Endless Love
21 1ª Temporada Capítulo 20 - I've Had The Time Of My Life
Notas iniciais
— Mas antes que continuemos nos enganando e você me machuque ainda mais, é melhor acabarmos com tudo.
— O que você quer dizer?
— Que nosso namoro termina aqui!
— O que?! — Gritou. – Você só pode estar de brincadeira!
— Nunca falei tão sério em toda minha vida. – Reafirmei. – Nosso namoro acabou.
— Agora vai terminar comigo e se fazer de vitima. Como você é cínica.
— Já disse para parar de me ofender. – Exclamei. – Quer saber, não sou obrigada a ficar aqui te escutando. – Virei em direção ao Eduardo. – De verdade me desculpe por fazê-lo passar por isso.
— Não tem problema. Você está bem? Quer que te leve?
— Ah, que lindo. – Edward nos interrompeu. – Agora ele vai consolar a amante...
— Edward cala boca! Agora basta. Você já disse tudo que queria, mas não vou mais ficar calado deixando-o ofender Bella e eu. Não estávamos fazendo nada de errado e uma hora ou outra irá descobrir a verdade e se arrepender de tudo que disse.
Meu choro não cessa por nada e cada segundo mais nesse lugar só o está piorando.
— Pode deixar Eduardo, vou sozinha. Conversamos depois e mais uma vez me desculpe.
Sai sem olhar uma última vez na cara de Edward, pois estou machucada demais com tudo que ele disse.
Mas ainda pude ouvir a voz da víbora.
— Tchau Bellinha, se cuida...
Maldita, cobra, nojenta!
Minha vontade é de voltar e acabar com a raça dessa infeliz!
Porém nem forças para isso tive apenas corri em direção ao meu carro, entrei batendo a porta com força e ligando-o rapidamente dirigindo o mais rápido que pude sem destino ou rumo certo.
Corri como nunca, vendo o ponteiro chegar a quase 150 km/h, mas não estou me importando com nada, somente me dei conta do quanto estava arriscando minha vida quando freei bruscamente em um farol e como estava sem cinto bati a cabeça no volante.
Foi um milagre não ter nada mais sério e nem causar um acidente.
Senti minha cabeça latejar, passei a mão no local e por uma sorte maior não está sangrando, mas não tenho dúvida que um belo galo se formará.
Quando o farol abriu continuei a dirigir, só que agora mais devagar. As lágrimas ainda nublam minha visão e apenas queria sumir.
Chegando perto de casa avistei o parque e decidi parar por um momento, pois não será nada bom chegar assim e deixar que outras pessoas me vejam nesse estado. Estacionei o carro e desci.
Comecei a andar perdida em pensamentos não sei por quanto tempo, mas quando minhas pernas protestaram de cansaço sentei em um dos bancos e abracei os joelhos, a noite já se aproxima e com ela o frio característico.
Olhei ao redor notando que foi exatamente aqui onde vi Edward pela primeira vez, depois nesse mesmo lugar foi onde ele me amparou e aconselhou sobre a ida dos meus pais.
Depois daquele dia tudo mudou. Encontrei nele um amigo, alguém que podia confiar e para meu sentimento se mostrar amor foi apenas um pulo.
Como tudo pode ter mudado tão rápido assim?
Ontem mesmo estávamos felizes e trocando juras de amor, como hoje tudo pode ter chegado ao fim?
Se ele tivesse me ouvido e deixado explicar...
Não consigo entender como pôde achar que Eduardo e eu teríamos algo, sendo que o amo mais que minha própria vida.
Já falei e demonstrei isso milhares de vezes, porém na primeira oportunidade ele jogou tudo fora me tratando daquela maneira.
Tudo dói demais...
Poderia até perdoá-lo pela desconfiança, afinal de contas, Tanya parece ter feito o trabalho direitinho de envenenar sua cabeça, o que não lhe tira a culpa de não ter confiado em mim.
Porém teria lhe explicado tudo e no fim o encheria de beijinhos dizendo como foi bobo em achar que algum dia o trocaria por alguém.
Mas depois de todas as coisas que falou. Nunca me senti tão mal, me senti como uma qualquer, uma mulher suja.
O jeito que disse tudo, a maneira como falou da minha primeira vez, da nossa primeira vez. Foi como se realmente considerasse uma vitória, como se tivesse ganhado um troféu ao tirar minha virgindade.
Não o conheço...
Não podia imaginar que fosse se deixar levar tão fácil por uma intriga barata feita contra nós.
Mas tenho que reconhecer, a víbora soube como jogar. Ela devia saber que ser direta tentando me jogar contra Edward não daria certo, porque sempre confiei nele, no nosso relacionamento e no nosso amor. Então ela partiu para outro lado, usando o ciúme do Edward ao seu favor e ele caiu direitinho...
Que raiva dela. Dele. Aquele idiota, imbecil, imaturo! Mas que amo com todo meu coração.
Como viverei sem sua presença? Sem seus carinhos? Os telefonemas noturnos? Seus beijos? Como viver sem nosso amor? Sem o meu amor?
Isso é que dá entregarmos a vida inteira a alguém, porque quando acaba é como se morrêssemos. Nossa alma é tirada de nós de forma brusca e dolorida e não sei quando voltará...
Olhei em volta e me vi sozinha no parque, já deve ser bem tarde, assim resolvi voltar para casa. Terei que encarar as pessoas uma hora ou outra de qualquer maneira.
Voltei ao carro e peguei meu celular e me espantei ao ver que já são quase nove horas. Como não vi o tempo passar? Quando cheguei estava no pôr do sol e agora já é tarde assim.
Vi várias chamadas perdidas, mas não fiz questão de olhar, qualquer um que esteja me procurando pode esperar mais um pouco para encontrar.
Liguei o carro e dirigi até em casa. Cheguei mais rápido do que gostaria, estacionei e sai. Caminhei até a porta da sala e ao entrar não me espantei em ver a casa cheia.
Emmett em pé perto do sofá, neste estão Nessie e Jake, no outro Rose e Alice.
— Bella. — Nessie foi a primeira a falar. — Graças a Deus você chegou. Estávamos preocupados. Onde você estava?
— Por ai. Desculpem, perdi a hora.
— E porque não ligou avisando que ia demorar? Ou pelo menos atendeu o celular? Você não imagina a preocupação que nos causou.
— Já pedi desculpas Emmett, mas vocês têm que parar de se preocupar comigo. Já tenho 18 anos e sei bem o que faço ou deixo de fazer da minha vida. – Falei sem pensar e quando vi a cara de espanto de todos me redimi. – Olha só, me perdoem, de verdade. Apenas fiquei dispersa, mas está tudo bem. Agora vou subir, se me dão licença.
— Bella, espera. – Alice levantou e se aproximou alisando a minha testa. – Você está com um galo. O que houve? Onde você se machucou?
— Machucado? Como o conseguiu? Está doendo? Tem mais algum lugar machucado? Vamos Bella, fala. Quer que te levemos ao hospital?
— Emm, deixa a Bella respirar. – Rose o interrompeu.
— Não foi nada gente, apenas tropecei e bati com a cabeça, só isso.
— E onde estava para isso acontecer?
— Estava no parque aqui perto Nessie, enquanto andava tropecei e bati.
— E o Edward estava com você?
Jake perguntou e minha vontade de chorar voltou, mas me segurei para não demonstrar nada na frente deles. Porém não tive condições de responder, apenas balancei a cabeça negando.
— Mas você não ia vê-lo? O que houve? Não se encontraram?
— É Bella, vim aqui também para saber noticias dele. Quando Nessie ligou perguntando se estava lá em casa, pois provavelmente estaria com Edward, fiquei preocupada, porque não sabia de vocês e o celular dele também não atende. Agora você está dizendo não estavam juntos. Tenho que me preocupar?
— Não sei Alice, sinceramente não sei da vida do Edward. Não estávamos juntos quando estava no parque.
— Mas você o viu hoje à tarde pelo menos? – Perguntou.
— Sim Alice, o vi. Infelizmente o vi hoje à tarde.
Novamente todos pareceram chocados, mas antes de começarem uma nova rodada de perguntas, decidi falar de uma vez.
— Ele me encontrou mais cedo e por um mal entendido enorme, discutimos. Ele me disse coisas horríveis e terminamos. – Informei. – Então não me perguntem sobre ele, pois não sei dizer. Agora vou para o meu quarto, com licença.
Subi correndo sem deixar que ninguém fale nada. Entrei rapidamente e tranquei a porta.
A dor é enorme.
Foi horrível falar aos nossos amigos que terminamos.
Mesmo sem forças me dirigi ao banheiro na esperança de que um banho possa me fazer melhorar.
Entrei começando a me despir e quando tirei a calcinha me lembrei do sentimento de mais cedo quando a vesti.
Nos meus planos ela seria tirada por Edward antes de nos entregarmos outra vez aos braços um do outro.
Com raiva a joguei no lixo.
Já que agora não preciso mais me arrumar para ninguém!
Liguei o chuveiro e coloquei na água bem quente, talvez se queimar a pele, um pouco da dor seja transferida...
Fiquei imersa as lembranças boas, mas instantaneamente era puxada de volta a hoje à tarde relembrando tudo que ele falou.
Depois de muito tempo no banho resolvi sair, me enrolei na toalha e voltei ao quarto. Não tenho vontade de fazer nada, mas com medo de uma possível gripe me sequei e coloquei uma roupa.
Ainda me olhei no espelho e constatei que realmente ganhei um galo com a batida. Ótimo, nada melhor do que isso.
Deitei esperando ver se o sono será capaz de ajudar a amenizar um pouco de tudo.
Não consegui dormir, fiquei rolando na cama, então decidi apenas ficar acordada olhando para o teto, assim quem sabe o bendito sono apareça.
Foi quando ouvi passos perto da minha porta e uma leve batida.
— Bella? Sou eu, Rose. Você está acordada?
— Sim.
— Posso entrar?
— Acho melhor não, não quero falar com ninguém.
— Não precisamos falar, só quero ver como você está.
Meio a contra gosto levantei e abri a porta voltando à cama sem nem olhar se ela entrou ou não. Mas logo comprovei quando a senti sentar na cama.
— Bella, me deixa apenas ver como está o seu galo.
Virei o rosto, mas permaneci com os olhos fechados, senti algo gelado tocar minha testa e soltei um gemido.
— Calma, é gelo. Vai ajudar a desinchar. Daqui a pouco tiro.
Não respondi apenas a deixei continuar, alguns minutos depois ela tirou o gelo e me virei dando-lhe as costa. Ela nada disse, mas começou a mexer no meu cabelo e foi tão confortante, tão bom.
Rose e eu nem somos tão próximas, mas a adoro tanto e agora ela está sendo uma excelente amiga. Seu gesto de não me pressionar a falar nada e o carinho me fizeram lembrar minha mãe.
Senti saudades dela, de casa, da minha infância. De como tudo naquela época era tão simples e fácil.
Envolta a essas lembranças voltei a chorar.
— Bella, não chora. Conte o que houve, prometo não falar nada e apenas te ouvir, mas bota para fora, ficar guardando não é bom.
— Rose, está doendo tanto. Você nem pode imaginar.
— Eu sei amiga, mas não chora.
— Eu o amo tanto, mas ele me magoou demais. – Confessei. – Vou te contar o que houve desde o começo. – Levantei me ajeitando na cama.
Comecei a falar da ideia de ajudar Eduardo e Mary, e seu pedido de guardar segredo. Situação que não vi mal. Relatei sobre os dias em que Edward e eu estivemos afastados por conta dos nossos compromissos e do trabalho a com Tanya.
Então cheguei aos fatos dessa tarde, de como fui encontrar o Eduardo e o Edward chegou lá junto com ela.
Contei sobre a declaração que Eduardo está preparando e que Edward deve ter ouvido apenas o final e achado que era para mim, de acordo com as coisas que a cobra deve ter lhe falado.
E por fim a parte mais dolorosa, tudo que disse, à maneira que falou comigo, fazendo questão de me ofender. E que por isso terminei nosso namoro.
— Bella, não posso acreditar que o Edward tenha se deixado levar por mentiras assim.
— É isso que não consigo entender também Rose. Ele acreditou tão fácil. Não me deixou explicar. Ele não confiou em mim e no que sinto por ele.
— Imagino como deve estar doendo, mas apesar de tudo acho que você tem que falar com ele. Explicar realmente a situação, não por ele, mas por você. Para ficar com a consciência tranquila de que não escondeu nada e fazê-lo compreender o quanto errou. Porque agora com certeza ele deve estar achando que você é a errada na história, mas deve mostrar que o único errado é ele por não te ouvir.
— Não sei. Ainda não me sinto preparada para falar com ele e não acho que vá acreditar de qualquer forma, pois já fez seu julgamento. Para que devo me preocupar?
— Porque você o ama. E ele também apesar de tudo. Entenda, nada justifica, mas ele estava achando que você o traiu e o jeito que encontrou para te magoar foi falando àquelas coisas. – Pontuou. – Mas você não precisa tomar decisão nenhuma agora. Deixa a poeira baixar um pouco e depois decide como proceder. – Assenti. – Agora vou te deixar dormir que amanhã acordamos cedo.
— Nossa, é mesmo. Desculpe por ter te alugado com meus problemas.
— Imagina, fiquei aqui para isso. Na hora que você subiu todos queriam vir falar contigo, mas não deixei. Sabia que você queria ficar sozinha.
— Você foi maravilhosa, obrigada. E o que houve depois?
— Alice e Jacob foram embora, eles iam ver se achavam o Edward. E seus irmãos ficaram sem saber o que pensar, se ficavam com raiva dele ou preocupados com vocês dois. Mas agora chega de histórias, tenta dormir, ok? Até amanhã, boa noite.
— Boa noite Rose. E obrigada, de verdade.
Ela me deu um beijo no rosto e saiu.
Então finalmente tive êxito na tentativa de dormir...
Estou fazendo tudo no automático essa manhã, minha maior vontade é ficar em casa, afundada na cama ou talvez descer até a sala, apenas para passar o dia assistindo filmes.
Mas tenho responsabilidades a cumprir no colégio, com as líderes e comigo mesma, não poderia faltar para sempre de todo modo e quanto antes encarar a realidade melhor.
Desci encontrando meus irmãos e Rose a mesa.
— Bom dia. – Cumprimentei.
— Bom dia Bella. – Responderam.
— Pensei que ficaria em casa. – Nessie comentou.
— Até pensei na possibilidade por um segundo, mas depois vi que tenho muitas coisas a fazer e não posso me dar ao luxo de faltar. E pelo jeito está um dia lindo lá fora e devo aproveitá-lo.
— Isso ai Bella. Estou com você, o dia está ótimo e temos que aproveitar. – Rose pontou. – Sua testa já está até melhor, não tem com que se preocupar.
— Graças a você. Obrigada de novo. – Ela sorriu.
O café prosseguiu tranquilamente, após o mesmo Nessie e Rose se ausentaram por um instante, enquanto permaneci na sala com o Emm.
— Bella.
— Hun?
— Rose me contou o que houve. Na verdade contou a Nessie e eu.
— Imaginei que ela fosse contar. E agradeço por não ter que falar sobre o que houve de novo.
— Tudo bem, respeitarei seu espaço. Mas só quero falar uma coisa, apesar de nesse momento estar morrendo de vontade de ir ao seu colégio e quebrar a cara do Edward. – Me sobressaltei.
Emm não pode fazer isso com ele.
— Calma, isso é o que devia fazer, mas não vou. – Enfatizou. – Mas o que quero dizer é que por mais que ele tenha pisado na bola, o cabeção te ama. E acho que vocês têm que conversar e se resolver.
— Eu sei Emm, mas estou muito magoada e não acho que já esteja pronta para falar com ele.
— Tome o tempo que precisar, mas pense bem, pois essa é a sua felicidade. – Assenti. – E qualquer coisa minha oferta de bater nele estará de pé.
Rimos e o abracei grata, pois ele é com certeza o melhor irmão que poderia ter.
— Obrigada Emm, por tudo.
Quando as meninas voltaram seguimos para o dia.
No carro Nessie e eu não falamos muito, mas quando estacionei pedi para ela ir primeiro. Ela saiu meio contrariada, mas foi.
Quando fiquei sozinha permiti libertar meus medos.
Conseguirei encará-lo? E fingiremos o que? Quem nem nos conhecemos? Ele me cumprimentará? E aguentarei somente olhá-lo de longe e não correr para seus braços?
Estou com medo. Definitivamente com medo.
Voltei à realidade por conta de uma batida na janela.
Olhei encontrando o Jake acenando, assim peguei meu material e sai do carro.
— Bom dia cunhadinha.
— Bom dia Jake.
— O que estava fazendo ai sozinha?
— Nada...
— Ok, vamos entrar.
Assenti e caminhamos juntos.
— Não vai perguntar da Nessie?
— Na verdade não, já a vi e ela me disse que você estava aqui. Então decidi vir te buscar. Não se deixa uma dama andar sozinha e desprotegida por ai.
— Você não existe Jake. – Sorri. – Você e a Nessie realmente se completam.
— Eu sei. Somos demais.
Continuamos a conversar até chegar a minha sala.
Encontrei Nessie conversando com a Alice e ficamos perto da porta, tudo ia bem até Jas e ele chegarem.
— Fala Jake. Oi Bella. – Jas nos cumprimentou.
— Oi Jas. – Respondemos.
— Bella, o que houve na sua testa?
Jas perguntou passando a mão no meu galo e percebi Edward me olhar com uma expressão preocupada.
— Nada demais, tropecei e acabei batendo. Você sabe como sou, ontem só estava pior. – Fiz graça. – Mas Rose colocou gelo e ajudou muito.
— Ainda bem.
Assenti e baixei a cabeça para não cair na tentação de olhá-lo.
— Edward, não cumprimenta mais as pessoas não?
Olhei para o Jake incrédula.
Ele não está querendo forçar a barra, está?
— Oi.
— Oi? Belo cumprimento, mas vindo de você está bom mesmo.
Dei uma cotovelada em suas costas indicando para ele parar, antes que alguém mais faça algo constrangedor fui salva pelo sinal.
Jas entrou para falar com Alice. Nessie veio ao nosso encontro e junto com Jake saíram, outras pessoas foram entrando na sala, enquanto continuamos parados sem saber o que fazer.
Por fim tomei a iniciativa de entrar e o senti caminhar atrás de mim, quando sentei na minha carteira, ele passou para o fundo e respirei fundo tentando me acalmar.
— Oi Bella.
— Oi Alice.
— Você está meio pálida está tudo bem?
— Sim, está.
Ela não pareceu acreditar muito, mas não questionou mais.
A professora entrou e tentei desviar os pensamentos para outro lugar.
Infelizmente as aulas passaram muito rápidas e agora estou perdida sem saber onde ficar no intervalo. Não posso ir para nossa mesa e ter sua presença tão perto. Posso ir para o campo, já que adoro ficar lá. Mas não, aquele é um lugar nosso. Definitivamente não posso ir até lá.
Por fim cheguei à conclusão de que a biblioteca parece um bom lugar para ficar, enquanto meus amigos desceram para o refeitório, segui para o refugio escolhido. Não pretendo fugir para sempre, mas hoje preciso desse tempo a sós.
E nem foi tão ruim, pude dar uma olhada em vários livros que estou querendo ler, e o silêncio confortador ajudou.
Quando o sinal bateu não senti vontade alguma de sair, mas me forcei a voltar à sala e quando entrei encontrei quase todos já aqui, sentei em meu lugar aguardando a próxima aula.
Parece que contando com uma ajudinha do destino tivemos que fazer um questionário em dupla e Alice usou esse pretexto para falar comigo.
— Onde você ficou no intervalo?
— Tive que ir a biblioteca pegar um artigo que faltava para meu trabalho com a Jess. – Justifiquei. – E com vocês? Foi tudo normal?
— Foi, quer dizer nem tanto.
— Por quê?
— Porque você e Edward não estavam na mesa.
— Ele já se bandeou para mesa da Tanya? – Questionei com raiva.
— Não, não sei onde ele ficou, mas com ela não foi, pois a cobra ficou todo o tempo no refeitório também. – Não comentei nada, já não é da minha conta o que ele faz ou deixa de fazer. – Por um momento pensamos que vocês poderiam estar juntos se resolvendo.
— Pode apostar que não Alice. Seu irmão me magoou muito para nos acertarmos fácil assim. – Afirmei. – Ele te falou o que houve?
— Na verdade não disse muito. Gritou algumas palavras feias e disse umas coisas, que não acreditei. Mas estou esperando ouvir de você o que realmente houve.
— Houve que ele é um idiota que não confia em mim. Foi isso que houve.
Ela olhou com uma cara do tipo, chega de drama e fala logo.
Assim relatei a situação igual fiz com a Rose ontem à noite e Alice sendo como é já quis levantar e arrumar confusão com Tanya.
— Ai, se pego essa bisca, sou capaz de cortá-la em pedacinhos! Como meu irmão pode ser tão burro? Só podemos ser adotados, fala sério. Se não tivesse fotos da mamãe grávida dele, poderia pedir um exame de DNA. Porque não é possível que tenha acreditado nisso.
— Pois é, mas ele acreditou e muito. Porque em nenhum momento me deixou explicar nada.
— Não posso acreditar que um amor tão lindo como o de vocês vá terminar assim, sem direito a uma explicação. – Lamentou. – Você precisa falar com ele Bella, contar o que houve.
— Porque todo mundo fica dizendo que eu tenho que correr atrás? Não posso, não consigo. Você não sabe como dói ver que o homem que ama não confia em voc. Vê-lo te tratar como uma qualquer que seria capaz de algo tão baixo como as coisas ele me acusou. – Respirei fundo. – Eu não posso ir até ele pedir para que me ouça. Não fiz nada de errado e isso é algo que ele tem que se tocar sozinho.
— Se ele viesse pedir desculpas, falar com você, o que faria?
— Sinceramente não sei Alice, realmente não sei.
Ela pareceu dar a conversa como encerrada e agradeci.
Graças a Deus as outras aulas não demoraram a acabar, tivemos o ensaio das líderes e fiz questão de ficar o mais distante possível da Tanya.
Quando terminamos fiquei mais um tempo para terminar o trabalho com a Jess, mas ao menos o finalizamos e segunda-feira será só apresentar.
Por sorte ela não perguntou nada sobre meu término com Edward, talvez ainda não saiba o que houve, mas sei que não demorará muito até que todos saibam...
***
Belo fim de semana terei, passando-o praticamente todo sozinha.
Emm foi fazer um trabalho da faculdade e amanhã deve ficar o dia todo com a Rose. Enquanto a Nessie foi a um passeio com o Jake e seus amigos de sala, e não faço a mínima ideia do que fará amanhã.
Levantei sem muito ânimo, fiz minha higiene matinal e desci. Preparei o café e fiquei comendo sentada sozinha no balcão. Terminei resolvendo lavar a louça que estava na pia junto às coisinhas que sujei, depois sai pela casa procurando algo para me entreter.
Caminhei para o lado de fora observando a piscina e fui até a parte de trás, quando vi o jardim da mamãe. Ela brigará conosco se souber que não temos cuidado do jardim que fez com tanto gosto. Já que Sue é a única que ainda vem dar uma olhada de vez em quando.
Assim decidi que é isso que farei hoje, cuidar do jardim.
Voltei correndo para dentro de casa e subi até meu quarto para me trocar, coloquei uma roupa levinha e que não tenha problema sujar, de volta ao andar debaixo segui até a lavanderia para pegar os produtos e utensílios necessários, e por fim marchei de volta ao jardim.
Primeiro limpei tudo, recolhi folhas caídas e secas, retirei as plantas e frutos estragados e em algumas vasilhas coloquei os frutos que estão bons e recolhi algumas flores também. Então as levei para dentro e voltei para fazer novos plantios, cuidei da terra, deixei tudo pronto e plantei novas plantas e frutos.
Quando dei tudo por terminado voltei à área de serviço guardando os instrumentos e na cozinha lavei todos os frutos guardando-os em potinhos ou saquinhos de acordo com cada um.
Cuidei também das flores, fiz pequenos arranjos colocando em vasinhos que encontrei e os espalhei pela casa, deixando-a com um ar tão mais feliz e delicado, fiquei contente com meu trabalho.
Finalmente encerrei tudo e percebi que já é bem tarde e que nem almocei ainda, e por incrível que pareça não senti fome também.
Mas antes de cuidar da alimentação fui tomar banho, aproveitei muito a água quente correndo pelo meu corpo levando o cansaço e desgaste desses dias.
Depois que terminei o banho voltei ao quarto e vesti outra roupa, por já estar quase anoitecendo resolvi preparar o jantar. Quero preparar algo gostoso para quando Emm e Nessie chegarem.
Enquanto passei pela sala o telefone tocou e o atendi rapidamente.
— Alô?
— Bella, minha filha.
— Mamãe que saudades.
— Também meu amor. Como você está?
— Estou bem. E a senhora e o papai?
— Estamos bem também. Ele está trabalhando hoje.
— Quando ele chegar diz que mandei um beijo.
— Mando sim meu amor. E seus irmãos como estão?
— Bem também. Emm passou o dia fora resolvendo uns assuntos da faculdade e Nessie foi a um passeio com seus amigos.
— E você ficou ai sozinha?
— Você sabe que gosto de ficar em casa. E foi bom porque pude fazer algo realmente proveitoso.
— O que meu bem?
— Cuidar do seu jardim. Tenho que confessar mamãe, temos negligenciado um pouco de atenção a ele, sinto muito.
— Tudo bem. Quando os visitei percebi que ele estava meio abandonado, mas não quis dar uma bronca. Fiquei tão pouco tempo para gastá-lo com reclamações. E vocês são tão ocupados, então deixei passar.
— Mas hoje consegui tirar um tempo para cuidar dele. Recolhi frutos, limpei e replantei tudo outra vez, ainda decorei a casa com alguns vasinhos de flores.
— Que lindo Bella. Fico feliz que tenha esse cuidado. É gratificante, não acha?
— Sim mamãe, eu adorei. Tentarei fazer isso com mais frequência e se possível envolver meus irmãos também.
— Sim, faça isso. Mas porque ficou o dia todo sozinha? Porque não chamou Edward para ficar com você?
Suspirei e por um momento pensei em não falar nada, porém ninguém será melhor do que ela para me aconselhar.
— Não estamos mais juntos mãe.
— Não pode ser. Vocês foram feitos um para o outro. Como terminaram? Por quê?
— Foi horrível. Um mal entendido e nos magoamos muito.
— E porque não me ligou imediatamente quando aconteceu? Mas agora conte tudo em detalhes.
Relatei a situação mais uma vez, acrescentando os desfechos posteriores e o que os outros me disseram.
— Ah, Bella. Minha filha, vocês são tão jovens, tem tanto a aprender, descobrir. Isso foi apenas uma pedra no meio do caminho, não podem deixar apenas isso afastá-los.
— Mas mãe, já terminamos. Ele não acredita em mim, acha que o trai. Como pôde pensar isso?
— Bella, você tem que entender. Os homens não são muito de demonstrar sentimentos, mas quando o fazem é quase sempre com uma intensidade enorme. Ele estava com ciúmes e com medo de seus pensamentos serem verdade. Mas você tem que ajudá-lo a entender a verdade. Precisam conversar francamente para compreender tudo. Ele fez mal em acreditar tão facilmente em uma mentira inventada por uma qualquer? Sim. Mas tudo tem acerto e perdão meu bem.
— E o que faço mãe? Ele não quis nem me ouvir.
— Você tem que esperar que ele se encontre sozinho, que entenda onde errou e quando vier conversar, procurarem resolver os problemas. Muita coisa foi dita no momento da raiva, mas sabemos que ele só queria te atingir para infligir um pouco da dor que estava sentindo. Foi errado, mas é assim que agimos quando tememos algo. E depois que esclarecerem tudo, você decidirá se quer dar a chance ao amor de vocês e enfrentar qualquer nova adversidade que possa ter ou deixar tudo passar.
— Obrigada mamãe. Pensarei em tudo que a senhora falou e refletirei sobre o que devo fazer.
— Confio em você e no seu julgamento. Mas ouça seu coração e tome a melhor decisão...
Continuamos conversando por mais um tempo até ela encerrar a ligação. Desliguei me sentindo bem mais leve.
Agora é deixar as coisas correrem e no momento certo, quem sabe tudo se ajeite.
Segui para o preparo do jantar, optei por fazer uma carne com batatas no forno, arroz, salada, um molho quente para acompanhar e suco.
Fiquei bem entretida cozinhando, pois realmente é algo que adoro fazer e sempre me distrai.
Emm e Nessie chegaram quase juntos e enquanto se arrumavam terminei o jantar. Quando desceram comemos juntos na mesa, contei sobre a ligação da mamãe e da minha arrumação do jardim. E informei que da próxima vez vou querer suas ajudas. Eles concordaram e elogiaram a decoração da casa com as flores e também minha comida.
Sorri grata e depois que terminamos fomos para sala assistir a um filme. Ficamos assim noite adentro, não percebi quando adormeci apenas me senti segura em um mundo feliz. O dos sonhos...
O domingo, como característica comum, passou calmo. Levantei tarde e não liguei para nada, meus irmãos até me convidaram para fazer programas com eles, mas recusei, é bom passar um tempo sozinha de vez em quando.
Entre o fim da manhã e inicio da tarde decidi arrumar meu quarto e guarda-roupa. É incrível como sempre acaba bagunçado.
Quando comecei a mexer nas roupas, as primeiras que achei foram as do Edward, que estão comigo desde o dia que as trouxe depois da nossa primeira vez.
Confesso que pensei em largar tudo e ficar na cama chorando, mas me reergui e continuei a missão. Coloquei as peças junto às roupas para lavar e devolverei depois ou não, quem sabe.
Prossegui com a arrumação e depois de terminar resolvi organizar também meus materiais de estudo para amanhã, já que finalmente será a apresentação do trabalho. Parece que se passaram séculos desde que começamos com tudo isso.
Finalmente terminei tudo o que tinha para fazer em casa e resolvi sair. Peguei meu carro e fui passear.
Nova York é uma cidade tão grande, tão cheia de vida. Porque deveria ficar trancafiada dentro de casa quando tem tantas coisas legais para conhecer e visitar?
No começo apenas dirigi vagando pelas ruas observando tudo ao meu redor. Quando senti fome parei em um fast food e me dei à liberdade de aproveitar tudo a minha disposição, pois sempre como bem e me controlo, mas um dia só não fará mal.
Depois de satisfeita continuei o tour pela cidade, dirigi até áreas bem afastadas aonde jamais vim antes. Quando o sol começou a se pôr estacionei perto de um campo e mesmo dentro do carro desfrutei da vista.
Fiquei muito tempo espairecendo, a noite caiu e continuei sentada apenas observando e refletindo sobre tudo o que sou e o que ainda quero ser...
Dessa vez liguei para meus irmãos avisando onde estou e que provavelmente demorarei a voltar, pois não quero ninguém preocupado comigo.
Em meio às reflexões parei um momento olhando para minha mão direita, encontrando minha aliança de namoro ainda aqui. Mas percebi que nesses dias, em nenhum momento pensei em tirá-la.
Acho que a peça já se torou parte de mim, é difícil me imaginar sem ela. É como se ao pensar em tirá-la meu sonho de amor com Edward realmente vá embora.
Mesmo agora totalmente focada não senti vontade de tirar, talvez seja bobeira, mas um fiozinho de esperança que existe em mim diz para não tirá-la...
Quando ficou tarde o suficiente, com ainda um bom caminho a percorrer até em casa decidi voltar. Com o som ligado percorri o caminho ouvindo minhas músicas preferidas, assim a volta foi bem agradável.
Ao chegar somente cumprimentei meus irmãos e subi, tomei um relaxante banho e mais uma vez me entreguei nos braços de Morfeu...
— E ai tudo pronto para hoje?
— Sim Ali. E com você e Jas? Tudo certo também?
— Uhum, tenho certeza que vamos arrasar.
Respondeu sendo um poço de modéstia como sempre, mas ainda sim sorri.
Finalmente estamos na aula de história esperando as apresentações começarem.
— Você está com uma carinha alegre. – Comentou. – O que houve?
— Nada, estou apenas bem, realmente bem.
— Mesmo achando meio estranho, fico feliz por você.
— Não tem porque estar mal Ali. Tive um fim de semana maravilhoso e tenho certeza que tudo que ainda falta se ajeitar na minha vida, uma hora ou outra entrará nos eixos.
— É isso ai amiga. Pensamento positivo.
Paramos de conversar quando as apresentações começaram e apesar do tema ser o mesmo para todos os grupos, todos apresentaram desenvolvimento distintos. Sempre gostei de aulas com apresentações de seminário, acho um jeito interessante e diferente de aprender.
Logo chegou a vez de Jasper e Alice, eles foram muito bem e apresentaram uma proposta dinâmica para o tema mostrando mais uma vez a diversidade dos dois.
Quando sentaram os parabenizei e fiquei no aguardo da minha apresentação.
Ao chegar minha vez e da Jess de apresentar, nos posicionamos na frente da sala e Jéssica começou a falar. Passei o olho pela mesma e parei ao enxergar Edward no fundo. Assim não consegui mais desviar o olhar do seu.
A partir do momento que comecei a falar, fiquei todo o tempo olhando para ele, talvez isso me faça perder algum ponto, por não fazer a apresentação à sala inteira, mas depois de dias essa é a oportunidade que tenho para olhá-lo e ter algum contato, mesmo que de longe.
No fim conseguimos desenvolver bem o trabalho, falamos sobre a pesquisa, nossas opiniões referente ao ocorrido, dando ênfase na história de Pearl Harbor, na criação das bombas atômicas, etc.
Encerramos a apresentação e voltamos a sentar, seguiu-se o roteiro de aula, até que a vez deles chegou.
Quero assistir concentrada, mais ao mesmo tempo ver os dois juntos não é algo que me agrada muito.
A víbora começou falando e nem olhei, porém levantei o rosto assim que ouvi sua voz. Foi instintivo, me prendi a sua fala, nos trejeitos de apresentar e de repente uma coisa me chamou atenção.
Enquanto Edward gesticula, vi brilhar em sua mão, reluzindo, até cantando, chamando por mim, sua aliança, a nossa aliança.
A partir dai não consegui prestar atenção em mais nada, meus olhos umedeceram e as lágrimas começaram a cair sem que possa controlar.
Passei os olhos da sua mão para a minha depois para seu rosto encontrando um olhar confuso, talvez tentando entender o porquê do meu choro.
Quando a apresentação terminou não perdi tempo e sai da sala correndo em direção ao banheiro, preciso ficar sozinha, lavei o rosto e os pensamentos me invadiram.
Qual seu motivo para também não ter tirado a aliança?
Será que assim como o meu, seu coração também guarda a esperança de voltarmos?
Quem pode saber?
Fiquei sem entender nada, mas esse fato me deu uma nova força para esperar pelas resoluções, talvez antes mesmo do que esperava...
***
Meu coração está afoito na expectativa de que tudo dê certo hoje. A hora está chegando...
Finalmente é quarta-feira, dia do aniversário da Mary, o dia da surpresa do Eduardo.
Ao menos até o momento tudo está correndo conforme o combinado. Eduardo mal olhou para Mary. Os alunos e o pessoal do colégio a felicitaram, mas por conta da total falta de atenção do Eduardo, ela está claramente triste.
Pobrezinha, nem sabe o que a espera...
O treino já está no fim, os meninos entraram na quadra com Eduardo e quando Mary os viu, deu por encerrado também nosso ensaio.
Seguimos para o vestiário para nos trocar e de volta à quadra a maioria dos alunos estacou ao ver o Eduardo entrar com um buquê de flores lindo e duas caixinhas na mão.
Acho que por curiosidade e para ver o que acontecerá, eles decidiram ficar mais um pouco. Sorri ficando na expectativa, depois de tanto tempo, finalmente eles começarão a viver a felicidade...
Mary já estava pronta para sair quando Eduardo a segurou pelo braço.
— Eduardo, precisa de algo?
— Sim, preciso falar com você. Dizer algo que há muito tempo está guardado no meu coração.
— Não entendo. Para que tudo isso? – Disse indicando as flores e os presentes.
— São para você. Pensou que me esqueceria do seu aniversário?
— Não... Sei.
— Pelo seu aniversário te darei esse CD especial de colecionador, da sua banda favorita, que sei que você ainda não tem.
— Não posso acreditar, eu amei. Não precisava se incomodar. – Ela o abraçou. E já comecei a me derreter. – Muita obrigada.
— Mas ainda não acabou. Na verdade hoje tenho mais de um propósito.
— E o quais são os outros?
— Tenho adiado isso por um longo tempo, no começo não entendia direito meus sentimentos e depois fiquei com medo que pudesse vir a perder sua amizade, que é muito importante para mim. – Afirmou. – Só que alguém muito especial me abriu os olhos e mostrou que só estava sendo infeliz e te fazendo infeliz. E não quero fazer isso nunca mais. A partir de hoje só quero felicidade em nossas vidas e farei tudo que estiver ao meu alcance para que seja assim.
— O que você está querendo dizer?
Todos os presentes estão interessados na conversa dos dois e o bom é que Eduardo não se intimidou em nenhum momento com isso.
Meus amigos estão sorrindo comigo por saber o que virá, vi de longe Edward atento também e perto dele, a víbora.
Respirei fundo e prestei atenção no casal a minha frente.
— O que quero dizer Mary, é que não posso viver mais um dia sem chamá-la de minha, sem tê-la ao meu lado, como minha namorada. – A vi arregalar os olhos. – Mary, nunca encontrei uma pessoa como você, que fosse tão linda, doce e meiga. Com um coração tão puro como de uma criança. Nesse tempo que nos conhecemos não teve um só dia que não pensasse em estar contigo. Você é a mulher que procuro para viver ao meu lado, para ser mais que amiga, companheira, confidente, para ser minha mulher. Posso estar sendo um pouco intenso demais nas palavras, mas é tudo o que realmente sinto. Não quero ter que passar mais meus dias sozinho pensando em como poderia estar sendo feliz ao seu lado, quero fazer desse sentimento algo sólido e real. Mesmo não sabendo o que você realmente sente por mim, estou disposto a arriscar para encontrar minha felicidade que sei que é ao seu lado. Mas para começarmos isso preciso saber. Você aceita namorar comigo?
É notável que algumas pessoas estejam surpresas, outras espantadas, eu e algumas meninas até chorando.
Não consegui me conter, mesmo já tendo ouvido essas palavras uma vez, ainda sim não pude me controlar e estou chorando de novo.
Notei o olhar de Edward em mim, talvez esteja entendendo o que realmente aconteceu.
Voltei minha atenção a Mary e Eduardo que ainda espera uma resposta.
— Então? O que me diz? Aceita ser minha namorada?
— Si... Sim. Claro que si... Sim.
Mesmo gaguejando por conta das lágrimas deu para entender bem o sentimento que sente nesse momento. Sem perder um segundo mais Eduardo a beijou e mesmo sabendo ser um momento íntimo, puxei palmas que foram seguidas por todos os presentes, eles se soltaram e nos olharam meio envergonhados.
— Não sabe como está me fazendo feliz, todo tempo que esperei e sofri valeu a pena agora que a tenho comigo. – Comentou. – E agora para tornar isso oficial. – Ele abriu a outra caixinha que tinha na mão e tirou de lá um anel lindo. – Isso simboliza o compromisso que estamos assumindo.
Ela não consegue parar de chorar, assim apenas estendeu a mão direita para ele depositar o anel. Eles se beijaram novamente e comecei a pensar em ir embora, para deixá-los a sós para que aproveitem o momento, porém a voz do Eduardo me parou.
— Mas antes de tudo quero que saiba que não teria conseguido fazer tudo isso sem a ajuda de alguém.
— Quem Foi? Tenho que agradecer muito essa pessoa então.
— Bella. — Virei para eles. – Vem aqui, quero que Mary e todos saibam como você me ajudou. – Sorri encabulada. – Um dia ela chamou minha atenção, dando a maior bronca por estar te fazendo sofrer. Disse bastantes insultos até. – Riu. – Mas prometeu me ajudar a criar coragem para me declarar a você. – Informou sem deixar de olhá-la. – Ela abriu mão de tanta coisa para nos ajudar, investigou tudo que gostava e deu uma confirmada no que sentia por mim. Auxiliou na escolha dos presentes, ficou horas e mais horas ajudando-me a planejar algo especial. Porque ela realmente se importa com a felicidade das pessoas. E citando suas palavras exatas. Os ajudarei, pois quero que possam viver e sentir a mesma coisa que eu. A mesma felicidade que sinto quando estou ao lado da pessoa que amo.
Se antes chorava por seu amor, agora estou desaguando por conta do meu.
Eduardo não está apenas me agradecendo, mas também tentando acertar o meu relacionamento.
— Bella, não acredito. Você fez tudo isso por nós? – Mary perguntou.
— Claro que fiz. Faria quantas vezes fosse necessário. – Afirmei. – Adoro vocês e só quero que sejam felizes como merecem.
— Você também merece toda felicidade que está nos proporcionando. Você vale muito Bella.
A abracei e vi Edward nos olhar parecendo perdido.
— Mas Eduardo, acho que ainda falta dar um presente, não é? – Questionei.
— Ah, sim. O CD foi meu presente de amigo, mas as flores são meu presente de namorado. Elas são amor-perfeito o que espero que possamos viver...
— Minhas flores preferidas. – Mary sussurrou ao pegar o presente.
— Eu sei. – Ele piscou e indicou a cabeça em minha direção.
— Claro, Bella. – Sorriu. — Obrigada mesmo.
— Não tem de que. Agora acho que devemos ir embora e deixar os mais novos pombinhos do colégio aproveitarem o resto do dia. Mais uma vez, feliz aniversário e que vocês sejam muito felizes. – Abracei os dois e me afastei.
Alguns alunos foram cumprimentá-los pelo namoro e depois saíram também.
Segui até o estacionamento e fiquei esperando Nessie ao lado do meu carro. Logo meus amigos chegaram.
— Você fez um ótimo trabalho. – Alice falou. – Eles formam um lindo casal.
— Eu só dei uma ajudinha, mas estou muito feliz por eles.
— Só falta agora a sua felicidade voltar. – Nessie pontuou.
Não respondi, apenas me despedi dos outros e seguimos para casa.
Ao chegarmos encontramos o almoço recém-preparado pela Sue. Emm chegou também e almoçamos harmoniosamente.
Mais tarde, já estirada no sofá, procurando algo de bom para assistir na TV, foi como Sue nos encontrou.
— Meninas, estou indo ao mercado.
— Ok Sue. – Respondi.
— Provavelmente demorarei, as filas desses mercados estão cada dia maiores. E como estou indo fazer a compra do mês, já viram. – Informou. – Mas vocês querem alguma coisa de especial?
— Não, estamos bem. – Nessie respondeu.
— Certo. Volto o mais rápido que conseguir.
— Não se preocupe, ficaremos bem – Confirmei e ela saiu.
Vendo que não tem nada de bom passando agora, resolvi subir para o meu quarto.
— Nessie, vou subir para tomar banho.
— Ok, continuarei procurando algo interessante para ver.
— Boa sorte. – Desejei.
Ao chegar ao banheiro desfrutei completamente do banho, lavei meu cabelo apreciando bastante a água quentinha caindo no meu corpo.
Quando sai fiquei enrolada na toalha procurando uma roupa para vestir, depois passei cremes e hidratantes para pele. E ao começar a pentear meu cabelo, ouvi Nessie me chamar.
— Bella! Desce aqui.
— O que é Nessie? Espera que já vou.
— Não, é importante. Vem logo.
— Não dá para esperar?
— Não. Tem que ser agora, anda logo Bella.
Que coisa, não posso mais nem me arrumar nessa casa.
Desci ainda penteando meu cabelo.
— É bom que seja realmente importante Nessie, não tive tempo nem de me vestir.
Informei terminando de descer as escadas, mas ao chegar à sala estanquei ao ver quem está aqui.
— Então, já fiz minha parte. Agora acho que vou encontrar a Sue no mercado, ela deve estar precisando de ajuda por lá.
— Não Nessie, espera, não...
— Tchau maninha, tchau Edward. Conversem e vocês sabem o que fazer, fui.
Antes que pudesse falar algo ela saiu pela porta deixando Edward e eu a sós.
Ficamos nos encarando em silêncio por uns bons minutos.
— O que veio fazer aqui? – Finalmente soltei.
— Vim conversar com você.
— Conversar comigo... Agora você quer conversar?
— Bella, por favor, me escuta. Tenho muita coisa para falar.
— Tudo bem, pode ficar tranquilo. Já que veio até aqui, o ouvirei, pode começar.
— Bella, me perdoa. Sinto muito por tudo que aconteceu aquele dia. Não sei o que houve...
— Você não sabe o que houve? — Enfatizei. – Pois te direi o que houve. Você acreditou em uma mentira qualquer inventada pela Tanya. Depois achou que estivesse te traindo. Com isso você simplesmente acabou comigo. – Afirmei. – As coisas que disse me magoaram mais que tudo no mundo.
— Eu sei. Me perdoa. Fui um estúpido, imbecil. Não estava raciocinando. Quando os vi ali juntos, simplesmente acreditei em tudo que a Tanya falou.
— Mas você deveria ter acreditado em mim! Ter pelo menos me dado à chance de explicar!
— Caramba Bella, você estava distante. Não tínhamos um tempo sozinhos há dias. Só consegui pensar que você realmente tinha outro. – Soltou. – Diga o que teria feito na situação contrária? Se fosse você encontrando-me com outra?
— Já vivemos isso. – Informei. – Quando começamos o trabalho e você caiu com a Tanya. Fiquei insegura também, mas o que fiz? Conversei com você, confiei que não tinha porque temer, estávamos juntos e isso bastava.
— Você conseguiu agir assim, mas eu não.
— Porque você não confia o bastante em mim, nem no nosso amor...
— Bella, não diz isso...
— Mas é a verdade. Sabemos disso e pelo visto a Tanya também. – Ponderei. – Estava presa a um conceito de que ela faria tudo para se jogar em você e tentaria usar isso contra mim, só que ela sabia que não acreditaria em uma armação barata. Então jogou com você, se fazendo de amiga e conseguiu te levar direitinho. Ela foi esperta, admito, em usar seu ciúme contra nós.
— Sinto muito, de verdade. O ciúme me deixou cego e não consegui raciocinar.
— O problema não é o que a Tanya fez ou o seu ciúme. – O olhei seriamente. – O que mais me machucou foi ver que em nenhum momento você pensou que aquilo fosse mentira, nem tentou confiar em mim, confiar no que sentíamos. As coisas que falou me magoaram tanto, nunca pensei que fosse jogar tudo o que vivemos fora daquela maneira.
Não consegui controlar as lágrimas e sentei no sofá em busca de apoio.
— Bella, tenta entender, estava machucado também. Só pensei que estava vendo a mulher que amo, me traindo. Naquele momento tudo pareceu tão real, tão certo. Vocês dois juntos, ele se declarando, o ciúme me venceu. Eu só quis te fazer sentir como eu estava, derrotado, um lixo.
— Pode saber que você conseguiu.
Seu rosto adquiriu uma expressão de dor tão grande que quase me arrependi da sinceridade latente.
— Bella, sei que merece alguém melhor do que eu. Alguém que não se deixe manipular tão fácil assim. Alguém perfeito para você.
— Edward! Eu não quero um homem perfeito, pois eu não sou! Mas quero saber que a pessoa que está ao meu lado acredita no que sentimos e vivemos. Não quero ficar preocupada que a próxima armação consiga nos separar. Não é fácil levar um relacionamento, mas é preciso tentar, precisamos mais do que carinho e amor. É preciso confiança também. Confiança em mim, em você e em nós dois.
— Viu? Não mereço você. Foi por isso que acreditei que estivesse com o Eduardo, ele é um homem maduro, seguro de si, que sabe como tratar uma mulher. Enquanto sou apenas um moleque que se deixa levar pela primeira mentira que ouve. É melhor eu ir embora, você ficará melhor sem mim.
Ele virou em direção à porta.
— Edward. Se cruzar essa porta sem terminarmos de conversar, você pode realmente me esquecer.
— O que quer que eu faça? – Virou. – Sou inseguro, você nunca me deu motivos para desconfiar, mas mesmo assim vivo com medo de perdê-la e acabo magoando-a. E não quero mais isso.
— Então vamos consertar as coisas juntos. – Soltei. – Não desista de mim, porque não posso e não quero viver sem você!
Cansei de bancar a durona e a julgadora. O amo e preciso dele comigo.
— Não vou desistir de você. Eu te amo e só quero seu perdão. Se me aceitar de volta prometo que vou mudar.
— Não quero que mude. Te amo do jeito que você é. Só precisamos fazê-lo entender isso. Que jamais irei querer outro alguém, além de você. Jamais. — Afirmei categórica. – Só quero ser feliz e sei que só ao seu lado poderei atingir esse objetivo.
— Nós seremos, eu prometo. Eu te amo e não quero te perder. Preciso de você comigo para sempre. – Declarou. – Agora você aceita voltar a ser minha namorada?
Sem perder mais nenhum minuto levantei e corri em sua direção me jogando nos seus braços.
Sua boca cobriu a minha e imediatamente nossas línguas buscaram afoitas uma a outra matando a saudade, nossas mãos também procuraram seus lugares entre nossos corpos, com tudo ainda mais intenso, certo de como tem que estar.
— Mesmo longe nunca deixei de ser sua namorada.
Mostrei minha mão com a aliança, ele tocou a sua com a minha mostrando um dos símbolos do nosso amor.
— Obrigado por me perdoar.
— Não tem porque agradecer. Fiz isso por nós. Porque te amo.
— Também amo você.
Voltamos a nos beijar e com o passar dos minutos as coisas começaram a esquentar.
Como estou apenas de toalha, sem nada por baixo, Edward pareceu constatar esse fato assim que me puxou para escanchar em seu colo e suas mãos correram livremente pelas minhas pernas adentrando o tecido.
Ele nos virou me encostando a porta e aprofundando ainda mais o beijo, que a essa altura já virou amasso. Minhas mãos correram para tirar sua camiseta, preciso senti-lo junto a mim.
— Senti muito sua falta. – Murmurou. – Da sua boca, do seu cheiro, das suas mãos em mim.
— Eu também. E apesar de estar adorando nosso amasso, não queria que nosso sexo de reconciliação fosse aqui à porta, de pé. – Ele se distanciou um pouco e me olhou estranho. – O que foi?
— Sexo de reconciliação? Você tem certeza?
— Por quê? Você não quer?
Fiz menção de descer do seu colo e parar o clima, pois vai que ele veio apenas fazer as pazes e isso não está nos seus planos.
Mas antes de conseguir ele me apertou mais contra a porta e instintivamente gemi.
— Claro que quero Bella. Mas preciso saber se você quer?
— Edward, por favor, preciso te sentir de novo ou vou enlouquecer.
— Seu desejo é uma ordem, Heart. Vamos para o seu quarto?
— O mais rápido que conseguir chegar lá.
Ele me beijou e ainda em seu colo seguimos ao quarto.
Desci os lábios para seu maxilar e pescoço, ele terminou de subir e abriu a porta, quando entramos a trancou e caminhou em direção à cama, nos deitando.
— Te amo te amo, te amo, te amo.
Sussurrou distribuindo beijos pelo meu pescoço e colo.
— Também te amo Dream, muito. E preciso de você agora!
Nossas bocas voltaram a se encontrar e finalmente consegui tirar sua camiseta, joguei em qualquer parte do quarto, ele tirou os tênis e as meias e logo depois se concentrou em desfazer o nó da minha toalha, abrindo e deixando-me totalmente exposta, poderia me envergonhar, mas a luxúria do momento não permitiu.
— Deslumbrante... — Sussurrou. – Você me enlouquece Bella. Tenho até medo de perder o controle quando estou contigo.
— Não tenha, não me importo que perca o controle, pois tão pouco tenho algum com você.
— Então se prepare...
Ao dizer isso voltou com os beijos ao meu corpo, descendo do pescoço ao colo e quando chegou aos seios arfei com o contato da sua língua em meus mamilos, chupando, sugando e fazendo do jeito que só ele sabe fazer.
Meus gemidos são impossíveis de controlar, minha memória não faz jus às sensações vividas nesse momento.
Edward desceu as mãos acariciando o resto do meu corpo até chegar ao ponto onde mais o desejo, comprovando o quanto estou pronta para ele.
— Tão molhadinha Bella. Não sabe como senti falta de te tocar. Do seu cheiro, seu gosto. – Ele tirou os dedos levando aos lábios provando meu sabor. – Incrível, mas nada melhor do que provar direto da fonte.
— Ah, meu Deus, Edward. Eu precis...
Parei a frase ao meio quando sua boca assumiu o lugar dos dedos, com sua língua fazendo miséria comigo.
Mal consigo respirar. Ele está explorando toda minha menina e depois volta a dar atenção ao clitóris. Notando que não durarei muito mais tempo, introduziu dois dedos e continuou a fazer mágica com a boca, até não aguentar mais e derramar meu prazer prontamente recebido por seus lábios.
Ele provou tudo e apenas quando finalizou subiu os beijos e carícias até encontrar minha boca.
Nos beijamos como desenfreados e aproveitei para descer as mãos à procura do zíper da calça, puxei já levando a cueca junto. Edward me ajudou na tarefa e depois de eliminar as peças, voltou para cima de mim esfregando seu membro mais que duro.
Porém ainda não me diverti e tenho planos de fazê-lo. Quando ele ficou perto de me penetrar o virei na cama sentando sobre seu quadril.
— Ainda não mocinho, senti muito sua falta também e preciso sanar um pouquinho dela.
— Bella, não vou aguentar esperar.
— Vai sim, você é forte. Aguenta muita coisa.
O calei com um beijo e depois desci mordendo o maxilar, pescoço, peitoral. Usei minhas mãos no percurso também o arranhando e apertando em lugares estratégicos.
Minha boca finalmente chegou ao lugar que quero aproveitar, seu pau está erguido me encarando, comecei masturbando-o e depois desci a boca lambendo apenas a cabecinha, mas logo toda sua extensão sentiu o toque da minha língua, a princípio apenas com lambidas.
— Bella, não me tortura.
— Mas estou sendo tão boazinha Dream. Quer que faça algo mais?
— Bella, você sabe o que...
— Talvez tenha me esquecido depois de tanto tempo. Você tem que dizer o que quer...
— Me chupa Heart! Preciso dessa boquinha cobrindo meu pau.
Se possível fiquei ainda mais excitada, Edward falando sujo é quente como o inferno!
Como uma boa menina atendi seu pedido e comecei a chupá-lo, cuidei com as mãos do que não coube na boca e fiz tudo que sei que ele gosta.
O engulo até onde dá, depois subo devagarzinho até a ponta e chupo a área sensível com entusiasmo. Não sei quanto tempo pratiquei o ato, até perceber que ele está quase lá, então parei com os movimentos.
— Bella, o que? Mas, por quê?
— Calma Dream, ainda não acabou. Estou no controle! – Sentei sobre seu corpo e segurei seu membro levando-o a minha entrada. – E agora vamos aproveitar juntos. – Seu pau me preencheu.
E arfamos juntos!
Fiquei um tempo parada, mas logo subi e voltei de novo.
E merda, como é bom...
Edward colocou as mãos no meu quadril e começou a ajudar nos movimentos, começamos lento, aumentando a intensidade aos poucos, mas quando percebi me vi cavalgando loucamente sobre ele.
Inclinei o corpo até alcançar seus lábios e nessa posição nossos corpos atingiram inclinações formidáveis. O beijei com loucura, paixão, amor, com tudo. Ele retribuiu da mesma forma.
Então deixou meus lábios voltando aos seios e meu rosto ficou no seu pescoço onde soltei arfadas e gemidos sem me conter.
O ritmo dos nossos corpos só aumenta. Ele levantou e ficamos sentados, suas mãos continuaram no meu quadril e as minhas em seus ombros e ao redor das costas.
Ora nos beijamos ou minha boca está ocupada entre seu pescoço e ombros e a dele ocupada em meus seios, assim percebemos que não duraremos muito mais.
— Você está me esmagando Bella, não vou aguentar...
— Também não, preciso...
— Eu sei. Vamos juntos.
Sua mão encontrou meu clitóris e foi o que precisou para chegarmos ao ápice. Senti seu líquido me preencher assim como o meu ser liberado.
Nossos corpos continuaram tremendo um pouco, até a respiração se acalmar. Edward voltou a deitar me levando consigo. Ficamos um tempo apenas ouvindo as batidas dos nossos corações.
— Eu te amo. – Declarou. – E nunca, nunca mais quero ficar longe de você.
— Eu também. Apesar de que se for para termos um sexo desses, talvez uma briguinha de vez em quando seja até boa. – Brinquei.
— Não se preocupe, teremos muitos momentos como esse, sem precisarmos brigar. – Prometeu.
Voltamos ao silêncio, estava quase dormindo quando ele voltou a falar.
— Preciso te pedir muitas desculpas ainda.
— Edward, não precisa. Está tudo bem agora.
— Não. Não posso agir como um idiota e depois seguir como se nada tivesse acontecido. Te magoei e não quero que isso aconteça de novo.
Levantei o rosto para olhar em seus olhos.
— Dream, só queria entender do que você tem medo? O que te deixa inseguro em relação a nós? Eu faço algo para que isso ocorra?
— Não, você é perfeita. – Me beijou. – Me ama, confia em mim e me deixa te amar. Não sei direito o que acontece comigo, talvez por ser tão boa tenha medo que uma hora acorde e perceba que não sou o cara que você quer.
— Meu amor, isso jamais acontecerá. Eu te amo e morreria se te perdesse. — Confessei. – Esses dias separados só confirmaram o que já sabia, que preciso de você na minha vida, como preciso de ar. Você é o homem que escolhi para viver comigo, o que amo, respeito e confio. Você é meu tudo e não tem o que temer. Serei sua para sempre.
— Me desculpe por ser tão bobo às vezes, mas melhorarei isso e meu ciúme.
— Ouça. Ciúmes é algo normal, também tenho, porque você é meu e não quero dividi-lo com ninguém. – Ele sorriu e retribui. – Vamos fazer um acordo, caso ocorra um problema do tipo, vamos conversar primeiro, esclarecer as coisas para não acontecer mal entendido, certo?
— Tudo bem, qualquer coisa conversaremos primeiro para nos entender. Te amo muito Heart.
— Te amo Dream, mais do que possa imaginar...
Terminamos a conversa com beijos.
É muito bom saber que tudo está resolvido e que estamos mais fortes e decididos sobre o que sentimos e seguiremos em frente prontos para enfrentar qualquer divergência.
Ficamos falando besteiras até que lhe fiz uma pergunta interessante.
— Escuta, quando filhos vamos ter?
— Não sei. Quantos você quer ter? — Devolveu a pergunta.
— Eu perguntei primeiro!
— Fala você.
— Vai fala!
Ele pensou alguns instantes antes de responder.
— Dois?
— Quatro.
— Quatro? O que? Não. Não vou ter quatro empregos para criar quatro filhos.
O olhei ultrajada. Como assim?
— Ok, se você quer assim.
Fui me levantando da cama.
— Espera, aonde você vai?
— Procurar um homem, futuro médico que realmente me ame e que queira muito ter quatro filhos comigo, boa noite.
Ele levantou também e segurou meus braços.
— Espera, podemos ter quatro, oito, dezesseis se quiser, mas nossa casa ficará cheia de garotos Cullen bons de bola e meninas Swan marrentinhas e muito mandonas.
— Não, fica quieto. Teremos quatro, só quatro.
— Ok, mas com uma condição. — O olhei curiosa. – Podemos começar pelo primeiro?
— Não! – O empurrei de volta a cama.
— Como não?
Fiquei de pé por cima dele.
— Começar não podemos, mas praticar para quando chegar a hora quem sabe... Ai seu doido. – Ele puxou meu braço e cai sentada em seu colo.
— Praticar podemos, não é?
Assenti e rapidamente sua boca cobriu a minha com beijos carregados.
Quando as coisas começaram a esquentar ouvimos uma batida na porta e a voz da Nessie.
— Bella, você está ai?
— Sim Nessie.
— Está tudo bem? Abre a porta para conversarmos.
— Não acho uma boa ideia Nessie. – Respondi.
— Por quê? O que está fazendo?
— No momento falando com você, mas agora pouco estávamos nos divertindo muito. – Edward respondeu.
— Edward, você está ai também? Ah, que bom. Juro, não quero atrapalhar, só queria ver se a Bella estava bem ou precisando conversar caso não tivessem se acertado. Mas pelo visto estão mais do que bem. – Ouvimos seu riso. – Podem continuar aproveitando, vou descer agora. Só não façam muito barulho, pois a Sue ainda está aqui e sou uma menina decente, não gosto de ouvir essas coisas.
Não contivemos o riso enquanto ouvimos seus passos na escada.
— Nessie é louca. – Falei.
— Ela e o Jake combinam, dois palhaços.
— Uhum, como você e eu. Dois apaixonados. – Nos beijamos. – Escuta, você teria mesmo quatro filhos comigo?
— Teria até os dezesseis com você. Só me imagino construindo uma família contigo.
— Que bom, porque não vejo ninguém além de você para ser o pai dos meus filhos. Daqui a alguns anos, claro, mas teremos uma linda família.
— Sim, nossa família. – Entrelaçamos as mãos. – Só espero que nossos filhos não puxem a mim na parte de aprontar ou estaremos encrencados.
— Por quê? O que de tão grave você fazia quando pequeno?
— Várias coisas. Sumir em lugares que não devia, viver machucado por andar correndo e subindo por ai. Mas uma coisa legal que aprendi foi a escapar das broncas por conta dos bilhetes da escola.
— E como fazia isso?
— Foi assim. Quando comecei a ler e escrever minha mãe, que me incentivava escrevendo várias coisas enquanto tentava copiar igual, com isso minha letra se tornou parecida com a dela. Quando pequeno, isso não importou, mas quando já estava maior e comecei a receber meus bilhetes, me toquei do fato que nossas letras eram muito parecidas sendo difícil diferenciar. Com isso, passei a assinar os bilhetes por ela e continuei treinando. Apesar de ser estranho ter uma letra aparentemente feminina, isso me ajudou a fugir das broncas, os professores elogiavam minha escrita e as menininhas também adoravam ver meu caderno, tudo que podia querer.
— Você sempre foi muito esperto, nossa. Mas hoje suas escritas ainda são parecida?
— Sim, é muito difícil diferenciar uma da outra. Ambas têm seus toques próprios, mas no geral são quase iguais.
— Interessante, só espero que nossos filhos não sigam esse seu lado.
— Sim, eles têm que ser que nem a mãe, perfeitinha em tudo.
— Bobo. — Apertei seu rosto fazendo um bico e lhe dei um selinho. – Que tal tomarmos um banho? – Sugeri.
— Juntos? – Assenti – Só se for agora.
Fomos tomar nosso banho, mesmo em meio a beijos e carícias conseguimos terminar rápido, então nos trocamos e descemos. Quando chegamos à sala vimos a Nessie esparramada no sofá.
— Olha só, pensei que ficariam a vida toda lá. – Implicou. – Mas sei como é fazer as pazes, um processo demorado... – Ela levantou vindo até nós e deu um tapa na cabeça do Edward, a olhamos confusos. – Nunca mais magoe minha irmã ou serei obrigada a deixá-la infeliz.
— E como faria isso? – Perguntou.
— Pois terei que te capar e acabar com a felicidade da Bella. Então não faça de novo e bem-vindo de volta. – Ela o abraçou depois voltou a sentar.
Fizemos o mesmo e logo Emm chegou.
— Queridas, cheguei.
Ele entrou todo animado, mas parou quando viu Edward.
— Oi Edward, tudo bem?
— Oi Emmett. Tudo sim e você?
— Estou legal. Vocês se acertaram? – Assentimos. – Fico feliz. Edward, posso levar um papinho com você?
— Emm, não acho isso necessário.
— Bella, é papo de homem. – Rebateu.
— Tudo bem, podemos falar sim.
Edward levantou, beijou minha testa e seguiu Emm pelas escadas.
Meu irmão pode ser muito brincalhão, mas quando fala sério até eu fico com medo.
— O que devo fazer? – Falei suspirando.
— Não sei, mas vamos cuidar do jantar. Você sabe, o Emm sempre fica mais alegre quando come.
Sabendo que Nessie tem razão fomos para cozinha, os aguardei aparecer e prestes a terminar ouvi passos e vi Edward entrar.
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— Hey calma, não houve nada demais.
— E o que falaram? Cadê o Emm? – Nessie perguntou.
— Tomando banho, daqui a pouco ele desce. E desculpem, mas não falarei nada. Tivemos apenas um papo de homem.
— Está vendo Bella? Nós aqui preocupadas e eles lá com o papo de homem deles.
Nessie brincou e demos o assunto por encerrado.
Terminamos de arrumar as coisas, Emm desceu e jantamos sem mais exaltações depois de volta a sala ficamos assistindo filme até tarde.
— Tenho que ir. – Edward sussurrou de repente no meu ouvido.
— Não, dorme aqui.
— Mais e o Emm?
— Dou um jeito, vem comigo. – Levantamos, ele deu tchau aos dois e fomos para fora. – Liga para Alice ou sua mãe e avisa que vai dormir aqui, depois espere que volte para te buscar.
Entrei novamente, avisei que vou dormir e subi para o quarto. Arrumei a cama, me troquei, ouvi as portas dos quartos baterem, esperei uns minutinhos, só para garantir e desci.
Abri a porta com cuidado e logo subimos correndo, mas prestando atenção para não fazer barulho, assim que entramos tranquei a porta e suspirei.
— Parece que estamos fazendo algo errado. – Comentou.
— Não é errado, mas desse jeito é mais emocionante. – Respondi.
Ele foi ao banheiro, deitei na cama e quando percebi seu corpo estava colado atrás do meu.
— Boa noite Heart, te amo.
— Boa noite Dream, amo você também.
— Tenha bons sonhos.
Não respondi, mas com ele do meu lado, com certeza terei...
***
Depois de tanto tempo a final da dança finalmente chegou!
Estou mais do que ansiosa, estou em êxtase, feliz, nervosa, com sentimentos variados.
Toda minha família está aqui e isso inclui até os pais dos meus amigos, pois juntos formamos uma grande família.
Meus pais também vieram nos prestigiar, tivemos sorte da final cair em um sábado e para que eles pudessem vir.
Ensaiamos tanto, lutamos para estar aqui e agora daremos nosso melhor.
Se levaremos a vitória ou não, não depende apenas de nós, porém o compromisso com o trabalho está feito.
Estou terminando de me arrumar, olhando no espelho e rezando para que tudo ocorra da melhor maneira possível.
— Bella, vem. Mary quer falar conosco antes de começar.
Jéssica me avisou e a acompanhei, me aproximei do grupo e quando Mary viu todos presentes, começou a falar.
— Não tenho muito a dizer, não quero enchê-los antes desse momento tão importante e também não quero chorar. Só posso mais uma vez agradecer a todos. Vocês não têm ideia do quão gratificante foi passar esse ano com todos. Se ganharmos será incrível, mas se não, estarei feliz da mesma forma. Vocês me ensinaram muito, amei trabalhar com vocês. Saibam que fizeram um trabalho incrível durante a competição. Estou muito orgulhosa e tenho certeza que surpreenderemos demais, obrigada e boa sorte.
Ficamos emocionados com suas palavras e nos aproximamos para aguardar a apresentação...
O outro colégio será o primeiro. Graças a Deus não vimos o tal Maurício ainda e espero sinceramente não ver, pelo menos até nos apresentarmos, isso com certeza me poupará grande trabalho com Edward.
O apresentador iniciou com sua animação de sempre, quando tudo acabar sentirei falta dele e suas palavras.
Ele chamou o grupo e ficamos atentos à apresentação.
Não me importei muito com o tema que abordaram, a coreografia foi bem feita, bem colocada todos dançaram sincronizados, mas não senti a magia e a entrega que sinto quando estamos dançando...
A música é atual e isso lhes deu uma vantagem no jeito de dançar. Eles terminaram, a plateia aplaudiu empolgada e eles dando a brecha para nossa vez.
— E agora o outro colégio finalista. Eles dançam um clássico, I’ve Had The Time Of My Life, surpreendente. Estou ansioso para ver o que essa dança nos reserva, mas vindo de um grupo tão bem colocado, que fez um belíssimo campeonato até agora, podemos esperar algo muito bom. Agora com vocês, Colégio Marinho Portilla.
Edward e eu somos os primeiros na coreografia, começamos com as luzes apagadas e apenas nós posicionados.
Senti o mundo girar como se pudesse voar, livre e sem medo me entreguei ao momento.
A música começou a tocar e iniciamos o jogo de passos inspirados em Baby e Johnny.
Com apenas nós dois no palco o toque suave da melodia nos embala, estar aqui dançando essa música, com o homem que amo é algo sem igual.
Os passos vão evoluindo ao ritmo que nos conduz, por enquanto, estamos seguindo a coreográfica original, olho no olho, corações pulsando transmitindo o que há de melhor há em nós...
O refrão inicia e os outros casais entram no palco fazendo passos giratórios e compassados, eles transpassam por nós e formamos outros pares no primeiro tempo do refrão, por breves segundos nos permitimos voar e voltar ao parceiro.
Todas as meninas estão com os mesmos vestidos e cores, assim como os meninos. Nessa noite todos somos Johnny’s e Baby’s mostrando o ritmo da música.
O primeiro refrão termina e começamos nossa adaptação da coreografia. O palco é extenso e podemos nos colocar bem, os meninos passam para um lado, enquanto seguimos para o outro, em um jogo de flertes e demonstração de talento, incrementamos a nossa maneira.
Eles mostram o swing de um jeito e devolvemos o mix de passos fazendo a energia e animação fluírem por nossos corpos.
O refrão recomeça e como em um passe de mágica paramos de nos enfrentar e agora juntos mostramos o poder do ritmo, fazendo os pares novamente dançamos soltos, bailando e entregando-nos sem medida.
O som muda chegando ao instrumental, às luzes na beira do palco se apagam e Edward e eu sumimos dos holofotes, os outros casais fazem a coreografia perfeitamente, me sento ao pé do palco esperando o momento mais aguardado, Edward desceu e se posicionou a uma distância para que o salto ocorra.
Quando as luzes reacendem sobre nós a plateia mostra o espanto em nos ver nessas poses, ele faz o sinal e pulo do palco correndo em sua direção entrego tudo de mim me jogo em seus braços, ele me ergue com facilidade e conseguimos executar com maestria o passo, então desço suavemente envolta ao seu corpo.
Uma chuva de aplausos se faz presente, como esperado voltamos ao palco, ele sobe por uma escada lateral e eu por outra, nos encontramos no centro em meio de tantos casais, voltamos a dançar e quando a letra continua ele sussurra as frases...
Agora, eu tive os melhores momentos da minha vida.
Não, eu nunca me senti assim.
Sim, eu juro. É verdade.
E devo tudo a você!
Terminamos a coreografia com os passos originais em um leve balançar e quando a música acabou as palmas preencheram o lugar. Todos estão de pé aplaudindo.
Nossa coreografia, esforço, trabalho, dedicação e amor ao que fizemos.
Descemos do palco para os jurados fazerem a escolha e retornaremos para o anúncio.
— Estou impressionado, verdadeiramente impressionado. Uma apresentação incrível e agora a decisão está nas mãos dos nossos jurados. Daqui a pouco todos os participantes voltarão para saberem o resultado.
Ouvi a voz do apresentador, das pessoas ao meu redor, mas não consigo me concentrar.
— Foi incrível Heart, perfeito. – Edward falou diretamente comigo e despertei.
— Eu sei, não consigo assimilar ainda. Todas as coreografias foram importantes, mas essa? Estou sem palavras.
Esperamos um pouco e logo fomos chamados de volta.
— Tenho em minhas mãos o envelope com o nome do colégio vencedor, antes de falar o resultado vamos ouvir a opinião dos jurados sobre as apresentações.
Com a banca de cinco pessoas começaram a falar, primeiro sobre o outro colégio, elogiaram muitas coisas, pontuaram algumas, mas não deram a entender se ganharam ou não, em seguida uma mulher começou a falar de nós.
— Foi muito bonito realmente. Vocês foram ousados com certeza, praticamente criar uma nova coreografia. Os passos conhecidos foram bem executados e os novos bem colocados. Vocês têm ritmo, entrega e muita paixão, parabéns garotos.
Quase corri para abraçar a moça gentil.
— Agora acho que é a minha vez. – O apresentador tomou a palavra. – Eu, como mero expectador, sempre gosto de tudo e hoje não foi diferente. Os dois grupos deram um show, a plateia que o diga, eles aplaudiram muito as duas apresentações. Tenho minha escolha pessoal, mas agora chegou o momento de descobrir se os jurados concordam comigo ou eu com eles, não é? – Rimos da piada, apesar do nervosismo. – Certo, vou parar de enrolar, pois sei que todos estão ansiosos pelo resultado.
Ele abriu o envelope e finalmente declarou.
— E o colégio campeão do Intercolegial de Dança de 2006 é... Colégio Marinho Portilla! CMP! Parabéns.
O que? Ganhamos?
Não consigo acreditar ou assimilar.
Senti meu corpo ser agarrado em um abraço e percebi ser Edward, sorri e chorei, tudo ao mesmo tempo.
Ouvi o barulho das pessoas e estou tão feliz.
Sinto mais abraços ao meu redor e vi que é nosso grupo. Entre gritos, choros e comemorações, percebo quão especial é tudo isso, uma das melhores sensações da minha vida.
Recordar sempre desse dia, dessa sensação, desse momento...
CONTINUA.
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