Notas iniciais
Depois de anos, Betty retorna à Bogotá.

Alguns anos depois...

Ecomoda continuava sendo uma bem-sucedida empresa de modas. Catarina Mendoza Valência é uma adolescente feliz que mora com sua mãe, Marcela Valência Mendoza Doinell na casa e vê o pai sempre que pode. Os dois tem um ótimo relacionamento. O casamento não deu certo, embora os dois tenho tentado. Armando nunca esqueceu de Beatriz e por conta não conseguia ter um relacionamento saudável com Marcela, com isto, a esposa carente acabou caindo nos braços do Chef de cuisine francês da Mansão Mendoza, Michel Doinell.

—Não vou te criticar e tampouco me fazer de vítima ou indignado. Sei que mereço, pois nunca foi fiel e devotado a você como merecia!

Marcela estava com lágrimas nos olhos, por conta da vergonha.

—Não chore, Marcela. Você o ama?

—Sim. Nunca pensei que pudesse amar alguém que não fosse você.

—E ele?

—Diz que me ama!

—Então, não o perca, Marce. Não faça como eu. (abraça-a) Não perca quem ama por covardia, tampouco para agradar a sociedade.

—Continua amando Beatriz, não é?

—Como sabe?

—Não é necessário ser muito inteligente para perceber quanto se amam.

—Desculpe-me, Marcela! Eu tentei te amar, juro que tentei.

—Não tem que pedir desculpas. Não pude entender na ocasião. Morri de ciúmes desde o dia em que Juliano nos apresentou a ala. Sempre tive inveja de como a olhava com ternura e desejo, como nunca -olhou para mim.

—Marce, eu... a amo desde quando nos conhecemos e começamos a ser amigos.

—Eu sei. O nosso não tinha como dar certo. Mas me deste o maior presente que podia ter na vida: nossa filha! E sempre a teremos.

—Sim, Marce. Sim. E quero conversar com este sr. Doinell e saber das reais intenções com minha grande amiga Marcela!

Os dois riram entre lágrimas e abraços. E assim tornaram-se grandes amigos, Marcela casou-se com Michel e Armando e Camila (sua irmã) foram os padrinhos. Armando queria que fosse Beatriz, mas tentava há muito tempo, desde a separação com Marcela, encontrá-la.

—__

Betty não vinha à Bogotá há mais de cinco anos. A última vez que havia vindo foi por ocasião do Natal de 2011, mas tudo acabara em briga, porque seu pai, não queria que morasse fora da Colômbia. Beatriz havia se casado de novo, com um argentino e agora atendia pelo nome de Beatriz Pinzón Garcia .

Depois de tanto tempo, Betty precisou voltar à Colômbia, pois seu pai estava mal do coração, internado no Hospital Geral de Bogotá. Sua mãe também estava preocupada.

—Sinto-me culpada por ter ficado tanto tempo afastada de papai e da senhora! Como vão as coisas?

—Nicolás se tornou sócio da Ecomoda e mora em um apartamento na Zona Norte.

—Oh quem diria! E a dona Eugênia?

—Foi morar com ele e a esposa. Sabe que ele casou, não?

—Sei, mandei presente, mas não dá para aceita que tenha se casado com a oxigenada!

—Quem?

—É como chamávamos Patrícia, mamãe!

—Ah, mas agora nem podem mais. Ela assumiu seus cabelos castanhos.

—Nem consigo imaginar!

—Ela e Eugênia brigam o dia inteiro.

—Posso imaginar!

—Com isso, Nicolás não está feliz, mas está feliz de voltar a trabalhar com seu antigo chefe.

—Quem? Seu Armando?

—Sim. Ele venceu novamente as eleições e tornou-se presidente da Ecomoda!

Que bom! As ações perderam muito valor desde que dr. Valência assumiu a presidência!

—Estou vendo que está a par do que acontece em sua antiga empresa.. –Beatriz ficou vermelha -Aquele, por pouco, não vendeu tudo. Eu não entendo muito, mas seu pai me explicou.

Nicolás, tão logo soube que Betty estava de volta à Bogotá, não perdeu tempo. Visitou a amiga na antiga casa de Palermo e a convidou para uma festinha com amigos íntimos em seu apartamento. Betty, ao princípio, relutou em ir, não queria encontrar Patrícia, pois temia que a moça ainda estivesse magoada por tê-la colocado na loja do Centro. Mas Nicolás garantiu que Patty havia mudado: terminou a faculdade e tornou-se gerente da tal loja, por isso, não guardava mágoas. De fato, não guardava. Patty continuava sendo a mesma esbanjadora de sempre, mas custeava seus gastos também, parecia gostar muito de Nicolás, o que deixou Betty muito feliz. Dona Eugênia ficou feliz em revê-la. Entre os convidados, os esperados: um ou outro executivo de alguma empresa que era desconhecido para Betty, as meninas do quartel, como Sandra e Mariana com seus maridos, Marcela que, compareceu sozinha (pois Michel estava em uma Feira Gastronomia). Marcela exibia uma bela barriga, o que Betty estranhou, vez que Nicolás havia contado de sua separação de Armando, mas não de seu casamento com outrol. Todos conversavam animosamente como velhos conhecidos, Betty parecia deslocada, ainda bem que tinha vindo acompanhado de seu filho, que ficava o tempo todo agarrado à mãe.

O que Betty não esperava é que a campainha soasse naquele momento. Nicolás foi atender.

—Ah, olá, chefe!

—Desculpe-me, pelo atraso.

—Não tem problema.

—E o meu tem? -perguntou Mário

—De forma alguma. Entrem aí!

Os dois estavam acompanhados de duas moças. A que acompanhava Armando era tão nova, que por uns momentos Betty pensou que deveria ser sua filha Cathy, já que não a via há muito tempo.

Quando Beatriz ouviu aquela voz sentiu seu coração gelar e sua pele se arrepiar.

“É ele! Armando!” –suspirou em seus pensamentos

—Nem imagina quem está aí, chefe!

—Quem?

—Betty!

Armando sentiu-se congelar do mesmo jeito. Há cinco anos, desde que se separara, não havia cessado de procurar Betty sem sucesso, mas nem Nicolás, nem seus pais informavam onde estava e agora estava ali, na sua frente. Suas pernas travaram, seu coração começou a bater com força, seu corpo suava, embora estivesse frio.

—Está tão linda!

Um filme passou por sua cabeça, desde o dia em que se conheceram na loja. Do mesmo modo quando Beatriz o viu. Pensou que jamais sentiria isso quando o visse. A vontade que tinham era de se tomarem e começarem a se beijar. Logo, todos começaram a se cumprimentar, fazendo que quebrasse o clima de amor platônico entre Armando e Beatriz. Ele reparou que ela estava com um menino ao lado, assim como ela também reparou na “menina” que ele tinha ao lado.

—Oh, esta é Catty? Oi, Catty, Sou Betty. Te vi nascer! Como cresceu!

—Não, Beatriz! –disse Marcela, que estava ao lado e não conseguia acreditar que Armando já estava com a nova modelo da empresa. –Esta não é nossa filha!

—Prazer, querida! Sou Maribel, noiva de Armando! (oj oj oj desculpem, mas coloquei este nome mesmo.)

—Noi-va?

—Sim. E você quem é?

—Sou Beatriz. Uma velha amiga.

—Prazer.

Armando não sabia onde enfiar a cara. A modelo não era sua noiva, apenas passavam bem de vez em quando, para desafogar e não enlouquecer e a moça sabia disso, por que tinha que dizer que eram noivos.

—O que vou dizer para Beatriz?

Beatriz pegou um copo de uma bebida qualquer e foi para o banheiro, seu filho a seguiu.

—Mãe! Mãe! Está bem?

—Sim. Só uma queda de pressão, meu filho. Mamãe já sai.

Então, o jovem voltou para o sofá onde estava sentado. Muitos dos presentes, começaram a reparar que o filho de Betty lembrava em muito Armando, principalmente, Marcela e Mário.

Passado o susto, Beatriz enxugou as lágrimas, retocou-se e disse a si mesmo no espelho.

—Qual é Beatriz? Ele tem direito a refazer sua vida depois de separar-se de dona Marcela. E gosta das modelos e essa aí bem mais jovem. Até achei que fosse sua filha! E dona Marcela será que se casou de novo?

Quando saiu do banheiro, levou um susto. Armando estava do lado de fora.

—Beatriz!

—Doutor! -assustou-se –O que faz aqui?

—Preciso me explicar!

—Não tem porque se explicar!

—Sim, tenho. Não estou noivo como ... ela disse.

—O senhor se separou e é um homem livre.

Ele a segurou com força e empurrando para dentro do banheiro a beijou com paixão. Ela pensou em protestar, mas correspondeu a seu beijo com a mesma paixão.

—Que falta sinto de você! (Ele começou a passar a mão pelo seu corpo e a subir sua saia.)

—Não, Armando, não!

—Por quê, Beatriz? Sinto falta sua!

—Não podemos fazer algo aqui na casa do Nicolás e da Patrícia.

—Tem razão. (beijo)

—Ainda mais está com sua garota aqui.

—Ela não é nada. Nem namorada. E sabe disso.

Beatriz se ajeitou.

—Não é o que disse!

Armando ouviu a voz de Maribel e se escondeu, Beatriz saiu sozinha.

Depois, Beatriz voltou para sala.

—Estou bem, filho.

—Que bom, estava preocupado. (beijo na testa)

Armando deu a volta e chegou à sala pelo outro lado.

—Por onde andava, Beatriz?

—Trabalhando. No Uruguai e Argentina, inclusive em uma empresa de Modas.

—Interessante.

—Não sente falta de Bogotá?

—Sim, muita. (os olhos dela e Armando se cruzaram)

Armando havia reparado com um menino estava encostado no ombro de Beatriz, mas achava que podia ser um primo ou algo assim.

(O menino cochichou no ouvido dela)

—Sim, logo iremos, querido!

—Quantos anos tem?

—13. É que ele é muito tímido.

—Não sou não, mãe! É que estou com sono.

—Mãe? Como assim mãe? Beatriz tem um filho? Será que se casou, pois uma moça como ela não teria um filho fora do casamento.

Estava desconcertado. Se tinha um filho, tinha se casado e se se casara. Como sua mulher pode ter se casado com outro? Primeiro lhe promete que vai voltar e volta só depois de mais de quatorze anos e casada com outro? E se ela não estiver mais casada? Se já acabou como o seu?

Armando estava perdido em seus pensamentos, Mário, então, se aproximou e cochichou.

—Está amuado aí, por quê?

—Não é nada, Mário!

—A tipa está bonita ainda!

—Quem?

—A mulher que tanto gosta, a tal Betty! Ou vai negar que a come com os olhos?

—Ela está casada!

—Casada?

—Sim.

—Como sabe?

—Tem um filho!

—E daí? Hoje em dia as mulheres tem filhos sem precisarem casar-se.

—Não conhece Beatriz! Ela não teria!

Logo, Beatriz aproveitou que seu filho estava com sono para ir embora. Despediu-se de todos.

—Ai, aparece na Ecomoda! –pediu Sandra –Para matarmos as saudades.

—Sim.

—Por favor, vai na Ecomoda! Podemos comer juntas e depois sairmos!

—Está bem!

—Bom revê-la! –cochichou Armando- Está ainda mais linda! Estendo o convite das moças para que vá à Ecomoda!

Betty ficou vermelha e excitada com aquele sussurro no ouvido.

—Minha amiga, venha quando quiser! Será sempre bem-vinda! Não é Patty?

—Sim, agora podemos ser amigas, quase cunhadas.

Depois de um tempo, Armando e Mário foram embora, levando as acompanhantes com eles. Naquela noite no apartamento de Mário, só se ouviam gemidos do quarto. Mário estava passando muito bem, enquanto, Armando havia falhado e não conseguia ter relações nem mesmo para desafogar a tensão que sentia. Passou a noite, imaginando como seria o marido de Beatriz e ela se contorcendo nos braços de outro homem. Estava louco de ciúmes.

Notas finais
Toma uma atitude, Armandito!