Endless Love

10 1ª Temporada Capítulo 9 - Mudanças


Notas iniciais
Por pouco nao cumpro a promessa de postar três capítulos esse mês, mas aqui estou com o capitulo novo, espero que gostem... Quanto a música, dessa vez a letra será disposta durante a narrativa, mas no momento de ouvir a canção terá a sinalização. Capitulo postado Em: 30/09/11 - Dia em que começa a venda de ingressos para Amanhecer Parte 1.

— Nós vamos voltar para Jacksonville! – Papai sentenciou.

— Como é que é?! – Nessie perguntou.

— Eu não vou voltar para lugar nenhum. Sou maior e posso ficar aqui. Além do mais, tem minha faculdade e agora a Rose também. – Emm disse.

— E tudo o que já temos aqui? Não foi fácil mudar para cá, mas agora também não vou voltar! – Nessie completou.

Vi que eles estão tremendamente irritados, também estou, mas quero ouvir uma explicação concreta.

— Esperem um pouco. – Falei. – Vamos ouvir o que papai e mamãe têm a dizer.

— Obrigado filha. E parece que me equivoquei com vocês, pensei que fossem mais maduros.

— Mas pai...

— Mas nada Emmett, agora eu vou falar. Quando dissemos que vamos voltar para Jacksonville, me referia a sua mãe e eu. Em nenhum momento pensamos em tirá-los daqui.

— Espera pai. – O interrompi. – Agora eu que não estou entendendo nada.

— Filha, quando decidimos nos mudar pensamos no melhor para vocês, além de questões de estudo, essa cidade tem mais estrutura e sabemos como estão felizes aqui, acho que até mais do que eram em Jacksonville, mas e nós? Chegou o momento de pensarmos em nós também.

— O que isso quer dizer mãe?

— Quer dizer Nessie que vimos que nosso lugar não é aqui. Apesar de tudo que a cidade proporciona, nosso lugar é em Jacksonville. Seu pai ama a delegacia e não pensava em largar o trabalho tão cedo e eu tenho meus clientes, nossa vida está lá, mas só agora notamos isso.

— Mas sabemos também que o lugar de vocês é aqui e por mais que nos doa aceitar, seus lugares não são mais ao nosso lado. Mas o começo de suas vidas adultas está aqui, em Nova York. – Papai completou.

— Quer dizer que vocês vão embora e nós vamos ficar? – Perguntei.

— Isso são vocês que decidirão. Nossa ida a Jacksonville foi para realmente vermos o que queríamos fazer, mas isso não quer dizer que estamos os abandonando e sim dando a oportunidade de crescerem e começarem a ter suas próprias vidas. Mas sem saírem de casa, no caso nós é que iremos. – Papai tentou fazer graça, mas o clima não colaborou.

— Se vocês se sentirem bem em ficarem sozinhos iremos em paz, mas não os deixaremos desamparados e também não é uma coisa vamos embora amanhã, ainda conversaremos bastante sobre tudo nada será feito sem o consentimento de todos. – Mamãe disse.

— Agora vamos descansar. – Papai informou. – Vocês terão o tempo necessário para pensar em tudo e independente do que decidam estaremos aqui para apoiá-los.

Sem mais comentários e com um boa noite breve eles subiram.

— Estou confusa. Tudo isso realmente aconteceu? – Nessie suspirou.

— Acho que sim e não sei o que fazer. Claro que quero ficar aqui, mas não sei se consigo ficar longe deles. E tem a oportunidade de morarmos sozinhos, como eles disseram. Ser independente é totalmente diferente.

— Realmente Emm, agora temos muito em que pensar. Mas não podemos pensar somente em nós e sim neles também. – Afirmei. – Porque nosso pais sempre fizeram de tudo por nós e talvez seja a hora de retribuirmos. – Falei e suspiramos. – Quer saber vou deitar. Hoje foi um dia cheio e preciso descansar. Boa noite.

Eles responderam informando que também vão deitar, então subimos cada um para seu quarto, entrei e só coloquei o pijama deitando na cama.

Obviamente não conseguirei dormir, mas preciso tentar relaxar para pensar no que devo fazer e foi com a cabeça cheia de pensamentos que a inconsciência me tomou...

O café da manhã foi totalmente diferente, não pelo hábito, pois nos reunimos na mesa para comer, mas sim por nossos jeitos, reações.

Nunca teve um momento tão silencioso entre nós quanto esse com todos imersos em suas próprias ideias e pensamentos. Eu mesma não entendo direito o porquê dessa reação. Nossos pais não estão nos abandonando e fazendo algo errado ou ruim, mas nesse momento parece a atitude mais egoísta que já vivemos.

Talvez não sejamos tão maduros quanto eles pensam e isso me fez refletir. Será que realmente estamos prontos para nos virar sozinhos? Uma coisa é ser responsável e maduro quando sabemos que alguém sempre irá nos apoiar. Outra é termos que caminhar com nossas próprias pernas e sermos responsáveis por nossas decisões.

Após o café cada um foi para um lugar da casa, eu subi para meu quarto e fiquei a manhã inteira tentando me entender comigo mesma, mas sem nenhum progresso.

A hora do almoço não foi diferente, comemos em silêncio e o clima permaneceu horrível, e infelizmente não vejo nenhuma solução imediata ao horizonte.

— Eu vou sair com a Rose. Não sei que horas volto. Então não me esperem para jantar. – Emmett disse finalmente quebrando o silêncio.

— Tudo bem. Você vai de carro?

— Sim pai. Acho que vou levá-la ao shopping. – Informou. – E não deu tempo de falar, mas Rose e eu estamos namorando.

— Ah meu filho, que bom. Ela parece ser uma ótima menina, traga-a aqui depois para que possamos conhecê-la melhor.

— Tudo bem mãe, falarei com ela. Agora já vou, tchau. – Ele deu um beijo na testa da minha mãe, um tapinha nas costas do papai e acenou para nós.

O almoço terminou e me prontifiquei a lavar a louça com Nessie me auxiliando. Depois fui para a área de a piscina aproveitar o dia com o clima ameno e agradável que está fazendo...

— Bella, Bella acorda.

— Oi. – Olhei para Nessie parada a minha frente. – Eu dormi?

— Acho que sim, quando cheguei você estava deitada, pensei que estivesse só pensando, mas cheguei perto e vi que dormia.

— Devo ter cochilado. – Ela assentiu. – E o que estava fazendo?

— Estava falando com o Jake. Ele percebeu que não estou bem e me chamou para sair, para podermos conversar melhor.

— É uma boa falar com alguém de fora, talvez ele possa te ajudar a pensar melhor.

— É. E porque não vem comigo? Não é muito bom ficar sozinha.

— Eu não vou atrapalhar o encontro de vocês.

— Não é um encontro! – Ela corou.

— Confirma isso quando você voltar e manda um beijo ao Jake. – Disse me levantando.

— Certo. Se você quer ficar tudo bem e eu mando sim. – Informou já indo em direção ao portão.

— Ah, aproveita e dá uns beijos nele também. – Brinquei.

— Pode ser que faça isso mesmo. Que nem você tem feito com o primo dele. – A olhei incrédula e foi sua vez de rir. – Tchau Bella. – Ela saiu e balancei a cabeça tentando não pensar no que ela disse.

Entrei em casa encontrando papai na sala lendo.

— Oi filha, pensei que fosse sair com a sua irmã.

— Não, ela foi com um amigo, não quis atrapalhar.

— Certo e o que vai fazer agora?

— Não sei, acho que vou voltar para o meu quarto.

— Porque você não sai? Vá tomar um sorvete, talvez ir à praça. Eu sei como você gosta de lá. Está um dia bonito para se desperdiçar ficando em casa. – Pensei bem em seu conselho e realmente pode ser uma boa sair para espairecer.

— Você está certo pai, vou só me trocar, talvez vá mesmo à praça. – Dei um beijo em seu rosto e sussurrei um obrigada.

— Por nada. Agora vai, se não fica tarde. – Assenti.

Me arrumei rapidamente e quando voltei à sala não o encontrei mais, porém ele sabe para onde vou e como estou levando o celular poderá me contatar caso necessário.

No final não desviei o foco e vim ao parque mesmo. Estava pensando em como tudo na vida sempre gira em torno das mudanças, mas ás vezes não estamos prontos para recebê-las.

Sentei em um banquinho olhando o movimento, até que meus olhos foram cobertos por mãos grandes, firmes e macias, senti o perfume e na hora sussurrei.

— Edward...

— Nossa. – Ele tirou as mãos dos meus olhos e sentou ao meu lado. – Mas nem cheguei a falar nada e você já adivinhou.

— Acho que reconheci ou talvez tenha tido reflexo. – Desconversei. – Mas o que faz aqui?

— Nada importante, vim só correr. Manter a forma sabe? Tanto para o futebol quanto a dança.

E como sei...

Bella que pensamentos são esses? Balancei a cabeça.

— E você veio fazer o que?

— Pensar, colocar as ideias no lugar.

— E veio sozinha?

— Sim. Emm saiu com a Rose. Nessie com o Jake. Então resolvi vir para cá.

— E seus pais não brigaram pela bagunça que fizemos ontem? – Ele riu e o acompanhei.

— Não, eles nem repararam em nada. – E como poderiam se tinham outros planos em mente?

— Que bom. – Ficamos em silêncio. – Bella. – O olhei. – Me desculpe se estou sento invasivo, mas senti que você ficou diferente quando falou dos seus pais, algo errado?

— Não é nada de importante. Apenas questões que não sei como resolver.

— Talvez se compartilhar possa te dar uma ajuda. – Ponderei, não sei como falar uma coisa assim e tão pouco se Edward é a pessoa certa para conversar. – Mas se não quiser falar, sem problemas, talvez seja algo pessoal demais para contar.

— Na verdade, só não sei bem como começar a falar.

— Que tal pelo início? – Brincou. – Ou pela parte que consiga entender o que está acontecendo.

— Meus pais vão embora. – Sussurrei.

— Como?

— Meus pais decidiram que vão voltar para Jacksonville. E agora há um dilema em casa sobre aceitar ou não, concordar ou não, tudo está em nossas mãos.

Esse turu, turu, turu aqui dentro.
Que faz turu, turu, quando você passa.
Meu olhar decora cada movimento.
Até seu sorriso me deixa sem graça.

— Espera ai, explica isso direito, que não estou acompanhando muito bem.

Para acertar tudo contei sobre a conversa de ontem, ele analisou cada palavra dita por mim, mas não me interrompeu.

— E é assim que estamos agora. – Conclui. – Sei o que devo fazer, mas simplesmente não consigo sabe? São sentimentos estranhos conflitando em mim.

— Consigo entender bem o que sente e acho que ficaria na mesma situação. Não consigo me imaginar morando longe dos meus pais agora, assim como você, fui acostumando com a presença deles e não saberia como lidar com tudo. Mas depois vem o bom senso e mostra que devemos deixar de pensar em nós mesmos e ver que essa é a hora deles.

— Sim, você entendeu perfeitamente. Só consigo pensar em tudo que eles já fizeram por mim e que talvez essa seja a hora de retribuir. Vir para Nova York mesmo foi uma mudança muito grande para eles, agora querem apenas voltar para seu lugar e acho que é o mínimo que posso fazer. Deixar que sejam felizes e começar a ser responsável por mim mesma.

— É claro que eles não estão abandonando vocês. – Assenti. – Mas realmente deve ser um momento deles. E qualquer coisa se precisar de pai ou mãe por perto, posso emprestar os meus. – Brincou e sorrimos.

— Obrigada, vou ter isso em mente. Mas realmente obrigada por me ouvir e apoiar parece que agora ficou um pouco mais fácil assimilar as ideias.

— De nada. Sempre que precisar estou aqui, afinal é para isso que servem os amigos. – Amigos. Apesar de sincero, não me pareceu à palavra mais apropriada, pelo menos não me agradou muito ouvir. – Bella, Bella. – Edward estalou os dedos a minha frente.

— Desculpe, me distrai. Você falou algo?

— Percebi, estava falando que mereço uma recompensa pela ajuda. – Sorriu torto.

— Tenho que temer sua ideia?

— Não é nada que você não possa realizar.

— Pois bem, pode falar.

— Me pague um sorvete e se quiser compre um para você também, mas eu mereço depois de bancar o psicólogo.

— Tudo bem, vamos comprar os sorvetes, mas saiba que você não é nem um pouco cavalheiro.

— Por quê?

— Não é obvio? Você esta me mandando pagar o sorvete!

— Ah Bella, menos drama. Estamos no século XXI e isso é um pagamento pelos meus honorários, mas prometo que no nosso próximo encontro eu pago tudo.

— Ok, mas espera ai. Isso não é um encontro.

— Então melhor, se não é um encontro não preciso agir como cavalheiro. – Piscou. –Agora vamos você só esta me enrolando.

— Vamos antes que desista de comprar os sorvetes. – Levantamos do banco seguindo até um carrinho de sorvete, encontramos rapidamente, pedi um sorvete de morango e ele de floresta negra.

— Viu? Nem saiu tão caro assim, sua reclamona.

— Não reclamei pelo preço e sim pela situação, mas também não importa mais. – Aproveitamos nossos sorvetes por um tempo, até comentar. – Acho que já vou indo, está ficando tarde.

— Eu te levo.

— Não precisa. É perto, posso ir sozinha.

— Que espécie de homem eu seria se te deixasse ir sozinha a noite para casa?

Se eu pudesse te prender.
Dominar seus sentimentos.
Controlar seus passos.
Ler sua agenda e pensamento.
Mas meu frágil coração.
Acelera o batimento.
E faz turu, turu, turu, turu, turu, turu tu.

— Você?

— Por isso mesmo, sendo quem sou tenho a obrigação de te acompanhar até em casa. Você já quer ir agora ou esperamos mais um pouco?

— Podemos terminar o sorvete e depois vamos já que insiste tanto. – Ele assentiu e continuamos a andar pelo parque conversando sobre amenidades.

Quando decidimos que já era hora de ir ele me acompanhou até o portão.

— Está entregue.

— Obrigada, por tudo.

— Não por isso.

— Você não quer entrar? – Perguntei.

— Não vou abusar da boa vontade do chefe Swan, já passei à tarde com a filha dele e ainda a trouxe para casa, acho que entrar seria demais.

— Bobo. Papai não ligaria.

— Estou brincando, mas deixarei o convite para a próxima, se também não chegar logo dona Esme fica doida.

— Mande um beijo para ela e diga que estou com saudades.

— Tudo bem e ela está cobrando outra visita sua lá em casa.

— Quando der irei. Agora tenho que entrar.

— E eu já vou indo. – Ficamos parados nos olhando sem saber como nos despedir até que ele se aproximou, tocou meu rosto e me deu um beijo na testa. – Boa noite Bella.

— Boa noite.

O vi caminhar no sentido oposto e entrei em casa.

— Te peguei. – Quase cai para trás ao ouvir a voz da Nessie.

— Caramba Nessie! Quer me matar do coração?

— Imagina. Se fizesse isso o Edward me mataria.

— Besta! Mas o que está fazendo aqui sozinha e no escuro?

— Vigiando você.

— Como?

— Estou brincando. Cheguei agora pouco também e quando vi que não tem ninguém em casa resolvi observar a movimentação de vocês lá fora. – Acendi a luz e me sentei no sofá. – Beijo na testa, hein? Alguém está te querendo. – Nessie começou a provocar e lhe taquei uma almofada.

— Fica quieta Nessie, mas você disse que não tem ninguém em casa, onde será que nossos pais estão?

— Não sei. – Ela sentou do meu lado, e só então reparei na sua expressão de felicidade.

— Ei você mocinha, não pense que esqueci que saiu com o Jake e agora está de volta com essa carinha feliz. Vai, desembucha, conta tudo.

— Ah Bella, não aconteceu nada só saímos para conversar, nada sério.

— Tem certeza que vai querer me esconder o que fez? Às vezes posso ser bem enxerida e irritante também, aprendi com uma tal de Renesmee Swan conhece?

— Acho que sim, é uma menina linda e inteligente que tem uma irmã meio lerda que não pega um tal de Cullen.

— Falou a rainha da atitude.

— Hum não sei. O que uns beijos significam para você?

— O que? Você e o Jake se beijaram? – Ela assentiu – Ah, me conta tudo agora!

— Foi tudo tão lindo você nem pode imaginar.

— É claro que não, se não me contar não poderei imaginar mesmo, anda fala logo.

— Assim que saímos fomos andar pelo shopping, tomamos sorvete, mas ele viu que eu precisava mesmo conversar. Depois fomos andar, até que sentamos em um banco e contei tudo o que estava sentindo. Ele foi tão fofo, me deu vários conselhos, me ouviu, acabei chorando um pouco, ai ele me abraçou, encostei a cabeça no peito dele e ficamos assim até que levantei o rosto e estávamos tão próximos que acabei beijando ele.

— Ai caramba e como foi?

— No inicio foi só um selinho, pois não queria pressioná-lo, mas quando fui me distanciar ele me beijou de verdade. Foi tudo! Uma das melhores sensações que já senti.

— Imagino como tenha sido para você, ainda mais porque sabe que ele gosta de você também, mas e depois como reagiram?

— Ah, não sabia bem o que fazer, mas ele disse uma coisa linda.

— O que?

— Pediu para falar qualquer coisa menos que estava arrependida, porque aquilo tinha sido muito importante para ele. Então não pude fazer outra coisa a não ser beijá-lo de novo.

— Que tudo Nessie. E vocês já estipularam algum compromisso?

— Não, hoje foi lindo, mas amanhã não sei como ser.

— E você também não precisa se preocupar com isso agora, só aproveitar as lembranças. – Ela assentiu.

— Mas não entendi uma coisa. Você também saiu com o Edward?

— Não, depois que você saiu conversei um pouco com o papai e ele me aconselhou a dar uma volta, então fui à praça e o encontrei lá, nós conversamos também, ele me ajudou a pensar bastante sobre tudo e depois me trouxe.

— Parece que tivemos uma tarde agradável. – Concordei e bem nesse momento nossos pais chegaram.

— Boa noite meninas. – Papai saudou. – Chegaram faz tempo?

— Não muito, cheguei primeiro e vi que não tinha ninguém em casa, ai a Bella chegou também. – Nessie respondeu.

— Fomos à padaria comprar pão e frios para lancharmos, como a fornada saiu agora resolvemos esperar para trazer pão bem fresquinho, mas vocês já tomaram banho? – Negamos. – Então subam e se arrumem rapidinho para jantarmos, ok? – Mamãe disse concordamos já subindo para nossos quartos.

Tomei um banho relaxante e aproveitei o momento para pensar mais um pouco nas decisões que tenho que tomar a partir de agora. Só esperarei a hora certa para conversar com meus pais e tirar esse peso das minhas costas.

Quando terminei de me arrumar desci e encontrei o Emm na sala.

— Hey mocinho quando chegou?

— Não faz muito tempo, cheguei e subi direto para tomar banho.

— Nossa e ainda assim tomou banho mais rápido do que eu.

— Bella, vocês mulheres demoram até para arrumar o cabelo imagina para tomar banho? – Dei de ombros. – Mas vocês saíram para onde? Quando sai não tinham planos e agora chegaram quase junto comigo.

— Ah, foram coisas de última hora. Nessie saiu com o Jake e eu fui andar no parque.

— Sozinha? – Ele ergueu a sobrancelha.

— Quando sai de casa sim, mas lá encontrei o Edward e passamos o resto da tarde juntos.

— Nem quero pensar nos problemas que isso ainda vai me trazer. – Fiz minha cara de que problemas e ele continuou. – Mas como estão as coisas aqui em casa?

— Bem, pelo menos da minha parte e acho que nossos pais também estão. Eles respeitam nosso espaço, mas já sei o que vou fazer.

— Eu também, hoje pude pensar bastante sobre.

— Vamos jantar? – Nessie sugeriu assim que apareceu.

— Onde você estava? – Perguntei.

— Na cozinha, desci antes de vocês e fui até lá ajudar a mamãe. Agora vamos logo.

Levantamos e fomos para a cozinha, à mesa está toda arrumada para um jantar/lanche, essa refeição foi mais natural, não tanto quanto sempre, mas sinto que logo isso irá mudar e as coisas voltarão a ser as mesmas de antes...

Nessie e eu entramos no colégio trocando poucas palavras, logo avistamos nossos amigos no pátio, cheguei cumprimentando a todos, sendo seguida pela Nessie, porém quando foi falar com o Jake, ele a puxou pela cintura lhe dando um selinho demorado. Até eu que já sabia de tudo me espantei, pois não esperava que ele fosse ter essa atitude.

Mas conhecendo o Jake sabia que ele não agiria como se nada tivesse acontecido, porém tão pouco pensei que ele já fosse agir assim tão abertamente.

Depois do selinho eles ficaram abraçados de lado, enquanto permanecemos em silêncio, dá para notar a curiosidade no olhar de cada um, mas estão se mantendo discretos o bastante para não perguntar e tão pouco comentar nada.

Entrei em um assunto qualquer sobre as aulas só para termos o que falar enquanto o sinal não bate. Quando tocou subimos juntos, Jake e Nessie ficaram em sua sala enquanto seguimos para a nossa, mas assim que entramos, Alice me bombardeou de perguntas.

— É isso mesmo que estou pensando? Eles estão namorando? Você sabe como foi?

— Calma Alice, não posso dizer muita coisa porque também não sei como anda a situação deles, só o que sei é que eles ficaram ontem.

— Então é certo. Conhecendo meu primo, como o conheço, sei que levará isso a sério.

— Vamos ver. – Interrompemos a conversa quando a aula começou...

Já no intervalo conseguimos voltar a conversar e estamos falando sobre a aula de dança.

— Quero só ver como vai ser a aula de hoje. – Jas comentou.

— Ainda estamos tão enrolados com a história da coreografia, essa nos pegou de jeito não? – Alice respondeu.

— Eu tenho uma ideia, mas vou falar só na aula com todo mundo junto. – Falei.

— Ah não Bella, fala vai. – Alice fez biquinho.

— É Bella, somos seus amigos você tem que nos contar, além do mais, se for uma ideia ruim é melhor levar um passa fora dos amigos do que de toda a turma. – Edward comentou.

Se esse turu tatuado no meu peito.
Gruda e o turu, turu, turu, não tem jeito.
Deixa sua marca no meu dia-a-dia.
Nesse misto de prazer e agonia.

— Valeu pela consideração Edward. Estou vendo como você confia em mim.

— Estou brincando Bellinha. – Ele me puxou prendendo em seu abraço e deu um beijo na minha testa. – Não se preocupe. Mesmo se for uma ideia ruim vou te apoiar. – Ele bagunçou meu cabelo, causando risos nos presentes.

Tenho que confessar que estou adorando esse clima mais descontraído entre nós, paramos de rir assim que Nessie e Jake sentaram de mãos dadas na mesa. Não foi por mal, mas ficamos esperando para ver se eles falarão algo.

— Ok, já que ninguém pergunta nada, faço eu. Qual é o rolo de vocês? – Edward perguntou.

Eles se entreolharam e Jake respondeu.

— Nós estamos ficando.

— Como assim ficando rapazinho? Está pensando que é assim? Pega minha irmãzinha ingênua e usa a vontade sem um compromisso sério? – Me fiz de brava.

— É irmãzinha ingênua. A gente começa ficando, depois namorando. – Nessie completou.

— Depois fazendo promiscuidades e dando frutinhos.

— Edward! – Nessie, Alice e eu protestamos juntas.

— É isso ai cara. – Jake bateu na mão do Edward e Jasper também. – Mas não se preocupe Bella, saiba que minha intenção com a Nessie é essa mesma, ficar, namorar, entre outras coisas. – Nós rimos e Nessie lhe deu um selinho.

— Que fofos vocês dois juntos. – Alice comentou. – Ter namorado é maravilhoso.

— Pode ter certeza. – Jas completou e os dois deram um selinho também.

— Hey Bella e o meu? – Edward falou e o olhei confusa.

— O seu o que?

— O meu selinho oras. Também quero um. – Edward fez um biquinho muito fofo, quase impossível de resistir, quase.

— Bobo. – Todos riram inclusive nós dois e continuamos a conversar descontraidamente.

Apesar de saber que foi só brincadeira não pude deixar de me constranger diante do pedido, pois só de imaginar como seria se realmente desse um selinho nele...

Balancei a cabeça expulsando esses pensamentos voltando a me concentrar na conversa...

— E como passaram de fim de semana? – A professora Mary perguntou assim que nos reunidos na sala de dança.

Diante de sua pergunta comentamos um pouco e logo ela voltou a falar da nossa ainda não resolvida coreografia.

— Professora. – Jake interrompeu.

— Sim senhor Black.

— Bella tem uma ideia, vamos ouvi-la.

— Pois bem senhorita Swan, exponha sua ideia para nós.

— Ok, na verdade a ideia não foi exatamente minha, um amigo me deu umas dicas e montei meio que um esquema para a coreografia. – Ela balançou a cabeça me incentivando a continuar. – Pensei assim, a música trata de uma disputa interna entre os dois, um quer mostrar ao outro o que quer e como vai conquistar, desse modo acredito que possamos fazer uma competição entre nós.

— Como assim? – Jessica perguntou.

— Simples, as meninas ficam de um lado defendendo o ponto de vista da Nelly, os meninos do Timbaland e junto com a parte da dança usaríamos aqueles microfones presos, mas sem cantar, transformando a cena meio que em um musical, onde falaremos um para o outro o que vai acontecer e claro sem deixar de lado a sensualidade que a música tem.

— Então seu ponto é focar na competição, mas usando também os apetrechos da música? – Mary comentou e eu concordei. – Adorei! – Na hora todos começaram a planejar os detalhes empregados, como será feito, etc. Fiquei feliz que todos gostaram e sinto que agora as coisas vão esquentar...

Nessie está comentando com o Emm sobre nossa evolução na dança enquanto esperamos para ir jantar.

Eu já tomei minha decisão em relação à situação dos meus pais, demorei demais até para perceber o que era certo a fazer, mas como dizem, antes tarde do que nunca.

Mamãe nos chamou e fomos para a sala de jantar, o clima já está melhor conversamos abertamente, mas sem tocar no assunto da partida, quando terminei de comer e vi que falta pouco para todos terminarem resolvi tomar a palavra.

— Pai, mãe tenho uma coisa para falar. – Eles prestaram atenção. – Primeiro desculpe pela atitude infantil que tive ao receber a noticia da partida de vocês, só não soube como agir na hora.

— Tudo bem querida, entendemos que não foi uma coisa fácil de assimilar. – Mamãe apontou ao pegar minha mão ao lado da sua na mesa.

— Obrigada por entender, mas agora chegou a minha vez de entendê-los. A vida inteira vocês se doaram por nós, fizeram de tudo para nos dar a melhor educação possível, muito amor, carinho e respeito. E depois de absorver isso por tantos anos nada mais justo do que retribuir esse amor. Então vocês têm meu apoio para voltar a Jacksonville. – Sorri com os olhos cheios de água.

É o certo a se fazer o que não quer dizer que é fácil.

— Você tem certeza filha? Só queremos o melhor para vocês, pensamos que iriam gostar de morar sozinhos, ter sua independência, mas se não querem isso ainda, ficamos sem problemas.

— Não pai, Bella está certa. – Emm pontuou. – Não é só por vocês que fazemos isso, mas também por nós. Está na hora de crescermos e começarmos a tomar responsabilidade. Vocês nem estão nos expulsando de casa e sim saindo dela. – Concluiu como sempre fazendo graça até mesmo nos momentos sérios.

— Ai meus amores nem consigo acreditar que vocês não estão chateados e ainda nos apoiam. – Mamãe disse já chorando também.

— Mãe, somente fomos pegos de surpresa, o que não quer dizer que tenhamos ficado aborrecidos. Não é uma coisa que amanhã me acostumarei a não tê-los aqui. Mas é isso que precisamos. Vocês querem ir, queremos ficar e ambas as partes sabem se virar, só sentiremos muitas saudades. – Nessie disse e mamãe a chamou para sentar em seu colo.

— Também morreremos de saudades, mas não se preocupem, não é como se amanhã fossemos embora, ainda temos muitas coisas para acertar tanto lá quanto aqui. E sempre voltaremos para vê-los e agora vocês também podem ir lá passear. – Assentimos.

— Vocês não imaginam como estou orgulhoso, meus três filhos já tão grandes tão maduros, experientes sabendo o que querem e como lidar com a vida. Nem parece que ontem Emm estava dando seus primeiros passos ou Nessie e Bella me chamando pela primeira vez de pai, mas agora vejo todos tão crescidos. Meu filho um homem já, procurando seu caminho tanto no lado profissional quanto amoroso. E minhas duas princesas, tão lindas e grandes logo, logo estarão me dando o mesmo trabalho em relação ao amor. – Papai disse já com os olhos cheios de lágrimas. Corri e sentei em seu colo também.

— Não se preocupa pai, mesmo quando no futuro tiver alguém sempre serei a sua garotinha. – Sorri em meios às lágrimas.

— Eu também pai. A prova disso é que estou envolta nos braços da mamãe sendo que estou ficando com o Jake.

— Como Assim?! – Papai e Emm questionaram.

Nessie viu a burrada que fez, enquanto mamãe e eu só rimos querendo saber como ela lidará com a situação diante dos dois contestadores.

Sei que foi o melhor a fazer, mas com certeza sentirei muita falta desses momentos que só minha família proporciona. Uma lágrima escorreu e o papai a limpou dando um beijo em minha testa.

— Sempre estarei com você. – Prometeu.

— Eu sei. – Respondi e realmente sei disso, mas agora é nosso momento de crescer...

***

Seus pais vão mesmo, não é Bella? – Jasper perguntou durante a segunda aula.

— Claro Jas, vamos todos pode confirmar com seus pais.

— Maravilha, será meio que dois eventos em um. O jantar de despedida e a formalização do compromisso da Rose e do Emm.

— Que culto Jas, formalização.— Rimos.

Porém ele tem razão, será algo bem assim mesmo, contando com a presença dos Cullen e o senhor Black.

— Com certeza. A sorte é que o Carlisle não tem plantão hoje à noite ai poderá ir também.

— Então está mais do que marcado. – Ele assentiu e voltamos a prestar atenção na aula.

Depois que todos ficaram sabendo que meus pais vão embora, os pais do Jas resolveram oferecer um jantar de confraternização para que se sintam acolhidos e com palavras da senhora Hale, para que saibam que todos estarão aqui para cuidar de nós.

Sendo assim hoje será o jantar, nossos amigos mais íntimos vão e Emm aproveitará para falar com o pai da Rose. E o Jake, se não fugir, talvez fale com o papai também.

E como estou livre de encrencas relacionadas a namoro, apenas ficarei de expectadora de tudo.

— Renée, meu amor, vamos. Se não chegaremos atrasados, ou melhor, atrasados demais. – Papai falou ao pé da escada enquanto tenta fazer com que a mamãe desça.

Estamos prontos só esperando-a, então por fim ela desceu usando um vestido lindo.

— Nossa mãe, está linda demais. – Emm disse.

— Obrigada meu amor, agora vamos querido. – Falou olhando para o papai que parece hipnotizado. – Charlie? Tudo bem?

— Ah sim, claro. Só fiquei impressionado, você está muito linda amor. – Eles deram o braço e saíram.

— E vocês senhoritas, me dariam a honra? – Emm estendeu os braços Nessie e eu prontamente pegamos.

— Nobre cavalheiro, nos conduza até o ilustre jantar. – Nessie disse e caímos na gargalhada. Viemos no carro do Emm enquanto nossos pais seguiram no dele.

Prosseguimos calmamente e pouco mais de trinta minutos chegamos à casa dos Hale, já dentro da propriedade descemos e novamente Emm nos auxiliou.

— Que bom que vieram. – O senhor Hale nos saudou.

— Agradecemos o convite e jamais faríamos a desfeita de não vir.

— Renée como você está elegante.

— Você também Elisa e sua casa é linda.

— Obrigada. Agora entrem, estamos na sala conversando. – Os cumprimentamos e entramos.

Falamos com Jas e Alice que estavam mais próximos a sala junto com a Rose, o Emm querendo se ver logo livre de nós foi guiando-nos em direção aos meninos.

— E ai rapazes, tenho presentes para vocês. Jake toma a Nessie, só estou emprestando porque quero ficar com a Rose, mas estou de olho, hein?

— Pode deixar Emm, vou cuidar bem dela. – Eles deram um selinho. E fugindo da cena ele virou para mim.

— E você? Com quem vou deixar? – Ele olhou para Edward e me apontou. – Toma ai cara, é para você!

— Como assim eu sou só toma ai cara? — Contestei.

Se esse turu tatuado no meu peito.
Gruda e o turu, turu, turu, não tem jeito.
Deixa sua marca no meu dia-a-dia.
Nesse misto de prazer e agonia.

— Bella aproveita que ele não deu nenhuma recomendação. – Nessie falou.

— Mas darei agora. Edward estou de olho em você também, nada de mais do que ficar perto dela, afinal, vocês não tem nada. Então sem muito chamego, agora vou atrás da minha loira, mas estou de olho! – Apontou para os rapazes, mas não demorou a sair.

— Eu mereço! – Balancei a cabeça.

— Então mocinha já que está sob minha tutela que tal um abraço? – Edward pediu.

— Você não ouviu a parte do sem chamego?— Brinquei.

— Mas ele me deu você, então posso quebrar as regras. – Ele me abraçou, retribui e senti um beijou na testa.

— Também mereço um pouco da Bella. – Jake se manifestou.

— Você já tem a sua Swan e ainda quer a minha?

— Como assim sua? – Questionei.

— Minha sim, ao menos por essa noite. – Piscou.

Nem estou dormindo mais.
Já não saio com os amigos.
Sinto falta dessa paz.
Que encontrei no seu sorriso.
Qualquer coisa entre nós.
Vem crescendo pouco a pouco.
E já não nos deixa sós.
Isso vai nos deixar loucos...

— Vamos trocar por um instante. – Jake disse.

Assim nos cumprimentamos.

— Viu como estamos bem hoje, Bella? Pegando dois gatos desses.

— Não é mesmo Nessie? Olha só, melhor que ganhar na loteria. – Rimos.

— Mas também estamos no lucro, porque olha só que lindas... – Jake falou.

— Muito bem. Mas qual das duas é a minha verdadeira nora? – Ouvimos a voz de um homem atrás de nós.

— Meninas, esse é meu pai, Billy Black. Pai, essa é a Bella, minha amiga e irmã da minha namorada, que é essa aqui, a Nessie. – Nos cumprimentamos.

— Vocês são muito lindas. Qualquer uma das duas seria uma excelente nora, mas gostei muito de você Nessie.

— Obrigada senhor Black.

— Só Billy querida. – Ela sorriu. – E você é a nora do Carlisle? – Questionou para mim.

— Eu? Não. Sou apenas amiga do Edward. Nós não temos nada.

— Meu sobrinho estou vendo que tudo o que já ensinei não serviu de nada. Terei que falar com o seu pai depois.

— Por quê? – Edward perguntou.

— Como por quê? Você está deixando uma garota linda como essa ser só sua amiga. Essa não foi à criação que te dei.

— Tio Billy, o senhor nem sabe da metade, mas agora nos deem licença. Vou levar a Bella para falar com os meus pais. – Ele me puxou e saímos andando até a outra parte da sala. – Desculpe-me pelo tio Billy, como pôde perceber ele e o Jake são iguaizinhos, não medem as palavras.

— Tudo bem, não tem problema. – Seguimos até chegarmos perto dos seus pais.

— Bella querida. – Esme me abraçou. – Como está?

— Bem e você?

— Também. Você está muito linda.

— Obrigada. E você como sempre muito elegante.

— Não monopolize a Bella, Esme. Deixe-me cumprimentá-la também.

— Claro Carl, mas você sabe como a adoro, impossível não me apegar.

— Eu sei meu bem, mas deixe pelo menos ter a honra de falar com ela. Como vai Bella? Já faz algum tempo que não nos vemos. – Ele deu um beijo no meu rosto.

— Estou bem obrigada e o se... Você?

— Bem também, obrigado.

— Realmente foi uma pena não ter podido ir à apresentação.

— Sim, mas soube da belíssima atuação de vocês, mas espero poder ir às próximas.

— Com certeza. E não teríamos conseguido nada sem o grupo inteiro, e eu sem o apoio do Edward.

— Olha, recebendo elogios de você. Que honra. – Provocou.

Se é amor, sei lá...
Só sei que sem você, parei de respirar.
E é você chegar.
Pra esse turu, turu, turu, turu, vir me atormentar.

— Só faço quando as pessoas merecem e nesse caso merece porque fez tudo muito bem no dia da apresentação.

— Obrigado.

— E como estão às coisas com a sua família querida? Vocês estão sendo muito maduros e condescendentes com a situação.

— É o mínimo que podemos fazer Esme, depois de tudo o que eles fizeram a vida inteira por nós isso, é algo bem pequeno. – Eles assentiram.

Logo fomos convidados a jantar, sorte que a mesa de jantar é grande para comportar a todos, começamos a falar de assuntos amenos, pontos do cotidiano, até Carlisle pedir a palavra.

— Queria falar que apesar de este ser um jantar de confraternização, também é meio que uma despedida, ou melhor, um até logo mais prolongado. – Nós rimos. – Mas quero dizer a vocês, Charlie e Renée, que estão de parabéns pela educação de seus filhos e por tê-los instruído tão bem a ponto de terem a maturidade de aceitar os feitos da vida como tem que ser. – Mesmo sem querer suas palavras fizeram com que algumas pessoas na mesa começassem a chorar.

— E digo também, completando ao nosso amigo, que vocês podem ir tranquilos. Porque a partir de hoje seus filhos estarão guardados por nós, sabemos que eles sabem se virar, mas o que precisarem podem contar conosco seja para o que for. – O senhor Hale falou.

— Eu agradeço todo o carinho, respeito e atenção que estão tendo conosco e agora posso deixar meu coração de mãe mais tranquilo sabendo que meus filhos também estarão em boas mãos. – Mamãe disse agradecendo ao senhor Hale e Carlisle.

— Já que estamos falando muito de família e com todos emocionados que não pensarão em me bater ou colocar daqui para fora. Queria pedir oficialmente para o senhor e a senhora Hale, o consentimento para namorar a sua linda filha, Rosalie. – Emm disse.

— Mesmo estando ciente que minha filha já é uma mulher, nunca deixarei de pensar nela como a minha menininha, mas fico feliz que você se importe com a nossa opinião, sendo assim têm nossa benção para o namoro. – Todos sorriram diante da afirmação.

— Ufa! Já que não morri posso dar seu presente Rose. – Ele tirou do bolso uma caixinha e abriu mostrando um par de alianças para selar o compromisso. – E agora pergunto de novo. Você quer namorar comigo?

— É claro, sou muito feliz por ser sua namorada. – Eles trocaram as alianças e deram um selinho.

— Ninguém tem mais nada a declarar? – Jas questionou.

— Acho que alguém ainda tem algo a dizer. Vocês não concordam? – Edward disse e esperamos o outro alguém se manifestar.

— Tudo bem, peço a palavra agora. – Jake começou. – Não poderia deixar que o senhor e a senhora Swan fossem embora sem saber das minhas reais intenções com a sua filha Renesmee.

— Pode falar rapaz, somos todo ouvidos. – Papai falou incentivando Jake a continuar.

— Obrigado. Nessie quero dizer que desde o primeiro dia que a vi na frente do colégio senti algo diferente, com o tempo a nossa convivência foi se aprofundando e cada dia mais as coisas foram evoluindo. Até esse momento em que me encontro completamente apaixonado por você e esperando ouvir um sim, para que possamos começar finalmente algo nosso.

Nossa o Jake nos derrubou com essa, foi tão lindo...

Mas espera, porque Nessie não respondeu nada?

— Nessie, fala alguma coisa. – Sussurrei em seu ouvido.

— Sim.

— Esse sim foi para Bella ou eu?

— Para você Jake. Claro que quero muito ter algo com você.

— Fico muito feliz em ouvir isso. – Sorrimos. – Não tenho uma aliança, porque acho que está muito cedo para tal, mas quero demonstrar a você e ao mundo o que temos. Então lhe darei esse colar com o símbolo do infinito para que nosso relacionamento seja tão duradouro quanto... – Nessie nem esperou receber o presente para beijá-lo.

— Hã, hã. – Emm chamou a atenção. – Demos a permissão, mas também não exagera Black...

— Que noite linda. Estamos entregando dois filhos a outras pessoas que tenho certeza que cuidarão muito bem delas. – Mamãe falou.

— Agora só falta Bella e Edward se acertarem. – Alice disse sutilmente.

— O que? – Falamos juntos.

— Calma, só falei que faltam vocês dois para completar o time dos comprometidos. Não que têm que ficar juntos.

— A não ser que queriam, particularmente não vejo problema nenhum. – Esme disse, como sempre, me colocando em uma saia justa.

— Acho que por hoje deixei filhos demais saírem debaixo das minhas asas, deixem pelo menos minha Bella comigo. – Papai falou e todos riram.

Agradeci internamente, falar de relacionamento, ainda mais com Edward, não é algo que estou pronta para debater...

Após o término do jantar voltamos para sala, comemos a sobremesa em meio às conversas, porém não querendo me meter em assuntos de adultos e tão pouco querendo atrapalhar os casais, ainda que Jasper e Alice não estejam no clima do novo, preferi sair para a varanda à procura de ar e também para aproveitar a beleza da noite de Nova York.

Fiquei quietinha apenas sentindo a leve brisa me tocar, quando alguém se aproximou.

— À noite está bonita, não? – Nem precisei virar para ver que é ele.

— Sim muito. E também cheia de emoções.

Eu desisto de entender.
É um sinal que estamos vivos.
Pra esse amor que vai crescer.
Não há lógica nos livros.
E quem poderá prever.
Um romance imprevisível.
Com um turu, turu, turu, turu, turu, turu, tu.

— Realmente, muitas coisas acontecendo ao nosso redor, parece que foi ontem que nos vimos pela primeira vez e hoje estamos juntos como uma grande família.

— Uma grande família realmente. – Concordei.

— Você está realmente bem? Em relação a tudo?

— Estou. Sentirei falta da presença deles constantemente, mas irei me acostumar e o resto vou levando.

— Saiba que estou aqui para o que precisar.

— Agradeço muito. Pela nossa conversa de domingo, por todo o apoio da sua família, enfim por tudo.

— Não tem de que, é isso o que os amigos fazem ajudam uns aos outros. – Sorri concordando. – Mamãe tem razão.

— Em que? – Virei para olhá-lo.

— Em muitas coisas, mas primeiro ao comentar o quão linda você está, desculpe não ter dito antes.

— Obrigada. Ela é sempre muito gentil e você também.

— E tem razão também em te querer tanto como nora. Se você é capaz de agradar até os adultos, imagina o seu futuro namorado? Ele terá muita sorte.

— Nem sei o que dizer. Não sei o que pensar sobre isso. Talvez um dia quando o tiver você possa perguntar se ele se considera sortudo. Mas e você? Porque ainda não arrumou uma nora para ela?

— Para mamãe tem que ser a menina certa, mas ela me apoiaria seja qual fosse minha decisão. O problema sou eu mesmo.

— Como assim?

— Talvez já tenha encontrado a pessoa certa, mas sou tão complicado que fica difícil conseguir me acertar.

Não acredito que estamos tendo essa conversa...

— Todos somos complicados no final das contas, mas você tem que se permitir tentar e mostrar a ela o que realmente sente. Somente assim poderão juntos tentar fazer dar certo.

— Obrigado. Posso te dar um abraço em forma de agradecimento? – Assenti.

Ele me puxou, nos abraçamos e a sensação de estar entre os seus braços é tão boa, confortante...

Se esse turu tatuado no meu peito.
Gruda e o turu, turu, turu, não tem jeito.

Levantei o rosto à procura dos seus olhos e eles estão tão verdes parecendo duas pedras preciosas, as mais preciosas da face da terra...

Ficamos parados, os corpos unidos, olhares conectados, faltando apenas uma coisa para completar.

— Te disse que nosso próximo beijo será concedido por você, no momento em que você quiser. – Sussurrou no meu ouvido.

Eu quero.

Claro que quero, mas algo continua a me prender, assim não tive coragem de voltar a olhá-lo, apenas encostei a cabeça em seu peito.

— Eu vou saber esperar. – Beijou minha testa e nos soltou do abraço.

Acho que ainda o ouvi dizer algo, mas foi tão baixinho que tenho dúvidas se não foi fruto da minha imaginação...

— Só espero que você também...

***

Enquanto seco meu cabelo, alguém bateu na porta do meu quarto.

— Entre.

— Oi filha. Está ocupada?

— Não mãe, pode falar. – Ela entrou e sentou na minha cama.

— Vem cá. Deixa que a mamãe seca para você. – Sentei à sua frente para ela poder secar meu cabelo. – Filha, quero dizer umas coisas a você.

— Estou ouvindo.

— Você sabe que amo você e seus irmãos igualmente. – Assenti – E isso nunca vai mudar. E por amá-los é que os conheço. Seu irmão tem aquele tamanho todo, mas ainda é um menino, de alma leve e feliz, porém também está se tornando um homem que nos enche de orgulho. Sua irmã parece mais segura e para frente, mas no fundo sabemos que é tão doce e frágil quanto uma rosa, mas sem deixar de ser decidida e madura quando preciso.

— Eles são assim mesmo.

— E agora chegamos a você, minha primeira princesa, ao contrário deles você demonstra primeiro o seu lado frágil e doce, mas só os que realmente te conhecem sabem o quão valente, forte e segura você é. – Pontuou. – Sabe por que estou dizendo isso tudo? – Balancei a cabeça negando. – Porque quero que cuide de tudo por aqui. Vocês não estarão sozinhos, mas sei que é com você que poderei confiar para cuidar de tudo. Acha que está pronta?

— Sim mãe, não se preocupe vamos ficar bem. E cuidarei deles direitinho, como se fosse à senhora ou o mais perto disso, porque igual à senhora não há ninguém.

— Oh meu bebê. – Ela me virou e nos abraçamos. – Vocês são o melhor que eu tenho e você sempre será minha princesa. – Afrouxamos o carinho. – Mas agora me conta como você está realmente? Como anda o seu coração? Preciso saber se te deixarei também em boas mãos.

— Eu não sei mais o que pensar. – Confessei.

— Meu bem nesses momentos não devemos pensar tanto, mas apenas sentir. Agora me diz o que você sente? O que há entre você e o Edward? – Pensei em contrariá-la. – Meu amor eu sou sua mãe, te conheço melhor do que ninguém e sei que há algo, é só por para fora.

— Ai mãe é tudo tão confuso. Há momentos que são lindos, principalmente de uns tempos para cá. Ele me ajudou quando precisei, tem sido tão amigo, respeitado minhas decisões, mas simplesmente não posso esquecer seu defeitos e tudo o que já passamos.

— Ninguém está falando para esquecer e ver só o lado bom. Relacionamento é isso, saber balancear, ouvir, cuidar. Meu bem, você só tem que sentir e se permitir tentar. Você disse que ele mudou, então mude também. Se abra a isso que vocês podem viver.

— Eu sei, mas ainda é difícil.

— Tudo bem. Só me diz uma coisa, o que você sente já é amor?

— Não sei. Amor é algo único, forte, mas seja o que for é forte também e me balança muito.

Nem estou dormindo mais.
Já não saio com os amigos.
Sinto falta desse turu, turu, turu, turu, turu, tu.

— Então vá em frente. Deixe acontecer e se entregue a isso que você, e talvez ele também, sentem. – Sorri e a abracei novamente.

Esses momentos, esses são os que com certeza farão mais falta...

***

— Assim que chegarmos ligamos. Tudo bem?

— Sim pai.

Chegou à hora, eles estão indo embora.

Depois de dias de acertos, acordo de como ficaremos na casa, as despesas, incluindo uma moça que virá três vezes por semana para nos ajudar nos afazeres. E tudo o que eles tiveram que comprar ou levar de volta para nossa casa em Jacksonville, chegou o momento de nos despedir.

— Sei que já falamos isso várias vezes, mas se cuidem e qualquer coisa, eu repito, qualquer coisa, nos liguem que voltaremos correndo.

— Não se preocupe mãe, cuidarei das meninas e de tudo mais, pode confiar. – Emm falou.

— Eu sei meu lindo, mas tome conta de você e da Rose também. – Ele assentiu – E você Nessie se cuide, não apronte nada e cuide do Jake também.

— Pode deixar mãe. Tudo vai ficar bem.

— E você meu bebê, já sabe, neh? – Assenti. Quando me abraçou sussurrou no meu ouvido. – Sabe o que combinamos, cuide dos seus irmãos e principalmente de você e do Edward.

— Está bem mãe, vou tentar.

— Certo. Agora vamos antes que fique tarde. – Papai também nos abraçou, chorei um pouco a mais em seus braços.

E após muitos eu te amo de ambas as partes, eles entraram no carro e partiram.

Nos abraçamos, sabendo que daqui para frente seremos sempre nós três juntos.

E internamente conclui que essa é também a minha hora de começar a crescer...

CONTINUA.

Notas finais
N/A: Pretendo ser concisa hoje. E ai? Ninguém mais vai querer me bater, jogar da escada, estrangular, nada disso, neh? Pelo menos espero. Quero só pontuar que essa mudança deles é importante para o desenrolar da fanfic e que nos EUA é muito comum os filhos quando vão para a faculdade serem deserdados de casa, a partir desse momento é cada um por si e Deus por todos... E no geral o que acharam do capítulo? Eu quase não conseguia postar ainda nesse mês, mas com fé e garra aqui estou! Comentem como sempre tem feito, leitores que ainda não vieram me dar um oi podem vir porque adoro me comunicar com vocês.. Nos vemos mês que vem. Sigam-me no twitter: @KNRobsten. ~Kiss K Nanda.