estavam descobrindo as mãos e ficando impressionadas pelo momento.
— Realmente, cada dia é uma novidade. Para elas e para nós.
Em meio aos comentários, uma mensagem da Nessie apareceu na tela do celular e abri vendo uma nova foto sua e do Jake curtindo o descanso pós-almoço com uma vista incrível à frente.
— Ela tão pouco deve estar pensando em voltar para casa, não é? – Comentou.
— Com certeza. E ela não faz questão nenhuma de esconder o quão estão aproveitando. – Brinquei.
— E nem deveriam. Não tenho dúvida que a Nessie está vivendo um verdadeiro sonho com o casamento e a lua de mel.
— Está sim. – Afirmei. – Ela e o Jake merecem toda a felicidade do mundo.
Nina sorriu e assentiu.
— Não acredito em quem estou vendo aqui.
Fomos interrompidas pela aproximação do Thiago.
— Eu que não acredito que o estou vendo. – Devolvi. – Até pensei que não trabalhasse mais aqui, já que não fala mais comigo.
— Você está de licença, não deve ter qualquer contato com o trabalho. – Respondeu quando se aproximou para me cumprimentar. – O que levanta a questão, o que está fazendo aqui?
— Vim visitá-los. E investigar se a equipe não está pensando em me abandonar e optar por trabalhar com a Lily. – Brinquei.
— Jamais faríamos isso, você sabe. – Afirmou.
— Nina, você disse que a Lily está em reunião. Isso quer dizer que a minha sala está vazia? – Questionei.
— Sim.
— Maravilha, usarei a sala um instante. Mas se ela sair da reunião e eu ainda estiver lá, peça que entre, por favor.
— Pode deixar Bella.
— Obrigada Nina. – Voltei à atenção ao Thiago. – Podemos conversar um pouco?
— É claro.
Seguimos até a minha sala.
Ao entrar senti um conforto nostálgico, pois realmente amo o que faço, mas sei que não abriria mão do momento que estou vivendo com as meninas para voltar a trabalhar antes do necessário.
Caminhei em direção ao conjunto de sofás indicando para o Thiago sentar comigo.
— Está tudo bem? – Perguntei.
— Sim, tudo ótimo. E com você? Como estão seus filhos e o Edward?
— Todos muito bem, obrigada. Mas você poderia saber disso por si, se tivesse ido visitar-nos.
— Eu não quis ser inconveniente. – Justificou. – Imagino como uma casa com recém-nascidos seja atribulada e que muitas pessoas deviam estar visitando-as.
— Isso talvez fosse verdade no início, mas agora tudo já está calmo e tranquilo.
— Que bom. Mas eu enviei presentes, você os recebeu, não foi?
— Sim. E agradeci a gentileza reiterando o convite para a visita. – Contestei.
— Desculpe.
— E você também não compareceu ao casamento da Nessie. – Pontuei.
— Eu não poderia ir Bella.
— E por que não?
— Você sabe o motivo. – Me olhou fixamente. – Aquele era um dia especial para a Nessie e seu noivo. Eu jamais estragaria tal momento com a minha presença.
— Thiago, isso é besteira. Desde que ela voltou a trabalhar como as coisas estão entre vocês?
— Normais, como sempre. – Informou. – Assim que voltou conversamos, ela falou que tinha se resolvido, que estava noiva. E eu fiquei muito feliz, pois ela merece a felicidade que encontrou.
— Exatamente. A Nessie e o Jacob se separaram por um motivo e voltaram porque era o certo, porque se amam. E nada que aconteceu durante a história deles ou o tempo em que ficaram separados importa. Além do que, todos sabemos que aquela situação foi apenas um impulso momentâneo da Nessie.
— Por isso mesmo fui tão categórico em não deixar nada ir além. – Pontuou.
— Então. Vocês são colegas de trabalho e amigos. E como tal você poderia ter ido ao casamento.
— Quando ela voltar da lua de mel conversarei e me desculparei. Mas realmente achei que era a melhor escolha. – Deu de ombros. – Porém enviei um presente muito legal, espero que isso conte ao meu favor. – Piscou.
— Você tem que parar de achar que seus presentes compensam sua ausência. – Rebati e ele sorriu.
— Acredito que eles sejam mais bem apreciados do que minha presença física.
— E para quem? Porque para a Nessie e eu não.
— Para os seus maridos talvez.
— Thiago...
— Bella. – Interrompeu de pronto. – Querendo ou não sempre serei o cara que beijou não só uma, mas as duas irmãs Swan.
— Isso é um fato. Você beijou as irmãs Swan. Mas não a senhora Cullen ou a senhora Black. Portanto, eles não têm nada a contestar. Tudo que houve está no passado. No presente existe apenas nossa amizade. Não é?
— Com certeza.
— E quero ver com sua futura senhora Ponce reagirá ao saber dessa história. Veremos se o problema está em nossos maridos ou qualquer um que saiba disso entrará um pouco em surto. – Rimos.
— Essa perspectiva está tão distante...
— Por quê? Realmente não há ninguém rondando seu coração?
— Não tem ninguém rondando nem minha vizinhança quanto mais meu coração. – Comentou. – Mas também não estou procurando relacionamento agora. Ainda mais nessa fase da minha vida.
— O que quer dizer com isso?
— Eu pretendia aguardar seu retorno oficial, mas será até bom deixá-la de pronto aviso.
— Sobre o que?
— Eu estou pensando em deixar Nova York.
— O que? Como assim? Para onde você vai?
— Não sei ainda. Mas talvez não permaneça no estado por muito mais tempo.
— Você está pensando em voltar a Jacksonville?
— Realmente não sei. Mas acredito que não, pois a mudança ocorrerá de acordo com meu novo local de trabalho.
— Você tem propostas de outras empresas? Não está contente em trabalhar conosco?
— Não, não é isso. É claro que durante o tempo em que estou aqui fui sondado para outros empregos, você sabe que isso é normal. Não tenho dúvida que você mesma ao longo dos anos deve ter recebido propostas. – Assenti. – Então, mas no meu caso não tem nada que me prenda aqui. Quer dizer, eu adoro esse emprego, a empresa e o ambiente em si. Mas talvez esteja no momento de mudar. Ainda não é nada concreto. E tenha certeza que não farei nada sem avisá-la previamente. Por enquanto, tudo está em fase de planejamento, mas poderá acontecer em algum momento.
— Eu entendo. É claro que não quero perder um funcionário tão qualificado e a companhia de um bom amigo. – Declarei. – Mas realmente sei o quanto é importante encontrar seu lugar no mundo e se você está sentindo que talvez o seu não seja aqui, o melhor é ir procurá-lo junto a sua felicidade.
— Obrigado Bella. Pelo apoio e a compreensão.
— Não precisa agradecer. – Sorrimos. – Me avise, se algo mudar antes que volte. Caso contrário, conversaremos novamente quando retornar efetivamente.
— Pode deixar.
Batidas na porta encerraram o ponto.
— Pode entrar. – Indiquei.
— Com licença.
— Oi Lily, entre.
— Bella, que bom vê-la.
— A você também. – Cumprimentamo-nos. – Desculpe por invadir sua sala.
— O que é isso. A sala é sua. Mas como está?
— Bem. E você?
— Acabei de sair de uma reunião com o setor financeiro.
— Continuam exaustivas? – Assentiu.
— Mas não a perturbarei com isso agora. Tudo está correndo como esperado, você não precisa se preocupar.
— Sei que sim, confio em você.
— Obrigada. – Sorriu. – A Nina falou que estavam aqui, só quis cumprimentá-la, mas podem continuar conversando.
— Não, na verdade já terminamos. – Informei.
— Sim. E na verdade preciso voltar ao trabalho. O que minha chefe dirá se souber que estava de papo com a minha outra chefe ao invés de trabalhando? – Thiago brincou.
— Realmente, é uma preocupação legítima. – Continuei. – Mas saímos juntos, também já está na minha hora.
Saímos da sala, Thiago se despediu de nós e seguiu em direção a sua sala.
Lily e eu conversamos mais um pouco, porém Nina pediu a atenção informando que ela tem uma ligação à espera e assim nos despedimos também.
Por fim dei tchau a Nina seguindo rumo ao elevador, porém como última surpresa do dia encontrei o Ian saindo do mesmo.
— Oi, Bella.
— Oi Ian.
— O que está fazendo aqui?
— Na verdade já estou de saída. Vim só fazer uma visita rápida. Mas que bom que pude vê-lo também.
— A sorte é minha. Do contrário ouviria todos falarem sobre a visita, sem ter sido brindado pela mesma.
— Obrigada.
— E está tudo bem com as crianças e o Edward?
— Sim, tudo maravilhoso, graças a Deus.
— Ótimo. Mande lembranças ao Edward.
— Pode deixar. E com você? Tudo bem?
Antes que pudesse responder ouvimos Nina atender uma nova ligação e imediatamente seus olhos correram para ela.
— Tudo indo...
— Ian?
— Sim.
— Você lembra que ajudei o Eduardo e a Mary a ficarem juntos, não é?
— Claro que lembro. Não estava na quadra naquele momento, mas todos no colégio ficaram sabendo da sua participação no pedido.
— Então, achei que não precisaria ajudar mais ninguém daquele modo depois dos dois, mas talvez tenha que voltar a intervir ou será que não?
— O que quer dizer com isso?
— Ian, é nítido que você e a Nina se gostam. – Ele arregalou os olhos. – Ouça, como sua chefe digo que não tem problema que se relacionem enquanto trabalham juntos. E como sua amiga só quero vê-los felizes. Eu te conheço há anos e nunca o vi sorrir para ninguém como sorri para a Nina. Não perca a chance de ser feliz. E se realmente precisar de uma ajudinha, estou disposta a apoiá-lo como fiz com o Eduardo anos atrás. – Pisquei.
Meu celular tocou, o peguei na bolsa, mas rejeitei a chamada.
— Agora realmente tenho que ir. Mas pense no que falei.
— Pode deixar. Obrigado Bella.
— Não há de que.
Despedimo-nos e entrei no elevador.
Enviei uma mensagem a Ang informando que não posso atender agora, pois irei dirigir, mas que retornarei em breve. Também avisei a Sue que estou a caminho e ela garantiu que posso ir tranquila, pois as meninas ainda estão dormindo.
Quando o elevador chegou ao estacionamento me dirigi ao meu carro e rapidamente segui para casa. O trânsito estava tranquilo, por isso não demorei a chegar.
E como se soubessem que já podiam acordar, as meninas despertaram para a mamada da tarde assim que sai do banheiro após um banho rápido.
— Sentiram minha falta minhas lindas? – Comentei quando elas começaram a mamar. – Porque eu senti a de vocês. Foi legal almoçar com a tia/madrinha Alice e visitar o trabalho, mas já não via a hora de voltar para pertinho de vocês.
Continuei conversando com as duas enquanto elas prestam atenção e interagem comigo ao seu modo.
Quando terminaram de mamar Sue voltou ao quarto para me ajudar a colocá-las para arrotar e depois descemos com elas para a sala, pois agora minhas meninas ficarão despertas até a mamada noturna.
As deixei no tapetinho próprio para elas, rodeadas de almofadas, mas com os brinquedos interativos que as duas têm gostado de interagir nos últimos dias.
Sue e eu conversamos um pouco sobre como foram às coisas na minha ausência e também sobre meu tempo fora. E quando constatamos que tudo correu conforme esperado, ela se despediu prometendo voltar amanhã.
Atenta as meninas, mas tranquila a certo modo até o Miguel e o Edward chegarem, resolvi retornar a chamada da Ang.
— Oi Bella.
— Oi Ang, está podendo falar?
— Estou sim. Desculpa ter incomodado àquela hora.
— Imagina. Eu que peço desculpas por não ter podido atender. Mas agora estou totalmente disponível.
— Ótimo. Porque tenho uma novidade para contar.
— Oba. Nem vou perguntar se é algo bom, porque sua voz já está entregando que sim. Então me conte, estou curiosa para saber do que se trata.
— Ben e eu marcamos a data do casamento.
— Ah Angela, que legal.
— Obrigada.
— Finalmente você parou de enrolá-lo.
— Hey. Eu não estava enrolando ninguém. Só aproveitamos um pouco mais o noivado.
— Eu sei, estou brincando. Mas realmente estou feliz por vocês. E para quando marcaram?
— Casaremos em outubro. Então, por favor, já marque na agenda e programe-se para vir.
— Pode deixar. Não faltaria por nada.
— E nem poderia, sendo uma das madrinhas.
— O que?
— É claro que você será minha madrinha Bella.
— Ah Angela, obrigada amiga. Será uma honra.
— Pode contar ao Edward sobre o convite, mas deixe claro que Ben e eu faremos o convite formal ao vivo, pois queremos vocês dois como um dos nossos casais de padrinhos.
— Pois esse encontro não demorará a acontecer.
— E por quê?
— Porque também temos novidades por aqui.
— O que é? Você está grávida de novo?
— Não, Angela!
— Ah, qual é? Vocês são bons em engravidar. A hipótese não é tão maluca.
— Não Ang, não estou grávida. Aproveitarei muito minhas filhas recém-nascidas e meu filho em sua infância antes de pensar ao menos na possibilidade de novos bebês.
— Ok, mas qual sua novidade?
— Finalmente iremos batizar as crianças.
— Ah, que legal.
— Sim. E queremos saber se vocês podem vir para a cerimônia. Será no fim do mês. Alice e eu acertamos a data hoje.
— Vou ver com o Ben, mas acredito que conseguiremos fazer uma viagem rápida. Mas que legal que farão o batizado.
— Sim, apesar de sabermos quem são os padrinhos desde o nascimento, queremos passar pela consagração como se deve. E o Miguel já esperou tempo demais, tadinho. Mas agora é a hora certa.
— Com certeza. Espero muito conseguir ir para ver nosso príncipe em seu momento especial. Além de finalmente conhecer as meninas pessoalmente.
— Sim, espero muito que consigam vir.
— Eu te aviso até o fim da semana.
— Perfeito.
— E será bom nos encontrarmos pessoalmente também para tratar de outro assunto.
— Qual?
— Então, um dos motivos para Ben e eu marcarmos a data do casamento, foi porque nos decidimos sobre onde morar. E percebemos que não há porque mudarmos. O apartamento é bom, bem localizado e por ter três quartos não precisamos nos preocupar com futuras mudanças, já que não planejamos ter mais do que dois filhos.
— É uma decisão acertada. Ele é realmente muito bom.
— Sim. E já fizemos as mudanças internas que queríamos pouco depois que você foi embora, então realmente não vemos motivos para deixá-lo. Mas tem algo que queremos tratar com você.
— O que é?
— O apartamento continua em nosso nome. Ainda é nosso para todos os efeitos. Por isso Ben e eu queremos comprar a sua parte.
— Não precisa Angela. Podemos apenas tratar da transferência de propriedade, retirando meu nome e colocando o do Ben.
— É claro que precisa Bella. O imóvel foi um investimento nosso. Eu ficarei chateada se não aceitar o acordo.
— Mas Angela...
— Amiga, eu sei que você casou com um médico nova-iorquino, tipo, muito influente, rico e gostoso, mas ainda sim é o certo.
Não segurei a gargalhada.
— Tudo bem Ang, você tem razão. Trataremos dos tramites necessários e vocês pagam a minha parte assumindo o imóvel como seu.
— Maravilha. Avaliaremos o valor de mercado e informaremos a você para efetuarmos o pagamento da metade. Talvez durante a viagem já possa levar os papéis para assinar se estiver de acordo com tudo.
— Ok Ang, ficarei no aguardo. E saiba que estou muito feliz por vocês.
— Obrigada Bella. Você e o Miguel foram os melhores companheiros de apartamento que poderia querer, além do Ben, é claro.
— Obviamente. Mas fomos seus companheiros de apartamento, ele será seu companheiro de apartamento e da vida...
— Sim, da para acreditar? Eu vou me casar. Deixarei de ser a senhorita Weber, para ser a senhora Cheney.
— É uma loucura. Mas uma loucura maravilhosa pode acreditar.
— Eu sei que sim, nunca tive tanta certeza de algo como tenho de que o Ben é o amor da minha vida.
— Angela, você vai casar.
— Eu vou casar!
Continuamos conversando mais um tempo sobre os preparativos do casamento até desligarmos.
Depois coloquei as meninas no carrinho duplo e as levei comigo a cozinha para começar a preparar o jantar.
Quando Miguel e Edward chegaram me encontraram finalizando-o, eles nos cumprimentaram rapidamente e de longe, antes de seguir para o banho.
Ao retornarem a cozinha, já limpos e trocados, as meninas e eu os recebemos com muitos beijos e abraços, então sentamos para jantar.
Mal vejo a hora da Kath e a Claire começarem a se alimentar com alimentos sólidos para compartilharem da refeição completamente, mas, por enquanto, continuam apenas observando tudo e movimentando-se quando interagimos com elas.
Ao fim da refeição seguimos para a sala, Miguel informou que não tem lição de casa hoje e Edward confirmou ter observado seu material para comprovar a noite livre, então aproveitamos o tempo para nos entreter em família.
— Põe a mão na vaquinha Claire. – Miguel comentou com a irmã mostrando o livro interativo em frente a ela. – Aqui ó. Põe a mão. Isso.
— Muito bem minha linda.
Edward elogiou e a bebê riu toda para o pai.
— Você está rindo para o papai menina sapeca? Está sim, não é?
Ele beijou sua barriguinha e o riso aumentou.
E contagiada pela brincadeira do pai e da irmã, Kath também sorriu.
— Você também quer carinho na barriga Kath? O papai faz.
Edward disse interagindo e imitando o gesto com nossa outra filha.
Assim ficou intercalando com os beijos nas barriguinhas delas por um tempo enquanto elas dão seus gostosos risos de bebê.
— Qual você quer apertar Kath?
Miguel mostrou o livro à irmã, mas ela não deu muita bola preferindo levar a fralda de pano que tinha em mãos a boca.
— Acha que em algum momento elas vão querer chupar chupeta? – Edward comentou. – Talvez depois que forem introduzidas a mamadeira?
— Acredito que não. Não planejei dar chupeta ao Miguel e ele tão pouco sentiu falta. E se até agora elas não pegaram, acho que não criarão o hábito. – Expliquei.
— Então nossos filhos são como eu.
— Você também não chupou?
— Não. Alice sim, pois por conta da nossa diferença de idade pequena, assim que nasci, ela perdeu o direito ao peito. Então minha mãe acabou dando chupeta a ela quando entrou na mamadeira, mas eu nunca peguei.
— Então provável que as crianças puxem a você mesmo. Pois lá em casa todos chupamos. – Contei. – E nossos pais tinham que ficar de olho para não pegarmos a chupeta do outro e causar briga.
— Devia ser engraçado a senhora, a madrinha e o tio Emm bebês brigando por chupeta.
— Acho que não temos vídeos desses momentos, mas tenho certeza que mamãe tem fotos de nós três com chupetas. Quando os visitarmos pediremos para ver. – Prometi. – Mas realmente acho que vocês puxarão ao seu pai.
— Isso ai. Como eu, meus filhos gostam apenas de peitos. Aí...
— O que foi papai?
Olhei atravessada para Edward, após o beliscão.
— Nada não filho, um estalo na perna, só isso.
— Eita pai, o senhor está mesmo ficando velho.
— O que menino? Repete.
Edward rapidamente rendeu o Miguel em uma enxurrada de cócegas.
— Não pai, para, por favor.
— Não até retirar o que disse.
Enquanto isso as meninas e eu rimos dos dois.
— Pai, para. Ok, o senhor não é velho.
— Muito bem. – Ele bagunçou o cabelo do Miguel deixando-o ainda mais parecido com o seu. – Imagina só. Ser chamado de velho sendo que tenho apenas 26 anos.
— Mas em breve fará 27... – Relembrei.
— Será ótimo fazer 27 anos tendo a vida que tenho. Casado, pai de três filhos maravilhosos. Posso dizer que estou muito melhor do que quando tinha 17.
— Nós nos conhecemos com 17 anos...
— Mas só nos acertamos quando fiz 18. – Pontuou. – A partir dali minha felicidade começou. – Me deu um selinho.
— Hey, têm crianças na sala. – Miguel protestou de brincadeira.
— Pois não precisa ficar com ciúmes, têm beijos para todos vocês.
Informei puxando-o para perto e enchendo seu rosto de beijos. Edward imitou meu gesto e logo nos dividimos entre nossos três filhos, parando apenas quando Kath agarrou o cós da minha blusa.
— Está com fome lindinha? Já quer mamar?
— Nós já jantamos. Está na hora das duas se alimentarem também.
Edward comentou pegando Claire no colo a caminho do sofá. Segurei a Kath e fui sentar para amamentá-las.
Depois de me ajudar com as meninas, Edward voltou ao chão para perto do Miguel.
— Acho que elas serão altas como você, pois já estão crescendo tão rápido. – Falei. –Em breve não conseguirei amamentá-las ao mesmo tempo.
— Na próxima consulta conversaremos com o Riley e veremos o que fazer. – Alisou minha perna.
— Sim, mas sentirei falta desse momento com as duas.
— Ainda temos tempo Heart, não se preocupe. – Assenti.
— Papai, podemos jogar um pouco de videogame?
— É claro, você vai dormir até cansado depois da surra que vou te dar.
— Há, a mamãe terá que ajudá-lo a subir depois que eu acabar com o senhor.
Sorri da interação e fiquei observando-os jogar enquanto amamento as meninas.
O sorriso realmente não provém apenas do meu rosto, mas também do meu coração feliz e contente por todas as alegrias que minha família proporciona.
As meninas estavam realmente com fome e mamaram bastante, mas as deixei se fartarem para que possam dormir bem e acordar apenas uma vez durante a madrugada, questão que está tornando-se hábito, ao invés das duas vezes que despertavam durante os primeiros meses.
Com isso meus meninos tiveram um bom tempo para se divertir e Miguel nem protestou quando Edward deixou o jogo para me ajudar a colocá-las para arrotar.
— Ah, sabem com quem falei hoje?
— Com quem mamãe?
— Com a Angela. E ela tem novidades.
— Quais? – Edward questionou.
— Ela e o Ben marcaram a data do casamento.
— Que legal. Eles estão noivos há um bom tempo, não é?
— Eles noivaram pouco antes de virmos para Nova York. Então fará dois anos mês que vem.
— Eu não teria aguentado tanto para me casar com você. – Declarou.
— Eles já moram juntos, em suma viviam uma vida de casados. – Girei Claire nos braços após ela arrotar para que comece a pegar no sono. – Mas confesso que nada se compara a ser a senhora Cullen.
— Nada me fez mais feliz do que transformá-la na minha senhora Cullen...
Sorri inebriada.
— Mas enfim, o casamento será em outubro e ela nos convidou para padrinhos.
— Será um prazer. Confirme depois a data para programarmos a viagem, imagino que eles casarão em Los Angeles? – Assenti.
— Ela disse que podia dar o recado, mas que ainda fará o convite pessoalmente. Então comentei sobre o batizado, porque já a convidaria mesmo.
— Perfeito, será bom revê-los e eles finalmente conhecerão as meninas.
— Foi exatamente o que disse. – Pisquei.
Começamos a cantarolar a canção de ninar para embarcarem efetivamente no sono.
— A Kath já dormiu. – Edward informou quando terminamos.
— A Claire também. Vamos levá-las para o quarto? – Assentiu.
— Miguel, você também já pode começar a se arrumar para dormir. Desligue o videogame, guarde o que for seu e suba, pois quando terminarmos de cuidar das suas irmãs, iremos ao seu quarto.
— Pode deixar papai.
Subimos em direção ao quarto das meninas, ao chegar às trocamos, apesar de estarem com as fraldas secas, colocamos novas de melhor absorção noturna. Claire ainda fez menção de acordar, mas logo Edward a acalmou, enquanto Kath permaneceu o tempo todo dormindo.
As colocamos nos berço, ligamos a babá eletrônica e deixamos o quarto indo em direção ao do Miguel.
Ele entrou atrás de nós vindo do banheiro onde estava escovando os dentes, Edward conferiu que ele fez tudo certinho, então o ajudei a se trocar e o colocamos na cama, lhe dedicamos o refrão da música e pouco depois nosso príncipe também sucumbiu ao sono.
Com os deveres de pais momentaneamente suspensos voltamos à sala para conferir que está tudo bem na casa antes de seguir ao nosso quarto.
— O Miguel é realmente o melhor.
Comentei assim que notei que ele guardou as coisas das meninas também.
— Ele é um ótimo filho e ótimo irmão mais velho. Elas têm muita sorte por tê-lo, assim como nós.
— Com certeza.
Segui para a cozinha para pegar um copo de água enquanto Edward checa a segurança da casa.
Ao retornar a sala o encontrei sentado no sofá e sentei ao seu lado.
— Cansado?
— Não. Apesar das atribulações do hospital, sempre me sinto renovado ao encontrá-los.
— Você sempre poderá contar com nosso apoio.
Aproximei o rosto do seu pescoço me aconchegando.
— Mas e você? Como se sentiu no tempo livre e de volta a empresa?
— Foi tudo bem. Como disse antes, Alice e eu conseguimos combinar tudo referente ao batizado. E foi bom passar na empresa, ver o pessoal. Mas realmente ainda não estou pronta para voltar. Sei que não terá jeito e quando menos pensar terei que deixar as meninas em definitivo, mas foi bom saber que hoje poderia voltar a qualquer instante.
— Estarei ao seu lado quando chegar a hora e juntos encararemos essa transição. – Afagou meu braço.
— Eu sei disso e contar com seu apoio será realmente importante. – Ficamos alguns segundos em silêncio. – Teremos que contratar uma babá...
— Sim. Provavelmente já no mês que vem, pois será bom que você esteja por perto durante a transição.
— É. Pedirei recomendações de agências. Pois lá em Los Angeles contei com a ajuda da Maggie, filha do Liam e da Siobhan. E quando vim para cá, como o Miguel já era grande, a Amber era mais uma companhia do que propriamente uma babá, mas agora teremos que contratar alguém de confiança.
— Vou conversar sobre isso lá no hospital, ver se alguém tem indicações. Talvez o Riley saiba algo dos seus pacientes. – Assenti. – E seria bom também pensarmos em contratar mais uma pessoa para ajudar a cuidar da casa.
— Eu tenho pensado nisso. Ainda não conversei com a Sue ou a Nessie, para saber se vão querer voltar ao antigo esquema de divisão entre as duas casas, mas de todo modo precisamos de alguém aqui em tempo integral.
— Quando Nessie e Jake voltarem conversamos com eles. Depois acertamos as coisas com a Sue.
— Ok, por enquanto, manteremos as coisas como estão, mas a partir do mês que vem começaremos a tratar desses assuntos, antes da minha licença terminar.
— Acredito que conseguiremos resolver tudo dentro do mês. E se necessário for, peço uns dias de licença para auxiliá-la também, quando precisar voltar.
— Eu agradeço. – Lhe dei um selinho. – Mas espero que não seja necessário. E que consigamos organizar tudo conforme queremos. – Assentiu. – Ah, já estava esquecendo.
— O que foi?
— Além de informar sobre o casamento, a Angela também falou que ela e o Ben decidiram morar definitivamente no apartamento em que estão, que era o que dividia com ela antes de mudar. Com isso eles querem comprar a minha parte.
— Legal que optaram por não mudar. Apesar de não conhecer o imóvel, pelo que você falou é muito bom.
— É sim. E agora poderá conhecê-lo quando formos ao casamento. Mas já sendo apenas o apartamento da Angela e o Ben. Pois trataremos dos papéis e da venda muito em breve.
— Olha como são as coisas, parece até destino. – Comentou.
— Porque está dizendo isso?
— Hoje o corretor responsável pelo contrato de aluguel do meu apartamento ligou para informar que os locatários querem comprar o imóvel, se estaria disposto a vender.
— Nossa. Não acredito. E o que você disse?
— Que iria pensar na proposta, apesar de não ser minha primeira opção, mas queria falar com você primeiro. Apesar de ter comprado o apartamento sozinho, ele faz parte do nosso patrimônio. Até tínhamos falado em deixá-lo possivelmente para o Miguel. Claro, quando tínhamos apenas ele, agora a certo modo pertence às meninas também.
— E você gostaria de vender?
— Realmente não estava nos meus planos, mas o corretor disse que os locatários estão realmente dispostos a comprar, que gostaram muito não só do imóvel em si, mas das instalações do prédio, localização, etc.
— Sei bem como é essa sensação.
Sorri ao lembrar os dois imóveis que dividi com a Angela durante meus anos em Los Angeles.
— Acho que você deveria avaliar a proposta e se lhe agradar, pensar em vender, porque não daremos um destino concreto ao apartamento de todo modo.
— Foi o que pensei. E se quiser posso comprar outro ou usar o dinheiro em um investimento diferente.
— Talvez possamos investir juntos. – Sugeri. – Reunir o dinheiro que receberei pela minha parte no apartamento de Los Angeles, com o seu da venda do apartamento daqui e aplicar em novos empreendimentos. Talvez algo que a construtora esteja trabalhando, um projeto na planta que renderá lucros em longo prazo.
— É uma ótima ideia. O mercado imobiliário está sempre em alta e é um excelente tipo de investimento.
— Pois estamos combinados. Depois que procedermos com a venda dos imóveis, investiremos em novos empreendimentos.
— Já pensou se começarmos a investir e gerar renda de modo a não precisarmos continuar trabalhando? Poderíamos passar o tempo todo com as crianças e quando elas forem à escola ficamos em casa apenas namorando.
— A vida dos sonhos, não é?
— Viver com você já é minha vida dos sonhos.
— A minha também. – O beijei. – Mas iremos investir e ver o que acontece. Quem sabe não somos o tipo de casal que se aposenta antes do quarenta anos?
— Tivemos nosso primeiro filho aos 18 anos, porque não aposentar cedo também? – Rimos. – Mas enquanto essa vida de regalias não chega, podemos praticar algo que já está ao nosso alcance.
— O que?
— Aproveitar que as crianças estão dormindo para namorar...
— Só se for agora...
***
— Hoje é um dia especial, pois essas quatro crianças serão apresentadas e consagradas diante de Deus. — O padre falou iniciando o batismo. – É da vontade dos pais que seus filhos sigam no caminho do Senhor?
— Sim.
Jasper, Alice, Edward e eu respondemos exultantes.
— E os padrinhos se comprometem a auxiliar no caminho escolhido pelos pais?
— Sim.
Dessa vez o coro foi efetuado pelas oito vozes dos padrinhos.
— Muito bem. Essa escolha é do agrado do Senhor e a partir desse momento consagro a vida dos pequenos Miguel, Chloe, Katherine e Claire.
Observamos o padre proceder com o sacramento sobre nossos pequenos...
Que bom que Alice insistiu em contratar alguém especializado para cuidar da filmagem e fotografia, pois tenho certeza que amarei rever tudo muitas vezes, além do que, por estar nublada de emoção e envolta a lágrimas, sei que posso acabar perdendo algo e será maravilhoso ter o registro de tudo.
A organização durante os últimos dias foi feita com muito afinco, apesar de em suma convidarmos apenas os familiares, já que essa é uma ocasião intima e fraternal, ainda sim fizemos questão de organizar tudo para que nossos filhos desfrutem do marco como merecido.
É fato que Edward, Miguel e eu, contestamos um pouco a “regra” sobre convidar apenas familiares, mas não podia fazer o batizado do Miguel sem a presença da Angela, que foi mais do que uma amiga durante os anos que moramos juntas. Ela verdadeiramente foi meu alicerce nos primeiros anos de criação do Miguel.
Se não tivesse a Nessie em minha vida ou se tivéssemos nos afastado nos anos que passei longe, é provável que a tivesse escolhido para ser a madrinha do Miguel. Ainda que de fato tão pouco tivesse feito à cerimônia na época, pois no fundo sempre sentiria a falta do pai do meu filho ao meu lado.
Mas como Deus tem sob Suas mãos todos os planos, conduziu tudo para que hoje esteja não só batizando meu menino com seu pai conosco, mas também com a maravilha de termos mais duas filhas preciosas em nosso seio familiar.
E agindo como eu, Edward convidou Riley para a cerimônia. É óbvio que ele já faz parte da família. E assim como Angela foi um dos pontos de apoio máximo de Edward durante nossos anos distantes.
Apesar de Edward ter permanecido em contato com nossos familiares, justamente por conta do nosso passado, a amizade com Riley foi o que lhe ajudou a deixar as angústias um pouco de lado. E hoje é o símbolo de uma saudável união.
Por fim, Miguel não abriu mão de convidar a Mia para participar do seu batizado, como o homenageado do dia, é claro que não contestamos seu desejo. Com isso a melhor amiga do nosso filho, assim como seus pais, também estão presentes.
Após a celebração na igreja seguiremos para a nossa casa onde ocorrerá o almoço e a continuação dos festejos.
— Chegou o momento de selar o batismo. – O padre falou e voltei o foco. – Por favor, pais e padrinhos, aproximem-se com a criança para a confirmação.
Sabendo que meu pequeno será o primeiro, pela ordem informada anteriormente, entreguei Chloe à Jasper, enquanto Nessie, Jake, Edward e eu nos aproximamos com o Miguel.
Meu pequeno mesmo foi o responsável por acender sua vela do batismo e ficou segurando-a junto com os padrinhos.
— Os pais Edward e Isabella, confirmam o desejo de batizar seu filho. Sendo assim a partir de agora, com a benção e proteção dos padrinhos, Jacob e Renesmee. Batizo a ti, Miguel Anthony Swan Cullen, no sacramento do Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
— Amém.
Nessie e Jake marcaram a testa do Miguel com os óleos sagrados e o padre o ungiu com a água confirmando o batismo.
Os padrinhos o felicitaram, assim como Edward e eu. Posamos para fotos e deixamos Jake, Nessie e Miguel se afastarem, enquanto Jasper e Alice se aproximam. Peguei Chloe nos braços e aguardei o aval do padre.
Edward acendeu a vela da Chloe deixando-a próxima, mas de um modo seguro, da nossa afilhada.
— Os pais Jasper e Alice, confirmam o desejo de batizar sua filha. Sendo assim a partir de agora, com a benção e proteção dos padrinhos, Edward e Isabella. Batizo a ti, Chloe Cullen Hale, no sacramento do Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
— Amém.
Edward e eu marcamos a testa da Chloe com os óleos, ela se balançou um pouco e fiquei com receio de estranhar a unção com a água, mas por sorte não chorou quando o padre a molhou com o líquido sagrado e rapidamente Alice secou sua testa, assim foi atestado mais um batismo.
Beijei minha afilhada, então Edward a pegou no colo repetindo o gesto, sorrimos para as fotos e Chloe foi para o colo da mãe.
Eles se afastaram no mesmo instante que Rose e Emm se aproximaram com a Katherine.
Rose foi a responsável por acender a vela da Kath, enquanto Emm a segura no colo.
— Os pais Edward e Isabella, confirmam o desejo de batizar sua filha. Sendo assim a partir de agora, com a benção e proteção dos padrinhos, Emmett e Rosalie. Batizo a ti, Katherine Anne Swan Cullen, no sacramento do Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
— Amém.
Emm e Rose passaram os óleos na testa da Kath que sorriu tentando tocar nos frascos, após ser contida assumiu uma expressão séria quando o padre se aproximou para ungi-la com a água, porém tão pouco chorou. Após o padre se afastar sequei sua testa e sorrimos por mais um batismo concluído.
De modo animado Emm e Rose comemoram a confirmação do elo com nossa filha, juntamente a Edward e eu, já apostos sorrimos para as fotos.
Então os dois se afastaram dando lugar novamente a Jasper e Alice que voltaram agora com a Claire para encerrarmos a cerimônia.
Jas acendeu a vela da Claire e Alice tomou a atenção da nossa filha que estava mexendo no detalhe da sua blusa para podermos prosseguir.
— Os pais Edward e Isabella, confirmam o desejo de batizar sua filha. Sendo assim a partir de agora, com a benção e proteção dos padrinhos, Jasper e Alice. Batizo a ti, Claire Luna Swan Cullen, no sacramento do Senhor. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
— Amém.
Como não poderia deixar de ser, com quatro crianças sendo batizadas, Claire protagonizou o choro do dia estranhando desde o momento dos óleos até a unção com a água. Não foi um choro alto, mas ainda sim acabei me sensibilizando pelo incomodo da minha pequena, então ao fim da consagração a peguei nos braços a acalmando.
Com isso o momento de gracejos e fotos acabou demorando um pouco mais, porém logo minha pequena se acalmou e ficou apenas quietinha com a cabeça encostada ao meu pescoço.
— O Senhor está contente hoje, pois quatro almas puras foram apresentadas a Ele. As crianças são Seus anjos na terra, por isso precisamos sempre estar atentos a elas. A partir de hoje não é missão apenas dos pais, mas também dos padrinhos, mantê-las no caminho de Deus.
Assentimos em concordância.
— Então que assim seja meus filhos. Que Miguel, Chloe, Katherine e Claire, tracem seus caminhos debaixo da proteção do Senhor.
— Amém.
Com a permissão deixamos o altar voltando aos nossos lugares nos bancos.
Não demorou a solenidade terminar por completo, mas não deixamos a igreja de pronto, antes agradecemos ao padre, tiramos mais algumas fotos com ele, somente então deixamos o recinto dirigindo-nos com nossos convidados a nossa casa.
Como deixamos tudo pronto em antecipação, ao chegar apenas fomos finalizar o almoço para servir.
Enquanto segui para a cozinha, Alice, Jasper e Edward ficaram encarregados de serem os anfitriões.
Assim em determinado momento meus irmãos ficaram na cozinha comigo. Com Nessie me ajudando e Emm tentando beliscar alguma coisa.
— Ai Nessie.
Protestou quando ela tirou sua mão de uma das vasilhas.
— Para de beliscar, já vamos servir.
— Vou falar à mamãe que você me bateu.
— Ah, como sempre. O bebê da mamãe.
— Tenho que aproveitar quando ela está por perto para me defender.
— Se é assim falarei ao papai que você está nos atrapalhando. – Confrontou.
— Você sabe que a mamãe manda no papai. – Rebateu.
— Mas antes ele pode te dar uma bronca, isso já basta.
Desliguei a última panela que estava no fogo me preparando para passar o prato a uma travessa de vidro rindo dos dois.
— Hey, parem com isso. – Informei. – Emm me ajuda aqui. E Nessie se tiver terminado pode avisar que estamos prontos.
— Estou acabando.
Nessie respondeu enquanto Emm se aproximou.
— Vocês repararam na novidade de hoje? – Emm comentou.
— Qual novidade? – Questionei.
— No Billy e a Sue chegando juntos. – Soltou. – Não sei se você reparou, pois estava muito focada, mas eles foram juntos a igreja.
— Ah, eles são vizinhos agora, acho plausível que o tio Billy tenha dado uma carona a ela. – Respondi.
— Mas não é só isso. – Nessie prosseguiu. – Desde que Jake e eu voltamos da lua de mel, não apenas uma vez fomos visitar o Billy e não o encontramos em seu próprio lar, mas sim na casa da Sue.
— Você está brincando? – Ela negou. – Porque não falou nada antes?
— Eu ia comentar, mas também não queria ser precipitada. Porém depois de hoje acho real que está rolando algo entre eles.
— Pois temos que tirar isso a limpo. – Emm sugeriu. – Os filhos da Sue não moram na cidade, por isso somos os responsáveis por ela.
— Emm, eles são adultos, sabem o que fazem. – Comentei ao finalizarmos a arrumação.
— Não, Emm tem razão. Vou falar com o Jake para tirarmos isso a limpo.
— É isso ai maninha, vamos lá.
De repente os dois deixaram a cozinha sem que pudesse tentar tirar a ideia de suas cabeças, agora só me resta aguardar e torcer.
Ao menos Nessie informou sobre o almoço estar pronto, assim todos se dirigiram a sala de jantar para iniciarmos a refeição.
— Você está morando perto da Sue agora, não é Billy?
Mamãe questionou em meio aos assuntos.
— Sim, é um bom bairro. E coincidentemente agora estou morando próximo a Sue.
— Coincidentemente.
Emm murmurou, mas por sorte os presentes parecem não ter ouvido.
— A casa nova do Billy é ótima Renée. Vocês precisam conhecer. – Esme comentou.
— Dessa vez não dará porque viemos em uma viagem curta, mas da próxima vez será um prazer conhecer seu novo lar Billy.
— Você e Charlie estão mais do que convidados. A casa não é tão grande quanto à antiga, mas tem um bom espaço de lazer onde farei um bom churrasco para recebê-los.
— Assim que se fala amigo. – Papai sorriu em concordância.
— Acho que realmente o Billy não está sentindo falta de espaço interno. Na verdade talvez nem esteja aproveitando muito.
— Porque diz isso Nessie?
— É que já fomos visitar o papai algumas vezes e por acaso não o encontramos em casa, mas sim pela vizinhança, especificamente na casa da Sue.
Jake respondeu a Alice fazendo com que todos os olhos sigam para os dois.
— Ah, Sue tem sido uma vizinha muito gentil me convidando para jantar em sua casa alguns dias. – Tio Billy falou. – E como recusar boa comida e companhia?
— A comida da Sue é realmente maravilhosa. O senhor tem razão tio. – Edward pontuou.
Porém como prometido, Emm não segurou a língua.
— Billy, deixemos de rodeios. Os filhos da Sue não estão aqui, por isso é nossa missão zelar pela reputação dela. Vocês estão juntos?
— Emmett!
Apesar dos protestos meu irmão não se abalou e Jake logo completou.
— Papai, o senhor realmente precisa esclarecer isso. Pois não quero chegar algum dia e presenciar algo impróprio.
— Jacob!
Eles estão simplesmente impossíveis.
— Sue, Billy. Não deem ouvidos a eles. – Protestei. – Vocês não precisam prestar conta de nada. Suas vidas não são da conta de ninguém.
— Mas seria legal se contassem se está rolando algo ou não. – Nessie completou.
Eles trocaram olhares e sorriram, então tio Billy segurou a mão da Sue sobre a mesa e ela respondeu.
— Não queríamos falar nada hoje, para não arriscar ofuscar o dia das crianças.
— Mas estamos juntos. — Tio Billy informou. – Porém diferente do que pensam, é algo recente, sei que demorei muito a agir...
— Não demorou. As coisas aconteceram no tempo certo. – Ela completou.
— Sabia. — Nessie comemorou.
— Parabéns Sue e tio Billy. – Declarei.
— Papai, Sue. Estou realmente contente por estarem juntos. E agora estamos avisados de sempre informar sobre as visitas. – Jake comentou. – Ah, uma dica. Se queriam guardar segredo, precisavam aprender a disfarçar melhor. – Rimos da situação.
— E agora a família está finalmente completa. – Carlisle pontuou. – Um brinde a isso.
— A Sue e ao Billy.
O almoço continuou confortavelmente, com os assuntos girando entre a comemoração do novo casal e comentários sobre a cerimônia de mais cedo.
Ao fim, aproveitando o clima agradável da primavera, os convidamos para ficar na parte externa ao redor da piscina.
Deixamos o ambiente previamente preparado com mesas e cadeiras dispostas a todos, assim os grupos de conversa continuaram.
— Apesar da impertinência do Emm, Jake e Nessie. Estou feliz por saber de vocês.
Comentei com Sue e Billy ao me aproximar com Edward.
— Hey, não fomos impertinentes. – Nessie protestou com Jake concordando consigo.
— Com certeza não. – Edward desdenhou. – Mas parabéns tio, o senhor merece toda felicidade. E Sue, será que começarei a chamá-la de tia?
— Oh, eu não sei querido. – Comentou tímida.
— Eu já direi a todos que agora tenho uma madrasta. Demorou, mas papai finalmente desencalhou.
— Me respeita garoto. Você pode estar casado, mas ainda posso te dar uns bons puxões de orelha. – Tio Billy brincou e rimos.
— Sentiremos sua falta Sue, mas não deixaremos de visitá-la. – Comentei.
— Sentirão minha falta. Por quê?
— Imagino que agora não trabalhará mais conosco.
— E porque não? Vocês estão me dispensando?
— Não Sue, mas pensamos que...
Edward interpôs e Nessie completou.
— Que desfrutará da vida que o Billy proporcionará.
— Oh não, Billy e eu apenas começamos a namorar. Não deixarei meu trabalho por conta disso.
— Mas você sabe que não me importaria...
— Nem termine essa frase Billy Black. Eu não sou uma dondoca e nunca serei. – Sue informou categórica e baixamos a cabeça. – Agora vocês dois. – Indicou Edward e eu. – Vamos esclarecer essa história de dispensa.
— Não estamos querendo dispensá-la Sue. Mas Bella e eu temos conversando sobre algumas mudanças que faremos aqui em casa.
— Sim, contrataremos uma babá para ficar com as meninas quando minha licença acabar e também pensamos que será melhor contratar outra pessoa para cuidar dos afazeres da casa.
— Por isso vão me dispensar?
— Não é nossa intenção. – Afirmei. – Na verdade gostaríamos de a certo modo promovê-la.
— Olha só, namorado novo e promoção do emprego. Você está arrasando Sue. – Nessie brincou.
— Como assim me promover?
— Se quiser continuar trabalhando conosco, nós mais do que queremos também. Mas antes mesmo de sabermos que agora é de fato da família, pensamos que será melhor para todos se você assumir a missão de governanta da casa. – Edward informou.
— Exatamente Sue. – Reiterei. – Você não será mais a responsável por cuidar dos afazeres diários, mas sim do gerenciamento da casa. Nos ajudar a escolher a babá e a próxima empregada, coordenar seus trabalhos. Auxiliar com questões de compras e afins. – Esclareci. – Pois quando chegar da empresa quero que me tempo seja o máximo possível dedicado a minha família. E se puder contar com seu apoio nesse processo será de grande ajuda.
— Mas é claro que aceito. Eu amo trabalhar com vocês e ajudar a cuidar das crianças. Acredito que esse novo ajuste será muito bom para todos nós.
— Obrigada Sue. Agradecemos todo o apoio desde sempre. – A abracei.
Edward também agradeceu e combinamos de a partir de amanhã colocar todos os detalhes em prática para que o novo ajuste entre em vigor no início do mês que vem.
Edward e eu nos ausentamos um instante para trocar as meninas, aproveitei para amamentá-las e quando voltamos à área externa Riley logo nos interceptou pegando Claire dos meus braços e interagindo com a Kath que está com Edward.
— Minhas pacientes favoritas estão cada dia mais lindas, como podem?
— Basta olhar para a Bella e o Edward. O segredo está todo neles. – Clare comentou.
— A senhora vai me desculpar, mas não tem como dizer que Edward é o elo bonito da família.
— Pois eu não desculpo. Como pode dizer isso se ele é todo meu Richard quando jovem?
— Que sortuda Bella. Já sabe que o Edward continuará gato até quando for um coroa boa pinta com o senhor Cullen, com todo respeito é claro. – Rose comentou.
— Obrigado minha linda, são seus olhos. E seu marido é muito sortudo também.
— Ah, eu sei disso, não tenha dúvida que sei. – Emm respondeu sorrindo.
— Mas senhora Cullen, estou brincando. – Riley voltou a falar. – Edward sabe que é meu melhor amigo e por isso sei que ele terá mais filhos para que possa apadrinhar também.
— Há, há. Você é tão engraçado Riley.
— Eu sei que sou Bella, mas porque atestou o fato?
— Porque você deve estar achando que é fácil assim fazer um bebê, não é?
— Hun. Eu sei que é bom, mas ainda não testei a prática para saber se é fácil.
Todos que estavam próximos deram risada.
— Isso ai Riley, pede mesmo. – Emm falou. – Desde que conheci o Miguel cobrei a Bella sobre o Jake ser o primeiro padrinho, mas deixei claro que com certeza seria o próximo padrinho. Por sorte vieram às meninas, assim a baixinha e o Jas também ganharam o direito, mas eu era o primeiro da fila.
— Valeu Emm. A partir de hoje começarei a campanha para apadrinhar seu próximo filho.
— Quem te garante que teremos mais filhos? – Edward soltou. – Três é um bom número. Ninguém aqui teve mais do que três filhos.
— Meus pais pararam no terceiro. – Pontuei.
— Porque a melhor filha tinha acabado de chegar. – Nessie não deixou de comentar.
— Ah, qual é? Vamos lá. Não seria incrível ter mais bebês? Vejam só. Muitos aqui ainda não são padrinhos. Minha companheira Angela e seu noivo Ben. Os futuros sogros do Miguel. Não seria maneiro se compartilhassem isso também?
— Seria uma honra apadrinhar um filho da Bella e o Edward, mas prefiro deixar essa história de sogro de lado. – Garrett respondeu.
— Nós podemos ser compadres quando o Garrett e a Kate tiverem um novo filho. – Destaquei. – Eles estão nessa empreitada, nós não.
— Eu não acredito nisso. Vocês são novos. Tem muito tempo livre para fazer bebês. Aliás, porque não vão agora praticar um pouco? Nós cuidamos das crianças.
— Eu apoio essa ideia. – Clare falou.
— Eu também. – Esme emendou.
— Chega Biers. Dê minha filha que você já está delirando.
Peguei Claire e me aproximei de Alice sugerindo servirmos o bolo para que não fique tarde aos convidados que precisarem ir embora em breve.
Com isso tratamos de mais essa solenidade, agradecendo a presença de todos e apoio no momento especial dos nossos filhos.
Fizemos mais uma sessão de fotos com todos os bebês, os pais e padrinhos, então os avós, tios, amigos e convidados, depois desfrutamos da sobremesa curtindo o fim da tarde.
Infelizmente Ben e Angela foram os primeiros a ir embora por precisarem pegar o voo, mas como vieram ontem, conseguimos conversar bastante e matar um pouco das saudades.
Eles fizeram o convite formal para sermos seus padrinhos e informaram a data do casamento, assim nos programaremos para viajar na data sem problemas.
Também acertamos a questão do apartamento, eles trouxeram os papéis com o valor de mercado do imóvel e acertamos a minha parte. De volta a Los Angeles trataram do novo contrato de compra e assim que assinar tudo fecharemos o acordo.
Riley sendo muito gentil, se ofereceu para levá-los ao aeroporto, assim deixou a recepção também.
E após se despedirem, Garrett, Kate e Mia foram os próximos a informar a saída.
— Muito obrigada por terem vindo. – Agradeci.
— Nós que agradecemos o convite. – Kate respondeu.
— E não levem em conta as brincadeiras do Riley. – Edward comentou.
— Já o conhecemos, assim como a sua família e sabemos que estão apenas brincando. – Garrett afirmou. – Mas o que disse era verdade, caso realmente tenhamos mais filhos no futuro, vocês estão na lista prévia para padrinhos.
— Será um honra. – Edward informou e assenti.
— E confiem que tudo acontecerá na hora e do modo que tiver que ser. – Prometi.
— Obrigada Bella. Estamos confiantes nisso.
Kate agradeceu e nos despedimos.
De volta à área sentei perto da mamãe e a Elisa interagindo com elas, mas as conversas paralelas se dissiparam quando Emm começou a falar em direção a todos.
— Hoje é um dia muito especial para nossa família. Finalmente nossas crianças foram batizadas. E ainda descobrimos que agora efetivamente a Sue é nossa tia. Mas ainda temos mais uma coisa a comemorar.
— O que é? – Jasper questionou.
Rose se aproximou do marido.
— Queremos anunciar que em breve estaremos reunidos novamente para mais uma comemoração dessas.
Eles se abraçaram de lado e Emm levou as mãos à barriga da Rose.
— Estamos grávidos.
Anunciaram e a comemoração começou em pólvora.
— Ah, meu Deus!
— Parabéns.
— Eu não acredito nisso.
— Vou ser titia de novo.
— Minha filha, que lindo.
— Amo como essa família não para de crescer.
Levei um tempo até conseguir abraçar o Emm, mas quando consegui ele me agarrou em um dos seus abraços de urso.
— Não acredito que você será papai.
— Pois acredite irmãzinha. Agora você não será a única sábia da família. Também receberei minha sabedoria paterna.
— Você será um pai incrível. Assim como foi o melhor irmão mais velho que poderia querer. Como já é um filho amado e um marido sensacional.
— Obrigado Bella. Estou muito feliz.
— É claro que está. Você será papai.
— Eu serei papai!
Girou-me em um novo abraço. E quando me colou no chão foi abraçado pelo Jake.
Assim cheguei a Rose que acabou de ser cumprimentada pelo Edward.
— Você está grávida.
— Estou. Ainda é surreal, mas eu estou.
— Estou tão feliz por vocês Rose. – Nos abraçamos. – E viu só como não demorou nada?
— Então, estava louca para comentar com você. Segundo minha médica, é provável que tenha engravidado no início do mês passado. Assim estou pensando que pode ter sido na noite da comemoração do meu aniversário.
— Rose! Eu falei que daria certo. Bastava acreditar e praticar.
— Aquela noite foi realmente marcante, pode apostar. – Sorrimos cúmplices.
A comemoração continuou a toda pelo restante da tarde.
No início da noite eles foram embora, apenas Claire e Richard ficaram conosco já que vão embora só amanhã.
Com a casa mais tranquila, encontrei os dois na sala com as crianças ao seu redor. Richard com a Kath no colo, enquanto a Clare tem a bisneta Claire nos seus e Miguel está diante deles conversando.
— Aproveitando os bisnetos?
Questionei ao me fazer presente.
— Com certeza querida. – Clare respondeu.
— Se quiserem podem nos contratar como babás, nem cobraremos. – Richard brincou.
— O pagamento virá através deles com muitos beijinhos, não é minha linda? – Ela beijou a mão da bebê que riu com a bisavó.
— Ah, quem dera. Vocês seriam os cuidadores perfeitos. Nem precisaríamos nos preocupar.
— Ao menos se morássemos perto poderíamos aproveitá-los muito mais.
— Ia ser muito legal se os senhores morassem aqui perto. – Miguel comentou.
— Seria mesmo... – Richard ponderou.
Ele e Clare trocaram olhares, mas não continuaram o assunto.
Então ergui o olhar vendo uma luz vindo da varanda e fui até lá encontrando Edward.
— O que está fazendo aqui sozinho Dream?
— Estava arrumando umas coisas, mas já acabei. – Sorri. – Vem aqui.
Esticou a mão e me aproximei, ele me abraçou e cobriu meus lábios com os seus.
— Te amo.
— Eu te amo.
— Obrigado.
— Porque está agradecendo?
— Pela felicidade que me proporciona desde o dia que nos conhecemos. Pela incrível vida ao seu lado. Por nossos filhos. Por tudo.
— Então retribuo a gratidão. Eu não seria um 1% de quem sou sem você na minha vida Edward. Obrigada por ter me escolhido.
— Como não escolher o meu coração? Você é tudo Heart.
— Eu te amo Dream, para sempre.
Enlacei os braços ao redor do seu pescoço e nos beijamos selando o fim desse dia perfeito, tendo as estrelas como espectadoras das nossas declarações e sentimentos...
CONTINUA.
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