Encurralado

2 Segunda Versão


Notas iniciais
Como eu disse, são duas versões. Os começos de ambos capítulos são idênticos, o que muda é o final xD Como eu já disse e volto a repetir, os créditos da imagem são do artista. A louca aqui não resistiu e já veio a história na minha mente..preciso parar com isso kkkkk

Um homem invadiu seu templo gritando seu nome. Ao ouvir o modo que o outro homem gritou, virou -se na direção da voz.

A pessoa estava na parte escura, onde a luz não alcançava, mas dava para se ver apenas uma sombra escura.

Conforme a sombra se aproximava, ele foi dando passos para trás. Até que bateu as costas na parede fria do templo.

— Asmita...

— O que foi? O que o futuro Demônio da Ilha Kanon faz no sexto templo da elite dourada de Athena? Veio me matar? — Sorriu atrevido, gesto que só fez o homem ficar mais furioso.

— Melhor calar a boca, Virgem! — Ele agarrou o pescoço fino do loiro e começou a espremer...

— E-então eu tinha r-razão! Veio para me matar D-Defteros?

— Vim para tomar o que é meu!

— M-me encurralado?

— ... — Ele se aproximou um pouco mais. Reparou em como ele estava vestido e sorriu. Ele vestia trajes típicos indianos.

Defteros observou o rosto magro do loiro sempre com os olhos fechados. Sabia que ele não tinha o sentido da visão. O geminiano se aproximou, colando os corpos. Virgem quase perdia o ar, mas sabia que esse era o estilo dele.

Asmita sentiu as respirações bem próximas. Chegavam a se misturar. O aperto em seu pescoço ficou mais frouxo e em seguida, o homem levou a mão que o enforcava atrás de seu pescoço, tocando com firmeza a nuca do guardião do sexto templo. Defteros tinha os olhos semi-serrados e o fez em seguida, deixou todos os sentidos do mais novo em alerta. O gêmeo de Aspros lambeu os lábios do loiro.

Asmita, sabia que ele não faria nada demais. De fato, era bruto. Um demônio. Mas era O seu demônio. O indiano entreabriu os lábios e deixou que o outro explorasse como bem entendia o interior de sua boca. Sentiu as presas afiadas do moreno conforme o beijo seguia, com sua língua enroscando neles. Aquilo tudo era apenas uma encenação. Por mais que Defteros tirasse seu ar daquela forma, era o homem que mais amava naquele lugar. O encontro se deu após o mais novo dos gêmeos dourados ter ferido seu irmão mortalmente e enterrado Aspros no cemitério do santuário.

Assim que o ar faltou durante o beijo, Defteros se afastou. O homem olhou para o seu loiro e sorriu. Asmita tinha os lábios inchados pelo beijo trocado.

— Abra os olhos, Asmita!

— Sabe que não posso.

— Não pode ou não quer?

— Não quero. Sabe muito bem que meus olhos não tem vida.

— Tem vida. Você que é iluminado demais para saber disso!

— Como pode ter tanta certeza, se desse o dia de meu nascimento, eu nunca puder ver?

— Abra os olhos, Asmita! — Ele dizia com um tom sério e autoritário. Mas na verdade, ele não mandava e sim, pedia. — Quero ver seus olhos.

— ... — O loiro se viu mais uma vez encurralado. Mesmo se abrisse, nunca poderia ver o outro homem. Mas mesmo assim o fez. — Melhorou?

— Muito! — Defteros encarava o olhar mais lindo que já vira em toda a sua vida.

O indiano tinha olhos azuis claros. Muito claros. Mesmo que fosse cego de nascença, os olhos de Asmita possuíam vida. Pareciam que encaravam o homem à sua frente. Gêmeos tocou no rosto delicado do amado e disse.

— Seus olhos são belos. Mas não tão belos quanto o dono deles.

— Idiota! — Ele começou a rir, tocando os ombros do moreno com as suas mãos. — O que pretende fazer agora?

— Vou partir para Ilha Kanon. Ficar no santuário agora não será uma boa ideia.

— Fique! Precisamos de você, agora que o Lost Canvas irá começar! Eu vou precisar de você!

— Você é forte! Conseguirá se virar muito bem sem mim!

— Mas não terei seus abraços! Não terei seus beijos. Não terei seu corpo ao meu lado na cama no dia seguinte.

— Tudo bem, Asmita. Você venceu. Dessa vez, você conseguiu me encurralar.

— Então..porque você não me encurrala na minha cama, debaixo dos lençóis? — O grego sorriu e pegou o loiro no colo como uma noiva, sumindo com ele para a área residencial da sexta casa.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!