—Do que fala?
—Eles são seus filhos!
—Mas como assim?
—Antonio e Aninha são seus filhos!

Armando está em choque. Ele tinha notado que Antonio se parecia com ele e estava desconfiado. Mas pensou também que poderia ser apenas uma impressão, mas da garota ele não suspeitou.
—O que está dizendo, Betty? Como assim?
—Me desculpe Armando! Eu vou explicar para você!
Betty explica tudo.
—Mas como você esconde isso de mim, Beatriz?
—Por causa do seu casamento com Marcela e de tudo que ela passou durante a gravidez! Eu sabia que se te contasse, você iria deixá-la!
—E sabe que faria isso!
—Mas eu não poderia deixar você fazer isso! Tanto pela empresa quanto pela sua filha! E Marcela precisava!
—Betty, não carregue o mundo nas costas. Confesso que, quando vi Tony, suspeitei que ele fosse meu filho. Eu era assim nessa idade!
—Sim. Acho em quase tudo parece contigo. Mas ele é tímido e bom em matemática!
—Isso me deixa muito orgulhoso! Tão inteligente quanto sua mamãe.
—E tão linda quanto seu pai!

Armando enrubesceu, Betty o elogiou. Ele queria beijá-la, mas tinha que se segurar.
—E Aninha, isso me surpreendeu.
—Aninha é mais parecida comigo. Ele tem miopia e astigmatismo.

—Mas como é a história de que ela é minha filha?
—Você se lembra do tempo que passamos juntos um tempo juntos há uns dois anos em Bogotá?
—Sim, mas você já era casada com o Maurício. E nem quis se casar comigo quando eu pedi. Desculpe-me, Betty, não queria tocar neste assunto.
—Eu não pude me casar, porque Morris estava doente. Eu não podia abandoná-lo. Eu ia te explicar, mas não deixou.
—Sou muito teimoso!
—Como com a doença de Morris, eu não poderia dizer nada disso por telefone. Tinha que ser pessoalmente como hoje!
—Você sabe o quanto eu amo ser pai, Betty! Amo Catty e apesar do que passamos no casamento, ela me amarra a Marcela e nos torna melhores amigos por isto. Agora ela também está feliz com Michel e tem três filhos!
—Estou feliz por ela! Não poderia voltar para Bogotá e deixar Morris sozinho!
—Você deve tê-lo amado muito!
—Sim. Você não pode imaginar quanto.

Armando faz um olhar triste.
—Por quê: Por que você e o Maurício não tiveram filhos?
—Morris e eu? Filhos? Só se fosse um milagre!
— Ele não podia ter filhos?
—Não sei.
—Você não tentou?
—Não. Amava Mauricio, mas não como você está pensando. Ele e eu nos amávamos como irmãos, não como um casal!
—Mas como?
—Armando, o Morris era gay!
—Quê?
—Quando descobri que estava grávida e contei a ele minha história e soube como era meu pai. Ele disse que sua família também era assim. E ele me pediu em casamento. A princípio não quis aceitar, mas acompanhei as fotos suas do casamento, achei que estava feliz de fato e não quis atrapalhar o seu casamento.
—Foi só para inglês ver! Pela empresa, meus pais e Catty.
—Como podia saber? Eu me casei com Morris. E ele, como Nicolás, eram os melhores irmãos que ela poderia ter! Não te pareceu estranho que ele sumia para que ficássemos à vontade juntos?
—Sim, pensei, mas nunca quis te perguntar nada, não queria estragar o momento. Sempre quis estar com você. Então o Maurício casou com você e deu aos nossos filhos o seu sobrenome como se fosse o pai?
—Sim. Foi de enorme dignidade! Morris era doce e altruísta!
—Oh Betty! E pensar que ele estava louco de ciúme ao imaginar que ele estava em seus braços!
—Ah, Armando!
—Ah, Betty!
Ele a amarra pela cintura e a beija desesperadamente. Sentindo-se fraco, ela se deixou ir para a cama. Eles trocam carícias e beijos. Desesperado, quer voltar a amá-la, desabotoa o vestido preto dela, que reage.
—Não, Armando, não!
—Não?
—Mesmo que Maurício e eu não tenhamos sido um casal de verdade. Acho que devo respeitar Morris.
—Sim tem razão.
—Estou de luto por ele.
—Sim entendo. Ele foi um grande homem. Ele cuidou de você, assumiu meus filhos. Mas até quando vai ficar assim?
—Não sei. Dê-me este tempo.
—Está correto. -Abraça-a com ternura na cama. -Vou esperar até que esteja pronta. E meus filhos?
Vamos falar com o Tony! Ele merece saber. Contamos a Aninha mais tarde.
—E eu poderei vê-los?
—Sempre que quiser!
—Oh, Betty! Ela não sabe o quanto fica feliz em saber que tenho mais filhos. -ele a abraça mais forte _Que sempre foi ninha!
—Mas não foi assim com você! Sempre teve suas andanças!
—Entenda que só voltei quando descobri que você estava casada de novo. Achei que havia esquecido o que vivemos. Depois que foi à Bogotá e voltamos, parei, e não tive outra mulher. Eu concordei em ser o outro na sua vida, mesmo sem saber a verdade sobre Mauricio. Eu a queria só para mim e quando rejeitou minha proposta de casarmos, entrei em depressão. O Mário me levou para beber, para ficar com modelos e sim, comecei de novo com as aventuras.
—Sabia! — com ciúmes
—Mas eu nunca esqueci de você, mesmo tendo tentado. Me torturava saber que estava feliz com o marido.
—Ah, Armando. Muitos encontros e desencontros!
—Agora acabou, doutora! Eu não vou mais deixá-la ir! Estou sozinho e esperarei por você o tempo que precisar! Afinal, espero por você desde seus 15 anos! E eu sei que vale a pena! E eu vou ser fiel a você para sempre. Você concorda em ser minha namorada?
—Já aceitei, mas são namorados inocentes e secretos por enquanto!
—Está bem!
Naquela noite, Armando passou na casa de Betty. Tinham que dizer a Antônio que Armando era seu verdadeiro pai, a princípio o menino não quis aceitar, mas com o passar dos dias, conhecendo melhor Armando e vendo que o novo pai também era legal, ele aceitou ser seu amigo.
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