Endless Love
13 1ª Temporada Capítulo 12 - Seguindo Nossos Corações
Notas iniciais
Mesmo que pudesse esquecer, o calendário não deixa dúvida do dia de hoje e a sua importância. Hoje é o aniversário dele e sábado será a festa.
E ainda não sei se estou preparada para a avalanche de sentimentos que habitam meu peito. Estou apaixonada, mas o que isso muda? Não muda nada, ele continua com a outra, enquanto permaneço sofrendo em silêncio. Sei que essa não é a melhor escolha, mas, ao menos, por enquanto, posso guardar tudo comigo e não ser ainda mais massacrada.
O fim de semana foi tremendamente chato, cansativo e longo. Fiz o maior esforço para sair do quarto o mínimo de vezes possíveis. Desliguei o celular e se alguém ligava em casa, pedi para informar que não estava ou no banho, etc.
Nessie veio perguntar o que tinha e menti dizendo que estava de TPM e queria ter um tempo sozinha, ela claramente ficou desconfiada, mas deixou passar.
Pelo menos consegui terminar de ler dois livros que já estava enrolando há muito tempo. Arrumei meu quarto, mudei algumas coisas de lugar, por fim consegui colocar pelo menos um pouco da minha vida em ordem, ainda que tenha sido apenas uma mínima parte, mas me senti bem com a pequena evolução.
Ontem Alice me bombardeou de perguntas e acusações pelo sumiço, então joguei a mesma história que contei a Nessie, ela tão pouco pareceu acreditar, mas não demorou a mudar de atitude e humor me informando que passaríamos a tarde terminando de organizar as coisas que faltavam para o aniversário do Edward.
Edward.
Esse ficou completamente indiferente a mim, não me procurou, não falou nem ao menos um oi rotineiro, então fingi indiferença também.
Se ele pensa que irei correr atrás dele, está muito enganado. Talvez a vadia da Tanya tenha adiantado o presente e agora por fim ele tenha notado que não tenho mais utilidade nenhuma...
Alice e eu passamos a tarde enviando os convites, indo ao salão, acertando os últimos detalhes com a equipe de decoração e Buffet. E por volta das sete horas ela me deixou em casa, tentei pensar que o dia de hoje não chegaria tão rápido, mas chegou.
Levantei cedo, tomei banho e lavei o cabelo, voltei ao quarto e o sequei o máximo possível, mas deixando liso e solto.
Coloquei uma saia, blusinha de manga curta, um par de sapatilhas, fiz uma maquiagem leve, passei perfume e fiquei pronta. Ao chegar à cozinha encontrei Nessie tomando o café e após lhe desejar um bom dia, passei a tomar o meu também.
Saímos para o colégio e seguimos em silêncio a maior parte do tempo, ao chegarmos logo vimos o Jake e o sorriso da Nessie se iluminou na hora. Ele me abraçou cheio de brincadeiras como sempre e depois foi dar a devida atenção à namorada.
Sai de fininho ao notar que estava sobrando, mas nem precisava já que os dois estão tão envolvidos em sua própria bolha que nem notaram minha ausência.
Continuei a andar para ver se encontro Alice em algum lugar, quando ouvi meu nome ser chamado ao longe, virei encontrando Edward vindo em minha direção.
— Isabella, espera!
— O que você quer?
— Eu vou falar com você.
— Não quero conversar agora.
— Não disse que será agora. Só estou avisando que vou falar com você na hora da saída.
— Tanto faz. Não tenho nada para conversar de qualquer maneira.
— Tudo bem. Também não disse que iremos conversar. Estou comunicando que eu vou falar com você. Te vejo na saída, tchau Isabella.
Que garoto mais idiota e petulante, eu o odeio.
Mente que nem sente...
E era só o que me faltava, essa mente idiota querendo me contrariar.
De tão irritada fiquei parada não sei quanto tempo até alguém tocar meu ombro.
— Bella, tudo bem?
— Jasper, oi. Sim, estou bem.
— Você parecia meio distraída, pensando em algo importante?
— Não nada demais. Alice ainda não chegou?
— Provavelmente sim. Eu que cheguei atrasado mesmo. – Assenti – E ela não está te enlouquecendo com todos os preparativos do aniversário do Edward?
— Um pouco, mas sei lidar com a baixinha...
— Para lidarmos com ela temos que aprender a acompanhar seu ritmo ou fazê-la parar... – Rimos e seguimos para a sala conversando.
Não é sempre que tenho essas oportunidades de conversar assim com Jas, mas quando acontece aproveito muito, pois ele é uma ótima pessoa, Alice tem muita sorte de ter alguém como ele ao seu lado.
Chegamos à sala e confirmamos sua presença e ficamos conversando até o professor entrar.
As primeiras aulas passaram normalmente, ganhamos mais trabalhos por conta de estar encerrando mais um bimestre e o semestre também.
No intervalo encontramo-nos na mesa, mas logo a ausência de alguém se fez presente.
— Onde o Edward está? – Jake perguntou.
— Não sei, ele desceu na nossa frente. – Jas respondeu.
— Provavelmente deve estar aproveitando o aniversário com a namorada. – Falei cheia de sarcasmo.
— Ah, falando nisso, aqui está seu convite Jake, para que o desnaturado não se esqueça de entregar a todos o estou ajudando entregando àqueles que conheço também.
— E ele já arrumou o DJ?
— Sim, ontem enquanto nós duas arrumávamos as outras coisas o intimei a fazer a parte dele ou caso contrário ele não entraria em casa. Assim ele já deixou tudo pronto. – Alice falou e deixei o assunto morrer ali.
Voltamos para sala e mais rápido do que gostaria as aulas acabaram. Alice saiu rapidamente com Jas dizendo que precisavam resolver uns assuntos.
Sei muito bem que assuntos são esses...
— Bella, que bom que te encontrei.
— Pode falar Nessie, já que finalmente vamos para casa.
— É sobre isso que quero falar. Com essa pilha de trabalhos e provas vindo ai, vou à casa do Jake para adiantarmos algumas questões.
— Certo e porque não vão lá para casa? Posso fazer o almoço e ainda ajudá-los.
— É que já falei ao meu pai que vamos lá para casa. – Jake explicou.
— E além do mais, lá tem o que precisamos para fazer os trabalhos.
— Seu pai está trabalhando, não é Jake? – Ele assentiu. – Tudo bem, pode ir Nessie, mas olha o que vão fazer, hein? Confio em vocês, principalmente em você Jake.
— Pode deixar, temos realmente bastante trabalho para organizar. – Prometeu.
— Tchau Bella, qualquer coisa ligo para você. – Eles se despediram, subiram na moto do Jake e saíram.
Já estava indo pegar meu caminho quando alguém entrou na minha frente.
Você colecionadora de canções.
Me dá razões para viver.
Você a dona dos meus sonhos.
Permanece neles e me faz sentir.
E assim no teu mistério poder descobrir.
O sentimento eterno.
— Me da licença?
— Não, eu falei que quero falar com você e agora chegou o momento.
— Não Edward, me deixa ir...
— Bella, hoje é meu aniversário. Você vai mesmo me tratar assim? – Ok, isso foi golpe baixo.
— Tudo bem, pode falar o quer.
— Nós precisamos conversar sobre o que houve sexta-feira.
— O que? Não houve nada demais. – Ele arqueou a sobrancelha, então completei. – Tudo bem, nos beijamos. Mas isso não é mais novidade entre nós. – Falei como se realmente fosse indiferente a situação.
— Bella, não adianta negar. Você e eu sabemos que há algo maior entre nós. E os momentos de sexta foram só a ponta do iceberg dos nossos sentimentos.
Ele fala como se fosse algo fácil, mas não é realmente até queria que fosse.
— E o que vamos fazer Edward? Você está com a Tanya.
— E você está apaixonada.
— O que?
Como assim ele está sabendo disso?
— Eu lembro muito bem de tudo. Quando perguntei se estava gostando de alguém você confirmou e disse que não poderia dar certo. Mas nem a Tanya ou esse alguém que você gosta nos impediram de fazer o que sentíamos naquele momento. – Depois de tudo que ele disse baixei a guarda querendo tanto que houvesse uma solução. – Bella, tenho uma proposta a fazer, ou melhor, um pedido. Como é meu aniversário posso pedir o que quiser, não é mesmo?
— Claro que sim. – Respondi de pronto, mas logo fiquei preocupada com a afirmação.
— Pois então. Vamos viver um dia de liberdade total.
— Como assim?
— Vamos aproveitar e fazer o que sentimos. O que temos aqui dentro. – Ele pegou minha mão direita e colocou em cima do seu coração, assim como fez com a dele no meu. – Vamos esquecer tudo, colégio, competições, os outros e pensar apenas em nós. – Estou sem fala, é muita coisa, mas também é o que mais quero nesse momento, nesse dia, ou para a vida inteira... — Por favor, Bella, por mim, por você, por nós...
— Sim. – Respondi com um suspiro, mas acho que foi baixo demais e Edward não ouviu. – Sim Edward, aceito viver esse dia de liberdade total com você. Apenas nós dois e nossos sentimentos.
— Você não vai se arrepender, eu prometo. – Ele me puxou para um abraço.
— Eu sei.
— Vamos. Quanto mais rápido formos, mais tempo teremos pra aproveitar...
Com nossas mãos entrelaçadas fomos até o volvo, ele abriu a porta entrei e ele em seguida, Edward logo ligou o carro e partimos a caminho de um dia totalmente único...
— Você tem ideia do que vamos fazer? – perguntei.
— Sinceramente não. – Sorriu e o acompanhei. – Só pensei em passar o dia com você, mas não planejei algo específico. – O sorriso se transformou no torto e imediatamente me derreti.
— Pelo horário acho que podemos ir almoçar em algum lugar. O que acha?
— Uma ótima ideia. Já sei até onde podemos ir.
Ele pegou minha mão que estava em meu colo e beijou. Depois a depositou entrelaçada a sua em minha perna, deixando-as unidas. Pouco depois paramos em frente a um restaurante.
— Vamos comer aqui? – Perguntei assim que ele parou o carro.
— Sim, por quê?
— É que é um restaurante sofisticado, pensei que íamos comer em outro lugar.
— Bella, hoje é meu aniversário e um dia especial. Tudo tem que estar perfeito, agora deixa de besteira e vamos.
Ele saiu do carro e pouco depois estava abrindo minha porta, saímos de mãos dadas e quando entramos no restaurante a recepcionista não parou de olhar para Edward.
Que sínica. Será que não está vendo que ele está acompanhado?
Felizmente não demoramos a ser guiados a uma mesa afastada e aconchegante, o garçom trouxe os cardápios e passamos a comentar e escolher o prato. E apesar de saber que Edward merece o melhor ainda estou achando esse restaurante um exagero.
— Você já escolheu Bella?
— Sim.
— Então vou chamar o garçom. – Edward fez o sinal e logo o rapaz voltou à mesa.
— O que vão pedir? – Perguntou gentilmente e Edward respondeu primeiro.
— Eu quero um carpaccio de salmão, por favor.
— Certo e a senhorita?
— Eu vou querer um cannelloni à moda da casa.
— Tudo bem, logo volto com os pedidos. – Ele pediu licença e saiu deixando-nos a sós.
— Você tinha que encontrar um jeito de colocar algum tipo de fruto do mar no meio, não é mesmo? – Comentei.
— Faço o que posso. Mas está gostando daqui? – Assenti. – Parece um ótimo lugar. Recomendarei aos meus pais depois, tem um ambiente legal, bons funcionários...
— Realmente a recepcionista foi muito atenciosa com você. – Disse com sarcasmo.
— O que foi? – Dei de ombros. – Você ficou com ciúmes?
— Claro que não, não se acha Edward.
— Tudo bem, mas saiba que se fosse ao contrário eu sentiria. – Tudo bem, ele sabe como me deixar boba.
Ficamos um tempo em silêncio até que nossos pratos chegaram, voltamos a conversar, enquanto desfrutamos da maravilhosa comida.
Quando acabamos Edward pediu a conta e saímos novamente de mãos dadas. Caminhamos até o carro e quando pensei que ele iria abrir a porta fui surpreendida ao ser encostada ao carro com ele a minha frente.
— Gostou do almoço?
— Adorei, obrigada.
— Não tem de que. – Acariciou meu rosto. – Mas ainda está disposta há continuar o dia comigo?
Queria passar a vida inteira com você, pensei, mas obviamente não falei.
— Claro que estou. E você? Ainda vai me aguentar por mais tempo?
— Todo o tempo necessário. – Ele se aproximou e beijou minha testa, mas sei que não é somente isso que queremos, então puxei seu rosto contra o meu e beijei.
Foi um beijo diferente dos outros, não teve a pressão ou nervosismo, muito menos selvageria. Foi um beijo singelo, doce, mas muito bom. Finalizamos com um selinho.
— Vamos, pois ainda temos muito a aproveitar. – Ele abriu a porta do carro, entrei e logo ele se juntou a mim.
Seguimos um tempo sem rumo certo, uma música suave tocando e estamos bem assim. Ele foi falando sobre lugares que deveria conhecer e todos os atributos da cidade, não decidimos ainda aonde ir, porém ele não demorou a fazer uma volta e seguir mais ao centro.
— Vou te levar em um lugar que gosto de ir desde criança. – Contou.
— Tenho certeza que vou adorar.
Pouco tempo depois ele parou o carro e descemos. Olhei ao redor para ver se reconhecia algo até que paramos em frente a um prédio azul, escrito Aquário de Nova York na fachada.
— Uau, um aquário, que lindo Edward.
— Você tem que ver por dentro, vem. – Ele foi até a bilheteria pagou nossas entradas e seguimos.
— Essa é outra coisa que não imaginava que você gostava de fazer.
— É. Meu amor por criaturas do mar não se refere apenas à culinária, mas a vida marinha como todo. Agora vem porque tenho muitas coisas para te mostrar.
Ele pegou minha mão e fomos explorar o lindo lugar o qual não tinha ideia do quão mágico podia ser.
Edward foi me mostrando cada mínimo detalhe, falando das espécies e seus estilos diferentes, ele alegou saber tanta coisa por tudo que já viu desde que frequenta o local e também porque depois de grande teve o interesse ainda maior em pesquisar sobre tudo...
Não sei dizer a quanto tempo estamos aqui, mas tudo é tão lindo e especial que nem estou me importando com a hora. E Edward consegue deixar tudo infinitamente melhor, vira e mexe ele me abraça. Nos beijamos, às vezes ficamos apenas um do lado do outro olhando as belezas que o mar oferece, mas o que achei mais fofo foi quando ele falou com os bichinhos e ainda quando falou de nós.
Se já estava apaixonada, ele fez com que esse sentimento crescesse ainda mais.
Infelizmente tivemos que ir embora, mas sei que as surpresas ainda não terminaram.
— Uma pena que hoje não pude te mostrar tudo.
— E ainda faltou algo? – Perguntei sorrindo.
— Sim, não pudemos nadar no aquário e tão pouco com os golfinhos.
— Sério que dá pra nadar com os golfinhos?
— Sim, mas temos que agendar parar fazer todo o preparo e tudo mais. – Assenti. – Mas podemos vir outro dia. O que você acha?
— Eu adoraria. – Ele sorriu e me abraçou de lado.
Pensar em voltar é pensar em um futuro com Edward e isso me animou um pouco mais com a possibilidade de haver algo depois de hoje...
Saímos e apenas caminhamos até um jovem vendedor de flores passar por nós e oferecer algumas rosas.
— Acho que sua namorada vai gostar de ganhar alguma delas. – O rapaz falou.
— Eu não... – Fui corrigi-lo, mas Edward me interrompeu.
— Eu vou querer uma rosa vermelha. A mais bonita que você tiver. – O rapaz sorriu e os dois foram olhar as flores.
Fiquei um pouco afastada vendo-o escolher e após finalizar tudo com o rapaz caminhou até mim estendendo a rosa.
— Me lembro de você dizendo que gosta de rosas vermelhas, mas comprei apenas uma por conta do seu significado. Se lhe desse um buque, todas seriam lindas, mas se perderiam no meio umas das outras. E essa consegue representar tudo em um único sentido. – Quando ele acabou de falar meus olhos começaram a lacrimejar.
Ele é perfeito. E está tornando esse dia mais do que especial...
Sem conseguir falar simplesmente me joguei em seus braços e ele também não comentou nada, apenas me abraçou e como forma de agradecimento o beijei.
O beijei intensamente tentando mostrar que entendi o sentindo da rosa, mas também tentando demonstrar o meu amor, que mesmo sem as palavras estou procurando deixar que ele sinta.
Você com a lua na cabeça.
O lugar onde começa.
O motivo e a ilusão do meu existir.
Só você, apenas quero que seja você.
Minha loucura, minha tranquilidade e meu delírio. Meu compasso e meu caminho.
Só você, apenas quero que seja você.
Eu ponho em suas mãos meu destino por que.
Vivo para estar sempre, sempre, sempre, sempre.
Contigo amor.
Quando paramos ele segurou meu rosto e ficamos olhando um para o outro. Até que vi algo a nossa frente e tive uma ideia.
— Ainda estamos abertos a programas?
— Todos que o dia permitir.
— E será que você topa um programa clichê?
— Como o que? – Apontei para trás dele, ele viu e sorriu. – Cinema, gostei. Vamos podemos deixar o carro ali mesmo. – Concordei e seguimos com sua mão na minha e livre segurando a rosa.
O mais legal de Nova York é isso, a proximidade e ter tudo o que quiser fazer.
Ao entrar começamos a olhar os cartazes com os lançamentos, são muitas opções, mas nada que aparentemente possa agradar a ambos.
— Desse jeito não vamos conseguir.
— Eu sei Edward, mas o que você quer que eu faça? – Disse olhando para o lado.
De repente meus olhos caíram em um cartaz especial, me aproximei, olhei a sinopse e particularmente gostei, chamei Edward para olhar também, ele olhou e sorriu.
— Quer mesmo ver esse?
— Eu quero e você?
— Vamos lá.
Finalmente ele foi comprar os ingressos enquanto fui pegar algumas besteiras para comermos, depois nos encontramos na porta central para as salas.
— O que é isso? – Edward perguntou quando me viu.
— Coisas para comermos.
— E quem pagou?
— Eu né Edward. Quem mais seria?
— Porque não me esperou para pagar?
— Porque tenho dinheiro e posso comprar nossos lanches, além do que, você já pagou tudo durante o dia.
— Mas Bella... – Cansei.
Não vou ficar ouvindo-o falar besteira, assim coloquei a bandeja em um balcão e para fazê-lo parar de falar o beijei.
Como estou adorando esse dia, simplesmente poder fazer o que quero na hora que dá vontade.
Edward não demorou a se empolgar agarrando minha cintura e nos entregando ao beijo aqui mesmo.
Tudo é tão gostoso, seu corpo colado ao meu, sua boca presa a minha e nós juntos como um só.
— Agora podemos entrar? Não quero perder o começo do filme.
— Você me enrolou direitinho senhorita Swan.
— Faço o que posso senhor Cullen. – Pisquei.
Ele sorriu e entramos na sala. Rapidamente encontramos um lugar mais afastado para sentar.
O filme começou, porém a pessoa ao meu lado não parece muito disposta a prestar atenção no mesmo.
— Edward, presta atenção no filme.
— Que filme? Estou vendo algo bem mais interessante aqui.
O infeliz está toda hora assoprando meu pescoço, mordendo o lóbulo da minha orelha, fazendo carinhos por essa região e quase, quase pensei em sucumbir.
— Edward, por favor, não consigo me concentrar.
— Ótimo. Se concentra em mim. – Sem ao menos ter chance de escapar, Edward me beijou.
E caramba nesse momento o filme realmente não parece tão importante assim.
Sem perder tempo ele tirou o braço entre os bancos e me puxou para ficar mais próxima. Certo, isso está muito bom, mas temos que ver o filme ou não? Difícil decisão...
— Hey, hey rapaz. Vamos ver o filme.
— Mas Bella, vai dizer que comigo não está bom?
— Não faça perguntas difíceis. Porém viemos assistir ao filme e é isso que vamos fazer.
— Mas é filme feminino não notou ainda?
— Não Edward, não notei porque você não deixa. E o filme é para todos os públicos, além do que, fala até de futebol, agora vamos assistir, por favor. – Ele fez um bico enorme, mas que caiu quando lhe dei um selinho e encostei-me ao seu corpo.
Ele pareceu gostar mais dessa nova posição, pois passou os braços ao meu redor e ficamos abraçados, por fim assistindo ao filme...
— Ele ainda foi malvado com ela, no momento que soube a verdade deveria ter corrido para os seus braços. – Falei enquanto saímos da sala de cinema.
— Mas Bella, ele estava confuso. Ela fingiu que era um cara. Isso mexe com cabeça da gente.
— Pelo menos no fim ela conseguiu tudo que queria. O futebol e de quebra o bonitão.
— Que bonitão? Aquele cara ali não tem nada de bonitão. Eu jogo futebol muito melhor do que ele e tenho um corpo muito mais sarado.
Ok, ele está certo quanto ao corpo, pois o seu é uma perdição mesmo.
— Só ainda não decidi quem é mais gata. A loirinha, Olivia, né? Mas acho que prefiro a Viola. Você viu as pernas dela? Adoraria bater uma bolinha com ela.
Idiota. Infeliz.
Depois que disse todas essas besteiras ainda passou a língua nos lábios tentando e conseguindo, ser sexy.
Não aguentei e sai andando na frente, consegui chegar até o carro, mas Edward me parou.
— Hey Bella, o que foi? – Segurou meu braço virando-me para si.
— O que foi? Eu te conto ou quem sabe a Viola possa contar.
— Você não ficou com ciúmes, né? – Baixei o rosto. – Bella, qual é? Só falei essas coisas para te irritar, por conta do bonitão. – Informou. – Você sempre será a mais linda. – Beijou minha testa. – Mais gata. — Minha bochecha. – Mais doce. — A outra. – Mais apaixonante. – Meus lábios. — E sempre a mais gostosa! – Beijou meu pescoço.
Caramba! Ai foi golpe baixíssimo!
Me derreti completamente e sem receios aproximei nossos rostos para nos beijarmos. Sua língua carinhosa ao unir-se a minha fez o frenesi aumentar, ele agarrou meu cabelo e deixou tudo mais quente, porém não deixei por menos ao colocar as mãos por baixo da sua camiseta no início das costas, o arranhando.
Por mim me atracaria aqui mesmo grudada nesse carro, mas nem tudo acontece exatamente como queremos, por isso fomos parando aos poucos.
— Estamos quites agora? – Murmurou entre meus lábios.
— Sim, desculpe pelo ataque e pelo bonitão. Não foi minha intenção te chatear, é só força do hábito. – Ele balançou a cabeça e entramos no carro.
Ele ligou o som e voltamos a rodar pela cidade contemplando a noite já presente, com a música completando o pacote.
Você colecionadora de canções.
Minhas emoções são para você.
Você o que eu sonhei minha vida inteira.
Permanece nela e faz-me sentir.
E assim, ir transformando a tua magia.
Num respiro da alma.
— O que houve? – Perguntei quando o carro parou.
— Olha ali. – Indicou. E do lado da sua janela pude ver um daqueles parques de temporada.
— Nossa, faz tanto tempo que não vou a um.
— Eu também, mas vamos compensar essa falta agora.
— Nós vamos lá?
— Mas é claro, hoje é um dia de realizações.
Ele dirigiu em direção ao parque e pouco depois estacionou para descermos. Assim que pisamos fora do carro entrelaçamos as mãos e começamos a caminhar.
Achei o fato engraçado, pois o parque está cheio de casais.
— Você reparou Edward como tem bastante casais por aqui?
— É verdade, mas acho que é pelo horário também. A noite transmite um ar mais cara de programa de casal. — Assenti. – Agora vamos comprar os tíquetes.
Seguimos até a bilheteria, na fila continuamos a conversar e quando chegou nossa vez Edward comprou tudo que podia para garantir que aproveitaremos sem restrições.
Andamos nos brinquedos mais clichês, como carrinho de bate-bate, gira-gira, montanha russa, barco viking etc...
E acabamos de sair do mini elevador pensando na próxima escolha.
— Aqui é bem legal.
— Sim e por ser um parque de temporada é bem equipado e seguro.
— Realmente. Vamos guardar o nome para quando estiver na cidade virmos de novo. – Sorri concordando.
Continuamos andando até que vi uma barraquinha de tiro ao alvo.
— Edward vamos ali. – Indiquei o local.
— E você sabe brincar disso? – Me olhou intrigado.
— Eu sou filha de um chefe de polícia. Eu sei pegar em uma arma. – Pisquei. – Vamos lá, eu te desafio.
— Não deveria ter feito isso, agora você verá quem é bom aqui! – Ele começou a correr me levando consigo enquanto rimos como dois bobos.
Ao parar em frente à barraca Edward entregou os bilhetes ao senhor simpático que começou a explicar como funciona a dinâmica.
— Vocês estão vendo os gansos girando? – Assentimos. – Cada um deles tem uma pontuação diferente. À ficha concede cinco chances para acertar, depois somo a pontuação e vocês levam um prêmio equivalente aos pontos.
— Você primeiro Bella. – Edward entregou a arma de brinquedo e me preparei.
O senhor ligou a máquina e os gansos começaram a passar, me concentrei, posicionei e atirei. Acertei o primeiro e dei uma olhada para Edward, fui de novo e mais um ganso, no terceiro me empolguei demais e acabei errando. Ouvi um risinho e o fuzilei com o olhar.
— A senhorita ainda tem mais duas chances. – O senhor informou. Voltei a me concentrar, mandei mais dois tiros acertando os bichinhos. – Parabéns, vamos olhar sua pontuação. – Ele pegou o papel atrás dos quatro gansos caídos e veio nos mostrar.
— 08, 06, 06 e 04. Isso dá um total de 24 pontos.
— Foi bem Bella, nada mal. – Edward elogiou. – E qual o prêmio que ela ganhou?
— A seleção da pontuação é nível três. Ela pode escolher qualquer coisa da terceira prateleira. – Olhei para onde o senhor apontou não encontrando nada que realmente me atraia.
Até que vi um boné, obviamente não é de marca famosa, mas é bonito, na cor preta com detalhes em cinza e branco em círculos, gostei.
— Eu quero aquele ali. – Apontei e o senhor me entregou, então virei para Edward. – Feliz aniversário, para você. – Ele pegou o saquinho com o boné, o tirou colocando na cabeça, sorriu torto e me puxou para um abraço.
Você com a lua na cabeça.
O lugar onde começa.
O motivo e a ilusão do meu existir.
Só você, apenas quero que seja você.
Minha loucura, minha tranquilidade e meu delírio. Meu compasso e meu caminho.
Só você, apenas quero que seja você.
Eu ponho em suas mãos meu destino por que.
Vivo para estar sempre.
Contigo...
— Obrigado, adorei.
— É claro que esse não é seu presente de verdade, mas por hoje é o que posso dar.
— O mais importante é que você está aqui comigo. – Enfatizou. – Mas mesmo assim adorei, obrigado. – Ele beijou minha testa e nos distanciamos. – Agora para de me enrolar que é minha vez de brincar. – Levantei as mãos me afastando. Enquanto ele pegou a arma, posicionando-se para começar a atirar.
Edward quase fez uma sequência, os dois primeiros disparos foram um ao lado do outro e os três últimos deixou um espaço entre ambos, mas no fim acertou os cinco gansos.
— Caramba Edward. Onde você aprendeu a fazer isso?
— Segredo. Talvez um dia te conte. – Piscou. – Mas quero saber qual foi minha pontuação.
— O senhor tirou 10, 10, 08, 06 e 10. Dando um total de 44 pontos. – Idiota gostoso.
Além de ter acertado os cinco ainda fez vinte pontos a mais do que eu, vai ser sortudo assim lá longe...
— E você pode escolher qualquer prêmio da quinta prateleira ou os daqui do chão. – Voltei a prestar atenção enquanto Edward observa os prêmios.
Porém bati o olho em meu celular constatando que já são quase nove horas, logo teremos que ir embora.
— Bella. – O olhei, mas só enxerguei um panda gigante! – Para você. – Ele estendeu o presente.
Meio sem jeito peguei a pelúcia enorme, não só em tamanho, mas de significado também.
— Ai meu Deus Edward, é lindo. Não sei como agradecer.
— Eu sei. – Edward tentou me beijar, mas o urso impediu. – Talvez não tenha sido uma boa ideia.
— Não fala isso. – Peguei o urso colocando-o no balcão. – Pronto, agora onde estávamos? – Ele nem respondeu somente me beijou. Retribui mostrando todos os sentimentos e sensações. – Obrigada, eu amei.
— Que bom que gostou, agora vamos. – Nos despedimos do senhor simpático e continuamos andando pelo parque. – Já está escuro, mas você quer um sorvete?
— Só se você o dividir comigo.
— Perfeito.
Procurarmos por um lugar e Edward pegou o doce para nós dois.
Bem ao lado da barraquinha está à roda gigante, o único brinquedo clichê que ainda não fomos, mas parecendo ler meus pensamentos, Edward perguntou se não quero ir, aceitei prontamente e seguimos para o mesmo.
Demos os dois últimos tíquetes e entramos na cabine, coloquei meu urso em um banco e sentamos no outro, continuamos tomando o sorvete e aproveitando o passeio.
— Já está tarde, não é mesmo? – Edward quebrou o silêncio.
— Sim, acho que já é hora de irmos. – Ele assentiu. – Queria que esse dia durasse para sempre.
— Eu também. Mas saiba de uma coisa, aconteça o que acontecer, estejamos onde estivermos nunca me esquecerei de hoje. Nem de nós dois aqui juntos e felizes.
— Nem eu. – Inebriada por seu olhar, declarei. – Adoro você Edward.
Queria poder dizer um eu te amo, mas, por enquanto, foi o que pude falar.
— Eu adoro você, demais.
A roda parou no alto, olhamos a lua e depois em nossos olhos, passei para o seu colo, então selamos as declarações com um beijo.
Porém esse teve um gosto e sentimento diferente, uma mistura do que admitimos sentir, com a falta que tudo isso fará e por não sabermos ao certo o que acontecerá amanhã.
Quando finalizamos o beijo ficamos abraçados sentindo nossos corações baterem como um só.
Já não tem mais espaço no meu interior.
Você encheu com a tua luz cada lugar.
É por você que com o tempo minha alma.
Se sente diferente...
À volta para casa foi tão silenciosa que nem o som do carro nos fez despertar para algo além do vazio.
Mal notei o percurso, só percebi que chegamos porque Edward parou o carro.
— Está entregue.
— Obrigada. – Pensei em só me despedir e sair, mas preciso falar. – Edward, não sei como vai ser amanhã, mas quero que saiba que esse dia foi o mais mágico e especial da minha vida. Hoje é seu aniversário e você abriu mão de fazer algo melhor para passar comigo...
— Você está errada, eu não poderia ter tido um aniversário melhor, ao lado de alguém melhor. E saiba que farei tudo para que o que tivemos hoje não seja apagado. – Ele beijou minha mão. – Agora acho melhor você entrar porque todos devem estar preocupados.
— Vou sim, apesar de que sua família também deve estar doida pelo seu sumiço, ainda mais hoje. – Ele assentiu. – Boa noite.
— Boa noite, nos vemos amanhã.
— Até amanhã. – Lhe dei um selinho e sai carregando minha rosa, ainda abri a porta traseira para pegar o urso e segui para casa.
Entrei e fui caminhando até alcançar a porta.
— Isabella Marie Swan onde você estava? – Emmett me recepcionou gritando. – Você me deve explicações mocinha. Eu quase liguei para os nossos pais para falar do seu sumiço.
— É Bella. Estávamos preocupados. O que houve? – Nesse perguntou também.
— Provavelmente meu celular descarregou. – Peguei o aparelho na bolsa confirmando o que disse. – É descarregou.
— E você não podia ter ligado de onde estava ou de um telefone publico? E o que são essas coisas com você? – Emmett continuou o inquérito.
— É mesmo. Como você conseguiu isso?
— Eu ganhei. Mas Nessie e Emm desculpem. Eu esqueci mesmo, mas agora vou subir porque estou muito cansada, amanhã nos falamos. Boa noite. – Sai os deixando seguindo para meu quarto.
Ao entrar coloquei meu urso na cama junto com a bolsa e a rosa, peguei um copo e coloquei água, depois procuro um vaso.
Despi-me e fui tomar um banho demorado, porque além de querer relaxar, aproveitei para repassar cada momento com Edward.
Depois do banho me troquei, escovei os dentes e fui para cama, antes de entrar para o banheiro tinha colocado o celular para carregar e assim que liguei apareceu uma mensagem de Edward.
De: Edward
Para: Bella
Você estava certa. Mamãe e Alice estavam doidas de preocupação, mas já as acalmei. Agora vou dormir. Novamente boa noite, tenha bons sonhos e só para saber. Farei com que o dia de hoje seja muito mais do que especial...
Beijos Edward.
Depois disso fui dormir ainda melhor porque sinto bem lá no fundo que algo maior está prestes a acontecer...
Só você, apenas quero que seja você.
Minha loucura, minha tranquilidade e meu delírio, meu compasso e meu caminho.
Só você, apenas quero que seja você.
Eu ponho em suas mãos meu destino por que.
Vivo para estar sempre, sempre, sempre, sempre.
Contigo amor...
Ao amanhecer despertei bem disposta e plenamente feliz. Me troquei vestindo uma roupa confortável fiz uma maquiagem leve e desci.
Quando cheguei à cozinha vi Sue acabando de entrar.
— Bom dia menina.
— Bom dia Sue. O que faz aqui tão cedo?
— Não é tão cedo. E precisarei sair um pouco antes do horário, ai vim antes para fazer tudo.
— Mas isso não é problema, quando precisar sair mais cedo pode ir tranquila. – Ela assentiu e começou a arrumar as coisas para o café.
Quando Nessie desceu começou a jogar indiretas sobre ontem, mas nem dei bola, logo tomamos café e seguimos para o colégio.
Não comentei com ninguém sobre ontem, mas o sorriso em meu rosto não nega que algo especial aconteceu e assim que entrei o vi, com toda beleza e charme parado perto do portão.
Involuntariamente meu sorriso aumentou e percebendo isso ele sorriu de volta, comecei a me aproximar querendo cumprimentá-lo, mas parei no meio do caminho quando aquela lambisgoia loira apareceu.
Na hora não soube o que fazer, não queria ficar vendo os dois aos beijos, mas ao mesmo tempo minha ânsia era de correr, puxar aquela coisinha pelos cabelos, dar pelo menos algumas bofetadas nela e dizer que aquele era meu homem! Que ele passou um dia único comigo, coisa que podia apostar que nunca fez com ela! Entre a razão e a emoção, acabei optando pela primeira, então sai sem voltar a olhá-los.
O resto da manhã passou se arrastando e não tive oportunidade de falar a sós com Edward, as aulas foram puxadas, pois semana que vem começam as provas. No intervalo, com todos juntos, nem tocamos no assunto e no treino os meninos foram para o campo enquanto ficamos na quadra.
Percebi que Edward queria falar comigo também, pelos olhares que capturei. Só não sei dizer se o que pretende me falar será algo bom ou ruim, assim só me resta esperar...
O resto da tarde e a noite de ontem passei estudando, com isso não tive muito tempo para pensar em Edward e nossa situação, mas hoje minha cabeça só sabe focar nisso. A festa será no sábado e não sei ainda o que fazer e como agir depois de tudo.
— Nessie, você não sabe de nada?
— Não. Ela não quis me falar. E você?
— Não sei muito também. Ele apenas ficou fora o dia todo e quando chegou foi com cara de bobo apaixonado.
— Bella também, parecia até flutuar.
— Vocês duas querem parar de falar como se eu não estivesse aqui?
Falei as duas intrometidas que estão atormentando minha cabeça desde cedo.
— Poderíamos parar se nos contasse o que houve – Nessie falou
— Vocês já sabem. Não sei o que mais pensam que existe para saber.
— Bella, não sabemos nada. – Alice pontou. – Deduzimos que você e o Edward passaram o dia juntos, mas não temos como confirmar se não nos disser.
— Ok. Passamos o dia juntos, satisfeitas agora?
— Não. Curiosas. Agora conta tudo.
— Depois Alice agora preciso comer.
— Como você pode pensar em comida quando tem algo importantíssimo para nos contar?
— Menos Nessie, depois falo o que puder.
Deixei as duas falando sozinhas e fui pegar meu lanche.
Na mesa sentei em meu lugar de costume ao lado do Edward, os meninos também estão aqui e as duas sentaram logo depois com caras amuadas, ri por dentro.
— Edward, quero falar com você. – Aquela que não deve ser nomeada, apareceu em nossa mesa querendo atormentar.
— Agora não Tanya.
— Agora sim. Quero falar com você e vai ser imediatamente – Disse já levantando a voz.
— Olha aqui, primeiro abaixa o tom que não gosto de escândalos. E segundo você não manda em mim para me obrigar a fazer algo que não quero. Então pode sair depois quando der falo com você.
Ele virou para mesa enquanto olhamos atônitos estranhando o jeito que falou, pelo menos na nossa frente nunca tinha agido assim.
— É para estar comigo nunca tem tempo, mas para essa oferecida da Swan, você sempre tem. – Soltou voltando a atrair nossa atenção. – Pensa que não sei que você preferiu passar seu aniversário com essa vagabunda do que comigo?
Já chega!
Agora ela pediu para ouvir umas boas, porém antes que pudesse fazer algo Edward levantou igual a um touro bravo derrubando até a cadeira, com isso terminando de chamar a atenção de todos.
— Escuta aqui. Quem você pensa que é para falar assim da Bella?
— Eu sou sua namorada! E tenho mais vergonha na cara do que essa dai que fica correndo atrás do homem dos outros.
— Cala essa boca agora! Que história é essa de seu homem e namorada? Se enxerga! Eu nunca namoraria alguém como você. Só porque fui trouxa o suficiente para ficar com você, não significa que estamos namorando ou lhe dá o direito de se sentir minha dona!
Estamos completamente sem reação, mas impossibilitados de parar de olhar a cena.
— Eu fui idiota sim de aceitar suas investidas baixas e cansativas. E mais tolo ainda por continuar com isso, sendo que em nenhum momento estive feliz. Mas sabe por que não te dei um fora mais uma vez e aceitei isso por todo esse tempo? – Foi uma pergunta retórica, mas ela ainda murmurou um não. — Por pena, única e exclusivamente pena. Pensei que fosse alguém ao menos tolerável. Mas você só provou o contrário, se mostrando fútil, mesquinha, mimada, chata e odiosa.
Achei que Tanya hesitaria e sairia correndo, mas ela tem se mantido firme.
— Eu jamais assumiria algo tão sério quanto um namoro com alguém como você. E agora não quero mais nada, acabou! Ouviu bem? Já não temos mais nada, não ouse me procurar ou importunar porque não vou mais tolerar desaforo nenhum. – Ele fez menção de sair, mas antes a encarou com um olhar ainda mais feroz. – E é bom que não ouça você dizer mais A que seja sobre a Bella ou posso acabar realmente perdendo a cabeça...
— Ah, essa parte você pode deixar comigo. Posso e quero muito me encarregar disso.
— Acho que não será necessário Nessie. Tanya já esta bem avisada do que deve fazer a partir da gora, não é mesmo? – Ela ficou em silêncio. – Eu imagino que sim, portanto, não quero mais saber de você perto de mim ou falando qualquer coisa da Bella.
Agora sim ele saiu pisando duro, enquanto ela continuou parada feito uma estatua, só saindo do lugar quando sua súdita, tão baixa quanto ela, apareceu para levá-la.
— Caramba. Se ele não era, a partir de hoje Edward tornou-se meu ídolo! – Jake disse brincando.
Todos riram e assim como em nossa mesa os comentários começaram a dominar o refeitório.
Ainda estou tentando assimilar tudo, pois são muitas informações para pouco tempo.
Quero procurá-lo para saber se está bem, se precisa de algo, mas sei que ele precisa desse tempo para pensar.
Olhei pelo refeitório e na direção que ele saiu, então o vi seguindo em direção aos jardins de trás do colégio. Seu olhar encontrou o meu e falei mesmo sem voz, apenas para entender.
— Você está bem?
— Melhor do que nunca.
Ele devolveu movendo da mesma maneira.
Sorri e ele sorriu de volta, mas não qualquer sorriso e sim o meu sorriso torto que me faz perder a linha. Em seguida deu uma piscadela maliciosa, constatando que percebeu o jeito besta que fico só de olhá-lo.
Acho que talvez tenhamos esperança juntos afinal...
CONTINUA.
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